quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

MPF não recomenda licenciamento de mineração no Xingu




Em duas recomendações enviadas essa semana à Secretaria de Meio Ambiente do Pará, o Ministério Público Federal alerta que é irregular a concessão de licença prévia para o projeto de extração de ouro Belo Sun Mineração no atual estágio do licenciamento.

O empreendimento pediu licença para extrair ouro na volta grande do rio Xingu, mesmo local em que o rio está sendo desviado pelas obras da usina de Belo Monte.

O MPF recomendou ao secretário José Alberto da Silva Colares que nenhuma licença seja concedida enquanto não forem feitos estudos de impacto e consultas aos povos indígenas.

E também que é imprescindível uma avaliação sinérgica, ou seja, dos impactos da mineração acumulados com os impactos da usina, antes de atestar a viabilidade da mineração.

“Até o presente momento, o processo de licenciamento do Projeto Volta Grande de mineração se deu à margem da participação das comunidades indígenas da região, bem como do órgão indigenista”, diz uma das recomendações.

“A Funai manifestou-se formalmente sobre a necessidade de realização do estudo indígena que, além dos parâmetros usuais de análise, deverá realizar uma análise sinérgica com a usina Belo Monte”, informam as procuradoras da República Thais Santi e Meliza Barbosa.

De acordo com o projeto da Belo Sun, trata-se da maior mina de ouro do Brasil, com previsão de exploração durante 12 anos. Encontra-se quase 100% dentro da área de impacto de Belo Monte e, de acordo com o parecer da Funai, deve potencializar e agravar os impactos da usina. Para o MPF, o direito constitucional dos indígenas à consulta prévia, livre e informada precisa ser respeitado antes de qualquer licença.

A segunda recomendação trata da fragilidade da região da volta grande do Xingu, brutalmente impactada pela usina de Belo Monte. A dimensão dos danos causados pela usina – que deve reduzir em mais de 70% o volume de água do rio – são de tal monta que nem o Ibama foi capaz de dimensioná-los durante o licenciamento.

“Reconhecendo a impossibilidade de prognóstico seguro sobre o que virá a ser a volta grande do Xingu, o Ibama impôs a necessidade de um rigoroso monitoramento por seis anos”, relata a recomendação do MPF.

Apesar dessa realidade, durante a audiência pública que discutiu o projeto da Belo Sun Mineração, representantes da empresa afirmaram diversas vezes que as operações de extração de ouro “não interferem com a vazão do rio Xingu” ou que “não temos nenhuma influência nisso”.

Para o MPF, o secretário do meio ambiente do Pará não pode aceitar tais afirmações como verdade e devem ser feitos estudos detalhados para dimensionar os impactos acumulados dos dois empreendimentos.

O que o MPF recomenda é que, antes de qualquer atestado de viabilidade “seja avaliado se a fragilidade imposta pela usina de Belo Monte à região da volta grande do Xingu permite a presença de mais um grande empreendimento na região, especialmente daqueles que promovem deslocamento populacional, manuseio intensivo de substâncias poluentes e reconhecido impacto ambiental”.

As recomendações foram enviadas no último dia 21 de janeiro e o secretário José Alberto Colares. As procuradoras solicitaram ainda a realização de audiência pública na cidade de Altamira sobre o projeto Belo Sun.

Vale economiza R$ 10,5 milhões por reciclar correias transportadoras de minério



A Vale iniciou, este ano, projeto de reciclagem de correias transportadoras de minério, suas tiras e mantas, que vai gerar à empresa uma economia de aproximadamente R$ 10,5 milhões por ano. O projeto, desenvolvido em parceria com uma empresa de Minas Gerais, permitiu à Vale transformar uma despesa anual com incineração e aterro em receita obtida com a venda da sucata para a recicladora mineira. O material descartado, que vinha se acumulando em algumas unidades operacionais no Brasil, é transformado em forros de caminhões e de caminhonetes, cabos de aço para currais, lameiras de aço, cocho para animais e, até mesmo, em correias recicladas. A expectativa da Vale é que haja uma redução de 70% do estoque deste material em 2013.
Historicamente, a Vale sempre encontrou dificuldades na destinação sustentável desta sucata, principalmente em áreas remotas, por conta do custo do frete até os grandes pólos de reciclagem, localizados, em sua maioria, no Sudeste do país. Inicialmente, as primeiras áreas beneficiadas com o projeto foram Carajás (PA) e Vitória (ES), com o reaproveitamento expressivo de seus resíduos. Com o sucesso da parceria, o contrato foi estendido às demais áreas operacionais e permitiu à Vale encontrar uma maneira de resolver um passivo ambiental, na qual a venda individual não era viável e não atendia a 100% de sua geração.
Antes do projeto, a empresa chegava a acumular 9,3 mil toneladas do material em estoque, correspondendo à geração de 10 meses. Em três meses de vigência do projeto, já foram retiradas pouco mais de 4,6 mil toneladas do resíduo nas unidades operacionais da Vale espalhadas pelo país.
O ritmo de retirada é 267% maior do que o registrado anteriormente. O índice mensal atingiu, em julho, o recorde de 2.059 toneladas em todo o Brasil. Cada geração de material é de 1.038 toneladas mensais. A expectativa é que até dezembro de 2013 o estoque deste resíduo seja equivalente a quatro meses de geração, uma redução de 70% em relação ao estoque inicial.



Impunidade no campo: apenas 8% dos casos são julgados





Pelo menos cinco crimes cometidos contra agricultores sem terra ou pessoas ligadas à defesa de direitos dos trabalhadores do campo estão com julgamento previsto para o primeiro semestre deste ano. Entre eles está o assassinato de Sebastião Camargo, camponês morto há quase 15 anos durante um despejo ilegal realizado por uma milícia organizada e financiada pela União Democrática Ruralista (UDR). Nessa segunda-feira (4), mais um acusado de participação no crime vai a júri popular: Augusto Barbosa da Costa, integrante de milícia organizada pela UDR que participou do despejo em 1998.

Apesar de cinco casos estarem próximos de chegar a julgamento e possível condenação dos culpados, a maior parte dos crimes ocorridos neste contexto estão impunes. Pesquisa feita pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) em 2011 aponta que apenas 8% dos casos de assassinatos ocorridos desde 1985 em conflitos agrários foram julgados pelo menos em primeira instância até abril daquele ano. No Paraná, dos 19 assassinatos ocorridos entre 1994 e 2009, apenas quatro foram julgados.

Para Sérgio Sauer, relator do Direito Humano a Terra, ao Território e à Alimentação da Plataforma Dhesca Brasil, o julgamento e a responsabilização daqueles que violam direitos, principalmente os que dão ordens para os crimes, é fundamental: “O julgamento de um responsável, de um mandante, é a expressão literal da Justiça. Isto precisa ser feito no Brasil, inclusive como um passo para uma sociedade justa, que garante direitos”, garante Sauer, que também é professor da Universidade de Brasília (UnB).


Local do julgamento


Entre os casos previstos para serem julgados está a tragédia conhecida como “Chacina de Unaí”, que motivou a celebração do dia 28 de janeiro como o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. Nesta data, em 2004, quatro servidores da Delegacia Regional do Ministério do Trabalho foram assassinados quando apuravam uma denúncia de trabalho escravo em fazendas do agronegócio, na zona rural de Unaí, noroeste de Minas Gerais.

Apesar de ter sido atribuída à 9ª Vara da Justiça Federal em Belo Horizonte a competência para julgamento do caso, na semana passada a juíza responsável pelo julgamento da Chacina de Unaí, Raquel Vasconcelos Alves de Lima, decidiu encaminhar o processo para a Vara Federal da cidade onde o crime ocorreu.

Além da decisão provocar mais atrasos no processo, a isenção do júri pode ser comprometida devido ao domínio político e econômico das elites locais. O ex-prefeito de Unaí, Antério Mânica, que assumiu o cargo público meses após a Chacina e que foi reeleito em 2008, é um dos acusados como mandante dos assassinatos.

A mesma situação pode ocorrer no caso do Massacre de Felisburgo (MG), que depois de nove anos teve júri marcado para janeiro de 2013, mas adiado em virtude de “pendências jurídicas”.

As mais de 80 entidades organizadas pressionam as autoridades para que o julgamento aconteça até abril deste ano e que seja realizado, de fato, em Belo Horizonte, já que na comarca de Jequitinhonha o julgamento poderia sofrer influência do poder econômico e político do réu.


Mandantes não são condenados



O Massacre de Felisburgo aconteceu em 20 de novembro de 2004, quando cinco sem terra foram assassinados e 20 ficaram feridos após um ataque de 17 pistoleiros contra um acampamento localizado em Felisburgo, na região do Vale do Jequitinhonha (MG). O latifundiário Adriano Chafik, proprietário da fazenda Nova Alegria, ocupada havia dois anos por 230 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), confessou a participação na invasão do acampamento. Apesar das evidências da participação do proprietário, passados nove anos, Chafik continua impune.

No caso do crime contra os extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo Silva, com julgamento marcado para 03 de abril de 2013, os mandantes José Rodrigues Moreira e os executores Lindonjonson Silva e Alberto Lopes estão presos. No entanto, o assassinato que ocorreu em maio de 2011, no interior do Projeto de Assentamento Praia Alta Piranheira, município de Nova Ipixuna, Sudeste do Pará, ainda aguarda o julgamento de Gilsão e Gilvan, proprietários de terras no interior do Assentamento, que também teriam participado do crime como mandantes.

A situação se repete em inúmeros casos, inclusive no assassinato de Sebastião Camargo, no Paraná. Apesar de ser apontado por testemunhas como o autor do disparo que matou Camargo, o latifundiário Marcos Prochet, ex-presidente da UDR, não figurava entre os acusados na primeira denúncia sobre o crime, formulada pelo Ministério Público do Paraná em 2000, e só foi incluído no processo em 2001. Prochet também deveria ser julgado na próxima segunda-feira (4), mas usou de uma manobra jurídica para adiar o julgamento.

Já Tarcísio Barbosa, tesoureiro da UDR e presidente da Comissão Fundiária da Federação de Agricultura do Estado do Paraná - Faep, ainda não foi denunciado, mesmo havendo provas relevantes contra ele no processo.

Na avaliação de Sauer, o número de mandantes de assassinatos de lideranças rurais que foram a julgamento ou condenados nos últimos anos mostra o descaso do Judiciário no cumprimento da lei: “O Poder Judiciário tem a obrigação de penalizar quem viola direitos. No entanto, a tal morosidade da Justiça - sempre uma lógica de protelar para quem tem poder de protelar - funciona como um mecanismo de impunidade”. De acordo com a pesquisa da CPTde 2011, dos 1.186 casos monitorados pela organização, 94 pessoas foram condenadas pelo menos em primeira instância, entre elas 21 mandantes e 73 executores dos homicídios.


Grupos de extermínio e milícias


Após quatro anos de apuração, outro caso que está para ser julgado ainda neste primeiro semestre é o assassinato do advogado Manoel Bezerra de Mattos Neto. Integrante da Comissão de Direitos Humanos da OAB-PE, ele havia denunciado a existência de grupos de extermínio, com a participação de policiais militares, que agiam livremente na região de Itambé.

O caso Manoel Mattos completa quatro anos e foi o primeiro a ser federalizado no Brasil, em outubro de 2010, pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O crime ganhou notoriedade na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e abre uma porta para que outros crimes semelhantes, ou seja, atribuídos a grupos de extermínio, também sejam investigados e julgados pela Justiça Federal. Com o caso federalizado, a punição de mandantes e executores também se torna mais possível.

A ação de milícias armadas aparece como uma constante nas investigações dos despejos violentos e assassinatos por conflitos de terra no estado. A maioria dos 19 assassinatos ocorridos de 1994 a 2009 no Paraná tiveram participação dos grupos ilegais, inclusive o de Sebastião Camargo. Investigações feitas pela polícia apontam que as milícias realizavam contrabando internacional de armas, tinha ramificações na Polícia Militar e atuava de forma a impedir investigações dos crimes cometidos, pois contava com a anuência de parlamentares brasileiros.

Denúncias dos trabalhadores rurais apontaram para a existência de uma “Caveirão Rural”, veículo blindado de fabricação artesanal, semelhante ao utilizado pela polícia do Rio de Janeiro, utilizado pelos pistoleiros e latifundiários para despejos ilegais.


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Avião quebra e fecha aeroporto


Avião Caravan da empresa Sete, prefixo PT-MEL quebrou, na manhã desta terça-feira e fechou por uma hora o aeroporto de Marabá para pousos e decolagens.O avião estava taxeando e pretendia decolar para o município de Ourilândia do Norte, no sul do Pará.
Informações oficiosas dão conta que uma pane na parte do sistema de freio forçou o piloto a abortar a decolagem e pediu apoio para retornar ao aeroporto.
Os dez passageiros foram retirados e colocados no saguão do aeroporto enquanto a aeronave foi consertada e o voo prosseguiu normalmente.



Quadrilha ataca em Uruará



Na manhã desta terça-feira, pelo menos dez assaltantes de banco, fortemente armados, atacaram a agência do Banco do Brasil de Uruará, sudoeste do Pará.
Os assaltantes, como sempre, chegaram atirando pra todos os lados, destruíram a fachada do banco e quando saíram levaram uma considerável quantia em dinheiro e clientes de reféns.
A Polícia, pouco pode fazer para evitar o assalto, uma vez que os ladrões estavam armados de fuzis, escopetas e metralhadores.
Este foi o terceiro assalto a banco no Pará, deste ano. Em Bom Jesus do Tocantins, os assaltantes, dinamitaram os caixas eletrônicos do Banco do Brasil.
Em Palestina do Para, os assaltantes arrebentaram a agência dos Correios, que funciona como banco e roubaram três malotes.
Mais recentemente uma quadrilha atacou um carro forte em Tailândia. Até o final da manhã, nenhum dos assaltantes foi preso.

Braçal preso por estupro


Marcos Leone tomou todas e à noite molestou criança



Entre os flagrantes registrados durante o plantão do delegado Rayrton Carneiro deste final de semana consta a prisão do braçal Marcos Leones Leite da Silva 33, acusado de ter estuprado uma criança de nove anos de idade no bairro São Félix.
O caso aconteceu num humilde casebre do bairro São Félix, no final de semana. A criança, segundo o delegado, foi trancada num quarto e o acusado cometeu atos libidinosos.
A criança em questão é sobrinha da esposa dele, com a qual o acusado Marcos da Silva convive há pelo menos três anos.
Ele, ainda de acordo com informações do delegado, colocou a criança no colo e fez as carícias.
Tais carícias teriam sido presenciadas pelas testemunhas, uma vez que a casa onde aconteceu o ato bestial é de madeira e as testemunhas viram pela fresta da parede o acusado com a criança no colo.
“Independentemente dele ter ou não consumado o ato, foi autuado por estupro”, narra o delegado lembrando que pelo menos três pessoas testemunharam contra o acusado.



Braçal assassinado em Itupiranga


Neste final de semana o Instituto Médico Legal necropsiou onze corpos, sendo a maioria oriunda de outros municípios.
Em Itupiranga, faleceu Nilvaldo da Costa vítima de homicídio. Ele foi morto com alguns golpes de arma branca em via pública.
Um adolescente de 17 anos está sendo acusado de ter matado a vítima. A equipe do capitão Kojak apreendeu o acusado logo após o ato infracional.
Outros - Leandro Sousa Martins, 18 anos foi morto a golpes de arma branca em Parauapebas. São escassas as informações acerca deste crime.
Também naquele município faleceu Josevan Ribeiro de Brito. Ele foi vítima de acidente de trânsito.
Outro que também morreu em Parauapebas oi o braçal José Adriano de Marceno, 40 anos, vítima de homicídio.
De prováveis causas naturais, faleceu João Tavares de Sousa, 67 anos. Ele estava internado no Hospital Municipal de Marabá (HMM).
Em Marabá a dona de casa, Maria Luzimar Gomes de apenas 26 anos foi encontrada enforcada numa casa no bairro Jardim União.
Segundo informações de parentes próximos, a mulher era depressiva e ultimamente estava bastante triste e pode ter cometido suicídio.
Também em Marabá faleceu a dona de casa Maria Jarciane Batista 23, morta com um golpe de arma branca no bairro Nossa Senhora Aparecida, conhecido por “Invasão da Coca cola”.
Figura como suspeito deste crime o braçal Ronei Gomes dos Santos, que seria cunhado da vítima.
Já o usuário de drogas, Edson Pereira da Silva, o Careca, 33 foi morto com vários tiros disparados na cabeça dele em crime que aconteceu na noite do último sábado em Marabá.
Em São João do Araguaia, faleceu, vítima de afogamento, Sidonilson Pereira Soares 24 anos, caso que aconteceu na Vila 1º de Março.
Outra vítima de afogamento, também em São João do Araguaia foi o pequeno Vanderson Pereira Ramos de apenas cinco anos de idade.
Por fim ou feto, oriundo do município de Jacundá. A mãe suspeitou de erro médico durante o parto e acabou trazendo o feto para Marabá a fim de ser necropsiado.


Exumação de casal em Floresta do Araguaia



Previsto para acontecer no próximo dia 23 deste mês a exumação de um casal que foi assassinado em 2011 no município de Floresta do Araguaia, no sul do Pará.
As vítimas: Maria Luciene Antunes Pereira e Odair Feitosa dos Santos foram mortos a tiros, tendo com acusado deste crime o soldado da Polícia Militar Arlan Campos Lopes da Silva.
Lidera a equipe de exumação o médico legista Marcos Jová Santos da Silva que deve contar com o apoio dos auxiliares: Cristóvão Paixão Filho e Domingos Costa.
Devem auxiliar neste trabalho de exumação os coveiros: Hidson Silva Morais e Railson Silva Santos, já que os corpos estão sepultados no cemitério da cidade.
Este inquérito é presidido pelo delegado José Rodrigues Taborda, que pretende passar a limpo este duplo assassinado que aconteceu em Floresta do Araguaia.
Tanto que ele encaminhou ofício ao diretor do CPC de Marabá Marcelo Iaghy Salame requerendo, além da exumação, diversos exames complementares em duas armas, um revólver calibre 32 e uma pistola 0.40, armas apreendidas com o acusado.
O promotor público João Batista de Araújo Cavaleiro de Macedo, bem como o juiz Fredison Capelini estão empenhados na conclusão do caso a fim de que não reste qualquer dúvida quando a autoria deste duplo homicídio.
Entre outra recomendação do delegado José Taborda está a retirada dos projéteis dos corpos das vítimas a fim de fazer a microcomparação balística das armas apreendidas.
Segundo o gerente regional do CPC Marcelo Salame, a exumação acontece somente neste momento em função de uma série de providências relacionadas à logística dos peritos que precisaram ser tomadas.
Para ele, o trabalho dos peritos deve contribuir para a conclusão do inquérito policial, uma vez que as dúvidas devem ser dirimidas quanto ao calibre da arma usada no crime e outros detalhes que podem esclarecer a autoria do duplo assassinato.
O crime – Segundo o delegado José Rodrigues Taborda, Odair Feitosa dos Santos, juntamente com um adolescente, foi para roubar o militar que estaria acompanhada da então namorada, Maria Luciene Antunes Pereira.
Ambos estariam num campo de futebol, local bastante e Odair e o adolescente chegaram para roubar o casal, contudo o policial militar alegou que se defendeu de uma agressão real e iminente.
O revólver calibre 32 seria do Odair, enquanto a pistola 0,40 estava sendo usada pelo policial. Com a exumação e retiradas dos projéteis, segundo o delegado, é possível comparar qual arma disparou em quem, portanto, o duplo homicídio é esclarecido.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013




Dona de casa acusada de matar o ex





A dona de casa Doralice Maria de Jesus está sendo acusada de ter matado a golpes de arma branca, o ex-marido dela, conhecido, por Telles, ou Alumínio.

O crime aconteceu na madrugada do último domingo em Marabá, numa invasão localizada no prolongamento da avenida 7 de junho.

Ela nega tudo e diz que duas pessoas invadiram a casa na madrugada e cometeram o crime. Um deles é conhecido pela alcunha “Neguinho” e que está presa injustamente.

Para a mulher os dois acusados mataram o ex-marido por conta de dívida envolvendo o tráfico de drogas. “Ele era viciado e não fui que matei, por Deus”, nega.

O corpo da vítima está na Câmara Fria do IML de Marabá e expirado dez dias, caso não surja nenhum parente, pode ser sepultado como indigente.


Beberrões e desordeiros presos


Durante operação “Duas rodas”, deflagrada no final de semana passada em Marabá, agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) aprenderam vários veículos e prenderam alguns condutores que estavam alterados por conta do alto teor etílico.

Pelo menos nove ocorrências policiais foram apresentadas para a imprensa onde há os relatos dos policiais a respeito da operação.

Todos os acusados devem responder a Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) tendo em vista que os crimes são de menor potencial ofensivo, sendo que alguns veículos, na grande maioria, motos, foram apreendidos.

A PRF ainda não divulgou o balanço completo das ações policiais, o que deve acontecer ainda esta semana.

Sabidamente houve diversos flagras que vão desde alcoolemia, porte ilegal de armas, bem como condutores transportando até três pessoas em cima de uma moto e sem CNH e com licenciamento atrasado.


Infratores



Alaor Cavalcante de Araújo

Arnaldo Braga da Silva

Elicézio da Silva Oliveira

Emerson da Silva Ferreira

Francisco Jenilson de Oliveira

Francisco Pereira Andrade

Rafael de Jesus Pinto

Wanderson de Jesus Ribeiro

Willame Saldanha Frazão







Continuam as fugas no Crama




Independentemente das ações de fiscalização e vigilância no Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes continuam as fugas nesta casa penal.

Neste final de semana mais um detento do regime semiaberto fugiu. Trata-se de Cleisson Ferreira de Oliveira.

Ele respondia pelo crime de assalto e saltou o muro onde, após as 18 horas, fica parcialmente sem vigilância.

O agente prisional Hercules Monteiro Moreira percebeu a fuga quando fez a chamada do final da tarde e o detento não respondeu à chamada.

A ocorrência policial não relata maiores detalhes de como o detento fugir, tampouco cita se a direção desta casa penal deve adotar algum tipo de procedimento para tentar identificar como se deu mais essa fuga.




Quita fácil continua fazendo vítimas





Continuam os registros de ocorrências contras empresas de revenda de títulos, denominadas de “Quita fácil”.

Na manhã desta segunda-feira a dona de casa Joana Ananias dos Santos denunciou que pagou e não recebeu a moto.

Ela pagou 38 parcelas no valor de R$ 237,00 cada num total de R$ 9.006, sendo que a parcela mais recente foi paga no dia 28 de dezembro do ano passado.

Restavam ainda dez parcelas para ela pagar, ocorre que ao procurar a empresa, a Gesa Quita Fácil, na Folha 11, Nova Marabá, havia fechado e não houve nenhum empresário para dar algum tipo de explicação, ou dizer quando irá reembolsar as pessoas, já que a empresa fechou.


Juiz mantém estelionatário preso




O juiz plantonista Cristiano Magalhães Gomes manteve o acusado de ser estelionatário, Joelby da Silva preso. Na verdade o magistrado converteu o flagrante em prisão preventiva.

O acusado foi preso na última sexta-feira (25) após investigação que estava sendo conduzida pelo delgado Rodrigo Paggi.

Pesa contra o acusado a participação dele em vários golpes a empresários de Marabá. Juntamente com os comparsas: Romário, Jurandir, Francisco, Elizângela de Sousa Ferreira e do irmão dele, Jhoni da Silva, efetuaram várias compras na cidade e não pagaram.

Basicamente o golpe funcionava da seguinte forma: Jhoni da Silva que é acusado de ser assaltante de banco e que está preso no Mato Grosso, ligava para empresas de Marabá e fazia cotação de preços de determinados produtos.

Se passando pelo empresário Eurípedes, dono de uma empresa de laticínio do Mato Grosso, dias após o primeiro contato, retornava a ligar e dizia que a empresa marabaense teria ganhado a licitação.

Com uma conversa envolvente, Jhoni pedia o número da conta da empresa marabaense para efetuar a transferência, ou o depósito bancário e em seguida dizia que um funcionário dele iria apanhar a mercadoria na empresa.

As compras, geralmente aconteciam no final do expediente bancário, pois desta forma o gerente, ou representante pelas finanças da empresa não tinham como checar completamente se os valores tinham sido creditados nas contas das empresas.

Os golpistas conseguiram enganar pelo menos cinco empresas de Marabá, sendo desde uma conhecida auto peças da Nova Marabá, como uma loja de Náutica na Orla da Marechal Deodoro, bem como loja de confecção.

“Não há dúvidas quanto a existência do crime, visto os extratos bancários juntados e os depoimentos das vítimas. Quanto a autoria, vislumbro que o acusado confessou o crime realizado a mando de seu irmão”, relata o magistrado.

Em seguida justifica: “Assim o acusado em liberdade abala sobremaneira a ordem pública, traz descrédito às instituições da Polícia, do Ministério Público e do próprio Poder Judiciário”, conclui.



Dupla de assaltantes presa pela manhã


Quando os policiais militares, sargento Nailson e o soldado Souza se preparavam para terminar o plantão, na manhã desta segunda-feira, prenderam uma dupla de assaltantes que poderiam atacar em um comércio na Folha 15, Nova Marabá.

Foram presos os acusados de ser assaltantes, Elden Tiago de Aquino, 20 anos e Alex Souza Oliveira, 21. Eles estavam numa moto CB-300, vermelha, placa NAC-4368, Goiânia-GO.

“Quando revistamos, percebemos que um deles (Alex) estava armado, mas eles não reagiram, pois fomos mais rápidos”, narra o sargento Nailson. O acusado portava um revólver calibre 38, municiado com cinco projéteis.

Pelo menos um deles tem bons motivos para se exaltar, ou até mesmo se esconder. Trata-se do Elden de Aquino, que recentemente foi contemplado com uma conversão de pena restritiva de liberdade para pagamento de multa no valor de R$ 2 mil.

Em audiência presidida pelo juiz Jonas da Conceição Silva, titular da 7ª Vara de Execução Penal de Marabá, o acusado deveria pagar a multa em dez vezes, sendo que a primeira deve acontecer no próximo dia 30 de fevereiro.

Não é de hoje que este acusado se encalacra com a Justiça. Desde a adolescência que a vida dele se alterna no cárcere e liberdade. E respondeu pelos crimes de tentativa de homicídio e assaltos.



Corpo decapitado sepultado como indigente


Os restos mortais de um homem, que aparenta ter entre 45 e 50 anos foram sepultados na tarde da última segunda-feira, no Cemitério da Saudade, na Folha 29, Nova Marabá.

O que restou do corpo dele foi localizado na manhã da última quinta-feira (24) num terreno às proximidades da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), Nova Marabá.

Este foi um daqueles achados macabros que intriga a Polícia. O caso está sendo investigado pelo delegado Rayrton Carneiro, que até o fechamento desta matéria não tinha pistas que pudessem indicar o que de fato aconteceu com a vítima.

A identificação poderia ajudar neste trabalho policial, contudo esse primeiro passo ainda não foi dado, uma vez que a vítima foi sepultada como indigente.

Uma coisa é certa, a vítima foi morta aparentemente em execução e teve as mãos amarradas pra trás, as pernas decepadas, cabeça decapitada e como se não bastasse ainda teve o corpo queimado.

Para alguns observadores da Polícia, essa sequência de barbárie contra a vítima foi exatamente para dificultar o trabalho policial.

Outro caso que também intriga a Polícia foi a morte de um homem que também pode ter sido executado. O corpo dele foi localizado na estrada do Rio Preto, na manhã do último dia (23).

Neste caso o homem foi morto com um tiro de espingarda cartucheira, aparentemente de grosso calibre. Os balins atingiram o rosto da vítima e fizeram um enorme buraco.





Boletim de Ocorrência


Blitz

Preocupado com a segurança dos notívagos, o prefeito de Marabá determinou à Secretaria Municipal de Segurança Institucional que encaminhe, junto com os órgãos públicos de segurança, blitzen nas boates e similares.

Blitz II

A intenção é levantar a real situação de todas as casas de shows a fim de evitar tragédias semelhantes à que aconteceu em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, ocasião em que morreram 233 pessoas asfixiadas, ou queimadas.

Peixe

Engana-se que os fiscais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema), de Marabá estão de braços cruzados e quem ousar vender peixe nesta época do ano pode até ser preso e ter o pescado apreendido.

Peixe II

Apesar da escassez de recursos e falta de fiscais os agentes caem em campo e ao invés de saírem atrás de embarcações no rio Tocantins, centram esforços em feiras e mercados municipais.

Peixe III

Neste final de semana os fiscais apreenderam dois isopores contendo cerca de 50 quilos. O pescado estava sendo vendido na Feira da Folha 28. O dono foi autuado e o peixe, doado aos Hospitais de Marabá. Os pacientes agradecem.

Licença

A delegada Simone Freitas Felinto, após o episódio envolvendo a Associação de Pôquer Texas Holden entrou de licença médica.

Licença II

Ao passo que a delegada Bruna Paolucci retornou ontem pela manhã, após quatro meses de licença médica. Ela se apresentou na superintendência regional e optou em ser plantonista.

Porte

Valério dos Santos Sato e Marcos Augusto Souza Santos foram presos no final de semana após atirarem pra cima, fato que aconteceu na madrugada de sábado, por volta das 4 horas da madrugada.

Piracema

Continua a pesca predatória no rio Tocantins. Na outra ponta não se percebe nenhuma fiscalização por parte dos órgãos estaduais.

Piracema II


Vale lembrar que os pescadores, pelo menos este ano, não podem se queixar da falta de pagamento do seguro defeso, pago ainda no final do ano passado, restando apenas uma pequena parcela de pescadores ainda não recebeu.

Moto

A dona de casa Raimunda Silva Xavier teve a moto dela roubada, uma biz, placa OFQ-3507. A moto estava na frente da casa dela, quando dois assaltantes chegaram e ameaçaram de morte.

Moto II

A dona de casa ainda se ajoelhou diante dos assaltantes e implorou para que a moto dela não fosse roubada, mas todos os apelos foram inúteis, pois acabou roubada e humilhada pelos ladrões já que um deles apontou um revólver na cabeça dela.

Ofensa

O coordenador interindo do setor de Postura de Marabá Elivaldo da Costa Silva registrou ocorrência neste final de semana dizendo que ele e a equipe foram ofendidos por uma pessoa de prenome Romeu.

Ofensa

Tudo por conta de uma reprimenda que os fiscais deram no acusado, que pela manhã jogou sacolas de lixo nas cercanias da praça do Sossego, em São Félix.

Ofensa III

Romeu teria proferido adjetivos impublicáveis. O caso pode ensejar uma ação de danos morais e o acusado deve responder a um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).

Furto

Quando circulava com um pneu de um caminhão, neste final de semana, o acusado de ser arrombador, Edilson Pereira da Silva foi preso.

Furto II

Ele confessou que furtou o pneu de um caminhão que estava estacionado na VP-8, próximo a uma igreja e pretendia vendê-los, mas foi preso por policiais militares e apresentado na 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá onde foi autuado.