Polícia Militar identificou que Laércio Pereira matou, ou mandou matar mais de dez pessoas em Marabá
Edinaldo Sousa - O acusado de ser um dos maiores traficantes de Marabá, Laércio Pereira da Conceição, ao encabeçar a morte do também acusado de ter traficante, Fabiano de Oliveira Matos, morto no último domingo em Marabá, armou uma estratégia, até então inusitada para tentar ocultar o crime.
Ele, segundo informou o cabo Vanes Fernandes dos Santos, lotado na 26ª Zona de Policiamento Militar (Zpol), ligou os sons de dois carros em alto volume, próximo à casa da vítima, situada na rua 26 de julho rua 26 de julho, Quadra 36, Lote 15, bairro Independência.
Não contava, porém que vizinhos da vítima pudessem descrever as características dos dois carros. De posse dessa preciosa informação, o cabo juntamente com seus comandados conseguiu localizar os acusados.
O militar localizou Laércio Pereira, que por ocasião da abordagem forneceu o nome de Julio César Rodrigues, que estava com os amigos: Ozeas Soares de Araújo, Danilo de Oliveira e Wilson Oliveira Sousa.
Este seria o grupo, segundo a Polícia, o responsável por vários homicídios em Marabá, sendo que Laércio Pereira seria o responsável por boa parte da droga, especialmente o crack, que circula em Marabá e região.
Na outra ponta estaria o Fabiano Martins, que assumia, juntamente com Edimones Matos da Silva. Este, protagonizou um dos crimes mais escabrosos na história recente de Marabá.
Juntamente com outros comparsas, matou um vigilante e estuprou uma menor no assalto à Casa da Pizza, no dia 18 de agosto de 2004. Edimones ficou anos preso e agora estaria traficando. Ele integrava o grupo de Fabiano Matos.
Por sua vez, Laércio Pereira foi preso em agosto de 2006, acusado de ser traficante, mas passou pouco tempo preso.
Nesta prisão de domingo, segundo fonte segura, ele teria tentado subornar os policiais, mas acabou sendo apresentado e acusado de ter orquestrado e matado Fabiano Matos e, preso, fechou-se em copas e não quis conversar com a imprensa.
Contra este mesmo grupo, segundo o cabo Vanes dos Santos, pesa a morte de outro traficante, Gilberto Mendes, morto a tiros na madrugada de sábado em Marabá, crime ocorrido no final da avenida Tiradentes.
É a guerra sangrenta do tráfico que está em curso há muito tempo em Marabá, sendo que quem ousar contrariar os interesses de determinado traficante, ou tentar expandir o “mercado” é sumariamente assassinado.
Sendo que a maioria das mortes fica impune. A prisão dos quatro envolvidos neste homicídio se deu por conta da autuação diligente do cabo Vanes dos Santos, que ao receber as informações acerca dos carros coordenou um cerco e acabou localizando os suspeitos que estavam bebendo numa lanchonete de um posto de combustível, como se estivessem comemorando o crime.
Com os acusado o militar disse ter localizado duas pistolas, uma calibre 380, cromada, cuja arma é muita usada para matar as pessoas em Marabá e uma pistola calibre ponto 45, de uso restrito.
Os quatro, segundo o delegado Vinicius Cardoso das Neves foram autuados por homicídio. O delegado pediu exames de micro comparação balística das armas com os projéteis retirados do corpo de Fabiano Matos a fim de comparar, se de fato as armas encontradas com os acusados foram as mesmas usadas neste homicídio.
Os quatro acusados já foram transferidos para o Sistema Penal e estão presos no Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama).
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Guerra do tráfico em Marabá
Praticamente todos os dias traficantes matam na cidade
Edinaldo Sousa - Entre os crimes registrados neste final de semana em Marabá teve como vítima o metalúrgico e vigilante Fabiano de Oliveira Matos, 26 anos, morto a tiros na noite de domingo (1º).
Ele foi baleado quando estava dormindo na casa dele. O homicídio está sendo investigado pelo delegado Vinicius Cardoso das Neves e acredita que mais de uma pessoa pode ter participado desse crime.
Neste caso, paradoxalmente a muitos outros homicídios que aconteceram recentemente em Marabá, a Polícia prendeu quatro suspeitos.
Trata-se de Ozeas Soares de Araújo, Danilo de Oliveira, Wilson Oliveira Sousa e Júlio césar Rodrigues. O quarteto estava em um posto de combustíveis, às margens da rodovia Transamazônica, perímetro urbano da Cidade Nova.
A reportagem levantou que os “justiceiros” chegaram na casa da vítima, situada na rua 26 de julho, Quadra 36, Lote 15, bairro Independência, arrombaram a porta e atiraram na vítima.
Fabiano Matos ainda foi socorrido e levado para o Hospital Municipal de Marabá, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
Suspeitos presos com duas pistolas
Assim que este crime, cuja vítima foi Fabiano de Oliveira Matos foi consumado, vizinhos da vítima denunciaram à Polícia Militar que quatro pessoas em dois carros teriam sido os autores.
Um dos carros seria vermelho e que foi apreendido. Foram presos: Ozeas Soares de Araújo, Danilo de Oliveira, Wilson Oliveira Sousa e Júlio césar Rodrigues.
Policiais militares, segundo o delegado apreenderam um dos carros e dentro dele localizaram duas pistolas, uma de calibre 380 e outra calibre 45, de uso restrito.
A coincidência é que a descrição dos suspeitos é semelhante aos justiceiros, além das armas, que segundo o delegado, seria semelhante à usada no crime.
O delegado comentou que no palco do crime foram recolhidos estojos dos dois calibres, motivo pelo qual requereu exames de micro comparação balística com os projéteis retirados do corpo da vítima.
Posteriormente, o delegado, deve requerer exame de pólvora combusta nos acusados, o que deve acontecer somente na próxima quarta-feira, em função do feriado do dia de finados. (E.S.)
Tráfico de drogas pode estar por trás
O delegado Vinicius Cardoso das Neves não quis, adiantar qual teria sido a motivação para mais este homicídio em Marabá, contudo a reportagem apurou junto a algumas fontes, que o tráfico de drogas pode ser o responsável.
A vítima, mesmo trabalhando numa siderúrgica de Marabá, teria envolvimento com o tráfico de drogas. Uma parenta dele, que não se identificou, disse que Fabiano de Matos costumava andar com pessoas erradas, contudo não forneceu maiores detalhes acerca destas companhias.
Uma fonte segura garantiu que Fabiano Matos assumiu recentemente o posto no tráfico de drogas deixados por dois irmãos dele. Fábio (Fábio Doidão) e Flávio Pereira (Flávio Olho de Gato), mortos recentemente em Marabá.
Vale lembrar que a vítima, segundo outra fonte, havia sofrido atentado na tarde de sábado. Duas pessoas, numa moto passaram e atiraram em direção dele e no domingo, os justiceiros concluíram o intento.
Nenhum dos quatro acusados quis conversar com a imprensa. Ontem mesmo, antes mesmo do flagrante ser concluído o advogado Maurílio Ferreira já trabalhava para defendê-los.
O delegado Vinicius Cardoso das Neves autuou o quarteto, em princípio, por homicídio qualificado. “Vamos ver, após a conclusão dos laudos se refazemos, ou mantemos a qualificação”, comentou. (E.S.)
Traficante morto na “baixada”
A guerra silenciosa do tráfico, em curso há muito tempo em Marabá, fez mais uma vítima no município. Na madrugada de sábado, precisamente às 00h37 foi morto, Gilberto Mendes Barbosa, o Spol, 28, que morava na travessa Alves Maciel, Quadra 33, Lote 04, bairro Independência.
A vítima foi morta num terreno, no final da avenida Tiradentes. Vários tiros atingiram o corpo dele, porém um dos projéteis acertou o queixo da vítima e saiu no crânio. Restos de massa encefálica ficaram espalhados na grama.
O local onde aconteceu este homicídio, segundo moradores da área, é ponto de encontro de traficantes e usuários de drogas.
Quanto ao horário desse crime, 00h37, um dos moradores, que preferiu não se identificar, informou à reportagem, pois ainda estava acordado quando ouviu os tiros.
“Aqui a movimentação é intensa, há muitos usuários de drogas e ninguém aqui se atreve a sair a noite”, comentou dando como exemplo que no dia do crime estava acordado.
Ameaçado – A mãe da vítima, Maria Neci Barbosa disse em depoimento que o filho dele tinha sido ameaçado de morte.
Inclusive uma fonte segura informou que ela tinha dado dinheiro para ele ir embora de Marabá, porém não o fez.
Maria Barbosa, contudo não informou no depoimento o motivo de tais ameaças de morte. A reportagem levantou que o acusado estaria devendo para um traficante e pagou a dívida com a vida.
O caso deve ser remetido ao delegado Renato Lopes Taralo, lotado na Delegacia Distrital da Cidade Nova e tem grandes chances de se tornar mais um a cair no esquecimento e ficar na impunidade, face à falta de testemunhas para o caso. (E.S.)
Morto a tiros na madrugada
Os homicídios de sucedem em Marabá numa velocidade meteórica ao passo que as investigações prosseguem num ritmo bastante lento.
Praticamente todos os dias, uma ou mais pessoas são mortas, como características de execução, ou acerto de contas.
Neste último caso pode se enquadrar a morte do jovem José Pedro Lima 17. Segundo o depoimento da mãe dele, Lucileide de Lima Silva, ele foi morto a tiros quando estava às proximidades da boate Taj Mahal, na Folha 10, Nova Marabá.
Ela não soube dizer os motivos, tampouco o nome do suspeito deste crime, contudo em dado momento do depoimento dela na 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá, deixou escapar que o filho dela estaria envolvido em assaltos e em dois homicídios.
Talvez esteja ai a motivação de mais este homicídio. O caso deve ser investigado pela equipe da Divisão de Homicídios, à frente a delegada Adriana Sacramento Silva. (E.S.)
Edinaldo Sousa - Entre os crimes registrados neste final de semana em Marabá teve como vítima o metalúrgico e vigilante Fabiano de Oliveira Matos, 26 anos, morto a tiros na noite de domingo (1º).
Ele foi baleado quando estava dormindo na casa dele. O homicídio está sendo investigado pelo delegado Vinicius Cardoso das Neves e acredita que mais de uma pessoa pode ter participado desse crime.
Neste caso, paradoxalmente a muitos outros homicídios que aconteceram recentemente em Marabá, a Polícia prendeu quatro suspeitos.
Trata-se de Ozeas Soares de Araújo, Danilo de Oliveira, Wilson Oliveira Sousa e Júlio césar Rodrigues. O quarteto estava em um posto de combustíveis, às margens da rodovia Transamazônica, perímetro urbano da Cidade Nova.
A reportagem levantou que os “justiceiros” chegaram na casa da vítima, situada na rua 26 de julho, Quadra 36, Lote 15, bairro Independência, arrombaram a porta e atiraram na vítima.
Fabiano Matos ainda foi socorrido e levado para o Hospital Municipal de Marabá, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
Suspeitos presos com duas pistolas
Assim que este crime, cuja vítima foi Fabiano de Oliveira Matos foi consumado, vizinhos da vítima denunciaram à Polícia Militar que quatro pessoas em dois carros teriam sido os autores.
Um dos carros seria vermelho e que foi apreendido. Foram presos: Ozeas Soares de Araújo, Danilo de Oliveira, Wilson Oliveira Sousa e Júlio césar Rodrigues.
Policiais militares, segundo o delegado apreenderam um dos carros e dentro dele localizaram duas pistolas, uma de calibre 380 e outra calibre 45, de uso restrito.
A coincidência é que a descrição dos suspeitos é semelhante aos justiceiros, além das armas, que segundo o delegado, seria semelhante à usada no crime.
O delegado comentou que no palco do crime foram recolhidos estojos dos dois calibres, motivo pelo qual requereu exames de micro comparação balística com os projéteis retirados do corpo da vítima.
Posteriormente, o delegado, deve requerer exame de pólvora combusta nos acusados, o que deve acontecer somente na próxima quarta-feira, em função do feriado do dia de finados. (E.S.)
Tráfico de drogas pode estar por trás
O delegado Vinicius Cardoso das Neves não quis, adiantar qual teria sido a motivação para mais este homicídio em Marabá, contudo a reportagem apurou junto a algumas fontes, que o tráfico de drogas pode ser o responsável.
A vítima, mesmo trabalhando numa siderúrgica de Marabá, teria envolvimento com o tráfico de drogas. Uma parenta dele, que não se identificou, disse que Fabiano de Matos costumava andar com pessoas erradas, contudo não forneceu maiores detalhes acerca destas companhias.
Uma fonte segura garantiu que Fabiano Matos assumiu recentemente o posto no tráfico de drogas deixados por dois irmãos dele. Fábio (Fábio Doidão) e Flávio Pereira (Flávio Olho de Gato), mortos recentemente em Marabá.
Vale lembrar que a vítima, segundo outra fonte, havia sofrido atentado na tarde de sábado. Duas pessoas, numa moto passaram e atiraram em direção dele e no domingo, os justiceiros concluíram o intento.
Nenhum dos quatro acusados quis conversar com a imprensa. Ontem mesmo, antes mesmo do flagrante ser concluído o advogado Maurílio Ferreira já trabalhava para defendê-los.
O delegado Vinicius Cardoso das Neves autuou o quarteto, em princípio, por homicídio qualificado. “Vamos ver, após a conclusão dos laudos se refazemos, ou mantemos a qualificação”, comentou. (E.S.)
Traficante morto na “baixada”
A guerra silenciosa do tráfico, em curso há muito tempo em Marabá, fez mais uma vítima no município. Na madrugada de sábado, precisamente às 00h37 foi morto, Gilberto Mendes Barbosa, o Spol, 28, que morava na travessa Alves Maciel, Quadra 33, Lote 04, bairro Independência.
A vítima foi morta num terreno, no final da avenida Tiradentes. Vários tiros atingiram o corpo dele, porém um dos projéteis acertou o queixo da vítima e saiu no crânio. Restos de massa encefálica ficaram espalhados na grama.
O local onde aconteceu este homicídio, segundo moradores da área, é ponto de encontro de traficantes e usuários de drogas.
Quanto ao horário desse crime, 00h37, um dos moradores, que preferiu não se identificar, informou à reportagem, pois ainda estava acordado quando ouviu os tiros.
“Aqui a movimentação é intensa, há muitos usuários de drogas e ninguém aqui se atreve a sair a noite”, comentou dando como exemplo que no dia do crime estava acordado.
Ameaçado – A mãe da vítima, Maria Neci Barbosa disse em depoimento que o filho dele tinha sido ameaçado de morte.
Inclusive uma fonte segura informou que ela tinha dado dinheiro para ele ir embora de Marabá, porém não o fez.
Maria Barbosa, contudo não informou no depoimento o motivo de tais ameaças de morte. A reportagem levantou que o acusado estaria devendo para um traficante e pagou a dívida com a vida.
O caso deve ser remetido ao delegado Renato Lopes Taralo, lotado na Delegacia Distrital da Cidade Nova e tem grandes chances de se tornar mais um a cair no esquecimento e ficar na impunidade, face à falta de testemunhas para o caso. (E.S.)
Morto a tiros na madrugada
Os homicídios de sucedem em Marabá numa velocidade meteórica ao passo que as investigações prosseguem num ritmo bastante lento.
Praticamente todos os dias, uma ou mais pessoas são mortas, como características de execução, ou acerto de contas.
Neste último caso pode se enquadrar a morte do jovem José Pedro Lima 17. Segundo o depoimento da mãe dele, Lucileide de Lima Silva, ele foi morto a tiros quando estava às proximidades da boate Taj Mahal, na Folha 10, Nova Marabá.
Ela não soube dizer os motivos, tampouco o nome do suspeito deste crime, contudo em dado momento do depoimento dela na 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá, deixou escapar que o filho dela estaria envolvido em assaltos e em dois homicídios.
Talvez esteja ai a motivação de mais este homicídio. O caso deve ser investigado pela equipe da Divisão de Homicídios, à frente a delegada Adriana Sacramento Silva. (E.S.)
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Rua das Cacimbas se transformou na cracolândia marabaense
Cracolândia tem novo endereço
Edinaldo Sousa - Não é de hoje que a reportagem recebe denúncias de que a rua das Cacimbas, bairro Amapá se transformou na Nova Cracolândia de Marabá. Até bem pouco tempo o local conhecido por “Canela Fina” era o ponto de referência para quem quisesse comprar droga.
Com a ação contundente da Polícia os traficantes migraram para a rua das Cacimbas, sendo que muitos destes traficantes praticamente nasceram nesta rua, que era pacata e bastante bucólica e agora foi transformada em ponto de venda de crack e outros entorpecentes.
O início da rua tem geografia semelhante a uma viela de morro do Rio de Janeiro o que facilita a ação dos traficantes.
Diversas denúncias de moradores dão conta que os traficantes são velhos conhecidos da Polícia, porém sequer são importunados.
Menores são usados para vender drogas
A exemplo de diversas outras “bocas” em Marabá, os traficantes usam menores para vender a droga e cobram ao pé da letra a produção e quem não pagar é sumariamente morto.
Os menores ficaram escorados em escadarias, barrancos e do alto monitoram a entrada de carros e motos para a rua.
Funciona como se fosse um mercado no meio da rua. Os usuários são cercados em plena luz do dia e quem não usa droga sofre o constrangimento de ser importunado por um “avião” do tráfico oferecendo a “pedra”, ou o “verde”, como são chamadas o crack e a maconha. (E.S.)
Local funciona diuturnamente
Moradores que não querem ser
identificados com medo de represália, denunciam que as cenas da criminalidade são explícitas e os traficantes vendem droga diuturnamente. “O tráfico de drogas acontece à luz do dia e na frente de policiais” desabafa o morador.
O local é freqüentado por pessoas de todos os níveis sociais. “Sozinhos ou em grupos, adultos, adolescentes e idosos de diferentes classes sociais compram livremente a droga”, acrescenta outro morador.
Devido a movimentação intensa, a rua das Cacimbas está sendo apelidada de “Cracolândia” e é fácil entender a alcunha, pois alguns usuários “degustam” a droga no próprio local.
Recentemente, uma mulher passou dois dias usando drogas. O mais grave neste caso é que a usuária estava com uma criança. (E.S.)
Mercado livre a céu aberto
Quem não tiver dinheiro não tem problema, pois os traficantes “facilitam” o acesso à droga e aceitam objetos de valor que, posteriormente são revendidos.
Cena muito comum de se ver nesta rua são pessoas oferecendo objetos, principalmente celulares, provavelmente furtados, ou roubados. É um mercado livre marabaense.
Os “aviões” atravessam na frente das pessoas e escancaradamente oferecem a mercadoria a preço abaixo do mercado.
“O que é preciso fazer para acabar com o tráfico e o consumo de crack nessa área? Será que falta preparo aos policiais militares, será que o caso só é mesmo de polícia?”, questionam. (E.S.)
Denunciar não adianta
Por diversas vezes, muitos moradores desta rua ligam, ou ligaram para o sistema 190 e denunciaram a ação dos traficantes, mas misteriosamente, até então nenhuma ação mais contundente foi feita para tentar minimizar o problema, ou prender os envolvidos.
Os nomes dos traficantes, segundo estes moradores são de conhecimento da Polícia, porém diante da inércia, continuam livres e impunes. Dentre os traficantes que atuam naquela área, Claudio que seria o comandante, “Dila” e Doriel, subordinados.
Assim os criminosos se organização, se capitalizam, intimidam e ameaçam quem ousar denunciá-los. Tudo isso diante do braço curto do estado.
Outra desconfiança dos moradores é quanto a uma provável “aliança”, inclusive, por repetidas vezes, um destes moradores, ligou para o 190 a interlocutora se aborreceu, porém nenhuma viatura esteve no local para sequer checar a denúncia.
Ontem pela manhã, a reportagem deste jornal Opinião, manteve contato com o coronel Raimundo Cardoso de Souza Júnior e este ficou de conferir a denúncia e quem sabe montar uma equipe de buscas para tentar coibir a ação dos traficantes. (E.S.)
Rua é tradicional e tem várias entidades
A rua das Cacimbas é o que pode chama de local histórico. Moravam no local “Antonio Alves, conhecido “Tá na hora”, o falecido canoeiro “Domingos Saraiva dos Santos”, secretário de meio ambiente, José Scherer, dentre muitas outras pessoas.
Sem contar com o abandono que é secular. Houve promessas diversas de que a rua seria pavimentada, mas até então tudo não passou de promessas eleitoreiras.
A rua está literalmente formada por “costelas de vacas”. De igual forma estão em estado deploráveis as avenidas do Aeroporto e Espírito Santo.
Mesmo assim o bairro do Amapá, especialmente na rua das Cacimbas abriga entidades como a entidade espírita vale do Amanhecer.
Além do Centro Emaús, entidade mantida pela Igreja Católica e que, paradoxalmente, cuida de dependentes químicos.
A rigor o atendimento a estes pacientes é diminuto diante da quantidade de usuários de drogas, que se multiplicam igual erva daninha em jardim. (E.S.)
Invasão no assentamento Veneza
A estudante Rosa Nogueira da Silva ficou de denunciar na Delegacia de Conflitos Agrários de Marabá (Deca) que um lote rural de apenas sete alqueires foi ocupado. O lote fica no assentamento Veneza, em São João do Araguaia, sudeste do Pará.
Segundo ela, o colono Antonio Paulo se apossou da propriedade que está registrado em nome do falecido pai dela, Raimundo Honorato da Silva, morto no dia 20 de setembro de 2000.
Recentemente a jovem foi até a terra juntamente com a mãe dela, Maria Nogueira da Silva e detectaram que Antonio Paulo está morando na propriedade que é a única herança deixada pelo pai dela.
A jovem contou que ambas foram hostilizadas pelo ocupante indesejável e foi orientada a registrar ocorrência na Deca a fim de tentar obter na Justiça o direito à posse da terra.
Para tanto, porém, espera que o ocupante saia pacificamente da propriedade. Ela contou à reportagem que tomou conhecimento de um provável documento falso que dá direito à pose ao ocupante, porém garante que em momento algum a família dela vendeu, ou doou o lote para alguém.
“Só quero o que é nosso”, comenta deixando para a Justiça e à Deca mais esse conflito agrário para que possam resolver. (E.S.)
Formação a facão
Previsto para a próxima quarta-feira (3) a lotação dos novos 265 profissionais em segurança pública da Polícia Civil leiam-se, investigadores, escrivães e delegados que tiveram a chamada formação a facão, ou “policial pen drive”, como estão sendo chamados pelos próprios policiais mais antigos.
Tais apelidos ocorreram em função do breve período em que se submeteram. Após aprovados em provas de conhecimentos gerais e específicos foram para a Academia de Polícia e ficaram apenas 48 dias recebendo aulas práticas de situações que deveriam encontrar nas ruas.
Em anos anteriores esse período era de no mínimo dez meses e mesmo assim muitos policiais consideram pouco tempo.
Um conceituado investigador do Núcleo de Inteligência da Polícia (NIP) questiona essa formação e teme que aconteçam mais casos como os que a aconteceu no dia 10 em Altamira, ocasião em que o investigador Valdemir Lima foi baleado. “Isso é fruto do despreparo, e é perigoso para a sociedade”, alertou. (E.S.)
Empresária com o nome sujo
A micro empresária Geovana Souza Povoas, proprietária de uma pequena loja no bairro Liberdade reclamou na 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá a respeito de um crime de estelionato.
Um homônimo, ou uma pessoa que se passa por ela, teria comprado R$ 817,00 e não pagado a conta, num comércio de São Paulo sendo que o nome dela foi parar no Serasa.
Ele disse que nunca fez nenhuma compra em São Paulo, que alias nunca viajou até esta cidade. “Faço compras em Goiânia para abastecer a minha loja, mas estou tendo dificuldade, pois estou com o nome sujo”, lamenta.
Ela informou que há mais de uma década perdeu o CPF dela, porém nunca registrou ocorrência, talvez por isso esteja tendo essa perturbação.
Outro inconveniente a empresária passou recentemente, ocasião em que foi comprar uma moto em Marabá. Só conseguiu realizar a compra por conta de uma relação de amizade que tem com um vendedor.
“É constrangedor a pessoa não dever nada e passar vexame”, lamenta, dizendo esperar reaver o crédito dela e conseqüentemente retirar o nome dela do Serasa. (E.S.)
Traficantes presos na madrugada
Entre os poucos flagrantes registrados durante o plantão do delegado José Lênio Ferreira Duarte consta a prisão de duas pessoas acusadas de tráfico.
Tratam-se de Cleiton dos Santos Pereira e Flávio França da Silva, sendo que este último é foragido do Crama, tendo em vista que foi beneficiado com a saída temporária no final do ano.
Com os dois acusados a Polícia localizou uma sacola contendo pelo menos 150 gramas de uma erva que pode ser a canabis sativa, a popular maconha e uma trouxa contendo crack, além de 326,00.
Os dois foram presos num “cafofo” identificado pela Polícia como sendo “Casa dos artistas”, na Folha 34, Nova Marabá.
Ambos negaram ser donos da droga, mas independentemente das alegações o delegado autuou ambos com base no artigo 33, da Lei 11.343. (E.S.)
Fotos (Luiza Lima e Alex Júnior)
Dona de casa procura filho
Desespero é pouco para definir o sofrimento pelo qual a dona de casa, Luiza Moreira Lima 48 está passando. Tudo por conta do súbito desaparecimento do filho dela, o vaqueiro Alex Júnior Lima de Araújo 20 anos.
O vaqueiro, segundo ela, trabalhava na fazenda Lara em Itupiranga, de onde pode ter desaparecido. Ela, que mora na fazenda Nossa Senhora Aparecida, no estado do Tocantins, contou que há 16 dias está em Marabá para tentar localizar o filho, mas até então todos os esforços foram em vão.
Contou que procurou o dono desta fazenda, Marco Aurélio, mas este teria lhe tratado mal e não informado o paradeiro do filho.
Diante de tantas idas e vindas, a dona de casa procurou apoio na 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá, mas até ontem nenhuma informação concreta tinha conseguido.
Ao contrário, a mulher chorava copiosamente ao tomar conhecimento que ontem uma equipe de policiais não iria até a fazenda, o que deve acontecer somente hoje pela manhã.
O próprio delegado superintendente, José Casemiro Beltrão da Silva Júnior ficou de encabeçar a missão e tentar localizar a fazenda e levantar informações a respeito do filho dela. “Vamos tentar”, comentou. (E.S.)
Edinaldo Sousa - Não é de hoje que a reportagem recebe denúncias de que a rua das Cacimbas, bairro Amapá se transformou na Nova Cracolândia de Marabá. Até bem pouco tempo o local conhecido por “Canela Fina” era o ponto de referência para quem quisesse comprar droga.
Com a ação contundente da Polícia os traficantes migraram para a rua das Cacimbas, sendo que muitos destes traficantes praticamente nasceram nesta rua, que era pacata e bastante bucólica e agora foi transformada em ponto de venda de crack e outros entorpecentes.
O início da rua tem geografia semelhante a uma viela de morro do Rio de Janeiro o que facilita a ação dos traficantes.
Diversas denúncias de moradores dão conta que os traficantes são velhos conhecidos da Polícia, porém sequer são importunados.
Menores são usados para vender drogas
A exemplo de diversas outras “bocas” em Marabá, os traficantes usam menores para vender a droga e cobram ao pé da letra a produção e quem não pagar é sumariamente morto.
Os menores ficaram escorados em escadarias, barrancos e do alto monitoram a entrada de carros e motos para a rua.
Funciona como se fosse um mercado no meio da rua. Os usuários são cercados em plena luz do dia e quem não usa droga sofre o constrangimento de ser importunado por um “avião” do tráfico oferecendo a “pedra”, ou o “verde”, como são chamadas o crack e a maconha. (E.S.)
Local funciona diuturnamente
Moradores que não querem ser
identificados com medo de represália, denunciam que as cenas da criminalidade são explícitas e os traficantes vendem droga diuturnamente. “O tráfico de drogas acontece à luz do dia e na frente de policiais” desabafa o morador.
O local é freqüentado por pessoas de todos os níveis sociais. “Sozinhos ou em grupos, adultos, adolescentes e idosos de diferentes classes sociais compram livremente a droga”, acrescenta outro morador.
Devido a movimentação intensa, a rua das Cacimbas está sendo apelidada de “Cracolândia” e é fácil entender a alcunha, pois alguns usuários “degustam” a droga no próprio local.
Recentemente, uma mulher passou dois dias usando drogas. O mais grave neste caso é que a usuária estava com uma criança. (E.S.)
Mercado livre a céu aberto
Quem não tiver dinheiro não tem problema, pois os traficantes “facilitam” o acesso à droga e aceitam objetos de valor que, posteriormente são revendidos.
Cena muito comum de se ver nesta rua são pessoas oferecendo objetos, principalmente celulares, provavelmente furtados, ou roubados. É um mercado livre marabaense.
Os “aviões” atravessam na frente das pessoas e escancaradamente oferecem a mercadoria a preço abaixo do mercado.
“O que é preciso fazer para acabar com o tráfico e o consumo de crack nessa área? Será que falta preparo aos policiais militares, será que o caso só é mesmo de polícia?”, questionam. (E.S.)
Denunciar não adianta
Por diversas vezes, muitos moradores desta rua ligam, ou ligaram para o sistema 190 e denunciaram a ação dos traficantes, mas misteriosamente, até então nenhuma ação mais contundente foi feita para tentar minimizar o problema, ou prender os envolvidos.
Os nomes dos traficantes, segundo estes moradores são de conhecimento da Polícia, porém diante da inércia, continuam livres e impunes. Dentre os traficantes que atuam naquela área, Claudio que seria o comandante, “Dila” e Doriel, subordinados.
Assim os criminosos se organização, se capitalizam, intimidam e ameaçam quem ousar denunciá-los. Tudo isso diante do braço curto do estado.
Outra desconfiança dos moradores é quanto a uma provável “aliança”, inclusive, por repetidas vezes, um destes moradores, ligou para o 190 a interlocutora se aborreceu, porém nenhuma viatura esteve no local para sequer checar a denúncia.
Ontem pela manhã, a reportagem deste jornal Opinião, manteve contato com o coronel Raimundo Cardoso de Souza Júnior e este ficou de conferir a denúncia e quem sabe montar uma equipe de buscas para tentar coibir a ação dos traficantes. (E.S.)
Rua é tradicional e tem várias entidades
A rua das Cacimbas é o que pode chama de local histórico. Moravam no local “Antonio Alves, conhecido “Tá na hora”, o falecido canoeiro “Domingos Saraiva dos Santos”, secretário de meio ambiente, José Scherer, dentre muitas outras pessoas.
Sem contar com o abandono que é secular. Houve promessas diversas de que a rua seria pavimentada, mas até então tudo não passou de promessas eleitoreiras.
A rua está literalmente formada por “costelas de vacas”. De igual forma estão em estado deploráveis as avenidas do Aeroporto e Espírito Santo.
Mesmo assim o bairro do Amapá, especialmente na rua das Cacimbas abriga entidades como a entidade espírita vale do Amanhecer.
Além do Centro Emaús, entidade mantida pela Igreja Católica e que, paradoxalmente, cuida de dependentes químicos.
A rigor o atendimento a estes pacientes é diminuto diante da quantidade de usuários de drogas, que se multiplicam igual erva daninha em jardim. (E.S.)
Invasão no assentamento Veneza
A estudante Rosa Nogueira da Silva ficou de denunciar na Delegacia de Conflitos Agrários de Marabá (Deca) que um lote rural de apenas sete alqueires foi ocupado. O lote fica no assentamento Veneza, em São João do Araguaia, sudeste do Pará.
Segundo ela, o colono Antonio Paulo se apossou da propriedade que está registrado em nome do falecido pai dela, Raimundo Honorato da Silva, morto no dia 20 de setembro de 2000.
Recentemente a jovem foi até a terra juntamente com a mãe dela, Maria Nogueira da Silva e detectaram que Antonio Paulo está morando na propriedade que é a única herança deixada pelo pai dela.
A jovem contou que ambas foram hostilizadas pelo ocupante indesejável e foi orientada a registrar ocorrência na Deca a fim de tentar obter na Justiça o direito à posse da terra.
Para tanto, porém, espera que o ocupante saia pacificamente da propriedade. Ela contou à reportagem que tomou conhecimento de um provável documento falso que dá direito à pose ao ocupante, porém garante que em momento algum a família dela vendeu, ou doou o lote para alguém.
“Só quero o que é nosso”, comenta deixando para a Justiça e à Deca mais esse conflito agrário para que possam resolver. (E.S.)
Formação a facão
Previsto para a próxima quarta-feira (3) a lotação dos novos 265 profissionais em segurança pública da Polícia Civil leiam-se, investigadores, escrivães e delegados que tiveram a chamada formação a facão, ou “policial pen drive”, como estão sendo chamados pelos próprios policiais mais antigos.
Tais apelidos ocorreram em função do breve período em que se submeteram. Após aprovados em provas de conhecimentos gerais e específicos foram para a Academia de Polícia e ficaram apenas 48 dias recebendo aulas práticas de situações que deveriam encontrar nas ruas.
Em anos anteriores esse período era de no mínimo dez meses e mesmo assim muitos policiais consideram pouco tempo.
Um conceituado investigador do Núcleo de Inteligência da Polícia (NIP) questiona essa formação e teme que aconteçam mais casos como os que a aconteceu no dia 10 em Altamira, ocasião em que o investigador Valdemir Lima foi baleado. “Isso é fruto do despreparo, e é perigoso para a sociedade”, alertou. (E.S.)
Empresária com o nome sujo
A micro empresária Geovana Souza Povoas, proprietária de uma pequena loja no bairro Liberdade reclamou na 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá a respeito de um crime de estelionato.
Um homônimo, ou uma pessoa que se passa por ela, teria comprado R$ 817,00 e não pagado a conta, num comércio de São Paulo sendo que o nome dela foi parar no Serasa.
Ele disse que nunca fez nenhuma compra em São Paulo, que alias nunca viajou até esta cidade. “Faço compras em Goiânia para abastecer a minha loja, mas estou tendo dificuldade, pois estou com o nome sujo”, lamenta.
Ela informou que há mais de uma década perdeu o CPF dela, porém nunca registrou ocorrência, talvez por isso esteja tendo essa perturbação.
Outro inconveniente a empresária passou recentemente, ocasião em que foi comprar uma moto em Marabá. Só conseguiu realizar a compra por conta de uma relação de amizade que tem com um vendedor.
“É constrangedor a pessoa não dever nada e passar vexame”, lamenta, dizendo esperar reaver o crédito dela e conseqüentemente retirar o nome dela do Serasa. (E.S.)
Traficantes presos na madrugada
Entre os poucos flagrantes registrados durante o plantão do delegado José Lênio Ferreira Duarte consta a prisão de duas pessoas acusadas de tráfico.
Tratam-se de Cleiton dos Santos Pereira e Flávio França da Silva, sendo que este último é foragido do Crama, tendo em vista que foi beneficiado com a saída temporária no final do ano.
Com os dois acusados a Polícia localizou uma sacola contendo pelo menos 150 gramas de uma erva que pode ser a canabis sativa, a popular maconha e uma trouxa contendo crack, além de 326,00.
Os dois foram presos num “cafofo” identificado pela Polícia como sendo “Casa dos artistas”, na Folha 34, Nova Marabá.
Ambos negaram ser donos da droga, mas independentemente das alegações o delegado autuou ambos com base no artigo 33, da Lei 11.343. (E.S.)
Fotos (Luiza Lima e Alex Júnior)
Dona de casa procura filho
Desespero é pouco para definir o sofrimento pelo qual a dona de casa, Luiza Moreira Lima 48 está passando. Tudo por conta do súbito desaparecimento do filho dela, o vaqueiro Alex Júnior Lima de Araújo 20 anos.
O vaqueiro, segundo ela, trabalhava na fazenda Lara em Itupiranga, de onde pode ter desaparecido. Ela, que mora na fazenda Nossa Senhora Aparecida, no estado do Tocantins, contou que há 16 dias está em Marabá para tentar localizar o filho, mas até então todos os esforços foram em vão.
Contou que procurou o dono desta fazenda, Marco Aurélio, mas este teria lhe tratado mal e não informado o paradeiro do filho.
Diante de tantas idas e vindas, a dona de casa procurou apoio na 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá, mas até ontem nenhuma informação concreta tinha conseguido.
Ao contrário, a mulher chorava copiosamente ao tomar conhecimento que ontem uma equipe de policiais não iria até a fazenda, o que deve acontecer somente hoje pela manhã.
O próprio delegado superintendente, José Casemiro Beltrão da Silva Júnior ficou de encabeçar a missão e tentar localizar a fazenda e levantar informações a respeito do filho dela. “Vamos tentar”, comentou. (E.S.)
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Pará precisa desativar contêineres em prisões
O Estado do Pará precisa desativar os contêineres (celas metálicas) onde são alojados presos em penitenciárias. A afirmação foi feita pelo conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Walter Nunes por ocasião do encerramento do mutirão carcerário do Pará.
Segundo Nunes, que é supervisor do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (DMF/CNJ), é “inadmissível” o uso das celas metálicas em unidades penitenciárias paraense.
“O Judiciário precisa intervir e não aceitar mais isso”, afirmou, lembrando que a responsabilidade pelas unidades prisionais é do Poder Executivo. Para melhorar as condições de aprisionamento nas unidades inspecionadas pelo CNJ na última quinta-feira (21) na Grande Belém, o conselheiro defendeu que o Governo do Estado do Pará assine um termo de compromisso em que detalhe um cronograma para a desativação dos contêineres nas prisões.
Na Penitenciária Estadual Metropolitana 1 e 2, foram constatadas falta de higiene e altas temperaturas a que os presos são submetidos dentro das instalações metálicas utilizadas no Pará desde 2005. Mutirão – Segundo dados preliminares, o mutirão carcerário realizado desde 15 de setembro no Pará, analisou mais de 3.000 processos, resultando na concessão de pelo menos 450 benefícios, sendo 166 liberdades.
O balanço ainda não inclui os dados referentes aos presos provisórios. Nas inspeções realizadas nas unidades prisionais, a equipe do programa constatou uma série de problemas, como superlotação, más condições de infraestrutura das penitenciárias, elevado número de presos provisórios aguardando julgamento e outros deficiências também verificadas no sistema carcerário de outras unidades da Federação.
O conselheiro Walter Nunes destacou o alto número de presos provisórios que ocupam as penitenciárias paraenses – cerca de 60%, superior à média nacional (49%) e de outros países (20%).
Juiz auxiliar do DMF/CNJ, Márcio Fraga, lembrou que o caráter do mutirão é propositivo. “Nosso objetivo não é apontar culpados, é propor soluções”, explicou.
Eficiência – No intuito de melhorar a situação no Estado, o TJPA assinou, na sexta-feira (22/10), termo de adesão ao Projeto Eficiência.
A iniciativa tem por objetivo aprimorar a prestação jurisdicional no que se refere ao trabalho da Vara de Execuções Penais (VEP).
O CNJ enviou ao Pará seis servidores de tribunais de diferentes estados para conduzir o projeto de melhora da estrutura física da VEP de Belém, auxiliando na implantação de boas práticas, como divisão equânime de tarefas entre servidores, padronização de procedimentos e de mensuração de etapas para aferir os progressos obtidos. “A VEP de Belém foi escolhida por concentrar a maior parte de processos de presos definitivos”, afirmou Fraga.
Manuel Carlos Montenegro / Mariana Braga
Segundo Nunes, que é supervisor do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (DMF/CNJ), é “inadmissível” o uso das celas metálicas em unidades penitenciárias paraense.
“O Judiciário precisa intervir e não aceitar mais isso”, afirmou, lembrando que a responsabilidade pelas unidades prisionais é do Poder Executivo. Para melhorar as condições de aprisionamento nas unidades inspecionadas pelo CNJ na última quinta-feira (21) na Grande Belém, o conselheiro defendeu que o Governo do Estado do Pará assine um termo de compromisso em que detalhe um cronograma para a desativação dos contêineres nas prisões.
Na Penitenciária Estadual Metropolitana 1 e 2, foram constatadas falta de higiene e altas temperaturas a que os presos são submetidos dentro das instalações metálicas utilizadas no Pará desde 2005. Mutirão – Segundo dados preliminares, o mutirão carcerário realizado desde 15 de setembro no Pará, analisou mais de 3.000 processos, resultando na concessão de pelo menos 450 benefícios, sendo 166 liberdades.
O balanço ainda não inclui os dados referentes aos presos provisórios. Nas inspeções realizadas nas unidades prisionais, a equipe do programa constatou uma série de problemas, como superlotação, más condições de infraestrutura das penitenciárias, elevado número de presos provisórios aguardando julgamento e outros deficiências também verificadas no sistema carcerário de outras unidades da Federação.
O conselheiro Walter Nunes destacou o alto número de presos provisórios que ocupam as penitenciárias paraenses – cerca de 60%, superior à média nacional (49%) e de outros países (20%).
Juiz auxiliar do DMF/CNJ, Márcio Fraga, lembrou que o caráter do mutirão é propositivo. “Nosso objetivo não é apontar culpados, é propor soluções”, explicou.
Eficiência – No intuito de melhorar a situação no Estado, o TJPA assinou, na sexta-feira (22/10), termo de adesão ao Projeto Eficiência.
A iniciativa tem por objetivo aprimorar a prestação jurisdicional no que se refere ao trabalho da Vara de Execuções Penais (VEP).
O CNJ enviou ao Pará seis servidores de tribunais de diferentes estados para conduzir o projeto de melhora da estrutura física da VEP de Belém, auxiliando na implantação de boas práticas, como divisão equânime de tarefas entre servidores, padronização de procedimentos e de mensuração de etapas para aferir os progressos obtidos. “A VEP de Belém foi escolhida por concentrar a maior parte de processos de presos definitivos”, afirmou Fraga.
Manuel Carlos Montenegro / Mariana Braga
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Incra cria assentamentos em Goianésia
A Superintendência Regional do Incra do Sul do Pará criou dois projetos de assentamento no município de Goianésia do Pará. Com a publicação no Diário Oficial da União desta segunda-feira (25), cento e sessenta famílias serão contempladas.
As áreas das antigas fazendas Santa Paula e São Sebastião foram transformadas em projetos de assentamento (PA) de mesmo nome. A primeira, com 5.568 hectares, abrigará 110 famílias de agricultores rurais e a segunda, com pouco mais de 2.850 hectares, serão criados 60 lotes.
A agricultora familiar Maria José Silva Pereira não esconde a alegria de ter seu próprio pedaço de chão. “Você nem imagina a alegria que a gente está sentido! Saber que agora vai ter o nosso pedaço de chão para plantar, sem medo, depois de tanta luta”, declara.
Casada e mãe de dois filhos, Maria José disse estar muito agradecida a Deus por conseguir conquistar o sonho da família e dos companheiros de acampamento após cinco anos debaixo da lona. Agora ela será assentada no Projeto de Assentamento Santa Paula.
Cada umas das 160 famílias assentadas terá direito a acessar os recursos do Crédito Instalação em diversas modalidades, que somadas alcançam R$ 29.400,00. Lembrando que todos estes créditos é a fundo perdido, ou seja o colono não paga nada.
As áreas das antigas fazendas Santa Paula e São Sebastião foram transformadas em projetos de assentamento (PA) de mesmo nome. A primeira, com 5.568 hectares, abrigará 110 famílias de agricultores rurais e a segunda, com pouco mais de 2.850 hectares, serão criados 60 lotes.
A agricultora familiar Maria José Silva Pereira não esconde a alegria de ter seu próprio pedaço de chão. “Você nem imagina a alegria que a gente está sentido! Saber que agora vai ter o nosso pedaço de chão para plantar, sem medo, depois de tanta luta”, declara.
Casada e mãe de dois filhos, Maria José disse estar muito agradecida a Deus por conseguir conquistar o sonho da família e dos companheiros de acampamento após cinco anos debaixo da lona. Agora ela será assentada no Projeto de Assentamento Santa Paula.
Cada umas das 160 famílias assentadas terá direito a acessar os recursos do Crédito Instalação em diversas modalidades, que somadas alcançam R$ 29.400,00. Lembrando que todos estes créditos é a fundo perdido, ou seja o colono não paga nada.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Formação a facão
Os novos 265 profissionais em segurança pública da Polícia Civil leiam-se, investigadores, escrivães e delegados, tiveram a chamada formação a facão.
Após aprovados em provas de conhecimentos gerais e específicos foram para a Academia de Polícia e ficaram apenas 45 dias recebendo aulas práticas de situações que deveriam encontrar nas ruas, assim como o manuseio e o uso de armas da fogo.
Em anos anteriores esse período era de no mínimo dez meses e mesmo assim muitos policiais consideram pouco tempo.
Um conceituado investigador do Núcleo de Inteligência da Polícia (NIP) questiona essa formação e teme que aconteçam mais casos como os que a aconteceu no dia 10 em Altamira, ocasião em que o investigador Valdemir Lima foi baleado e morreu recentemente. “Isso é fruto do despreparo, e é perigoso para a sociedade”, alertou.
Após aprovados em provas de conhecimentos gerais e específicos foram para a Academia de Polícia e ficaram apenas 45 dias recebendo aulas práticas de situações que deveriam encontrar nas ruas, assim como o manuseio e o uso de armas da fogo.
Em anos anteriores esse período era de no mínimo dez meses e mesmo assim muitos policiais consideram pouco tempo.
Um conceituado investigador do Núcleo de Inteligência da Polícia (NIP) questiona essa formação e teme que aconteçam mais casos como os que a aconteceu no dia 10 em Altamira, ocasião em que o investigador Valdemir Lima foi baleado e morreu recentemente. “Isso é fruto do despreparo, e é perigoso para a sociedade”, alertou.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
CNJ encontra presos em cointêneres no Pará
Uma comissão liderada pelo conselheiro Walter Nunes, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), inspecionou cinco unidades prisionais na Região Metropolitana de Belém no último final de semana. Ele esteve acompanhado dos juízes: Marcio Fraga e Reinaldo Cintra e Vinicius Paz Leão.
O objetivo da inspeção do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (DMF/CNJ) foi verificar as condições em que os presos são mantidos e chamar a atenção da sociedade para a necessidade de mudanças no sistema carcerário nacional.
No Presídio Estadual Metropolitano Unidade 1 (PEM 1) os juízes encontraram presos vivendo em celas dentro de contêineres, o que o conselheiro Walter Nunes classificou como “inadmissível”. “O Brasil já assumiu compromissos internacionais – alguns no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU) – de condições mínimas de tratamento da população penitenciária”, lembrou o conselheiro.
Na unidade feminina conhecida como “Primavera”, os juízes verificaram que as celas dentro de contêineres foram esvaziadas nos últimos dias. Segundo a direção da unidade, o local será transformado em área para realização de oficinas de capacitação profissional.
Também não foram encontrados prisioneiros na Delegacia do município de Marituba, na Grande Belém. Os 37 presos que superlotavam uma cela improvisada nos fundos da repartição foram transferidos para outras unidades do sistema penitenciário dias antes da inspeção do CNJ. Segundo o juiz coordenador do mutirão, Vinicius Paz Leão, as altas temperaturas dentro da cela se comparavam as de um forno.
Adolescentes - Alem das prisões para adultos, os juízes visitaram mais duas unidades de internação de adolescentes em conflito com a lei em Telegráfo e Val-de-Cans, bairros da capital paraense, como parte do trabalho do programa Medida Justa, que analisa a aplicação das medidas sócio educativas em todo o país. (Manuel Montenegro - Agência CNJ de Notícias)
O objetivo da inspeção do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (DMF/CNJ) foi verificar as condições em que os presos são mantidos e chamar a atenção da sociedade para a necessidade de mudanças no sistema carcerário nacional.
No Presídio Estadual Metropolitano Unidade 1 (PEM 1) os juízes encontraram presos vivendo em celas dentro de contêineres, o que o conselheiro Walter Nunes classificou como “inadmissível”. “O Brasil já assumiu compromissos internacionais – alguns no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU) – de condições mínimas de tratamento da população penitenciária”, lembrou o conselheiro.
Na unidade feminina conhecida como “Primavera”, os juízes verificaram que as celas dentro de contêineres foram esvaziadas nos últimos dias. Segundo a direção da unidade, o local será transformado em área para realização de oficinas de capacitação profissional.
Também não foram encontrados prisioneiros na Delegacia do município de Marituba, na Grande Belém. Os 37 presos que superlotavam uma cela improvisada nos fundos da repartição foram transferidos para outras unidades do sistema penitenciário dias antes da inspeção do CNJ. Segundo o juiz coordenador do mutirão, Vinicius Paz Leão, as altas temperaturas dentro da cela se comparavam as de um forno.
Adolescentes - Alem das prisões para adultos, os juízes visitaram mais duas unidades de internação de adolescentes em conflito com a lei em Telegráfo e Val-de-Cans, bairros da capital paraense, como parte do trabalho do programa Medida Justa, que analisa a aplicação das medidas sócio educativas em todo o país. (Manuel Montenegro - Agência CNJ de Notícias)
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