O advogado José Batista Gonçalves Afonso, que defende os interesses dos sem terra que estão acampados na fazenda Itacaiúnas, negou que o confronto entre sem terra e seguranças da empresa Atalaia, tenha sido uma tocaia e um episódio premeditado.
As duas partes se engalfinharam no dia 29 de dezembro do ano passado, no retiro Lajinha. Desta refrega resultou no baleamento do segurança Jeverson Dantas Félix e um sem terra de prenome Francisco. A fazenda pertence à Agro Santa Bárbara.
O advogado contou que no dia 24 de dezembro, um grupo de sem terra, composto por oito pessoas, saiu para coletar castanha do Pará nos fundos da propriedade.
O grupo foi em um carro. Naquele mesmo dia, a escolta armada reprimiu os trabalhadores. Houve um confronto, sendo que dois sem terra se embrenharam no mato e não retornaram para o acampamento.
Ainda de acordo com o advogado, no dia seguinte, outro grupo de sem terra foi até a sede da fazenda para conversar com os seguranças e saber onde estariam os dois sem terra.
Neste contato, ainda de acordo com José Afonso, os trabalhadores foram obrigados a tirar as roupas a fim de que fossem revistados, pois poderiam estar armados e novamente houve clima de tensão entre ambas as partes.
Naquela ocasião, pediram para que o carro fosse devolvido e não foram atendidos e os dois sem terra continuavam desgarrados.
Ocorrência – Em função deste conflito, o trabalhador rural sem terra Manoel Floriano Gomes, no dia 27 de dezembro, registrou ocorrência onde relatou, na Delegacia de Conflitos Agrários de Marabá, o que aconteceu na fazenda Itacaiúnas.
Naquela ocasião ele contou que os dois sem terra não tinham retornado ao acampamento e disse que tinha havido uma refrega entre sem terra e a escolta armada, bem como o carro que dirigiam não havia sido devolvido e que esperava providências.
No dia 29, ainda de acordo com José Afonso, como o carro não havia sido devolvido, os sem terra não tinham retornado, um grupo de nove sem terra rumou em direção ao retiro Lajinha.
Desta feita o grupo, para tentar evitar um novo conflito, contornou a propriedade e entrou pelos fundos da fazenda num total de mais de vinte quilômetros.
Após o dia inteiro de buscas na área, os sem terra não localizaram os “companheiros” e optaram em acampar num barraco abandonado já que era noite e por volta das 22 horas.
Ocorre que neste momento, se aproxima uma camionete e o sem terra de prenome Francisco sai do barraco para ver quem se aproximava e de acordo com o advogado José Afonso e alvejado com uma descarga de balins.
Ato contínuo, os sem terra, que costumeiramente andam com espingardas “por fora”, revidaram ao fogo, sendo que o grupo dispersou e culminou com o baleamento do sem terra e do segurança.
Por fim, o advogado disse que a tese de emboscada não deve prevalecer, uma vez que o barraco onde os sem terra estavam ficou crivado de balins.
“Essa conversa de que os seguranças atiraram pra cima é potoca, agora esperamos que eles devam ser indiciados e não os trabalhadores como é costume”, comenta.
A reportagem tentou contato com a advogada Brenda Santis, mas não houve retorno, contudo, a quando do episódio a empresa se pronunciou a respeito do assunto e alegou se tratar de uma emboscada contra os seguranças.
Este conflito está sendo investigado pelo delegado Rodrigo Paggi. Na manhã de terça-feira foram ouvidos três sem terra e os líderes sindicais: Maria Elza Gomes da Silva, Maria Dalva do Nascimento Pereira e Manoel Floriano Gomes, estes mesmos foram indiciados por esbulho possessório, dano e formação de bando, ou quadrilha a quando da ocupação da sede da fazenda no início do mês de dezembro.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Clima tenso na fazenda Vale das Castanhas
Sem terra, sem vínculo algum com movimentos sociais que lutam pela posse da terra no sul e sudeste do Pará estão acampados à margem da fazenda Vale das Castanhas, no município de Piçarra desde o final do ano passado.
Em pelo menos duas ocasiões promoveram tiroteios naquela propriedade, inclusive atiraram em policiais militares que foram checar denúncia de que no acampamento estariam ocorrendo baderna e troca de tiros.
O pecuarista Paulo Sérgio Araújo disse que denunciou o clima de tensão na Delegacia de Conflitos Agrários de Marabá (Deca), à frente o delegado Victor Costa Lima Leal.
Segundo o pecuarista, o Incra foi informado da situação tensa na fazenda e não demonstrou interesse numa possível desapropriação. A propriedade é composta por pouco mais de 1,5 hectares, uma vez que parte dela foi vendida recentemente.
“O Incra disse que não tinha interesse em desapropriar a fazenda, pois é pequena e o órgão está sem orçamento”, acrescenta Paulo Araújo informando também que não tem interesse em vender a fazenda.
Portanto ele acredita que mesmo os sem terra não estando dentro da fazenda, mas de certa forma causa incômodo a presença deles e está requerendo das autoridades policiais que investiguem e levantem a situação dos posseiros que estão próximos da fazenda.
“Na verdade eles ameaçam invadir a fazenda, sabemos que o Incra não tem interesse em desapropriar e nem queremos vender a nossa fazenda, portanto nada mais justo do que os posseiros procurarem outra fazenda para que eles possam ser assentados”, reafirma.
Para Paulo Araújo, o correto seria que uma equipe da Deca fosse até a propriedade para verificar a denúncia, já que o caso foi registrado naquela especializada.
“Há várias pessoas armada no acampamento, sabemos que muitos deles podem até ser foragidos, então seria prudente que a Polícia fosse lá para verificar a situação”, observa dizendo que ontem (07), iria, mais uma vez denunciar o caso na Deca.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Agente prisional espancado
O agente prisional do Crama, Reginaldo de Jesus Silva, o Super Homem foi espancado neste Natal por quatro presos que estão no Pavilhão C.
Há algum tempo que os presos mantinham uma querela com o agente prisional que é ex-policial militar e mantém comportamento adverso da atual função.
Moto roubada
Elialzo Souza Cunha registrou ocorrência na 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá dando conta que a moto dele, uma CG-150, vermelha, placa OFS-9626 fora roubada.
Dois assaltantes, armados lhe abordaram e levaram o veículo quando ele estava chegando na casa dele, no bairro Nossa Aparecida, a Invasão da Coca.
Moto recuperada
Policiais militares lotados na 27ª Área Integrada de Segurança Pública (AISP) recuperaram uma moto Cargo, branca, placa JUL-5546 e apresentaram a mota na 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá.
A moto foi abandonada na rua Nagib Mutran, bairro Quilômetro Sete, Nova Marabá. Um adolescente, pilotava a moto, atropelou uma criança e abandonou o veículo naquele bairro.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Cabos da Polícia Militar condenados
Após 16 horas de julgamento, os cabos da Polícia Militar, Josivaldo Andrade da Silva e Jonas Cardoso Farias foram condenados a 23 anos e seis meses de prisão.
O julgamento aconteceu nesta terça-feira, na Comarca de Marabá em júri que foi presidido pelo juiz Murilo Lemos Simão Santos, titular da Vara de Violência Doméstica. A sentença foi promulgada nesta quarta-feira (19).
Os condenados, contudo, podem recorrer da decisão e enquanto aguardam o julgamento deste recurso no Tribunal de Justiça do Estado, aguardam em liberdade e só podem trabalhar em serviços internos nos quartéis militares não portar armas de fogo.
Tais recomendações foram determinadas pelo juiz Murilo Santos, que inclusive deixou claro que os dois acusados não devem ter contato com a população.
Eles foram acusados de matar os irmãos Elailson e Eleilton Evangelista, em crime que aconteceu no dia 28 de maio de 2004, em um bar da Folha 7, Nova Marabá.
Contradições – Quando depuseram em juízo os dois acusados se complicaram e caíram em várias contradições a respeitos das circunstâncias do crime.
Uma delas diz respeito como os dois acusados estavam no bar o que cada um fez quando ouviram os estampidos.
Josivaldo da Silva disse que ouviu dois tiros, se abaixou e sacou uma pistola e que olhou para trás e viu o colega Jonas em pé do lado de fora do bar.
Em seguida foi embora e levou o colega daquele lugar que não sabia quem tinha atirado nas vítimas.
Porém, quando o Jonas depôs, disse que saiu do bar montado em um mototáxi, ou seja, negou que o colega dele, Josivaldo o tivesse levado na moto dele.
Outra contradição que ficou no ar e que foi indagado várias vezes pelo juiz Murilo Santos foi o fato de o cabo Josivaldo ter ouvido os tiros, visto uma das vítimas ensanguentada e mesmo com todo o preparo militar não socorreu a vítima, pelo contrário, foi embora do bar.
Contradições e omissões, à parte e apesar dos esforços dos advogados de defesa, Odilon Viera Neto, Ricardo Moura e Marilda Cantal, prevaleceram os argumentos da promotoria.
Atuaram na acusação a promotora Bruna Rebeca de Paiva Moraes que recebeu o apoio dos advogados humanistas Marco Apolo Santana Leão e Claudia Lins, que representaram os Direitos Humanos.
Tão logo foi prolatada a sentença, os dois acusados foram encaminhados para o quartel do 4ª Batalhão de Polícia Militar (4º BPM), sendo que o cabo Josivaldo da Silva entregou uma pistola da Polícia Militar.
Caso seja mantida a sentença os dois acusados podem ser expulsos da corporação militar. A imprensa não pode colher imagens do julgamento.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Lucídio Colinetti garante que é inocente
| Lucidio (camisa branca) no portão do CRM; liberdade |
Quando saiu do Centro de Recuperação de Marabá (CRM), por volta das 15 horas de ontem o ex-secretário de obras de Marabá, Lucídio Colinetti se disse inocente e garantiu que todo o material aliterítico (piçarra) contratado pela Prefeitura foi aplicado nas ruas de Marabá.
Collinetti foi preso por ocasião da deflagração da operação Mar de Lama, em setembro deste ano, cuja investigação está sendo conduzida pelo Ministério Publico Estadual e que apura supostos desvios de piçarra num valor de pelo menos R$ 20 milhões.
Nesta mesma operação foi preso o empresário Mário Marcelo Fronczak, dono do MM Fronczak, empresa contratada para fornecer o material para a Prefeitura de Marabá.
Este empresário recebeu a pena de prisão domiciliar em pedido feito pelos advogados Gilberto Alves e Américo Leal, enquanto Lucídio Colinetti foi contemplado com a revogação da prisão preventiva, pedido feito pelos advogados Wandergleisson Fernandes e Arnaldo Ramos de Barros Júnior.
Ambas as decisões foram concedidas pelo juiz titular da 5ª Vara Penal de Marabá, Marcelo Andrei Simão Santos. Esta foi a última audiência deste ano nesta Vara. Fronzak deve ser ouvido no dia 25 de janeiro, enquanto Colinetti vai ser ouvido no dia 2 de fevereiro do próximo ano.
Lucídio Colinetti comentou que está com a consciência tranqüila e com o sentimento de ter cumprido totalmente o contrato e aplicado todo o material comprado nas ruas de Marabá.
Informou que foram mais de cinqüenta obras realizadas durante o período em que ficou à frente da Sevop, durante a atual gestão, entre elas a duplicação da transamazônica que consumiu pelo menos 230 mil metros cúbicos de aterro.
Por sua vez os advogados Wandergleisson Fernandes e Arnaldo Júnior garantiram que vão provar em juízo a inocência de Lucídio Colinetti.
“Vamos provar que todo o material comprado foi aplicado corretamente, tanto que requeremos uma perícia em todas as ruas que estão citadas na denúncia”, completam.
Sobre a decisão, consideraram em tempo, uma vez que demonstra que o cliente deles colaborou com a Justiça e não se furtou de prestar nenhuma informação. “Em momento algum o nosso cliente se negou em colaborar, até porque não tem nada a ver com eventuais desmandos”, garantem.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Servidores protestam para receber salários
| Engarrafamento se estendeu por quilômetros |
| Motoqueiros aguardam impacientes a liberação do trânsito |
| Antonio Júnior (PRF) e Monteiro (PM) negociam liberação da pista |
| Grupo Tático de prontidão para efetuar evacuação da pista |
| Demerval, Raimundo e Edmilson (boné) conversam para liberar pista |
Com salário do mês de novembro atrasado e sete meses do Visa Vale, igualmente atrasado, os servidores realizam protestos.
Na terça-feira, os garis interditaram a Secretaria de Obras, na quarta-feira, os servidores obstruíram a Secretaria Municipal de Saúde.
Nesta quinta-feira, os servidores destas duas secretarias se uniram e fecharam a ponta do rio Itacaiúnas.
Pela manhã, mantiveram o piquete até por volta das 9h30 e aceitaram desobstruir a ponte ante a promessa de negociação com o Executivo local.
Uma comissão foi formada pelo sindicalista Demerval Bento da Silva e mais dois servidores que se deslocaram até a Prefeitura de Marabá, mas não houve nenhum retorno.
Assim, por volta do meio dia, os servidores interditaram a ponte novamente e a interdição acontece de forma alternada nas duas pontes.
Até o início da tarde a Prefeitura não havia se pronunciado a respeito da manifestação e tampouco quando deveria pagar os servidores.
Nesta sexta-feira, uma nova rodada de manifestação deve acontecer até que o Executivo se comprometa em pagar os salários.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Mega traficante disfarçado de taxista
Acusado tinha como fachada a profissão de taxista, contudo a Polícia Federal tem fortes indícios de que Oziel Morais Martins 37 anos, preso na última quarta-feira em Marabá é um dos grandes traficantes que atua em Marabá.
Ele foi preso no final da tarde de quarta-feira (5), juntamente com Adalberto Bento das Chagas, 42, Pedro Gonçalves da Silva, 64 anos, na Folha 10, Nova Marabá.
Os três foram flagrados com 52 tabletes de cocaína que perfazem pelo menos 58 quilos da droga que se colocada no mercado renderia cerca de um milhão de reais.
A droga estava camuflada dentro de um troller, placa HYJ-8391 e que estava estacionado em frente à casa do taxista, na Folha 10, Quadra 8, Lote 5, Nova Marabá.
O taxista já estava sendo investigado há algum tempo, sobretudo porque o taxista Oziel Martins ostentava certa riqueza.
Pra se ter uma ideia ele comprou e pagou à vista, um carro corola, placa OFU-7310, cujo valor orbita em torno de R$ 65 a 86 mil e hipoteticamente usava o veículo como táxi em Marabá, o que a Polícia desconfia se tratar de um negócio de fachada.
Os outros dois acusados são do Ceará, para onde a PF acredita que a droga seria enviada. Segundo os agentes da PF, a droga vinha da Bolívia, via Amazonas e fora embarcada no Troller que seguiria pela Transamazônica até Marabá.
Deste município, ainda de acordo com os agentes, a droga deveria ser reembarcada e dividida para outros carros e seguiria para Fortaleza, no Ceará e Natal, RN.
Uma fonte da PF informou que o taxista foi denunciado por colegas de profissão, uma vez que a ostentação do acusado despertou e incomodou os demais taxistas.
Acusado já estava sendo investigado
A prisão dos três acusados e a apreensão da cocaína não aconteceu por acaso. Há um bom tempo que o taxista estava sendo investigado e quando houve uma movimentação suspeita dele nos últimos dias, despertou ainda mais a curiosidade dos policiais.
No final da semana passada os agentes da PF fizeram várias barreiras na rodovia Transamazônica a fim de tentar prender os acusados, mas não obtiveram êxito.
Porém, na tarde desta quarta-feira, conseguiram identificar o troller que estava recheado de drogas. O carro na verdade não vinha rodando pela Transamazônica e sim em cima de um caminhão guincho que foi fretado por R$ 6 mil para fazer o transporte até Marabá, uma vez que o carro sofreu uma pane mecânica em Itaituba.
“O taxista (Oziel Martins) já estava sendo investigado, pois recebemos informações de colegas dele, que possivelmente tinha envolvimento com o tráfico de drogas”, garante o delegado Luiz Felipe Sousa Pimenta de Castro.
“Prosperidade” - Ao contrário de quem usa droga, que geralmente definha física e economicamente, quem trafica geralmente progride financeiramente.
Uma fonte segura do Núcleo de Inteligência da Polícia (NIP) ao tomar conhecimento da prisão do taxista Oziel Morais Martins 37 informou que o acusado já havia sido investigado, contudo até a Polícia ainda não tinha conseguido prendê-lo em flagrante.
Esta mesma fonte informou que o acusado tem pelo menos seis casas que se assemelham a verdadeiras mansões, cujos imóveis teriam sido adquiridos, ou construídos com o dinheiro do tráfico de drogas.
Pra se ter uma ideia da progressão do acusado, há cerca de seis anos, segundo a fonte, o acusado fazia às vezes de “avião do tráfico” e entregava drogas em uma moto.
Oziel Martins 37 seria sócio de outro acusado de ser traficante em Marabá, identificado por “Júnior Tubarão”, entretanto se desentenderam e ele seguiu “carreira solo” e teria montado uma estrutura de distribuição de drogas em Marabá e em outros estados. (E.S.)
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