terça-feira, 4 de junho de 2013

Vítimas executam assaltante



Neste final de semana em Marabá e região foi muito movimentado na esfera policial. Nada menos do que 16 corpos foram necropsiados no Instituto Médico Legal (MIL), destes, seis são de Marabá e nada menos do que três pessoas foram assassinadas.
Entre os crimes, prevaleceram os homicídios. Em Marabá, na manhã de domingo, vítimas de um roubo fizeram Justiça com as próprias mãos e executaram um acusado de ser assaltante. 
Até o fechamento desta matéria a vítima, um homem, que aparenta ter 25 anos, ainda não tinha sido identificada. Ele foi morto a tiros na Folha 29, próximo ao Cemitério da Saudade.
Neste caso a guarnição comandada pelo cabo Delmiro Costa Siqueira, atendeu uma ocorrência via NIOP onde foi informado que um assaltante havia roubado na Folha 20, Nova Marabá e estava sendo perseguido por algumas pessoas.
O assaltante rumou em direção ao bairro Araguaia, conhecido por invasão da Fanta e em seguida, retornou em direção à Folha 29 quando foi localizado e executado a tiros por uma dupla que estava numa moto Bros, vermelha, placa não anotada.
O policial não narra detalhes desta perseguição, mas nos bastidores da crônica policial marabaense, circulou informação dando conta que a vítima foi executada pelas vítimas dele.
E toda esta movimentação aconteceu em plena luz do dia. Pra se ter uma ideia, o cabo Delmiro Siqueira registrou ocorrência deste crime por volta das 11h30 da manhã de domingo.

Ex-presidiário assassinado a tiros na 33


Outro crime não menos chocante e que pode resultar num trabalho complicado de investigação aconteceu num balneário na Folha 33, rio Itacaiúnas.
Neste local foi assassinado a tiros o ex-presidiário Weslhey Oliveira dos Santos, 26 anos quando se divertia com alguns amigos.
A investigação deste caso está a cargo do delegado Jorge Gilson Carneiro que pode ter algum trabalho para tentar elucidar o crime, pois prevalece a lei do silêncio.
A linha mais provável de investigação poder ser a de acerto de contas envolvendo o tráfico de drogas, contudo somente o curso do trabalho policial é que pode indicar o que de fato está por trás deste crime.
Outros – Ainda em Marabá foi morto a tiros neste final de semana Kaique Farias da Silva, 20. Ele foi a tiros quando estava numa quitinete do residencial Duque de Caxias, bairro Liberdade. A vítima, aparentemente tinha envolvimento com o roubo e tráfico.
Um idoso foi morto a pauladas na rua 31 de Março, bairro Independência. O local é conhecido da Polícia por abrigar vários traficantes e usuários de drogas.
O idoso estava em um bar no bairro Independência e próximo deste local acontecia um velório. Havia algumas pessoas ingerindo bebida alcóolica e a vítima tomou, sem autorização dos “bebuns” um pouco de cachaça no que resultou numa ira e evoluiu para o homicídio.

O corpo dele permanece na Câmara Fria do IML já que até então nenhum parente apareceu para reclamar o corpo. A vítima morava numa chácara às margens do rio Itacaiúnas e havia chegado no bairro Independência há menos de uma semana e acabou sendo assassinado impunemente.

Vítima de provável Acidente Vascular Cerebral faleceu Arionor Carvalho da Costa, 56 anos. Ele estava internado no Hospital Municipal de Marabá, onde faleceu.
Fechando a lista funesta de Marabá, faleceu um homem, que até o fechamento desta matéria ainda não havia sido identificado e faleceu vítima de infarto na Folha 34, Nova Marabá.

Ladrão de gado queimado sepultado São Félix

Outro crime que chocou pela brutalidade aconteceu em São Félix do Xingu, sul do Pará. A vítima seria um ladrão de gado que costumava atacar naquele município e teria sido morto pelas próprias vítimas.
Até o fechamento desta matéria o corpo ainda não tinha sido identificado. De certo é que vítimas do acusado estavam tão enfurecidas que não se contentaram em apenas matar a vítima, mas queimaram o corpo do infeliz e o sepultaram em cova rasa.
Este brutal crime aconteceu no final do mês e maio, mas em função da distância do município em relação ao município de Marabá, somente neste final de semana foi possível fazer o resgate do corpo para tentar identificar a causa da morte.
Os peritos identificaram que a vítima foi morta com vários tiros e traumas diversos, fruto de ação contundente, que pode ser pauladas e teve o corpo queimado.
A respeito da vida pregressa da vida as informações são poucas, mas oficiosamente circulava comentários de a vítima costumava roubar gado em fazendas daquela região e foi executado ao velho estilo, justiça com as próprias mãos.
Vale lembrar, porém que mesmo as pessoas estando enfurecidas por ter sido vítimas do acusado, caso sejam identificadas, podem responder penalmente por homicídio qualificado por motivo torpe.
Mas dificilmente isto deve acontecer, tendo em vista que não se tem informações precisas se houve a abertura de inquérito policial para investigar este crime envolvendo uma pessoa sem “nome” e com a fama de ser “persona non grata”.

Paraupebas segue em ritmo violento

Na esteira do crescimento econômico de Parauapebas em função da extração de mineiro de ferro, vem a onda de violência semelhante às regiões de garimpo o que reflete a falta de investimentos na segurança pública.
Boa parte das pessoas mortas neste município foi vítima de acidente de trânsito, suicídio, ou vítima de homicídio.
Neste final de semana pelo menos cinco pessoas morreram. Uma delas foi Jéssica Vieira da Silva de apenas 19 anos.
Antonio Ferreira, 53 anos foi encontrado pendurado numa corda, na casa dele, em Parauepebas. Ele pode ter cometido suicídio.

Outro que também pode ter cometido suicídio foi o jovem Ricardo Soares Nunes de 22 anos.
Um homem foi assassinado a tiros em Parauapebas e foi trazido para o IML de Marabá onde até ontem estava sem identificação.
Ainda em Parauapebas foi morto a tiros Luiz Santos Araújo. A Polícia tem pouca informação a respeito deste crime.
Outros - Vítima de afogamento em Jacundá morreu o jovem Mateus Rodrigues Costa de apenas 4 anos.
Até então sem identificação alguma, morreu em Itupiranga, na Vila Maravilha um homem que foi assassinado a tiros.
Em Rondon do Pará morreu o jovem Rafael Carvalho dos Santos de apenas 24 anos. Ele foi vítima de acidente de trânsito.

Em Curionópolis, morreu vítima de acidente de trânsito a dona de casa Alaíde Silva Castro, 47 anos.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

São Geraldo vive dias de tranquilidade




O município de São Geraldo do Araguaia, localizado no extremo sudeste do Pará, divisa com o estado do Tocantins vive dias intensa paz e tranquilidade.
Pra se ter uma idéia do quanto o município é pacato, neste domingo (2), completou 70 dias sem haver homicídio.
Apesar deste tempo todo, o recorde do município é de 148 dias sem homicídio, segundo informou o capitão Hélio Hernane Oeiras Formigosa, comandante do Destacamento da Polícia Militar.
O Judiciário local, por meio do juiz Celso Quim Filho, bem como o prefeito de São Geraldo do Araguaia, Jorge Barros de Alencas auxilia, na medida do possível a corporação da Polícia Militar.
“A sensação de segurança é importante pra cidade, afinal o cidadão se sentido à vontade investe mais na cidade”, comenta Barros dizendo que ajuda a Polícia de várias formas, mesmo entendendo que o Estado deveria suprir todas as necessidades dos militares.
O atual estado de tranquilidade se deve a algumas medidas simples e que surtem um grande efeito. De domingo à quinta-feira, bares e similares só funcionam até à zero hora. Nas sextas e sábados, o horário é estendido até às 3 horas da madrugada.
A partir deste horário, quem abrir o estabelecimento é advertido e pode ter o ambiente fechado em definitivo. Desta forma, segundo o capitão Oeiras, é possível combater, por tabela, vários crimes como os arrombamentos,  e os roubos.
A cidade, na madrugada, fica praticamente vazia o que facilita as rondas nos bairros e quando os militares vêm alguma pessoa transitando na rua é automaticamente abordado e revistado.
Segundo o militar, a maioria dos homicídios que acontecia em São Geraldo do Araguaia tinha como ingrediente a bebida alcóolica e motivação banal. “Com o fechamento dos bares cessou boa parte destes crimes”, salienta.
De outra parte o militar informou que a maioria das ocorrências policiais envolve violência doméstica e abuso sexual de adolescente, cujo crime é difícil de ser combatido ou prevenido, uma vez que os criminosos são pessoas próximas às vítimas.
Quanto o tráfico de drogas, praticamente inexiste em São Geraldo, bem como roubos, assaltos, ou furtos.
Além do fechamento dos bares os militares contam com outra importante ferramenta de combate ao crime que é participação da comunidade.
Por meio de dois telefones, os moradores repassam informações preciosas acerca das ações criminosas. Um dos telefones fica 24 horas com o capitão Oeiras e outra diretamente na viatura policial que tira plantão. Os números são: 63-8105-9488 e 8121-6974. A identidade é mantida no mais absoluto sigilo.

Professora, amante e pistoleiro julgados




Previsto para acontecer no mês de agosto deste ano em Canaã dos Carajás, o julgamento da professora Eliane Maria Rosa de Souza, 37, do amante dela, Givaldo Sousa Sá, 46 e do acusado de ser pistoleiro Antonio Ribeiro de Mendonça, o “Antonio Juquira”.
Os dois últimos são apontados como sendo os matadores do funcionário público Severino Constantino Neto, o “Neto Despachante”, assassinado no dia 2 de maio do ano passado, quando trafegava numa moto C-100 pela avenida Weyne Cavalcante, em Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará.

O juiz Lauro Fontes Júnior deve presidir este, que até então, pode ser o de maior repercussão e importância daquela Comarca. Os advogados de Marabá, Arnaldo Ramos de Barros Júnior e Wandergleisson Fernandes patrocinam a defesa da professora, apontada como sendo a mandante do crime.
Motivos não faltaram para que a mulher mandasse matar o ex-marido, pois “Neto Despachante”, mesmo estando separado dela há pelo menos três anos antes do crime, a vítima exercia pleno controle sobre a mulher e não admitia que esta se relacionasse com outro homem.
À época do crime, “Neto Despachante”, segundo os autos do processo, mantinha um relacionamento extraconjugal com uma pessoa de prenome Lúcia e teria outra amante de prenome Laura.
O curioso neste caso é que assim que foi ventilada a morte dele, as três mulheres choraram em cima do corpo da vítima.
À época do crime a equipe do delegado José Euclides Aquino, com o apoio do então delegado Alberto Henrique Teixeira de Barros, prendeu os dois acusados que estavam fugindo em direção ao município de Tucumã.
Os policiais levantaram que Givaldo Sá, amante de Eliane de Sousa, teria contratado o “Antonio Juquira” para matar o “Neto Despachante”, inclusive teria sido o Givaldo quem dirigiu o carro para que o pistoleiro executasse a vítima.
Ambos foram presos no dia seguinte ao crime e confessaram que mataram a vítima a mando de Eliane de Souza, sendo que estava foi presa quando estava no velório do ex-marido e à época confessou o crime.
Mesmo com todas estas evidências que incriminam a professora Eliane de Souza, os dois advogados, Arnaldo Ramos e Wandergleisson Fernandes dizem que a mulher é inocente e pretendem defender a tese de negativa de autoria.
A respeito da confissão, dizem que na época a mulher foi pressionada e estava sob forte emoção e terminou confirmando uma versão dada por Givaldo Sá, mas para os advogados, Eliane de Souza não tem nada a ver com o crime, embora vivesse constantemente ameaçada de morte pela vítima.
“Ela é uma pessoa de bem, professora, profissional capacitada e que vivia constantemente ameaçada, mas não mandou matar ninguém e vamos provar isso em juízo”, sustentam.
 

terça-feira, 28 de maio de 2013

Assaltante de banco recapturado

Dentinho é especialista em roubar bancos e em fugas, mas voltou ao CRM



Demorou poucos dias a liberdade do acusado de ser assaltante de banco James de Sousa da Conceição, o Dentinho.
El fugiu do Centro de Recuperação de Marabá (CRM) no último dia 24 de maio, mas foi preso neste final de semana numa casa na rua Alagoas, bairro São Miguel da Conquista.
Policiais militares da 26ª Área de Segurança Pública (26ª AISP) receberam informações anônimas de que o acusado estava escondido nesta casa e o  prenderam.
Dentinho estava acompanhado da namorada Maylane da Silva Menezes e um ex-detento, Paulo Queiroz dos Santos, que respondeu por tráfico de drogas no Maranhão.
Aparentemente este último acusado não responde a nenhum crime e foi posto em liberdade. Já Dentinho foi conduzido até a 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá onde foi conduzido ao CRM.
Este foi o segundo foragido recapturado. Ainda na sexta-feira pela manhã foi capturado o detento Wilton Aloísio Monteiro Assunção, o “De Belém”, preso quando caminhava pela avenida Antonio Maia, Marabá Pioneira.
Ainda estão foragidos: Rômulo Araújo Feitosa, Leonardo da Silva, Anderson Silva Correia, Maurício Lopes da Silva, David Rodrigues de Moraes, Josué Wanderson de Paula Santos, Antonio Henrique Alves da Cruz, Wanderson de Sousa Vasconcelos, Anderson Brito da Silva, Laurentino Alves Pereira, Carlos Alberto de Sousa Alves, James Sousa da Conceição, Bruno Correia Alencar, Marcos George Nascimento Sousa, Laércio de Sousa Araújo, Magno Silva, João Paulo Magalhães de Sousa.
Quem tiver alguma informação a respeito do paradeiro dos acusados podem ligar para o número 181. A identidade é mantida em sigilo.

Resgate de preso no CTA


 

Na tarde desta segunda-feira bandidos armados deram um recado claro às autoridades: “estão dispostos ao enfrentamento”, pois resgataram dois detentos, Gilson Borges da Silva e Alailson Pereira da Costa, que aguardavam consulta de rotina no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA).

Dois bandidos armados, invadiram o prédio, na travessa Santa Terezinha e resgataram os parceiros. Era por volta das 14 horas quando os dois criminosos chegaram e renderam os agentes prisionais e de quebra, roubaram os pacientes que estavam no prédio.
 Os agentes prisionais nada puderam fazer para tentar evitar o resgate uma vez que trabalham desarmados. Também não havia escolta policial, o que pode ter facilitado a ação dos bandidos.

Os bandidos fugiram em um carro corsa vermelho. O veículo foi abandonado às proximidades da Escola Gaspar Viana, na Folha 16, Nova Marabá. Em seguida os detentos continuaram a fuga numa moto Pop 100, vermelha.
 Tão logo houve o resgate, deu-se início a um cerco policial envolvendo todas as viaturas policiais de plantão, mas até o momento nenhum dos detentos foi recapturado.
 Os dois detentos resgatados cumpriam pena no Centro de Recuperação Regional Agrícola Mariano Antunes (Crrama).
 O próprio diretor desta unidade, major Marcos José Andrade da Silva. Ele disse que não tinha maiores detalhes acerca do resgate.
 Quem tiver alguma informação a respeito do paradeiros dos detentos pode ligar para o número 181 que a identidade é mantida em sigilo.

 

 

 

Matou duas mulheres e foi dormir

 
Neste final de semana um crime que abalou e chocou a sociedade aconteceu em Morada Nova e teve com pivô o braçal José Nilton Batista dos Santos o “Calango”.
Na madrugada de domingo ele matou a golpes de facada a ex-mulher Silvana Sousa da Silva e a tia dele, Maria da Conceição Braz Brito, morta estrangulada e em seguida foi dormir tranquilamente na casa dele, no bairro Morada Nova como se não tivesse feito nada.
Pela ordem, o acusado matou a ex-mulher e em seguida a tia dele. A primeira foi morta com golpes de arma branca, na casa dela, na rua Alfredo Monção, em Morada Nova, enquanto a Maria Brito foi assassinada na estrada que dá acesso à localidade Murumuru.
Os dois crimes aconteceram em efeito cascata e Silvana da Silva fora morta em crime passional, uma vez que José dos Santos não teria digerido muito bem uma separação que já durava dois anos.
Ele contou que conviveu com Silvana da Silva durante oito anos e atualmente a mulher morava em Itupiranga, contudo foi passar o final de semana em Morada Nova.
À tarde, por volta das 18 horas segundo fonte segura, o braçal José dos Santos teria ingerido bebida alcóolica e perguntou a uma avó dele sobre a presença da ex-mulher dele que estaria hospedada na casa da avó.
Naquela ocasião contou pra avó que naquela noite iria fazer uma “coisa” com a Silvana da Silva.
A idosa, ainda de acordo com a fonte, teria aconselhado ao “Calango” que não fizesse nada de mal à mulher, pois já estava separado há um bom tempo e que, tanto ele, quanto a mulher já tinham dado direcionamentos às vidas deles.                           
Todos os conselhos foram em vão, uma que o acusado ao sair da casa da avó reafirmou a intenção de matar a Silva: “a senhora vai ver o que vai acontecer”, teria dito.
Os dois crimes teriam ocorrido por volta das 3 horas da madrugada. “Calango” desferiu os golpes na Silvana e sem seguida partiu para matar a tia dele, pois Maria Brito teria visto o primeiro crime, portanto seria uma testemunha.
Após os dois crimes, “Calango” foi pra casa dele onde foi preso por uma guarnição da Polícia Militar comandada pelo sargento José Braga de Paula Júnior. “Calango” dormia tranquilamente.
Para a imprensa, na manhã desta segunda-feira (27) o acusado confirmou que, de fato morou com Silvana da Silva durante oito anos e que estava separado.
Em relação ao crime propriamente dito, o acusado disse que não sabia de nada, que não se lembrava de nada, portanto não sabia os motivos que o levaram a cometer tamanha brutalidade.
Independentemente das lembranças, ou esquecimento, o acusado foi autuado por duplo homicídio pelo delegado Rayrton dos Santos Carneiro e está custodiado no Centro de Recuperação de Marabá (CRM).

 

 


segunda-feira, 27 de maio de 2013

Assaltante de banco preso em Marabá



"Jason " dava apoio a assaltantes de banco da região



Acusado é foragido da Justiça de Mato Grosso e tem como alvo predileto agências bancárias



Um suspeito de integrar quadrilha de roubo a banco foi preso na manhã da última sexta-feira (24) em Marabá, sudeste do Pará. Trata-se de Emerson José Silva Nunes, o “Jason”, encontrado numa casa situada na Folha 27, Quadra 10, Lote 16, Nova Marabá. 

A investigação foi conduzida pelo Núcleo de Investigação da Polícia (NIP), e Núcleo de Apoio a Investigação (NAI) da Superintendência de Polícia Civil do Sudeste do Pará. As duas organizações são responsáveis pelo monitoramento das quadrilhas de roubo a banco que agem no Pará.

De acordo com o titular do NAI, delegado Álvaro Beltrão Ikeda, o elemento estava nesse endereço há pelo um mês. A casa pertence a Antonio Alves de Oliveira, suspeito de estar dando apoio logístico ao suposto assaltante.

“Jason”, que ganhou o apelido de policiais por conta de usar uma máscara idêntica a esse personagem de filme de terror durante os assaltos a banco, se preparava para roubar bancos na região. Essas quadrilhas preferem atacar em municípios de pequeno porte onde o policiamento é bastante reduzido.
De acordo com informações da polícia, “Jason” é foragido do Mato Grosso, onde assaltou um banco na cidade de Tiquira, no dia 19 de maio de 2012. Naquele mesmo dia, parte da quadrilha foi presa, mas Emerson conseguiu fugir da cadeia no dia 16 de setembro daquele mesmo ano.

Em Marabá, ainda segundo a polícia, o assaltante usava documento falso em nome de Luiz Paulo Nina Bertúlio. Quando foi abordado pelos policiais ele usava essa identidade e, somente ao ser interrogado confirmou que na verdade se chamava Emerson Nunes, e que estava usando documento falso.

Na casa onde foi preso os policiais localizaram quatro telefones celulares, um notebook e uma máscara que ele usava nos assaltos. Todo o material deve ser periciado. “Jason” deve responder por falsidade ideológica e uso de documento falso. A prisão dele deve ser comunicada à Comarca do Mato Grosso, onde ele foi indiciado por roubo.

“Jason” não quis conversar com a Imprensa. Fontes da polícia informaram que em Marabá ele praticou pelo menos dois roubos na modalidade saidinha e que, de fato se preparava para assaltar bancos na região. 

TCO - O dono da casa, Antonio de Oliveira, deve responder a Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), uma vez que tentou obstruir o trabalho policial.

“Quando chegamos no endereço nos identificamos como policiais e ele gritava repetindo que éramos policiais, acredito que tal desespero seria para avisar ao suspeito”, acha o delegado Álvaro Ikeda. Oliveira também foi preso e conduzido até a Delegacia de Polícia (Depol), mas foi liberado em seguida.