quarta-feira, 22 de junho de 2016

Operação asfixia: Empresário foragido se diz ameaçado de morte

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A morte ronda cabeça de empresário






Os dois principais empresários alvos da operação Asfixia, deflagrada este mês pela Polícia Federal, Josimar Enéas da Costa, o “Eletro”, de Marabá e Celso Pinheiro Viana, de Xinguara, se ameaçaram de morte por conta de uma disputa por território na venda de gases medicinais para Prefeituras da região, cuja venda esconde um esquema milionário de desvio de recursos públicos.

Os dois foram denunciados à Justiça Federal de Marabá como os mentores deste esquema onde fraudavam licitações nos municípios de Marabá, Parauapebas e Xinguara. A investigação da PF detectou que os dois, nos últimos três anos, faturaram cerca de R$ 30 milhões de forma ilícita. Após mais de um ano e investigação da PF conseguiu levantar fortes indícios da participação deles neste esquema, bem como identificar que os dois principais acusados estariam se ameaçando mutuamente de morte.

Os dois empresários constam como foragidos já que há mandados de prisão preventivas decretados na Justiça Federal de Marabá por suposta participação deles neste esquema fraudulento. A operação “Asfixia” foi deflagrada no dia 14 de junho, em Xinguara, Marabá, Parauapebas e Belém. 

Naquela ocasião a Polícia Federal prendeu três empresários, Jairan Alves, Claudio Cabral e Cleiton Souza da Silva, além de arrestar bens patrimoniais que perfazem pelo menos R$ 10 milhões, além de outras três pessoas, presas temporariamente e que supostamente tiveram participação no esquema. (Ver Box).
  
Foi durante as investigações da Polícia Federal que já duram pelo menos um ano, os agentes detectaram que os dois principais empresários se desentenderam, sendo que o empresário 
Celso Pinheiro comentou, recentemente, na rede social Whats app, que se sente mais confortável em saber que está sendo procurado pela PF do que caçado por pistoleiros supostamente contratados pelo Eletro para lhe matar.

Ele deixa claro, neste diálogo que postou na rede social, que o “Eletro” pretende mandar lhe matar para tirar do ramo de revenda de gases medicinais, cuja área ele já atua há um bom tempo.

“Em breve os senhores vão tomar conhecimento de que o empresário Celso Pinheiro não tem nada a ver com nenhum esquema, tampouco montei consórcio com o meu pior inimigo que me quer tirar do ramo, quer mandar me matar, provarei que não tenho nada a ver com isso”, resumiu.

Celso Pinheiro comentou que pensou em comprar um carro blindado, mas segundo ele, a crise também lhe atingiu, entretanto trocava de carro constante para tentar evitar uma eventual embosca. 

“O pessoal não acredita, mas a situação não está fácil, senão comprava um carro blindado para tentar me livrar dos pistoleiros, que ele (Josimar Enéas) contratou para mandar me matar e tomar o meu lugar no fornecimento de gases”, garante.

Independentemente das alegações do empresário, tanto ele, quanto o Eletro seguem foragidos já que ainda constam mandados de prisão decretados pelo juiz titular da 2ª Vara Federal de Marabá, Heitor Moura Gomes.

Segundo a investigação da PF, os dois empresários são responsáveis em desviar recursos da ordem de 30 milhões, nos últimos três anos com o fornecimento de gases medicinais para as prefeituras da região. A investigação segue no sentido de tentar identificar, de fato qual a participação de cada um neste suposto esquema e quais os tentáculos deste articulado grupo criminoso.

Evidentemente, por se tratar de dois foragidos a reportagem não pode conversar com ambos, já que desconfiam estarem sendo monitorados, mas tivemos acesso aos dois diálogos postados por Celso Pinheiro na rede social whats app.

A menos que consigam reverter a decisão judicial do magistrado, os dois seguem foragidos e podem ser presos a qualquer momento pela Polícia Federal, já que estão sendo monitorados, segundo garantiu uma fonte fidedigna.



Asfixia deve levar mais gente pra cadeia



Ainda neste primeiro semestre deste ano a Polícia Federal deve dar continuidade à segunda fase da operação Asfixia que investiga um suposto esquema de fraude em licitação de Prefeituras da região.

Evidentemente que mais pessoas podem ser presas, entre funcionários de setores de licitação, bem como assessores e até mesmo políticos. A Polícia Federal não comenta quem seriam os novos, contudo, não descarta as novas prisões.


Na primeira fase desta operação, a PF cumpriu 51 mandados em Marabá, Xinguara, Belém e Parauapebas. Destes, cinco foram de prisões preventivas, que resultaram nas prisões de três empresários, sendo que os empresários Celso Pinheiro e Josimar da Costa, o “Eletro” estão foragidos.

Outras três prisões temporárias foram cumpridas, entre elas a prisão do advogado Wesley Rodrigues Costa Barreto, sendo que este último permaneceu preso até o último domingo (19) em Marabá, Elaine Maria Mendes, funcionária de Celso Pinheiro e o funcionário da Prefeitura de Parauapebas Adeildo Santos de Azevedo, este seria uma espécie de aliado do empresário Eletro e facilitava o acesso às licitações naquela Prefeitura. 


À quando da deflagração da operação “Asfixia” o delegado Ricardo Viana comentou que os acusados orquestraram um esquema onde direcionavam os certames licitatórios através da criação de exigências que só algumas empresas do grupo deles tinham e, dessa forma, venciam essas licitações.

Após esta primeira fase a empresa vencedora subcontratava as outras empresas que haviam participado da licitação e desta forma os contratos eram onerados em pelo menos 30%, sendo que o excedente era rateado entre os empresários. Ao final cada uma delas recebia uma fatia do ‘bolo’, sendo que nem sempre os gases eram oferecidos em sua totalidade às prefeituras.

Empresas – As empresas investigadas neste esquema são: WJE da Costa e Cia LTDA, Fredson da Silva Santos Eirelli-EPP, cujo nome fantasia é Oxicar, Oxigênio do Pará LTDA (Oxipar), cujo sócio principal é Claudio Cabral de Oliveira, que por sua vez é um dos representantes do empresário Celso Pinheiro, Gás Alves e Severo LTDA EPP e SSD empreendimentos, cujo dono é Cleiton Souza da Silva.

Em Marabá, segundo o que foi investigado pela Polícia Federal, a Oxipar venceu uma licitação contra a Gasnobre Indústria e Comércio de Gases LTDA, entretanto rateou pelo menos R$ 8,5 milhão com outras empresas que também concorreram no mesmo certame. 

Tais repasses, ainda de acordo com o que foi levantado pela Polícia Federal se deram por meio de “laranjas”, entre eles, Claudio Cabral que seria um preposto do empresário Celso Pinheiro.


Crise bem longe de falsos empresários



O grupo de empresários acusado de desviar recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), já que os gases medicinais são pagos com esta rubrica, leva uma vida de rei, numa clara demonstração de que a dita crise financeira nãos lhes atingiu.

A Polícia Federal conseguiu arrestar uma infinidade de bens, joias e dinheiro em moeda estrangeira, sendo dólar e euro. Algo em torno de R$ 50 mil foram apreendidos na casa do empresário Celso Pinheiro, que de tão rico, emprestava dinheiro a juros para terceiros. Ao todo, a PF confiscou do empresário, próximo de R$ 1,5 milhão entre dinheiro, joias e cheques pré-datados. 

Lista – A lista é grande de bens aprendidos, entre eles, uma lancha que pertence ao empresário Claudio Cabral, estimada em pelo menos R$ 700 mil.

Outra lancha de menor porte, pertencente ao empresário Eletro, além de três aviões, três helicópteros, duas motos de R$ 60 mil cada, dois carros camaros, estimados em pelo menos R$ 120 mil cada.
Além de um Jeep Cherokee, sendo que novo, o valor mínimo de mercado é na ordem de R$ 160 mil, um Jet ski, entre outros objetos que perfazem um valor aproximado de R$ 10 milhões.

Ao final deste processo, conforme informou o delegado Ricardo Viana, ainda por conta da operação asfixia, se ficar comprovado que o grupo amealhou os bens de forma ilegal, devem ser leiloados e o recurso destinado à União.

Por fim o policial deixou claro que a Polícia Federal não trabalhar com paixões políticas, tampouco levanta a bandeira de grupos, mas se da sociedade e o combate à corrupção segue como sendo meta numero zero na ordem de prioridades.

Justificou também que a apreensão dos bens dos acusados é medida premente, uma vez que para ele, não tinha sentido algum envidar um grande esforço na investigação e ao final não causar um prejuízo financeiro, pelo menos por enquanto aos acusados envolvidos no suposto esquema fraudulento.

“Esperamos provar a participação de cada um deles no esquema e apreender mais bens para que possam devolver à sociedade o dinheiro desviado covardemente da saúde”, conclui. (E.S.)

Operação asfixia: Empresário foragido se diz ameaçado de morte





Os dois principais empresários alvos da operação Asfixia, deflagrada este mês pela Polícia Federal, Josimar Enéas da Costa, o “Eletro”, de Marabá e Celso Pinheiro, de Xinguara, se ameaçaram de morte por conta de uma disputa por território na venda de gases medicinais para Prefeituras da região, cuja venda esconde um esquema milionário de desvio de recursos públicos.

Os dois foram denunciados à Justiça Federal de Marabá como os mentores deste esquema onde fraudavam licitações nos municípios de Marabá, Parauapebas e Xinguara. A investigação da PF detectou que os dois, nos últimos três anos, faturaram cerca de R$ 30 milhões de forma ilícita. Após mais de um ano e investigação da PF conseguiu levantar fortes indícios da participação deles neste esquema, bem como identificar que os dois principais acusados estariam se ameaçando mutuamente de morte.

Os dois empresários constam como foragidos já que há mandados de prisão preventivas decretados na Justiça Federal de Marabá por suposta participação deles neste esquema fraudulento. A operação “Asfixia” foi deflagrada no dia 14 de junho, em Xinguara, Marabá, Parauapebas e Belém. 

Naquela ocasião a Polícia Federal prendeu três empresários, Jairan Alves, Claudio Cabral e Cleiton Souza da Silva, além de arrestar bens patrimoniais que perfazem pelo menos R$ 10 milhões, além de outras três pessoas, presas temporariamente e que supostamente tiveram participação no esquema. (Ver Box).
  
Foi durante as investigações da Polícia Federal que já duram pelo menos um ano, os agentes detectaram que os dois principais empresários se desentenderam, sendo que o empresário 
Celso Pinheiro comentou, recentemente, na rede social Whats app, que se sente mais confortável em saber que está sendo procurado pela PF do que caçado por pistoleiros supostamente contratados pelo Eletro para lhe matar.

Ele deixa claro, neste diálogo que postou na rede social, que o “Eletro” pretende mandar lhe matar para tirar do ramo de revenda de gases medicinais, cuja área ele já atua há um bom tempo.

“Em breve os senhores vão tomar conhecimento de que o empresário Celso Pinheiro não tem nada a ver com nenhum esquema, tampouco montei consórcio com o meu pior inimigo que me quer tirar do ramo, quer mandar me matar, provarei que não tenho nada a ver com isso”, resumiu.

Celso Pinheiro comentou que pensou em comprar um carro blindado, mas segundo ele, a crise também lhe atingiu, entretanto trocava de carro constante para tentar evitar uma eventual embosca. 

“O pessoal não acredita, mas a situação não está fácil, senão comprava um carro blindado para tentar me livrar dos pistoleiros, que ele (Josimar Enéas) contratou para mandar me matar e tomar o meu lugar no fornecimento de gases”, garante.

Independentemente das alegações do empresário, tanto ele, quanto o Eletro seguem foragidos já que ainda constam mandados de prisão decretados pelo juiz titular da 2ª Vara Federal de Marabá, Heitor Moura Gomes.

Segundo a investigação da PF, os dois empresários são responsáveis em desviar recursos da ordem de 30 milhões, nos últimos três anos com o fornecimento de gases medicinais para as prefeituras da região. A investigação segue no sentido de tentar identificar, de fato qual a participação de cada um neste suposto esquema e quais os tentáculos deste articulado grupo criminoso.

Evidentemente, por se tratar de dois foragidos a reportagem não pode conversar com ambos, já que desconfiam estarem sendo monitorados, mas tivemos acesso aos dois diálogos postados por Celso Pinheiro na rede social whats app.

A menos que consigam reverter a decisão judicial do magistrado, os dois seguem foragidos e podem ser presos a qualquer momento pela Polícia Federal, já que estão sendo monitorados, segundo garantiu uma fonte fidedigna.



Asfixia deve levar mais gente pra cadeia



Ainda neste primeiro semestre deste ano a Polícia Federal deve dar continuidade à segunda fase da operação Asfixia que investiga um suposto esquema de fraude em licitação de Prefeituras da região.

Evidentemente que mais pessoas podem ser presas, entre funcionários de setores de licitação, bem como assessores e até mesmo políticos. A Polícia Federal não comenta quem seriam os novos, contudo, não descarta as novas prisões.


Na primeira fase desta operação, a PF cumpriu 51 mandados em Marabá, Xinguara, Belém e Parauapebas. Destes, cinco foram de prisões preventivas, que resultaram nas prisões de três empresários, sendo que os empresários Celso Pinheiro e Josimar da Costa, o “Eletro” estão foragidos.

Outras três prisões temporárias foram cumpridas, entre elas a prisão do advogado Wesley Rodrigues Costa Barreto, sendo que este último permaneceu preso até o último domingo (19) em Marabá, Elaine Maria Mendes, funcionária de Celso Pinheiro e o funcionário da Prefeitura de Parauapebas Adeildo Santos de Azevedo, este seria uma espécie de aliado do empresário Eletro e facilitava o acesso às licitações naquela Prefeitura. 


À quando da deflagração da operação “Asfixia” o delegado Ricardo Viana comentou que os acusados orquestraram um esquema onde direcionavam os certames licitatórios através da criação de exigências que só algumas empresas do grupo deles tinham e, dessa forma, venciam essas licitações.

Após esta primeira fase a empresa vencedora subcontratava as outras empresas que haviam participado da licitação e desta forma os contratos eram onerados em pelo menos 30%, sendo que o excedente era rateado entre os empresários. Ao final cada uma delas recebia uma fatia do ‘bolo’, sendo que nem sempre os gases eram oferecidos em sua totalidade às prefeituras.

Empresas – As empresas investigadas neste esquema são: WJE da Costa e Cia LTDA, Fredson da Silva Santos Eirelli-EPP, cujo nome fantasia é Oxicar, Oxigênio do Pará LTDA (Oxipar), cujo sócio principal é Claudio Cabral de Oliveira, que por sua vez é um dos representantes do empresário Celso Pinheiro, Gás Alves e Severo LTDA EPP e SSD empreendimentos, cujo dono é Cleiton Souza da Silva.

Em Marabá, segundo o que foi investigado pela Polícia Federal, a Oxipar venceu uma licitação contra a Gasnobre Indústria e Comércio de Gases LTDA, entretanto rateou pelo menos R$ 8,5 milhão com outras empresas que também concorreram no mesmo certame. 

Tais repasses, ainda de acordo com o que foi levantado pela Polícia Federal se deram por meio de “laranjas”, entre eles, Claudio Cabral que seria um preposto do empresário Celso Pinheiro.


Crise bem longe de falsos empresários



O grupo de empresários acusado de desviar recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), já que os gases medicinais são pagos com esta rubrica, leva uma vida de rei, numa clara demonstração de que a dita crise financeira nãos lhes atingiu.

A Polícia Federal conseguiu arrestar uma infinidade de bens, joias e dinheiro em moeda estrangeira, sendo dólar e euro. Algo em torno de R$ 50 mil foram apreendidos na casa do empresário Celso Pinheiro, que de tão rico, emprestava dinheiro a juros para terceiros. Ao todo, a PF confiscou do empresário, próximo de R$ 1,5 milhão entre dinheiro, joias e cheques pré-datados. 

Lista – A lista é grande de bens aprendidos, entre eles, uma lancha que pertence ao empresário Claudio Cabral, estimada em pelo menos R$ 700 mil.

Outra lancha de menor porte, pertencente ao empresário Eletro, além de três aviões, três helicópteros, duas motos de R$ 60 mil cada, dois carros camaros, estimados em pelo menos R$ 120 mil cada.
Além de um Jeep Cherokee, sendo que novo, o valor mínimo de mercado é na ordem de R$ 160 mil, um Jet ski, entre outros objetos que perfazem um valor aproximado de R$ 10 milhões.

Ao final deste processo, conforme informou o delegado Ricardo Viana, ainda por conta da operação asfixia, se ficar comprovado que o grupo amealhou os bens de forma ilegal, devem ser leiloados e o recurso destinado à União.

Por fim o policial deixou claro que a Polícia Federal não trabalhar com paixões políticas, tampouco levanta a bandeira de grupos, mas se da sociedade e o combate à corrupção segue como sendo meta numero zero na ordem de prioridades.

Justificou também que a apreensão dos bens dos acusados é medida premente, uma vez que para ele, não tinha sentido algum envidar um grande esforço na investigação e ao final não causar um prejuízo financeiro, pelo menos por enquanto aos acusados envolvidos no suposto esquema fraudulento.

“Esperamos provar a participação de cada um deles no esquema e apreender mais bens para que possam devolver à sociedade o dinheiro desviado covardemente da saúde”, conclui. (E.S.)

terça-feira, 14 de junho de 2016

Fraude milionária detectada pela PF

Carros como este Jeep comprado com dinheiro desviado do SUS

De igual modo esta suntuosa lancha com duas suítes

Documentos podem revelar a fraude milionária

Lanchinha moderna e cara de um dos empresários presos

Empresário mandou construir galpão para guardar regalos

Documentos e camionete ao fundo, de empresário milionário

Todos os bens foram apreendidos e estão à disposição da Justiça

Empresário ganhava fácil com empréstimos





Agentes da Polícia Federal deflagraram a operação “Asfixia” em Marabá, Paraupebas, Xinguara e Belém na manhã desta terça-feira (14). Os agentes detectaram que estava em andamento esquema milionário no fornecimento de fases medicinais para estas prefeituras. A PF identificou que entre 2013 e 2016 foi para o ralo da corrupção, pelo menos R$ 30 milhões. 

Segundo o delegado Ricardo Viana de Sousa os empresários montavam empresas de fachada que participavam das licitações e depois contratavam outras empresas para fornecer os fases medicinais e com isso o preço onerava aos  cofres públicos.

Pra se ter uma idéia, os órgãos de controle como o Coselho de Saúde de Parauapebas, detectou que em um único mês a empresa oxipar forneceu R$ 480 mil em gases para aquele município.

Como a investigação está apenas começando, o delegado federal comentou superficialmente a operação, uma vez que pode haver novos desdobramentos e mais pessoas presas.

Por enquanto foram três empresários presos, dois em Marabá, que são, Josimar Enéas da Costa e Claudio Cabral. De Parauapebas foi preso o empresário e agiota, Celso Pinheiro.

Além das prisões, a PF apreendeu uma infinidade de bens que ainda estão sendo catalogados. Tais patrimônios teriam sido comprados com dinheiro desviado no esquema fraudulento.

Entre os bens apreendidos constam pelo menos sete carros de luxo, entre jeeps, camionetes, lanchas, jet skys além de dois helicópteros e dois aviões. Todo o material deve ficar cautelado em poder da Justiça Federal.

Ao todo a PF cumpriu 51 mandados, sendo cinco de prisão preventiva que resultou na prisão dos três empresários, três prisões temporárias, nove de condução coercitiva, onde o acusado é obrigado a depor, além de 35 de busca e apreensão em cartórios, órgãos públicos e casas de funcionários públicos.


Diversos documentos e computadores foram apreendidos. O material deve ser periciado e em breve pode haver novas prisões, uma vez que a investigação, que já dura mais de um ano está apensas começando. 

“Com certeza há mais pessoas envolvidas no esquema e caso haja novas prisões iremos informar à sociedade”, garante o delegado Ricardo Viana informando que o passo seguinte é provar o envolvimento dos acusados na fraude para que possam ser condenados.

Os acusados devem ser indiciados pelos crimes de falsificação de documentos públicos, associação criminosa, corrupção ativa e passiva, estelionato, fraude em licitação, entre outros. Se forem condenados podem pegar de vinte a trinta anos de prisão. 

quarta-feira, 11 de maio de 2016

“Em momentos de crise aumenta a discriminação contra as mulheres nos meios de comunicação”



Jornalistas de 27 países reuniram-se em Barcelona para fomentar uma comunicação sem padrões patriarcais. Eles denunciaram os maus tratos informativos, machistas e humilhantes, sofridos pela presidenta Dilma Rousseff. A situação das mulheres refugiadas.

A reportagem é de Sonia Santoro e publicada por Página/12, 08-05-2016. A tradução é de André Langer.



“Fazemos um apelo às empresas jornalísticas e de comunicação para agirem contra as informações de caráter sexista e com padrões patriarcais, além de reverem os manuais de estilo para que reforcem a informação e comunicação com perspectiva de gênero e sobre os direitos das mulheres”. Assim se pronunciou o VI Encontro da Rede Internacional de Jornalistas com Visão de Gênero, que reuniu, em Barcelona, 157 jornalistas de 27 países. Além disso, reclamou maior cobertura informativa da situação das mulheres refugiadas e repudiou os “maus tratos informativos, enviesados, machistas e humilhantes de que tem sido vítima a presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, nos meios de comunicação massivos de seu país”.

No primeiro dia do encontro esteve presente a prefeita de Barcelona, Ada Colau, primeira mulher e feminista a ocupar esse posto. Seguiram-se dois dias de debate em que foram propostos temas específicos das diferentes realidades dos continentes participantes: América Latina e Caribe, Europa, Ásia e África. Assim como problemas e desafios comuns.

Entre outros, o Encontro deu conta da “discriminação e das violências sofridas pelas jornalistas e comunicadoras no mundo” e reclamou “uma representação não estereotipada das mulheres nos conteúdos informativos, dando voz às mulheres e refletindo toda a sua diversidade”.

Diante do descumprimento do parágrafo J dos Acordos da Conferência de Mulheres realizada em Pequim em 1995, que se refere ao papel dos meios de comunicação para alcançar a igualdade entre mulheres e varões, “solicitamos a criação de programas feministas e em defesa dos direitos das mulheres nos meios de comunicação, especialmente públicos, assim como o patrocínio efetivo para os que existem e surgirem”, diz o pronunciamento final.

O problema dos refugiados e refugiadas teve forte presença com a participação inclusive de algumas refugiadas, como Rawan al Bash, jornalista palestina da Síria e que vive atualmente na Espanha. “Quando se é palestina tem-se muitas coisas para explicar. Quando se é síria mais ainda, porque há uma guerra e as pessoas saem da Síria devido à violência do governo e do Estado Islâmico”, começou seu relato. Rawan contou que teve que deixar a Síria porque o governo a perseguia pelo fato de ser ativista.

Neste sentido, o Encontro manifestou que “rejeitamos as guerras que forçam o deslocamento das pessoas que buscam refúgio e pedimos a abertura de fronteiras, uma vez que emigrar é um direito humano reconhecido”. Além disso, exigiu “uma maior cobertura informativa da situação das mulheres refugiadas que as mostre como protagonistas e torne visíveis as violências às quais são submetidas. A comunicação praticamente nula das instituições europeias sobre a situação das refugiadas representa uma informação enviesada”.

Denunciou-se também o aumento da intimidação cibernética e as ameaças sofridas pelas mulheres jornalistas, pelo simples fato de serem mulheres no exercício da profissão.

Em momentos de crise “sempre se questiona o poder sobre a mulher e aumenta a violência contra as mulheres”, disseram as coordenadoras em fim de mandato. Entre elas, Liliana Hendel, pela Rede Internacional de Jornalistas com Visão de Gênero na Argentina, disse que “no mundo aumentaram espontaneamente os projetos voluntários em pequenas rádios e na internet, mas a ausência de jornalistas feministas (salvo casos isolados e muito raros) e de programas com enfoque de gênero nos meios audiovisuais massivos é flagrante”. “O maior problema é que nos convenceram de que já chegamos e que somos iguais. Cuidado com este discurso, porque é mentira”, disse também. Pela rede participaram, além disso, Miriam Bobadilla, Silvina Molina e esta cronista.

Entre as apresentações de temáticas pontuais, a mais mobilizante foi a de Carolina Escudero, argentina que mora em Barcelona e que comparou o roubo de bebês realizado durante a última ditadura na Argentina, com o que aconteceu durante o franquismo. “De acordo com dados, há 30 mil crianças roubadas; segundo os familiares, 100 mil”, disse. A presença de vários familiares que continuam procurando seus filhos e filhas comoveu todo o auditório da Universidade Pompeu Fabra.

Sara Mas, correspondente do Serviço de Notícias da Mulher da América Latina e do Caribe (SemLac) Cuba, falou sobre o trabalho jornalístico que estão fazendo para mostrar o impacto que as mudanças econômicas que estão se produzindo em seu país têm sobre as mulheres. “A maioria dos empregos não demanda altos níveis de educação, quando a maioria das pessoas formadas são mulheres”, disse. Os novos trabalhos “surgem com enunciados sexistas, pensados para mulheres e para varões”. “O desafio, como jornalistas, segue sendo inserir a reflexão e incidir em políticas públicas para mulheres”, disse.

Daniela Fuentes Moncada, do Equador, criticou os meios de comunicação pelo fato de abordarem a questão indígena como um todo homogêneo. “No meu país convivemos muitíssimas nacionalidades e etnias diferentes. É heterogêneo”, disse.

A pedido da brasileira Rachel Moreno, que denunciou um “retrocesso absoluto em todos os direitos alcançados” noBrasil durante os últimos anos, o Encontro fez um pronunciamento de apoio a Dilma Rousseff e de repúdio às tentativas de golpe. “Denunciamos e repudiamos os maus tratos informativos, enviesados, machistas e humilhantes de que foi vítima a presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, nos meios de comunicações de massa de seu país”, disse o comunicado. “Exigimos que se respeite a ordem institucional derivada do cumprimento do mandato da eleição presidencial de Dilma Rousseff”, prossegue. E, finalmente, rejeita “qualquer tentativa de golpe de Estado”.

No final do encontro, decidiu-se que o Brasil será a sede do próximo Encontro da Rede Internacional de Jornalistas com Visão de Gênero, em 2018.

Montserrat Minobis, presidenta da Rede Internacional de Mulheres Jornalistas e Comunicadoras da Catalunha, declarou que “saímos mais fortalecidas e com o objetivo de levar adiante projetos comuns e, como diz o manifesto, continuar a luta global contra a violência e a defesa dos direitos das mulheres, especialmente quanto à cultura da paz e a defesa das mulheres migradas e refugiadas”.

Meios de comunicação, estereótipos, precarização, violência, redes, jornalistas, gênero, refugiadas, migrantes, indígenas... palavras, categorias que foram nomeadas e debatidas durante três dias em Barcelona. Problemas e soluções que cada uma levou para o seu país de origem para tentar converter em leis, práticas, políticas com perspectiva de gênero.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Traficante zebrado flagrado com droga






Droga estava camuflada em caixas de papelão



Ogeis Almeida acabou preso

Delegados comemoram prisão de traficante

A apreensão da droga foi a maior deste ano 

Polícia realiza operação em barreira, prende traficante, e apreende pelo menos 70 tabletes de maconha; droga seria vendida em Marabá e Parauapebas.



Edinaldo Sousa - União de esforços, aliado à inteligência policial resultou na prisão de acusado de ser traficante no final da manhã desta segunda-feira (9). Trata-se de Ogeis Moura Almeida 38 anos.

Ele foi flagrado quando transitava dentro de um ônibus que seguia pela rodovia Transamazônica à altura do posto desativado da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Marabá. Além da bagagem normal, trazia consigo três caixas contendo maconha.


A operação policial foi coordenada pelos delegados Marcelo Delgado, Leandro Vilas Boas, Marcio Brasil Maio, todos de Marabá, e Gabriel Henrique Alves Costa, de Parauapebas, além de uma infinidade de investigadores dos dois municípios.

Evidentemente que a prisão é fruto de intensa investigação e inteligência, sendo que o acusado já estava sendo monitorado, muito embora a Polícia não fale abertamente a respeito da investigação.

De certo é que neste final de semana, conforme informou o delegado Gabriel Costa. “Recebemos uma ligação de um colaborador de Goiânia e fomos informados que o acusado seguia daquela capital pra Marabá com a droga”, relata.

A partir desta preciosa ligação, os policiais civis montaram uma barreira onde vários ônibus foram parados, sendo que em um deles o acusado seguia com a droga e os objetos pessoais.


“Assim que paramos o ônibus sentimos o cheiro forte da droga e após revistar todos os passageiros identificamos que as caixas estavam etiquetadas com o nome dele”, acrescenta o delegado Marcelo Delgado.

Ainda de acordo com o policial, a droga estava acondicionada em tabletes, pelo menos 70, dentro das três caixas bem como café em pó, que seria para ocultar o odor forte da erva, mas todo esse cuidado de nada adiantou, uma vez que os policiais perceberam que o acusado estava bastante nervoso.


Mesmo vendo o mundo desmoronar sobre a cabeça, o acusado negou ser o dono da droga e disse que estava vendendo cintos e outras bugigangas. “Mas não adianta negar, uma vez que as caixas estavam, etiquetadas com o nome dele, e por isso deve ser autuado por tráfico de drogas”, acrescenta Marcelo Delgado.


Droga seria vendida na região


Para a Polícia Civil a droga seria entregue em Marabá e Parauapebas, porém acusado, Ogeis Moura Almeida deve passar uma boa temporada atrás das grades, uma vez que o delegado plantonista Álvaro Luís Beltrão Ikeda ficou de autuá-lo por tráfico de drogas. 

A droga seria comercializada em Marabá e Parauapebas e renderia um bom dinheiro ao traficante, contudo o montante não foi repassado à imprensa.

Evidentemente que os passos do acusado já estavam sendo monitorados. Ele, na verdade, foi contratado para transportar a droga, mas alegou aos policiais que não tinha conhecimento do que estava carregando.

Alegações à parte, segundo o delegado Marcelo Delgado, Ogeis Almeida acabou se encalacrando todo com a Justiça. “Na verdade ele sabia sim o que estava fazendo, bem como iria receber dinheiro pelo transporte, mas acabou sendo preso”, comenta Marcelo Delgado.

Para policial, a prisão significou um duro baque no tráfico de drogas. “Com certeza ele teve um grande prejuízo”, afiança ressaltando que o combate ao tráfico de drogas é meta numero zero da Polícia Civil do sul e sudeste do Pará.

“Vamos continuar combatendo o tráfico de drogas, cujo crime enseja vários outros em Marabá e região”, conclui dizendo que a sociedade pode colaborar com a Polícia repassando informações seguras a respeito da atuação dos traficantes em Marabá e região. 


Para a imprensa, o acusado se fechou em copas e preferiu o silêncio. Nas pouquíssimas palavras que ele pronunciou alegou inocência e que a droga não seria dele. Ele ficou de ser transferido ainda nesta segunda-feira a uma cela da Central de Triagem de Marabá (CTM).

Furto de energia termina em prisão





Neste final de semana, policiais militares, perito do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves e eletricistas da Celpa, flagraram um posto de combustíveis que aparentemente estava com um ‘gato’ para desviar energia elétrica.

O dono, ou gerente do imóvel Marcelo Santos do Couto acabou sendo preso e autuado por furto qualificado pelo delegado Marcio Brasil Maio. Ainda na sexta-feira à tarde ele foi solto mediante pagamento de fiança de dez salários mínimos e deve responder ao crime em liberdade.

Uma fonte da Celpa informou que o perito Marcio Willie Pereira Moreira, após perícia no imóvel, situado na rua Floriano Peixoto, bairro São Félix, constatou que havia um dispositivo que fraudava o medidor elétrico e por conseguinte, furtava energia elétrica.

A Unidade Consumidor registrada em nome do empresário, 105874707 consta a suposta fraude. A prisão de Marcelo do Couto causou um grande rebuliço na Seccional Urbana da Nova, inclusive de pessoas influentes, todos questionando a ação policial e dos eletricistas da Celpa, entretanto tal movimentação em nada alterou o caso, uma vez que o acusado acabou sendo autuado por furto.

Não é de hoje que a equipe da Celpa está em Marabá fiscalizando e detectando a presença dos chamados ‘gatos’, que são maneiras escusas usadas para desviar energia elétrica. Vira e mexe, um fraudador é preso e processado.

Vale lembrar, porém que àquele que é flagrado com tais subterfúgios é preso, processado e no final, se condenado reembolsa a empresa concessionária de energia elétrica.

E enquanto não é flagrado o infrator, quem paga a conta, seguramente, são os outros consumidores, segundo adiantou outra fonte da Celpa, uma vez que toda a energia distribuída é cobrada, de um jeito, ou de outro.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Polícia ainda não desvendou morte de sogro e genro





As equipes da Polícia Civil e Marabá e Itupiranga, ainda não desvendaram a morte do pecuarista Edson Dias dos Santos 74 anos, assassinado no dia 25 de abril, às proximidades de uma clínica de doentes renais de Marabá, bem como do genro dele Roberto Borges Lima, o Robertinho 40 anos.

Os dois crimes têm algumas semelhanças. Uma delas é que os dois foram executados a tiros, sobretudo no tórax e cabeça no que convencionalmente a Polícia denomina de execução sumária.

As coincidências não param por ai, uma vez que o Robertinho foi morto quando participava do velório do sogro dele, cujo corpo foi velado na Vila Cajazeiras em UItupiranga um dia após ter sido morto em Marabá.

Tanto ele, quanto ao sogro, foram mortos por dois homens que estavam em motos. No caso do Robertinho, que era dono de uma fábrica de polpas de frutas em Brejo do Meio, ele foi morto por dois homens que estavam numa moto Bros vermelha, placa não anotada.

Chamou a atenção da Polícia o fato de os matadores, estarem tão confiantes, que sequer tiveram a preocupação em esconder os rostos, ou com capuz, ou com capacetes, como geralmente fazem os matadores que agem em Marabá e região.


Outro ponto levantado pela Polícia foi o fato de os dois matadores executarem a vítima em plena via pulica da Vila Cajazeiras, como se soubessem que ele estava participando de um velório do sogro.

Os dois crimes estão sendo investigadores pela titular da Divisão de Homicídios de Marabá (DHM) à frente a delegada Raissa Maria Soares Beleboni e a titular da Seccional Urbana de Itupiranga à frente Alice Lang.


O trabalho policial dois caso está em andamento, contudo as duas policiais são lacônicas quanto a atual fase dos trabalhos, bem como as linhas de trabalho que estão adotando para tentar esclarecer os dois casos.

Aparentemente, ou possivelmente os dois casos têm ligação direta, ou indireta, contudo somente uma investigação mais detalhada irá apontar o que está por trás destas duas mortes.