O serviço de inteligência da Policia Federal (PF) do Pará e do Mato Grosso detectou que um traficante estava em trânsito e saiu, no início dessa semana da cidade de Curvelo, no Mato Grosso para Marabá e estaria transportando uma significativa quantidade de cocaína.
De posse dessa preciosa informação, policiais federais de Marabá, coordenados pelo delegado Robert Nunes Ferreira montaram campana e conseguiram interceptar um acusado à altura da Vila Sororó, no Quilômetro 35 da BR 155.
Foi preso o acusado de ser traficante, Everaldo Monesi, 41 anos. Ele dirigia um Uno Mille, placa KAP-8495. Dentro do tanque desse carro os agentes localizaram 18 quilos de pasta base de cocaína, que quando batizada renderia até dez vezes mais essa quantidade.
Evidentemente que o delegado Robert Nunes não informou para quem seria entregue a droga em Marabá, porém confirmou que uma parte da droga seria despejada na cidade.
Marabá há muito na rota do tráfico e nos últimos dois anos se acentuou consideravelmente o fluxo de cocaína e crack.
Visando dar uma freada no tráfico a Polícia Federal, apesar de ter o entendimento de que não muito produtivo o combate a varejo, pretende monitorar onde há os principais pontos de venda e quem sabe desencadear micro operações para tentar prender traficantes.
No caso da prisão de ontem Robert Nunes lembrou que esse é o tipo de trabalho que demorar em se obter resultados, em função das constantes metamorfoses adotadas pelos traficantes, que se utiliza de diversas estratégias para ludibriar a fiscalização policial.
Pra se ter uma idéia, há cerca de dois meses pelo menos 16 quilos de cocaína conseguiu entrar em Marabá.
No caso da prisão de ontem o acusado escondeu a droga dentro do tanque combustível. Por conta disso ele não podia encher o tanque, porém carregava consigo alguns galões com álcool e quando o carro entrava na reserva, abastecia o veículo.
“Fizemos algumas perguntas e ele se contradisse, ficou nervoso, mas como tínhamos informações a respeito do suspeito, mandamos o carro para a oficina e constatamos que a droga estava dentro do tanque”, narra o delegado.
O último argumento do acusado, segundo fonte segura, foi tentar dizer que a droga pertenceria a conterrâneo que andava com ele.
Porém esta pessoa ao ser questionada demonstrou que não tinha conhecimento da droga e assim foi liberado, enquanto Everaldo Monesi foi autuado por tráfico de drogas e no final do dia foi encaminhado ao Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Chama).
PF fecha cerco contra falsos pescadores
A Polícia Federal (PF) dá demonstração que pretende fechar o cerco contra falsos pescadores, que nesta época do ano, se utilizam de métodos nada convencionais para se apropriarem do seguro defeso.
Na semana passada, policiais federais, coordenados pelo delegado Robert Nunes Teixeira deram um “bote” certeiro na presidente da Colônia de Pescadores de Palestina do Pará, a Z-67, Lucineide Rodrigues de Sousa.
Os federais cumpriram mandado de busca e apreensão expedido pelo então juiz federal Carlos Borlido Hadad. Na casa dela, o delegado disse ter recolhido vários documentos de prováveis pescadores. Chamou a atenção do delegado o fato de no município de Palestina do Pará haver mais de 800 pescadores cadastrados.
No município a população estimada é de aproximadamente 8 mil moradores. “É um percentual muito alto de pescadores, o que dá mais de 10%, então é muito estranho”, comenta o delegado.
Robert Nunes comentou ainda que recebeu várias denúncias de que em Palestina do Pará há muitos pescadores que na verdade apenas se beneficiam do seguro defeso, que é liberado em quatro parcelas de um salário cada.
Para o delegado, é muito comum haver denúncias de que as Colônias de Pescadores da região cadastram pescadores a mais do que o número real, ou seja, visam apenas se locupletar do dinheiro publico.
Nesta região as denúncias partem dos municípios de Itupiranga, Breu Branco, Tucuruí e Jacundá. Boa parte das denúncias é investigada, porém vale lembrar que por conta do volume fica praticamente impossível para a PF acompanhar todos os casos.
Pai e filha presos por tráfico
Policiais civis disfarçados de usuários de droga prenderam na tarde desta quarta-feira (2), Adonias da Cruz 42 anos e a filha dele, Auenes Souza da Cruz, 20 anos, grávida de oito meses.
Os dois foram autuados pelo delegado Bruno Fernandes Lima por tráfico de drogas, já que na casa deles, na rua Itatocan 61, São Félix os policiais localizaram uma pequena quantia de maconha e 58 petecas de crack, além de R$ 146,00.
Detalhe curioso neste caso é que os dois se acusam mutuamente em relação a quem pertencia a droga, que foi localizada enterrada no quintal da casa.
A mulher, diz que está grávida e que morava agregada na casa do pai dela, porém iria sair na próxima segunda.
Ela confirma que vendeu duas petecas de crack para um suposto usuário de drogas, que na verdade era um policial civil infiltrado e logo em seguida recebeu voz de prisão.
Negou que a droga lhe pertencesse e disse que o pai dela é traficante há algum tempo. Adonias da Cruz, por sua vez repele e repudia a acusação da filha.
“A gente tem que assumir aquilo que é não tenho nada a ver com isso, moro no quilômetro 40 em São João e venho aqui de vez em quando”, se defendeu.
Independentemente das alegações de ambos o certo é que na casa os policiais localizaram a droga e pretendem continuar efetuando esse trabalho de infiltração e disfarce a fim de tentar minimizar a atuação dos traficantes em Marabá.
Preso acusado de vários homicídios
Policiais militares da 2ª Zona de Policiamento Militar, sob o comando do major Denner Eudes Favacho da Rocha, prenderam na tarde de quinta-feira Renan Pereira da Silva, o Renanzinho, acusado de ter matado várias pessoas em Marabá, entre o final do ano passado e início deste ano.
Porém, após longo depoimento, o acusado foi posto em liberdade tendo em vista que não havia situação de flagrante contra ele. Um dos crimes dos quais ele está sendo teve como vítima, Alan Peterson Alves Batalha, o Presunto, morto a tiros no dia 24 de dezembro quando saía de uma boate no bairro Liberdade.
Este crime teria sido cometido em parceria com o também acusado de ser homicida, Alesy Franckrai Mamolla Souza Fernandes, o Jorginho, preso no último sábado, após longa perseguição policial.
A dupla, naquele dia, tentou matar Leandro da Conceição Silva, que até ontem continuava internado no Hospital Municipal de Marabá.
No crime contra o Presunto, os dois, segundo o sargento Arielson de Jesus Ramos, utilizaram um ardil até sutil para matá-lo.
No momento em balearam o Presunto, alguns motoqueiros davam estalidos nos canos de descarga das motos, semelhante a tiros, então os dois teriam se aproveitado desse barulho para matar o Presunto.
Este crime, ainda segundo o militar, desencadeou a morte de outros dois adolescentes. Um deles foi morto a tiros na travessa Pará, bairro Liberdade, no dia 27 de dezembro.
E, no dia 3 de janeiro, outro adolescente, também de 13 anos, conhecido por “Abu” foi morto a tiros na rua Antonio Zucatelli, bairro Jardim Vitória.
Segundo o sargento Arielson, estes crimes foram cometidos pela dupla, que utilizava uma moto YBR, vermelha sem a rabeta, parte posterior da moto. Estes dois adolescentes teriam sido mortos porque sabiam que Renanzinho e Jorginho haviam matado o Presunto.
Outros crimes que aconteceram recentemente em Marabá também estão sendo imputados à dupla. Um deles teve como vítima William Batista Lima Freitas, o Neguinho da Touca, 22 anos, morto a tiros no dia 17 de janeiro deste ano.
Mas o que a Polícia tem de garantia contra ambos é a tentativa de homicídio contra Leandro da Conceição Silva, no sábado, próximo ao balneário Vavazão, Independência.
Nesta tentativa, segundo fonte da Polícia estaria por trás o tráfico de drogas e exemplo de muitos outros crimes que aconteceram recentemente, sendo que os dois, segundo a mesma fonte, estavam matando a mando de traficantes.
De posse de todas estas informações, a Polícia trabalha no sentido de montar o inquérito policial para tentar vincular tais mortes aos acusados, mas esbarra num velho problema: a falta de colaboração de testemunhas.
Vale lembrar que no sábado, quando Jorginho atirou em Leandro, um dos tiros atingiu de raspão o pescoço de uma criança, de apenas cinco anos de idade. Aparentemente a criança não corre risco de morte.
Quando Renan foi preso, segundo o sargento Arielson Ramos, ele foi logo adiantando: “podem me bater, mas não vou contar nada”.
Ouvido pelo delegado Victor Manfrini Corrêa Braga o acusado negou todos os crimes, apesar de haver fortes indícios contra ele. “Ele é frio, faz as paradas e não abre de jeito algum”, comentou o sargento.
Agora a Polícia trabalha na perspectiva de montar o quebra-cabeça dos vários crimes imputados aos dois e posteriormente deve pedir a prisão preventiva deles.
Carlinhos pode ter sido vítima de vingança
A Divisão de Homicídios tem poucos elementos que possam indicar quais foram os autores de um homicídio que aconteceu no final da tarde da última segunda-feira em Marabá.
Neste caso a Polícia descobriu que se tratava de José Carlos Marinho da Silva, o Carlinhos, 39 anos, morto a tiros no final da avenida Boa Esperança, bairro Independência.
A vítima foi baleada quando trafegava por esta rua numa bicicleta bastante surrada. Foi morto com vários tiros, sendo a maioria na cabeça dele.
A reportagem levantou que Carlinhos era um antigo freqüentador de cadeias, tanto que respondia a cinco processos na Comarca de Parauapebas.
Da extensa lista de crimes constavam furtos, roubos, dano ao patrimônio e até homicídios. “Ele não era boa bisca, tanto que me separei dele”, conta a dona de casa Edilene Silva Cândido 32 anos.
A mulher esteve na Delegacia Distrital da Cidade Nova para apanhar a bicicleta e ficou de ir até a quitinete onde Carlinhos morava, na avenida Boa Esperança, bairro Independência para apanhar os objetos do ex-marido, com o qual teve três filhos.
Contou que conviveu maritalmente com Carlinhos durante doze anos e boa parte desse tempo o ex-marido ficou preso. Carlinhos foi sepultado no início da noite de terça-feira no Cemitério da Saudade.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Delegada expulsa advogado
Quem vê a delegada Adriana Sacramento Silva pela primeira vez, a impressão e conclusão que se tira é de uma mulher, simpática e elegante, porém por trás de um rosto bonito se esconde uma pessoa bastante altiva e de pulso forte.
Semana passada ela, literalmente expulsou da sala dela, o advogado Albérico Mesquita Ribeiro após uma breve discussão sendo que a delegada não gostou nenhum um pouco do tratamento dispensado a ela por parte do advogado. A qualquer momento fatos novos a respeito do caso.
Semana passada ela, literalmente expulsou da sala dela, o advogado Albérico Mesquita Ribeiro após uma breve discussão sendo que a delegada não gostou nenhum um pouco do tratamento dispensado a ela por parte do advogado. A qualquer momento fatos novos a respeito do caso.
sábado, 29 de janeiro de 2011
Morte anunciada
Sindicalista assassinado dentro de casa
Ele queria ver a terra dividida como frisa a canção, “Funeral de um lavrador”, de Chico Buarque de Holanda e João Cabral de Melo Neto, porém o máximo que conseguiu foi “uma cova medida é a terra que querias ver repartida”.
Dois pistoleiros em uma moto silenciaram a tiros, na noite do último sábado o sindicalista Pedro de Oliveira Torres, o Pedro Sacaca. Era por volta das 19 horas quando aconteceu o homicídio.
Pelo menos quatro tiros acertaram a vítima. Os dois primeiros tiros foram dados quando Pedro Sacaca estava do lado de fora, o pistoleiro desferiu outros dois quando a vítima estava caída dentro da casa dele, situada na rua das Castanheiras, bairro Jardim União, núcleo Cidade Nova.
Ele coordenava o acampamento “Planta Brasil”, na fazenda Bandeirante, em Itupiranga sudeste do Pará. A propriedade pertence ao coronel da reserva, José Ricardo Barbosa Sobrinho.
A vítima contou ao amigo e também sindicalista, Sebastião Alves de Souza, o Tião Branco que saiu na semana passada do acampamento e estava sendo ameaçada de morte e acabou sendo assassinado dentro de casa.
O Núcleo de Inteligência da Polícia (NIP) já está no caso. Vale lembrar que crimes envolvendo sindicalistas causam um grande clamor popular, muito embora não se tenha uma comprovação que neste caso há alguma ligação com a luta pela posse da terra.
Em se tratando de NIP, via de regra, esta unidade consegue esclarecer os casos em que investiga, já que é considerada a elite da Policia Civil do Pará e detém uma considerável estrutura de trabalho. Continuamos no front e mais novidades a respeito desse caso a qualquer momento.
Ele queria ver a terra dividida como frisa a canção, “Funeral de um lavrador”, de Chico Buarque de Holanda e João Cabral de Melo Neto, porém o máximo que conseguiu foi “uma cova medida é a terra que querias ver repartida”.
Dois pistoleiros em uma moto silenciaram a tiros, na noite do último sábado o sindicalista Pedro de Oliveira Torres, o Pedro Sacaca. Era por volta das 19 horas quando aconteceu o homicídio.
Pelo menos quatro tiros acertaram a vítima. Os dois primeiros tiros foram dados quando Pedro Sacaca estava do lado de fora, o pistoleiro desferiu outros dois quando a vítima estava caída dentro da casa dele, situada na rua das Castanheiras, bairro Jardim União, núcleo Cidade Nova.
Ele coordenava o acampamento “Planta Brasil”, na fazenda Bandeirante, em Itupiranga sudeste do Pará. A propriedade pertence ao coronel da reserva, José Ricardo Barbosa Sobrinho.
A vítima contou ao amigo e também sindicalista, Sebastião Alves de Souza, o Tião Branco que saiu na semana passada do acampamento e estava sendo ameaçada de morte e acabou sendo assassinado dentro de casa.
O Núcleo de Inteligência da Polícia (NIP) já está no caso. Vale lembrar que crimes envolvendo sindicalistas causam um grande clamor popular, muito embora não se tenha uma comprovação que neste caso há alguma ligação com a luta pela posse da terra.
Em se tratando de NIP, via de regra, esta unidade consegue esclarecer os casos em que investiga, já que é considerada a elite da Policia Civil do Pará e detém uma considerável estrutura de trabalho. Continuamos no front e mais novidades a respeito desse caso a qualquer momento.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Vavá Mutran novamente julgado
O ex-deputado estadual Osvaldo dos Reis Mutran, 80 anos, deve ser julgado no dia 11 de abril deste ano. O julgamento deve ser presidido pelo juiz Edmar Silva Pereira, titular da 1ª Vara Criminal de Belém. A informação está postada no site do Tribunal de Justiça do Pará.
Vavá Mutran é acusado de ter matado o garoto David Abreu de Souza, no dia 4 de dezembro de 2002 à época com sete anos de idade.
A criança foi baleada na cabeça e caiu num campinho de terra batida à época localizado atrás de uma casa de Vavá Mutran, no bairro Quilômetro Sete, Nova Marabá.
David de Souza ainda foi socorrido e morreu dentro de uma ambulância na pista do aeroporto de Marabá. O garoto seria transferido para Araguaína-TO.
Vavá Mutran foi julgado no dia 24 de agosto de 2005 em Marabá, ocasião em que foi absolvido por cinco votos a dois. Naquela ocasião o Ministério Público Estadual recorreu e conseguiu anular o julgamento.
Os advogados Jânio Siqueira e Mancípor Oliveira Lopes patrocinaram a defesa de Vavá Mutran e conseguiram incutir nos jurados que o acusado era inocente.
Eles defenderam a tese de negativa de autoria. Neste novo julgamento o advogado Osvaldo Serrão deve patrocinar a defesa do acusado.
Absolvição - Apesar de preso em flagrante, Mutran negou ter cometido o crime, que imputou a um caseiro identificado por “Assis” e que nunca foi encontrado.
A defesa também alegou que as testemunhas de acusação não afirmaram categoricamente a culpa do fazendeiro, em cujas mãos também não teriam sido detectados vestígios de pólvora o que facilitou o trabalho da defesa.
A fim de evitar quaisquer influências. O desaforamento do julgamento para a capital paraense foi decidido pelas Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça do Estado (TJE).
A relatora, desembargadora Raimunda Noronha, atendeu ao pedido encaminhado pelo promotor Daniel Barros, sendo acompanhada à unanimidade pelos demais magistrados que compõem o colegiado.
Segundo o MPE, a realização do julgamento em Marabá poderia comprometer o resultado devido à influência econômica e política exercida pela família Mutran naquele município.
Ouvido pela reportagem, um dos filhos do acusado, negou que o julgamento estava marcado e informou que há um recurso tramitando em Belém a respeito do desaforamento do caso.
Vavá Mutran é acusado de ter matado o garoto David Abreu de Souza, no dia 4 de dezembro de 2002 à época com sete anos de idade.
A criança foi baleada na cabeça e caiu num campinho de terra batida à época localizado atrás de uma casa de Vavá Mutran, no bairro Quilômetro Sete, Nova Marabá.
David de Souza ainda foi socorrido e morreu dentro de uma ambulância na pista do aeroporto de Marabá. O garoto seria transferido para Araguaína-TO.
Vavá Mutran foi julgado no dia 24 de agosto de 2005 em Marabá, ocasião em que foi absolvido por cinco votos a dois. Naquela ocasião o Ministério Público Estadual recorreu e conseguiu anular o julgamento.
Os advogados Jânio Siqueira e Mancípor Oliveira Lopes patrocinaram a defesa de Vavá Mutran e conseguiram incutir nos jurados que o acusado era inocente.
Eles defenderam a tese de negativa de autoria. Neste novo julgamento o advogado Osvaldo Serrão deve patrocinar a defesa do acusado.
Absolvição - Apesar de preso em flagrante, Mutran negou ter cometido o crime, que imputou a um caseiro identificado por “Assis” e que nunca foi encontrado.
A defesa também alegou que as testemunhas de acusação não afirmaram categoricamente a culpa do fazendeiro, em cujas mãos também não teriam sido detectados vestígios de pólvora o que facilitou o trabalho da defesa.
A fim de evitar quaisquer influências. O desaforamento do julgamento para a capital paraense foi decidido pelas Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça do Estado (TJE).
A relatora, desembargadora Raimunda Noronha, atendeu ao pedido encaminhado pelo promotor Daniel Barros, sendo acompanhada à unanimidade pelos demais magistrados que compõem o colegiado.
Segundo o MPE, a realização do julgamento em Marabá poderia comprometer o resultado devido à influência econômica e política exercida pela família Mutran naquele município.
Ouvido pela reportagem, um dos filhos do acusado, negou que o julgamento estava marcado e informou que há um recurso tramitando em Belém a respeito do desaforamento do caso.
Juiz afasta prefeito de Marabá
Ação investiga provável caixa 2 e estava sendo procrastinada por conta de diversos recursos protelatórios
Edinaldo Sousa
De Marabá
Em ação que investiga provável formação de Caixa 2 durante a eleição de 2008 o juiz eleitoral da 23ª Zona Eleitoral, Cristiano Magalhães Gomes afastou ontem pela manhã o prefeito Maurino Magalhães de Lima e o vice, Nagilson Rodrigues Amoury
O magistrado tomou por base o Artigo 30 da Lei Eleitoral 9.504 de 30 de setembro de 1997, para tanto citou diversas jurisprudências para conceder a liminar afastando ambos.
“Reavaliando a tutela antecipada requerida na inicial, hei por bem deferi-la, afastando dos cargos de prefeito e vice, respectivamente Maurino Magalhães de Lima e Nagilson Rodrigues Amoury”, narra trecho da sentença, que tem caráter provisório.
Em seguida ordena: “Notifique-se o segundo colocado no pleito eleitoral (João Salame Neto) de 2008, para que no prazo de 05 dias, informe o interesse em assumir o cargo, vindo então a ser diplomado”.
Ontem mesmo o presidente da Câmara Municipal Nagib Mutran Neto (PMDB) foi notificado e assumiu ao cargo e deve permanecer até quando haja a diplomação do deputado estadual João Salame Neto (PPS).
Por fim o magistrado informou que “visando a celeridade processual, que a presente decisão tenta empreender, desde já designo audiência para oitiva das demais testemunhas para o dia 9 de fevereiro de 2.011 às 9 horas na Comarca de Marabá.
Ação – A coligação “Ta na mão do povo”, que elegeu Maurino e Nagilson teria sido beneficiada de recursos não contabilizados.
Consta na decisão de Cristiano Gomes, que, “existe teria recebido doação
Além disso, consta uma doação de mais de um R$ milhão de reais de um grupo de empresários de Parauapebas, cujo montante não foi contabilizado, o que ensejou a ação contra o prefeito e vice.
Em determinado trecho da ação o magistrado lembra que as partes representadas, Maurino e Nagilson, “vem abusando injustificadamente de seu direito de defesa, causando incidentes infundados do qual geral a suspensão do processo, adiamentos de audiências, incidentes, recursos infundados com caráter meramente protelatórios”, narra.
“No presente feito, foram apresentados recibos de pagamentos realizados pela advogada Nágila Amoury, referentes a honorários advocatícios decorrentes do acompanhamento de votação, apuração das eleições municipais para vários advogados, pela coligação “Tão na mão do povo”, porém o CNPJ indicado e de Maurino Magalhães e não da coligação”, fundamenta.
Ainda segundo a sentença, o magistrado explica. “No mais, encontro depoimento e documento de que os referidos pagamentos foram repassados em espécie e não consta a princípio, da prestação de contas dos representados”, assegura.
“Existe também, uma possível doação estimada em dinheiro de um imóvel pertencente a Antonio Silvério da Rocha, que não seria contabilizado”, afirma.
Por fim o magistrado diz que tem consciência que a medida, “mostra-se plenamente reversível, tendo em vista que tem caráter provisório, e visa fazer cessar o abuso de direito e a procrastinação processual”, finaliza.
Analise – Por sua vez, o deputado João Salame Neto não descarta a possibilidade de assumir o cargo, porém, na tarde de ontem estava consultando advogados e juristas a fim de definir qual o melhor caminho a seguir.
Comentou ainda que é prematuro dizer qual decisão irá tomar. “Vou aguardar ser notificado e o desenrolar dos fatos, até porque se trata de uma decisão interlocutória e a qualquer momento o prefeito e vice podem retornar”, comenta.
Nagib Mutran informou à imprensa marabaense que não fará nenhuma mudança radical, porém se propôs em manter a máquina funcionando até que o deputado estadual João Salame se decida a respeito do caso.
O prefeito Maurino Magalhães disse que não havia sido notificado formalmente a respeito do assunto e que estava tranqüilo, porém ficou de se pronunciar em outra ocasião.
Tramitação da ação
Numa linguagem bastante acessível o afastamento do prefeito e vice, Maurino Magalhães de Lima e Nagilson Rodrigues Amoury não significa dizer que ambos foram cassados, pois a ação que investiga provável utilização de Caixa 2 nas eleições de 2008 segue.
Para tanto está marcada para o próximo dia 9 de fevereiro às 9 horas deste ano, na Comarca de Marabá. A medida, segundo o magistrado, visa dar celeridade ao processo, tendo em vista que há várias medidas de caráter meramente protelatórias. Segue um pouco da tramitação processual desse caso.
Em 17 de setembro de 2009, dá-se início à ação de investigação.
Dia 22 de setembro, cumprida a primeira diligência
Em 13 de outubro a contestação de ambos foi protocolada
Em 15 de outubro foi dado vistas ao Ministério Público.
Em 04 de novembro os autos foram devolvidos pelo Ministério Publico.
Em 12 de novembro foi analisada a tutela antecipada, sendo naquela oportunidade indeferida. Na mesma ocasião foi designado o dia 26 de novembro de 2009, às 9h00, para oitiva de testemunhas.
Em 25 de novembro de 2009 foi requerido adiamento da audiência pelo representado Nagilson Amoury que se encontrava preso.
No dia 26 de novembro de 2009, novamente foi protocolado por Nagilson Amoury petição informando que fora solto na tarde do dia 25 de novembro.
No mesmo dia 26 de novembro de 2009, a audiência foi remarcada para o dia 02 de dezembro de 2009, às 9 horas.
Em 02 de dezembro de 2009, foi protocolado pelo representado Nagilson Amoury pedido de adiamento da audiência.
Em 02 de dezembro de 2009 a audiência foi remarcada para o dia 07 de dezembro, sendo determinada a intimação do advogado Paulo de Tarso, via telefone, apesar de Nagilson Amoury estar presente na audiência.
Em 07 de dezembro de 2009 foi protocolada pelo representado Nagilson Amoury, exceção de suspeição em face deste juiz eleitoral, o que ocasionou a imediata suspensão da audiência.
Em 08 de dezembro de 2009, este juízo suspendeu o processo e apresentou suas razões, não reconhecendo a suspeição, determinando ainda, o encaminhamento ao TRE.
Em 11 de dezembro de 2009, os autos foram encaminhados ao TRE e lá permaneceram até o dia 06 de abril de 2.010, quando então, o excipiente Nagilson Amoury, desistiu da suspeição, sendo arquivado o pedido pelo juiz José Rubens Barreiros de Leão.
Em 22 de junho de 2.010 os autos novamente seguiram ser curso, sendo designada audiência para a oitiva de testemunhas para o dia 14 de julho de 2.010, às 9 horas.
Em 7 de julho de 2.010, foi protocolado pelo advogado dos representados um pedido de adiamento da audiência em face de viagem marcada por ele.
Em 08 de julho de 2.010, foi remarcada a audiência para o dia 28 de julho de 2.010, às 9 horas.
Em 28 de julho de 2.010, foi protocolada pelo representado Maurino Magalhães pedido de afastamento de audiência em face de estar acometido de doença.
Na mesma data foi remarcada a audiência para o dia 0 de agosto de 2.010, às 9 horas.
Em 30 de julho de 2.010 foi protocolado novo pedido pelo representado Maurino Magalhães, informando da impossibilidade de comparecimento, tendo em vista que ainda estaria doente.
Diante desta informação apresentada, foi remarcada a audiência para o dia 11 de agosto de 2.010 às 9 horas.
Tendo em vista que o dia 11 de agosto de 2.010 era feriado no calendário eleitoral a data foi remarcada para o dia 1º de setembro de 2.010, às 9 horas.
Em 31 de agosto de 2.010 o representado Maurino Magalhães protocola requerimento, pelo qual deseja a inversão da prova, com o adiamento da audiência.
Finalmente, em 1º de setembro foi realizada a primeira audiência, ocasião em que foram ouvidas três testemunhas.
Em 10 de setembro de 2.010 o representado Maurino Magalhães apresenta incidente de falsidade, tendo todas as partes apresentado manifestação. E ao final foi indeferido liminarmente em 26 de novembro de 2.010.
Em 06 de dezembro de 2.010, o representado Maurino Magalhães apresenta embargos de declaração em efeito infringente, que após manifestação de todos os interessados, foram julgados improcedentes, procrastinatório e aplicada multa.
Assim o juiz Cristiano Gomes conclui: “Do que se pode observar, o processo vem se arrastando por inúmeras manobras jurídicas patrocinadas pelo representados, o que vem caracterizando abuso do direito de defesa e o manifesto propósito protelatório.
Edinaldo Sousa
De Marabá
Em ação que investiga provável formação de Caixa 2 durante a eleição de 2008 o juiz eleitoral da 23ª Zona Eleitoral, Cristiano Magalhães Gomes afastou ontem pela manhã o prefeito Maurino Magalhães de Lima e o vice, Nagilson Rodrigues Amoury
O magistrado tomou por base o Artigo 30 da Lei Eleitoral 9.504 de 30 de setembro de 1997, para tanto citou diversas jurisprudências para conceder a liminar afastando ambos.
“Reavaliando a tutela antecipada requerida na inicial, hei por bem deferi-la, afastando dos cargos de prefeito e vice, respectivamente Maurino Magalhães de Lima e Nagilson Rodrigues Amoury”, narra trecho da sentença, que tem caráter provisório.
Em seguida ordena: “Notifique-se o segundo colocado no pleito eleitoral (João Salame Neto) de 2008, para que no prazo de 05 dias, informe o interesse em assumir o cargo, vindo então a ser diplomado”.
Ontem mesmo o presidente da Câmara Municipal Nagib Mutran Neto (PMDB) foi notificado e assumiu ao cargo e deve permanecer até quando haja a diplomação do deputado estadual João Salame Neto (PPS).
Por fim o magistrado informou que “visando a celeridade processual, que a presente decisão tenta empreender, desde já designo audiência para oitiva das demais testemunhas para o dia 9 de fevereiro de 2.011 às 9 horas na Comarca de Marabá.
Ação – A coligação “Ta na mão do povo”, que elegeu Maurino e Nagilson teria sido beneficiada de recursos não contabilizados.
Consta na decisão de Cristiano Gomes, que, “existe teria recebido doação
Além disso, consta uma doação de mais de um R$ milhão de reais de um grupo de empresários de Parauapebas, cujo montante não foi contabilizado, o que ensejou a ação contra o prefeito e vice.
Em determinado trecho da ação o magistrado lembra que as partes representadas, Maurino e Nagilson, “vem abusando injustificadamente de seu direito de defesa, causando incidentes infundados do qual geral a suspensão do processo, adiamentos de audiências, incidentes, recursos infundados com caráter meramente protelatórios”, narra.
“No presente feito, foram apresentados recibos de pagamentos realizados pela advogada Nágila Amoury, referentes a honorários advocatícios decorrentes do acompanhamento de votação, apuração das eleições municipais para vários advogados, pela coligação “Tão na mão do povo”, porém o CNPJ indicado e de Maurino Magalhães e não da coligação”, fundamenta.
Ainda segundo a sentença, o magistrado explica. “No mais, encontro depoimento e documento de que os referidos pagamentos foram repassados em espécie e não consta a princípio, da prestação de contas dos representados”, assegura.
“Existe também, uma possível doação estimada em dinheiro de um imóvel pertencente a Antonio Silvério da Rocha, que não seria contabilizado”, afirma.
Por fim o magistrado diz que tem consciência que a medida, “mostra-se plenamente reversível, tendo em vista que tem caráter provisório, e visa fazer cessar o abuso de direito e a procrastinação processual”, finaliza.
Analise – Por sua vez, o deputado João Salame Neto não descarta a possibilidade de assumir o cargo, porém, na tarde de ontem estava consultando advogados e juristas a fim de definir qual o melhor caminho a seguir.
Comentou ainda que é prematuro dizer qual decisão irá tomar. “Vou aguardar ser notificado e o desenrolar dos fatos, até porque se trata de uma decisão interlocutória e a qualquer momento o prefeito e vice podem retornar”, comenta.
Nagib Mutran informou à imprensa marabaense que não fará nenhuma mudança radical, porém se propôs em manter a máquina funcionando até que o deputado estadual João Salame se decida a respeito do caso.
O prefeito Maurino Magalhães disse que não havia sido notificado formalmente a respeito do assunto e que estava tranqüilo, porém ficou de se pronunciar em outra ocasião.
Tramitação da ação
Numa linguagem bastante acessível o afastamento do prefeito e vice, Maurino Magalhães de Lima e Nagilson Rodrigues Amoury não significa dizer que ambos foram cassados, pois a ação que investiga provável utilização de Caixa 2 nas eleições de 2008 segue.
Para tanto está marcada para o próximo dia 9 de fevereiro às 9 horas deste ano, na Comarca de Marabá. A medida, segundo o magistrado, visa dar celeridade ao processo, tendo em vista que há várias medidas de caráter meramente protelatórias. Segue um pouco da tramitação processual desse caso.
Em 17 de setembro de 2009, dá-se início à ação de investigação.
Dia 22 de setembro, cumprida a primeira diligência
Em 13 de outubro a contestação de ambos foi protocolada
Em 15 de outubro foi dado vistas ao Ministério Público.
Em 04 de novembro os autos foram devolvidos pelo Ministério Publico.
Em 12 de novembro foi analisada a tutela antecipada, sendo naquela oportunidade indeferida. Na mesma ocasião foi designado o dia 26 de novembro de 2009, às 9h00, para oitiva de testemunhas.
Em 25 de novembro de 2009 foi requerido adiamento da audiência pelo representado Nagilson Amoury que se encontrava preso.
No dia 26 de novembro de 2009, novamente foi protocolado por Nagilson Amoury petição informando que fora solto na tarde do dia 25 de novembro.
No mesmo dia 26 de novembro de 2009, a audiência foi remarcada para o dia 02 de dezembro de 2009, às 9 horas.
Em 02 de dezembro de 2009, foi protocolado pelo representado Nagilson Amoury pedido de adiamento da audiência.
Em 02 de dezembro de 2009 a audiência foi remarcada para o dia 07 de dezembro, sendo determinada a intimação do advogado Paulo de Tarso, via telefone, apesar de Nagilson Amoury estar presente na audiência.
Em 07 de dezembro de 2009 foi protocolada pelo representado Nagilson Amoury, exceção de suspeição em face deste juiz eleitoral, o que ocasionou a imediata suspensão da audiência.
Em 08 de dezembro de 2009, este juízo suspendeu o processo e apresentou suas razões, não reconhecendo a suspeição, determinando ainda, o encaminhamento ao TRE.
Em 11 de dezembro de 2009, os autos foram encaminhados ao TRE e lá permaneceram até o dia 06 de abril de 2.010, quando então, o excipiente Nagilson Amoury, desistiu da suspeição, sendo arquivado o pedido pelo juiz José Rubens Barreiros de Leão.
Em 22 de junho de 2.010 os autos novamente seguiram ser curso, sendo designada audiência para a oitiva de testemunhas para o dia 14 de julho de 2.010, às 9 horas.
Em 7 de julho de 2.010, foi protocolado pelo advogado dos representados um pedido de adiamento da audiência em face de viagem marcada por ele.
Em 08 de julho de 2.010, foi remarcada a audiência para o dia 28 de julho de 2.010, às 9 horas.
Em 28 de julho de 2.010, foi protocolada pelo representado Maurino Magalhães pedido de afastamento de audiência em face de estar acometido de doença.
Na mesma data foi remarcada a audiência para o dia 0 de agosto de 2.010, às 9 horas.
Em 30 de julho de 2.010 foi protocolado novo pedido pelo representado Maurino Magalhães, informando da impossibilidade de comparecimento, tendo em vista que ainda estaria doente.
Diante desta informação apresentada, foi remarcada a audiência para o dia 11 de agosto de 2.010 às 9 horas.
Tendo em vista que o dia 11 de agosto de 2.010 era feriado no calendário eleitoral a data foi remarcada para o dia 1º de setembro de 2.010, às 9 horas.
Em 31 de agosto de 2.010 o representado Maurino Magalhães protocola requerimento, pelo qual deseja a inversão da prova, com o adiamento da audiência.
Finalmente, em 1º de setembro foi realizada a primeira audiência, ocasião em que foram ouvidas três testemunhas.
Em 10 de setembro de 2.010 o representado Maurino Magalhães apresenta incidente de falsidade, tendo todas as partes apresentado manifestação. E ao final foi indeferido liminarmente em 26 de novembro de 2.010.
Em 06 de dezembro de 2.010, o representado Maurino Magalhães apresenta embargos de declaração em efeito infringente, que após manifestação de todos os interessados, foram julgados improcedentes, procrastinatório e aplicada multa.
Assim o juiz Cristiano Gomes conclui: “Do que se pode observar, o processo vem se arrastando por inúmeras manobras jurídicas patrocinadas pelo representados, o que vem caracterizando abuso do direito de defesa e o manifesto propósito protelatório.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Prefeito de Marabá cassado
Ei, tira um fino, o prefeito de Marabá Maurino Magalhães de Lima e o vice Nagilson Rodrigues Amoury foram cassados em decisão interlocutória prolatada no final da manhã de hoje pelo juiz da 23ª Zona Eleitoral, Cristiano Magalhães Gomes.
Desde o início de 2009 que o PPS havia protocolado uma ação que denunciava provável Caixa 2 durante a eleição de 2008. Maurino Magalhães teria se beneficiado de dinheiro não contabilizado de um grupo de empresários de Parauapebas.
A decisão cabe recurso, o que o prefeito deve fazê-lo assim que for notificado. O presidente da Câmara, Nagib Mutran Neto foi automaticamente empossado no cargo pelo prazo de cinco dias.
O segundo colocado na eleição, deputado João Salame Neto ficou de ser notificado para que possa se manifestar se tem, ou não interesse em assumir o cargo, após os cinco dias.
Este post teve acesso em primeira mão da sentença do magistrado. Logo mais novos desdobramentos desta decisão polêmica e que enseja diversos comentários a respeito do assunto.
Desde o início de 2009 que o PPS havia protocolado uma ação que denunciava provável Caixa 2 durante a eleição de 2008. Maurino Magalhães teria se beneficiado de dinheiro não contabilizado de um grupo de empresários de Parauapebas.
A decisão cabe recurso, o que o prefeito deve fazê-lo assim que for notificado. O presidente da Câmara, Nagib Mutran Neto foi automaticamente empossado no cargo pelo prazo de cinco dias.
O segundo colocado na eleição, deputado João Salame Neto ficou de ser notificado para que possa se manifestar se tem, ou não interesse em assumir o cargo, após os cinco dias.
Este post teve acesso em primeira mão da sentença do magistrado. Logo mais novos desdobramentos desta decisão polêmica e que enseja diversos comentários a respeito do assunto.
Polícia fecha oficina clandestina de armas
Oficina de armas funcionava há décadas na avenida São Francisco
Edinaldo Sousa - Foi preciso trocar de superintendente para que uma antiga oficina de um armeiro fosse lacrada. O imóvel foi fechado na manhã desta segunda-feira (24) durante operação policial comandada pelo delegado Alberto Henrique Teixeira de Barros.
Quatro pessoas foram presas, dentre elas o armeiro Boaventura Lima 68 anos, o filho dele, Paulo Sérgio dos Santos Lima, um genro José Wilson Casais e um cliente, Antonio Alves Galvão.
Os três parentes foram autuados por posse ilegal de armas com base no artigo 17 do Estatuto do Desarmamento, enquanto o cliente foi autuado com base no artigo 12 da mesma lei.
Na oficina, que funciona na avenida São Francisco, 2.456, Cidade Nova, os policiais recolheram diversas armas, sendo a maioria espingardas e alguns revólveres cujos donos tinham deixado para consertar.
Vale lembrar que Boaventura Lima há pelo menos três décadas mora em Marabá, e durante todo esse tempo trabalhou como armeiro, que aliás é a única profissão que lhe permitiu criar os filhos e manter a família com o mínimo de dignidade.
Durante todo esse tempo ele disse ter conhecimento que se trata de uma atividade ilegal, porém não tem condições de legalizar a oficina para que possa receber armas com registro e o respectivo porte.
Por sua vez o delegado Alberto Teixeira reconheceu que o idoso é pessoa trabalhadora, porém lembrou que a atividade é ilegal, portanto a oficina foi lacrada e as pessoas conduzidas até a 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá.
“Sabemos que ele é trabalhador, mas é uma atividade ilegal e na nossa administração vamos coibir, essas e outras atividades, pois sabemos que nestas oficinas a maioria das armas é ilegal”, afirma.
Por fim o delegado acredita que muitos crimes podem ser evitados se estes estabelecimentos fossem fechados. “Muitas destas armas podem ter sido usadas em crime e vamos levantar tais situações”, comenta.
Por sua vez, o armeiro Boaventura Lima disse que todas as armas são de colonos que lhe procuram para consertá-las e que já faz isso há anos, inclusive arrumou armas de policiais civis e militares e geralmente não cobra por tais serviços. “Faço pra eles na camaradagem”, argumenta.
Depois de ver a oficina lacrada o idoso diz que não terá mais condições de continuar na profissão, pois pode ser novamente autuado, porém lembrou que a minguada aposentadoria não dá para se manter e tinha na oficina uma excelente fonte de renda.
Crama está se transformando em ponto ideal para traficar
Agentes prisionais encontram droga no Crama
Revista “pente fino” aconteceu em praticamente todas as celas do regime fechado do Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama), em Marabá, na última segunda-feira (14), na apreensão de drogas, armas e celulares.
As buscas começaram logo pela manhã e contou com a minuciosa inspeção do novo diretor desta casa penal o capital da Polícia Militar Emmet Alexandre da Silva.
Segundo o militar é intenção desta nova direção realizar buscas periódicas a fim de se evitar o que estava acontecendo sistematicamente nesta casa penal: o tráfico de drogas. (Ver Box)
Nesta revista os agentes, que contaram com o apoio do Grupo Tático Operacional (GTO) recolheram 185 trouxas de merla, 2 trouxas de maconhas, 2 pedras de crack, 1 cachimbo, 11 celulares, 8 carregadores, 1 terçado, 4 estoques e 2 facas.
“Esta é uma, de uma série de revistas que pretendemos realizar, até porque temos informações que entram vários objetos ilícitos para a cadeia e pretendemos coibir”, afiança Emmet da Silva.
O militar comentou ainda que as pessoas, quando apanhadas transportando, ou tentando entrar com droga dentro do Crama devem ser autuadas por tráfico de drogas.
Exemplo recente foi o caso da dona de casa, Lucigleide Moura dos Santos, presa na manhã do dia 16 de janeiro quando tentava entrar com droga dentro da vagina.
A droga seria entregue para o detento conhecido por Sherek, que seria namorado dela. Agora ambos estão juntinhos, já que a mulher foi transferida para a Ala Feminina do Crama.
No caso de a direção encontrar novos objetos ilícitos nas celas a intenção é tentar identificar para autuar os acusados nos respectivos crimes.
“Antes não acontecia nada, agora quando identificados os detentos devem responder a outros crimes”, comentou Emmet da Silva.
A rigor, encontrar drogas e celulares não é nenhuma novidade nas casas penais do Brasil, ocorre que no Crama esses achados são constantes.
Semana passada numa revista no Centro de Recuperação de Marabá foram localizadas mais de trezentas petecas de crack e 22 celulares, além de estoques.
Saídas para ressocializar detentos
Mas a intenção da nova direção do Crama não é unicamente punir os detentos, mas buscar alternativas para que eles se ressocializem.
Para tanto, Emmet da Silva disse que está fazendo alguns contatos a fim de montar uma malharia para que as detentas tenham uma ocupação e até mesmo uma fonte de renda e quando saírem do cárcere possam procurar emprego no mercado.
Para os detentos, o diretor disse que pretende reativar a marcenaria, pois a oficina está parada porque falta matéria prima, a madeira.
“Vamos bater na porta dos órgãos, como o Ibama e Semma, a fim de tentarmos encontrar apoio e desenvolver estes e outros projetos, pois sabidamente quando o detento não tem ocupação é mais fácil para ele, quando sair, voltar a cometer crimes”, observa.
Nunca é demais lembrar que a ressocialização de um detento é um processo longo e depende, sobretudo do empenho dele.
Iniciativas como esta do capitão Emmet, geralmente esbarram na burocracia e no pouco caso que a sociedade dá à questão, pois é mais fácil prender e esquecer que àquele, ou àquela têm possibilidade de mudar, caso haja uma oportunidade. (E.S.)
Como funciona o tráfico na cadeia
Nunca foi tão fácil traficar no Crama. Essa máxima pode ser bem aplicada em face do que está acontecendo nesta casa penal.
O tráfico corre solto. Em cada um dos corredores há um detento que fica fazendo as vezes de “leva e trás” e é chamado de “aviãozinho” é esta pessoa a responsável por entregar e receber o dinheiro da droga.
Fonte segura informou que ele recebe o pedido, vai até o traficante, que por sua vez entrega a droga e este vai até a cela do cliente e retorna com o dinheiro. Caso o usuário dê dinheiro a mais lhe é devolvido o troco.
Neste esquema há a vantagem de o traficante literalmente conhecer quem é o comprador, portanto exerce certa influência, pois sabe que não será entregue aos agentes.
É este esquema a nova direção do Crama pretende quebrar com as constantes revistas. “Vamos intensificar esse trabalho”, comenta Emmet da Silva. (E.S.)
Marlone tenta matar desafeto na cadeia
Por muito pouco a crônica policial de Marabá não registra, semana passada a morte do acusado de ser homicida, Amaury Alves de Oliveira Júnior, 22, morador da folha 12, Quadra 9, Lote 1 Nova Marabá, preso no início desse ano.
Na semana passada o acusado de ser traficante e homicida José Vilarins Neto, o Marlone, 18 anos, cerrou uma barra de ferro da cela dele e partiu para a cela onde Amaury Júnior estava e só não o matou por conta da intervenção de agentes prisionais.
Ambos cumprem pena no Centro de Recuperação de Marabá (CRM). Marlone assim que ficou sabendo da prisão do desafeto teria dito a colegas de cela que acertaria as contas com ele.
A rixa, segundo o que a reportagem apurou, seria porque Amaury Júnior teria tentado matar a mulher de Marlone, fato ocorrido ano passado.
Marlone, por diversas vezes tentou acertar as contas com o desafeto quando estava solto, porém não conseguiu. Ressabiado, Amaury Júnior, que morava na Marabá Pioneira, se mudou para a Folha 12, Nova Marabá, mas por força do destino foi parar exatamente onde Marlone está preso.
Mas esse não é o único desafeto do Marlone. No mesmo CRM está o Eduardo Oliveira Machado, o Tiaguinho, preso em dezembro do ano passado no bairro Santa Rosa.
Desde que estes dois últimos eram menores que se engalfinham. A Polícia acredita que ambos tenham diferenças envolvendo o tráfico de drogas.
A fim de tentar evitar o confronto entre os três a delegada Bruna Paolucci requisitou ao Núcleo de Apoio Penitenciário (NAP) a transferência do Marlone para algum presídio da capital. “Senão eles se matam”, justifica. (E.S.)
Homicida confessa crime
Policiais civis e da Rotam, prenderam na manhã da última sexta-feira, em Marabá, o homicida, Walacy Barroso de Oliveira 21 anos, que estava tranquilamente na casa dele, na travessa 15 de novembro 278, Marabá Pioneira.
Ele é réu confesso da morte do ajudante de pedreiro Everaldo Dias Nunes, morto com três tiros na noite do último domingo (16), quando circulava numa bicicleta na rua 27 de março, bairro Francisco Coelho, o popular Cabelo Seco, Marabá Pioneira.
Para a imprensa o acusado contou que matou por conta de uma rixa antiga envolvendo moradores da avenida Barão do Rio Branco com o bairro Cabelo Seco.
“A família diz que ele era trabalhador, mas na verdade era ladrão e trocou tiros conosco”, afirma o acusado, que em princípio se negou em conversar com a imprensa, mas quando chegou na 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá aceitou conversar tranquilamente.
Repetidas vezes disse que matou Everaldo Nunes porque este tinha lhe atirado em outra ocasião. “Ele era ladrão e atirou em mim outro dia”, reafirma.
As irmãs da vítima, Elisângela e Elissandra acompanharam a prisão do acusado e novamente defenderam o irmão. “O nosso irmão era trabalhador e ele matou de mal que é, pois o Everaldo não fazia mal pra ninguém”, reiteraram.
Com o acusado os policiais localizaram uma arma de fogo calibre 38 com a qual disse ter matado Everaldo Nunes. O revólver estava municiado com seis projéteis.
Os policiais comandados pelos delegados Alberto Henrique Teixeira de Barros e Victor Costa Lima Leal, disseram que o acusado tentou apanhar a arma, caso fizesse poderia ter sido alvejado.
Naquela mesma manhã os policiais fizeram uma batida nas ruas São Pedro e Pará, no bairro Santa Rosa e acabaram sendo recepcionados a tiros pelo acusado de ser traficante José Rogerlândio Moreira, que acabou morto a tiros durante a refrega.
“Vamos recrudescer o combate ao tráfico de drogas, assim como prender os homicidas, não pensem que vão cometer os crimes e continuarem impunes”, adianta Alberto Teixeira, mandando um recado claro aos homicidas e traficantes que agem na cidade. (E.S.)
Executado no bairro Coca-cola
Dentre as sete pessoas necropsiadas neste final de semana no Instituto Médico Legal (IML) consta o corpo do acusado de ser assaltante, Jhonatan Ferreira de Sousa 19 anos, morto a tiros no bairro Nossa Senhora Aparecida, conhecido por invasão da Coca-Cola, Nova Marabá.
O crime aconteceu por volta de meia noite e meia, na rua Araguaia. O matador ficou protegido pela penumbra, pois apesar desta rua ser uma das principais do bairro, nenhum morador foi capaz de identificar o matador.
Neste crime, como sempre há mais de uma versão, o que confunde a investigação. Uma delas aponta para a possibilidade de o matador estar sozinho na rua e ter caminhado pela rua até encontrar e matar a vítima.
A outra versão sinaliza para a possibilidade de duas pessoas numa moto ter cometido esse crime, a exemplo de muitos outros que acontecem da mesma maneira.
A terceira hipótese seria que o matador estava tendo o apoio de um carro e após ter efetuado os disparos fugir neste carro.
À Polícia resta o desafio de tentar descobrir quem foi o autor e por quais motivos, Jhonatan de Souza foi morto.
Pelo menos por enquanto, uma certeza os policiais têm: a vítima era acostumada a cometer pequenos roubos naquele bairro.
Compareceram no palco do crime, três pessoas que disseram ter sido vítima do falecido, que por sinal morava no bairro Quilômetro Sete e tinha ido morar na Coca-cola há poucos dias antes de ser detonado a tiros. (E.S.)
Corpos sepultados como indigentes
Técnicos do Instituto Médico Legal de Marabá (IML) realizaram sepultamento coletivo na tarde de ontem de três pessoas que foram mortas entre o final do ano passado.
Pelo menos uma das vítimas estava com identificação. Trata-se de Rubens Augusto Pereira 48 anos. Ele foi morto em Piçarra, vítima de espancamento e o corpo deu entrada no Dia de Natal.
Naquele mesmo dia outro corpo deu entrada. Essa pessoa foi assassinada a golpes de arma banca no município de Itupiranga, vila Cruzeiro do Sul.
Deste mesmo município deu entrada o corpo de um homem, que aparentemente foi vítima de morte natural, fato ocorrido no dia 26 de dezembro.
Na Câmara Fria do IML ainda restam dois corpos. Uma das vítimas morreu a golpes de pauladas, no dia 11 de janeiro em Bom Jesus do Tocantins.
A outra pessoa morreu neste domingo em Eldorado do Carajás e teria sido vítima de acidente de trânsito.
Vale lembrar que caso não haja nenhum parente para reclamar estes dois corpos também devem ser sepultados como indigentes, uma vez que a capacidade de armazenamento da Câmara Fria do IML é para apenas três corpos. (E.S.)
Edinaldo Sousa - Foi preciso trocar de superintendente para que uma antiga oficina de um armeiro fosse lacrada. O imóvel foi fechado na manhã desta segunda-feira (24) durante operação policial comandada pelo delegado Alberto Henrique Teixeira de Barros.
Quatro pessoas foram presas, dentre elas o armeiro Boaventura Lima 68 anos, o filho dele, Paulo Sérgio dos Santos Lima, um genro José Wilson Casais e um cliente, Antonio Alves Galvão.
Os três parentes foram autuados por posse ilegal de armas com base no artigo 17 do Estatuto do Desarmamento, enquanto o cliente foi autuado com base no artigo 12 da mesma lei.
Na oficina, que funciona na avenida São Francisco, 2.456, Cidade Nova, os policiais recolheram diversas armas, sendo a maioria espingardas e alguns revólveres cujos donos tinham deixado para consertar.
Vale lembrar que Boaventura Lima há pelo menos três décadas mora em Marabá, e durante todo esse tempo trabalhou como armeiro, que aliás é a única profissão que lhe permitiu criar os filhos e manter a família com o mínimo de dignidade.
Durante todo esse tempo ele disse ter conhecimento que se trata de uma atividade ilegal, porém não tem condições de legalizar a oficina para que possa receber armas com registro e o respectivo porte.
Por sua vez o delegado Alberto Teixeira reconheceu que o idoso é pessoa trabalhadora, porém lembrou que a atividade é ilegal, portanto a oficina foi lacrada e as pessoas conduzidas até a 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá.
“Sabemos que ele é trabalhador, mas é uma atividade ilegal e na nossa administração vamos coibir, essas e outras atividades, pois sabemos que nestas oficinas a maioria das armas é ilegal”, afirma.
Por fim o delegado acredita que muitos crimes podem ser evitados se estes estabelecimentos fossem fechados. “Muitas destas armas podem ter sido usadas em crime e vamos levantar tais situações”, comenta.
Por sua vez, o armeiro Boaventura Lima disse que todas as armas são de colonos que lhe procuram para consertá-las e que já faz isso há anos, inclusive arrumou armas de policiais civis e militares e geralmente não cobra por tais serviços. “Faço pra eles na camaradagem”, argumenta.
Depois de ver a oficina lacrada o idoso diz que não terá mais condições de continuar na profissão, pois pode ser novamente autuado, porém lembrou que a minguada aposentadoria não dá para se manter e tinha na oficina uma excelente fonte de renda.
Crama está se transformando em ponto ideal para traficar
Agentes prisionais encontram droga no Crama
Revista “pente fino” aconteceu em praticamente todas as celas do regime fechado do Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama), em Marabá, na última segunda-feira (14), na apreensão de drogas, armas e celulares.
As buscas começaram logo pela manhã e contou com a minuciosa inspeção do novo diretor desta casa penal o capital da Polícia Militar Emmet Alexandre da Silva.
Segundo o militar é intenção desta nova direção realizar buscas periódicas a fim de se evitar o que estava acontecendo sistematicamente nesta casa penal: o tráfico de drogas. (Ver Box)
Nesta revista os agentes, que contaram com o apoio do Grupo Tático Operacional (GTO) recolheram 185 trouxas de merla, 2 trouxas de maconhas, 2 pedras de crack, 1 cachimbo, 11 celulares, 8 carregadores, 1 terçado, 4 estoques e 2 facas.
“Esta é uma, de uma série de revistas que pretendemos realizar, até porque temos informações que entram vários objetos ilícitos para a cadeia e pretendemos coibir”, afiança Emmet da Silva.
O militar comentou ainda que as pessoas, quando apanhadas transportando, ou tentando entrar com droga dentro do Crama devem ser autuadas por tráfico de drogas.
Exemplo recente foi o caso da dona de casa, Lucigleide Moura dos Santos, presa na manhã do dia 16 de janeiro quando tentava entrar com droga dentro da vagina.
A droga seria entregue para o detento conhecido por Sherek, que seria namorado dela. Agora ambos estão juntinhos, já que a mulher foi transferida para a Ala Feminina do Crama.
No caso de a direção encontrar novos objetos ilícitos nas celas a intenção é tentar identificar para autuar os acusados nos respectivos crimes.
“Antes não acontecia nada, agora quando identificados os detentos devem responder a outros crimes”, comentou Emmet da Silva.
A rigor, encontrar drogas e celulares não é nenhuma novidade nas casas penais do Brasil, ocorre que no Crama esses achados são constantes.
Semana passada numa revista no Centro de Recuperação de Marabá foram localizadas mais de trezentas petecas de crack e 22 celulares, além de estoques.
Saídas para ressocializar detentos
Mas a intenção da nova direção do Crama não é unicamente punir os detentos, mas buscar alternativas para que eles se ressocializem.
Para tanto, Emmet da Silva disse que está fazendo alguns contatos a fim de montar uma malharia para que as detentas tenham uma ocupação e até mesmo uma fonte de renda e quando saírem do cárcere possam procurar emprego no mercado.
Para os detentos, o diretor disse que pretende reativar a marcenaria, pois a oficina está parada porque falta matéria prima, a madeira.
“Vamos bater na porta dos órgãos, como o Ibama e Semma, a fim de tentarmos encontrar apoio e desenvolver estes e outros projetos, pois sabidamente quando o detento não tem ocupação é mais fácil para ele, quando sair, voltar a cometer crimes”, observa.
Nunca é demais lembrar que a ressocialização de um detento é um processo longo e depende, sobretudo do empenho dele.
Iniciativas como esta do capitão Emmet, geralmente esbarram na burocracia e no pouco caso que a sociedade dá à questão, pois é mais fácil prender e esquecer que àquele, ou àquela têm possibilidade de mudar, caso haja uma oportunidade. (E.S.)
Como funciona o tráfico na cadeia
Nunca foi tão fácil traficar no Crama. Essa máxima pode ser bem aplicada em face do que está acontecendo nesta casa penal.
O tráfico corre solto. Em cada um dos corredores há um detento que fica fazendo as vezes de “leva e trás” e é chamado de “aviãozinho” é esta pessoa a responsável por entregar e receber o dinheiro da droga.
Fonte segura informou que ele recebe o pedido, vai até o traficante, que por sua vez entrega a droga e este vai até a cela do cliente e retorna com o dinheiro. Caso o usuário dê dinheiro a mais lhe é devolvido o troco.
Neste esquema há a vantagem de o traficante literalmente conhecer quem é o comprador, portanto exerce certa influência, pois sabe que não será entregue aos agentes.
É este esquema a nova direção do Crama pretende quebrar com as constantes revistas. “Vamos intensificar esse trabalho”, comenta Emmet da Silva. (E.S.)
Marlone tenta matar desafeto na cadeia
Por muito pouco a crônica policial de Marabá não registra, semana passada a morte do acusado de ser homicida, Amaury Alves de Oliveira Júnior, 22, morador da folha 12, Quadra 9, Lote 1 Nova Marabá, preso no início desse ano.
Na semana passada o acusado de ser traficante e homicida José Vilarins Neto, o Marlone, 18 anos, cerrou uma barra de ferro da cela dele e partiu para a cela onde Amaury Júnior estava e só não o matou por conta da intervenção de agentes prisionais.
Ambos cumprem pena no Centro de Recuperação de Marabá (CRM). Marlone assim que ficou sabendo da prisão do desafeto teria dito a colegas de cela que acertaria as contas com ele.
A rixa, segundo o que a reportagem apurou, seria porque Amaury Júnior teria tentado matar a mulher de Marlone, fato ocorrido ano passado.
Marlone, por diversas vezes tentou acertar as contas com o desafeto quando estava solto, porém não conseguiu. Ressabiado, Amaury Júnior, que morava na Marabá Pioneira, se mudou para a Folha 12, Nova Marabá, mas por força do destino foi parar exatamente onde Marlone está preso.
Mas esse não é o único desafeto do Marlone. No mesmo CRM está o Eduardo Oliveira Machado, o Tiaguinho, preso em dezembro do ano passado no bairro Santa Rosa.
Desde que estes dois últimos eram menores que se engalfinham. A Polícia acredita que ambos tenham diferenças envolvendo o tráfico de drogas.
A fim de tentar evitar o confronto entre os três a delegada Bruna Paolucci requisitou ao Núcleo de Apoio Penitenciário (NAP) a transferência do Marlone para algum presídio da capital. “Senão eles se matam”, justifica. (E.S.)
Homicida confessa crime
Policiais civis e da Rotam, prenderam na manhã da última sexta-feira, em Marabá, o homicida, Walacy Barroso de Oliveira 21 anos, que estava tranquilamente na casa dele, na travessa 15 de novembro 278, Marabá Pioneira.
Ele é réu confesso da morte do ajudante de pedreiro Everaldo Dias Nunes, morto com três tiros na noite do último domingo (16), quando circulava numa bicicleta na rua 27 de março, bairro Francisco Coelho, o popular Cabelo Seco, Marabá Pioneira.
Para a imprensa o acusado contou que matou por conta de uma rixa antiga envolvendo moradores da avenida Barão do Rio Branco com o bairro Cabelo Seco.
“A família diz que ele era trabalhador, mas na verdade era ladrão e trocou tiros conosco”, afirma o acusado, que em princípio se negou em conversar com a imprensa, mas quando chegou na 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá aceitou conversar tranquilamente.
Repetidas vezes disse que matou Everaldo Nunes porque este tinha lhe atirado em outra ocasião. “Ele era ladrão e atirou em mim outro dia”, reafirma.
As irmãs da vítima, Elisângela e Elissandra acompanharam a prisão do acusado e novamente defenderam o irmão. “O nosso irmão era trabalhador e ele matou de mal que é, pois o Everaldo não fazia mal pra ninguém”, reiteraram.
Com o acusado os policiais localizaram uma arma de fogo calibre 38 com a qual disse ter matado Everaldo Nunes. O revólver estava municiado com seis projéteis.
Os policiais comandados pelos delegados Alberto Henrique Teixeira de Barros e Victor Costa Lima Leal, disseram que o acusado tentou apanhar a arma, caso fizesse poderia ter sido alvejado.
Naquela mesma manhã os policiais fizeram uma batida nas ruas São Pedro e Pará, no bairro Santa Rosa e acabaram sendo recepcionados a tiros pelo acusado de ser traficante José Rogerlândio Moreira, que acabou morto a tiros durante a refrega.
“Vamos recrudescer o combate ao tráfico de drogas, assim como prender os homicidas, não pensem que vão cometer os crimes e continuarem impunes”, adianta Alberto Teixeira, mandando um recado claro aos homicidas e traficantes que agem na cidade. (E.S.)
Executado no bairro Coca-cola
Dentre as sete pessoas necropsiadas neste final de semana no Instituto Médico Legal (IML) consta o corpo do acusado de ser assaltante, Jhonatan Ferreira de Sousa 19 anos, morto a tiros no bairro Nossa Senhora Aparecida, conhecido por invasão da Coca-Cola, Nova Marabá.
O crime aconteceu por volta de meia noite e meia, na rua Araguaia. O matador ficou protegido pela penumbra, pois apesar desta rua ser uma das principais do bairro, nenhum morador foi capaz de identificar o matador.
Neste crime, como sempre há mais de uma versão, o que confunde a investigação. Uma delas aponta para a possibilidade de o matador estar sozinho na rua e ter caminhado pela rua até encontrar e matar a vítima.
A outra versão sinaliza para a possibilidade de duas pessoas numa moto ter cometido esse crime, a exemplo de muitos outros que acontecem da mesma maneira.
A terceira hipótese seria que o matador estava tendo o apoio de um carro e após ter efetuado os disparos fugir neste carro.
À Polícia resta o desafio de tentar descobrir quem foi o autor e por quais motivos, Jhonatan de Souza foi morto.
Pelo menos por enquanto, uma certeza os policiais têm: a vítima era acostumada a cometer pequenos roubos naquele bairro.
Compareceram no palco do crime, três pessoas que disseram ter sido vítima do falecido, que por sinal morava no bairro Quilômetro Sete e tinha ido morar na Coca-cola há poucos dias antes de ser detonado a tiros. (E.S.)
Corpos sepultados como indigentes
Técnicos do Instituto Médico Legal de Marabá (IML) realizaram sepultamento coletivo na tarde de ontem de três pessoas que foram mortas entre o final do ano passado.
Pelo menos uma das vítimas estava com identificação. Trata-se de Rubens Augusto Pereira 48 anos. Ele foi morto em Piçarra, vítima de espancamento e o corpo deu entrada no Dia de Natal.
Naquele mesmo dia outro corpo deu entrada. Essa pessoa foi assassinada a golpes de arma banca no município de Itupiranga, vila Cruzeiro do Sul.
Deste mesmo município deu entrada o corpo de um homem, que aparentemente foi vítima de morte natural, fato ocorrido no dia 26 de dezembro.
Na Câmara Fria do IML ainda restam dois corpos. Uma das vítimas morreu a golpes de pauladas, no dia 11 de janeiro em Bom Jesus do Tocantins.
A outra pessoa morreu neste domingo em Eldorado do Carajás e teria sido vítima de acidente de trânsito.
Vale lembrar que caso não haja nenhum parente para reclamar estes dois corpos também devem ser sepultados como indigentes, uma vez que a capacidade de armazenamento da Câmara Fria do IML é para apenas três corpos. (E.S.)
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