sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Mais um traficante preso em Marabá
A equipe de policiais militares, composta pelo cabo Edison Rodrigues da Silva e os soldados: Jeremias e Casabranca prendeu o acusado de ser traficante Mauro Gomes Vieira de Araújo.
Ele preso na casa dele, às proximidades do balneário Vavazão, bairro Independência na tarde da última quinta-feira (24).
Com o acusado, os militares localizaram cinco trouxas de uma substância semelhante à cocaína. A droga estava camuflada dentro de um pote de fermento.
Para os policiais, Mauro de Araújo confessou que tanto usa a droga, quanto vende, mas para a imprensa ele negou tudo.
Alegações à parte o acusado foi autuado por tráfico de drogas pelo delegado Reinaldo Marques Júnior, plantonista da Seccional Urbana da Cidade Nova.
Além da prisão, os militares apreenderam um Golf, placa JVW-8118 registrado em nome de Deolindo Peres Borges e que teria sido comprado com o dinheiro do tráfico.
Preso por desobedecer guarnição
Apesar de não de competência da Polícia Militar atuar diretamente no tráfego urbano, ou rodoviário, a guarnição composta pelo sargento Rodrigues e pelo soldados E. Fernandes e Barroso, prenderam Janilson Vieira da Silvas e Izael do Vale.
Ambos trafegavam em um caminhão Ford Cargo, placa ANW-3642 e quando transitavam pela rodovia Transamazônica, às proximidades de um posto de combustíveis teriam feito uma manobra brusca e fechado um veículo de pequeno porte.
A manobra aconteceu na tarde da última quinta-feira e para azar da dupla de caminhoneiros, passava a viatura com os policias e que foi imediatamente acionada.
Incontinenti os militares começaram uma perseguição e ordenaram que o motorista do caminhão Janilson da Silva e este não obedeceu por atender ordem do dono do caminhão, o Izael do Vale.
Segundo o entendimento deste último, seria que a Polícia Militar não teria autonomia para mandar pará-los, embora tivessem cometido uma infração e, portanto suspeitos por estarem tentando se esquivar de algum crime.
O caminhão foi interceptado em cima da ponte do rio Itacaiúnas e os dois caminhoneiros detidos e forma conduzidos até a 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá onde foram autuados por desobediência e devem responder ao crime em liberdade, segundo informou o delegado Rayrton Carneiro, plantonista.
PM apreende caça níqueis no Novo Horizonte
Operação policial coordenada pelo cabo Edinan Barbosa de Sousa e o soldado S. Passos resultou na apreensão de sete máquinas caça níqueis, nesta quinta-feira (24).
As máquinas estavam numa casa na rua Rio de Janeiro, 9, bairro Belo Horizonte, e que pertence à empresária Márcia Maira Mendes da Conceição. Os militares apreenderam também R$ 220,00.
A apreensão aconteceu no meio da tarde e chamou a atenção de diversos curiosos. Os militares atenderam denúncia anônima de que na casa funcionava um mine bingo.
A dona da casa não quis conversar com a imprensa e resumiu desta forma: “Nada a declarar”, sintetizou.
Contudo, quando ela foi presa informou aos policiais que as máquinas caça-níqueis pertenciam a uma pessoa identificada pela alcunha “Gordinho”.
Inclusive ela teria ligado para o dito “Gordinho” e avisado que estava sendo presas e que as máquinas seriam apreendidas e este promete que iria até a casa dela, contudo não o fez deixando pra ela a responsabilidade da contravenção penal.
Por ser um crime de menor potencial ofensivo, o delegado Rayrton Carneiro lavrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e Márcia da Conceição deve responder em liberdade.
Direção perigosa acaba na cadeia
O autônomo Rufino Bonfim da Silva é o que se pode dizer de “todo errado” quando furou um bloqueio da Polícia Militar e do Detran, na Folha 17, Nova Marabá.
Ele tinha pelo menos um bom motivo para desafiar os homens da lei, pois pilotava uma moto, placa JVW-2773, sem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Contudo ao furar o bloqueio policial, na tarde da última quinta-feira (24), segundo fontes da Polícia, colocou a vida dele e de terceiros em risco.
E de nada adiantou tentar fugir da Polícia, pois acabou preso, algemado e ainda sofreu algumas escoriações, fruto de uma queda que sofreu.
Após todo esse aperreio, Rufino da Silva foi conduzido até a 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá onde foi autuado por pilotar sem a CNH e deve responder ao crime em liberdade.
Representante assaltado em loja
Quando acabava de realizar uma entrega de frios e congelados para um comerciante da Folha 6, Nova Marabá o representante comercial Marquizael Gomes Lustosa foi roubado por uma assaltante solitário.
O assalto aconteceu no final da manhã da última quinta-feira (24). A vítima perdeu para o assaltante R$ 228, 82 que seria fruto da renda daquele dia.
Neste tipo de assalto é que a Polícia comumente chama de parada dada, visto que o assaltante dificilmente teria condições de imaginar, ou deduzir que a vítima transportava valores.
Até o fechamento desta matéria nenhum acusado havia sido preso.
Máquina de vulcanizar furtada
Outro crime que chamou a atenção de policiais aconteceu em plena luz do dia e no pátio de um posto de combustíveis.
Neste caso foi furtada uma maquina de vulcanizar. O borracheiro Carlos César de Araújo, narrou que a máquina fora furtada enquanto ele atendia a um caminhoneiro.
O estranho neste caso é que o furto aconteceu no dia 15 de janeiro, mas somente na última quinta-feira é que o caso foi registrado.
Sem maiores detalhes acerca do caso, o borracheiro contou que estava operando a máquina, saiu para atender um caminhoneiro e quando retornou não viu mais a vulcanizadora, simples assim.
Assalto misterioso em ônibus interestadual
Na madrugada da última quinta-feira (24) mais um roubo a ônibus interestadual aconteceu. Chamou a atenção dos passageiros a tranqüilidade do motorista, que não esboçou nenhum sentimento quando à dor dos passageiros, ou teve algum objeto surrupiado.
O motorista Fernando do Nascimento Medeiros Guedes dirigia o ônibus, placa LUX- 4573, linha Parnaíba, no Piauí até Tucuruí e quando parou em Dom Eliseu, de madrugada, um passageiro entrou.
Este passageiro permaneceu nos degraus do veículo, uma vez que não tinha poltrona desocupada.
Quando o veículo estava próximo de Rondon do Pará, à altura do Quilômetro 56, da BR-222 este passageiro deu voz de assalto e ordenou que o motorista conduzisse o ônibus até uma estrada vicinal.
Quando o carro chegou nesta estrada, havia outros dois assaltantes. O trio se encarregou de humilhar e levar todos os objetos de valor dos passageiros. Após o roubo, os três entraram um carro que estava na estrada vicinal.
O roubo foi registrado na 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá na manhã de quinta-feira e a todo instante o motorista demonstrava estar bastante tranqüilo e calmo, como se nada tivesse acontecido, o que deixou os passageiros desconfiados e irritados.
Apesar dessa postura pouco convencional do motorista, nenhuma responsabilidade penal lhe foi atribuída, restando aos passageiros o prejuízo e o trauma de mais este assalto.
Dona de casa tem carro roubado
Ladrões que atacam nas rodovias federais do sul e sudeste do Pará, demonstram cada vez mais ousadia, e agem sem ser importunados.
Na madrugada da última quinta-feira (24), pelo menos quatro assaltantes de estrada atacaram na BR-222, à altura da reserva indígena Mãe Maria e roubaram um Uno Mille, placa NX0-1729, pertencente à dona de casa Nancy Costa Vasconcelos.
Ela narrou em Boletim de Ocorrência que o bando atravessou um carro na frente do dela e ordenou que parasse o veiculo.
Acuada a dona de casa não teve outra alternativa senão entregar o veículo e preserva a vida dela.
Por conta do roubo, ela teve de pegar uma carona para chegar em Marabá e registrar a ocorrência. Até o fechamento desta matéria nenhum suspeito havia sido preso.
Frentista assaltado na madrugada
De nada adiantou a ronda particular que presta segurança a um posto de combustíveis localizado na travessa Antonio Pimentel com a avenida Antonio Maia na Marabá Pioneira, pois dois assaltantes roubaram um frentista na madrugada da última quinta-feira (24).
Os dois acusados, segundo o frentista Wellyngton Hugo Ribeira da Silva, chegaram numa moto YBR-factor, placa não anotada e um deles apontou uma arma para a cabeça dele e exigiu o dinheiro.
Chamou a atenção do frentista, o fato de os assaltantes chegarem minutos após um vigilante ter saído do posto. “Até parece que eles estavam vendo quando o vigilante saiu para eles roubarem”, comentou.
Para os dois assaltantes o frentista disse ter entregado R$ 418,00, fruto da renda daquela madrugada.
Estelionatário aplicava golpe em Marabá
| Joelbe da Silva esbanjava dinheiro de origem ilícita |
Joelbe da Silva foi preso na tarde desta sexta-feira (25) por uma equipe de investigadores da 21ª Superintendência Regional, coordenada pelo delegado Alberto Henrique Teixeira de Barros.
Contra ele pesa a acusação de participar de uma quadrilha especializada em aplicar golpes em empresários de Marabá.
Ele se passava por um empresário do Mato Grosso e dono da empresa Indústria de Laticínios Marajoara, com sede no Mato Grosso.
Segundo a investigação policial, conduzida pelo delegado Rodrigo Paggi, o acusado ligava para as empresas e fazia uma cotação dos preços das mercadorias.
Em seguida, mantinha novo contato e pedia o número da conta da empresa, preferencialmente em uma agência do Banco Bradesco, onde se propunha em fazer o depósito, ou a transferência.
Numa empresa de revenda de pneus, no último dia 19, comprou 12 pneus e fez o depósito em um envelope. Confirmado o depósito pela direção da empresa a mercadoria foi entregue para uma terceira pessoa que estava em um posto de combustíveis da Folha 29, Nova Marabá.
Somente na segunda-feira (21) a direção desta empresa percebeu que tinha sido vítima de um golpe e denunciou o caso na Delegacia.
O mesmo aconteceu com a empresa de motosserras. Um vendedor informou que o acusado lhe comprou duas motosserras no valor de R$ 5 mil e que vendeu tais ferramentas por R$ 4 mil para o microempresário Luiz Costa, que também foi apresentado na 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá.
Costa lembrou que comprou as motosserras, pois o acusado lhe apresentou as respectivas notas fiscais. “Não desconfiei de nada, pois as motosserras estavam com as notas fiscais", relata.
O empresário ficou de ser ouvido e participar do inquérito na condição de testemunha. As duas motosserras foram recuperadas pela Polícia de devem ser devolidas à empresa.
Joelbe da Silva, segundo o delegado Rodrigo Paggi ficou de ter autuado por formação de bando, ou quadrilha, vez que mais pessoas podem ter participado do golpe e estelionato.
Orientado pelo advogado Antonio Lopes Filho o acusado optou pelo silêncio. "Ele só vai se defender em juizo, mas em princípio não tem nada a ver com o caso", afiançou o advogado.
Porém, as testemunhas que venderam as respectivas mercadorias não têm nenhuma dúvida de que foi o acusado que retirou os produtos das lojas.
A Polícia acredita que o irmão dele, que está preso no Mato Grosso de prenome Jhony, que seria um perigoso assaltantes de banco, pode ser o articulador do esquema, tanto que o telefone celular do acusado havia várias ligações para um número de telefone daquele estado. "Com certeza ele (assaltante de banco) está envolvido no esquema", garantiu o delegado.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Trabalho escravo no centro das discussões
A turma de alunos do Curso de Pedagogia, da Universidade do Estado do Pará (UEPA), Campus de Marabá, pelo Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (PARFOR) promove, no dia 25 de janeiro o seminário “História, Cidadania e Ensino: olhares e reflexões sobre o trabalho escravo contemporâneo”.
Este evento também conta com a participação e apoio do Grupo Interinstitucional de Enfretamento ao Trabalho Escravo (GAETE) e com Assessoria Pedagógica do Campus Universitário, um é parte das discussões que o historiador Airton dos Reis Pereira vem fazendo com os alunos do Curso de Pedagogia sobre os problemas e os desafios sociais, culturais e econômicos colocados aos moradores do sul e sudeste do Pará por meio da disciplina denominada “História da Amazônia e Metodologia do Ensino de História”.
Pela manhã, a partir das 8h00, o evento contará com a participação de Geuza Morgado, socióloga e agente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), que profere palestra entitulada: “Trabalho Escravo contemporâneo e a experiência da CPT no combate ao Trabalho Escravo”.
À tarde, por volts das 14h, além de uma mesa formada por Seidel Santos, Coordenador da UEPA-Campus Marabá; Luiz Bressan, Secretário Municipal de Educação de Marabá; Dr. Jônatas Andrade, Juiz da Vara do Trabalho de Marabá; Jacqueline Carrijo, Representante do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Ministério do Trabalho – SINAIT; Dr. Antônio Oldemar Coelho, presidente da Associação dos Magistrados do Trabalho da 8ªRegião - AMATRA VIII; e de Geuza Morgado, Dr. Jônatas Andrade e Jacqueline Carrijo farão as palestras “Trabalho Escravo Contemporâneo: conceito e o papel do Estado no combate ao trabalho escravo”.
As inscrições serão feitas no local, dia 25/1. Os participantes receberão declaração de participação do evento.
Vale dizer que o Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (PARFOR), do qual os alunos do Curso de Pedagogia fazem parte, trata-se de uma Política Nacional de Formação de Profissionais do Magistério da Educação Básica, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, que tem como finalidade a formação inicial e continuada de professores em exercício na rede pública de educação básica.
Em Marabá, além do Curso de Pedagogia, a UEPA conta, por meio do PARFOR, com os cursos de licenciaturas em Geografia, Ciências Naturais (habilitação em Biologia), Educação Física e Letras.
Serviço: O evento acontece no salão da Biblioteca do Campus Universitário – UEPA localizado na Av. Hiléia s/n – Agrópolis do INCRA – Bairro: Amapá – Marabá (PA).
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Extrativista continua ameaçada de morte
Com medo de ser assassinada a qualquer instante. É desta forma que a extrativista Laisa Santos Sampaio vive no projeto de assentamento Praialtapiranheira, em Nova Ipixuna.
Teme ter o mesmo fim que a irmã dela, Maria do Espírito Santo, assassinada no dia 24 de maio de 2011, juntamente com o marido dela, José Claudio Ribeiro da Silva.
Constantemente a extrativista denuncia que recebe recados ameaçadores. Os apócrifos, ora vem alertando, ora vem ameaçando veladamente.
Uma tocaia já foi montada recentemente às proximidades da entrada principal do lote dela onde vive com a família.
Os homens, protegidos por capacetes apareceram de repente numa precária estrada que dá acesso ao lote dela. Ambos estavam protegidos por capacetes.
Naquela ocasião ela gritou e os dois suspeitos saíram do mato, apanharam uma moto que estava próxima e saíram do local rapidamente.
O casal de extrativistas José Claudio e Maria foi assassinado por discordar da venda de lotes dentro do assentamento.
A outra frente de atuação de ambos era para defender a floresta, sobreviver dela sem que fosse necessário derrubar.
Desenvolviam no assentamento a política da sustentabilidade, extrair os bens naturais sem ser necessário derrubar as árvores e assim contrariaram os interesses de diversas pessoas e podem ter sido assassinados por conta desta postura defensiva da natureza.
Após a morte do casal, Laisa Sampaio assumiu o papel de continuar a luta dos trabalhadores rurais e desenvolve, juntamente, com sete mulheres a produção de diversos cosméticos, entre eles, sabonete, hidratante, pomada cicatrizante e repelente, todos feitos à base de andiroba.
Diante desta postura preservacionista a ambientalista granjeou pra si alguns opositores que defendem a retirada indiscriminada de madeira e vem constantemente sendo ameaçada de morte.
Em uma destas ameaças, num bilhete apócrifo o interlocutor grafou precariamente: “Laisa as mata é nossa, deixa nós em paz cala a tua boca”.
Apesar da grafia tosca, o recado, para bom entendedor alude à possibilidade dela ser assassinada, caso continue denunciando a extração de madeira no assentamento.
É neste contexto de ameaças que a mulher vive diariamente e tenta manter a rotina de trabalho, já que é professora da escola rural Maria Pereira e percorre um trecho onde há pelo menos dois pontos onde pistoleiros podem montar tocaia e atacá-la.
Comissão visita mas não garante proteção
Diante da quantidade de denúncias de ameaças de morte contra a extrativista Laisa Santos Sampaio estava sendo ameaçada de morte a Equipe Técnica Federal do Programa de Proteção a Defensores de Direitos Humanos visitou a casa dela no Projeto de Assentamento Praialtapiranheira nesta quarta-feira (16) e constataram a denúncia.
Integraram esta equipe, que é vinculada à Secretaria de Direitos Humanos, a psicóloga Marcela Morais, a socióloga Camila Iumatti e o coordenador da equipe Luiz Marcos Medeiros Carvalho.
Em princípio o trabalho destes técnicos foi ouvir a extrativista. Quanto à proteção policial requerida por ela, em princípio ainda não tem nada definido o que sé deve acontecer em outro momento.
Os membros desta equipe não quiseram gravar entrevista, contudo Luiz Carvalho informou que um relatório será elaborado com base nas informações prestadas por Laisa Sampaio e posteriormente devem ser tomadas medidas para minimizar a situação.
Para Luiz Carvalho são várias as medidas protetivas entre elas a escolta policial, que para ele é o último recurso, tendo em vista que uma série de protocolos precisa ser cumprida até que seja definida esta proteção.
"Na verdade o mais interessante é atacar as causas do problema e não somente os efeitos”, comentou lembrando que o caso deve ser repassado diretamente à ministra Maria do Rosário, titular da Secretaria dos Direitos Humanos.
Por sua vez a extrativista Laisa Santos Sampaio não esconde de ninguém que teme que algo lhe aconteça, sobretudo pelo fato de ter sido marcado para o dia 3 de abril deste ano o julgamento dos três acusados de ter orquestrado e matado o cunhado, José Claudio e Maria.
“A gente sabe que as coisas não estão boas para o nosso lado, são vários recados, ameaças, pessoas estranhas rondando a nossa casa, por isso pedimos proteção, pelo menos nesse período que antecede o julgamento”, apela.
Acusado pode não ter matado casal
Entre as declarações da extrativista, Laisa Santos Sampaio, durante a entrevista à comissão, uma delas pode causar uma reviravolta no processo que envolve a morte do casal de extrativistas, José Claudio e Maria do Espírito Santo.
Ela disse que pelo menos cinco pessoas lhe informaram que um dos acusados presos, o Alberto Teixeira Lopes o Neguinho pode não ter matado o casal.
“Não é ele, infelizmente tem as mesmas características do acusado que foi visto dois dias antes de cometer o crime andando com um homem branco e que está solto”, comentou.
a das moradoras do assentamento lhe confidenciou que estudou com o acusado Alberto e que viu o outro acusado andando de moto com um homem branco que seria o Lindonjhonson Silva, irmão do acusado de ser o mandante do crime, José Rodrigues.
Coincidência, ou não consta no processo que Alberto Lopes foi identificado através de retrato falado. Ele está preso por ser condenado por assalto em Tucuruí e caso se confirme a informação da extrativista a acusação pode até pedir a absolvição dele durante o Tribunal do Júri, previsto para acontecer no dia 3 de abril deste ano.
Contudo, o coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT), advogado José Batista Gonçalves Afonso preferiu a cautela quando o assunto é comentar sobre a possibilidade de o acusado ser inocente deste crime uma vez que foi reconhecido.
“É preciso analisar com cuidado, pois ele foi reconhecido, mas caso surja elementos novos no caso não há problema algum em pedir a absolvição dele”, adianta.
Produção de cosméticos ajuda preservar a natureza
Em meio a um turbilhão de ameaças e incertezas a extrativista Laisa Santos Sampaio tenta sobreviver produzindo cosméticos artesanais.
A matéria prima é coletada na natureza, que ela tanto defende. Pra se ter uma ideia, na propriedade dela, de aproximadamente 50 hectares, tem pelo menos 80% preservados e que serve como uma espécie de depósito natural.
Desta mata ela coleta as sementes como a andiroba e que são utilizadas para produzir sabonete, líquido e em pasta, hidratante, repelente e uma pomada cicatrizante, que de tão boa é chamada “pomada milagrosa”.
“Então, mesmo com todas as dificuldades, provamos que é possível viver em harmonia com a floresta, produzir sem ser necessário derrubar a mata de forma indiscriminada e predatória”, ensina.
Os produtos são vendidos em feiras, convenções e encontros de trabalhadores rurais. “Onde chegamos somos bem vistos com os nossos produtos, pois são artesanais e sustentáveis”, conclui.
Trio de acusados julgado em Abril
O Juiz Murilo Lemos Simão, titular da Vara de Violência Doméstica e do Tribunal de Júri de Marabá, marcou para o próximo dia 03 de abril, o julgamento dos acusados do assassinato do casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo Silva, crime ocorrido no dia 24 de maio de 2011, no Projeto de Assentamento Praia Alta Piranheira, município de Nova Ipixuna, sudeste do Pará. O tribunal do júri ocorrerá no fórum de Justiça de Marabá.
Figuram como acusados José Rodrigues Moreira, seria o mandante, o irmão dele Lindonjhonson Silva e Alberto Lopes Teixeira, o Neguinho, estes seriam os executores.
Os advogados Wandergleisson Fernandes e Arnaldo Ramos Barros Júnior, defendem os dois irmãos, enquanto Carlos Fernando Guiotti patrocina a defesa do Neguinho. Os três advogados defendem a tese de negativa de autoria.
Segundo nota enviada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), que deve atuar como assistente de acusação, outros dois envolvidos não foram incluídos no processo. São os pecuaristas de prenomes: Gilvan e Gilsão.
Os nomes destes dois acusados teriam sido citados durante diálogo entre José Rodrigues e outro irmão dele identificado pela alcunha Dedé.
José Rodrigues teria pedido para que o Dedé conversasse com Gilsão e Gilvan providenciasse o mais breve possível dois advogados, senão ele, José Rodrigues “abria o bico”.
A CPT entende que estes dois pecuaristas teriam interesse em mandar matar o casal de extrativistas.
José Rodrigues e Maria do Espírito Santo discordavam do modelo de reconcentração fundiária que estava em andamento dentro do Projeto de Assentamento Praia Alta Piranheira.
José Rodrigues teria comprado três lotes e criava bois na área, contudo, José Claudio assentou por contra própria três famílias, abrindo assim uma contenda entre José Rodrigues e o casal de extrativistas.
Trechos dos diálogos
“Vê se tu vai na casa de Gilvazin e conversa com ele pessoalmente. Tu fala com ele, que ele sabe por que eu to conversando com ele, que ele providencia advogado e bota ai, por que senão vai pegar pra ele também e fala pra Gilsão também", "por que se eu cair (...), se eu cair eu entrego eles dois", "pois é, tu conversa com eles, que eles aciona advogado ai em Marabá, pra botar ai, (...) que o culpado é mais ele, ele Gilvan e Gil, ele se lasca", "ele sabe quem é os culpados nisso tudinho, ele sabe ... e o culpado é .... o Gilvan sabe também, é ele, Gilvan...”.
Por conta desta conversação a CPT acredita que Gilvan e Gilsão tinham interesse em mandar matar o casal de extrativistas.
Ainda de acordo com a nota emitida pela CPT, a reconcentração fundiária, ou seja, a venda de lotes em assentamentos seria uma das causas do duplo homicídio.
A entidade entende que o INCRA, de certa forma favorece o mandante do crime, visto que José Rodrigues seria dono de 150 hectares no Assentamento Agro-Extrativista Praia Alta Piranheira. Em metade da área comprada já residiam 03 famílias, José Rodrigues tentou expulsá-las e não conseguiu devido o apoio de José Cláudio e Maria a elas. Em razão disso, José Rodrigues decidiu mandar matá-los. Após o assassinato do casal, as três famílias continuaram sendo ameaçadas, sem proteção da polícia, decidiram sair dos lotes.
Com isso José Rodrigues se apossou destes lotes e colocou pessoas da família dele para assegurar os lotes. A situação foi denunciada ao Superintendente do INCRA pela FETAGRI, STR de Nova Ipixuna, Associação do Assentamento e pela CPT, mas, o INCRA, até então não retomou os lotes.
A CPT denuncia ainda que ao mesmo tempo que o Incra se negou em retomar os lotes, despejou recentemente pequenos lotes de filhos de assentados que já residem no assentamento há vários anos.
Condenação esperada
Os familiares do casal e os movimentos sociais confiam na condenação dos acusados pelo corpo de jurados e que o juiz estipule a pena máxima para os condenados que poderá chegar a 60 anos de prisão.
De outra parte os acusados podem fugir do Crama, caso sejam condenados uma vez que as fugas são constantes. A nota informa ainda que um dos acusados,
O acusado Alberto Lopes fugiu em novembro do ano passado, sendo recapturado logo em seguida.
Advogados apostam na inocência
Indubitavelmente o julgamento dos três acusados deve atrair os holofotes da imprensa nacional e até mundial haja vista a ampla cobertura que foi dada a quando do duplo assassinato.
Mas independentemente do espaço que a mídia destinar ao caso os advogados de defesa, Carlos Guiotti, Wandergleisson Fernandes e Arnaldo Ramos Barros Júnior acreditam e apostam na inocência dos clientes deles.
Guiotti informou, em outra ocasião, que Neguinho não estava em Marabá quando aconteceu o crime, e sim trabalhava em um município marajoara.
Por sua vez, Barros e Fernandes dizem e atestam várias vezes que o telefone do Lindonjhonson e que foi interceptado, recebeu chamada no dia e horário do crime na localidade de Maracajá. “Logo ele não poderia estar em dois lugares ao mesmo tempo”, contextualizam dizendo também que nos autos não há prova cabal da participação dos dois irmãos no crime.
Pelo contrário, segundo Arnaldo Barros, há vários vídeos que o próprio José Claudio falava que estava sendo ameaçado de morte por madeireiros.
“Nos autos não há ninguém que prove, ou ateste que foram os acusados os autores do crime, pelo contrário o próprio José Claudio dizia que estava sendo ameaçado por madeireiros”, concluem.
Coletiva seletiva pode ser realidade em Marabá
Visando implantar sistema de coleta seletiva de lixo em Marabá, iniciou esta semana negociações e conversações com catadores, associações e empresas interessadas em realizar esse trabalho.
Esta é uma das missões da Secretária de Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) à frente o vereador licenciado Leodato da Conceição Marques.
O encontro antecipa um mutirão de limpeza que deve acontecer neste sábado (19) de janeiro, quando a Prefeitura pretende recolher ao aterro sanitário somente o resíduo inservível, esperando, com isso, reduzir o volume de lixo e também propiciar renda para os catadores e compradores de material reciclável.
De acordo com Leodato Marques os comerciantes estão desperdiçando resíduos valiosos, que podem ser reaproveitados.
Ele sugeriu a adaptação de lixeiras seletivas, visando facilitar a coleta pelos vendedores de material reciclável, enquanto o lixo comum será depositado num container a ser coletado pelo serviço de limpeza pública.
O titular da Semsur informa também que esses containers não precisam transbordar. “Tão logo estejam cheios é só ligar para a secretaria que um carro vem coletar o material e colocar outro contêiner vazio”, comenta.
Trata-se de um modelo inicial de gestão de limpeza que, de acordo com o resultado, será estendido para toda a cidade. Além dessa iniciativa, a SEMSUR está criando o Departamento Conscientização Ambiental, Sustentabilidade e Mobilização, que dentre outras funções servirá de elo entre a administração municipal e as associações de bairros, escolas e toda a sociedade organizada, com vista a uma correta destinação de resíduos e consequente melhoria da qualidade de vida dos marabaenses.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Advogado nega tocaia de sem terra
O advogado José Batista Gonçalves Afonso, que defende os interesses dos sem terra que estão acampados na fazenda Itacaiúnas, negou que o confronto entre sem terra e seguranças da empresa Atalaia, tenha sido uma tocaia e um episódio premeditado.
As duas partes se engalfinharam no dia 29 de dezembro do ano passado, no retiro Lajinha. Desta refrega resultou no baleamento do segurança Jeverson Dantas Félix e um sem terra de prenome Francisco. A fazenda pertence à Agro Santa Bárbara.
O advogado contou que no dia 24 de dezembro, um grupo de sem terra, composto por oito pessoas, saiu para coletar castanha do Pará nos fundos da propriedade.
O grupo foi em um carro. Naquele mesmo dia, a escolta armada reprimiu os trabalhadores. Houve um confronto, sendo que dois sem terra se embrenharam no mato e não retornaram para o acampamento.
Ainda de acordo com o advogado, no dia seguinte, outro grupo de sem terra foi até a sede da fazenda para conversar com os seguranças e saber onde estariam os dois sem terra.
Neste contato, ainda de acordo com José Afonso, os trabalhadores foram obrigados a tirar as roupas a fim de que fossem revistados, pois poderiam estar armados e novamente houve clima de tensão entre ambas as partes.
Naquela ocasião, pediram para que o carro fosse devolvido e não foram atendidos e os dois sem terra continuavam desgarrados.
Ocorrência – Em função deste conflito, o trabalhador rural sem terra Manoel Floriano Gomes, no dia 27 de dezembro, registrou ocorrência onde relatou, na Delegacia de Conflitos Agrários de Marabá, o que aconteceu na fazenda Itacaiúnas.
Naquela ocasião ele contou que os dois sem terra não tinham retornado ao acampamento e disse que tinha havido uma refrega entre sem terra e a escolta armada, bem como o carro que dirigiam não havia sido devolvido e que esperava providências.
No dia 29, ainda de acordo com José Afonso, como o carro não havia sido devolvido, os sem terra não tinham retornado, um grupo de nove sem terra rumou em direção ao retiro Lajinha.
Desta feita o grupo, para tentar evitar um novo conflito, contornou a propriedade e entrou pelos fundos da fazenda num total de mais de vinte quilômetros.
Após o dia inteiro de buscas na área, os sem terra não localizaram os “companheiros” e optaram em acampar num barraco abandonado já que era noite e por volta das 22 horas.
Ocorre que neste momento, se aproxima uma camionete e o sem terra de prenome Francisco sai do barraco para ver quem se aproximava e de acordo com o advogado José Afonso e alvejado com uma descarga de balins.
Ato contínuo, os sem terra, que costumeiramente andam com espingardas “por fora”, revidaram ao fogo, sendo que o grupo dispersou e culminou com o baleamento do sem terra e do segurança.
Por fim, o advogado disse que a tese de emboscada não deve prevalecer, uma vez que o barraco onde os sem terra estavam ficou crivado de balins.
“Essa conversa de que os seguranças atiraram pra cima é potoca, agora esperamos que eles devam ser indiciados e não os trabalhadores como é costume”, comenta.
A reportagem tentou contato com a advogada Brenda Santis, mas não houve retorno, contudo, a quando do episódio a empresa se pronunciou a respeito do assunto e alegou se tratar de uma emboscada contra os seguranças.
Este conflito está sendo investigado pelo delegado Rodrigo Paggi. Na manhã de terça-feira foram ouvidos três sem terra e os líderes sindicais: Maria Elza Gomes da Silva, Maria Dalva do Nascimento Pereira e Manoel Floriano Gomes, estes mesmos foram indiciados por esbulho possessório, dano e formação de bando, ou quadrilha a quando da ocupação da sede da fazenda no início do mês de dezembro.
As duas partes se engalfinharam no dia 29 de dezembro do ano passado, no retiro Lajinha. Desta refrega resultou no baleamento do segurança Jeverson Dantas Félix e um sem terra de prenome Francisco. A fazenda pertence à Agro Santa Bárbara.
O advogado contou que no dia 24 de dezembro, um grupo de sem terra, composto por oito pessoas, saiu para coletar castanha do Pará nos fundos da propriedade.
O grupo foi em um carro. Naquele mesmo dia, a escolta armada reprimiu os trabalhadores. Houve um confronto, sendo que dois sem terra se embrenharam no mato e não retornaram para o acampamento.
Ainda de acordo com o advogado, no dia seguinte, outro grupo de sem terra foi até a sede da fazenda para conversar com os seguranças e saber onde estariam os dois sem terra.
Neste contato, ainda de acordo com José Afonso, os trabalhadores foram obrigados a tirar as roupas a fim de que fossem revistados, pois poderiam estar armados e novamente houve clima de tensão entre ambas as partes.
Naquela ocasião, pediram para que o carro fosse devolvido e não foram atendidos e os dois sem terra continuavam desgarrados.
Ocorrência – Em função deste conflito, o trabalhador rural sem terra Manoel Floriano Gomes, no dia 27 de dezembro, registrou ocorrência onde relatou, na Delegacia de Conflitos Agrários de Marabá, o que aconteceu na fazenda Itacaiúnas.
Naquela ocasião ele contou que os dois sem terra não tinham retornado ao acampamento e disse que tinha havido uma refrega entre sem terra e a escolta armada, bem como o carro que dirigiam não havia sido devolvido e que esperava providências.
No dia 29, ainda de acordo com José Afonso, como o carro não havia sido devolvido, os sem terra não tinham retornado, um grupo de nove sem terra rumou em direção ao retiro Lajinha.
Desta feita o grupo, para tentar evitar um novo conflito, contornou a propriedade e entrou pelos fundos da fazenda num total de mais de vinte quilômetros.
Após o dia inteiro de buscas na área, os sem terra não localizaram os “companheiros” e optaram em acampar num barraco abandonado já que era noite e por volta das 22 horas.
Ocorre que neste momento, se aproxima uma camionete e o sem terra de prenome Francisco sai do barraco para ver quem se aproximava e de acordo com o advogado José Afonso e alvejado com uma descarga de balins.
Ato contínuo, os sem terra, que costumeiramente andam com espingardas “por fora”, revidaram ao fogo, sendo que o grupo dispersou e culminou com o baleamento do sem terra e do segurança.
Por fim, o advogado disse que a tese de emboscada não deve prevalecer, uma vez que o barraco onde os sem terra estavam ficou crivado de balins.
“Essa conversa de que os seguranças atiraram pra cima é potoca, agora esperamos que eles devam ser indiciados e não os trabalhadores como é costume”, comenta.
A reportagem tentou contato com a advogada Brenda Santis, mas não houve retorno, contudo, a quando do episódio a empresa se pronunciou a respeito do assunto e alegou se tratar de uma emboscada contra os seguranças.
Este conflito está sendo investigado pelo delegado Rodrigo Paggi. Na manhã de terça-feira foram ouvidos três sem terra e os líderes sindicais: Maria Elza Gomes da Silva, Maria Dalva do Nascimento Pereira e Manoel Floriano Gomes, estes mesmos foram indiciados por esbulho possessório, dano e formação de bando, ou quadrilha a quando da ocupação da sede da fazenda no início do mês de dezembro.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Clima tenso na fazenda Vale das Castanhas
Sem terra, sem vínculo algum com movimentos sociais que lutam pela posse da terra no sul e sudeste do Pará estão acampados à margem da fazenda Vale das Castanhas, no município de Piçarra desde o final do ano passado.
Em pelo menos duas ocasiões promoveram tiroteios naquela propriedade, inclusive atiraram em policiais militares que foram checar denúncia de que no acampamento estariam ocorrendo baderna e troca de tiros.
O pecuarista Paulo Sérgio Araújo disse que denunciou o clima de tensão na Delegacia de Conflitos Agrários de Marabá (Deca), à frente o delegado Victor Costa Lima Leal.
Segundo o pecuarista, o Incra foi informado da situação tensa na fazenda e não demonstrou interesse numa possível desapropriação. A propriedade é composta por pouco mais de 1,5 hectares, uma vez que parte dela foi vendida recentemente.
“O Incra disse que não tinha interesse em desapropriar a fazenda, pois é pequena e o órgão está sem orçamento”, acrescenta Paulo Araújo informando também que não tem interesse em vender a fazenda.
Portanto ele acredita que mesmo os sem terra não estando dentro da fazenda, mas de certa forma causa incômodo a presença deles e está requerendo das autoridades policiais que investiguem e levantem a situação dos posseiros que estão próximos da fazenda.
“Na verdade eles ameaçam invadir a fazenda, sabemos que o Incra não tem interesse em desapropriar e nem queremos vender a nossa fazenda, portanto nada mais justo do que os posseiros procurarem outra fazenda para que eles possam ser assentados”, reafirma.
Para Paulo Araújo, o correto seria que uma equipe da Deca fosse até a propriedade para verificar a denúncia, já que o caso foi registrado naquela especializada.
“Há várias pessoas armada no acampamento, sabemos que muitos deles podem até ser foragidos, então seria prudente que a Polícia fosse lá para verificar a situação”, observa dizendo que ontem (07), iria, mais uma vez denunciar o caso na Deca.
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