Soldado do EB e amigo roubaram promotora em Marabá
Desde que a promotora Alexssandra Muniz Mardegan foi assaltada, no dia 24 de julho deste ano, policiais civis do Núcleo de Inteligência da Polícia (NIP) iniciaram uma investigação que redundou, na identificação de dois assaltantes.
Um deles é soldado do Exército Brasileiro (EB), David da Conceição Matos, 20 anos e outro é ex-soldado também do EB, Ramon Ribeiro Rocha, 21 anos. Este foi preso nesta terça-feira (17) após ser ouvido em interrogatório conduzido pela delegada Bruna Paolucci.
Já o soldado do EB, David Matos foi preso no final da tarde de terça-feira (17), e segundo o relações públicas da 23ª Brigada, major Paulo Cezar Crocetti o militar está em uma das celas do 33º Pelotão de Polícia do Exército (PE), onde curiosamente ele é lotado.
O assalto – A promotoria Alexssandra Mardegan foi abordada por duas pessoas, numa manhã de sábado, quando saía da casa dela. Os ladrões levaram a bolsa dela contendo alguns objetos pessoais, dentre eles um telefone celular.
O caso foi registrado na Delegacia Distrital da Cidade Nova e na semana seguinte ao roubo o NIP entrou no caso e conseguiu descobrir os autores deste roubo.
Teria sido o Ramon Rocha quem anunciou o assalto e muito embora não tenha sacado arma de fogo, mas a promotora disse à delegada Bruna Paolucci que viu uma arma debaixo da roupa dele. Os dois acusados estavam numa moto biz vermelha, placa JVS-3776, pertencente ao David Matos.
Provavelmente eles não contavam que a vítima deles seria uma promotora de justiça e pra azar da dupla é da área criminal. Após o roubo, o NIP rastreou o telefone da promotoria e conseguiu localizar os acusados.
A prisão de Ramon Rocha e o comunicado acerca do envolvimento do soldado do EB David Matos no assalto foram cercados de muitos cuidados, inclusive o caso foi mantido longe dos olhos da imprensa.
Porém esse post tomou conhecimento do caso com absoluta exclusividade e acompanhou o caso desde o assalto até as prisões dos acusados.
David Matos em depoimento, na terça-feira, negou envolvimento no assalto e demonstrou estar preocupado quanto à provável expulsão dele do EB.
Contudo, o comparsa dele, Ramon Rocha confirmou que ambos cometeram o assalto, e contou detalhes de como fizeram o roubo.
Informou ainda que este teria sido o primeiro assalto da dupla, porém a delegada Bruna Paolucci investiga para levantar se ambos estão, ou não envolvidos em outros assaltos.
O juiz Claytoney Passos Ferreira, substituto da 5ª Vara Penal de Marabá decretou as respectivas prisões preventivas de ambos os acusados.
Por sua vez a promotora Alexssandra Mardegan disse que a investigação foi rápida e que teria dito aos policiais que de fato o serviço de interceptação telefônica funciona. “Funciona, mas precisamos de mais apoio para que possamos esclarecer outros casos”, comentou a delegada Bruna Paolucci.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Violência
IML necropsia cinco pessoas no final de semana
Neste final de semana o Instituto Médico Legal de Marabá (IML) necropsiou cinco pessoas. De Marabá duas foram vítimas de mortes violentas.
Uma delas foi a jovem Juliana Rodrigues, 16 anos, vítima de arma branca. Ela convivia maritalmente com um adolescente infrator conhecido como “Romário” e que morava com a vítima havia cerca de um ano. Ele é acusado de tê-la matado.
O crime se registrou na Rua João Paulo II, 36, Bairro Bela Vista, da madrugada de domingo, por volta de 4 horas da madrugada. O casal morava num quarto num fundo da casa de uma parente da vítima.
Populares informaram que ela vinha tentando se desvencilhar do Romário, pois constatou que o acusado constantemente estava envolvido com crimes e a espancava.
Pela manhã a vítima pretendia viajar para Eldorado do Carajás, porém resolveu sair para dar essa volta no clube “Casarão do Break”.
Inconformado com a provável separação o Romário foi atrás dela e teria desferido alguns socos nela.
Uma amiga da vítima, inconformada com a sessão de espancamento chamou a Polícia. Uma guarnição composta pelos cabos Edson Rodrigues e Antonio Carlos foram chamados para o bairro e conversaram com a menor, que disse estar tudo bem.
Uma hora mais tarde, os mesmos militares foram acionados e ao chegarem ao local constataram que a menor havia sido assassinada.
Outros – Maxuel Dias de Sousa, 22 anos vítima de homicídio, na escada alta de Marabá, no sábado (7).
Gerusa Godói de Araújo, 18, vítima de acidente de trânsito em Parauapebas.
Enquanto Josefa da Silva, 39 anos também foi vítima de acidente de trânsito em Parauapebas.
Por sua vez, João Evangelista dos Santos, 35, foi vítima de arma de fogo em São Domingos no domingo. Corpo deu entrada por volta de 22 horas no IML de Marabá.
Boletim de Ocorrência
Julgamento
Nesta terça-feira sentam no banco dos réus, Duene Vieira de Sousa e Márcio Cleiton Costa Rocha. Eles foram vítima de roubo, no final de 2004 e inconformados foram acertar as contas com o ladrão e acabaram presos.
Julgamento II
No próximo dia 18 é a vez de encarar a Justiça o acusado de ser homicida Jhonatan de Sousa Pinto, que teria matado Marcone Guimarães, crime ocorrido em 2007. Ambos os julgamentos são presididos pelo juiz Emerson Benjamin Pereira de Carvalho, titular da 4ª Vara Penal de Marabá.
Mutirão
Previsto para começar nesta terça e terminar na quarta, acontece o mutirão penal carcerário, que deve ser conduzido pela 7ª Vara de Execuções Penais com o apoio do Tribunal de Justiça do Estado (TJE).
Mutirão II
Nestes dois dias devem ser analisados pelo menos cem processos de detentos, que devem ser beneficiados pela Lei de Execuções Penais (LEP).
Mutirão III
O mutirão foi exigência dos detentos, que recentemente ensaiaram realizar motim, pois alegavam que os processos não tramitavam e que muitos detentos já tinham direito a progressão de regime.
Mutirão IV
Fonte segura informou que os detentos do Crama, pretendem, assim que terminar o mutirão, exigir a saída da atual direção desta casa penal.
IML necropsia cinco pessoas no final de semana
Neste final de semana o Instituto Médico Legal de Marabá (IML) necropsiou cinco pessoas. De Marabá duas foram vítimas de mortes violentas.
Uma delas foi a jovem Juliana Rodrigues, 16 anos, vítima de arma branca. Ela convivia maritalmente com um adolescente infrator conhecido como “Romário” e que morava com a vítima havia cerca de um ano. Ele é acusado de tê-la matado.
O crime se registrou na Rua João Paulo II, 36, Bairro Bela Vista, da madrugada de domingo, por volta de 4 horas da madrugada. O casal morava num quarto num fundo da casa de uma parente da vítima.
Populares informaram que ela vinha tentando se desvencilhar do Romário, pois constatou que o acusado constantemente estava envolvido com crimes e a espancava.
Pela manhã a vítima pretendia viajar para Eldorado do Carajás, porém resolveu sair para dar essa volta no clube “Casarão do Break”.
Inconformado com a provável separação o Romário foi atrás dela e teria desferido alguns socos nela.
Uma amiga da vítima, inconformada com a sessão de espancamento chamou a Polícia. Uma guarnição composta pelos cabos Edson Rodrigues e Antonio Carlos foram chamados para o bairro e conversaram com a menor, que disse estar tudo bem.
Uma hora mais tarde, os mesmos militares foram acionados e ao chegarem ao local constataram que a menor havia sido assassinada.
Outros – Maxuel Dias de Sousa, 22 anos vítima de homicídio, na escada alta de Marabá, no sábado (7).
Gerusa Godói de Araújo, 18, vítima de acidente de trânsito em Parauapebas.
Enquanto Josefa da Silva, 39 anos também foi vítima de acidente de trânsito em Parauapebas.
Por sua vez, João Evangelista dos Santos, 35, foi vítima de arma de fogo em São Domingos no domingo. Corpo deu entrada por volta de 22 horas no IML de Marabá.
Boletim de Ocorrência
Julgamento
Nesta terça-feira sentam no banco dos réus, Duene Vieira de Sousa e Márcio Cleiton Costa Rocha. Eles foram vítima de roubo, no final de 2004 e inconformados foram acertar as contas com o ladrão e acabaram presos.
Julgamento II
No próximo dia 18 é a vez de encarar a Justiça o acusado de ser homicida Jhonatan de Sousa Pinto, que teria matado Marcone Guimarães, crime ocorrido em 2007. Ambos os julgamentos são presididos pelo juiz Emerson Benjamin Pereira de Carvalho, titular da 4ª Vara Penal de Marabá.
Mutirão
Previsto para começar nesta terça e terminar na quarta, acontece o mutirão penal carcerário, que deve ser conduzido pela 7ª Vara de Execuções Penais com o apoio do Tribunal de Justiça do Estado (TJE).
Mutirão II
Nestes dois dias devem ser analisados pelo menos cem processos de detentos, que devem ser beneficiados pela Lei de Execuções Penais (LEP).
Mutirão III
O mutirão foi exigência dos detentos, que recentemente ensaiaram realizar motim, pois alegavam que os processos não tramitavam e que muitos detentos já tinham direito a progressão de regime.
Mutirão IV
Fonte segura informou que os detentos do Crama, pretendem, assim que terminar o mutirão, exigir a saída da atual direção desta casa penal.
Caso do motel
Wandergleisson tem pena extinta pela Justiça
Entre as decisões do juiz licenciado da 7ª Vara de Execuções Penais, Jonas da Conceição Silva constam a extinção da pena de Wandergleisson Fernandes Silva.
Ele foi condenado a vinte anos de reclusão no dia 30 de setembro de 2004, tendo em vista que foi processado por estupro, atentado violento ao pudor e lesão corporal grave.
A advogada Socorro Abade juntamente com o estagiário Arnaldo Júnior, protocolizaram pedido de extinção de pena e conseguiram provar ao magistrado que Wandergleisson Fernandes Silva tina direito e acabaram provando ao juiz.
De certo que é o apenado cumpriu oito anos da pena imputada pela Justiça e agora pode trabalhar normalmente e não deve nada mais para a Justiça.
Durante o cárcere, Wandergleisson Silva liderou rebelião no Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes, fugiu e foi preso no rio de Janeiro.
Quando retornou, cumpriu pena, se tornou evangélico, estudou e passou no vestibular para Direito. No final desse ano ele deve concluir o curso e poderá exercer a profissão normalmente.
Wandergleisson tem pena extinta pela Justiça
Entre as decisões do juiz licenciado da 7ª Vara de Execuções Penais, Jonas da Conceição Silva constam a extinção da pena de Wandergleisson Fernandes Silva.
Ele foi condenado a vinte anos de reclusão no dia 30 de setembro de 2004, tendo em vista que foi processado por estupro, atentado violento ao pudor e lesão corporal grave.
A advogada Socorro Abade juntamente com o estagiário Arnaldo Júnior, protocolizaram pedido de extinção de pena e conseguiram provar ao magistrado que Wandergleisson Fernandes Silva tina direito e acabaram provando ao juiz.
De certo que é o apenado cumpriu oito anos da pena imputada pela Justiça e agora pode trabalhar normalmente e não deve nada mais para a Justiça.
Durante o cárcere, Wandergleisson Silva liderou rebelião no Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes, fugiu e foi preso no rio de Janeiro.
Quando retornou, cumpriu pena, se tornou evangélico, estudou e passou no vestibular para Direito. No final desse ano ele deve concluir o curso e poderá exercer a profissão normalmente.
Eldorado
Ladrões driblam a polícia e atacam em Eldorado do Carajás; roubaram o Banpará e também o Basa
Quadrilha ataca de novo na região
Edinaldo Sousa
Nem bem a Divisão de Repressão e Combate ao Crime Organizado (DRCO) concluiu a investigação referente ao roubo ao Banco do Brasil de São Domingos do Araguaia que a quadrilha volta a agir, numa verdadeira demonstração de que os ladrões não estão preocupados com a presença da polícia na região.
Desta vez o alvo foram as agências do Banco do Estado do Pará (Banpará) e Banco da Amazônia (Basa), no centro de Eldorado do Carajás, sudeste do Pará.
Pelo menos oito assaltantes invadiram a agência e levaram todo o dinheiro, cujo montante não foi repassado para a Imprensa. Oficiosamente a reportagem levantou que os ladrões levaram cerca de R$ 150 mil do Banpará.
Este é o quarto assalto a banco neste mês de agosto no Pará. Em Santarém uma quadrilha aplicou o assalto na modalidade “sapatinho” e roubou cerca de um milhão.
No dia 4, foi a vez de São Domingos do Araguaia, ocasião em que cinco ladrões invadiram a agência do Banco do Brasil e durante meia hora permaneceram e aterrorizaram o município.
Ontem à tarde os ladrões atacaram as duas agências. A Polícia faz buscas na área, mas até o fechamento desta edição nenhum suspeito havia sido preso.
Equipes da DRCO, que estão na área desde o início da semana passada, policiais de Marabá e Parauapebas reforçam as buscas.
Igual – Pela maneira com a qual os ladrões usaram pode ser a mesma quadrilha que roubou em São Domingos do Araguaia.
Os ladrões chegaram em duas camionetes, uma parte entrou nos bancos e outros integrantes da quadrilha ficaram do lado de fora atirando para cima a fim de evitar qualquer tipo de aproximação da Polícia. Após vinte minutos de intenso tiroteio os assaltantes fugiram em duas camionetes e retornaram em direção à “Curva do S”, antes, porém, os bandidos queimaram uma camionete em cima de uma ponte.
Os ladrões pegaram uma vicinal que corta Eldorado do Carajás e que dá acesso ao município de São Geraldo do Araguaia e à Palestina do Pará, divisa com Araguatins (TO), por onde os ladrões podem ter fugido.
Uma fonte segura informou que os ladrões podem ser os mesmos que atacaram em São Domingos do Araguaia.
Neste final de semana, alguns suspeitos foram vistos caminhando tranquilamente pela vila São Benedito, localizada na tríplice fronteira de São Domingos, Eldorado e São Geraldo.
Os suspeitos ostentavam rifles e carregavam dois malotes que teriam sido roubados de São Domingos do Araguaia.
“Daí para o bando permanecer no mato e se reorganizarem e roubarem em Eldorado do Carajás é bem provável”, opinou uma fonte, que pediu reserva da identidade.
O Núcleo de Inteligência da Polícia (NIP) participa das investigações, e de acordo com fonte segura pode não ser a mesma quadrilha, porém o NIP continua tentando identificar os acusados das duas quadrilhas.
Assaltos crescem
* 90 pessoas foram presas pela polícia no último ano, por roubo a banco no Pará
* 9 é o número de assaltos que a Polícia Civil conseguiu evitar com as prisões
* 52 acusados foram presos antes de cometer o crime de assaltos no ano passado
* 12 quadrilhas foram capturadas depois de terem o cometido assaltos em 2009
Ladrões driblam a polícia e atacam em Eldorado do Carajás; roubaram o Banpará e também o Basa
Quadrilha ataca de novo na região
Edinaldo Sousa
Nem bem a Divisão de Repressão e Combate ao Crime Organizado (DRCO) concluiu a investigação referente ao roubo ao Banco do Brasil de São Domingos do Araguaia que a quadrilha volta a agir, numa verdadeira demonstração de que os ladrões não estão preocupados com a presença da polícia na região.
Desta vez o alvo foram as agências do Banco do Estado do Pará (Banpará) e Banco da Amazônia (Basa), no centro de Eldorado do Carajás, sudeste do Pará.
Pelo menos oito assaltantes invadiram a agência e levaram todo o dinheiro, cujo montante não foi repassado para a Imprensa. Oficiosamente a reportagem levantou que os ladrões levaram cerca de R$ 150 mil do Banpará.
Este é o quarto assalto a banco neste mês de agosto no Pará. Em Santarém uma quadrilha aplicou o assalto na modalidade “sapatinho” e roubou cerca de um milhão.
No dia 4, foi a vez de São Domingos do Araguaia, ocasião em que cinco ladrões invadiram a agência do Banco do Brasil e durante meia hora permaneceram e aterrorizaram o município.
Ontem à tarde os ladrões atacaram as duas agências. A Polícia faz buscas na área, mas até o fechamento desta edição nenhum suspeito havia sido preso.
Equipes da DRCO, que estão na área desde o início da semana passada, policiais de Marabá e Parauapebas reforçam as buscas.
Igual – Pela maneira com a qual os ladrões usaram pode ser a mesma quadrilha que roubou em São Domingos do Araguaia.
Os ladrões chegaram em duas camionetes, uma parte entrou nos bancos e outros integrantes da quadrilha ficaram do lado de fora atirando para cima a fim de evitar qualquer tipo de aproximação da Polícia. Após vinte minutos de intenso tiroteio os assaltantes fugiram em duas camionetes e retornaram em direção à “Curva do S”, antes, porém, os bandidos queimaram uma camionete em cima de uma ponte.
Os ladrões pegaram uma vicinal que corta Eldorado do Carajás e que dá acesso ao município de São Geraldo do Araguaia e à Palestina do Pará, divisa com Araguatins (TO), por onde os ladrões podem ter fugido.
Uma fonte segura informou que os ladrões podem ser os mesmos que atacaram em São Domingos do Araguaia.
Neste final de semana, alguns suspeitos foram vistos caminhando tranquilamente pela vila São Benedito, localizada na tríplice fronteira de São Domingos, Eldorado e São Geraldo.
Os suspeitos ostentavam rifles e carregavam dois malotes que teriam sido roubados de São Domingos do Araguaia.
“Daí para o bando permanecer no mato e se reorganizarem e roubarem em Eldorado do Carajás é bem provável”, opinou uma fonte, que pediu reserva da identidade.
O Núcleo de Inteligência da Polícia (NIP) participa das investigações, e de acordo com fonte segura pode não ser a mesma quadrilha, porém o NIP continua tentando identificar os acusados das duas quadrilhas.
Assaltos crescem
* 90 pessoas foram presas pela polícia no último ano, por roubo a banco no Pará
* 9 é o número de assaltos que a Polícia Civil conseguiu evitar com as prisões
* 52 acusados foram presos antes de cometer o crime de assaltos no ano passado
* 12 quadrilhas foram capturadas depois de terem o cometido assaltos em 2009
Fugas são constantes no Crama
Fácil, fácil
Ronan Claro e mais dois fogem do Crama
Não é de hoje que as fugas acontecem no Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama) em Marabá. Na última semana, três pessoas saltaram os muros daquela casa penal e ganharam a liberdade.
Um dos presos é considerado de alta periculosidade: trata-se de Ronan Claro Rodrigues, Carlos Resplandes Pompeu e a detenta Carla Cristina Nascimento Chaves.
Se Marabá é considerada cidade perigosa, agora, com a fuga de Ronan Claro Rodrigues, pode-se dizer que a cidade vai ficar ainda mais perigosa para os cidadãos dada a periculosidade deste detento.
Ronan Claro é considerado pela polícia como sendo bastante perigoso. Desde a infância que ele responde a procedimento policial. Atualmente constam contra ele 18 processos em Marabá, que vão desde assalto a homicídios, latrocínio, furtos e roubos.
Condenado a 25 anos de reclusão, por ter matado Antonio Filho dos Santos, colega dele de cela o acusado ultimamente estava em regime fechado e misteriosamente cumpria pena na enfermaria.
À Polícia resta descobrir as circunstâncias da fuga dele, que aconteceu na tarde do último sábado (7) quando o acusado estava tomando banho de sol, muito embora não tivesse autorização judicial para permanecer na enfermaria.
A reportagem levantou que Ronan Claro conversou com o agente prisional Valterson Nunes da Silva e pediu para tomar banho de sol, porém bastou o agente prisional virar as costas para o acusado saltou o muro e ganhou a liberdade.
A detenta Carla Chaves cumpria pena no regime fechado e estava autorizada pela direção a trabalhar na cozinha do Crama, segundo relato da agente prisional Joice Carmem Amador Cardoso.
Carlos Pompeu, embora fosse preso provisório, também estava trabalhando na cozinha do Crama e fugiu saltando um muro, pois não havia segurança algum segundo informou o agente prisional João Brasil Monteiro Filho.
Vale lembrar que Carla fugiu no dia 2, enquanto Carlos Pompeu fugiu no dia 5 e Ronan Claro saltou o muro da enfermaria no sábado (7).
Misteriosamente as fugas foram comunicadas após um considerável hiato. Todas foram registradas no sábado 7, sendo que o responsável pelos registros foi o escrivão Dílson José Lima Gonçalves e o delegado Victor Diego Ribeiro.
Passando a limpo – A delegada, Bruna Paolucci, lotada na Delegacia Distrital da Cidade Nova quer esmiuçar o que está por trás das constantes fugas do Crama.
Entre as dúvidas que pairam na cabeça da delegada está o fato de os detentos do Crama, que cumprem pena no regime fechado desta casa, são simplesmente transferidos para a enfermaria, onde, hipoteticamente a vigilância é menor.
Outra preocupação da delegada diz respeito à facilidade com que os detentos fogem do Crama. Praticamente todas as semanas acontecem as fugas.
Não menos intrigante é a maneira como a direção trata as fugas. As últimas três fugas, observa a delegada, foram feitas dias após os acusados fugirem e sempre com o delegado Victor Diego, quando na verdade teria de ser registrada consigo, pois o Crama compreende área de jurisdição da Distrital da Cidade Nova.
“Vamos intimar a direção desta casa penal para verificarmos o que está acontecendo lá, pois está muito fugir”, comentou a delegada que se pode dizer “está com a pulga atrás da orelha”.
A direção desta casa penal não se pronuncia a respeito das constantes fugas. A reportagem enviou e-mail para a assessoria de imprensa do Sistema Prisional a fim de saber o que o major da PM, Marcos Valério, constatou a quando da vinda dele ao Crama, há duas semanas, mas não houve retorno.
Ronan Claro e mais dois fogem do Crama
Não é de hoje que as fugas acontecem no Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama) em Marabá. Na última semana, três pessoas saltaram os muros daquela casa penal e ganharam a liberdade.
Um dos presos é considerado de alta periculosidade: trata-se de Ronan Claro Rodrigues, Carlos Resplandes Pompeu e a detenta Carla Cristina Nascimento Chaves.
Se Marabá é considerada cidade perigosa, agora, com a fuga de Ronan Claro Rodrigues, pode-se dizer que a cidade vai ficar ainda mais perigosa para os cidadãos dada a periculosidade deste detento.
Ronan Claro é considerado pela polícia como sendo bastante perigoso. Desde a infância que ele responde a procedimento policial. Atualmente constam contra ele 18 processos em Marabá, que vão desde assalto a homicídios, latrocínio, furtos e roubos.
Condenado a 25 anos de reclusão, por ter matado Antonio Filho dos Santos, colega dele de cela o acusado ultimamente estava em regime fechado e misteriosamente cumpria pena na enfermaria.
À Polícia resta descobrir as circunstâncias da fuga dele, que aconteceu na tarde do último sábado (7) quando o acusado estava tomando banho de sol, muito embora não tivesse autorização judicial para permanecer na enfermaria.
A reportagem levantou que Ronan Claro conversou com o agente prisional Valterson Nunes da Silva e pediu para tomar banho de sol, porém bastou o agente prisional virar as costas para o acusado saltou o muro e ganhou a liberdade.
A detenta Carla Chaves cumpria pena no regime fechado e estava autorizada pela direção a trabalhar na cozinha do Crama, segundo relato da agente prisional Joice Carmem Amador Cardoso.
Carlos Pompeu, embora fosse preso provisório, também estava trabalhando na cozinha do Crama e fugiu saltando um muro, pois não havia segurança algum segundo informou o agente prisional João Brasil Monteiro Filho.
Vale lembrar que Carla fugiu no dia 2, enquanto Carlos Pompeu fugiu no dia 5 e Ronan Claro saltou o muro da enfermaria no sábado (7).
Misteriosamente as fugas foram comunicadas após um considerável hiato. Todas foram registradas no sábado 7, sendo que o responsável pelos registros foi o escrivão Dílson José Lima Gonçalves e o delegado Victor Diego Ribeiro.
Passando a limpo – A delegada, Bruna Paolucci, lotada na Delegacia Distrital da Cidade Nova quer esmiuçar o que está por trás das constantes fugas do Crama.
Entre as dúvidas que pairam na cabeça da delegada está o fato de os detentos do Crama, que cumprem pena no regime fechado desta casa, são simplesmente transferidos para a enfermaria, onde, hipoteticamente a vigilância é menor.
Outra preocupação da delegada diz respeito à facilidade com que os detentos fogem do Crama. Praticamente todas as semanas acontecem as fugas.
Não menos intrigante é a maneira como a direção trata as fugas. As últimas três fugas, observa a delegada, foram feitas dias após os acusados fugirem e sempre com o delegado Victor Diego, quando na verdade teria de ser registrada consigo, pois o Crama compreende área de jurisdição da Distrital da Cidade Nova.
“Vamos intimar a direção desta casa penal para verificarmos o que está acontecendo lá, pois está muito fugir”, comentou a delegada que se pode dizer “está com a pulga atrás da orelha”.
A direção desta casa penal não se pronuncia a respeito das constantes fugas. A reportagem enviou e-mail para a assessoria de imprensa do Sistema Prisional a fim de saber o que o major da PM, Marcos Valério, constatou a quando da vinda dele ao Crama, há duas semanas, mas não houve retorno.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
juiz quer saber se Maurino está mesmo doente
Juiz pode requisitar perícia médica
Edinaldo Sousa - Mais um capítulo envolvendo a investigação de Caixa 2 na Comarca de Marabá. O juiz Cristiano Magalhães Gomes informou na manha desta quinta-feira que pode pedir uma perícia médica para constatar, ou não a doença do prefeito de Marabá, Maurino Magalhães de Lima (PR), que na semana passada apresentou atestado médico dizendo que sofria de arritmia cardíaca.
Um grupo de empresário de Parauapebas denunciou o prefeito de que teria emprestado cerca de R$ 1,4 milhão para a Coligação “A Marabá que queremos”, que elegeu Maurino Magalhães, cujos valores não foram pagos e nem prestados contas à Justiça Eleitoral.
Neste processo, a oitiva de testemunhas que deve ouvir os empresários já foi protelada cinco vezes, por conta dos sucessivos recursos apresentados por parte de Maurino Magalhães.
Outro ponto que colocou em xeque a doença de Maurino Magalhães foi o súbito retorno dele ao cargo na tarde desta quarta-feira (4) por ocasião do lançamento do programa Bolsa Trabalho, no ginásio de esportes da escola Irmã Teodora, bairro Liberdade.
Dois – O vice-prefeito Nagilson Rodrigues Amoury (PRB), que assumia interinamente não havia retransmitido o cargo ao prefeito Maurino Magalhães, até a quinta-feira.
O chefe de gabinete Darcivan Ramos informou que Maurino Magalhães assumiu o cargo somente nesta sexta-feira, tendo em vista que expirou a licença médica de Maurino que era de sete dias.
Contudo, o Boletim Diário, emitido pela Assessoria de Comunicação informava que na quinta-feira mesmo Maurino Magalhães tinha assumido.
Inobstante ao desencontro de informações do executivo pode-se concluir, que caso algum ato administrativo tenha sido tomado pelo prefeito licenciado, no futuro pode ser anulado.
A reportagem levantou que na quinta-feira o Livro de Transmissão de Cargo foi entregue para o vice Nagilson Amoury repassar o cargo, que ele teria se recusado, alegando falta de respeito para consigo.
Nagilson Amoury entendeu o ato como se fosse uma ofensa, pois a retransmissão do cargo deveria, pelo menos ser precedida de um ato solene e não simplesmente uma assinatura dele no livro como se estivesse mandando um bilhete pra alguém. “É no mínimo falta de respeito”, comentou.
Quando esteve à frente da administração municipal, por três dias, Nagilson Amoury costurou um acordo com sindicalistas da saúde e educação, sendo que pelo acordo, a Prefeitura deveria estornar o dinheiro dos servidores que estavam em greve por 22 dias. Esse estorno se daria em duas vezes, em folhas complementares.
Reunião - Na manhã de quinta estava previsto para acontecer uma reunião com sindicalistas ligados à saúde e educação de Marabá, na Secretaria de Educação, porém o prefeito Maurino Magalhães não compareceu.
A reportagem levantou que Maurino Magalhães, ficou de se reunir com o secretário de educação Ney Calandrini Azevedo para se inteirar a respeito da situação de professores afastados, ou demitidos e somente no final da tarde de ontem iria se reunir com os sindicalistas, porém, até ontem ainda não o fez.
Caso não haja essa devolução do dinheiro, os sindicatos pretendem ingressar com ação na Justiça, segundo informou o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará, Wendel Bezerra Lima.
A uma emissora de rádio de Marabá, Maurino Magalhães disse na manhã de ontem que tinha assumido, mas que não tinha assinado nenhum documento.
Quanto à dúvida de quem era, ou não prefeito durante os últimos sete dias, o juiz Cristiano Magalhães Gomes disse que não sabia quem seria e que não caberia a ele responder, ou tampouco ser comunicado a respeito da transmissão do cargo.
Para ele, o curso da ação que investiga se houve, ou não Caixa 2 não é prejudicada, porém alertou que diante desta incerteza em relação ao titular do cargo, o município pode ficar no prejuízo, caso haja, no futuro, a anulação de algum ato do prefeito Maurino Magalhães.
Versão da prefeitura sobre a saúde de Maurino
Na tarde de ontem (6), o jornal conversou com o secretário municipal de Comunicação, Gilson Magalhães, irmão do prefeito Maurino Magalhães, sobre o possível pedido de perícia médica.
Segundo Gilson, o prefeito está realmente com problemas de saúde, como comprova o laudo médico, e que, por isso, não teme se submeter a qualquer perícia médica.
Ainda de acordo com ele, o prefeito retomou as atividades, mas está fazendo tudo de forma mais moderada devido a seu estado de saúde.
"Ele (Maurino) não estava dormindo direito, por isso os médicos recomendaram que ele repouse mais", comentou o secretário.
Por outro lado, o prefeito concedeu entrevista à Rádio Clube de Marabá, dizendo que está realmente muito doente porque tem passado por muitas tribulações. "Eu sou um ser humano e também adoeço", desabafou Maurino.
Edinaldo Sousa - Mais um capítulo envolvendo a investigação de Caixa 2 na Comarca de Marabá. O juiz Cristiano Magalhães Gomes informou na manha desta quinta-feira que pode pedir uma perícia médica para constatar, ou não a doença do prefeito de Marabá, Maurino Magalhães de Lima (PR), que na semana passada apresentou atestado médico dizendo que sofria de arritmia cardíaca.
Um grupo de empresário de Parauapebas denunciou o prefeito de que teria emprestado cerca de R$ 1,4 milhão para a Coligação “A Marabá que queremos”, que elegeu Maurino Magalhães, cujos valores não foram pagos e nem prestados contas à Justiça Eleitoral.
Neste processo, a oitiva de testemunhas que deve ouvir os empresários já foi protelada cinco vezes, por conta dos sucessivos recursos apresentados por parte de Maurino Magalhães.
Outro ponto que colocou em xeque a doença de Maurino Magalhães foi o súbito retorno dele ao cargo na tarde desta quarta-feira (4) por ocasião do lançamento do programa Bolsa Trabalho, no ginásio de esportes da escola Irmã Teodora, bairro Liberdade.
Dois – O vice-prefeito Nagilson Rodrigues Amoury (PRB), que assumia interinamente não havia retransmitido o cargo ao prefeito Maurino Magalhães, até a quinta-feira.
O chefe de gabinete Darcivan Ramos informou que Maurino Magalhães assumiu o cargo somente nesta sexta-feira, tendo em vista que expirou a licença médica de Maurino que era de sete dias.
Contudo, o Boletim Diário, emitido pela Assessoria de Comunicação informava que na quinta-feira mesmo Maurino Magalhães tinha assumido.
Inobstante ao desencontro de informações do executivo pode-se concluir, que caso algum ato administrativo tenha sido tomado pelo prefeito licenciado, no futuro pode ser anulado.
A reportagem levantou que na quinta-feira o Livro de Transmissão de Cargo foi entregue para o vice Nagilson Amoury repassar o cargo, que ele teria se recusado, alegando falta de respeito para consigo.
Nagilson Amoury entendeu o ato como se fosse uma ofensa, pois a retransmissão do cargo deveria, pelo menos ser precedida de um ato solene e não simplesmente uma assinatura dele no livro como se estivesse mandando um bilhete pra alguém. “É no mínimo falta de respeito”, comentou.
Quando esteve à frente da administração municipal, por três dias, Nagilson Amoury costurou um acordo com sindicalistas da saúde e educação, sendo que pelo acordo, a Prefeitura deveria estornar o dinheiro dos servidores que estavam em greve por 22 dias. Esse estorno se daria em duas vezes, em folhas complementares.
Reunião - Na manhã de quinta estava previsto para acontecer uma reunião com sindicalistas ligados à saúde e educação de Marabá, na Secretaria de Educação, porém o prefeito Maurino Magalhães não compareceu.
A reportagem levantou que Maurino Magalhães, ficou de se reunir com o secretário de educação Ney Calandrini Azevedo para se inteirar a respeito da situação de professores afastados, ou demitidos e somente no final da tarde de ontem iria se reunir com os sindicalistas, porém, até ontem ainda não o fez.
Caso não haja essa devolução do dinheiro, os sindicatos pretendem ingressar com ação na Justiça, segundo informou o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará, Wendel Bezerra Lima.
A uma emissora de rádio de Marabá, Maurino Magalhães disse na manhã de ontem que tinha assumido, mas que não tinha assinado nenhum documento.
Quanto à dúvida de quem era, ou não prefeito durante os últimos sete dias, o juiz Cristiano Magalhães Gomes disse que não sabia quem seria e que não caberia a ele responder, ou tampouco ser comunicado a respeito da transmissão do cargo.
Para ele, o curso da ação que investiga se houve, ou não Caixa 2 não é prejudicada, porém alertou que diante desta incerteza em relação ao titular do cargo, o município pode ficar no prejuízo, caso haja, no futuro, a anulação de algum ato do prefeito Maurino Magalhães.
Versão da prefeitura sobre a saúde de Maurino
Na tarde de ontem (6), o jornal conversou com o secretário municipal de Comunicação, Gilson Magalhães, irmão do prefeito Maurino Magalhães, sobre o possível pedido de perícia médica.
Segundo Gilson, o prefeito está realmente com problemas de saúde, como comprova o laudo médico, e que, por isso, não teme se submeter a qualquer perícia médica.
Ainda de acordo com ele, o prefeito retomou as atividades, mas está fazendo tudo de forma mais moderada devido a seu estado de saúde.
"Ele (Maurino) não estava dormindo direito, por isso os médicos recomendaram que ele repouse mais", comentou o secretário.
Por outro lado, o prefeito concedeu entrevista à Rádio Clube de Marabá, dizendo que está realmente muito doente porque tem passado por muitas tribulações. "Eu sou um ser humano e também adoeço", desabafou Maurino.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Líderes do MST se reúnem no assentamento 26 de Março
MST celebra 11 anos do assentamento 26 de Março
Edinaldo Sousa
Na próxima sexta-feira (30) o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra no Pará (MST) celebra os 11 anos do assentamento 26 de Março, localizado na antiga fazenda Cabaceiras, nas margens da Rodovia BR-155 (antiga PA-150), distante cerca de 30 quilômetros do centro de Marabá, próximo à vila Sororó.
O evento, na verdade, começa nesta terça, ocasião em que deve iniciar o encontro de líderes do MST. O encontro se estende até o dia 30. Nesse intervalo acontece uma vasta programação cultural e desportiva, sendo que no dia 30 o grupo de forró Falamansa encerra o evento com grande show.
No estado do Pará, o MST coordena 12 acampamentos, nos municípios de Canaã dos Carajás, Eldorado do Carajás, Tucumã, Ourilândia do Norte, Pacajá, Irituia, Capitão Poço.
De uma única vez, o MST enfrenta grupos poderosos, como os Quagliato, a Agro Santa Bárbara e mais recentemente o pastor e ex-deputado federal, Josué Bengtson, tendo em vista que a fazenda dele, em Santa Izabel, está ocupada.
Nestes acampamentos o MST coordena cerca de 3,6 mil famílias e tem como método de trabalho a implantação de política agrária familiar, além de educação.
“A idéia é celebrar os 11 anos de lutas e conquistas no assentamento 26 de março”, comenta Charles Trocate, que esteve ontem à tarde na redação deste jornal acompanhado do líder sem terra Alberto Lima da Silva, o Tim Maia, e o jornalista Márcio Zonta, ocasião em que convidou a população em geral para participar das festividades.
Durante os 10 anos de acampamentos do MST, na antiga Fazenda Cabaceiras, então pertencente ao pecuarista Evandro Liege Chuquia Mutran aconteceram três reintegrações de posse.
Ocupação – A ocupação da Fazenda Cabaceiras se deu no dia 26 de março de 1999 e precedeu diversas lutas, prisões e mortes. A data é uma homenagem a um dos coordenadores do MST, Onalício de Araújo Barros, o Fusquinha, morto no dia 26 de Março de 1998, juntamente com, Valentim Serra, o Doutor, crimes ocorridos na então fazenda Goiás II em Parauapebas.
Crédito – Para Charles Trocate, o crédito rural, que hipoteticamente seria o grande alavancador da reforma agrária, na verdade é dispendioso para o agricultor ter acesso ao financiamento.
Do ponto de vista familiar, mesmo com todas as dificuldades, Trocate afirma que o assentamento 26 de Março é vitorioso.
“Temos diversas rendas, há pessoas que ganham, mais e outras menos em função do tipo de tecnologia que aplica no lote, mas no cômputo geral consideramos uma vitória a estrutura do assentamento, pois as pessoas que estavam dispersas, agora estão juntas num ambiente familiar e comunitário’”, afirma.
Nos assentamentos do MST é aplicado o método da comunidade em contraponto o trinômio: homem – tecnologia e produção. “O Assentamento é a comunidade, pois são nestes ambientes que se desenvolvem sistemas e métodos comunitários”, acrescenta Trocate.
Pra se ter uma idéia da importância da agricultura familiar, Trocate comentou que 15, bilhão de pessoas vivem em área de fronteira agrícola e destas, pelo menos meio milhão vivem da agricultura familiar.
Incra – O Incra, como órgão indutor da reforma agrária, segundo Trocate, historicamente tem servido de trampolim político.
Além desse aspecto, em diversas outras ocasiões, ainda de acordo com o líder do MST, o órgão foi cercado de denúncias de desvios de recursos públicos.
“Se, de fato, cumprisse a missão dele, seria um órgão extraordinário nesse papel de induzir a reforma agrária”, comenta.
Em contraponto às diversas intempéries e dificuldades de se produzir o MST se articula com o governo federal e com a Prefeitura de Parauapaebas para implantar o Instituto Latino Americano de Agroecologia no assentamento Palmares, que é o mais antigo no Pará e foi criado em 1994.
No assentamento 26 de Março, segundo Trocate têm reservados 340 hectares para a construção da Escola Família Agrícola, cuja proposta é educar os jovens, filhos de agricultores para que possam aplicar o conhecimento na propriedade como forma de ampliar e melhorar a produção rural.
Edinaldo Sousa
Na próxima sexta-feira (30) o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra no Pará (MST) celebra os 11 anos do assentamento 26 de Março, localizado na antiga fazenda Cabaceiras, nas margens da Rodovia BR-155 (antiga PA-150), distante cerca de 30 quilômetros do centro de Marabá, próximo à vila Sororó.
O evento, na verdade, começa nesta terça, ocasião em que deve iniciar o encontro de líderes do MST. O encontro se estende até o dia 30. Nesse intervalo acontece uma vasta programação cultural e desportiva, sendo que no dia 30 o grupo de forró Falamansa encerra o evento com grande show.
No estado do Pará, o MST coordena 12 acampamentos, nos municípios de Canaã dos Carajás, Eldorado do Carajás, Tucumã, Ourilândia do Norte, Pacajá, Irituia, Capitão Poço.
De uma única vez, o MST enfrenta grupos poderosos, como os Quagliato, a Agro Santa Bárbara e mais recentemente o pastor e ex-deputado federal, Josué Bengtson, tendo em vista que a fazenda dele, em Santa Izabel, está ocupada.
Nestes acampamentos o MST coordena cerca de 3,6 mil famílias e tem como método de trabalho a implantação de política agrária familiar, além de educação.
“A idéia é celebrar os 11 anos de lutas e conquistas no assentamento 26 de março”, comenta Charles Trocate, que esteve ontem à tarde na redação deste jornal acompanhado do líder sem terra Alberto Lima da Silva, o Tim Maia, e o jornalista Márcio Zonta, ocasião em que convidou a população em geral para participar das festividades.
Durante os 10 anos de acampamentos do MST, na antiga Fazenda Cabaceiras, então pertencente ao pecuarista Evandro Liege Chuquia Mutran aconteceram três reintegrações de posse.
Ocupação – A ocupação da Fazenda Cabaceiras se deu no dia 26 de março de 1999 e precedeu diversas lutas, prisões e mortes. A data é uma homenagem a um dos coordenadores do MST, Onalício de Araújo Barros, o Fusquinha, morto no dia 26 de Março de 1998, juntamente com, Valentim Serra, o Doutor, crimes ocorridos na então fazenda Goiás II em Parauapebas.
Crédito – Para Charles Trocate, o crédito rural, que hipoteticamente seria o grande alavancador da reforma agrária, na verdade é dispendioso para o agricultor ter acesso ao financiamento.
Do ponto de vista familiar, mesmo com todas as dificuldades, Trocate afirma que o assentamento 26 de Março é vitorioso.
“Temos diversas rendas, há pessoas que ganham, mais e outras menos em função do tipo de tecnologia que aplica no lote, mas no cômputo geral consideramos uma vitória a estrutura do assentamento, pois as pessoas que estavam dispersas, agora estão juntas num ambiente familiar e comunitário’”, afirma.
Nos assentamentos do MST é aplicado o método da comunidade em contraponto o trinômio: homem – tecnologia e produção. “O Assentamento é a comunidade, pois são nestes ambientes que se desenvolvem sistemas e métodos comunitários”, acrescenta Trocate.
Pra se ter uma idéia da importância da agricultura familiar, Trocate comentou que 15, bilhão de pessoas vivem em área de fronteira agrícola e destas, pelo menos meio milhão vivem da agricultura familiar.
Incra – O Incra, como órgão indutor da reforma agrária, segundo Trocate, historicamente tem servido de trampolim político.
Além desse aspecto, em diversas outras ocasiões, ainda de acordo com o líder do MST, o órgão foi cercado de denúncias de desvios de recursos públicos.
“Se, de fato, cumprisse a missão dele, seria um órgão extraordinário nesse papel de induzir a reforma agrária”, comenta.
Em contraponto às diversas intempéries e dificuldades de se produzir o MST se articula com o governo federal e com a Prefeitura de Parauapaebas para implantar o Instituto Latino Americano de Agroecologia no assentamento Palmares, que é o mais antigo no Pará e foi criado em 1994.
No assentamento 26 de Março, segundo Trocate têm reservados 340 hectares para a construção da Escola Família Agrícola, cuja proposta é educar os jovens, filhos de agricultores para que possam aplicar o conhecimento na propriedade como forma de ampliar e melhorar a produção rural.
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