terça-feira, 3 de setembro de 2013

Pescaria esportiva com sabor de aventura no Alto Xingu

Edinaldo Sousa e ao fundo Franciane, no rio Xingu

Alexandre Lourenço, todo satisfeito com um belo Tucunaré


Anualmente pescadores esportivos de Marabá se reúne para desfrutar de uma intensa pescaria numa região que ainda é considerada bastante preservada, o Alto Xingu.
Este ano a equipe foi reforçada com pescadores de Goiânia, Claudio Collienne, o De Belém (Goiânia), Luiz Dalman (Paraná), Ailton dos Santos (Tocantins) e Gessi Bandeira, o Beijoca. Natural de Limoeiro do Norte, no Ceará estava sem tirar férias há 18 anos e aproveitou o convite do amigo Alexandre Lourenço para desfrutar de três dias de pesca.
Para ele tudo foi novidade. “Só conhecia o Pará de ver na televisão, as matas, os rios e os índios e saio daqui bastante satisfeito, tanto pelo local como por todos os parceiros de pesca que foram muito receptivos e pela quantidade e variedade de peixe que capturei, mas se não tivesse fisgado nenhuma saia igualmente satisfeito”, revela.
Evidentemente que nem todos os pescadores ficaram satisfeitos com o resultado da pescaria, mas ao fim e ao cabo, o balanço geral foi positivo em face ao local e por conta do passeio com espírito de aventura.
O empresário Luiz Dallmann viajou pelo menos 2,5 para integrar a expedição de pesca que foi denominada Expedição Xingu 2013 que contou com 17 pescadores leva boas lembranças do Pará ao Paraná.
Para ele tudo foi novidade. “Aqui é um sistema diferente de pescar, há uma variedade grande de peixe. No Paraná não existe o tucunaré, o trairão e não tem os índios”, relata.
A piabanha, o tucunaré, bicuda e o trairão foram alguns exemplares fisgadas no Xingu. Tais espécies ainda existem graças ao esforço dos indígenas da etnia Kaiapó, que lutam para associar a preservação ambiental com a sustentabilidade. No Brasil são pelo menos 6,3 índios desta etnia e no Pará, residem 3,4 mil, sendo boa parte no Alto Xingu, que são divididos em quatro aldeias.
Entretanto esta expedição não superou as expectativas de todos os pescadores, pois os grandes peixes de couros como o jaú, a pirarara e o pintado que não foram localizados, à exceção de dois jaús, um de aproximadamente 30 quilos e outro de 10 quilos foram capturados.
A ausência de tais espécies revela um processo que está em andamento naquela região indígena: a pesca comercial que aparentemente está em grande escala, o que em tese coloca em risco a piscosidade do rio Xingu e pode, no futuro, comprometer até mesmo a sobrevivência dos índios Kaiapós.

Aliás, a pesca é o principal meio de sobrevivência dos índios, pois não recebem nenhum tipo de incentivo, ou compensação financeira do governo federal e têm dificuldades de sobrevivência e vêm na pesca comercial uma alternativa.
Esta alternativa, porém causa efeito catastrófico em longo prazo, enquanto a pesca esportiva, quando praticada e forma responsável, causa poucos danos ao meio ambiente, tendo em vista que boa parte das espécies fisgadas é devolvida ao rio Xingu também está sendo praticada na região. Equipes do Brasil todo se deslocam até o Xingu para desfrutarem das belezas naturais.
Da Expedição Xingu, Hudson Silva capturou pelo menos vinte tucunarés, boa parte deles com mais de quatro quilos.  Silva demonstrou uma paciência acima do normal, no que pode ter refletido no desempenho dele.
Outro que se saiu muito bem e que também demonstrou contentamento com a performance foi Agnaldo Pereira Viera. Fisgou belos trairões e tucunarés, tanto que tentou adiantar o retorno da expedição de pesca em um dia.

O próximo destino dos expedicionários é o rio Iriri, via rodovia Transamazônica, onde novamente as esperanças dos pescadores se renovam no sentido de capturar aquele peixe e assim se livrarem da mentira, ou da lorota, afinal o peixe que escapa é sempre o maior.

Nota: Este poster desfruta de férias e só retorna em outubro ao batente e desde já agradeço a compreensão. Um abraço a todos.


Pescadores

RarissonLeal
Antonio Fernandes Lima, o Toninho
Gessi Bandeira, o Beijoca
Luiz Carlos Dallmann
Claudio Colliene, o De Belém
Ailton dos Santos
Jardson Mendes
Guilherme Schueroff Dallmann
Ademir Alvarenga
Alexandre Pereira Lourenço
Moacir Lopes
Vilmar Goufeto
Luís Rodrigues
Hudson Silva
Edinaldo Sousa
Agnaldo Pereira Viera
Henrique Schueroff


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Empresários protestam contra a Vale e fecham PA-160



Empresários reclamam do completo isolamento proporcionado indiretamente pela mineradora Vale e interditaram, hoje pela manhã a PA-160, à altura da Vila Planalto, distante cerca de 15 quilômetros do centro de Canaã dos Carajás.
A estrada é o principal eixo de ligação entre Parauapebas e Canaã dos Carajás e a manifestação impede o acesso ao projeto minerário S11D, da Vale.
Os empresários se queixam de três situações que estariam impactando diretamente e economia do município de Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará.
Dois pontos seriam de alçada da Vale. A  contratação de mão de obra, a maioria dos empregados seria de outros municípios, bem como as compras, que estariam sendo feitas em outras praças em detrimento do comércio local.
A outra queixa, e não menos importante, são as constantes quedas de energia elétrica em Canaã dos Carajás, sobretudo no período noturno, onde os piques são mais acentuados.
Diante deste cenário caótico os empresários clamam para que a Vale, de alguma forma, compre, ou oriente as subsidiárias dela a comprar no mercado local, bem como priorizar as contratações locais.
De igual forma, exigem que a Celpa melhore a prestação de serviço no fornecimento de energia elétrica. O protesto segue, já que até o momento, nenhum representante das duas empresas se pronunciou. 
Este é o terceiro protesto contra a Vale em Canaã dos Carajás nesta semana. 

Duas manifestações contra a Vale no Pará



No período de uma semana populações de três comunidades fazem dois protestos conta a mineradora Vale, no município de Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará.
No dia 07 de agosto os moradores da comunidade Bom Jesus interditaram por 10 horas a estrada que dá acesso à mina do projeto Sossego, onde a Vale faz extração e transformação do minério de cobre, no município de Canaã dos Carajás.
Os moradores interromperam a manifestação depois que representantes das empresas Vale e da Andrade Gutierrrez compareceram para negociar algumas reivindicações entre elas a contratação de mão de obra local,  pois até àquele momento só estavam contratando os de fora da região.
Até o dia 13 já haviam sido contratados (as) 180 trabalhadores da vila Bom Jesus, prova de cumprimento do acordo provocado pela manifestação dos moradores.
No dia 14, cansados de esperar pelo cumprimento dos acordos feitos com a Vale, os moradores das vilas Racha Placa e da vila Ouro Verde (Cedere III) resolveram interditar a estrada que dá acesso para o maior projeto da empresa, o S11D.
São 50 famílias moradoras da vila Racha Placa, desestruturadas pela Vale, que esperam, desde 2010, pela implantação de infra-estruturas numa área onde será criado um projeto de assentamento.

As famílias vêm sendo enroladas pela Vale e pelo necrosado Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). São famílias que tinham seus comércios na vila e foram destruídos pela Vale. São famílias, de funcionários públicos, da saúde e educação, que perderam seus postos de trabalho, pela ação da Vale.
São portadores de linhas de transporte que perderam seus passageiros. São famílias moradoras da vila não reconhecidas pela Vale, que não sabem o que fazer da vida.
A interdição da estrada durou oito horas, das seis às quatorze, quando moradores, o advogado da CPT e a Vale fizeram um açodo para agilização das negociações e implantação das infra-estruturas na área onde será criado o projeto de assentamento.
Por um país soberano, sério e contra o saque dos nossos minérios. Marabá, 14 de agosto de 2013.
CEPASP/CPT/Movimento Debate e Ação.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Alunos interditam o IFPA Rural

Alunos do IFPA Rural fecharam na manhã desta terça-feira a escola. Protestam contra a administração do professor Cardoso temem que haja intervenção e questionam o fato de não ter havido processo seletivo para contratação de novos professores e consequentemente a abertura de mais vagas.

Pra se ter uma idéia, na escola, estudam apenas 35 alunos no Ensino Médio. A escola fica localizada no Assentamento 26 de Março, antiga fazenda Cabaceiras e os alunos são militantes do MST e foi conquistada às custas da luta campesina.

A escola adota como método a pedagogia da alternância, quando os alunos estudam durante 15 dias e outros 15 dias aplicam os conhecimentos no campo e por conta desta interdição as aulas estão paralisadas.  

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Irmãos matam desafeto no Filadélfia



O delegado Rayrton Carneiro dos Santos investiga o crime que aconteceu neste final de semana e teve como vítima o braçal Francisco Ferreira Barbosa, 26 anos, morto com vários golpes de arma branca.

O crime aconteceu na rua 5, bairro Filadélfia e teve como acusados os irmãos de prenomes: Juvenal e Roberto. Estes teriam matado a vítima após uma discussão banal. Os acusados podem ser presos a qualquer momento.

Outros - Ainda em Marabá morreu neste final de semana, morreu Elivan de Melo Dias, 34 anos, vítima de acidente de trânsito às proximidades da ponte rodoferroviária do rio Tocantins.

Em Canaã dos Carajás faleceram três pessoas neste final de semana. Vítima de homicídio, por meio de arma de fogo, o jovem Márcio Lima de Souza, 27. 

O delegado Paulo Vanderlei Mascarenhas Carvalho investiga o caso, mas até o fechamento desta matéria nenhum acusado foi identificado, ou preso.
Também em Canaã dos Carajás faleceram Valdete Gonçalves da Cruz, 38 anos, vítima de acidente de trânsito e Leonardo Lessa de Oliveira, 20 anos, vítima de homicídio por meio de arma branca.
Sem identificação alguma, deu entrada no IML de Marabá o corpo de um homem vítima de acidente de trânsito em Eldorado do Carajás.

Diferentemente de outros finais de semana, em Parauapebas ocorreu apenas um homicídio e teve como vítima Sivirino Pereira de Sousa 55 anos, vítima de arma de fogo.


Ex-presidiário assassinado a facadas



Entre os crimes que movimentaram o plantão policial neste final de semana em Marabá consta a morte do ex-presidiário Fredson Campos da Silva 31 anos. 

Ele foi esfaqueado no sábado à noite no bairro Nossa Senhora Aparecida, conhecido por Invasão da Coca, ainda foi socorrido, mas  morreu no Hospital Municipal de Marabá (HMM). O crime está sendo investigado pelo delegado Jorge Carneiro.

Ele informou tomar conhecimento deste caso por meio de parentes da vítima, mas até o fechamento desta edição o nome do matador ainda não havia sido repassado ao delegado. 

A vítima teria falado o nome do algoz aos parentes, que por sua vez, devem ser ouvidos a fim de esclarecer de uma vez por todas e quem sabe até prender o acusado para que possa responder judicialmente.

O passado da vítima deve ser levantado a fim de que a Polícia possa traçar alguma linha de investigação e que possa auxiliar no trabalho policial.

Vale lembrar, porém que a vítima respondia a dois processos na Comarca de Marabá. Entre um dos processos seria de ordem criminal. Ele teria matado uma pessoa em julho de 2008. 


Sem terra presos na fazenda Maria Bonita




Dois trabalhadores rurais sem terra vinculados ao MST foram presos em flagrante pela equipe de segurança que presta serviço à Agro Santa Bárbara (Agrosb) na fazenda Maria Bonita.

Em princípio a acusação da segurança seria que os sem terra estariam furtando gado na propriedade, mas ambos alegaram estar pescando para se alimentarem.

A prisão aconteceu no último sábado (3). Os dois acusados foram encaminhados para a delegacia de Curionópolis onde foram autuados por porte ilegal de armas e disparo de arma de fogo pelo delegado Manoel Fernandes Paiva.

Um dos acusados, Valdemar Negreiros Sousa Filho foi autuado por porte ilegal de armas e contra ele foi lavrado um flagrante e arbitrada fiança no valor de R$ 200,00 e ele deve responder ao crime em liberdade.

Por sua vez, o sem terra Josiclei Soares de Santana foi autuado por porte ilegal de arma e disparo de arma de fogo, cujo crime é afiançável em juízo. Ele segue preso. 


A Agrosb adianta que desde as ocupações das fazendas no sul e sudeste do Pará em 2008, foram mais de 5 mil cabeças de gado abatidas. 

Ainda de acordo com a Agrosb é na Maria Bonita, onde aconteceram os conflitos mais graves. Em novembro de 2009, sem terra teriam atacado casas de funcionários da fazenda na calada da noite e os funcionários expulsos e as casas destruídas.

O MST ainda não se pronunciou a respeito do episódio que teria ocorrido na fazenda Maria Bonita. Por sua vez, os sem terra informaram ao delegado Paiva que estava caçando e pescando para se alimentarem e não matando, ou furtando gado como a Agrosb estava acusando.

MPF investiga violência contra manifestantes em Santarém




O Ministério Público Federal iniciou uma investigação para apurar as denúncias, veiculadas em sites e redes sociais, de possível violência policial contra manifestantes durante evento da Igreja Assembleia de Deus em Santarém, oeste do Pará.
O evento no último dia 29 incluiu um culto religioso. Os manifestantes tentaram abrir bandeira de apoio aos direitos dos homossexuais e foram abordados por seguranças da igreja, que tentou tomar a bandeira. De acordo com relatos dos manifestantes, os seguranças os agrediram com tapas, socos e armas de choque. Nesse momento, o pastor, que era o deputado Marco Feliciano, começou a pedir, do palanque, que policiais agissem contra os manifestantes. 
Os pedidos do pastor estão registrados em vídeos que circulam na internet.
Os relatos dos manifestantes dizem que novas agressões se seguiram a isso, dessa vez por policiais militares, que teriam usado força desproporcional. 
Um manifestante que filmava os acontecimentos foi preso, de acordo com Boletim de Ocorrência que registra o fato. O MPF pediu a identificação dos policiais que participaram da segurança do evento, vai ouvir os manifestantes e requisitou laudos dos exames de corpo de delito realizados após as agressões.