O Laércio salvou a cobra
O repórter Laércio Ribeiro, no final da tarde de quinta-feira, quando passava pelo trevo que liga os três principais núcleos urbanos de Marabá avistou um réptil de aproximadamente dois metros de comprimento e não pensou duas vezes: desceu da moto e atravessou na frente e literalmente salvou o animal.
Pediu aos motoristas que diminuíssem a velocidade dos carros para que não atropelassem o animal. Ele foi atendido, mas a cobra se atracou numa das rodas e foi preciso acionar os Bombeiros.
Formou-se uma “muvuca” e envolveu, inclusive agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que até então não tinham conhecimento do que estava acontecendo.
Os federais constaram o motivo do engarrafamento e ajudaram a controlar o trânsito enquanto os bombeiros militares recolhiam o animal, que ao final foi encaminhado para uma área de preservação da Fundação Zoobotânica de Marabá (FZM).
E toda essa ação deu-se, graças à perspicácia e ao sentimento de preservação do repórter Laércio Ribeiro que foi além do simples fato de noticiar e ajudou a salvar o animal. Aplausos ao amigo, hein, tira um fino.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Ibama embarga exportação de gado
Rabanho iria para o Egito, porém órgão ambiental desconfia que animais foram criados em áreas embargadas. Animais podem ser apreendidos
Altamira – Na tarde desta sexta-feira (04) o Ibama embargou a exportação de cerca de 17 mil cabeças de gado para o Egito, sob suspeita dos animais terem sido criados em áreas ilegalmente desmatadas no Pará.
O rebanho pertence a uma empresa agropecuária, que pretendia enviá-lo de navio ao Oriente Médio, pelo porto de Barcarena, a 70 Km de Belém.
Segundo a Superintendência do Ibama no Pará, a empresa foi notificada a comprovar que o gado tinha origem em áreas regularizadas para a atividade pecuária, e não em fazendas embargadas pelo Ibama.
A assessoria de imprensa do Ibama informou que se a empresa não comprovar a legalidade da carga em 48 horas, os animais serão apreendidos e doados a entidades sociais.
Para comprovar a origem, a empresa precisaria ter apresentado a nota fiscal do produtor e a Guia de Trânsito Animal (GTA).
Com estes documentos, o órgão ambiental verifica se as propriedades onde os animais foram criados estão regulares no C.A.R. (Cadastro Ambiental Rural) e fora da lista de áreas embargadas mantida pelo instituto.
A agropecuária embargada, no entanto, até o momento apresentou apenas a documentação da área de confinamento do gado que seria exportado, localizada próxima ao porto de Barcarena. O local, onde eles apenas aguardam o momento do embarque, não comprova que o gado não é fruto de atividade beneficiada pelo desmatamento ilegal da floresta amazônica.
Altamira – Na tarde desta sexta-feira (04) o Ibama embargou a exportação de cerca de 17 mil cabeças de gado para o Egito, sob suspeita dos animais terem sido criados em áreas ilegalmente desmatadas no Pará.
O rebanho pertence a uma empresa agropecuária, que pretendia enviá-lo de navio ao Oriente Médio, pelo porto de Barcarena, a 70 Km de Belém.
Segundo a Superintendência do Ibama no Pará, a empresa foi notificada a comprovar que o gado tinha origem em áreas regularizadas para a atividade pecuária, e não em fazendas embargadas pelo Ibama.
A assessoria de imprensa do Ibama informou que se a empresa não comprovar a legalidade da carga em 48 horas, os animais serão apreendidos e doados a entidades sociais.
Para comprovar a origem, a empresa precisaria ter apresentado a nota fiscal do produtor e a Guia de Trânsito Animal (GTA).
Com estes documentos, o órgão ambiental verifica se as propriedades onde os animais foram criados estão regulares no C.A.R. (Cadastro Ambiental Rural) e fora da lista de áreas embargadas mantida pelo instituto.
A agropecuária embargada, no entanto, até o momento apresentou apenas a documentação da área de confinamento do gado que seria exportado, localizada próxima ao porto de Barcarena. O local, onde eles apenas aguardam o momento do embarque, não comprova que o gado não é fruto de atividade beneficiada pelo desmatamento ilegal da floresta amazônica.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Polícia Federal prende traficante do Mato Grosso
O serviço de inteligência da Policia Federal (PF) do Pará e do Mato Grosso detectou que um traficante estava em trânsito e saiu, no início dessa semana da cidade de Curvelo, no Mato Grosso para Marabá e estaria transportando uma significativa quantidade de cocaína.
De posse dessa preciosa informação, policiais federais de Marabá, coordenados pelo delegado Robert Nunes Ferreira montaram campana e conseguiram interceptar um acusado à altura da Vila Sororó, no Quilômetro 35 da BR 155.
Foi preso o acusado de ser traficante, Everaldo Monesi, 41 anos. Ele dirigia um Uno Mille, placa KAP-8495. Dentro do tanque desse carro os agentes localizaram 18 quilos de pasta base de cocaína, que quando batizada renderia até dez vezes mais essa quantidade.
Evidentemente que o delegado Robert Nunes não informou para quem seria entregue a droga em Marabá, porém confirmou que uma parte da droga seria despejada na cidade.
Marabá há muito na rota do tráfico e nos últimos dois anos se acentuou consideravelmente o fluxo de cocaína e crack.
Visando dar uma freada no tráfico a Polícia Federal, apesar de ter o entendimento de que não muito produtivo o combate a varejo, pretende monitorar onde há os principais pontos de venda e quem sabe desencadear micro operações para tentar prender traficantes.
No caso da prisão de ontem Robert Nunes lembrou que esse é o tipo de trabalho que demorar em se obter resultados, em função das constantes metamorfoses adotadas pelos traficantes, que se utiliza de diversas estratégias para ludibriar a fiscalização policial.
Pra se ter uma idéia, há cerca de dois meses pelo menos 16 quilos de cocaína conseguiu entrar em Marabá.
No caso da prisão de ontem o acusado escondeu a droga dentro do tanque combustível. Por conta disso ele não podia encher o tanque, porém carregava consigo alguns galões com álcool e quando o carro entrava na reserva, abastecia o veículo.
“Fizemos algumas perguntas e ele se contradisse, ficou nervoso, mas como tínhamos informações a respeito do suspeito, mandamos o carro para a oficina e constatamos que a droga estava dentro do tanque”, narra o delegado.
O último argumento do acusado, segundo fonte segura, foi tentar dizer que a droga pertenceria a conterrâneo que andava com ele.
Porém esta pessoa ao ser questionada demonstrou que não tinha conhecimento da droga e assim foi liberado, enquanto Everaldo Monesi foi autuado por tráfico de drogas e no final do dia foi encaminhado ao Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Chama).
PF fecha cerco contra falsos pescadores
A Polícia Federal (PF) dá demonstração que pretende fechar o cerco contra falsos pescadores, que nesta época do ano, se utilizam de métodos nada convencionais para se apropriarem do seguro defeso.
Na semana passada, policiais federais, coordenados pelo delegado Robert Nunes Teixeira deram um “bote” certeiro na presidente da Colônia de Pescadores de Palestina do Pará, a Z-67, Lucineide Rodrigues de Sousa.
Os federais cumpriram mandado de busca e apreensão expedido pelo então juiz federal Carlos Borlido Hadad. Na casa dela, o delegado disse ter recolhido vários documentos de prováveis pescadores. Chamou a atenção do delegado o fato de no município de Palestina do Pará haver mais de 800 pescadores cadastrados.
No município a população estimada é de aproximadamente 8 mil moradores. “É um percentual muito alto de pescadores, o que dá mais de 10%, então é muito estranho”, comenta o delegado.
Robert Nunes comentou ainda que recebeu várias denúncias de que em Palestina do Pará há muitos pescadores que na verdade apenas se beneficiam do seguro defeso, que é liberado em quatro parcelas de um salário cada.
Para o delegado, é muito comum haver denúncias de que as Colônias de Pescadores da região cadastram pescadores a mais do que o número real, ou seja, visam apenas se locupletar do dinheiro publico.
Nesta região as denúncias partem dos municípios de Itupiranga, Breu Branco, Tucuruí e Jacundá. Boa parte das denúncias é investigada, porém vale lembrar que por conta do volume fica praticamente impossível para a PF acompanhar todos os casos.
Pai e filha presos por tráfico
Policiais civis disfarçados de usuários de droga prenderam na tarde desta quarta-feira (2), Adonias da Cruz 42 anos e a filha dele, Auenes Souza da Cruz, 20 anos, grávida de oito meses.
Os dois foram autuados pelo delegado Bruno Fernandes Lima por tráfico de drogas, já que na casa deles, na rua Itatocan 61, São Félix os policiais localizaram uma pequena quantia de maconha e 58 petecas de crack, além de R$ 146,00.
Detalhe curioso neste caso é que os dois se acusam mutuamente em relação a quem pertencia a droga, que foi localizada enterrada no quintal da casa.
A mulher, diz que está grávida e que morava agregada na casa do pai dela, porém iria sair na próxima segunda.
Ela confirma que vendeu duas petecas de crack para um suposto usuário de drogas, que na verdade era um policial civil infiltrado e logo em seguida recebeu voz de prisão.
Negou que a droga lhe pertencesse e disse que o pai dela é traficante há algum tempo. Adonias da Cruz, por sua vez repele e repudia a acusação da filha.
“A gente tem que assumir aquilo que é não tenho nada a ver com isso, moro no quilômetro 40 em São João e venho aqui de vez em quando”, se defendeu.
Independentemente das alegações de ambos o certo é que na casa os policiais localizaram a droga e pretendem continuar efetuando esse trabalho de infiltração e disfarce a fim de tentar minimizar a atuação dos traficantes em Marabá.
Preso acusado de vários homicídios
Policiais militares da 2ª Zona de Policiamento Militar, sob o comando do major Denner Eudes Favacho da Rocha, prenderam na tarde de quinta-feira Renan Pereira da Silva, o Renanzinho, acusado de ter matado várias pessoas em Marabá, entre o final do ano passado e início deste ano.
Porém, após longo depoimento, o acusado foi posto em liberdade tendo em vista que não havia situação de flagrante contra ele. Um dos crimes dos quais ele está sendo teve como vítima, Alan Peterson Alves Batalha, o Presunto, morto a tiros no dia 24 de dezembro quando saía de uma boate no bairro Liberdade.
Este crime teria sido cometido em parceria com o também acusado de ser homicida, Alesy Franckrai Mamolla Souza Fernandes, o Jorginho, preso no último sábado, após longa perseguição policial.
A dupla, naquele dia, tentou matar Leandro da Conceição Silva, que até ontem continuava internado no Hospital Municipal de Marabá.
No crime contra o Presunto, os dois, segundo o sargento Arielson de Jesus Ramos, utilizaram um ardil até sutil para matá-lo.
No momento em balearam o Presunto, alguns motoqueiros davam estalidos nos canos de descarga das motos, semelhante a tiros, então os dois teriam se aproveitado desse barulho para matar o Presunto.
Este crime, ainda segundo o militar, desencadeou a morte de outros dois adolescentes. Um deles foi morto a tiros na travessa Pará, bairro Liberdade, no dia 27 de dezembro.
E, no dia 3 de janeiro, outro adolescente, também de 13 anos, conhecido por “Abu” foi morto a tiros na rua Antonio Zucatelli, bairro Jardim Vitória.
Segundo o sargento Arielson, estes crimes foram cometidos pela dupla, que utilizava uma moto YBR, vermelha sem a rabeta, parte posterior da moto. Estes dois adolescentes teriam sido mortos porque sabiam que Renanzinho e Jorginho haviam matado o Presunto.
Outros crimes que aconteceram recentemente em Marabá também estão sendo imputados à dupla. Um deles teve como vítima William Batista Lima Freitas, o Neguinho da Touca, 22 anos, morto a tiros no dia 17 de janeiro deste ano.
Mas o que a Polícia tem de garantia contra ambos é a tentativa de homicídio contra Leandro da Conceição Silva, no sábado, próximo ao balneário Vavazão, Independência.
Nesta tentativa, segundo fonte da Polícia estaria por trás o tráfico de drogas e exemplo de muitos outros crimes que aconteceram recentemente, sendo que os dois, segundo a mesma fonte, estavam matando a mando de traficantes.
De posse de todas estas informações, a Polícia trabalha no sentido de montar o inquérito policial para tentar vincular tais mortes aos acusados, mas esbarra num velho problema: a falta de colaboração de testemunhas.
Vale lembrar que no sábado, quando Jorginho atirou em Leandro, um dos tiros atingiu de raspão o pescoço de uma criança, de apenas cinco anos de idade. Aparentemente a criança não corre risco de morte.
Quando Renan foi preso, segundo o sargento Arielson Ramos, ele foi logo adiantando: “podem me bater, mas não vou contar nada”.
Ouvido pelo delegado Victor Manfrini Corrêa Braga o acusado negou todos os crimes, apesar de haver fortes indícios contra ele. “Ele é frio, faz as paradas e não abre de jeito algum”, comentou o sargento.
Agora a Polícia trabalha na perspectiva de montar o quebra-cabeça dos vários crimes imputados aos dois e posteriormente deve pedir a prisão preventiva deles.
Carlinhos pode ter sido vítima de vingança
A Divisão de Homicídios tem poucos elementos que possam indicar quais foram os autores de um homicídio que aconteceu no final da tarde da última segunda-feira em Marabá.
Neste caso a Polícia descobriu que se tratava de José Carlos Marinho da Silva, o Carlinhos, 39 anos, morto a tiros no final da avenida Boa Esperança, bairro Independência.
A vítima foi baleada quando trafegava por esta rua numa bicicleta bastante surrada. Foi morto com vários tiros, sendo a maioria na cabeça dele.
A reportagem levantou que Carlinhos era um antigo freqüentador de cadeias, tanto que respondia a cinco processos na Comarca de Parauapebas.
Da extensa lista de crimes constavam furtos, roubos, dano ao patrimônio e até homicídios. “Ele não era boa bisca, tanto que me separei dele”, conta a dona de casa Edilene Silva Cândido 32 anos.
A mulher esteve na Delegacia Distrital da Cidade Nova para apanhar a bicicleta e ficou de ir até a quitinete onde Carlinhos morava, na avenida Boa Esperança, bairro Independência para apanhar os objetos do ex-marido, com o qual teve três filhos.
Contou que conviveu maritalmente com Carlinhos durante doze anos e boa parte desse tempo o ex-marido ficou preso. Carlinhos foi sepultado no início da noite de terça-feira no Cemitério da Saudade.
De posse dessa preciosa informação, policiais federais de Marabá, coordenados pelo delegado Robert Nunes Ferreira montaram campana e conseguiram interceptar um acusado à altura da Vila Sororó, no Quilômetro 35 da BR 155.
Foi preso o acusado de ser traficante, Everaldo Monesi, 41 anos. Ele dirigia um Uno Mille, placa KAP-8495. Dentro do tanque desse carro os agentes localizaram 18 quilos de pasta base de cocaína, que quando batizada renderia até dez vezes mais essa quantidade.
Evidentemente que o delegado Robert Nunes não informou para quem seria entregue a droga em Marabá, porém confirmou que uma parte da droga seria despejada na cidade.
Marabá há muito na rota do tráfico e nos últimos dois anos se acentuou consideravelmente o fluxo de cocaína e crack.
Visando dar uma freada no tráfico a Polícia Federal, apesar de ter o entendimento de que não muito produtivo o combate a varejo, pretende monitorar onde há os principais pontos de venda e quem sabe desencadear micro operações para tentar prender traficantes.
No caso da prisão de ontem Robert Nunes lembrou que esse é o tipo de trabalho que demorar em se obter resultados, em função das constantes metamorfoses adotadas pelos traficantes, que se utiliza de diversas estratégias para ludibriar a fiscalização policial.
Pra se ter uma idéia, há cerca de dois meses pelo menos 16 quilos de cocaína conseguiu entrar em Marabá.
No caso da prisão de ontem o acusado escondeu a droga dentro do tanque combustível. Por conta disso ele não podia encher o tanque, porém carregava consigo alguns galões com álcool e quando o carro entrava na reserva, abastecia o veículo.
“Fizemos algumas perguntas e ele se contradisse, ficou nervoso, mas como tínhamos informações a respeito do suspeito, mandamos o carro para a oficina e constatamos que a droga estava dentro do tanque”, narra o delegado.
O último argumento do acusado, segundo fonte segura, foi tentar dizer que a droga pertenceria a conterrâneo que andava com ele.
Porém esta pessoa ao ser questionada demonstrou que não tinha conhecimento da droga e assim foi liberado, enquanto Everaldo Monesi foi autuado por tráfico de drogas e no final do dia foi encaminhado ao Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Chama).
PF fecha cerco contra falsos pescadores
A Polícia Federal (PF) dá demonstração que pretende fechar o cerco contra falsos pescadores, que nesta época do ano, se utilizam de métodos nada convencionais para se apropriarem do seguro defeso.
Na semana passada, policiais federais, coordenados pelo delegado Robert Nunes Teixeira deram um “bote” certeiro na presidente da Colônia de Pescadores de Palestina do Pará, a Z-67, Lucineide Rodrigues de Sousa.
Os federais cumpriram mandado de busca e apreensão expedido pelo então juiz federal Carlos Borlido Hadad. Na casa dela, o delegado disse ter recolhido vários documentos de prováveis pescadores. Chamou a atenção do delegado o fato de no município de Palestina do Pará haver mais de 800 pescadores cadastrados.
No município a população estimada é de aproximadamente 8 mil moradores. “É um percentual muito alto de pescadores, o que dá mais de 10%, então é muito estranho”, comenta o delegado.
Robert Nunes comentou ainda que recebeu várias denúncias de que em Palestina do Pará há muitos pescadores que na verdade apenas se beneficiam do seguro defeso, que é liberado em quatro parcelas de um salário cada.
Para o delegado, é muito comum haver denúncias de que as Colônias de Pescadores da região cadastram pescadores a mais do que o número real, ou seja, visam apenas se locupletar do dinheiro publico.
Nesta região as denúncias partem dos municípios de Itupiranga, Breu Branco, Tucuruí e Jacundá. Boa parte das denúncias é investigada, porém vale lembrar que por conta do volume fica praticamente impossível para a PF acompanhar todos os casos.
Pai e filha presos por tráfico
Policiais civis disfarçados de usuários de droga prenderam na tarde desta quarta-feira (2), Adonias da Cruz 42 anos e a filha dele, Auenes Souza da Cruz, 20 anos, grávida de oito meses.
Os dois foram autuados pelo delegado Bruno Fernandes Lima por tráfico de drogas, já que na casa deles, na rua Itatocan 61, São Félix os policiais localizaram uma pequena quantia de maconha e 58 petecas de crack, além de R$ 146,00.
Detalhe curioso neste caso é que os dois se acusam mutuamente em relação a quem pertencia a droga, que foi localizada enterrada no quintal da casa.
A mulher, diz que está grávida e que morava agregada na casa do pai dela, porém iria sair na próxima segunda.
Ela confirma que vendeu duas petecas de crack para um suposto usuário de drogas, que na verdade era um policial civil infiltrado e logo em seguida recebeu voz de prisão.
Negou que a droga lhe pertencesse e disse que o pai dela é traficante há algum tempo. Adonias da Cruz, por sua vez repele e repudia a acusação da filha.
“A gente tem que assumir aquilo que é não tenho nada a ver com isso, moro no quilômetro 40 em São João e venho aqui de vez em quando”, se defendeu.
Independentemente das alegações de ambos o certo é que na casa os policiais localizaram a droga e pretendem continuar efetuando esse trabalho de infiltração e disfarce a fim de tentar minimizar a atuação dos traficantes em Marabá.
Preso acusado de vários homicídios
Policiais militares da 2ª Zona de Policiamento Militar, sob o comando do major Denner Eudes Favacho da Rocha, prenderam na tarde de quinta-feira Renan Pereira da Silva, o Renanzinho, acusado de ter matado várias pessoas em Marabá, entre o final do ano passado e início deste ano.
Porém, após longo depoimento, o acusado foi posto em liberdade tendo em vista que não havia situação de flagrante contra ele. Um dos crimes dos quais ele está sendo teve como vítima, Alan Peterson Alves Batalha, o Presunto, morto a tiros no dia 24 de dezembro quando saía de uma boate no bairro Liberdade.
Este crime teria sido cometido em parceria com o também acusado de ser homicida, Alesy Franckrai Mamolla Souza Fernandes, o Jorginho, preso no último sábado, após longa perseguição policial.
A dupla, naquele dia, tentou matar Leandro da Conceição Silva, que até ontem continuava internado no Hospital Municipal de Marabá.
No crime contra o Presunto, os dois, segundo o sargento Arielson de Jesus Ramos, utilizaram um ardil até sutil para matá-lo.
No momento em balearam o Presunto, alguns motoqueiros davam estalidos nos canos de descarga das motos, semelhante a tiros, então os dois teriam se aproveitado desse barulho para matar o Presunto.
Este crime, ainda segundo o militar, desencadeou a morte de outros dois adolescentes. Um deles foi morto a tiros na travessa Pará, bairro Liberdade, no dia 27 de dezembro.
E, no dia 3 de janeiro, outro adolescente, também de 13 anos, conhecido por “Abu” foi morto a tiros na rua Antonio Zucatelli, bairro Jardim Vitória.
Segundo o sargento Arielson, estes crimes foram cometidos pela dupla, que utilizava uma moto YBR, vermelha sem a rabeta, parte posterior da moto. Estes dois adolescentes teriam sido mortos porque sabiam que Renanzinho e Jorginho haviam matado o Presunto.
Outros crimes que aconteceram recentemente em Marabá também estão sendo imputados à dupla. Um deles teve como vítima William Batista Lima Freitas, o Neguinho da Touca, 22 anos, morto a tiros no dia 17 de janeiro deste ano.
Mas o que a Polícia tem de garantia contra ambos é a tentativa de homicídio contra Leandro da Conceição Silva, no sábado, próximo ao balneário Vavazão, Independência.
Nesta tentativa, segundo fonte da Polícia estaria por trás o tráfico de drogas e exemplo de muitos outros crimes que aconteceram recentemente, sendo que os dois, segundo a mesma fonte, estavam matando a mando de traficantes.
De posse de todas estas informações, a Polícia trabalha no sentido de montar o inquérito policial para tentar vincular tais mortes aos acusados, mas esbarra num velho problema: a falta de colaboração de testemunhas.
Vale lembrar que no sábado, quando Jorginho atirou em Leandro, um dos tiros atingiu de raspão o pescoço de uma criança, de apenas cinco anos de idade. Aparentemente a criança não corre risco de morte.
Quando Renan foi preso, segundo o sargento Arielson Ramos, ele foi logo adiantando: “podem me bater, mas não vou contar nada”.
Ouvido pelo delegado Victor Manfrini Corrêa Braga o acusado negou todos os crimes, apesar de haver fortes indícios contra ele. “Ele é frio, faz as paradas e não abre de jeito algum”, comentou o sargento.
Agora a Polícia trabalha na perspectiva de montar o quebra-cabeça dos vários crimes imputados aos dois e posteriormente deve pedir a prisão preventiva deles.
Carlinhos pode ter sido vítima de vingança
A Divisão de Homicídios tem poucos elementos que possam indicar quais foram os autores de um homicídio que aconteceu no final da tarde da última segunda-feira em Marabá.
Neste caso a Polícia descobriu que se tratava de José Carlos Marinho da Silva, o Carlinhos, 39 anos, morto a tiros no final da avenida Boa Esperança, bairro Independência.
A vítima foi baleada quando trafegava por esta rua numa bicicleta bastante surrada. Foi morto com vários tiros, sendo a maioria na cabeça dele.
A reportagem levantou que Carlinhos era um antigo freqüentador de cadeias, tanto que respondia a cinco processos na Comarca de Parauapebas.
Da extensa lista de crimes constavam furtos, roubos, dano ao patrimônio e até homicídios. “Ele não era boa bisca, tanto que me separei dele”, conta a dona de casa Edilene Silva Cândido 32 anos.
A mulher esteve na Delegacia Distrital da Cidade Nova para apanhar a bicicleta e ficou de ir até a quitinete onde Carlinhos morava, na avenida Boa Esperança, bairro Independência para apanhar os objetos do ex-marido, com o qual teve três filhos.
Contou que conviveu maritalmente com Carlinhos durante doze anos e boa parte desse tempo o ex-marido ficou preso. Carlinhos foi sepultado no início da noite de terça-feira no Cemitério da Saudade.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Delegada expulsa advogado
Quem vê a delegada Adriana Sacramento Silva pela primeira vez, a impressão e conclusão que se tira é de uma mulher, simpática e elegante, porém por trás de um rosto bonito se esconde uma pessoa bastante altiva e de pulso forte.
Semana passada ela, literalmente expulsou da sala dela, o advogado Albérico Mesquita Ribeiro após uma breve discussão sendo que a delegada não gostou nenhum um pouco do tratamento dispensado a ela por parte do advogado. A qualquer momento fatos novos a respeito do caso.
Semana passada ela, literalmente expulsou da sala dela, o advogado Albérico Mesquita Ribeiro após uma breve discussão sendo que a delegada não gostou nenhum um pouco do tratamento dispensado a ela por parte do advogado. A qualquer momento fatos novos a respeito do caso.
sábado, 29 de janeiro de 2011
Morte anunciada
Sindicalista assassinado dentro de casa
Ele queria ver a terra dividida como frisa a canção, “Funeral de um lavrador”, de Chico Buarque de Holanda e João Cabral de Melo Neto, porém o máximo que conseguiu foi “uma cova medida é a terra que querias ver repartida”.
Dois pistoleiros em uma moto silenciaram a tiros, na noite do último sábado o sindicalista Pedro de Oliveira Torres, o Pedro Sacaca. Era por volta das 19 horas quando aconteceu o homicídio.
Pelo menos quatro tiros acertaram a vítima. Os dois primeiros tiros foram dados quando Pedro Sacaca estava do lado de fora, o pistoleiro desferiu outros dois quando a vítima estava caída dentro da casa dele, situada na rua das Castanheiras, bairro Jardim União, núcleo Cidade Nova.
Ele coordenava o acampamento “Planta Brasil”, na fazenda Bandeirante, em Itupiranga sudeste do Pará. A propriedade pertence ao coronel da reserva, José Ricardo Barbosa Sobrinho.
A vítima contou ao amigo e também sindicalista, Sebastião Alves de Souza, o Tião Branco que saiu na semana passada do acampamento e estava sendo ameaçada de morte e acabou sendo assassinado dentro de casa.
O Núcleo de Inteligência da Polícia (NIP) já está no caso. Vale lembrar que crimes envolvendo sindicalistas causam um grande clamor popular, muito embora não se tenha uma comprovação que neste caso há alguma ligação com a luta pela posse da terra.
Em se tratando de NIP, via de regra, esta unidade consegue esclarecer os casos em que investiga, já que é considerada a elite da Policia Civil do Pará e detém uma considerável estrutura de trabalho. Continuamos no front e mais novidades a respeito desse caso a qualquer momento.
Ele queria ver a terra dividida como frisa a canção, “Funeral de um lavrador”, de Chico Buarque de Holanda e João Cabral de Melo Neto, porém o máximo que conseguiu foi “uma cova medida é a terra que querias ver repartida”.
Dois pistoleiros em uma moto silenciaram a tiros, na noite do último sábado o sindicalista Pedro de Oliveira Torres, o Pedro Sacaca. Era por volta das 19 horas quando aconteceu o homicídio.
Pelo menos quatro tiros acertaram a vítima. Os dois primeiros tiros foram dados quando Pedro Sacaca estava do lado de fora, o pistoleiro desferiu outros dois quando a vítima estava caída dentro da casa dele, situada na rua das Castanheiras, bairro Jardim União, núcleo Cidade Nova.
Ele coordenava o acampamento “Planta Brasil”, na fazenda Bandeirante, em Itupiranga sudeste do Pará. A propriedade pertence ao coronel da reserva, José Ricardo Barbosa Sobrinho.
A vítima contou ao amigo e também sindicalista, Sebastião Alves de Souza, o Tião Branco que saiu na semana passada do acampamento e estava sendo ameaçada de morte e acabou sendo assassinado dentro de casa.
O Núcleo de Inteligência da Polícia (NIP) já está no caso. Vale lembrar que crimes envolvendo sindicalistas causam um grande clamor popular, muito embora não se tenha uma comprovação que neste caso há alguma ligação com a luta pela posse da terra.
Em se tratando de NIP, via de regra, esta unidade consegue esclarecer os casos em que investiga, já que é considerada a elite da Policia Civil do Pará e detém uma considerável estrutura de trabalho. Continuamos no front e mais novidades a respeito desse caso a qualquer momento.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Vavá Mutran novamente julgado
O ex-deputado estadual Osvaldo dos Reis Mutran, 80 anos, deve ser julgado no dia 11 de abril deste ano. O julgamento deve ser presidido pelo juiz Edmar Silva Pereira, titular da 1ª Vara Criminal de Belém. A informação está postada no site do Tribunal de Justiça do Pará.
Vavá Mutran é acusado de ter matado o garoto David Abreu de Souza, no dia 4 de dezembro de 2002 à época com sete anos de idade.
A criança foi baleada na cabeça e caiu num campinho de terra batida à época localizado atrás de uma casa de Vavá Mutran, no bairro Quilômetro Sete, Nova Marabá.
David de Souza ainda foi socorrido e morreu dentro de uma ambulância na pista do aeroporto de Marabá. O garoto seria transferido para Araguaína-TO.
Vavá Mutran foi julgado no dia 24 de agosto de 2005 em Marabá, ocasião em que foi absolvido por cinco votos a dois. Naquela ocasião o Ministério Público Estadual recorreu e conseguiu anular o julgamento.
Os advogados Jânio Siqueira e Mancípor Oliveira Lopes patrocinaram a defesa de Vavá Mutran e conseguiram incutir nos jurados que o acusado era inocente.
Eles defenderam a tese de negativa de autoria. Neste novo julgamento o advogado Osvaldo Serrão deve patrocinar a defesa do acusado.
Absolvição - Apesar de preso em flagrante, Mutran negou ter cometido o crime, que imputou a um caseiro identificado por “Assis” e que nunca foi encontrado.
A defesa também alegou que as testemunhas de acusação não afirmaram categoricamente a culpa do fazendeiro, em cujas mãos também não teriam sido detectados vestígios de pólvora o que facilitou o trabalho da defesa.
A fim de evitar quaisquer influências. O desaforamento do julgamento para a capital paraense foi decidido pelas Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça do Estado (TJE).
A relatora, desembargadora Raimunda Noronha, atendeu ao pedido encaminhado pelo promotor Daniel Barros, sendo acompanhada à unanimidade pelos demais magistrados que compõem o colegiado.
Segundo o MPE, a realização do julgamento em Marabá poderia comprometer o resultado devido à influência econômica e política exercida pela família Mutran naquele município.
Ouvido pela reportagem, um dos filhos do acusado, negou que o julgamento estava marcado e informou que há um recurso tramitando em Belém a respeito do desaforamento do caso.
Vavá Mutran é acusado de ter matado o garoto David Abreu de Souza, no dia 4 de dezembro de 2002 à época com sete anos de idade.
A criança foi baleada na cabeça e caiu num campinho de terra batida à época localizado atrás de uma casa de Vavá Mutran, no bairro Quilômetro Sete, Nova Marabá.
David de Souza ainda foi socorrido e morreu dentro de uma ambulância na pista do aeroporto de Marabá. O garoto seria transferido para Araguaína-TO.
Vavá Mutran foi julgado no dia 24 de agosto de 2005 em Marabá, ocasião em que foi absolvido por cinco votos a dois. Naquela ocasião o Ministério Público Estadual recorreu e conseguiu anular o julgamento.
Os advogados Jânio Siqueira e Mancípor Oliveira Lopes patrocinaram a defesa de Vavá Mutran e conseguiram incutir nos jurados que o acusado era inocente.
Eles defenderam a tese de negativa de autoria. Neste novo julgamento o advogado Osvaldo Serrão deve patrocinar a defesa do acusado.
Absolvição - Apesar de preso em flagrante, Mutran negou ter cometido o crime, que imputou a um caseiro identificado por “Assis” e que nunca foi encontrado.
A defesa também alegou que as testemunhas de acusação não afirmaram categoricamente a culpa do fazendeiro, em cujas mãos também não teriam sido detectados vestígios de pólvora o que facilitou o trabalho da defesa.
A fim de evitar quaisquer influências. O desaforamento do julgamento para a capital paraense foi decidido pelas Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça do Estado (TJE).
A relatora, desembargadora Raimunda Noronha, atendeu ao pedido encaminhado pelo promotor Daniel Barros, sendo acompanhada à unanimidade pelos demais magistrados que compõem o colegiado.
Segundo o MPE, a realização do julgamento em Marabá poderia comprometer o resultado devido à influência econômica e política exercida pela família Mutran naquele município.
Ouvido pela reportagem, um dos filhos do acusado, negou que o julgamento estava marcado e informou que há um recurso tramitando em Belém a respeito do desaforamento do caso.
Juiz afasta prefeito de Marabá
Ação investiga provável caixa 2 e estava sendo procrastinada por conta de diversos recursos protelatórios
Edinaldo Sousa
De Marabá
Em ação que investiga provável formação de Caixa 2 durante a eleição de 2008 o juiz eleitoral da 23ª Zona Eleitoral, Cristiano Magalhães Gomes afastou ontem pela manhã o prefeito Maurino Magalhães de Lima e o vice, Nagilson Rodrigues Amoury
O magistrado tomou por base o Artigo 30 da Lei Eleitoral 9.504 de 30 de setembro de 1997, para tanto citou diversas jurisprudências para conceder a liminar afastando ambos.
“Reavaliando a tutela antecipada requerida na inicial, hei por bem deferi-la, afastando dos cargos de prefeito e vice, respectivamente Maurino Magalhães de Lima e Nagilson Rodrigues Amoury”, narra trecho da sentença, que tem caráter provisório.
Em seguida ordena: “Notifique-se o segundo colocado no pleito eleitoral (João Salame Neto) de 2008, para que no prazo de 05 dias, informe o interesse em assumir o cargo, vindo então a ser diplomado”.
Ontem mesmo o presidente da Câmara Municipal Nagib Mutran Neto (PMDB) foi notificado e assumiu ao cargo e deve permanecer até quando haja a diplomação do deputado estadual João Salame Neto (PPS).
Por fim o magistrado informou que “visando a celeridade processual, que a presente decisão tenta empreender, desde já designo audiência para oitiva das demais testemunhas para o dia 9 de fevereiro de 2.011 às 9 horas na Comarca de Marabá.
Ação – A coligação “Ta na mão do povo”, que elegeu Maurino e Nagilson teria sido beneficiada de recursos não contabilizados.
Consta na decisão de Cristiano Gomes, que, “existe teria recebido doação
Além disso, consta uma doação de mais de um R$ milhão de reais de um grupo de empresários de Parauapebas, cujo montante não foi contabilizado, o que ensejou a ação contra o prefeito e vice.
Em determinado trecho da ação o magistrado lembra que as partes representadas, Maurino e Nagilson, “vem abusando injustificadamente de seu direito de defesa, causando incidentes infundados do qual geral a suspensão do processo, adiamentos de audiências, incidentes, recursos infundados com caráter meramente protelatórios”, narra.
“No presente feito, foram apresentados recibos de pagamentos realizados pela advogada Nágila Amoury, referentes a honorários advocatícios decorrentes do acompanhamento de votação, apuração das eleições municipais para vários advogados, pela coligação “Tão na mão do povo”, porém o CNPJ indicado e de Maurino Magalhães e não da coligação”, fundamenta.
Ainda segundo a sentença, o magistrado explica. “No mais, encontro depoimento e documento de que os referidos pagamentos foram repassados em espécie e não consta a princípio, da prestação de contas dos representados”, assegura.
“Existe também, uma possível doação estimada em dinheiro de um imóvel pertencente a Antonio Silvério da Rocha, que não seria contabilizado”, afirma.
Por fim o magistrado diz que tem consciência que a medida, “mostra-se plenamente reversível, tendo em vista que tem caráter provisório, e visa fazer cessar o abuso de direito e a procrastinação processual”, finaliza.
Analise – Por sua vez, o deputado João Salame Neto não descarta a possibilidade de assumir o cargo, porém, na tarde de ontem estava consultando advogados e juristas a fim de definir qual o melhor caminho a seguir.
Comentou ainda que é prematuro dizer qual decisão irá tomar. “Vou aguardar ser notificado e o desenrolar dos fatos, até porque se trata de uma decisão interlocutória e a qualquer momento o prefeito e vice podem retornar”, comenta.
Nagib Mutran informou à imprensa marabaense que não fará nenhuma mudança radical, porém se propôs em manter a máquina funcionando até que o deputado estadual João Salame se decida a respeito do caso.
O prefeito Maurino Magalhães disse que não havia sido notificado formalmente a respeito do assunto e que estava tranqüilo, porém ficou de se pronunciar em outra ocasião.
Tramitação da ação
Numa linguagem bastante acessível o afastamento do prefeito e vice, Maurino Magalhães de Lima e Nagilson Rodrigues Amoury não significa dizer que ambos foram cassados, pois a ação que investiga provável utilização de Caixa 2 nas eleições de 2008 segue.
Para tanto está marcada para o próximo dia 9 de fevereiro às 9 horas deste ano, na Comarca de Marabá. A medida, segundo o magistrado, visa dar celeridade ao processo, tendo em vista que há várias medidas de caráter meramente protelatórias. Segue um pouco da tramitação processual desse caso.
Em 17 de setembro de 2009, dá-se início à ação de investigação.
Dia 22 de setembro, cumprida a primeira diligência
Em 13 de outubro a contestação de ambos foi protocolada
Em 15 de outubro foi dado vistas ao Ministério Público.
Em 04 de novembro os autos foram devolvidos pelo Ministério Publico.
Em 12 de novembro foi analisada a tutela antecipada, sendo naquela oportunidade indeferida. Na mesma ocasião foi designado o dia 26 de novembro de 2009, às 9h00, para oitiva de testemunhas.
Em 25 de novembro de 2009 foi requerido adiamento da audiência pelo representado Nagilson Amoury que se encontrava preso.
No dia 26 de novembro de 2009, novamente foi protocolado por Nagilson Amoury petição informando que fora solto na tarde do dia 25 de novembro.
No mesmo dia 26 de novembro de 2009, a audiência foi remarcada para o dia 02 de dezembro de 2009, às 9 horas.
Em 02 de dezembro de 2009, foi protocolado pelo representado Nagilson Amoury pedido de adiamento da audiência.
Em 02 de dezembro de 2009 a audiência foi remarcada para o dia 07 de dezembro, sendo determinada a intimação do advogado Paulo de Tarso, via telefone, apesar de Nagilson Amoury estar presente na audiência.
Em 07 de dezembro de 2009 foi protocolada pelo representado Nagilson Amoury, exceção de suspeição em face deste juiz eleitoral, o que ocasionou a imediata suspensão da audiência.
Em 08 de dezembro de 2009, este juízo suspendeu o processo e apresentou suas razões, não reconhecendo a suspeição, determinando ainda, o encaminhamento ao TRE.
Em 11 de dezembro de 2009, os autos foram encaminhados ao TRE e lá permaneceram até o dia 06 de abril de 2.010, quando então, o excipiente Nagilson Amoury, desistiu da suspeição, sendo arquivado o pedido pelo juiz José Rubens Barreiros de Leão.
Em 22 de junho de 2.010 os autos novamente seguiram ser curso, sendo designada audiência para a oitiva de testemunhas para o dia 14 de julho de 2.010, às 9 horas.
Em 7 de julho de 2.010, foi protocolado pelo advogado dos representados um pedido de adiamento da audiência em face de viagem marcada por ele.
Em 08 de julho de 2.010, foi remarcada a audiência para o dia 28 de julho de 2.010, às 9 horas.
Em 28 de julho de 2.010, foi protocolada pelo representado Maurino Magalhães pedido de afastamento de audiência em face de estar acometido de doença.
Na mesma data foi remarcada a audiência para o dia 0 de agosto de 2.010, às 9 horas.
Em 30 de julho de 2.010 foi protocolado novo pedido pelo representado Maurino Magalhães, informando da impossibilidade de comparecimento, tendo em vista que ainda estaria doente.
Diante desta informação apresentada, foi remarcada a audiência para o dia 11 de agosto de 2.010 às 9 horas.
Tendo em vista que o dia 11 de agosto de 2.010 era feriado no calendário eleitoral a data foi remarcada para o dia 1º de setembro de 2.010, às 9 horas.
Em 31 de agosto de 2.010 o representado Maurino Magalhães protocola requerimento, pelo qual deseja a inversão da prova, com o adiamento da audiência.
Finalmente, em 1º de setembro foi realizada a primeira audiência, ocasião em que foram ouvidas três testemunhas.
Em 10 de setembro de 2.010 o representado Maurino Magalhães apresenta incidente de falsidade, tendo todas as partes apresentado manifestação. E ao final foi indeferido liminarmente em 26 de novembro de 2.010.
Em 06 de dezembro de 2.010, o representado Maurino Magalhães apresenta embargos de declaração em efeito infringente, que após manifestação de todos os interessados, foram julgados improcedentes, procrastinatório e aplicada multa.
Assim o juiz Cristiano Gomes conclui: “Do que se pode observar, o processo vem se arrastando por inúmeras manobras jurídicas patrocinadas pelo representados, o que vem caracterizando abuso do direito de defesa e o manifesto propósito protelatório.
Edinaldo Sousa
De Marabá
Em ação que investiga provável formação de Caixa 2 durante a eleição de 2008 o juiz eleitoral da 23ª Zona Eleitoral, Cristiano Magalhães Gomes afastou ontem pela manhã o prefeito Maurino Magalhães de Lima e o vice, Nagilson Rodrigues Amoury
O magistrado tomou por base o Artigo 30 da Lei Eleitoral 9.504 de 30 de setembro de 1997, para tanto citou diversas jurisprudências para conceder a liminar afastando ambos.
“Reavaliando a tutela antecipada requerida na inicial, hei por bem deferi-la, afastando dos cargos de prefeito e vice, respectivamente Maurino Magalhães de Lima e Nagilson Rodrigues Amoury”, narra trecho da sentença, que tem caráter provisório.
Em seguida ordena: “Notifique-se o segundo colocado no pleito eleitoral (João Salame Neto) de 2008, para que no prazo de 05 dias, informe o interesse em assumir o cargo, vindo então a ser diplomado”.
Ontem mesmo o presidente da Câmara Municipal Nagib Mutran Neto (PMDB) foi notificado e assumiu ao cargo e deve permanecer até quando haja a diplomação do deputado estadual João Salame Neto (PPS).
Por fim o magistrado informou que “visando a celeridade processual, que a presente decisão tenta empreender, desde já designo audiência para oitiva das demais testemunhas para o dia 9 de fevereiro de 2.011 às 9 horas na Comarca de Marabá.
Ação – A coligação “Ta na mão do povo”, que elegeu Maurino e Nagilson teria sido beneficiada de recursos não contabilizados.
Consta na decisão de Cristiano Gomes, que, “existe teria recebido doação
Além disso, consta uma doação de mais de um R$ milhão de reais de um grupo de empresários de Parauapebas, cujo montante não foi contabilizado, o que ensejou a ação contra o prefeito e vice.
Em determinado trecho da ação o magistrado lembra que as partes representadas, Maurino e Nagilson, “vem abusando injustificadamente de seu direito de defesa, causando incidentes infundados do qual geral a suspensão do processo, adiamentos de audiências, incidentes, recursos infundados com caráter meramente protelatórios”, narra.
“No presente feito, foram apresentados recibos de pagamentos realizados pela advogada Nágila Amoury, referentes a honorários advocatícios decorrentes do acompanhamento de votação, apuração das eleições municipais para vários advogados, pela coligação “Tão na mão do povo”, porém o CNPJ indicado e de Maurino Magalhães e não da coligação”, fundamenta.
Ainda segundo a sentença, o magistrado explica. “No mais, encontro depoimento e documento de que os referidos pagamentos foram repassados em espécie e não consta a princípio, da prestação de contas dos representados”, assegura.
“Existe também, uma possível doação estimada em dinheiro de um imóvel pertencente a Antonio Silvério da Rocha, que não seria contabilizado”, afirma.
Por fim o magistrado diz que tem consciência que a medida, “mostra-se plenamente reversível, tendo em vista que tem caráter provisório, e visa fazer cessar o abuso de direito e a procrastinação processual”, finaliza.
Analise – Por sua vez, o deputado João Salame Neto não descarta a possibilidade de assumir o cargo, porém, na tarde de ontem estava consultando advogados e juristas a fim de definir qual o melhor caminho a seguir.
Comentou ainda que é prematuro dizer qual decisão irá tomar. “Vou aguardar ser notificado e o desenrolar dos fatos, até porque se trata de uma decisão interlocutória e a qualquer momento o prefeito e vice podem retornar”, comenta.
Nagib Mutran informou à imprensa marabaense que não fará nenhuma mudança radical, porém se propôs em manter a máquina funcionando até que o deputado estadual João Salame se decida a respeito do caso.
O prefeito Maurino Magalhães disse que não havia sido notificado formalmente a respeito do assunto e que estava tranqüilo, porém ficou de se pronunciar em outra ocasião.
Tramitação da ação
Numa linguagem bastante acessível o afastamento do prefeito e vice, Maurino Magalhães de Lima e Nagilson Rodrigues Amoury não significa dizer que ambos foram cassados, pois a ação que investiga provável utilização de Caixa 2 nas eleições de 2008 segue.
Para tanto está marcada para o próximo dia 9 de fevereiro às 9 horas deste ano, na Comarca de Marabá. A medida, segundo o magistrado, visa dar celeridade ao processo, tendo em vista que há várias medidas de caráter meramente protelatórias. Segue um pouco da tramitação processual desse caso.
Em 17 de setembro de 2009, dá-se início à ação de investigação.
Dia 22 de setembro, cumprida a primeira diligência
Em 13 de outubro a contestação de ambos foi protocolada
Em 15 de outubro foi dado vistas ao Ministério Público.
Em 04 de novembro os autos foram devolvidos pelo Ministério Publico.
Em 12 de novembro foi analisada a tutela antecipada, sendo naquela oportunidade indeferida. Na mesma ocasião foi designado o dia 26 de novembro de 2009, às 9h00, para oitiva de testemunhas.
Em 25 de novembro de 2009 foi requerido adiamento da audiência pelo representado Nagilson Amoury que se encontrava preso.
No dia 26 de novembro de 2009, novamente foi protocolado por Nagilson Amoury petição informando que fora solto na tarde do dia 25 de novembro.
No mesmo dia 26 de novembro de 2009, a audiência foi remarcada para o dia 02 de dezembro de 2009, às 9 horas.
Em 02 de dezembro de 2009, foi protocolado pelo representado Nagilson Amoury pedido de adiamento da audiência.
Em 02 de dezembro de 2009 a audiência foi remarcada para o dia 07 de dezembro, sendo determinada a intimação do advogado Paulo de Tarso, via telefone, apesar de Nagilson Amoury estar presente na audiência.
Em 07 de dezembro de 2009 foi protocolada pelo representado Nagilson Amoury, exceção de suspeição em face deste juiz eleitoral, o que ocasionou a imediata suspensão da audiência.
Em 08 de dezembro de 2009, este juízo suspendeu o processo e apresentou suas razões, não reconhecendo a suspeição, determinando ainda, o encaminhamento ao TRE.
Em 11 de dezembro de 2009, os autos foram encaminhados ao TRE e lá permaneceram até o dia 06 de abril de 2.010, quando então, o excipiente Nagilson Amoury, desistiu da suspeição, sendo arquivado o pedido pelo juiz José Rubens Barreiros de Leão.
Em 22 de junho de 2.010 os autos novamente seguiram ser curso, sendo designada audiência para a oitiva de testemunhas para o dia 14 de julho de 2.010, às 9 horas.
Em 7 de julho de 2.010, foi protocolado pelo advogado dos representados um pedido de adiamento da audiência em face de viagem marcada por ele.
Em 08 de julho de 2.010, foi remarcada a audiência para o dia 28 de julho de 2.010, às 9 horas.
Em 28 de julho de 2.010, foi protocolada pelo representado Maurino Magalhães pedido de afastamento de audiência em face de estar acometido de doença.
Na mesma data foi remarcada a audiência para o dia 0 de agosto de 2.010, às 9 horas.
Em 30 de julho de 2.010 foi protocolado novo pedido pelo representado Maurino Magalhães, informando da impossibilidade de comparecimento, tendo em vista que ainda estaria doente.
Diante desta informação apresentada, foi remarcada a audiência para o dia 11 de agosto de 2.010 às 9 horas.
Tendo em vista que o dia 11 de agosto de 2.010 era feriado no calendário eleitoral a data foi remarcada para o dia 1º de setembro de 2.010, às 9 horas.
Em 31 de agosto de 2.010 o representado Maurino Magalhães protocola requerimento, pelo qual deseja a inversão da prova, com o adiamento da audiência.
Finalmente, em 1º de setembro foi realizada a primeira audiência, ocasião em que foram ouvidas três testemunhas.
Em 10 de setembro de 2.010 o representado Maurino Magalhães apresenta incidente de falsidade, tendo todas as partes apresentado manifestação. E ao final foi indeferido liminarmente em 26 de novembro de 2.010.
Em 06 de dezembro de 2.010, o representado Maurino Magalhães apresenta embargos de declaração em efeito infringente, que após manifestação de todos os interessados, foram julgados improcedentes, procrastinatório e aplicada multa.
Assim o juiz Cristiano Gomes conclui: “Do que se pode observar, o processo vem se arrastando por inúmeras manobras jurídicas patrocinadas pelo representados, o que vem caracterizando abuso do direito de defesa e o manifesto propósito protelatório.
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