segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Rildo Brasil apela para solidariedade

Rildo Brasil, o sorriso é marca registrada, mas precisa de ajuda



 

Um dos mais renomados cartunistas e chargistas de Marabá, Rildo Brasil, apela para a solidariedade dos amigos para que seja submetido a uma cirurgia para retirada de “pedras” dos rins.

“Fico triste em saber a que ponto cheguei para poder me curar, mas tenho que fazer algo se eu quiser continuar vivendo. Relutei muito para não tornar público, mas não tenho outra alternativa.

Passei alguns anos sofrendo com um cálculo renal. O tempo foi passando e eu nem aí. Agora, passados alguns anos estou numa situação complicada.

Sinto dores todos os dias. Tomo remédios fortíssimos por conta de tanta dor, alguns deles não fazem mais efeito. Fiz exames em Teresina (PI) e no mês passado em Belém do Pará. Todos os médicos me disseram a mesma coisa. Tenho de ser operado.

A cirurgia que será feita não é a de corte, pois ela não é indicada nesse caso, tenho que fazer uma que é usada um cateter pelo ureter até chegar ao cálculo, depois ele é triturado e descerá normalmente protegido por uma mangueirinha.

O pior, não é realizado pelo SUS. Não tenho condições de fazer, e se fosse teria que entrar numa fila imensa, acontece que eu não tenho tempo para esperar, ao ponto de me causar mais danos. A cirurgia custa 10 mil reais.

Os cálculos renais são em número de 3, um no rim esquerdo e dois, os maiores no rim direito, um de 2.8cm e o outro 1.6cm e são grandes para ser retirados com o laser.

Diante desse relato venho de público, pedir aos verdadeiros amigos que me ajudem com qualquer valor para que eu possa salvar meus rins e conseqüentemente, salvar minha vida.

A imprensa de Marabá já está organizando um torneio de futebol em meu favor, um amigo está bolando uma festa beneficente.

Os interessados em me ajudar depositem qualquer valor em minhas contas: Banco do Brasil, Ag. 4222-6, Conta corrente: 47.251-4
Banco Itaú: Ag.: 0946, Conta corrente: 29215-8, grato Rildo Brasil Cartunista e Artista plástico

Nós aqui do Jornal Opinião estamos nos cotizando para depositar uma quantia na conta do nosso amigo. Força “Gordo”, para que possamos pescar outras vezes.




Liminar sem efeito e Maurino continua cassado



Muitas emoções no caso envolvendo a cassação do prefeito Maurino Magalhães de Lima. Há pouco fomos informados, por fonte segura, que a liminar deferida no final do mês de setembro, pelo juiz José Rubens Barreiros de Leão perdeu o efeito.

O documento previa que o processo de Investigação Judicial Eleitoral parasse e que ajuíza Claudia Regina Moreira Favacho Moura não sentenciasse.

Porém, a magistrada, promulgou sentença por volta das 9 horas da manhã de ontem, enquanto a liminar do juiz Rubens Leão só deu entrada no Fórum de Marabá, às 11h30, portanto tardio.

Para uma fonte segura do Fórum de Marabá, Maurino Magalhães e seu vice-prefeito devem ingressar com outra medida judicial a fim de reingressar ao cargo.

Máfia do Pronaf desvia R$ 70 milhões




A máfia do Pronaf age em vários municípios do Brasil. Isso não é nenhuma novidade. E geralmente contam com apoio, ou ajuda para que os golpes dêem certo.

São milhões, que se usados corretamente, poderiam alavancar a agricultura familiar no Pará, porém, geralmente são sugados pelo ralo da corrupção e benefeciam uma meia dúzia.

Em município da região sudeste do Pará, nos últimos, houve um desvio da ordem de R$ 70 milhões de reais do Pronaf.

A Polícia Federal, segundo fonte segura, está no encalço dos “espertalhões” e a qualquer momento uma “bomba” pode estourar a qualquer momento.

Este pôster tomou conhecimento onde a máfia está imperando, porém por fidelidade à fonte, prefere não revelar, pelo menos por enquanto.

Maurino e vice cassados

Claudia Moura "canetou" Maurino à esquerda, ao lado do militar

 


A juíza eleitoral, Claudia Regina Moreira Favacho Moura, cassou, na manhã desta segunda-feira o diploma e os conseqüentes mandatos do prefeito e vice de Marabá, Maurino Magalhães de Lima e Nagilson Rodrigues Amoury.

A magistrada entendeu que houve a prática de Caixa 2 durante a campanha eleitoral de 2008 pela chapa que elegeu ambos.

Uma série de doações e prestações de serviços à coligação, não teriam sido declarados à Justiça Eleitoral.

Depois de enumerar diversas irregularidades a magistradas conclui. “Pelo exposto, com esteio no artigo 30-A, parágrafos 1º e 2º da Lei 9504/97, julgo procedente a ação de investigação judicial eleitoral, por arrecadação e gastos de recursos em campanha em desacordo com a lei e determino a cassação dos diplomas e conseqüentes mandatos dos representados Maurino Magalhães de Lima e Nagilson Rodrigues de Amoury”, narra trecho.

Em seguida a magistrada determina o imediato afastamento dos representados dos cargos de prefeito e vice-prefeito de Marabá.

Determinou ainda que o segundo colocado, no caso o deputado estadual João Salame Neto para tomar posse e assumir a titularidade dos cargos de prefeito e vice de Marabá. 

Esta é a segunda vez que ambos são afastados pro crime eleitoral. O juiz Cristiano Magalhães Gomes, no dia 25 de janeiro deste ano, determinou o afastamento de ambos, neste processo por entender que havia um claro interesse protelatório a fim de que a investigação judicial não prosseguisse. 
Maurino Magalhães deve recorrer da sentença para se manter no cargo até que seja julgado o mérito da ação. Na manhã de ontem ele foi notificado, assim como o deputado João Salame, que em princípio, segundo fonte segura, não tem interesse em assumir.



sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A floresta chora

 Documentário produzido pela TV Aljazeera mostra a relação do casal de estrativistas, José Claudio e Maria do Espírito Santo, assassinados no dia 24 de maio deste ano no Projeto de Assentamento Praialta Piranheira em Nova Ipixuna. Fomos o primeiro repórter a chegar no palco do crime. Participamos do documentário. Abaixo o link

The Crying Forest - Al Jazeera Correspondent - Al Jazeera English

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Arma, aqui não!

A placa é clara, aviso para não andar armado


 
A placa é clara, arma aqui não! O aviso está afixado numa palmeira popularmente conhecida por pé de macaúba, à margem do rio Tocantins, por trás da Chácara Bandeirante.

Ou seja, quem se atrever a andar armado no local pode ter problema, que tal, tira um fino. Alô Polícia, não custa nada dá uma passada por lá, quem sabe encontra-se algum desobediente armado.

!



segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Família de extrativistas suspeita de armação




 
Em nota que segue publicada abaixo, parente do casal de extrativistas, José Claudio e Maria do Espírito Santos suspeitam que acusação contra irmãos de José Claudio é armação. O casal foi assassinado no dia 24 de maio deste ano, na vicinal Maçaranduba, no Projeto de Assentamento Praia Alta Piranheira em Nova Ipixuna.
A polícia civil de Nova Ipixuna requereu ao Juiz Murilo Lemos da comarca de Marabá, a prisão preventiva de três irmãos de José Claudio, sob a acusação de que eles, em companhia de José Cláudio, teriam participado do assassinato do colono Odilon Ribeiro, conhecido por Pelado, crime ocorrido no interior do Assentamento no dia 18 de setembro de 2009.
Analisando as provas que a polícia conseguiu produzir em relação à acusação, chegou-se a conclusão de que há indícios fortes de se tratar de uma armação orquestrada por José Rodrigues, mandante da morte do casal extrativista, contra a família de José Cláudio. A suspeita se funda nos fatos seguintes:
O crime teve como testemunha Manoel Ribeiro irmão de Odilon. De acordo com entrevista dada, logo após o crime, publicada na edição de 19 a 21 de setembro de 2009 do Jornal Correio do Tocantins, Manoel afirmou que “ouviu um tiro e seguiu para o local do barraco onde estava o irmão. No meio do caminho, deu de cara com dois homens desconhecidos e fortemente armados, os quais ao perceberem sua presença, apontaram armas em sua direção e o questionaram se ele seria irmão de Pelado”.  Após essas informações prestadas pelo irmão da vítima, um ano e dois meses se passaram sem que a polícia de Nova Ipixuna fizesse qualquer tipo de investigação sobre a morte de Pelado.
No dia 16 de novembro de 2010, José Rodrigues Moreira (preso por seu um dos mandantes da morte de José Cláudio e Maria), procura a delegacia de polícia civil de Nova Ipixuna e acerta com os investigadores uma operação ilegal de retirada de três famílias que ocupam lotes no interior do assentamento, onde José Rodrigues diz agora ser dono.
Um dos ocupantes é Edvaldo, conhecido por Marabá, irmão de José Cláudio. As três famílias foram expulsas dos lotes e um dos barracos foi queimado por ordem de José Rodrigues. Dias depois as famílias retornam para os lotes apoiados por José Cláudio, o que irritou José Rodrigues.
No dia 10 de dezembro de 2010, José Rodrigues Moreira comparece na delegacia de polícia civil de Nova Ipixuna e prestada declaração acusando José Cláudio, Claudemir e Marabá, como sendo os autores da morte de Odilon.  Junto com José Rodrigues encontra-se a testemunha Manoel, irmão de Pelado, que também presta depoimento no mesmo dia e passa a contar outra versão do crime: que os autores do homicídio não seriam mais duas pessoas desconhecidas, mas seriam José Cláudio, Claudemir e Marabá, depoimento igual ao de José Rodrigues. Acrescenta ainda que quem apontou a armar para sua cabeça e o ameaçou para que nada dissesse foi Claudemir.
Depois da morte de José Cláudio a Polícia civil decidiu apurar o caso. Intimados a prestarem depoimento perante o delegado que presidiu o inquérito, todos os três irmãos de José Cláudio compareceram e dia e hora marcada. O delegado determinou que a testemunha Manoel fizesse o reconhecimento dos acusados.

O primeiro dos irmãos que compareceu para fazer o reconhecimento foi Claudemir, acusado de ser o principal responsável pela morte de Pelado. A testemunha Manoel não reconheceu Claudemir como sendo uma das pessoas que ele encontrou logo após o crime.

O segundo irmão a ser apresentado foi Claudenor que também não foi reconhecido pela testemunha. O terceiro a ser apresentado foi Marabá, esse ele reconheceu como sendo uma das pessoas que estava no local. Mas a pergunta que fica é: porque ele apontou apenas Marabá e disse que os outros dois não estavam no local do crime. A resposta parece óbvia. Edvaldo era o único que ele conhecia pessoalmente e disputava o lote com seu irmão. Tudo indicia que a testemunha Manoel foi orientada a apontar os irmãos de José Cláudio como os autores da morte. Como ele conhecia apenas Marabá só ele é que foi apontado. Caso a testemunha conhecesse os três, provavelmente, teria apontado os três como acusados da morte.
 
José Rodrigues se apresenta com a testemunha Manoel à polícia de Nova Ipixuna justamente no período em que ele tentava expulsar as três famílias dos lotes que tinha ilegalmente comprado e que José Cláudio impediu que ele se apossasse das terras. Os investigadores que participaram da operação ilegal juntamente com José Rodrigues estão sendo investigados pela corregedoria da polícia civil.

Esses indícios deixam claro que, pode ter havido uma armação planejada por José Rodrigues com o objetivo de desmoralizar a família de José Cláudio e passar uma versão de que a morte de José Cláudio e Maria teria sido por vingança dos familiares de Pelado. Versão inclusive divulgada pelo Jornal Opinião e setores da polícia civil no curso das investigações.
                           
Marabá, 26 de setembro de 2011
Familiares de José Cláudio Ribeiro da Silva e de Maria do Espírito Santo Silva