terça-feira, 10 de março de 2015

O avesso do avesso: Fazendeiros ocupam rodovia no sudeste do Pará


Protesto interdita rodovia desde a madrugada desta terça-feira
Polícia Militar intervém e negocia pacientemente com pecuaristas 

Fila enorme se formou nos dois sentidos

Cidadão teve de seguir à pé por conta do protesto dos fazendeiros





Comumente são os trabalhadores rurais sem terra que ocupam rodovias Brasil a afora em protesto contra eventuais injustiças que lhes são cometidas, mas na madrugada desta terça-feira, pecuaristas assumiram este papel e ocuparam a PA-275, entre os municípios de Curionópolis e Parauapebas.

O protesto, segundo fontes se dá por conta de possíveis roubos de gados e destruição de cercas da fazenda A Fazendinha em Curionópolis, propriedade que está ocupada há mais de cinco anos por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Os fazendeiros de vários municípios se uniram neste protesto é liderado pelo pecuarista Darlan Lopes Gonçalves Ferreira, que se intitula dono da fazenda, cuja família reside na propriedade há pelo menos vinte anos.

Ocorre que esta propriedade seria terra da União, motivo pelo qual o MST ocupou a área e alegou na Justiça Federal tal possibilidade.

Por sua vez o juiz Ricardo Beckerat da Silva Leitão, numa decisão histórica e corajosa, determinou que em três decisões seguidas, dias 24 de julho, 18 de agosto e 10 de outubro de 2014 ele determinou que o Incra fosse imitido na posse da fazenda, em outras palavras, mandou que o Incra iniciasse a criação do Projeto de Assentamento.

Evidentemente, que tal decisão contrariou interesses dos pecuaristas que se dizem dono da fazenda Darlan Lopes Gonçalves Ferreira e Kênia de Freitas Ferreira Barreto, que por sua vez recorreram ao Supremo Tribunal Federal da decisão.

Enquanto a Justiça ainda não se pronuncio a respeito do assunto, o clima é de tensão na região, de um lado, fazendeiros supostamente armados e do outros camponeses maltrapilhos e famintos que lutam pela posse da terra e pelo direito de um dia, quem sabe ter o direito de viver decentemente e se alimentar. 



quarta-feira, 4 de março de 2015

Câmara elege comissões permanentes




Na manhã desta terça-feira, 3 de março, sob a presidência de Miguel Gomes Filho, a Câmara Municipal de Marabá elegeu os vereadores que participarão das comissões permanentes da Casa para o biênio 2015/2016.

Cada uma das nove Comissões Internas tem cinco vereadores como membros e a escolha de presidente, relator e secretário será feita internamente.
A Comissão de Constituição, Justiça e Redação conta os Ronaldo Batista Chaves, Júlia Maria Ferreira Rosa Veloso, José Sidinei Ferreira da Silva, Leodato da Conceição Marques e Guido Mutran Júnior.

A Comissão de Finanças e Orçamento conta com Vanda Américo Gomes, Irismar Nascimento Araújo Melo, Edivaldo Santos, Guido Mutran Júnior e Orlando Elias.
A Comissão de Desenvolvimento Urbano, Obras, Serviços Públicos e Transportes passa a ser composta pelos vereadores José Sidinei Ferreira da Silva, Orlando da Silva Elias, Antônio Ferreira de Araújo, Adelmo Azevedo de Lima e Ronaldo Batista Chaves.

A Comissão de Educação, Cultura, Desporto e Meio Ambiente foi eleita com a seguinte composição: Irismar Nascimento de Araújo Melo, Antônia Carvalho de Araújo, Júlia Rosa, Elói Silva Ribeiro e Antônio Ferreira de Araújo.

A Comissão de Trabalho, Indústria, Comércio, Agricultura e Economia tem como membros Leodato da Conceição Marques, Maria de Nazaré Ribeiro de Alencar, João Vanderlan Souza Albuquerque, Edivaldo Santos e Adelmo Azevedo Lima.

A Comissão de Direitos Humanos e Defesa da Cidadania e do Consumidor conta com Antônia Carvalho de Araújo, João Vanderlan Souza Albuquerque, Ronaldo Batista Chaves, Maria de Nazaré Ribeiro de Alencar e Adelmo Azevedo de Lima.

A Comissão de Direitos da Infância e da Juventude passa a ser composta por Irismar Nascimento Araújo Melo, Edivaldo Santos, Elói Silva Ribeiro, José Sidinei Ferreira da Silva e João Vanderlan Souza Albuquerque.

A Comissão de Administração, Serviços, Segurança Pública e Seguridade Social que será formada pela vereadora Júlia Maria Ferreira Rosa Veloso, Vanda Régia Américo Gomes, Antônio Ferreira de Araújo, Maria de Nazaré Ribeiro de Alencar e Guido Mutran Júnior.

Por fim, a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher conta com Irismar Nascimento Araújo Melo, Antônia Carvalho de Araújo, Júlia Maria Ferreira Rosa Veloso, Maria de Nazaré Ribeiro de Alencar e Vanda Régia Américo Gomes.
A comissão é permanente quando integra a estrutura institucional da Casa, diferente da temporária, que é criada para apreciar um projeto específico para investigação ou para missão oficial.

As comissões permanentes têm finalidade de deliberar sobre as proposições dentro de seus campos temáticos e de fiscalizar os atos do Poder Público. Entre suas atribuições, estão: discutir e votar projetos de lei; realizar audiências públicas; convocar secretários municipais para prestar informações sobre suas atribuições; receber representação de qualquer pessoa contra atos ou omissões das autoridades ou entidades públicas.

Desta forma, as Comissões Internas têm função importante no desenvolvimento da cidade, uma vez que cada uma delas é responsável por analisar os Projetos de Lei e Projetos de Lei Complementar que dão entrada semanalmente na Casa de Leis, cada uma com sua especificidade, com exceção à Comissão de Constituição, Justiça e Redação, pela qual passam todos os projetos que dão entrada, antes de serem direcionados às demais comissões.

Doação irregular termina em cassação de mandato de vereadores



Processo do Ministério Público Eleitoral demonstrou financiamento por empresa impedida de doar. Ainda cabe recurso ao TSE, mas cassação tem efeito imediato


O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Pará cassou os diplomas dos vereadores Nagib Mutran Neto e Julia Ferreira Rosa, eleitos em 2012 para a Câmara Municipal de Marabá (sudeste do estado). Os dois foram denunciados pelo Ministério Público Eleitoral por arrecadação ilícita de recursos e abuso de poder econômico. Eles aceitaram R$ 70 mil em doações irregulares da empresa Sacoplam Empreendimentos, que tinha menos de um ano de constituída, o que é proibido pela lei eleitoral.

“Se fossem permitidas doações por empresas constituídas no ano da eleição, estaria consagrada a burla à lei, pois o limite para uma pessoa jurídica doar (2%) é auferido pelo faturamento bruto no ano-calendário anterior à eleição, declarado à Receita Federal. A pessoa jurídica constituída no ano da eleição não possui faturamento bruto no ano anterior, logo não pode doar. Trata-se de uma obviedade acachapante e não merece maiores considerações”, diz o voto da relatora do caso, Eva do Amaral Coelho. O entendimento dela foi vencedor na corte por 3 votos a 2.

A decisão do TRE, na sessão da última terça-feira (3), tem efeito imediato. Os vereadores ainda tem direito à recorrer ao TSE, mas o efeito da cassação já entra em vigor e a casa legislativa pode iniciar o processo para dar posse aos suplentes. Na mesma sessão, o TRE confirmou ainda a cassação do mandato do prefeito e vice de Concórdia do Pará. O parecer do MP Eleitoral concordava com a cassação dos dois, já condenados por abuso de poder econômico.

Antonio do Nascimento Guimarães (Antonio Maranhense) e o vice Elielton Coradassi, eleitos em 2012, tinham sido cassados pela justiça eleitoral em primeira instância por compra de votos. O TRE já havia determinado a cassação e na sessão do dia 3 confirmou o entendimento e cassou os diplomas dos dois políticos. A medida também tem efeito imediato e o relator, Agnaldo Wellington Corrêa já determinou que o presidente da Câmara Municipal de Concórdia do Pará assuma o poder executivo em caráter interino e convoque novas eleições. 

terça-feira, 3 de março de 2015

TRE cassa vereadores de Marabá

Durante sessão realizada na manhã desta terça-feira (3) em Belém, o pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) cassou os mandatos dos vereadores Júlia Maria Ferreira Rosa (PDT) e Nagib Mutran Neto (PMDB).

Eles estavam investidos nos mandados por força de liminar e respondia, naquela corte, processo por ter as contas de campanhas rejeitadas. A relatora do processo foi a desembargadora Eva do Amaral Coelho. Os dois vereadores devem recorrer da decisão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A divulgação da decisão causou um grande rebuliço em Marabá. A sessão da Câmara de Vereadores de Marabá foi suspensa em solidariedade à Nagib e à Júlia Rosa, que têm larga experiência parlamentar. O prefeito de Marabá, João Salame Neto (PROS) considerou a decisão absurda, descabida e desproporcional e também se solidarizou com os vereadores.

Ex-policial assassinado em Marabá





Val André era bastante temido, pois tinha fama de ser justiceiro 


Quando militar, Val André levou vida bastante conturbada fez muitos adversários; pode ter sido morto em queima de arquivo, ou execução sumária, corpo ainda não foi localizado




O ex-policial militar Val André dos Santos Moreira pode ter sido a vítima mais recente dos exterminadores do presente. O caso ainda não está totalmente esclarecido, tendo em vista que o corpo dele ainda não foi localizado.

Valdeito Santos Moreira relatou ao delegado plantonista Bruno Martins Mesquita, no último sábado, por volta das 19h30 o irmão dele havia sido assassinado a tiros quando estava dentro de um celta prata, em um beco, às proximidades de uma igreja católica na Vila Santa Fé. 

A Polícia tem poucas informações a respeito do crime, tendo em vista que o irmão da vítima narrou o suposto homicídio, ocasião em que os quatro matadores levaram, tanto o corpo, quanto o carro da vítima, que foi localizado carbonizado à altura do quilômetro 20 da BR- 230, sentido Itupiranga.

O crime foi narrado ao irmão da vítima por um eletricista que trabalha na Vila Santa Fé e que teria ligado para o Valdeiton Moreira e dito que Val André teria sido assassinado e os matadores fugiram da Vila Santa Fé com o corpo e com o carro.

Este amigo teria sido alvejado duas vezes não por projéteis, mas por estilhaços, no que a Polícia acredita que os matadores queriam acertar somente ao Val André.

Val André que até bem pouco tempo integrou as fileiras da Polícia Militar do Pará de onde foi expulso por suposto envolvimento em crimes diversos, tanto em Marabá quanto na região, teria sido atingido a tiros por quatro pessoas.

Por conta desta expulsão Val André peticionava na Justiça Militar o retorno dele às fileiras da PM. Ele era bastante destemido na Vila Santa Fé e todas as vezes que chegava naquela localidade atirava para todos os lados como se quisesse intimidar eventuais desafetos.

A fama de desordeiro dele se espalhou rapidamente na corporação tanto que lhe rendeu uma expulsão. Em 2013, ele foi preso em Palestina do Pará por ter atirado pra cima sem motivo aparente.

Morava em Marabá, no bairro Santa Rosa onde também era bastante conhecido e temido por acusados de crimes diversos e que tentam se instalar no bairro, notadamente àqueles acusados de tráfico de drogas.

Um dos crimes que estava sendo colocado na conta do ex-policial seria a morte do colega de farda dele, o cabo Sebastião Freitas do Nascimento, assassinado a tiros em abril de 2014.

Naquele mesmo ano, precisamente no dia 25 de junho foi morto a tiros o soldado Ronaldo Soares Aragão, que seria uma espécie de parceiro de Val André. 

Diversas fontes da própria Polícia Militar garantem que ambos teriam matado ao cabo Freitas por conta de divergências internas e provavelmente devido a outro homicídio que a dupla teria sido apontada como autora e que a vítima seria parente do cabo Freitas.

Pelo menos o Val André estava sendo processado por tal homicídio, tanto que foi solicitado um mandado de prisão preventiva pelo delegado Marcos Brasil Mileo, contudo o juiz titular da 3ª Vara Penal de Marabá, Murilo Lemos Simão negou o pedido no dia 13 de novembro de 2014.

Como esse pedido negado, Val André, segundo outras fontes, esbanjava confiança e bradava aos quatro ventos que não aconteceria nada consigo e por conta disto estaria fazendo várias ameaças de morte a terceiros e até mesmo a outros policiais militares.

De certo é que este é mais um caso emblemático para a Divisão de Homicídios de Marabá tentar desvendar e quem sabe identificar quem matou o policial. Val André granjeou para si um leque enorme de inimigos, ou adversários no que pode ser praticamente impossível saber, ou descobrir de onde partiram os tiros. 





Enteada esfaqueia e mata padrasto


Outro crime que ganhou grande repercussão em Marabá foi a morte do braçal Nielson Luz Rodrigues, 27, morto com um golpe de arma branca, desferido pela enteada dele, Jaqueline Maranhão da Luz, 20, presa horas após o crime.

O caso se deu no bairro Bela Vista. Em verdade este crime aconteceu depois de uma sucessão de brigas entre diversos parentes da vítima e da acusada.

Todos estavam bebendo em um bar próximo a casa deles de onde saíram e continuaram a bebedeira dentro da casa.

Em dado momento Nielson Rodrigues discutiu com um namorado da irmã da acusada e nesta altercação, a Jaqueline da Luz interveio e acabou sendo esbofeteada duas vezes.

Depois de levar dois tapas no rosto, a jovem se armou com uma faca de cozinha e desferiu um golpe no padrasto.

Nielson Rodrigues ainda foi socorrido e levado ao Hospital Municipal de Marabá onde faleceu. A jovem foi presa em flagrante pela equipe do delegado plantonista, Bruno Martins Mesquita.




Pai e filha assassinados no Araguaia 


A equipe de investigadores plantonistas liderada pelo delegado Rayrton Carneiro Santos apurou e conseguiu prender três acusados de ter matado pai e filha neste final de semana.

O crime aconteceu na rua onze, 162, bairro Araguaia, popularmente conhecido por Invasão da Fanta, na noite do último sábado (28), por volta das 22h30, ocasião em foram mortos a tiros a jovem Daniela Aparecida Sousa Santos 14 anos e o pai dela Edmilson de Sousa Santos, 39 anos.


Dois acusados chegaram ao imóvel e anunciaram um assalto. Em seguida um tiro foi dado na cabeça do pai e outro na jovem, que morreu na hora, enquanto Edmilson Santos foi socorrido e morreu na madrugada de domingo no Hospital Regional Publico do Sudeste.

Ato contínuo, assim que a equipe de investigadores tomou conhecimento do crime, iniciou as investigações que culminaram com a prisão de três suspeitos.

Dois deles, Leandro de Paula Silva e Maurílio Campos Gonçalves foram presos horas após o crime, enquanto que o terceiro acusado, Nivaldo Oliveira Brito foi preso por ter guardado um revólver calibre 38, que supostamente foi usado no crime.

Para a delegada municipal Simone Freitas Felinto informou que a Polícia deve trabalhar em várias frentes para tentar desvendar por qual motivo os dois acusados mataram pai e filha.

Em princípio o caso se tratou de um suposto assalto, contudo, os matadores não levaram nada da casa e por qual motivo a jovem foi assassinada?  É outro mistério que a Polícia tem para tentar desvendar.

A arma apreendida, segundo a delegada, foi encaminhada para perícia a fim de ser feita a micro comparação balística com os projéteis retirados dos corpos das vítimas a fim de confirmar, ou descartar se de fato foi a arma usada no crime.

Mãe espanca filhas gêmeas


Um caso nada agradável de ser noticiado é o constante espancamento de duas crianças gêmeas moradoras do bairro São Félix.

A mãe destas duas crianças, sem motivo aparente, costuma maltratar e bater nas duas jovens.

 O caso foi denunciado por uma tia das crianças, cujo nome não deve ser divulgado por força do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A mulher, porém, não só denunciou a irmã como induziu a Polícia Militar a conduzi-la até a Seccional Urbana da Nova Marabá onde a suposta mãe violenta foi ouvida pelo delegado Bruno Martins Mesquita.

Por conta dos constantes espancamentos, a tia das crianças se propôs em permanecer com as crianças até a Justiça se pronuncie em relação à guarda definitiva tendo em vista que a mãe, aparentemente, não tem condições de continuar criando as filhas.


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Primeiro leilão do ano promovido pela Casa Branca e parceiros

Boa oportunidade para o pecuarista melhorar rendimento 





Cinco importantes programas de melhoramento genético Angus juntam-se para uma venda especial de fêmeas e touros avaliados no dia 7 de março de 2015, a partir das 14h, no Recinto de Exposições Fernando Cruz Pimentel, em Avaré (SP).

O Leilão Avaré Angus Show reúne animais de destaque da Casa Branca Agropastoril, VPJ Pecuária, Agropecuária 3E, Agropecuária Fumaça e Agropecuária ECO Angus.

Serão ofertadas vacas de produção prenhes ou paridas e machos com idade média de 24 meses prontos para repasse. O leilão conta com chancela da Associação Brasileira de Angus.

“Será a primeira grande venda de animais Angus de 2015. E faremos um leilão de fêmeas e machos especiais, escolhidos especialmente para este leilão. São vacas e touros de produção, prontos para trabalhar em diversas regiões do País e agregar produtividade aos planteis. Esses animais representam o que a Casa Branca e os parceiros buscam no melhoramento genético da raça Angus, como funcionalidade, adaptação ao clima tropical e excelente produtividade”, explica Paulo de Castro Marques, proprietário da Casa Branca.

Os promotores do Leilão Avaré Angus Show oferecerão condições especiais de pagamento. Mais informações pelos telefones (14) 3401-4401 (14) 99861-9321 (MF Rural) e (43) 3373-7077 (Programa Leilões). A transmissão será pelo MFRural (www.mfrural.com.br) – lances pelo telefone (43) 4009-7099.

Polícia sem pistas de assaltante do Banco do Brasil de Itupiranga


Agência é constantemente atacada por assaltantes de banco




Assaltantes atacaram a agência do Banco do Brasil de Itupiranga na madrugada da última quarta-feira (25), cortaram o cofre com maçarico, furtaram uma considerável quantia em dinheiro e fugiram sem deixar pistas, ou rastro. 

O assalto aconteceu por volta das 3 horas da madrugada, ocasião em que cinco homens invadiram a agência, que fica no centro da cidade. O alarme disparou, mas quando a Polícia chegou na agência os ladrões já haviam fugido.


No momento da invasão não havia um único vigilante no que pode ter facilitado a ação dos bandidos. Populares perceberam uma movimentação suspeita e denunciaram o caso à Polícia, contudo já era tarde, pois os ladrões já tinham roubado o dinheiro do cofre. Oficiosamente a reportagem levantou que havia dentro do cofre R$ 90 mil.


Não é de hoje que os assaltantes de banco desafiam a Polícia paraense. Ora atacam na modalidade ‘vapor’, ora no ‘sapatinho’, ou senão, invadem as agências na madrugada e cortam os cofres com maçarico.

Para quem não se lembra, em dezembro de 2008, nesta mesma agência de Itupiranga, durante um assalto suspeito foi morto a tiros o subgerente e tesoureiro, Alexandre Rios Alves, que à época tinha 29 anos. 

Os ladrões parecem não temer, ou ter informações privilegiadas quanto à movimentação policial da região, tendo em vista que até o final do ano passado, o Grupo Tático Operacional de Marabá fazia rondas noturnas constantes em municípios vizinhos, no que aparentemente este trabalho estancou, ou diminuiu. As rondas, agora acontecem durante o dia e os ladrões optaram em atacar à noite.

E quem não se lembra do roubo a banco em São Geraldo do Araguaia, dia 8 de fevereiro, ocasião em a estudante Elith Schauanny Oliveira Gonçalves foi morta, aparentemente por bala perdida.


Como se numa espécie de efeito cascata, os assaltantes continuaram atacando e na manha do dia 11, roubaram a agência do Basa e Rurópolis, no Oeste paraense de onde roubaram algo em torno de R$ 500 mil do Banco Basa.

Por sua vez, na madrugada do dia seguinte, 12 de fevereiro o ataque aconteceu à agência do Banco do Brasil de Baião, no baixo Tocantins, ocasião em que oito assaltantes, divididos em dois grupos, roubaram pelo menos R$ 2 milhões que seriam destinados ao pagamento de servidores da Prefeitura. 

Outro roubo não menos audacioso aconteceu à agência do Basa no município de Canaã dos Carajás, ocasião em que três assaltantes sequestraram o gerente do Banco Basa, que pela manhã foi obrigado a ir até ao banco e fazer um grande saque e entregar aos ladrões já que estava com a mulher sequestrada e sob mira de arma de fogo.

Evidentemente que tais roubos expõem a fragilidade do sistema de segurança e revela que o setor de inteligência falhou, segundo observa fonte segura apontando que aparentemente este setor capenga por falta de recursos e investimentos, assim os ladrões estão dando as cartas. 





Detentos se amotinam no Crama



Desde a última segunda-feira (23), que detentos que cumprem pena no Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama) se amotinaram e ameaçavam rebelião e até mesmo greve de fome. 

Cobravam celeridade nos processos dos quais respondem e se negaram em sair das celas, fazer as refeições que lhes são oferecidas diariamente, além de outras reivindicações de menor relevância.

O grupo de 22 detentos que reclamavam da demora processual. Articulados, eles enviaram uma correspondência ao juiz da 1ª Vara Penal de Marabá, Marcelo Andrei Simão Santos.


A carta relata que há presos com mais de quatro anos ainda no regime provisório no que já poderia ter sido sentenciado e que esta situação estaria causando revolta entre os detentos.

A situação ficou tensa, contudo o Grupo Tático Operacional, à frente o sargento Gilson Bezerra foi acionado para dar apoio numa eventual situação de conflito no Crama, contudo não foi necessário o uso da força policial, vez que a situação se contornou por volta das 10 horas da manhã.

A promotora criminal Daniela Souza Filho Moura e o juiz substituto da 7ª Vara de Execução Penal, Geraldo Neves Leite realizaram seis audiências com os presos no Crama. 

Ao todo, são 22 detentos que cobram celeridade processual. As outras audiências devem acontecer durante as próximas semanas. Nem a promotora ou o juiz quiseram gravar entrevista com a imprensa.

A promotora informou que não estava em condições, já o juiz Geraldo Leite foi igualmente lacônico e informou apenas que as seis audiências foram realizadas. 

De sua parte o sub comandante do 4ª Batalhão de Polícia Militar, José Wilson de Moura confirmou que de fato a situação, em princípio estava tensa, mas tudo se acalmou e que não foi preciso a intervenção policial.

“Viemos dar um apoio ao judiciário, afinal havia um comentário de que poderia haver uma rebelião, mas tudo foi resolvido e não preciso a nossa atuação mais incisiva”, relata.

Comida – Uma reivindicação comum neste tipo de situação é a comida servida aos presos, que até bem pouco tempo no Crama era feita por detentos daquela casa penal.

Atualmente, uma empresa do Rio de Janeiro ganhou licitação para atender aos detentos no Pará e desta forma o cardápio deu uma significativa modificada.

Em Marabá a nutricionista Fabíola Badu é a responsável em manter o cardápio variado aos presos. Pelo menos três vezes por semana, uma empresa fornece hortifrúti cujo custo médio é de R$ 14 mil por mês ao Estado. Diariamente são servidas 1,6 mil refeições nas duas casas penais.





Comerciantes presos em Marabá


Intensas investigações conduzidas pela equipe de delegados e investigadores lotados na superintendência regional do sudeste paraense culminaram com a prisão dos comerciantes, José Pereira da Silva Júnior e o sargento da reserva remunerada do Exercito Brasileiro, Romildo Arruda Ribeiro.

Os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão expedidos pelo juiz Daniel Gomes Coelho. Na casa do militar foi apreendido duas pistolas calibre 380 e um revólver calibre 38, além de vários talões de cheque de terceiros.

Romildo Arruda foi conduzido até a Seccional Urbana da Nova Marabá onde foi ouvido e liberado logo em seguida, tendo em vista, que todas as armas são registradas e o comerciante tem o porte ilegal de armas.

Por sua vez, na casa do comerciante José Junior, os policiais cumpriram o mandado acompanhado do advogado dele, Robert Alisson Rodrigues Silva e apreenderam um revólver calibre 38 com capacidade para sete projéteis, uma mira laser além de nove folhas de cheques de terceiros.

Por conta deste achado, José Júnior foi preso e autuado em flagrante por porte de armas de uso restrito, previsto no Estatuto do Desarmamento. 

José Júnior ficou preso até esta terça-feira, ocasião em que foi ouvido pelo juiz Marcelo Andrei Simão Santos, que por sua vez arbitrou fiança de dez salários mínimos e ele deve responder ao crime em liberdade.