NIP e GPE desarticulam quadrilhas em Marabá e Parauapebas
Edinaldo Sousa
Quando a inteligência se alia à força os resultados aparecem no setor de segurança pública do Pará, tão criticado ultimamente.
Policiais civis do Núcleo de Inteligência da Polícia (NIP) e do Grupo de Pronto Emprego (GPE), considerados a elite da Polícia prenderam esta semana duas quadrilhas que pretendiam roubar em Parauapebas e Marabá.
Neste último município foram presos: Antonio Alves do Amaral, ou Márcio Alves do Amaral, 28, Fábio Gomes Pereira da Silva, 27 e Tiago Lopes da Silva 21 anos.
O trio estava na casa do Márcio, ou Antonio, situada na rua Nova, bairro Nossa Senhora Aparecida, conhecida por invasão da “Coca-cola”.
Segundo fonte do NIP o grupo estava se articulando para assaltar uma empresa de pavimentação asfáltica em Parauapebas.
A ação policial chamou a atenção de praticamente todos os moradores deste bairro, que não têm costume de ver policiais fortemente armados e diversas viaturas.
Pra se ter uma idéia do poder de fogo dos policiais, um dos agentes do GPE portava dois fuzis calibre 7.62, além de diversos carregadores e pistolas.
Nesta casa os policiais apreenderam quatro celulares, um notebook, um revolver calibre 38 com cinco munições, treze folhas de cheque em nome de Zenaide Rodrigues de Souza, que seria esposa do Márcio, ou Antonio.
De acordo com fonte segura do NIP, os três, juntamente com um acusado identificado pelo apelido de “Marabá”, pretendiam se deslocar para Parauapebas para roubar uma empresa, cujo montante seria da ordem de R$ 200 mil que seriam usados para pagar os funcionários.
Para tanto, os acusados contariam com o apoio de um funcionário dessa empresa, identificado por Dário Pena. Ele teria repassado informações privilegiadas ao grupo em relação ao esquema de segurança.
Agentes do GPE foram até a empresa, mas não conseguiram prender o acusado, pois este não foi trabalhar na quarta-feira. Ele está sendo caçado pelos policiais e pode ser preso a qualquer momento.
De acordo com a fonte do NIP, os acusados estavam sendo investigados há algum tempo, porém nos últimos dois dias os policiais fizeram várias incursões e seguiram os suspeitos em diversas situações.
Para tanto usaram várias viaturas descaracterizadas e escutas telefônicas autorizadas pela Justiça. Na noite de terça-feira, o acusado identificado por “Marabá”, conseguiu fugir ao cerco policial. As armas para esse assalto estariam com este suspeito.
Os três acusados ficaram de ser autuados pelo delegado Roberto Paggi, plantonista da 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá, por formação de bando, ou quadrilha, porte ilegal de armas e no caso do Márcio, ou Antonio, por porte de documento falso.
Os objetos apreendidos devem ser submetidos a perícias a fim de constatar os prováveis crimes dos acusados.
O trio negou qualquer intenção de roubar em Parauapebas. Fábio Gomes Pereira da Silva, disse que mora na Vila Três Poderes, zona rural de Marabá, enquanto Tiago Lopes da Silva 21 anos mora em São Pedro da Água Branca no Maranhão.
Em operação realizada na última terça-feira em Parauapebas, coordenada pelos delegados Nelson Alves Júnior, de Parauapebas e Eliseu Brasil, titular do GPE resultou na prisão de quatro suspeitos de integrar uma quadrilha.
Foram presos Josué da Silva Pinheiro, Joedilson Alves de Almeida, Ananias da Silva Filho e Valdete Cristina Lima de Souza. Esta última acusada teria orquestrado o assalto à empresária que estaria carregando pelo menos R$ 30 mil em jóias diversas. A mulher, segundo o delegado Nelson foi a primeira a ser presa.
A partir desta prisão os policiais diligenciaram e conseguiram chegar até os outros três acusados que estavam em Parauapebas.
O quarteto pretendia assaltar a empresária, quando esta chegasse na loja dela, situada na rua 14, bairro União, porém os planos deles foram interceptados pela ação rápida da Polícia.
Uma fonte segura do NIP informou que o quarteto estava sendo monitorado há alguns dias. Com os acusados os policiais apreenderam um revólver calibre 38, que estava dentro de uma carenagem de uma moto que também foi apreendida.
Os quatro foram autuados por formação de bando, ou quadrilha e porte ilegal de armas e a empresária conseguiu se livrar de ser assaltada.
Tanto o NIP, quando o GPE devem continuar na região por tempo indeterminado a fim de tentar evitar roubos a banco na região.
O GPE está circulando em vários municípios paraenses. A presença dos agentes é percebida por assaltantes de banco, tanto que em escuta recente do NIP dois assaltantes de bancos se articulavam para roubar no Pará, porém desistiram por conta da atuação dos policiais.
Quadrilha vendia motos em Anapu
No caso da quadrilha que foi presa em Marabá, segundo fonte do NIP, o acusado de ser o líder do bando, o Antonio Alves do Amaral, ou Márcio Alves do Amaral 28, vendia as motos que eram roubadas em Marabá no município de Anapu, sudoeste paraense.
Para tanto ele fretava um caminhão baú e colocava os veículos dentro A moto preferida da quadrilha seria a Bros, muito roubada em Marabá. Praticamente todos os dias pelo menos uma moto é roubada em Marabá.
Por cada veículo entregue o acusado receberia pelo menos R$ 3 mil. O receptador de tais veículos, ainda de acordo com a fonte, seria um acusado de prenome Carlito que também está sendo caçado. “A qualquer momento ele deve ser preso”, adianta a fonte.
Márcio, ou Antonio não quis comentar a prisão dele, porém negou que tivesse qualquer envolvimento com a quadrilha e que iria se pronunciar em outra ocasião.
A reportagem levantou, porém que desde as primeiras horas de quarta-feira, havia uma movimentação intensa de motos entrando na casa do acusado.
A fonte do NIP garante que o bando pretendia se deslocar para Parauapebas para cometer o assalto, porém foi preso antes. “Vamos continuar na região por tempo indeterminado”, adiantou o policial lembrando que o trabalho de combate ao crime organizado continua mesmo neste final de ano. (E.S.)
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Experimento
O que você é capaz de fazer quando não tem ninguém a lhe vigiar?
Teria coragem de tomar o doce de uma criança?
Teria coragem de surrupiar uma bolsa, ou um parelho celular, se soubesse que não seria penalizado por isso?
Pois é. O incêndio no depósito da Leolar, na segunda-feira, mostrou o que o ser humano é capaz de fazer quando não há mecanismos de controle.
Muita gente... Mas, muita gente mesmo se valeu do momento em que o depósito estava em chamas e as poucas mercadorias que foram salvas ficaram expostas em via pública, para furtar o quanto podiam.
Eu até entendo que o Grupo Leolar terá musculatura financeira para vencer esse baque, enquanto aqueles que furtaram TVs, computadores e outros bens continuarão pobres por muito tempo (provavelmente pelo resto da vida). Mas a questão não é esta.
A questão é que aquela mercadoria tinha dono e – o que é pior – um dono que acabara de levar um prejuízo financeiro sem precedentes.
Mas ninguém teve dó. Pelo contrário, aproveitaram-se do momento de fragilidade para tirar proveito ilicitamente disso.
Depois, há muitos que xingam e esbravejam contra os políticos desonestos.
Se há políticos desonestos (e há muitos), tenha certeza de que eles não vieram de outro planeta. Saíram do seio do povo, do meio da população, desta mesma população que saqueia lojas incendiando e depois reclama dos preços altos. (Por Chagas Filho, pedagogo e editor do jornal Opinião, de Marabá)
Teria coragem de tomar o doce de uma criança?
Teria coragem de surrupiar uma bolsa, ou um parelho celular, se soubesse que não seria penalizado por isso?
Pois é. O incêndio no depósito da Leolar, na segunda-feira, mostrou o que o ser humano é capaz de fazer quando não há mecanismos de controle.
Muita gente... Mas, muita gente mesmo se valeu do momento em que o depósito estava em chamas e as poucas mercadorias que foram salvas ficaram expostas em via pública, para furtar o quanto podiam.
Eu até entendo que o Grupo Leolar terá musculatura financeira para vencer esse baque, enquanto aqueles que furtaram TVs, computadores e outros bens continuarão pobres por muito tempo (provavelmente pelo resto da vida). Mas a questão não é esta.
A questão é que aquela mercadoria tinha dono e – o que é pior – um dono que acabara de levar um prejuízo financeiro sem precedentes.
Mas ninguém teve dó. Pelo contrário, aproveitaram-se do momento de fragilidade para tirar proveito ilicitamente disso.
Depois, há muitos que xingam e esbravejam contra os políticos desonestos.
Se há políticos desonestos (e há muitos), tenha certeza de que eles não vieram de outro planeta. Saíram do seio do povo, do meio da população, desta mesma população que saqueia lojas incendiando e depois reclama dos preços altos. (Por Chagas Filho, pedagogo e editor do jornal Opinião, de Marabá)
"Espetacularização" da prisão de Ferreirinha
Da forma como foi postado em alguns blogs de Marabá até parece que o fato de alguns repórteres estarem na frente da casa do ex-vereador Sebastião Ferreira Neto, o Ferreirinha, preso na última sexta-feira (10) e solto nesta quarta à meia-noite, teria alguma relação a vazamento de informações privilegiadas.
Pelo menos no caso deste repórter (Edinaldo Sousa) foi puramente por tato e coincidência. Perto da casa do Ferreirinha havia ocorrido um homicídio, cuja vítima foi José Wedson Teixeira, morto a tiros em frente a um hotel.
Agora, ocorre que a caminho desta cobertura, “farejei” e percebi uma movimentação de viaturas da PF em frente da casa dele. Ato contínuo, fui ao palco do crime, captei algumas imagens e me desloquei para conferir a movimentação estranha.
Até aquele momento não sabia o que estava acontecendo e somente por volta de 10 horas da manhã, e já na Delegacia de Polícia Federal levantei que se tratava da Operação Alvorecer, ocasião em que a PF havia prendido quatro pessoas em Marabá e Belém.
Portanto, pelo menos pra mim não me foi passada nenhuma informação antes das prisões. Vale lembrar, contudo, que este repórter, através de fontes seguras, ficou sabendo que haveria uma grande operação na cidade, contudo não sabia o dia e nem quem seria o alvo.
Até porque a PF, muito embora não tenha procuração para defendê-la, não repassou nenhuma informação que indicasse tal operação.
Salientando também que o repórter costuma estar antenado aos fatos que acontecem na cidade e deve, necessariamente, ter fontes para que possa captar as matérias e assim sair na frente com o que chamamos de “furo jornalístico”, tal qual aconteceu recentemente no escândalo envolvendo a vereadora Ismaelka Tavares (PTB).
Portanto a dita “Espetacularização”, mencionada nos blogs, não tem sentido. Por outro lado, quem ganha com a divulgação de tais fatos com destaque é a opinião pública, que pode, assim, fazer o juízo de valor que lhe convier.
Ademais, quantos outros acusados, ou investigados são presos diariamente em Marabá e região e não vê o clamor e as defesas prévias que aconteceram neste caso, afinal como diria Eduardo Galeano, "são os ninguéns, os donos de nada", hein?
Pelo menos no caso deste repórter (Edinaldo Sousa) foi puramente por tato e coincidência. Perto da casa do Ferreirinha havia ocorrido um homicídio, cuja vítima foi José Wedson Teixeira, morto a tiros em frente a um hotel.
Agora, ocorre que a caminho desta cobertura, “farejei” e percebi uma movimentação de viaturas da PF em frente da casa dele. Ato contínuo, fui ao palco do crime, captei algumas imagens e me desloquei para conferir a movimentação estranha.
Até aquele momento não sabia o que estava acontecendo e somente por volta de 10 horas da manhã, e já na Delegacia de Polícia Federal levantei que se tratava da Operação Alvorecer, ocasião em que a PF havia prendido quatro pessoas em Marabá e Belém.
Portanto, pelo menos pra mim não me foi passada nenhuma informação antes das prisões. Vale lembrar, contudo, que este repórter, através de fontes seguras, ficou sabendo que haveria uma grande operação na cidade, contudo não sabia o dia e nem quem seria o alvo.
Até porque a PF, muito embora não tenha procuração para defendê-la, não repassou nenhuma informação que indicasse tal operação.
Salientando também que o repórter costuma estar antenado aos fatos que acontecem na cidade e deve, necessariamente, ter fontes para que possa captar as matérias e assim sair na frente com o que chamamos de “furo jornalístico”, tal qual aconteceu recentemente no escândalo envolvendo a vereadora Ismaelka Tavares (PTB).
Portanto a dita “Espetacularização”, mencionada nos blogs, não tem sentido. Por outro lado, quem ganha com a divulgação de tais fatos com destaque é a opinião pública, que pode, assim, fazer o juízo de valor que lhe convier.
Ademais, quantos outros acusados, ou investigados são presos diariamente em Marabá e região e não vê o clamor e as defesas prévias que aconteceram neste caso, afinal como diria Eduardo Galeano, "são os ninguéns, os donos de nada", hein?
Incêndio destrói depósito da loja Leolar
Edinaldo Sousa - Prejuízo incalculável. É desta forma que a direção de uma grande loja de departamentos do sul e sudeste do Pará vê o resultado de um incêndio que consumiu praticamente todo o centro de distribuição dessa loja, localizado na Folha 29, Nova Marabá.
O incêndio, segundo moradores desta folha, teve início por volta de 23h30 da noite de domingo e se estendeu até a manhã de segunda-feira (13) reduzindo a cinzas praticamente todas as instalações e consumiu todos os móveis e eletrodomésticos que estavam dentro desse depósito.
Populares contaram ter ouvido uma pequena explosão nos fundos e na parte superior do prédio, onde ficam as sessões de CD e logo em seguida as labaredas tomaram conta de praticamente toda a estrutura.
O fogo se alastrou com maior proporção após alcançar o setor de colchão e geladeiras, que são altamente inflamáveis, dificultando assim o trabalho dos bombeiros.
Boa parte dos moradores que circundam o depósito teve de sair de suas casas ante ao perigo das paredes desabarem em cima das casas e por conta da densa cortina de fumaça que se formou.
Na manhã de ontem o cenário era semelhante a uma guerra, havia escombros por toda parte de estrutura de ferro retorcido pelo calor.
As paredes do depósito estavam de pé, porém, segundo fontes do Corpo de Bombeiros, estão comprometidas e devem ser demolidas. Há várias rachaduras nas paredes.
Mas as paredes significam prejuízo infinitamente diminuto diante do universo de produtos que estavam acondicionados no Centro de Distribuição.
Era neste prédio que o Grupo Leolar abastecia as 66 lojas de todo o sul e sudeste do Pará e no momento do incêndio alguns caminhões estavam descarregando mercadoria e foram retirados do pátio.
Diretora reclamou da demora no atendimento
A diretora comercial do grupo, Marta Rocha, comentou ontem pela manhã que assim que tomou conhecimento do incêndio no Centro de Distribuição, imediatamente acionou o Corpo de Bombeiros Militares em Marabá, porém houve certa demora no atendimento à ocorrência.
Ela contou que houve um hiato de pelo menos 40 minutos, entre as chamadas telefônicas e o atendimento, inclusive, ela própria teve de se deslocar da Folha 29, na Nova Marabá, até o Quartel dos Bombeiros, na Cidade Nova, num percurso de pelo menos cinco quilômetros.
“Marabá, apesar de toda sua importância não tem estrutura para atender esse tipo de ocorrência, pois se os Bombeiros tivessem agido rápido com certeza dava para contornar o incêndio”, observa.
A reportagem tentou manter contato com o tenente Paulo César, que coordenava os trabalhos dos militares no local do incêndio, porém ele mandou avisar que só falaria em outra ocasião.
Por outro lado ela demonstrou um entusiasmo acima do normal e disse que a “família Leolar vai superar o trauma e dar a volta por cima para novamente ser a potência que é no mercado regional e oferecer produtos de qualidade à população”, comentou.
Por seu turno, embora houvesse reclamações por parte de pessoas ligadas à direção da empresa, os mais de 10 bombeiros permanecem no local desde que começou o incêndio e só devem sair da área quando tudo estiver sob controle. (E.S.)
Oportunistas saqueiam loja
Enquanto vários Bombeiros Militares, seguranças, voluntários da Infraero e até mesmo militares do Exército Brasileiro se desdobravam para tentar conter as chamas, uma meia dúzia de oportunistas aproveitavam para saquear alguns eletrodomésticos.
Inclusive, houve até um princípio de tumulto entre alguns estes ratos, que brigavam para ver com quem ficava uma geladeira.
Ao final e ao cabo, praticamente tudo foi consumido pelas chamas. O empresário diretor do grupo, Leonildo Rocha compareceu ao local do incêndio, mas pouco pode fazer para tentar minimizar os estragos provocados pelo incêndio, que até então não tem uma causa definida. (E.S.)
domingo, 12 de dezembro de 2010
Presidente do Águia de Marabá teria sido preso injustamente
Operação aconteceu simultaneamente em Belém e Marabá
Ferreirinha já está na penitenciária
Edinaldo Sousa - Já está preso no Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama) o ex-vereador e presidente do Águia de Marabá, Sebastião Ferreira Neto, o Ferreirinha, preso na manhã da última sexta-feira (10) na casa dele, situada na travessa Pedro Carneiro, bairro Cidade Nova.
Outras quatro pessoas também foram presas em Belém em cumprimento a seis mandados de prisão e onze de busca e apreensão expedidos pela juíza titular da 2ª Vara Federal da Capital, Hind Ghassan Kayath.
As prisões é fruto da operação “Alvorecer”, deflagrada em Belém e Marabá, que na verdade é um desdobramento da operação Delta, que aconteceu no mês de abril deste ano em Belém.
Os agentes federais constataram que havia a participação de servidores da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) num esquema fraudulento que beneficiava diversas empresas madeireiras em relação à liberação dos planos de manejo e licenças ambientais.
De acordo com a assessoria de imprensa da PF, Ferreirinha, que até o segundo semestre desse ano, coordenava o Centro Estratégico Integrado Regional (CEIR) e utilizava a posição política dele para realizar as fraudes e para tanto usava intermediário no esquema fraudulento. (Ver Box)
Em Marabá os agentes da Polícia foram coordenados pelo delegado Antonio Carlos Beaubrun Júnior. Chegaram de madruga na casa de Ferreirinha e tiveram problemas para adentrarem o imóvel e só conseguiram depois que ao advogado Antonio Quaresma Filho foi chamado para a casa do acusado.
Após quase duas horas de buscas, os agentes deixaram o imóvel e levaram um veículo Uno Mille vermelho, placa NSE-6634, Marabá-PA e alguns documentos que devem ser periciados.
Ainda pela manhã de sexta-feira, o acusado foi ouvido. O delegado Beuabrun Júnior informou à imprensa local que o inquérito corre em segredo de Justiça, motivo pelo qual não poderia repassar nada a respeito do depoimento dele, limitou-se a fornecer apenas as informações básicas a respeito do caso.
Prisão tem cunho político, acredita advogado
O advogado Antonio Quaresma Filho, que defende os interesses de Sebastião Ferreira Neto disse que a prisão pode ter um cunho político, uma vez que Ferreirinha é ex-vereador de Marabá.
Para ele a medida é estrema e descabida, uma vez que Ferreirinha não tem nenhuma ligação com qualquer esquema de liberação de licenças ambientais, ou plano de manejo, embora tenha sido o coordenador do CEIR.
“Ele não tem nada a ver com qualquer esquema, o patrimônio dele é fruto da renda dele que à época era de R$ 3,6 mil por mês, então a meu ver essa medida é descabida”, comentou dizendo que iria protocolar ontem mesmo pedido de revogação da prisão temporária em Belém.
“O maior patrimônio dele é o nome, é filho de Marabá e querem destruir a moral que ele tem. A propósito, depois dessa campanha política, Ferreirinha saiu endividado, portanto não tem como ele ter se beneficiado de um esquema milionário”, descarta.
Comentou ainda que a PF recolheu alguns cheques devolvidos de Ferreirinha, que seriam de contas da última campanha de deputado estadual. “Ele tem sim patrimônio que é o nome dele, mas atualmente está endividado, tanto que foram recolhidos alguns cheques devolvidos”, reafirma.
Ainda na sexta-feira, o advogado peticionou relaxamento da prisão temporária de Ferreirinha, pois alegou que o cliente dele não tinha motivos para ser preso, porém o pedido ainda não foi julgado, o que só deve acontecer na próxima semana.
Humor – O bem humorado artista plástico marabaense, Rildo Brasil saiu com essa pérola a respeito da prisão de Ferreirinha.
“Presidente do Águia de Marabá preso por praticar crime ambiental; há dez anos mantém uma águia em cativeiro”.
Como funcionava o esquema
De acordo com a Polícia Federal, o esquema baseava-se na aprovação ilegal de vistorias e de licenças para exploração de madeira e planos de manejo com pagamento de propina por empresários madeireiros aos servidores de diversos escalões da Sema.
A facilitação e os pagamentos se davam através de despachantes, ou lobistas, que tinham íntima relação com servidores públicos que foram contratados para reprimir a prática da qual tiravam proveito pelo cargo ocupado.
O crime acontecia de duas formas, sendo um com funcionários subalternos, que recebiam valores para desempenhar atos ou dar agilidade à tramitação de processos e outra com funcionários de alto escalão, que cobravam um percentual do valor total dos planos de manejo florestal para aprová-lo.
Os presos devem ser indiciados por violação aos artigos 313-A, 317, 319, 321 e 288 do Código Penal (servidores públicos); os artigos 288, 332 e 333 (particulares); além do artigo 50-A da Lei 9605/98 , com penas previstas de dois a 12 anos de prisão.
Os envolvidos no esquema, de acordo com a PF, são seis servidores da Sema, um servidor do Ibama, que foi cedido à Sema e três despachantes do setor, que atuavam como intermediários. (E.S.)
Presos
Sebastião Ferreira Neto – Coordenava o Ceir
Em Belém
Cláudio Cunha - Ex-secretário adjunto da Sema
Wanderson do Egito Sena - Despachante
Dionísio Gonçalves de Oliveira - Representante de Sebastião Ferreira Neto nas transações
Paula Fernanda Viegas Pinheiro - Servidora da Sema
Ferreirinha já está na penitenciária
Edinaldo Sousa - Já está preso no Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama) o ex-vereador e presidente do Águia de Marabá, Sebastião Ferreira Neto, o Ferreirinha, preso na manhã da última sexta-feira (10) na casa dele, situada na travessa Pedro Carneiro, bairro Cidade Nova.
Outras quatro pessoas também foram presas em Belém em cumprimento a seis mandados de prisão e onze de busca e apreensão expedidos pela juíza titular da 2ª Vara Federal da Capital, Hind Ghassan Kayath.
As prisões é fruto da operação “Alvorecer”, deflagrada em Belém e Marabá, que na verdade é um desdobramento da operação Delta, que aconteceu no mês de abril deste ano em Belém.
Os agentes federais constataram que havia a participação de servidores da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) num esquema fraudulento que beneficiava diversas empresas madeireiras em relação à liberação dos planos de manejo e licenças ambientais.
De acordo com a assessoria de imprensa da PF, Ferreirinha, que até o segundo semestre desse ano, coordenava o Centro Estratégico Integrado Regional (CEIR) e utilizava a posição política dele para realizar as fraudes e para tanto usava intermediário no esquema fraudulento. (Ver Box)
Em Marabá os agentes da Polícia foram coordenados pelo delegado Antonio Carlos Beaubrun Júnior. Chegaram de madruga na casa de Ferreirinha e tiveram problemas para adentrarem o imóvel e só conseguiram depois que ao advogado Antonio Quaresma Filho foi chamado para a casa do acusado.
Após quase duas horas de buscas, os agentes deixaram o imóvel e levaram um veículo Uno Mille vermelho, placa NSE-6634, Marabá-PA e alguns documentos que devem ser periciados.
Ainda pela manhã de sexta-feira, o acusado foi ouvido. O delegado Beuabrun Júnior informou à imprensa local que o inquérito corre em segredo de Justiça, motivo pelo qual não poderia repassar nada a respeito do depoimento dele, limitou-se a fornecer apenas as informações básicas a respeito do caso.
Prisão tem cunho político, acredita advogado
O advogado Antonio Quaresma Filho, que defende os interesses de Sebastião Ferreira Neto disse que a prisão pode ter um cunho político, uma vez que Ferreirinha é ex-vereador de Marabá.
Para ele a medida é estrema e descabida, uma vez que Ferreirinha não tem nenhuma ligação com qualquer esquema de liberação de licenças ambientais, ou plano de manejo, embora tenha sido o coordenador do CEIR.
“Ele não tem nada a ver com qualquer esquema, o patrimônio dele é fruto da renda dele que à época era de R$ 3,6 mil por mês, então a meu ver essa medida é descabida”, comentou dizendo que iria protocolar ontem mesmo pedido de revogação da prisão temporária em Belém.
“O maior patrimônio dele é o nome, é filho de Marabá e querem destruir a moral que ele tem. A propósito, depois dessa campanha política, Ferreirinha saiu endividado, portanto não tem como ele ter se beneficiado de um esquema milionário”, descarta.
Comentou ainda que a PF recolheu alguns cheques devolvidos de Ferreirinha, que seriam de contas da última campanha de deputado estadual. “Ele tem sim patrimônio que é o nome dele, mas atualmente está endividado, tanto que foram recolhidos alguns cheques devolvidos”, reafirma.
Ainda na sexta-feira, o advogado peticionou relaxamento da prisão temporária de Ferreirinha, pois alegou que o cliente dele não tinha motivos para ser preso, porém o pedido ainda não foi julgado, o que só deve acontecer na próxima semana.
Humor – O bem humorado artista plástico marabaense, Rildo Brasil saiu com essa pérola a respeito da prisão de Ferreirinha.
“Presidente do Águia de Marabá preso por praticar crime ambiental; há dez anos mantém uma águia em cativeiro”.
Como funcionava o esquema
De acordo com a Polícia Federal, o esquema baseava-se na aprovação ilegal de vistorias e de licenças para exploração de madeira e planos de manejo com pagamento de propina por empresários madeireiros aos servidores de diversos escalões da Sema.
A facilitação e os pagamentos se davam através de despachantes, ou lobistas, que tinham íntima relação com servidores públicos que foram contratados para reprimir a prática da qual tiravam proveito pelo cargo ocupado.
O crime acontecia de duas formas, sendo um com funcionários subalternos, que recebiam valores para desempenhar atos ou dar agilidade à tramitação de processos e outra com funcionários de alto escalão, que cobravam um percentual do valor total dos planos de manejo florestal para aprová-lo.
Os presos devem ser indiciados por violação aos artigos 313-A, 317, 319, 321 e 288 do Código Penal (servidores públicos); os artigos 288, 332 e 333 (particulares); além do artigo 50-A da Lei 9605/98 , com penas previstas de dois a 12 anos de prisão.
Os envolvidos no esquema, de acordo com a PF, são seis servidores da Sema, um servidor do Ibama, que foi cedido à Sema e três despachantes do setor, que atuavam como intermediários. (E.S.)
Presos
Sebastião Ferreira Neto – Coordenava o Ceir
Em Belém
Cláudio Cunha - Ex-secretário adjunto da Sema
Wanderson do Egito Sena - Despachante
Dionísio Gonçalves de Oliveira - Representante de Sebastião Ferreira Neto nas transações
Paula Fernanda Viegas Pinheiro - Servidora da Sema
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
PF dá batida na cracolândia, mas não encontra droga
Edinaldo Sousa - Agentes da Polícia Federal comandados pelos delegados Antonio Carlos Beaubrun Júnior e Robert Nunes e policiais militares e pelo major Denner Eudes Favacho da Rocha, chegaram de madrugada na Rua das Cacimbas, bairro Amapá.
Os policiais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão expedidos pelo juiz Celso Quim Filho, substituto da 5ª Vara Penal, nas casas de Doriel, Dila, Jhony e Cláudio Pit Bul, que são investigados por tráfico de drogas naquela área.
Nas três casas revistadas os policiais não conseguiram localizar a droga, porém havia diversos papelotes espalhados na rua. Moradores denunciaram recentemente na Imprensa marabaense que a rua estava sendo transformada numa Cracolândia, porém ontem não houve sequer uma ligação ao sistema CIOP, para denunciar em quais casas a droga estaria, diferentemente do que acontece em Belém, quando a polícia entra em um bairro há a colaboração dos moradores.
O medo talvez seja o maior causador dessa situação. O delegado Beaubrun Júnior também lamentou tal situação, mas deixou claro que o trabalho policial não pára. “Pelo menos serviu para dar um choque de autoridade”, justificou.
Na casa de Claudio Pit Bul, o policial disse que localizou cerca de R$ 1.600,00, porém o dinheiro não foi apreendido e nem o acusado preso, tendo em vista que não foi possível estabelecer se o dinheiro é de origem do tráfico.
“O nosso trabalho é assim mesmo, um dia se ganha e outro perde, mas continuamos firmes no combate ao tráfico”, acentua.
Evidentemente que o policial não informou de que maneira pretende trabalhar nesse combate ao tráfico. Após a saída dos policiais, diversos comentários surgiram na rua.
Um deles apontava para a hipótese de ter havido vazamento de informação a respeito da atuação dos traficantes pelos próprios usuários de droga.
Os policiais fecharam a Rua das Cacimbas. Todos que saíam eram revistados e até por volta das 7h da manhã ninguém entrava na rua.
Até mesmo o padre Mário Maestri, que coordena a Chácara Emaús, teve de contornar a rua para ter acesso ao prédio que fica no final da Rua das Cacimbas.
Independentemente do resultado dessa operação, diversos moradores daquela rua elogiaram a presença dos federais. “Agora vai, vão prender esse bando de ladrão”, comentou uma dona de casa.
Outro morador da rua comentou, porém, que assim que os federais e militares saíssem da rua, o tráfico voltaria a correr frouxo. “Aqui não tem jeito, só se prender todos eles”, acrescentou.
A situação é tão grave nesta rua, que recentemente houve um arrombamento a uma escola de música e diversos objetos foram furtados.
Uma viatura da Polícia Militar foi mandada para aquela rua e só saiu de lá quando os objetos foram devolvidos à escola.
Fonte segura informou que um acusado de tráfico teria interferido e mandado o arrombador devolver os objetos, revelando assim o nível de influência e organização do crime naquela área de Marabá.
Dupla rouba, mas polícia recupera moto
A dupla de roubo a motos volta a atacar em Marabá. Na tarde de ontem (8), dois assaltantes roubaram uma moto que pertence a um supermercado no Bairro das Laranjeiras. O assalto aconteceu na Rua Curitiba, Bairro Belo Horizonte.
Era por volta das 16h30 quando o entregador de mercadorias, Diwilys Lima dos Santos, de 22 anos, foi abordado pelos dois ladrões. Ambos circulavam numa bicicleta e se aproximaram dele, pois estava com a moto parada.
A vítima conta que um dos assaltantes saltou da bicicleta e apontou uma arma de fogo e ordenou que saísse de cima da moto senão atiraria nele. Os ladrões fugiram na motocicleta deixando para ele a bicicleta.
Recuperada – Neste caso, porém, houve final foi feliz. Policiais militares da 26ª Zona de Policiamento, sob o comando do major Denner Eudes Favacho da Rocha fizeram o cerco e conseguiram perseguir os dois assaltantes e recuperaram a moto.
Os acusados se aproveitaram o engarrafamento que se forma por conta do desvio da Transamazônica e adentraram a Folha 33, Nova Marabá, onde abandonaram o veículo.
Nesse mesmo momento, representante do supermercado estava registrando ocorrência policial do roubo da moto. Ao final, a delegada Bruna Paolucci fez um auto de entrega e devolveu a moto ao supermercado.
Mas nem sempre a história termina dessa maneira. Pelo menos uma moto é roubada por dia em Marabá, ao passo que nem sempre a Polícia consegue descobrir quem são os ladrões e qual a destinação desses veículos, restando à população o simples registro de ocorrência.
Para dificultar ainda mais a vida do cidadão quando um veículo é roubado, demora pelo menos um mês para que conste no sistema nacional de veículo roubado, permitindo assim que a moto seja “desmanchada” rapidamente, tendo em vista que geralmente os ladrões levam consigo os documentos dos veículos.
No caso de ontem, os assaltantes não só ficaram sem a moto, como também sem a bicicleta que estavam tendo em vista que foi abandonada na Rua Curitiba, o que deve dificultar a vida deles um pouco, pois pelo menos por enquanto não têm como se deslocar.
Nesse caso revelou o que se chama de princípio de “vitimologia”, ou seja, a pessoa dá causa para que o crime aconteça. Os dois assaltantes aproveitaram que o entregador estava em cima da moto e com a chave na ignição e roubaram a moto. (E.S.)
Artesão preso acusado de furtar bicicleta
Entre os poucos flagrantes registrados nas últimas 24 horas nas delegacias de Marabá consta a prisão do artesão Jurandir Conceição Rodrigues, de 38 anos, morador do Bairro São Miguel da Conquista.
De acordo com o delegado Victor Costa Lima Leal, o acusado furtou uma bicicleta no final da Avenida Sérvulo Brito, Cidade Nova, e acabou sendo preso pela Polícia Militar.
Por conta desse crime, ele foi autuado por furto simples. Para a Imprensa, Jurandir Rodrigues disse que conhecia o dono da “magrela” e que apenas pegou empresta.
Inclusive, disse que a bicicleta estava com a bacia quebrada e que mandou consertar, pois precisava ir até a Marabá Pioneira para comprar matéria-prima para confeccionar artesanato.
Admitiu, contudo, ser usuário de drogas, mas negou veementemente que tinha a intenção de vender a bicicleta para comprar entorpecente. “Se tivesse a intenção de vender a bicicleta, não ia mandar consertar”, justificou.
A situação do acusado se agrava ainda mais pelo fato de ele ser portador de tuberculose, sendo que nas cadeias não há espaço reservado para esse tipo de paciente, o que deve pesar a favor do acusado quando for ouvido em juízo. (E.S.)
Os policiais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão expedidos pelo juiz Celso Quim Filho, substituto da 5ª Vara Penal, nas casas de Doriel, Dila, Jhony e Cláudio Pit Bul, que são investigados por tráfico de drogas naquela área.
Nas três casas revistadas os policiais não conseguiram localizar a droga, porém havia diversos papelotes espalhados na rua. Moradores denunciaram recentemente na Imprensa marabaense que a rua estava sendo transformada numa Cracolândia, porém ontem não houve sequer uma ligação ao sistema CIOP, para denunciar em quais casas a droga estaria, diferentemente do que acontece em Belém, quando a polícia entra em um bairro há a colaboração dos moradores.
O medo talvez seja o maior causador dessa situação. O delegado Beaubrun Júnior também lamentou tal situação, mas deixou claro que o trabalho policial não pára. “Pelo menos serviu para dar um choque de autoridade”, justificou.
Na casa de Claudio Pit Bul, o policial disse que localizou cerca de R$ 1.600,00, porém o dinheiro não foi apreendido e nem o acusado preso, tendo em vista que não foi possível estabelecer se o dinheiro é de origem do tráfico.
“O nosso trabalho é assim mesmo, um dia se ganha e outro perde, mas continuamos firmes no combate ao tráfico”, acentua.
Evidentemente que o policial não informou de que maneira pretende trabalhar nesse combate ao tráfico. Após a saída dos policiais, diversos comentários surgiram na rua.
Um deles apontava para a hipótese de ter havido vazamento de informação a respeito da atuação dos traficantes pelos próprios usuários de droga.
Os policiais fecharam a Rua das Cacimbas. Todos que saíam eram revistados e até por volta das 7h da manhã ninguém entrava na rua.
Até mesmo o padre Mário Maestri, que coordena a Chácara Emaús, teve de contornar a rua para ter acesso ao prédio que fica no final da Rua das Cacimbas.
Independentemente do resultado dessa operação, diversos moradores daquela rua elogiaram a presença dos federais. “Agora vai, vão prender esse bando de ladrão”, comentou uma dona de casa.
Outro morador da rua comentou, porém, que assim que os federais e militares saíssem da rua, o tráfico voltaria a correr frouxo. “Aqui não tem jeito, só se prender todos eles”, acrescentou.
A situação é tão grave nesta rua, que recentemente houve um arrombamento a uma escola de música e diversos objetos foram furtados.
Uma viatura da Polícia Militar foi mandada para aquela rua e só saiu de lá quando os objetos foram devolvidos à escola.
Fonte segura informou que um acusado de tráfico teria interferido e mandado o arrombador devolver os objetos, revelando assim o nível de influência e organização do crime naquela área de Marabá.
Dupla rouba, mas polícia recupera moto
A dupla de roubo a motos volta a atacar em Marabá. Na tarde de ontem (8), dois assaltantes roubaram uma moto que pertence a um supermercado no Bairro das Laranjeiras. O assalto aconteceu na Rua Curitiba, Bairro Belo Horizonte.
Era por volta das 16h30 quando o entregador de mercadorias, Diwilys Lima dos Santos, de 22 anos, foi abordado pelos dois ladrões. Ambos circulavam numa bicicleta e se aproximaram dele, pois estava com a moto parada.
A vítima conta que um dos assaltantes saltou da bicicleta e apontou uma arma de fogo e ordenou que saísse de cima da moto senão atiraria nele. Os ladrões fugiram na motocicleta deixando para ele a bicicleta.
Recuperada – Neste caso, porém, houve final foi feliz. Policiais militares da 26ª Zona de Policiamento, sob o comando do major Denner Eudes Favacho da Rocha fizeram o cerco e conseguiram perseguir os dois assaltantes e recuperaram a moto.
Os acusados se aproveitaram o engarrafamento que se forma por conta do desvio da Transamazônica e adentraram a Folha 33, Nova Marabá, onde abandonaram o veículo.
Nesse mesmo momento, representante do supermercado estava registrando ocorrência policial do roubo da moto. Ao final, a delegada Bruna Paolucci fez um auto de entrega e devolveu a moto ao supermercado.
Mas nem sempre a história termina dessa maneira. Pelo menos uma moto é roubada por dia em Marabá, ao passo que nem sempre a Polícia consegue descobrir quem são os ladrões e qual a destinação desses veículos, restando à população o simples registro de ocorrência.
Para dificultar ainda mais a vida do cidadão quando um veículo é roubado, demora pelo menos um mês para que conste no sistema nacional de veículo roubado, permitindo assim que a moto seja “desmanchada” rapidamente, tendo em vista que geralmente os ladrões levam consigo os documentos dos veículos.
No caso de ontem, os assaltantes não só ficaram sem a moto, como também sem a bicicleta que estavam tendo em vista que foi abandonada na Rua Curitiba, o que deve dificultar a vida deles um pouco, pois pelo menos por enquanto não têm como se deslocar.
Nesse caso revelou o que se chama de princípio de “vitimologia”, ou seja, a pessoa dá causa para que o crime aconteça. Os dois assaltantes aproveitaram que o entregador estava em cima da moto e com a chave na ignição e roubaram a moto. (E.S.)
Artesão preso acusado de furtar bicicleta
Entre os poucos flagrantes registrados nas últimas 24 horas nas delegacias de Marabá consta a prisão do artesão Jurandir Conceição Rodrigues, de 38 anos, morador do Bairro São Miguel da Conquista.
De acordo com o delegado Victor Costa Lima Leal, o acusado furtou uma bicicleta no final da Avenida Sérvulo Brito, Cidade Nova, e acabou sendo preso pela Polícia Militar.
Por conta desse crime, ele foi autuado por furto simples. Para a Imprensa, Jurandir Rodrigues disse que conhecia o dono da “magrela” e que apenas pegou empresta.
Inclusive, disse que a bicicleta estava com a bacia quebrada e que mandou consertar, pois precisava ir até a Marabá Pioneira para comprar matéria-prima para confeccionar artesanato.
Admitiu, contudo, ser usuário de drogas, mas negou veementemente que tinha a intenção de vender a bicicleta para comprar entorpecente. “Se tivesse a intenção de vender a bicicleta, não ia mandar consertar”, justificou.
A situação do acusado se agrava ainda mais pelo fato de ele ser portador de tuberculose, sendo que nas cadeias não há espaço reservado para esse tipo de paciente, o que deve pesar a favor do acusado quando for ouvido em juízo. (E.S.)
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Morte do ex-bancário pode estar ligada à máfia do Pronaf
Caso Márcio Aranha
Corpo tem 99% de chance de ser do desaparecido
Edinaldo Sousa
Restos mortais encontrados no mês de agosto e sepultados no município de Novo Repartimento, sudeste do Pará, podem pertencer ao executivo Márcio Venício Aranha.
A suspeita das autoridades aumenta tendo em vista que um exame de DNA entregue recentemente ao delegado Renato Lopes Tarallo apontou como positivo quando comparado com sangue e mucosa oral de dois filhos menores do executivo.
Márcio Aranha desapareceu no dia 27 de julho deste ano. Ele trafegava numa camionete dele, de Itupiranga em direção a Marabá, segundo informou uma conhecida dele para a polícia.
A Polícia Federal investigava se o desaparecido tinha, ou não envolvimento com a máfia do Pronaf em Itupiranga. Ele pode ter sido morto por conta dessas ligações perigosas. A investigação corre em sigilo.
No âmbito da Polícia Civil, o caso está sendo investigado pelo delegado Renato Tarallo. Ele disse que não poderia comentar nada a respeito do caso.
Fonte segura, porém, adiantou que o delegado deve requerer a exumação dos restos mortais a fim de tentar descobrir o que de fato aconteceu com o executivo.
Mulher morre quase 10 meses depois de atentado
Entre os 10 corpos que foram necropsiados neste final de semana no IML de Marabá consta o da dona de casa Maria Raimunda Cristina Dourado, de 61 anos. Ela faleceu no sábado, na casa dela, na Avenida Boa Esperança, 479, Bairro das Laranjeiras.
Para quem não se lembra, a vítima, até então, sobrevivia a um espancamento que sofreu no dia 14 de fevereiro do ano passado, ocasião em que retornava de uma festa no bairro Laranjeiras, distante poucos metros da casa dela.
Naquele fatídico dia, faleceu a amiga e vizinha Raimunda Cardoso de Miranda, com a qual tinha ido para esse clube e retornava de madrugada, quase o dia amanhecendo para a casa de ambas, que ficam localizadas na Avenida Boa Esperança.
O lavador de carros Michael de Sousa Pinto, 19 anos, réu confesso de ter matado a Raimunda de Miranda, na época, disse ter sido induzido por uma voz que lhe dizia para matar as duas mulheres.
A quando da prisão dele, no mesmo dia em que matou Raimunda de Miranda, contou que estava no clube e que a vítima lhe chamou de ladrão, motivo pelo qual ficou com raiva e seguiu ambas até desferir os golpes nas cabeças das duas mulheres.
Sem o menor constrangimento, o acusado contou para a imprensa local que efetuou o primeiro golpe em Raimunda de Miranda a quem chamava de loira e posteriormente em Maria Dourado.
Para atacar as mulheres o acusado um broklete que encontrou na própria Avenida Boa Esperança. Depois de matar a “loira”, o acusado arrastou o corpo até uma construção onde pode ter cometido mais um crime, a necrofilia.
Desde que sofreu a agressão na cabeça, Maria Dourado convalescia em casa e por diversas vezes ficou internada. Ela chegou a receber uma prótese, tendo em vista que perdeu parte do crânio, porém houve rejeição e o objeto acabou sendo retirado.
No último dia 1º de outubro ela recebeu alta médica onde foi para a casa dela. Parentes e amigos cuidavam dela, uma vez que a paciente não tinha arquivo memorial e poderia se acidentar caso efetuasse alguma atividade doméstica, literalmente estava vegetando.
No sábado passado, porém a situação clínica dela piorou. Maria Dourado chegou a ser levada para o Hospital Municipal de Marabá, mas não resistiu.
Resta saber agora se esta morte deve ser acrescida ao processo do acusado, uma vez que Maria Dourado faleceu por conta da pancada que recebeu na cabeça no mesmo dia em que a amiga Raimunda de Miranda faleceu. (E. S.)
Braçal flagrado tentando furtar relógio na feira
Alegando estar desempregado, o braçal Jairo Rodrigues Silva, de 30 anos, que disse morar na Rua São João Del Rey, 230, Liberdade, tentou, na manhã de domingo, furtar um relógio numa barraca da Feira Dionor Maranhão, Bairro das Laranjeiras.
Porém a dona da banca, Maria Vanicielan Gomes, percebeu a estratégia do malandro e gritou “pega ladrão”. Pronto, foi o suficiente para populares prenderem o suspeito e darem uma surra nele. A Polícia Militar que faz rondas naquela área foi chamada e prendeu o acusado.
Conduzido até a Delegacia Distrital da Cidade Nova o acusado foi autuado por tentativa de furto pelo delegado Victor Costa Lima Leal, já que não conseguiu furtar o relógio.
Para a Imprensa, porém, o acusado negou o crime. Mesmo assim ficou preso para refletir melhor a respeito do crime que tentou cometer. (E. S.)
Vigilante é vítima de latrocínio
Final de semana bastante movimentado no Instituto Médico Legal de Marabá (IML). Ao todo foram dez corpos necropsiados. Uma das vítimas foi o vigilante Deusimar Lopes da Silva, 42 anos. No sábado à tarde, por volta das 16h30, ele foi baleado, na Travessa Carajás, Bairro Cidade Nova, durante tentativa de assalto.
Deusimar da Silva pilotava uma moto Bros e carregava na garupa uma filha menor de 17 anos. Ele foi abordado na Travessa Carajás, por uma pessoa que estava armada com um revólver calibre 38.
De acordo com a menor, o assaltante também estava numa moto Bros e encostou próximo de ambos e mandou que Deusimar entregasse a moto. “Entrega a moto, vagabundo”, teria dito o assaltante, para em seguida efetuar um único disparo na vítima.
O projétil acertou as costas do vigilante que ainda foi socorrido e lavado para o Hospital Regional em Marabá, porém faleceu por volta das 22 horas.
O corpo do vigilante foi velado na casa do pai dele, no bairro Novo Horizonte, e sepultado no final da tarde de domingo. A família não quis aproximação com a Imprensa.
“Caiu”
Acusado foi preso horas após o crime
Logo após o baleamento do vigilante, policiais militares da 26ª Zona de Policiamento, comandados pelo major Denner Eudes da Rocha Favacho fizeram um cerco e conseguiram prender o acusado Walysson Gomes de Matos, de 18 anos.
Walysson de Matos foi apanhado quando chegava a casa dele, na Rua 7, Quadra 56, Lote 27, Conjunto Itacaiúnas, por volta das 19 horas do último sábado.
Assim que viu os policiais militares, o suspeito disse que não tinha cometido crime algum e que não sabia de nada, conforme informou o cabo Francisco Carlos Miranda.
Porém, minutos mais tarde, os policiais militares, de acordo com o sargento Aldir Santos, um revólver calibre 38 foi localizado na casa de um vizinho do acusado.
Esta pessoa não teve o nome divulgado, mas confirmou que Walysson da Silva entrou pelo quintal da casa dele e deixou a arma escondida dentro da casa.
Preso, o acusado não só negou que tivesse atirado no vigilante como disse que estava jogando vídeo game num cyber café do Bairro Liberdade.
A mesma história foi confirmada pelo pai da vítima, José Pessoa de Matos, mas estranhamente, assim que soube que o revólver havia sido localizado, o acusado urinou nas próprias mãos, provavelmente numa tentativa de se livrar de vestígios de pólvora.
A estratégia, na verdade não passa de mito, pois quando alguém atira, os vestígios de pólvora ficam no corpo por vários dias, daí o motivo pelo qual se faz o exame de pólvora combusta, conforme informou um perito criminal.
Por sua vez, o delegado Vinicius Cardoso das Neves autuou o acusado por latrocínio com base no Artigo 157, Parágrafo Terceiro, do Código Penal Brasileiro (CPB), e requisitou coleta de material sob as unhas do acusado a fim de que seja submetido a exame de pólvora combusta.
Outra medida tomada pelo delegado foi a requisição de exame de micro comparação balística entre o projétil retirado do corpo da vítima e arma encontrada a fim de detectar ou descartar se o revólver apreendido foi usado neste crime. (E. S.)
Filha da vítima reconhece acusado
Nesta tentativa de assalto, que evoluiu para latrocínio (roubo seguido de morte), a filha do vigilante, Deusimar Lopes da Silva, uma menor de 17 anos, teve a calma necessária para repassar as características do acusado aos policiais, o que permitiu a identificação e prisão de Walysson Gomes de Matos, de 18 anos.
Outro detalhe não menos importante foi o fato de a menor ter percebido que estava sendo seguida, desde quando saíram da casa dela, no Bairro Vale do Itacaíunas.
Quando chegaram à Avenida 2000, bairro Belo Horizonte, a menor disse ter visto quando outra pessoa numa moto Bros se aproximou da moto onde estava na garupa.
Contou aos policiais militares que viu os dizeres na frente da moto: “Que Deus te dê em dobro tudo aquilo que me desejares”.
Até então o acusado Walysson Matos negava peremptoriamente o crime, porém a moto, que pertence ao pai dele, José Matos, foi apreendida, uma vez que supostamente fez parte do crime.
Num primeiro momento, o pai do acusado, José Pessoa, chegou a ameaçar processar alguns profissionais de Imprensa que estavam trabalhando na cobertura jornalística do assassinato.
Mais calmo, ele disse para a Imprensa que o filho não tem nada a ver com o crime e no momento em que aconteceu o baleamento, Walysson estava num cyber café, além de ter comentado que a menor estaria nervosa, e poderia ter se confundido.
Esta, porém, não é a primeira vez que Walysson de Matos tem problemas com a Justiça. Ano passado ele foi preso acusado de ter cometido crimes na modalidade “saidinha”.
“Ele nega, mas foi reconhecido, por isso foi autuado em flagrante e deve responder na Justiça por latrocínio”, confirma o delegado Vinicius Cardoso. (E. S.)
Apenas 4 anos
Criança morre afogada no Rio Tocantins
Fatalidade ou imprudência. São as duas hipóteses prováveis para um afogamento que aconteceu na tarde de domingo, no Rio Tocantins. O menor Artur Costa e Silva, de apenas 4 anos morreu.
Ele navegava dentro de uma canoa, conhecida por rabeta, quando o pequeno barco resvalou na hélice do cabo de aço que serve de sustentação de uma draga que fica estacionada no Rio Tocantins.
De acordo com a avó da criança, Maria José da Costa Martins, de 61 anos, o barco seguia com cinco pessoas e ela e o neto pretendiam ir até uma terra dela na localidade “Carrapato”, mas a viagem foi interrompida pelo acidente.
Militares do Corpo de Bombeiros fizeram as primeiras buscas no local, ainda na tarde de domingo, porém somente na manhã de ontem é que populares localizaram o corpo da criança.
Inconformada, a avó indagava o porquê de Deus ter permitido que o neto morresse. “Preferia eu ter morrido no lugar dele, porque Deus levou o meu filho”, dizia em prantos.
Por outro, lado o acidente reascende uma antiga discussão em torno da presença das dragas, que ficam localizadas no delta (encontro dos rios Itacaiúnas e Tocantins) há bastante tempo.
“Elas ficam ai sugando material porque aqui só mora pobre”, conta a dona de casa Alexandra Magalhães Teixeira. A mulher conta que praticamente todo o aterro de sustentação das casas do bairro Francisco Coelho, popularmente conhecido por “Cabelo Seco” foi tirado colocando em risco algumas destas casas.
A denúncia é reforçada pelo ancião Tertuliano Dias Aragão, 72 anos. “A vida toda nós reclamamos porque estas dragas ficam próximas às nossas casas, mas ninguém faz nada”, conta.
“Estamos abandonados, ninguém olha por nós”, reforça, lembrando que o Bairro Cabelo Seco é o primeiro do município, mas é o ultimo a ser lembrando pelo poder público. (E. S.)
Colono estava armado até os dentes
O colono Antonio Maciel Silva Filho, de 19 anos, preso no último domingo em Marabá, a julgar pela quantidade de armas que portava, provavelmente esperava um conflito de grandes proporções.
Policiais militares do Grupo Tático Operacional (GTO) prenderam o acusado quando este circulava pela Rodovia Transamazônica, zona rural de Marabá, e portava três espingardas cartucheiras e mais uma “garrucha”, arma artesanal.
Alguns cartuchos, balins e pólvora foram apreendidos em poder do acusado. O delegado Victor Costa Lima Leal autuou o colono por porte ilegal de armas com base no Estatuto do Desarmamento.
Antonio Filho negou, porém, que as armas seriam usadas em alguma contenda, ou defesa pessoal, mas usava as cartucheiras para caçar e que as armas pertencem à fazenda onde trabalha. Mas independentemente das alegações ele ficou preso e só deve sair quando um juiz arbitrar fiança.
Outro - O notívago Emanuel Maravilha Santis foi preso na madrugada de sábado, na Nova Marabá. Ele estava nas proximidades de uma boate e dava tiros pra cima.
Policiais militares do GTO foram acionados e prenderam o acusado que estava portando uma pistola calibre 7.65.
Conduzido até a 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá, e diante do delegado Temmer da Cunha Kaiath, disse que usava a arma para se proteger, mas acabou sendo autuado por porte ilegal de armas com base no Estatuto do Desarmamento. (E. S.)
Corpo tem 99% de chance de ser do desaparecido
Edinaldo Sousa
Restos mortais encontrados no mês de agosto e sepultados no município de Novo Repartimento, sudeste do Pará, podem pertencer ao executivo Márcio Venício Aranha.
A suspeita das autoridades aumenta tendo em vista que um exame de DNA entregue recentemente ao delegado Renato Lopes Tarallo apontou como positivo quando comparado com sangue e mucosa oral de dois filhos menores do executivo.
Márcio Aranha desapareceu no dia 27 de julho deste ano. Ele trafegava numa camionete dele, de Itupiranga em direção a Marabá, segundo informou uma conhecida dele para a polícia.
A Polícia Federal investigava se o desaparecido tinha, ou não envolvimento com a máfia do Pronaf em Itupiranga. Ele pode ter sido morto por conta dessas ligações perigosas. A investigação corre em sigilo.
No âmbito da Polícia Civil, o caso está sendo investigado pelo delegado Renato Tarallo. Ele disse que não poderia comentar nada a respeito do caso.
Fonte segura, porém, adiantou que o delegado deve requerer a exumação dos restos mortais a fim de tentar descobrir o que de fato aconteceu com o executivo.
Mulher morre quase 10 meses depois de atentado
Entre os 10 corpos que foram necropsiados neste final de semana no IML de Marabá consta o da dona de casa Maria Raimunda Cristina Dourado, de 61 anos. Ela faleceu no sábado, na casa dela, na Avenida Boa Esperança, 479, Bairro das Laranjeiras.
Para quem não se lembra, a vítima, até então, sobrevivia a um espancamento que sofreu no dia 14 de fevereiro do ano passado, ocasião em que retornava de uma festa no bairro Laranjeiras, distante poucos metros da casa dela.
Naquele fatídico dia, faleceu a amiga e vizinha Raimunda Cardoso de Miranda, com a qual tinha ido para esse clube e retornava de madrugada, quase o dia amanhecendo para a casa de ambas, que ficam localizadas na Avenida Boa Esperança.
O lavador de carros Michael de Sousa Pinto, 19 anos, réu confesso de ter matado a Raimunda de Miranda, na época, disse ter sido induzido por uma voz que lhe dizia para matar as duas mulheres.
A quando da prisão dele, no mesmo dia em que matou Raimunda de Miranda, contou que estava no clube e que a vítima lhe chamou de ladrão, motivo pelo qual ficou com raiva e seguiu ambas até desferir os golpes nas cabeças das duas mulheres.
Sem o menor constrangimento, o acusado contou para a imprensa local que efetuou o primeiro golpe em Raimunda de Miranda a quem chamava de loira e posteriormente em Maria Dourado.
Para atacar as mulheres o acusado um broklete que encontrou na própria Avenida Boa Esperança. Depois de matar a “loira”, o acusado arrastou o corpo até uma construção onde pode ter cometido mais um crime, a necrofilia.
Desde que sofreu a agressão na cabeça, Maria Dourado convalescia em casa e por diversas vezes ficou internada. Ela chegou a receber uma prótese, tendo em vista que perdeu parte do crânio, porém houve rejeição e o objeto acabou sendo retirado.
No último dia 1º de outubro ela recebeu alta médica onde foi para a casa dela. Parentes e amigos cuidavam dela, uma vez que a paciente não tinha arquivo memorial e poderia se acidentar caso efetuasse alguma atividade doméstica, literalmente estava vegetando.
No sábado passado, porém a situação clínica dela piorou. Maria Dourado chegou a ser levada para o Hospital Municipal de Marabá, mas não resistiu.
Resta saber agora se esta morte deve ser acrescida ao processo do acusado, uma vez que Maria Dourado faleceu por conta da pancada que recebeu na cabeça no mesmo dia em que a amiga Raimunda de Miranda faleceu. (E. S.)
Braçal flagrado tentando furtar relógio na feira
Alegando estar desempregado, o braçal Jairo Rodrigues Silva, de 30 anos, que disse morar na Rua São João Del Rey, 230, Liberdade, tentou, na manhã de domingo, furtar um relógio numa barraca da Feira Dionor Maranhão, Bairro das Laranjeiras.
Porém a dona da banca, Maria Vanicielan Gomes, percebeu a estratégia do malandro e gritou “pega ladrão”. Pronto, foi o suficiente para populares prenderem o suspeito e darem uma surra nele. A Polícia Militar que faz rondas naquela área foi chamada e prendeu o acusado.
Conduzido até a Delegacia Distrital da Cidade Nova o acusado foi autuado por tentativa de furto pelo delegado Victor Costa Lima Leal, já que não conseguiu furtar o relógio.
Para a Imprensa, porém, o acusado negou o crime. Mesmo assim ficou preso para refletir melhor a respeito do crime que tentou cometer. (E. S.)
Vigilante é vítima de latrocínio
Final de semana bastante movimentado no Instituto Médico Legal de Marabá (IML). Ao todo foram dez corpos necropsiados. Uma das vítimas foi o vigilante Deusimar Lopes da Silva, 42 anos. No sábado à tarde, por volta das 16h30, ele foi baleado, na Travessa Carajás, Bairro Cidade Nova, durante tentativa de assalto.
Deusimar da Silva pilotava uma moto Bros e carregava na garupa uma filha menor de 17 anos. Ele foi abordado na Travessa Carajás, por uma pessoa que estava armada com um revólver calibre 38.
De acordo com a menor, o assaltante também estava numa moto Bros e encostou próximo de ambos e mandou que Deusimar entregasse a moto. “Entrega a moto, vagabundo”, teria dito o assaltante, para em seguida efetuar um único disparo na vítima.
O projétil acertou as costas do vigilante que ainda foi socorrido e lavado para o Hospital Regional em Marabá, porém faleceu por volta das 22 horas.
O corpo do vigilante foi velado na casa do pai dele, no bairro Novo Horizonte, e sepultado no final da tarde de domingo. A família não quis aproximação com a Imprensa.
“Caiu”
Acusado foi preso horas após o crime
Logo após o baleamento do vigilante, policiais militares da 26ª Zona de Policiamento, comandados pelo major Denner Eudes da Rocha Favacho fizeram um cerco e conseguiram prender o acusado Walysson Gomes de Matos, de 18 anos.
Walysson de Matos foi apanhado quando chegava a casa dele, na Rua 7, Quadra 56, Lote 27, Conjunto Itacaiúnas, por volta das 19 horas do último sábado.
Assim que viu os policiais militares, o suspeito disse que não tinha cometido crime algum e que não sabia de nada, conforme informou o cabo Francisco Carlos Miranda.
Porém, minutos mais tarde, os policiais militares, de acordo com o sargento Aldir Santos, um revólver calibre 38 foi localizado na casa de um vizinho do acusado.
Esta pessoa não teve o nome divulgado, mas confirmou que Walysson da Silva entrou pelo quintal da casa dele e deixou a arma escondida dentro da casa.
Preso, o acusado não só negou que tivesse atirado no vigilante como disse que estava jogando vídeo game num cyber café do Bairro Liberdade.
A mesma história foi confirmada pelo pai da vítima, José Pessoa de Matos, mas estranhamente, assim que soube que o revólver havia sido localizado, o acusado urinou nas próprias mãos, provavelmente numa tentativa de se livrar de vestígios de pólvora.
A estratégia, na verdade não passa de mito, pois quando alguém atira, os vestígios de pólvora ficam no corpo por vários dias, daí o motivo pelo qual se faz o exame de pólvora combusta, conforme informou um perito criminal.
Por sua vez, o delegado Vinicius Cardoso das Neves autuou o acusado por latrocínio com base no Artigo 157, Parágrafo Terceiro, do Código Penal Brasileiro (CPB), e requisitou coleta de material sob as unhas do acusado a fim de que seja submetido a exame de pólvora combusta.
Outra medida tomada pelo delegado foi a requisição de exame de micro comparação balística entre o projétil retirado do corpo da vítima e arma encontrada a fim de detectar ou descartar se o revólver apreendido foi usado neste crime. (E. S.)
Filha da vítima reconhece acusado
Nesta tentativa de assalto, que evoluiu para latrocínio (roubo seguido de morte), a filha do vigilante, Deusimar Lopes da Silva, uma menor de 17 anos, teve a calma necessária para repassar as características do acusado aos policiais, o que permitiu a identificação e prisão de Walysson Gomes de Matos, de 18 anos.
Outro detalhe não menos importante foi o fato de a menor ter percebido que estava sendo seguida, desde quando saíram da casa dela, no Bairro Vale do Itacaíunas.
Quando chegaram à Avenida 2000, bairro Belo Horizonte, a menor disse ter visto quando outra pessoa numa moto Bros se aproximou da moto onde estava na garupa.
Contou aos policiais militares que viu os dizeres na frente da moto: “Que Deus te dê em dobro tudo aquilo que me desejares”.
Até então o acusado Walysson Matos negava peremptoriamente o crime, porém a moto, que pertence ao pai dele, José Matos, foi apreendida, uma vez que supostamente fez parte do crime.
Num primeiro momento, o pai do acusado, José Pessoa, chegou a ameaçar processar alguns profissionais de Imprensa que estavam trabalhando na cobertura jornalística do assassinato.
Mais calmo, ele disse para a Imprensa que o filho não tem nada a ver com o crime e no momento em que aconteceu o baleamento, Walysson estava num cyber café, além de ter comentado que a menor estaria nervosa, e poderia ter se confundido.
Esta, porém, não é a primeira vez que Walysson de Matos tem problemas com a Justiça. Ano passado ele foi preso acusado de ter cometido crimes na modalidade “saidinha”.
“Ele nega, mas foi reconhecido, por isso foi autuado em flagrante e deve responder na Justiça por latrocínio”, confirma o delegado Vinicius Cardoso. (E. S.)
Apenas 4 anos
Criança morre afogada no Rio Tocantins
Fatalidade ou imprudência. São as duas hipóteses prováveis para um afogamento que aconteceu na tarde de domingo, no Rio Tocantins. O menor Artur Costa e Silva, de apenas 4 anos morreu.
Ele navegava dentro de uma canoa, conhecida por rabeta, quando o pequeno barco resvalou na hélice do cabo de aço que serve de sustentação de uma draga que fica estacionada no Rio Tocantins.
De acordo com a avó da criança, Maria José da Costa Martins, de 61 anos, o barco seguia com cinco pessoas e ela e o neto pretendiam ir até uma terra dela na localidade “Carrapato”, mas a viagem foi interrompida pelo acidente.
Militares do Corpo de Bombeiros fizeram as primeiras buscas no local, ainda na tarde de domingo, porém somente na manhã de ontem é que populares localizaram o corpo da criança.
Inconformada, a avó indagava o porquê de Deus ter permitido que o neto morresse. “Preferia eu ter morrido no lugar dele, porque Deus levou o meu filho”, dizia em prantos.
Por outro, lado o acidente reascende uma antiga discussão em torno da presença das dragas, que ficam localizadas no delta (encontro dos rios Itacaiúnas e Tocantins) há bastante tempo.
“Elas ficam ai sugando material porque aqui só mora pobre”, conta a dona de casa Alexandra Magalhães Teixeira. A mulher conta que praticamente todo o aterro de sustentação das casas do bairro Francisco Coelho, popularmente conhecido por “Cabelo Seco” foi tirado colocando em risco algumas destas casas.
A denúncia é reforçada pelo ancião Tertuliano Dias Aragão, 72 anos. “A vida toda nós reclamamos porque estas dragas ficam próximas às nossas casas, mas ninguém faz nada”, conta.
“Estamos abandonados, ninguém olha por nós”, reforça, lembrando que o Bairro Cabelo Seco é o primeiro do município, mas é o ultimo a ser lembrando pelo poder público. (E. S.)
Colono estava armado até os dentes
O colono Antonio Maciel Silva Filho, de 19 anos, preso no último domingo em Marabá, a julgar pela quantidade de armas que portava, provavelmente esperava um conflito de grandes proporções.
Policiais militares do Grupo Tático Operacional (GTO) prenderam o acusado quando este circulava pela Rodovia Transamazônica, zona rural de Marabá, e portava três espingardas cartucheiras e mais uma “garrucha”, arma artesanal.
Alguns cartuchos, balins e pólvora foram apreendidos em poder do acusado. O delegado Victor Costa Lima Leal autuou o colono por porte ilegal de armas com base no Estatuto do Desarmamento.
Antonio Filho negou, porém, que as armas seriam usadas em alguma contenda, ou defesa pessoal, mas usava as cartucheiras para caçar e que as armas pertencem à fazenda onde trabalha. Mas independentemente das alegações ele ficou preso e só deve sair quando um juiz arbitrar fiança.
Outro - O notívago Emanuel Maravilha Santis foi preso na madrugada de sábado, na Nova Marabá. Ele estava nas proximidades de uma boate e dava tiros pra cima.
Policiais militares do GTO foram acionados e prenderam o acusado que estava portando uma pistola calibre 7.65.
Conduzido até a 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá, e diante do delegado Temmer da Cunha Kaiath, disse que usava a arma para se proteger, mas acabou sendo autuado por porte ilegal de armas com base no Estatuto do Desarmamento. (E. S.)
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