sábado, 6 de fevereiro de 2016

Justiça manda prender mãe e o padrasto



Um dos casos mais emblemáticos que aconteceu na região, sem dúvida alguma, foi a morte prematura da jovem Maria Eduarda Félix Lourenço, de apenas 10 anos, cujo corpo foi localizado no loteamento Alto da Boa Vista entre os bairros Moisés e São Luís em São Domingos do Araguaia, dia 23 de novembro do ano passado.

O crime aconteceu no final de novembro do ano passado e aquela pacata cidade foi literalmente fechada por moradores em sinal de protesto por várias vezes, uma vez que os prováveis matadores estavam impunes.

Os moradores e parentes da vítima, sempre desconfiaram do padrasto e da mãe da criança e desde então, tanto ele, quanto ela, estavam foragidos daquele município, até que na tarde da última quarta-feira (3) foram presos por uma equipe da Polícia Civil de Marabá.

José Soares de Oliveira 40 e a mãe da criança, Maria Rodrigues Félix 29 foram presos por ordem da juíza titular da comarca de São Domingos do Araguaia, Renata Guerreiro Milhomem de Miranda, após conclusão do delegado titular do inquérito policial, Vinicius Cardoso das Neves de que ambos mentiram a quando dos depoimentos deles à Polícia.

A reportagem não conseguiu conversar com o delegado Vinicius Cardoso e sim com o delegado superintendente regional Marcelo Delgado para quem acredita que os dois acusados, agora, têm participação direta, ou indireta no crime, tanto que a juíza decretou as prisões temporárias dele cujo período é de 30 dias, renováveis por mais trinta, ou senão convertida para prisão preventiva.

Para Delgado, são várias as contradições nos depoimentos de ambos. Tais contradições, inclusive, foram apontadas por parentes da criança a quando das oitivas deles. Pelo menos 40 pessoas foram ouvidas neste caso.

Uma das contradições diz respeito a quem teria dado o suposto dinheiro para a criança comprar pão, na manhã de sábado (21) de novembro, uma vez que a criança morava com a avó e teria ido na noite anterior, portanto dia (20) para dormir na casa da mãe.

Numa hora a mãe alega que foi ela quem deu o dinheiro para comprar pão e leite, na outra, o padrasto informou que mandou a criança apanhar o tal dinheiro no bolso de uma bermuda dele.

Outra contradição seria com relação ao trajeto que a criança teria seguido para se deslocar da casa da mãe dele, que fica no bairro Braga até a padaria, no mesmo bairro numa distância de aproximadamente 200 metros, sendo que nenhuma pessoa teia visto a criança naquela manhã, tampouco nenhuma vendedora da padaria ter informado que a criança foi comprar pão e leite naquele dia.

Dai a desconfiança dos parentes e amigos da criança com relação ao álibi montado pelo casal. Entre estes parentes está a tia da criança Talita Sousa, que acredita na participação indireta da mãe da criança neste homicídio, ou infantidício e que a mãe da criança estaria sendo coagida a acobertar o padrasto.

Estupro – Um dos motivos para este acobertamento seria o fato de a criança ter sido estuprada pelo padrasto, porém somente o resultado de exame de DNA irá confirmar, ou negar tal hipótese levantada pelos parentes da vítima.


É época do crime, material espermático foi recolhido do que restou do corpo da criança, que foi encontrado parcialmente despido e queimado, bem como dos dois suspeitos e de outros quatro parentes para que seja feita a comparação, ocorre que até então o exame ainda não foi concluído pelo Centro de Perícias Renato Chaves (CPC).

Enquanto espera-se pelo resultado de DNA que pode ser uma prova cabal, a Polícia realizou várias diligências até que requereu a prisão temporária do casal.

Para o delegado Marcelo Delgado a prisão representa um passo importante na investigação, uma vez que se, eventualmente, houver mais testemunhas que possam trazer novas informações a respeito do caso pode fazê-lo sem temor algum.

Até lá, de acordo com o delegado, novas diligências devem ser feitas, vem como novas oitivas dos dois acusados devem ser colhidas a fim de sanar todas as contradições e ao final, caso a Polícia entenda que os dois seguem mentindo deve pedir a prisão preventiva deles por homicídio, ou infanticídio. 

Enquanto esperam o desfecho da investigação, José e Maria seguem presos em cadeias de Marabá à disposição da Justiça. Os dois acusados não foram apresentados á imprensa por se tratar de crime contra criança e adolescente, sendo que por força do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) o caso segue em segredo de Justiça.



PRF flagrou caminhões com madeira irregular

Madeira seria comercializada em Marabá





Madeira irregular seria vendida em Marabá  



Não adianta mudar itinerário, ou horário para tentar fugir da fiscalização, pois sem avisar e sem nenhum alarido a Polícia Rodoviária Federal (PRF) mantém uma equipe em tempo integral fazendo operações policiais na região e na madrugada desta quinta-feira conseguiram flagrar dois caminhões que, aparentemente transportavam madeira irregularmente.

Os dois veículos foram flagrados durante blitz volante na rodovia Transamazônica. Um dos caminhões estava transportando madeira serrada e consta na nota fiscal que o carregamento é da ordem de 16 metros cúbicos, porém os fiscais do Ibama acreditam que o veículo esteja com excesso da carga e transportava pelo menos 24 metros.

Já o outro caminhão flagrado pela fiscalização transportava madeira em tora que fatalmente seria usada na fabricação de carvão, ou queimada em fornos de panificadores em Marabá.

O motorista que conduzia este caminhão Carlos Rogério Milhomem dos Santos alegou que fez um frete para a região da Vila Santa Fé e no retorno, para vir “batendo” comprou lenha de um desmatamento para fazer o aproveitamento e que iria vender em Marabá.

Já o outro motorista do caminhão com madeira serrada, alegou que iria faturar algo em torno de R$ 3 mil para fazer o frete. Ele informou que carregou a madeira no município de Novo Repartimento, porém não entrou em maiores detalhes acerca de eventuais irregularidades.

De sua parte, o chefe da fiscalização do Ibama de Marabá, Rodrigo Sacarpari informou que recebeu os dois procedimentos de apreensão de madeira e dos respectivos caminhões e que irá analisar os dois caso para posteriormente aplicar as medidas administrativas pertinentes.

“Ao olho nu a gente percebe que o caminhão com madeira serrada está com excesso e pode estar transportando madeira cujo corte é proibido, já ou outro caminhão com madeira em tora, aparentemente não tem documento algum, então vamos analisar para depois aplicar as medidas legais atinentes”, conclui.

Esta foi a segunda apreensão de madeira ilegal este ano na região. No final da semana passada o Ibama aprendeu uma carreta contendo pelo menos 50 metros cúbicos de madeira serrada e que estava sendo transportando irregularmente.

Em ambos os casos, as madeiras devem ser destinadas para fins sociais, caso seja comprovada a origem ilegal do produto florestal.




Proteção máxima às crianças 



A rede de proteção à criança e ao adolescente, composta por diversos órgãos afins se reuniu nesta quarta-feira em Marabá para tratar de estratégias de atuação durante a quadra momesca no município.

Entre as ações previamente definidas constam a panfletagem de material alusivo ao combate à exploração sexual infanto juvenil, bem como  da dupla que não combina: álcool e direção cujas práticas ainda são recorrentes no Brasil todo.

Em Marabá a panfletagem acontecem nos dias 4 e 5 deste mês. Nesta quinta-feira, por volta das 9h da manhã, os agentes de proteção vão estar concentrados na BR-230, no semáforo próximo à Câmara de Vereadores.

Já na sexta-feira, por volta das 16h, a concentração e panfletagem acontece também a BR-230, à altura do Shopping Pátio Marabá.

Segundo a coordenadora da Secretaria de Assistência Social (Seasp), Adinancy Cardoso Rosa, diversas outas atividades devem ser desenvolvidas, desde educativa, quanto à repressão propriamente dita.

Evidentemente que por medida de segurança tais eventos não devem ser divulgados, contudo a fiscalização que deve contar com a participação de todos os órgãos do sistema de segurança pública e devem ocorrer em 22 pontos nevrálgicos e de grande vulnerabilidade.

De acordo com o inspetor Jair Barata, titular da Delegacia da Polícia Rodoviária Federal (PRF) há um mapeamento prévio destes locais que devem ser fiscalizados e caso haja algum caso de flagrante envolvendo exploração sexual, porte de armas, drogas, ou até mesmo pessoas embriagadas dirigindo, todos devem ser apresentados na Seccional Urbana da Nova Marabá onde os condutores, ou donos de bares e boates devem sofrer as sanções penais.

E não por acaso a rede de proteção, como o nome sugere, visa proteger as vítimas de abuso, ou exploração sexual, que segundo Dina Rosa, como é conhecida a titular da Seasp mantén um cronograma de atividades para o ano todo.

Por envolver crianças e adolescentes em tais situação, dados são omitidos, acerca de tais casos que aconteceram ano passado, mas a secretária garante que é considerável o número de vítimas violentadas, ou abusadas sexualmente, ano passado

Neste período de carnaval, as atenções da rede de proteção de voltam para combater tais crimes, uma vez que a festa é tida como liberal, mas nem tanto. “Estamos alerta e caso algum abusador seja flagrado, deve sofrer as penalidades previstas na lei”, garante.

Álcool – Outro assunto não menos preocupante da rede de proteção é com relação ao consumo de álcool neste período de carnaval.

Visando diminuir eventuais ocorrências de trânsito é que o Departamento Municipal de Trânsito e Transporte Urbano (DMTU) está com uma campanha de educação para o trânsito, segundo informou a coordenadora deste setor Késia Rodrigues.

Detalhe, essa campanha de educação, porém não implica dizer que os agentes do DMTU irão apenas orientar, pois caso haja algum tipo de infração o condutor pode ser notificado.

“As vezes a população, quando lê, ou ouve algo neste sentido já pensa que não vai haver fiscalização, pelo contrário, vamos orientar e fiscalizar ao mesmo tempo", sentencia.




Asfalto em toda parte em Marabá


Mais um trecho da sudoeste pavimentado



Atendendo solicitação e reivindicação de moradores da rua sudoeste a Prefeitura de Marabá cumpriu mais uma etapa de pavimentação da rua sudoeste, uma das vias principais de acesso que liga os bairros Cidade Nova, Bom Planalto, Laranjeiras, Bairro da Paz, Liberdade e Independência.

O trecho pavimentado em Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ) nestes dois últimos dias pela construtora Beta compreende entre as ruas Alfredo Monção, no bairro da Paz até a avenida Minas Gerais, no bairro Liberdade, numa extensão de aproximadamente 300 metros.


A pavimentação coloca um ponto final em anos de descaso e sofrimento dos moradores desta via. Evidentemente que a pavimentação é sempre bem vinda. Quem atesta é o funcionário público federal Vilmar Barbosa Barros.

“Aqui era praticamente intrafegável o acesso era melhor pela rua Kalil Mutran, agora a realidade é outra, tudo melhorou”, comenta lembrando que a valorização dos imóveis é latente tanto que pensa até em reativar um ponto comercial dele.

“Com certeza agora dá até pra pensar em colocar um ponto comercial, uma academia, ou até mesmo um clube, já que temos acesso por todos os lados”, acrescenta.

Contente mesmo está o comerciante Raimundo Muniz, o “Sal Grosso”, que há 20 anos mantem um comercio na rua Chico Mendes, na localidade conhecida por três bocas em alusão ao fato de o local dá acesso aos bairro Bom Planalto, Bairro da Paz e Laranjeiras.

Sal Grosso é daqueles que só acreditou na obra quando percebeu as maquinas pavimentando a rua. E não por acaso esta desconfiança, afinal convive com lama e poeira há vinte anos. “Pensei que fosse mais uma promessa, mas agora sim, a nossa rua está pavimentada”, comemora.

Por sua vez a aposentada Maria José Gomes Ferreira 74 anos, proprietária de um conjunto de quitinete na rua Chico Mendes é daquelas que á menor aproximação de um repórter vai logo dizendo: “Agora sim, a nossa tá boa”.

Ele é testemunha viva de anos de descaso e abandono. “Aqui era lama, a rua ficava praticamente intrafegável, as pessoas não queriam alugar os imóveis, agora não, tudo está bem melhor”, observa.

A rua sudoeste, segundo o engenheiro Ricardo Braz deve ser concluída neste verão. “Prefiro não trabalho com prazo, pois cria-se uma expectativa muito grande nas pessoas, mas acredito que neste verão terminamos a obra”, observa. 

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Dinheiro no bolso no início do ano

Desde o final da tarde desta sexta (29), que os contratados e desligados da Secretaria Municipal de Educação (Semed) puderam sacar os vencimentos referentes a dezembro passado. 

Neste sábado (30), amanhece nas contas bancárias de todos os servidores da Semed (concursados, contratados e  comissionados), os salários de janeiro.

Também amanhã, sábado (30), os servidores concursados das demais secretarias já podem sacar seus vencimentos, à exceção dos servidores da Secretaria de Saúde e dos demais servidores contratados e comissionados, os quais têm previsão de pagamento até o dia 10 de fevereiro.   


Assessoria de Comunicação - Ascom
Prefeitura de Marabá  

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Juiz mantém mega estelionatário preso




O juiz titular da 1ª Vara Penal de Marabá, Daniel Gomes Coelho, homologou o flagrante contra o acusado de ser estelionatário Geovani Alves dos Reis 29 anos por conta de um golpe que estava aplicando em Marabá desde o ano passado onde o acusado se passava por corretor de imóveis e vendia contratos contemplados da Caixa Econômica Federal (CEF) no residencial Jardim do Éden.

Além de homologar o flagrante, o magistrado entendeu que havia elementos suficientes para converter a peça acusatória em prisão preventiva e assim o acusado foi mantido preso à disposição da Justiça. 

O golpe consistia em ludibriar as incautas pessoas num esquema de venda e contrato referente à contemplação de casas populares pela Caixa Econômica Federal (CEF) no residencial Jardim do Éden. Por cada contrato ele cobrava cerca de R$ 3 mil até que foi descoberto e preso.  

Segundo o delegado da Polícia Civil, Washington Santos de Oliveira as vítimas, pelo menos dez pessoas, denunciaram o acusado à Polícia na terça e de imediato a equipe de investigadores montou uma estratégia até que conseguiu prender o acusado quando ele se preparava para fugir de Marabá, na rodoviária Pedro Marinho de Oliveira. 

De acordo com o policial, Giovani dos Reis entrou no site da CEF, tirou uma cópia de um contrato e a partir daí montou o processo para vender aos mutuários pela bagatela de R$ 3 mil cada casa, que na verdade é avaliada pela CEF por até R$ 60 mil.

Pelo tal contrato o mutuário foi até a CEF para checar a autenticidade do documento e acabaram descobrindo que foram vítimas de um golpe e desta forma denunciaram o caso à Polícia.

As vítimas, necessariamente não são pessoas sem informações, tendo em vista que até mesmo pedagogas caíram no golpe.

O delegado Washington de Oliveira considera um daqueles casos em que a vítima é atraída por uma proposta que aparentemente é acima de qualquer suspeita, mas na verdade trata-se de um golpe.

O policial recomenda às pessoas que pretendem obter imóveis da CEF, que procurem a instituição e se cerque de todas as informações possíveis a fim de evitar prejuízos futuros.

Por outro lado, o policial conclui conclamando a população que, porventura tenha sido vítima do acusado que denuncie o caso e desta forma o acusado possa permanecer um bom tempo preso.

Uma coisa é certa, quando o assunto é golpe, Giovani dos Reis é expert, pois o delegado Washington de Oliveira recebeu diversas denúncias contra o acusado onde ele vendia combustível por meio de requisições falsas e até mesmo aplicou um golpe na própria esposa da qual se separou recentemente.

Esta mulher, segundo o delegado, ficou de denunciar oficialmente o agora ex-marido por conta de u diversas transações fraudulentas que ele fizera recentemente usando o nome dele, uma vez que se apossou de cartões bancários com as respectivas senhas e cheques que foram emitidos no comércio local.

“Nós também vamos abrir um procedimento contra ele, tendo em vista que a ex-esposa alegou que também foi vítima e contabiliza pelo menos um prejuízo da ordem de R$ 6 mil”, observa o policial.




Mulher cai no golpe do bilhete premiado e perde 2 mil reais 

Uma mulher com mais de 60 anos perdeu 2 mil reais para uma dupla de golpistas depois de cair no conto do bilhete premiado. O caso aconteceu em Marabá , no núcleo da Cidade Nova, na movimentada rua Nagib Mutran. a vítima foi abordada por um suposto agricultor que não sabia chegar até uma agência bancária. Enquanto a mulher tentava ajudar o homem, outro estelionatário, se dizendo advogado,  abordou a dupla e se ofereceu para fazer uma ligação para a Caixa Econômica Federal. Falando no viva voz , foi constatado que o suposto  agricultor possuía um bilhete de loteria premiado.
Com a promessa de uma recompensa no valor  R$ 10 mil, a mulher foi convencida a ajudar o agricultor a sacar o prêmio.  Mas  foram informados que o saque do dinheiro só seria possível  no dia seguinte .Ela foi persuadida a dar garantias ficando com o bilhete premiado. Mas em contrapartida  entregou o cartão bancário para provar sua boa fé antes de retirarem o prêmio em dinheiro. Ela só descobriu que tinha sido vítima do golpe no dia seguinte. Ao fazer uma consulta na conta , identificou dois saques que somam 2 mil reais .
A polícia alerta que as vítimas típicas são pessoas idosas, às quais é mostrado o bilhete premiado (forjado ou falso), juntamente com um documento da Caixa Econômica Federal (também falso ou forjado) constando o número do bilhete premiado e o valor do prêmio.
Se for concurso tipo "mega sena" será mostrado um comprovante dos números sorteados (verdadeiro ou falso) e um falso bilhete com aposta nos mesmos números.
Às vezes eles apresentam um verdadeiro bilhete com os números de um concurso anterior em outros casos o bilhete é falsificado com o número de um bilhete que realmente ganhou.

A caminho da Caixa Econômica, e depois de muita conversa, o golpista propõe à vítima de lhe vender o bilhete premiado por uma fração do seu valor.
Em alternativa poderá apresentar a proposta como um pedido de ajuda para resolver problemas. Ajuda na qual a vítima supostamente sairia ganhando.
Para justificar a generosa oferta dirá que tem pressa porque o ônibus para sua cidade parte em 15 minutos, que esqueceu ou perdeu os documentos (e não pode retirar o prêmio), que está desorientado com a burocracia ou com a "cidade grande", que é analfabeto, que tem alguém esperando ele, que a mãe dele está no hospital etc...

Se a vítima cair nesta conversa sacará o dinheiro da própria conta bancária e o entregará ao golpista em troca de um bilhete que não vale nada. Existem casos onde o golpista, em vez de dinheiro (que pode não estar disponível na conta da vítima), aceita valores como jóias etc...

Existem variantes onde, para pressionar ou incentivar a vítima a ir sacar seu dinheiro no banco, no meio da conversa com o golpista que oferece o bilhete, aparece um comparsa se dizendo pronto a comprar o bilhete (aí a vítima pode achar que está perdendo um bom negócio), ou se oferecendo como sócio da vítima na compra do bilhete e mostrando parte do dinheiro necessário, ou ainda, prestativo, ajuda, ligando com o seu celular, a verificar que o bilhete é mesmo "premiado" . Segundo a direção da Caixa Econômica Federal  só este mês, 5 pessoas foram vítimas desse golpe em Marabá. A ação criminosa também seria operada por mulheres. 


Curiosidade que mata

Acordou com tiros e acabou assassinado



E pra não perder o costume, os “anjos da morte” executaram mais duas pessoas num intervalo de 10 horas em Marabá. As vítimas, uma usuária de drogas e um pedreiro foram executados a tiros. 

Neste último caso, a vítima, o pedreiro Francisco de Assis Martins José, 60 anos foi morto com vários tiros. O curioso neste caso é que a vítima dormia, acordou com os estampidos de tiros, abriu o portão e foi alvejado pelos matadores.

Neste caso, a reportagem levantou que os matadores, na verdade, pretendiam matar um usuário de drogas, que pode ser o Leomir Reis dos Anjos, conhecido por “Açaizeiro” e que por diversas vezes já foi preso por furtos, porém e identificou como o nome do irmão dele, Cleomir Reis dos Anjos.

“Açaizeiro”, segundo fontes confiáveis da Polícia, de fato seria o alvo dos matadores, tanto que ele estava em frente a um conjunto residencial, na rua São Mateus, 50, bairro São Félix.

Nesta casa, tanto o “Açaizeiro” , quanto o pedreiro, que era conhecido por Assis, moravam. “Açaizeiro”, foi alvejado pelos matadores mas conseguiu escapar e está internado no Hospital Municipal de Marabá (HMM).

Neste caso, pelo menos três testemunhas há foram ouvidas e todas foram uníssonas em dizer que o pedreiro Assis era pessoa bem quista e que aparentemente não tinha nenhum tipo de desafeto e de fato, foi morto por ser curioso, já que ouviu os tiros, saiu do apartamento dele, abriu o portão viu os dois matadores e em seguida foi alvejado.

Assis ainda correu, no afã de tentar escapar dos tiros, mas dois projeteis lhe acertaram e foram suficientes para por fim à vida dele.

Agora, a investigação liderada pela delegada Raissa Beleboni tenta desvendar mais este homicídio. Ontem à tarde, investigadores se deslocaram para ouvir o sobrevivente que convalesce no HMM.

Por enquanto faltam maiores informações acerca deste atentado e homicídio, uma vez que o “Açaizeiro” tem fama de ser desordeiro, arrombador, assaltante e estaria envolvido com o tráfico de drogas, inclusive teria roubado recentemente, em São Félix, uma pessoa bastante influente e que estaria sendo caçado por conta deste roubo, porém somente uma investigação mais detalhada é que deve esclarecer mais este crime. 



Quatro tiros pôs fim à vida da Neguinha 


Outro crime que deve dar um considerável trabalho à Divisão de Homicídios de Marabá (DHM) quanto ao pleno esclarecimento é a morte da usuária de drogas e moradora de rua Luciene Soares da Silva, a Neguinha 30 anos.

Ela foi morta com pelo menos quatro tiros que lhes atingiram a cabeça na manhã da última terça-feira (26) quando estava sentada numa cadeira nas cercanias da feira Coberta Dionor Maranhão, bairro Laranjeiras.

O pouco que a DHM sabe a respeito do caso é que o matador se aproximou por trás da vítima e atirou quatro vezes, todos os tiros atingiram a vítima na cabeça.

Neguinha, como era conhecida morreu sentada na cadeira, dando a entender que foi tocaiada pelo matador e não teve a menor chance de se defender.

O crime aconteceu por volta do meio dia e mesmo com tanta movimentação naquele perímetro a DHM não tem uma única testemunha ocular deste crime.

Se faltam testemunhas, ou maiores informações a respeito do homicídio, sobram especulações e uma delas é de que a vítima pode ter integrado um grupo de assaltantes, que na madrugada da última segunda-feira, mataram com golpes de arma branca, Claudinei Neves da Silva.

Inclusive, esta informação chegou de forma oficiosa até a DHM, que abriu inquérito policial para investigar mais este caso. Por enquanto a Polícia não tem maiores pistas e o crime pode cair no rol dos insolúveis. 

Até o fechamento desta edição, somente este ano, 14 pessoas foram vítimas de homicídios, sendo que a maioria dos crimes segue sem solução. 





quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Deca investiga ataque à fazenda Cedro

Sede da Cedro foi reduzida a escombros e cinzas ...

Gosolina foi usada para cometer incêndio criminoso

Sede era sinônimo de imponência e está praticamente destruída



Compete à equipe de investigadores liderada pelo delegado Alexandre do Nascimento Silva, titular da Delegacia de Conflitos Agrários de Marabá tentar identificar quem são as pessoas, que na madrugada desta terça-feira atearam fogo em onze casas e em um trator da fazenda Cedro, zona rural de Marabá.

O ataque aconteceu por volta das 2 horas da madrugada, ocasião em que um grupo de homens, armados e encapuzados, invadiu a sede da fazenda, bem como atacou as casas dos vários moradores. O grupo também promoveu saques diversos de bens e móveis e deixaram pra trás um rastro de destruição nunca visto antes na história de luta pela reforma agrária.

É nesta fazenda, pertencente ao grupo Santa Bárbara, onde um dos acionistas é o banqueiro Daniel Dantas, que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) mantém o acampamento Helenira Resende, desde maio de 2009.

Porém a direção estadual do MST, por meio de nota, se adiantou e negou toda e qualquer participação de integrantes nesta invasão à sede da fazenda e se colocou à disposição da Polícia para esclarecer o caso. “O MST defende que a fazenda seja desapropriada pelo Incra e destinada à criação de um assentamento”, resume a parca nota publicada em redes sociais.

Neste primeiro momento a equipe policial deve ouvir os diversos funcionários da fazenda Cedro, para quem sabe tentar identificar eventuais líderes de mais este ato de vandalismo e terrorismo.


Uma perícia foi realizada no imóvel, cujo estrago é visível, tendo em vista que praticamente todos os imóveis foram reduzidos a escombros e cinzas, bem como diversos móveis dos funcionários teriam sido furtados pelos integrantes do bando encapuzado.

Independentemente de o MST, negar ou não participação neste ataque esta não foi a primeira vez que a Cedro sofre esse tipo de ação. Nos últimos dois anos aconteceram diversos ataques naquela propriedade.

A onda de violência se alterna, ora nas casas dos funcionários, ora na matança de bois e vacas. Enquanto os ataques se multiplicam a empresa contabiliza os prejuízos e são pelo menos 3 mil animais mortos neste período. Somente em novembro e dezembro do ano passado, pelo menos mais de 300 animais foram mortos.

Coincidência, ou não, no início desta semana, agentes da Deca, prenderam um casal que transitava pela BR-155, às proximidades da Vila Sororó em uma picape. Dentro desse veículo havia pelo menos 200 quilos de carne congelada.

O casal confirmou aos policiais que tinha comprado a carne de um integrante do acampamento e por esse motivo foi autuado por receptação. 

Um inquérito policial foi aberto para levantar se tal informação tem ou não fundamento e quem sabe identificar quem seria esse acampado que vendeu a carne ao casal.

Apesar das diversas tentativas de contato com o delegado titular da Deca, Alexandre Nascimento Silva não foi possível manter contato com este delegado.



Funcionários confirmam ataques


Vários funcionários da Santa Bárbara foram ouvidos formalmente acerca deste ataque que aconteceu na fazenda Cedro, na madrugada da última terça-feira (12) e confirmaram os momentos de terror e vandalismo que aconteceu naquela propriedade.

A reportagem teve acesso a alguns destes depoimentos, entre eles o do vigilante Erasmo de Sousa Machado. Além de relatar o ataque, ele confirmou que recebeu uma informação acerca de um provável ataque que poderia acontecer naquela madrugada e ficou em estado de alerta, porém por volta de meia noite se recolheu e acabou sendo despertado pelos tiros oriundos do lado de fora da casa, que foi literalmente cercada por um bando armado.

Contou ainda que os integrantes do bando armado mandaram que ele saísse correndo da casa olhando pra baixo, pois iriam atear fogo na casa onde ele dormia, inclusive, alguns destes integrantes chegaram de moto na casa onde ele estava refugiado, sendo que praticamente todos estavam armados com espingardas e carregavam galões com gasolina que usaram para atear fogo nas casas.

Já o vaqueiro Magno Monteiro do Amaral, não só ratifica as informações do colega vigilante como narra o ataque que aconteceu no dia 1º de janeiro deste ano, naquela propriedade.

Naquela ocasião, um grupo armado invadiu o Rancho Americano e efetuou a matança de animais. Naquela ocasião, 29 vacas prenhes foram abatidas, sendo que apenas as carnes nobres foram furtadas.

Ademais, contou Magno do Amaral relatou que todos os pertences dele, bem como móveis foram furtados antes de a casa onde morava ser incendiada, bem como o carro em que ele usou para fugir ao ataque foi alvejado com vários tiros, porém nenhum funcionário da Santa Bárbara foi atingido.



Juiz decretou reintegração de posse da fazenda


Apesar de haver uma negociação de aquisição da fazenda Cedro, cuja propriedade fica a cerca de 50 quilômetros do centro de Marabá, os conflitos se intensificam e mancham o nome do Pará em nível nacional quando o assunto é a reforma agrária.

O ataque mais recente, que aconteceu na madrugada da última terça-feira (12) aconteceu em meio a uma negociação entre o Grupo Santa Bárbara e o Incra que visa a aquisição deste imóvel rural de mais de 10 mil hectares.

E, muito embora esta negociação esteja bastante adiantada, conforme informou uma fonte ligada à Santa Bárbara, os ataques se sucedem causando enormes prejuízos.

Mas nunca é demais lembrar que paralelo a esta negociação, o juiz titular da Vara Agrária O juiz plantonista Amarildo José Mazuti concedeu, ano passado, um mandado de reintegração de posse em favor do Grupo Santa Bárbara.

Essa reintegração, caso seja efetivada este ano pode encerrar esta negociação de aquisição da fazenda por parte do Incra. A reportagem não conseguiu levantar maiores detalhes acerca desta negociação.

Criança morreu de tiro acidental



Um mês após a morte do adolescente João Victor Costa 13 anos, morto com um tiro de espingarda cartucheira, a Divisão de Homicídios de Marabá (DHM) desvendou o crime e informou que o jovem foi morto em tiro acidental.

A afirmação partiu da delegada Raissa Beleboni, titular dessa especializada. Ela contou que um laudo provisório assinado pelo perito Rafael Moraes Rosa auxiliou nessa investigação, uma vez que este crime suscitou diversas dúvidas, sobretudo com relação a um depoimento de um amigo da vítima, um adolescente de 14 anos.

Para quem não se lembra, João Victor morreu no dia 13 de dezembro do ano passado depois de caçar passarinho numa chácara na região da Praia do Meio, zona rural de Marabá.

Naquela ocasião, o adolescente de 14 anos, amigo da vítima, contou à Polícia que um idoso de barba branca apareceu numa praia, quando ambos já se preparavam para ir embora, sendo que este idoso apontou uma arma de fogo e atirou no adolescente João Victor.

Por conta desse crime que teve ampla repercussão em Marabá a DHM, deu início a várias diligências que inclusive resultaram na prisão de dois idosos de barba branca, bem como a apreensão de armas caseiras.

Após as prisões, novamente o adolescente foi ouvido e apontou um dos idosos deles como autor do crime, porém as informações do adolescente eram contraditórias, uma vez que os dois idosos moram bastante longe de onde aconteceu o crime e não são donos da terra onde o jovem morreu, logo não tinham motivos para atirar na vítima.

E por falar em contradição, a policial informou que foram várias deles, sobretudo no tempo de deslocamento entre a Praia do Meio e a Orla de Marabá. Pra se ter uma idéia, o pai do adolescente testemunha ocular, levou pelo menos seis horas num trajeto que geralmente é feito em pouco mais de duas horas.

“Na verdade ele (adolescente de 14 anos) contou uma história fantasiosa, mas as informações não batiam, havia várias contradições, então fizemos as diligências necessárias e o laudo provisório do Iml foi decisivo para elucidarmos o caso”, narra a policial.

O laudo aponta que o tiro foi dado a curta distância, ou à queima roupa, o que derrubou a versão contada pelo adolescente, amigo do João Victor.

Ao fim e ao cabo, o adolescente de 14 anos resolveu contar a verdade e disse que o amigo João Victor morreu em tiro acidental.

Por se tratar de adolescente, a delegada não entrou em maiores detalhes acerca do novo depoimento do jovem, prestado ontem à tarde, porém garante que a vítima morreu de tiro acidental.

O que pode ser dito a respeito desse incidente é que João Victor e o adolescente, testemunha ocular, já estavam dentro do barco rabeta para ir embora depois da caçada aos passarinhos.

Foi neste momento que o João Victor percebeu que havia dentro do barco uma espingarda cartucheira e começou a manusear o artefato de fogo.

Foi neste momento que a espingarda, uma ‘por forra’ disparou e atingiu o rosto da vítima. O laudo confirmou: o tiro foi disparado a curta distância, inclusive atingiu a face da vítima.

A arma foi deixada por esquecimento pelo pai do adolescente de 14 anos. Ele pode responder penalmente por tal desleixo. Por sua vez o amigo do João Victor, aparentemente deve ficar isento de uma eventual sanção, uma vez que aparentemente nenhuma participação no incidente. 



Aposentado do Exercito assassinado





Disputa por lotes em área de invasão pode ter motivado crime que teve como vítima o soldado aposentado da Reserva Remunerada do Exército Brasileiro Eliézio Ferreira dos Reis 47 anos. Ele foi assassinado a tiros na madrugada da última terça-feira em Marabá.

A vítima estava com amigos, próximo de um comércio no bairro Bela Vista, divisa com o bairro Neuton Miranda, comumente chamado de invasão da Infraero quando dois matadores numa moto preta se aproximaram e efetuaram vários tiros.

Uma mulher de prenome Eliene, que seria namorada, ou amante do militar, também foi alvejada no tórax e em uma das mãos. Ela foi socorrida e encaminhada ao Hospital de Guarnição de Marabá (Hgumba) e aparentemente não corre risco de morte. O crime foi testemunhado pela dona de casa Suely Ferreira da Silva que disse ter ouvido seis disparos, porém não é capaz de identificar os matadores.

Uma das hipóteses mais fortes que a DHM deve seguir para tentar elucidar o crime é de conflito interno por conta da disputa dentro da invasão urbana, tendo em vista que há pelo menos dois grupos que disputam o controle da Invasão da Infraero.

Uma fonte bastante segura, ligada à Polícia, informou que a vítima era bastante temida e por conta deste temperamento explosivo, pode ter granjeado um leque enorme de adversários.

A investigação a respeito deste crime está apenas começando, motivo pelo qual a delegada Raissa Beleboni  foi bastante lacônica quanto ao caso.

As poucas informações oficiais a respeito deste crime foi contada pela esposa do militar Sônia Maria Lima dos Reis, que não entra em maiores detalhes acerca dos matadores. 

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

NOTA DO MST SOBRE A OCUPAÇÃO IRREGULAR DE LOTES NA REFORMA AGRARIA




Ontem, 3 de janeiro, o programa de televisão Fantástico,  da     GLOBO,  denunciou a posse e a venda irregular de lotes da Reforma Agraria.
A reportagem utilizou como base a investigação e o relatório finalizado pela CGU (Controladoria Geral da União), envolvendo casos desde o ano de 2000.
Para a CGU, há 76 mil lotes ocupados irregularmente nos processos de assentamentos da Reforma Agraria - cerca de 8% do total. Do total 38 mil foram usurpados por  funcionários públicos, em casos que envolvem até mesmo um delegado da Policia Federal e um Procurador Geral do estado do Acre. Há lotes em nome de  8.519 menores de idade, uma pratica que revela a manipulação para aumentar o tamanho da área de uma mesma família, acima do modulo rural permitido pela lei. Não faltam casos de empresários, precisamente  7.872, que burlaram a lei de Reforma Agrária para acumular terras.  E, há,  ainda, 271 casos de políticos que se apropiaram indevidamente de terras que deveriam ser destinadas à Reforma Agraria para o assentamento de  famílias de sem-terras.
Sobre essas denuncias o MST esclarece ao povo brasileiro:
a)     Parabenizamos a iniciativa da CGU (Controladoria Geral da União) pela coragem de investigar e denunciar as irregularidades no programa de Reforma Agrária, muitas cometidas com a conivência de alguns  funcionários públicos corruptos. Uma prática que se perpetua em todos os governos, inclusive os da ditadura militar e que devem ser permanentemente coibidas.
b)    Da mesma forma, é saudável e imprescindível  a decisão da atual diretoria do INCRA em retomar todos os lotes e redistribui-los às famílias acampadas de  trabalhadores  rurais sem terras. Esperamos que o faça imediatamente e não com a costumeira letargia causada por entraves políticos e jurídicos.
c)     O MST defende titulação dos lotes da Reforma  Agrária como  Concessão Real de Uso,  com direito a hereditariedade, como está previsto na Constituição Federal.  Essa modalidade de titulação impediria o comercio da compra e venda dos lotes destinados à Reforma Agrária. É necessário que o governo tenha a coragem de adotar esse instituto constitucional imediatamente.
d)    O MST, tendo conhecimento de casos de irregularidades nos assentamentos, como os denunciados pelo relatório da CGU, apresenta-os  às autoridades e cobra providencias imediatas para assegurar que a terra esteja em mãos de que nela trabalha e produz alimentos.  

Propomos, ainda, à CGU:
a) Que faça um levantamento minucioso sobre as terras publicas distribuídas, quando não griladas, por grandes fazendeiros e empresários, em projetos de colonização ou de regularização fundiária, especialmente na região amazônica.    Estas propriedades deveriam respeitar a função social da terra (CF/1988).
b) Que faça um levantamento sobre as propriedades rurais compradas  por brasileiros laranjas de empresas estrangerias, para burlar a lei.   Recentemente o MST ocupou uma fazenda  1.400 ha, em São Lourenço/RS, de uma empresa chinesa, acobertada por esta pratica de usar testas-de-ferro. Até hoje nenhuma medida concreta foi adotada pelo governo.  Há dezenas de casos de usinas de açúcar/álcool falidas, com imensas áreas de terras agrícolas,  compradas pelo capital estrangeiro, sendo desnacionalizadas e burlando a lei. 
c) Que faça um levantamento sobre todos os projetos de perímetros irrigados, na região nordeste, sob a coordenação do  Ministério da Integração/Dnocs. São corriqueiras as denuncias, nessas regiões, que existem mais de 80 mil lotes   vagos ou ocupados irregularmente por empresários. Comprovadas as irregularidades, exigimos que esses lotes irrigados sejam imediatamente distribuídos para o assentamento das famílias de trabalhadores rurais sem terras acampadas na região.
d) Que retome a imediatamente a posse das terras  pertencentes à União que foram irregularmente apropriadas e usadas pela  empresa CUTRALE,  no município de Iaras/SP.
e)   Que a  Procuradorias Geral  dos estados, e outros órgãos competentes, investiguem a distribuição de terras publicas estaduais, em especial nos estados da Amazônia Legal, aonde tem ocorrido denuncias sistemáticas de distribuição dessas terras apenas à já latifundiários, políticos e empresários. 
 Por último, será salutar à democracia brasileira se o jornalismo da Rede Globo se despir do seu partidarismo político, de viés sempre anti-social e anti-nacional, e contemplar em suas reportagens os casos irregularidades envolvendo os grandes proprietários rurais, o agonegócio e, até mesmo, os casos de sonegação fiscal, que não se restringem ao mundo rural.
O MST  apoia e contribuirá com as autoridades para que todas as injustiças e irregularidades cometidas sejam investigadas e, sendo comprovadas, sejam punidas.  Na questão da Reforma Agrária, continuaremos lutando para que as terras brasileiras sejam destinadas ao assentamento das famílias de trabalhadores rurais para, prioritariamente, produzir alimentos saudáveis. 

São Paulo, 4 de janeiro de 2016
Direção nacional do MST