quarta-feira, 11 de julho de 2012

Sequestradores presos em Marabá

Ricardo dos Santos foi preso ainda bêbado após noite de esbórnia

Bruno "Tubarão" foi fisgado em águas rasas 




Policiais civis do Maranhão, sem aviso prévio realizaram uma operação na manhã desta quarta-feira em Marabá que resultou na prisão de dois acusados de ser sequestro.

Os dois acusados são: Ricardo Feitosa dos Santos, o Ricardinho e Bruno Francisco Sousa da Silva, o Tubarão que teriam participado do sequestro de uma criança de 5 anos que fora raptada da cidade de Imperatriz-MA no dia 27 de junho deste ano.

Os dois acusados foram presos quando estavam num movimentado “cabaré” da Folha 20 e desfrutavam, provavelmente do resgate de R$ 500 mil pagos por parentes da criança, segundo informou o investigador Batista, que coordenou a operação policial.

Este valor teria sido pago para os sequestradores na segunda-feira. A criança foi liberada entre as cidades de Araguaiana e Colinas, no Tocantins.
Um terceiro acusado, de acordo com o investigador Batista, teria sido identificado, porém conseguiu fugir ao cerco policial.
Os dois acusados foram transferidos para Imperatriz-MA em helicóptero da Secretaria de Segurança do Maranhão e naquela cidade devem ser autuados por sequertro.

Sequestro – A criança foi sequestrada por duas pessoas que estavam numa moto e impediram que uma babá entrasse no portão.

A partir daí, os sequestrados fizeram vários contatos e exigiram o resgate, que ao final ficou acertado em R$ 500 mil.

Entrou em cena a Polícia Maranhense, sendo que a Superintendência Estadual de Investigação Criminal conduziu a investigação que envolveu pelo menos 15 policiais.
Da prisão, participaram oito investigadores, inclusive algumas mulheres, que conseguiram localizar os acusados numa noite de esbórnia.


Entidades denunciam crime ambiental em fazenda de Daniel Dantas


O Sindicato dos Trabalhadores de Marabá, Comissão Pastoral e Federação dos Trabalhadores na Agricultura denunciaram, em nota, suposto crime ambiental ocorrido dentro da fazenda Itacaiúnas. Abaixo o conteúdo do documento.
           
A partir dedenúncia feita pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Marabá, a Secretariade Meio Ambiente do município de Marabá, flagrou a derrubada ilegal de castanheiras na Fazenda Itacaiunas, de propriedade da AgropecuáriaSanta Bárbara, do banqueiro Daniel Dantas.
As árvores de castanha do Pará, espécie protegida por lei, estavam sendo derrubadas e serradas no local e transportadas em caminhões gaiola, usadas para o transporte de gado.
Outra parte era transportada de barco pelo Rio Vermelho que margeia a propriedade. As castanheiras estavam sendo derrubadas em uma imensa área dedesmatamento recente, à época denunciado ao IBAMA.
A Fazenda Itacaiunas, possui área de quase 10 mil hectares, foi vistoriada pelo INCRA, declarada improdutiva e decretada pela Presidência da República para desapropriação.
O INCRA ingressou com uma ação de desapropriação na Justiça Federal de Marabá, mas, o processo está na mesa da Juíza Federal Nair Cristina Pimenta há mais de 3 meses aguardando a imissão de posse.
O INCRA avaliou o imóvel em 23 milhões de reais, mas, opassivo ambiental devido aos vários desmatamentos ilegais feitos no imóvel ficou em 16 milhões. O Grupo Santa Bárbara ingressou com recurso perante a mesma juíza da justiça federal de Marabá, tentando impedir a imissão de posse do INCRA no imóvel. Os dois processos estão na mesa da juíza Nair Cristina.
Inconformados com a morosidade da Justiça Federal e com o escândalo dos crimes ambientais praticados no imóvel,cerca de 200 trabalhadores rurais sem terra, ligados ao STR de Marabá e à FETAGRI, ocuparam a entrada da fazenda. Os trabalhadores fazem parte de um acampamento de famílias sem terra da FETAGRI que já estão há 4 anos na divisa da fazenda aguardando a desapropriação.
A decisão dos trabalhadores é de permanecer acampados na entrada principal da fazenda até que a Juíza federal decida sobre o processo de imissão do INCRA na posse do imóvel e a secretariade meio ambiente e o IBAMA anunciem as sanções contra o grupo Santa Bárbara pelos crimes ambientais.

Incêndio em pasto da fazenda Santa Bárbara

Queimada causa prejuízo e pode ter sido provocada por posseiros




Nos últimos dois dias, trabalhadores da Agro Santa Bárbara, no complexo Espírito Santo em Xinguara, tiveram muito trabalho para debelar as chamas de um incêndio que pode ter origem criminosa.
A empresa atribui aos posseiros que ocupam os fundos da propriedade pelo incêndio, que teve início no final de semana passada.
Em nota a Agro Santa Bárbara informa que pelo menos 50 hectares foram destruídos pelas chamas e causou um prejuízo considerável.
A Agro Santa Bárbarma denunciou o incêndio à Polícia, contudo, até o momento nenhum posseiro foi responsabilizado, ou preso.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Sem terra ocupam fazenda Itacaiúnas

Sem terra ocupam a fazenda e ameçam assentar os colonos

Churrasco sacia a fome dos camponeses que lutam pela terra

Casa da Agro Santa Bárbara serve de base para os camponeses




Desde 2007 que sem terra tentam desapropriação; acordo tramita na Justiça Federal, mas indecisão provocou ocupação da fazenda




Trabalhadores rurais sem terra vinculados à Federação dos Trabalhadores da Agricultura (Fetagri) Regional Sudeste, ocuparam na manhã desta segunda-feira (8) a fazenda Itacaiúnas, zona rural de Marabá, distante cerca de 70 quilômetros do centro da cidade.

A fazenda pertence à Agropecuária Santa Bárbara (Agrosb), detentora de pelo menos 600 mil hectares de terra no Pará. Em tese a empresa aceitou uma negociação com o Incra e que prevê a desapropriação do imóvel, que em princípio foi avaliado em R$ 23 milhões.

Este valor, contudo foi descontado o passivo ambiental, já que a propriedade foi praticamente  desmatada, caindo para algo em torno de R$ 6 milhões, o que  não agradou a Agrosb, que mantém o interesse em ceder a fazenda para fins de reforma agrária mas desde que seja indenizada a um preço justo, segundo informou a advogada Brenda Santis.

“O acordo está praticamente fechado, faltando apenas definir alguns detalhes”, reafirma a advogada lembrando, contudo que a ocupação da fazenda é em princípio descabida.

Ocupação – As cerca de 200 famílias de sem terra que estavam nos acampamentos, Nossa Senhora Aparecida, Estrela da Manhã e Santa Luzia, marcharam em direção à entrada da fazenda e se apossaram de uma casa que fica bem na porteira principal.

Na fazenda, os sem terra, com autorização do gerente Ataide Gomes de Oliveira 71, mataram uma vaca e fizeram um churrasco.
A intenção do grupo, segundo a líder sindical, Elza Gomes é permanecer na fazenda até que se resolva uma pendência judicial que envolve a desapropriação.

Ele falou até em ocupar em definitivo a fazenda, inclusive assentando os sem terra nos respectivos lotes rurais. “Já que a questão não se resolve, nós vamos fazer a reforma agrária”, ameaça.

De sua parte o advogado José Batista Gonçalves Afonso, informou que tramita na Justiça Federal de Marabá duas ações envolvendo a fazenda Itacaiúnas.
Uma prevê a desapropriação por parte do Incra, que deve ser imitido na posse e em seguida definir a criação de um Projeto de Assentamento.

A outra ação foi interposta pela Agro Santa Bárbara e que trata da produtividade, chamada de Ação Declaratória de Produtividade o que em tese emperra a negociação da desapropriação.

Estas duas ações estão sob a chancela da juíza da 2ª Vara Federal Nair Cristina Corado Pimenta de Castro e há pelo menos três meses aguarda sentença.
“A ação principal é a de desapropriação que poderia ser definida rapidamente, o Incra seria imitido na posse e faria o assentamento e a outra parte questionaria os valores numa ação paralela”, explicou acreditando que desta forma haveria maior celeridade no processo.

Fazenda está sitiada, diz advogada


No início da noite de ontem a advogada da Santa Bárbara, Brenda Santis informou que a fazenda está sitiada e pelo menos 20 trabalhadores estão na propriedade sem poder sair.

Informou ainda que registrou o caso na Delegacia de Conflitos Agrários de Marabá (Deca) onde relatou a ocupação da fazenda.
Para a imprensa ela contou que a comida dos trabalhadores da fazenda só dura até esta terça-feira (10) e que caso não saiam devem ter problemas de sobrevivência.


“Não tem como eles saírem imediatamente”, garante lembrando que agentes da Deca devem se deslocar até a fazenda para checar a situação.
Ação – Sobre a ação que tramita na Justiça Federal de Marabá a advogada lembra que deve ser anexada um laudo de uma perícia que foi realizada recentemente na fazenda onde apontará se a fazenda é ou não produtiva.

Ela contou que o “Incra desapropriou a fazenda como sendo improdutiva e não é, por isso o pecuarista Maurício Assunção Resende (a fazenda ainda está em nome dele) entrou com pedido de Declaração de Produtividade para rever ou até anular o decreto”, confirma.

Caso haja um novo revés pode acontecer semelhante à fazenda Cedro onde a Agro Santa Bárbara requereu uma perícia judicial o que em tese constata o valor real do imóvel.

Santa Bárbara nega crime ambiental


Apesar dos vários indícios de retirada ilegal de castanheira do Pará, notadamente nos fundos da fazenda, a Agro Santa Bárbara nega que tenha autorizado qualquer desmatamento.

A advogada Brenda Santis disse desconhecer qualquer retirada de madeira nesse sentido. “Se tiver havido alguma retirada de madeira não foi com a autorização da Santa Bárbara”, afirma.

A advogada comenta ainda que os sem terra podem ter tirado a madeira para tentar incriminar a empresa, contudo há uma pilha de madeira que está depositada em um dos retiros e que somam sete metros cúbicos de castanha. 

A líder sindical Elza Gomes é taxativa: “A fazenda está derrubando as castanheiras e nós denunciamos o crime ambiental em vários órgãos, mas não houve providência”, denuncia.

O coordenador ambiental da Fetagri, Orlando Alves da Luz, o Caboclo informou que nos últimos três anos denunciou a retirada ilegal de madeira sem que houve uma providência.

Somente na última quinta-feira (5) uma equipe da Secretaria de Meio Ambiente de Marabá esteve na fazenda e constatou os vestígios do desmatamento.
Esta mesma equipe, segundo o sindicalista, aprendeu um lote de madeira serrada recentemente e que estava guardada em um dos retiros da fazenda.

“Eles desmatam e dizem que somos nós, mas o nosso povo é pacífico e trabalhamos organizados tanto que nunca ocupamos a fazenda, ou fizemos qualquer ação violenta”, garante lembrando que a ocupação da fazenda acontece de forma pacífica e sem maiores contratempos.

Maria de Aço; perseverança e luta

Quem pretende conseguir um lote rural da reforma agrária no sul e sudeste do Pará geralmente experimenta de várias ocupações e espera em medida de dez anos.

Uma destas sem terra é Maria Luiza da Conceição, a Maria de Aço, 68 anos, que ganhou esse apelido por conta da luta que trava há dez anos.

Ela faz parte do acampamento Nossa Senhora Aparecida, em frente à fazenda Itacaiúnas e na manhã de ontem juntou forças com os demais “companheiros” e com seus poucos mais de 50 quilos, gritava em alto e bom som: “reforma agrária já”.

“Dizem que estou velha, mas tenho mais coragem de trabalhar do que muitos jovens”, afirma a aguerrida sem terra que justifica o apelido diante da luta que encampa.

Por fim contou que não abre da fazenda e que enquanto tiver vida estará lutando para conseguir um lote rural.

A luta dela vem de longa data. Em 2003, juntamente com um grupo de sem terra, ocupou a fazenda Estrela da Manhã, zona rural de Marabá.
No ano seguinte o grupo de posseiros foi despejado e ela seguiu junto. Em 2007, tentou novamente uma nova ocupação, desta vez na fazenda Itacaiúnas.
Agora, a franzina mulher, novamente faz história e tenta conseguir um lote de rural. “Vou lutar até o fim, pois estou velha, mas estou viva e forte na batalha”, comenta.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Polícia 24 horas na fazenda Cedro


Sem terra e seguranças vivem se engalfinhando na Cedro
A juíza substituta da Vara Agrária Regional, com sede em Marabá, Sara Augusta Pereira de Oliveira determinou que a Polícia Militar permaneça por tempo indeterminado na fazenda Cedro. A decisão foi prolatada no final do mês de junho.
A medida visa, entre outras coisas, evitar que haja novos confrontos entre integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e seguranças da empresa Atalaia. O confronto mais recente aconteceu no dia 27 de junho deste ano, ocasião em que 12 sem terra foram baleados.
A juíza Sara Augusta justificou na sentença que há a “necessidade da permanência do Comando de Missões Especiais (CME) naquela área, pois, conforme noticiado na imprensa nacional já houve confronto entre as partes que resultou em várias
pessoas feridas”, relata.
Em seguida a magistrada determinou que o comandante do CME fosse comunicado da decisão, inclusive requereu o aumento de efetivo policial, que atualmente conta com pelo menos 50 militares.
Retorno – De igual forma que os militares permanecessem de prontidão dentro da fazenda Cedro, enquanto sem terra do MST permanecem acampados em frente da fazenda.
O acesso à propriedade, de certa forma está interditado em função do estado de sítio imposto pelos sem terra.
Funcionários e seguranças da fazenda buscam rotas alternativas para adentrarem a propriedade.
Reunião – Durante reunião na manhã de  ontem, no Incra de Marabá, integrantes do MST decidiram que vão continuar cerrando fileira em frente da sede e de lá não saem enquanto não houver um desfecho em relação aos pleitos deles.
Uma das reivindicações diz respeito à desapropriação da fazenda Cedro, onde alega que parte da fazenda, composta por aproximadamente 19 mil hectares não tem registro.
De sua parte a Agropecuária Santa Bárbara (Agrosb), administradora da propriedade alega que a terra é totalmente produtiva e legalizada, contudo admite a desapropriação da fazenda a um preço justo.
Na semana passada aconteceu uma reunião no Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) em Brasília, onde o impasse em torno da fazenda permanece.
De um lado a Agrosb aceita que seja feita uma vistoria judicial, onde devem acompanhar o trabalho pericial Incra, MDA, Ouvidoria Agrária, Vara Agrária, entre outras, enquanto o MST defende a vistoria administrativa que dispensa todo esse aparato e agiliza o processo de desapropriação, ou aquisição da fazenda.


Vale e FCCM iniciam restauração do Palacete Augusto Dias

Prédio pode ser restaurado em breve; obras começam em 2013

Iniciaram nesta semana os trabalhos para elaboração dos projetos de reforma e restauração do Palacete Augusto Dias, prédio da antiga sede da Câmara Municipal de Marabá, que será transformado em Museu Histórico. O projeto de restauração será realizado pela equipe de consultores do Fórum Landi, uma organização ligada à Universidade Federal do Pará (UFPA) contratados pela Vale, por meio do projeto Aços Laminados do Pará, Alpa.

A equipe técnica da primeira visita foi composta pelos técnicos do Fórum Landi, pela  museóloga Célia Cursino, pelos  representantes da Fundação Casa da Cultura de Marabá ( FCCM) e do projeto Alpa. A FCCM será responsável pela  gerência do Museu Histórico.
Neste inicio de trabalho, os técnicos e pesquisadores estão conhecendo as instalações, fazendo o levantamento cadastral e topográfico do prédio, que também já sediou a Prefeitura de Marabá. Os dados levantado vão ajudar a compor o projeto executivo do Museu , que prevê resgatar traços e a estrutura original do prédio, transformando-o em espaço cultural da região sudeste.
A expectativa é que a  elaboração dos projetos de reforma e de restauração do Palacete estejam concluídos até o final deste ano, com previsão de inicio da obra para 2013, ano do centenário de Marabá.

Para o gerente de Meio Ambiente da Alpa, Leonardo Neves, fala da importância para a empresa participar da reforma do Palacete Augusto Dias. “Participar deste projeto é uma forma de contribuir com a preservação do resgate da memória cultural de Marabá”, enfatiza. A Alpa também patrocina o projeto de memória de Marabá por meio da publicação do livro sobre a cidade, previsto para ser lançado no mês de aniversário de Marabá, em abril de 2013.

Quando estiver reformado e transformado em Museu Histórico Francisco Coelho, “o espaço irá abrigar a Pinacoteca, os arquivos fotográfico e histórico da cidade e que hoje encontram-se á disposição da população para visitação na Fundação Casa da Cultura de Marabá”, explica a coordenadora da Pinacoteca Municipal Pedro Morbach, Cátia  Weirich.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Sinobras é destaque na Expoaço




Sinobras projeta o Pará em nível nacional



Milhares de pessoas entre profissionais que atuam na cadeia de produção de aço, executivos e estudantes visitaram o estande da SINOBRAS na última semana na Expoaço, uma feira de negócios do setor de produção do aço promovida pelo Instituto Aço Brasil –IABr, que aconteceu no Transamérica Expo Center, em São Paulo. Em um espaço de 36 metros quadrados a empresa mostrou sua linha de produtos e o trabalho socioambiental que realiza no sudeste do Pará há 5 anos. Única representante da região na feira, a SINOBRAS chamou a atenção de muitos visitantes por já produzir aço, mesmo afastada dos centros de tradição em siderurgia.

“É intrigante e ao mesmo tempo muito bom o fato de uma empresa deste setor se implantar no Norte do País, os gestores da SINOBRAS estão de parabéns pelo trabalho realizado no Pará por meio da produção de aço em uma região que ninguém imaginava que se pudesse fazer um trabalho como este”, disse João Dantas, professor da disciplina de Metalurgia do Instituto Federal de São Paulo. Na avaliação da executiva Débora Oliveira, Diretora de Comunicação e Imagem do IABr, o evento foi marcante por diversos fatores.“Este foi o 23º Congresso Brasileiro do Aço e nós tivemos uma presença forte de diversos palestrantes, sendo cinco internacionais, entre eles o Ex-economista-Chefe do FMI, Raghuram Rajan, Professor da Universidade de Chicago, que ministrou uma palestra sobre crise.

Rajan foi um dos primeiros que antecipou a crise de 2008. Com relação a Expoaço, tivemos a participação de mais de 40 expositores, diversos patrocinadores e uma visitação que ultrapassou o número de três mil pessoas durante os três dias de evento. Na Vila do Aço eu diria que o maior destaque foram os estudantes que vieram para conhecer o aço no dia a dia, mas principalmente em relação à sustentabilidade.

A Vila do Aço nesta edição esteve focada na sustentabilidade. Temos batido muito nesta tecla, por isso fizemos um vídeo que foi apresentado logo na entrada da Vila do Aço para mostrar os números de reciclagem, de co-produtos e reutilização de água e foi interessante ver os professores chamando a atenção desses alunos sobre isso. Nós recebemos cerca de 300 estudantes de cursos relacionados à indústria do aço”, disse Débora.

Quanto à terceira participação consecutiva no evento, Ian Corrêa, Vice-Presidente da SINOBRAS declarou: “Ficamos felizes com a visibilidade que este evento nos deu, pois nas primeiras edições o nome da SINOBRAS era um pouco desconhecido. Agora percebemos que a imagem da Siderúrgica fica cada vez mais forte. É muito bom ouvir de representantes de empresas coirmãs que o nosso trabalho é relevante e mais ainda ver nossa empresa cada vez mais próxima de companhias tão fortes e do próprio IABr, pois hoje o nome SINOBRAS faz parte desse setor de aço no Brasil. A Expoaço vem nos projetando cada vez mais e isso é muito bom, prova é que antigamente as pessoas não conheciam e nem sabiam onde ficávamos e o que fazíamos e hoje não. Agora elas perguntam como está o projeto e a produção. Percebemos que as pessoas torcem por nós e pelo nosso trabalho e isso é compensador. O IABr também dá um bom apoio e feed back desse nosso relacionamento, em especial nos dias de feira pela nossa participação no estande e isso nos gratifica bastante. Não é simples e nem é fácil montar uma estrutura dessa aqui em São Paulo, pois temos dificuldades em termos de região, deslocamento, para conseguir fazer as coisas, mas isso é possível pelo empenho da equipe que nós temos”, explicou o executivo.

Além da participação da SINOBRAS na feira em um estande, parte de sua diretoria participou do 23º Congresso Brasileiro do Aço, realizado em paralelo à feira de negócios. Especialistas do setor do aço e em economia estiveram presentes em diversos painéis em discussão nos três dias para debater sobre assuntos pertinentes à cadeia do aço. Entre as participações de maior destaque estiveram o diretor geral da World Steel Association, Edwin Basson; o Presidente da Steel Manufacturers Association, Thomas A. Danjczek; o Presidente da Associação Latinoamericana do Aço (Alacero), Raúl Gutiérrez Muguerza; o presidente da Vale, Murilo Ferreira; além da Ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira e do ex-ministro da Fazenda Antônio Delfim Neto.

Destaque – Para mostrar todas as ações realizadas em 2011, a SINOBRAS lançou, durante a Expoaço, seu Relatório de Sistentabilidade 2011 com o balanço geral de sua produção e ações socioambientais. A ideia é dar, por meio da publicação, um panorama geral dos resultados obtidos pela empresa no último ano, e por meio do Relatório estar cada vez mais próxima de seus stakeholders.

O vergalhão produzido pela SINOBRAS, o SI 50, teve presença marcante na Vila do Aço. Juntamente com vergalhões produzidos por outras empresas, o SI 50 compôs a estrutura de uma arquibancada, construída logo na entrada da exposição.