Agente prisional flagrado com “crack”
Na manhã de hoje o agente prisional Valdenor Pereira da Costa, 42 anos foi flagrado com uma pedra de crack dentro a cueca.
Ele tentava entrar no Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes, onde é servidor contratado há nove anos.
Na verdade o agente prisional já estava sendo alvo de investigação conduzida pelo próprio diretor desta casa penal, capitão Emmett Alexandre da Silva.
O acusado, neste momento está sendo autuado por tráfico de drogas pelo delegado Renato Lopes Tarallo e assim que concluir o procedimento deve ser transferido para o presídio Anastácio das Neves, em Belém.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
Coomigasp recebe ‘cheque' em branco
Edinaldo Sousa
De Curionópolis
Em assembléia geral realizada na manhã de domingo (27) em Curionópolis, os garimpeiros remanescentes de Serra Pelada, literalmente, assinaram um “cheque em branco” à Coomigasp, na exata medida em que aprovaram sem questionamento algum as contas da entidade referente ao exercício de 2010.
A aprovação aconteceu na forma de aclamação popular, tendo o presidente da cooperativa, Gessé Simão, perguntado quem seria a favor e praticamente todos os garimpeiros levantaram as mãos e aprovaram as contas.
O evento aconteceu na quadra poliesportiva da escola Governador Almir Gabriel. Curionópolis, assim, voltou a ser o centro das atenções em função desta assembléia e da presença do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão ((PMDB-MA).
Ele esteve no evento e em poucos minutos se pronunciou para uma multidão estimada pela Polícia Militar em pelo menos 20 mil pessoas.
À tarde o ministro se deslocou de helicóptero até Serra Pelada, onde em novo evento entregou o documento de posse à Coomigasp, que agora é definitivamente a dona de Serra Pelada.
Consta do quadro atual da Coomigasp, 36.633 garimpeiros, sendo que recentemente foram cortados, 8.937 do quadro social, através de uma vistoria completa nas fichas cadastrais.
Em tese, apenas os garimpeiros em dia com suas obrigações estatutárias terão direito à partilha dos lucros obtidos com a exploração mineral mecanizada de Serra Pelada.
O presidente da Coomigasp, Gesse Simão, não toca no assunto da partilha, pois, segundo ele, ainda não está totalmente definida como se deve processar essa etapa.
Adiantou, porém, que está sendo analisada uma parceria com alguma empresa de ações para que no futuro o garimpeiro possa ter acesso a uma parte dos lucros através de ações.
Gessé Simão dedicou grande tempo de seu discurso para contraatacar adversários da Coomigasp, que, segundo ele, “puxam pra baixo a instituição”.
“Vivemos um tempo de esperança e paz e isso que queremos para que possamos resolver as questões dos garimpeiros, como por exemplo a cessão do documento definitivo de posse, o que para nós é um grande passo”, conclui.
A reportagem levantou que possivelmente em dezembro deste ano saia a primeira barra de ouro de Serra Pelada.
O túnel de acesso à mina está com profundidade aproximada de 250 metros, sendo que é necessário pelo menos o dobro, para que sejam abertas as galerias por onde as máquinas irão trabalhar na retirada de material a ser “britado” e separado o ouro.
Parceria - A exploração do ouro deve ser feita pela mineradora canadense Colossus Minerals, que celebrou contrato de extração na razão de 75% e 25%, parcela esta que seria destinada à Coomigasp.
Durante a assembléia houve um esforço muito grande entre os oradores que pregaram um novo momento em que Serra Pelada vive atualmente, porém nenhum deles discorreu a respeito de como se deve dar o rateio do ouro que compete aos garimpeiros nesta parceria.
Dúvidas - Falta explicação a respeito de como deve ser feito este rateio dos 25% que seria a parte da Coomigasp gerou todo tipo de comentário. A parceira é bastante questionada por diversas entidades ligadas aos garimpeiros remanescentes de Serra Pelada.
As dúvidas são comuns na cabeça daqueles garimpeiros mais esclarecidos que questionam como o garimpeiro vai ter acesso ao rateio. Para o maranhense José Cupertino Pinheiro, 61 anos, “tudo não passa de política, pois não resolvem nada por nós”.
Ele é daqueles que contribui com a causa garimpeira há décadas e perdeu as contas de quantas assembléias já participou envolvendo diversas “autoridades” ligadas à questão Serra Pelada, sem que até então a causa seja resolvida e o garimpeiro beneficiado de alguma maneira.
“Elegemos deputados, governadores, senadores e agora até ministro, mas pelo que vemos a questão está longe de ser resolvida, estão nos matando no cansaço”, comenta.
Um destes políticos que os garimpeiros ajudaram a eleger é Edison Lobão, que apesar dos mais de trinta anos envolvidos com a luta dos garimpeiros, ainda não conseguiu resolver a questão.
Com a cessão do documento de posse, talvez tenha dado um passo importante para a causa, muito embora há diversas entidades paralelas de garimpeiros que questionam na Justiça a legitimidade da parceria entre Coomigasp e Colossus.
Esperança não acaba nunca
Em meio à multidão de garimpeiros, grande parte, sexagenários, era possível ver pessoas espalhadas em todas as cercanias da escola Governador Almir Gabriel.
Homens, mulheres e viúvas tinham em comum a esperança de que um dia podem obter algum retorno financeiro.
Entre estes esperançosos garimpeiros estava Antonio de Sousa Cruz, 78 anos, natural de Serra Talhada, no Pernambuco, acredita que um dia irá conseguir obter alguma vantagem.
Ele estava sentado num meio fio de rua e com a mão, comia um marmitex servido no meio da rua. “Acredito que antes de eu morrer vou ver a questão de Serra Pelada resolvida”, aposta.
A esposa dele, Judith Maria de Jesus, 66 anos, também se apega à fé para continuar acreditando que um dia irá receber algum benefício. “Tenho fé em Deus, que um dia iremos receber alguma coisa, pois o sofrimento é grande”, comenta.
A viúva Rosimar da Silva Andrade dá continuidade à luta do marido dela, Agenor Aldino Braga, falecido em março de 2008. Também aposta que irá receber algum tipo de benefício.
De Curionópolis
Em assembléia geral realizada na manhã de domingo (27) em Curionópolis, os garimpeiros remanescentes de Serra Pelada, literalmente, assinaram um “cheque em branco” à Coomigasp, na exata medida em que aprovaram sem questionamento algum as contas da entidade referente ao exercício de 2010.
A aprovação aconteceu na forma de aclamação popular, tendo o presidente da cooperativa, Gessé Simão, perguntado quem seria a favor e praticamente todos os garimpeiros levantaram as mãos e aprovaram as contas.
O evento aconteceu na quadra poliesportiva da escola Governador Almir Gabriel. Curionópolis, assim, voltou a ser o centro das atenções em função desta assembléia e da presença do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão ((PMDB-MA).
Ele esteve no evento e em poucos minutos se pronunciou para uma multidão estimada pela Polícia Militar em pelo menos 20 mil pessoas.
À tarde o ministro se deslocou de helicóptero até Serra Pelada, onde em novo evento entregou o documento de posse à Coomigasp, que agora é definitivamente a dona de Serra Pelada.
Consta do quadro atual da Coomigasp, 36.633 garimpeiros, sendo que recentemente foram cortados, 8.937 do quadro social, através de uma vistoria completa nas fichas cadastrais.
Em tese, apenas os garimpeiros em dia com suas obrigações estatutárias terão direito à partilha dos lucros obtidos com a exploração mineral mecanizada de Serra Pelada.
O presidente da Coomigasp, Gesse Simão, não toca no assunto da partilha, pois, segundo ele, ainda não está totalmente definida como se deve processar essa etapa.
Adiantou, porém, que está sendo analisada uma parceria com alguma empresa de ações para que no futuro o garimpeiro possa ter acesso a uma parte dos lucros através de ações.
Gessé Simão dedicou grande tempo de seu discurso para contraatacar adversários da Coomigasp, que, segundo ele, “puxam pra baixo a instituição”.
“Vivemos um tempo de esperança e paz e isso que queremos para que possamos resolver as questões dos garimpeiros, como por exemplo a cessão do documento definitivo de posse, o que para nós é um grande passo”, conclui.
A reportagem levantou que possivelmente em dezembro deste ano saia a primeira barra de ouro de Serra Pelada.
O túnel de acesso à mina está com profundidade aproximada de 250 metros, sendo que é necessário pelo menos o dobro, para que sejam abertas as galerias por onde as máquinas irão trabalhar na retirada de material a ser “britado” e separado o ouro.
Parceria - A exploração do ouro deve ser feita pela mineradora canadense Colossus Minerals, que celebrou contrato de extração na razão de 75% e 25%, parcela esta que seria destinada à Coomigasp.
Durante a assembléia houve um esforço muito grande entre os oradores que pregaram um novo momento em que Serra Pelada vive atualmente, porém nenhum deles discorreu a respeito de como se deve dar o rateio do ouro que compete aos garimpeiros nesta parceria.
Dúvidas - Falta explicação a respeito de como deve ser feito este rateio dos 25% que seria a parte da Coomigasp gerou todo tipo de comentário. A parceira é bastante questionada por diversas entidades ligadas aos garimpeiros remanescentes de Serra Pelada.
As dúvidas são comuns na cabeça daqueles garimpeiros mais esclarecidos que questionam como o garimpeiro vai ter acesso ao rateio. Para o maranhense José Cupertino Pinheiro, 61 anos, “tudo não passa de política, pois não resolvem nada por nós”.
Ele é daqueles que contribui com a causa garimpeira há décadas e perdeu as contas de quantas assembléias já participou envolvendo diversas “autoridades” ligadas à questão Serra Pelada, sem que até então a causa seja resolvida e o garimpeiro beneficiado de alguma maneira.
“Elegemos deputados, governadores, senadores e agora até ministro, mas pelo que vemos a questão está longe de ser resolvida, estão nos matando no cansaço”, comenta.
Um destes políticos que os garimpeiros ajudaram a eleger é Edison Lobão, que apesar dos mais de trinta anos envolvidos com a luta dos garimpeiros, ainda não conseguiu resolver a questão.
Com a cessão do documento de posse, talvez tenha dado um passo importante para a causa, muito embora há diversas entidades paralelas de garimpeiros que questionam na Justiça a legitimidade da parceria entre Coomigasp e Colossus.
Esperança não acaba nunca
Em meio à multidão de garimpeiros, grande parte, sexagenários, era possível ver pessoas espalhadas em todas as cercanias da escola Governador Almir Gabriel.
Homens, mulheres e viúvas tinham em comum a esperança de que um dia podem obter algum retorno financeiro.
Entre estes esperançosos garimpeiros estava Antonio de Sousa Cruz, 78 anos, natural de Serra Talhada, no Pernambuco, acredita que um dia irá conseguir obter alguma vantagem.
Ele estava sentado num meio fio de rua e com a mão, comia um marmitex servido no meio da rua. “Acredito que antes de eu morrer vou ver a questão de Serra Pelada resolvida”, aposta.
A esposa dele, Judith Maria de Jesus, 66 anos, também se apega à fé para continuar acreditando que um dia irá receber algum benefício. “Tenho fé em Deus, que um dia iremos receber alguma coisa, pois o sofrimento é grande”, comenta.
A viúva Rosimar da Silva Andrade dá continuidade à luta do marido dela, Agenor Aldino Braga, falecido em março de 2008. Também aposta que irá receber algum tipo de benefício.
Ecos do caso Elka
É sempre assim, toda vez que a imprensa escancara os escândalos que preenchem a pauta da mídia logo vem àqueles que se melindram com o trabalho jornalístico.
Vivemos num país democrático e temos o direito sim de expressarmos nossas angústias e insatisfações com os maus políticos. No caso Elka (Ismaelka Queiroz) houve muita complacência. É aquela história: hoje está sendo julgada ela, amanhã pode ser “eu”.
Pra quem não se lembra, o carro que a vereadora usa, um gol, placa 0791 foi multado em São Paulo 7 vezes por excesso de velocidade.
Até agora não houve uma explicação convincente a respeito da utilização do veículo em São Paulo. E a vereadora Elka, ah, ela vai ficar suspensa trinta dias. Numa linguagem técnica ela irá ficará sem mandato e sem remuneração.
Compete aos 2.064 eleitores ficarem alerta e acompanhar os passos da vereadora, assim como todo o resto da população, que votou e colocou os vereadores em seus respectivos postos.
A rigor, a farra do carro da vereadora estava sendo motivo de diversos bochichos, porém até o caso veio à tona através do blog do Hiroshi Bogéa e desencadeou todo esse processo, portanto gostem ou não os “complacentes” vereadores, a imprensa tem bastante crédito e seguramente presta um bom serviço à democracia.
Vivemos num país democrático e temos o direito sim de expressarmos nossas angústias e insatisfações com os maus políticos. No caso Elka (Ismaelka Queiroz) houve muita complacência. É aquela história: hoje está sendo julgada ela, amanhã pode ser “eu”.
Pra quem não se lembra, o carro que a vereadora usa, um gol, placa 0791 foi multado em São Paulo 7 vezes por excesso de velocidade.
Até agora não houve uma explicação convincente a respeito da utilização do veículo em São Paulo. E a vereadora Elka, ah, ela vai ficar suspensa trinta dias. Numa linguagem técnica ela irá ficará sem mandato e sem remuneração.
Compete aos 2.064 eleitores ficarem alerta e acompanhar os passos da vereadora, assim como todo o resto da população, que votou e colocou os vereadores em seus respectivos postos.
A rigor, a farra do carro da vereadora estava sendo motivo de diversos bochichos, porém até o caso veio à tona através do blog do Hiroshi Bogéa e desencadeou todo esse processo, portanto gostem ou não os “complacentes” vereadores, a imprensa tem bastante crédito e seguramente presta um bom serviço à democracia.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Como destruir uma cidade sem utilizar bomba
Audiência com o Maurino
Ei! Tira um fino, essa é boa. Hoje pela manhã, nos corredores do Fórum de Marabá, me deparei com o advogado, poeta, jornalista e nas horas vagas crítico do Maurino, o Ademir Braz, o Pagão e perguntei: Qual é a novidade?
Bem humorado Pagão respondeu: A novidade é que o Bin Laden pediu uma audiência com o Maurino (ainda prefeito de Marabá) e perguntou como faz para destruir uma cidade sem usar uma única bomba. Qua, Qua, Qua, Qua, Qua, Qua, Qua
Ei! Tira um fino, essa é boa. Hoje pela manhã, nos corredores do Fórum de Marabá, me deparei com o advogado, poeta, jornalista e nas horas vagas crítico do Maurino, o Ademir Braz, o Pagão e perguntei: Qual é a novidade?
Bem humorado Pagão respondeu: A novidade é que o Bin Laden pediu uma audiência com o Maurino (ainda prefeito de Marabá) e perguntou como faz para destruir uma cidade sem usar uma única bomba. Qua, Qua, Qua, Qua, Qua, Qua, Qua
Comissão da OAB constata superpopulação
No Crama há mais de quinhentos detentos; muitos deles alegam ter direitos violados
Edinaldo Sousa
Membros da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, subseção Pará (OAB) constataram a superpopulação no Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama) em Marabá.
A visita aconteceu na manhã de terça-feira. O Opinião acompanhou os membros desta comissão, Odilon Vieira Neto, Socorro Abade e o presidente da OAB local, Haroldo Júnior Cunha e Silva nesta empreitada.
Naquela manhã havia 501 detentos, sendo que o espaço foi construído para abrigar no máximo 180 detentos, lembrando também que esta casa penal tinha como foco principal abrigar apenas presos que fossem sentenciados e que passariam o dia trabalhando e à noite iriam dormir nas celas.
Passados 16 anos após a inauguração desta casa penal percebe-se um agravamento do problema e nem mesmo os sucessivos governantes conseguiram minimizar tais problemas que atingem os setores de infra-estrutura e de pessoal.
Pra se ter uma idéia da necessidade de pessoal, por plantão de 24 horas, trabalha apenas 8 agentes, sendo que o ideal seria o dobro de agentes.
Diversos detentos alegaram que teriam direito a progressão de regime e muitos deles disseram que estavam com problemas de saúde.
Um deles é o detento José Francelino de Andrade Filho, 30 anos, que disse estar preso há mais de sete meses, sob acusação de tentativa de furto e sequer foi ouvido. Ele reclama de fortes dores na cabeça por conta de um tombo que levou de cima de um caminhão.
Condenado a cinco anos por roubo qualificado, Rannyherferson Roger da Silva disse que está há um ano e dois meses preso e que teria direito a progredir para o regime semi-aberto.
A situação das 70 mulheres que cumprem pena nesta casa penal não é menos complicada.
A detenta Duciene Pinto Mendes alegou que poderia ir para o regime semi-aberto, porém continua no regime fechado.
Situação não menos complicada é da detenta Auenes Sousa Cruz, acusado de tráfico ela está grávida e muito próxima de ganhar o bebê.
Como nesta casa penal não tem ala específica para mulheres grávidas, ela fica de forma
improvisada e atua como uma espécie de avião e atende pequenos pedidos das detentas.
Quando ganhar o bebê, segundo a Lei de Execuções Penais (LEP) a detenta tem direito de ficar com a criança durante seis meses, e depois a criança é entregue para parentes e deve visitar a mãe uma vez por semana.
As mulheres alegaram que não há espaço suficiente para custodiar todas as detentas. A direção desta casa penal improvisa e providenciou a construção de duas celas para as mulheres, mesmo assim o espaço continua pequeno.
Estas e outras situações de ordem estrutural, segundo o advogado Haroldo Júnior, devem constar num relatório que a Comissão de Direitos Humanos estará formatando nesta próxima semana.
O documento, segundo ele, será entregue aos diversos órgãos de segurança pública e novamente deve expor a ferida aberta que é o sistema penal em Marabá.
Haroldo Júnior concorda que não pelo fato de o cidadão ter cometido um crime que deve ser castigado, tendo em vista que as condições atuais de encarceramento dificilmente promoverá a recuperação, ou ressocialização de um apenado.
“A idéia é essa mostrar como está funcionando o sistema penal em Marabá e cobrar providências, pois o que percebemos, apesar dos esforços dos diretos é que ainda falta muita estrutura para permitir que o apenado de fato se recupere e não saia pior do que entrou no sistema”, conclui.
Educação transformando vidas no Crama
Apesar de todos os problemas estruturais, superlotação carcerária, ainda há um fio de esperança no tocante à recuperação dos detentos. O caminho é a educação como ensina o professor Diomar Santos Reis.
Durante quatro anos lecionando no Crama o professor contabiliza que 15 detentos conseguiram concluir o Ensino Fundamental e se recuperar a ponto de não cometer mais crimes.
A quantidade de detentos recuperados, aparentemente pode ser pouca, porém para o professor é um número bastante significativo.
“É gratificante, fico satisfeitos que os meus alunos aprenderam e se ressocializaram”, comenta dizendo que pretende lecionar apenas para detentos o que para ele são disciplinados e têm vontade de aprender.
“Você precisa assistir a uma aula para ver o quanto eles são disciplinados e fazem todas as tarefas que designamos, diferentemente de uma sala de aula comum”, compara.
As aulas, segundo o professor não se atêm apenas ao conteúdo programático, mas à cidadania, de como o ser humano deve de portar diante da sociedade e de seu semelhante.
Por dia, estudam 65 alunos divididos em três turnos, o que aparentemente é pouco, porém a direção do Crama tenta ampliar a sala de aula para aumentar o número de alunos.
Na esteira desta ampliação a direção do Crama tenta aumentar e melhorar a estrutura da sala de aula e tem planos de colocar uma central de ar e um bebedouro.
Para tanto a casa penal conta com o apoio do Judiciário e Ministério Público, que através de sentenças alternativas doam, diversos utensílios ao Crama. (E.S.)
MST derruba castanheira na fazenda Cedro
Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra entraram ontem à tarde no retiro Plantel, da Fazenda Cedro, e derrubaram uma castanheira desvitalizada. A fazenda pertence a Agro Santa Bárbara e está ocupada desde maio de 2009.
A ação desencadeou uma série de especulações e gerou uma onda de boataria. A advogada Brenda Santis, em linha direta com a imprensa afirmava que os sem terra iriam ocupar a sede da fazenda Cedro, o que não se confirmou.
Ela informou que um grupo de sem terra portando bandeiras, foices, machados e gritando palavras de ordem, marcharam pela BR-155 em direção à sede da fazenda.
Na verdade, segundo um dos integrantes do MST, conhecido por Irmão João, os sem terra foram até o pasto, derrubaram a castanheira desvitalizada para aproveitar a madeira e construir uma escola e um posto de saúde no acampamento.
Irmão João comentou que a cada movimentação dos sem terra soa como uma afronta “ao latifúndio que nos ataca e diz que somos bandidos”, mas na verdade faz parte da estratégia de luta e resistência do MST.
Ele informou ainda que, em três ocasiões, o MST pediu doação de madeira ao Ibama, mas em todas as tentativas receberam um sonoro não como resposta.
Assim, segundo, ele, os “companheiros” decidiram em assembléia, que iriam derrubar uma castanheira morta para aproveitar a madeira.
“Tal reação é própria do latifúndio que tenta de todas as formas nos marginalizar e a imprensa não pode embarcar nessas conversas”, aconselha.
Aproveitando a presença da imprensa, o sem terra reclamou que o acampamento está carente de estrutura.
“Estamos pedindo socorro, há mais de 20 crianças desamparadas e a escola funciona precariamente”, sustenta.
O professor Maurício Santos de Oliveira, disse que pelo menos crianças estudam no acampamento, sendo que a metade não recebe atenção do governo municipal e outros 40 alunos são atendidos pelo sistema EJA.
Por conta da precariedade da escola, o professor disse que irá procurar apoio da Câmara de Vereadores, uma vez que a fazenda Cedro fica dentro dos limites de Marabá.
Tal pedido deve acontecer na próxima terça-feira. A idéia é convencer os vereadores da necessidade dos trabalhadores.
Deca – Uma equipe de investigadores da Delegacia de Conflitos Agrários (Deca) esteve na fazenda para checar o suposto crime ambiental.
Neste sábado, a equipe novamente deve retornar para o local a fim de dar continuidade ao trabalho, tendo em vista que ontem à noite não seria prudente entrar na área. (E.S.)
Edinaldo Sousa
Membros da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, subseção Pará (OAB) constataram a superpopulação no Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama) em Marabá.
A visita aconteceu na manhã de terça-feira. O Opinião acompanhou os membros desta comissão, Odilon Vieira Neto, Socorro Abade e o presidente da OAB local, Haroldo Júnior Cunha e Silva nesta empreitada.
Naquela manhã havia 501 detentos, sendo que o espaço foi construído para abrigar no máximo 180 detentos, lembrando também que esta casa penal tinha como foco principal abrigar apenas presos que fossem sentenciados e que passariam o dia trabalhando e à noite iriam dormir nas celas.
Passados 16 anos após a inauguração desta casa penal percebe-se um agravamento do problema e nem mesmo os sucessivos governantes conseguiram minimizar tais problemas que atingem os setores de infra-estrutura e de pessoal.
Pra se ter uma idéia da necessidade de pessoal, por plantão de 24 horas, trabalha apenas 8 agentes, sendo que o ideal seria o dobro de agentes.
Diversos detentos alegaram que teriam direito a progressão de regime e muitos deles disseram que estavam com problemas de saúde.
Um deles é o detento José Francelino de Andrade Filho, 30 anos, que disse estar preso há mais de sete meses, sob acusação de tentativa de furto e sequer foi ouvido. Ele reclama de fortes dores na cabeça por conta de um tombo que levou de cima de um caminhão.
Condenado a cinco anos por roubo qualificado, Rannyherferson Roger da Silva disse que está há um ano e dois meses preso e que teria direito a progredir para o regime semi-aberto.
A situação das 70 mulheres que cumprem pena nesta casa penal não é menos complicada.
A detenta Duciene Pinto Mendes alegou que poderia ir para o regime semi-aberto, porém continua no regime fechado.
Situação não menos complicada é da detenta Auenes Sousa Cruz, acusado de tráfico ela está grávida e muito próxima de ganhar o bebê.
Como nesta casa penal não tem ala específica para mulheres grávidas, ela fica de forma
improvisada e atua como uma espécie de avião e atende pequenos pedidos das detentas.
Quando ganhar o bebê, segundo a Lei de Execuções Penais (LEP) a detenta tem direito de ficar com a criança durante seis meses, e depois a criança é entregue para parentes e deve visitar a mãe uma vez por semana.
As mulheres alegaram que não há espaço suficiente para custodiar todas as detentas. A direção desta casa penal improvisa e providenciou a construção de duas celas para as mulheres, mesmo assim o espaço continua pequeno.
Estas e outras situações de ordem estrutural, segundo o advogado Haroldo Júnior, devem constar num relatório que a Comissão de Direitos Humanos estará formatando nesta próxima semana.
O documento, segundo ele, será entregue aos diversos órgãos de segurança pública e novamente deve expor a ferida aberta que é o sistema penal em Marabá.
Haroldo Júnior concorda que não pelo fato de o cidadão ter cometido um crime que deve ser castigado, tendo em vista que as condições atuais de encarceramento dificilmente promoverá a recuperação, ou ressocialização de um apenado.
“A idéia é essa mostrar como está funcionando o sistema penal em Marabá e cobrar providências, pois o que percebemos, apesar dos esforços dos diretos é que ainda falta muita estrutura para permitir que o apenado de fato se recupere e não saia pior do que entrou no sistema”, conclui.
Educação transformando vidas no Crama
Apesar de todos os problemas estruturais, superlotação carcerária, ainda há um fio de esperança no tocante à recuperação dos detentos. O caminho é a educação como ensina o professor Diomar Santos Reis.
Durante quatro anos lecionando no Crama o professor contabiliza que 15 detentos conseguiram concluir o Ensino Fundamental e se recuperar a ponto de não cometer mais crimes.
A quantidade de detentos recuperados, aparentemente pode ser pouca, porém para o professor é um número bastante significativo.
“É gratificante, fico satisfeitos que os meus alunos aprenderam e se ressocializaram”, comenta dizendo que pretende lecionar apenas para detentos o que para ele são disciplinados e têm vontade de aprender.
“Você precisa assistir a uma aula para ver o quanto eles são disciplinados e fazem todas as tarefas que designamos, diferentemente de uma sala de aula comum”, compara.
As aulas, segundo o professor não se atêm apenas ao conteúdo programático, mas à cidadania, de como o ser humano deve de portar diante da sociedade e de seu semelhante.
Por dia, estudam 65 alunos divididos em três turnos, o que aparentemente é pouco, porém a direção do Crama tenta ampliar a sala de aula para aumentar o número de alunos.
Na esteira desta ampliação a direção do Crama tenta aumentar e melhorar a estrutura da sala de aula e tem planos de colocar uma central de ar e um bebedouro.
Para tanto a casa penal conta com o apoio do Judiciário e Ministério Público, que através de sentenças alternativas doam, diversos utensílios ao Crama. (E.S.)
MST derruba castanheira na fazenda Cedro
Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra entraram ontem à tarde no retiro Plantel, da Fazenda Cedro, e derrubaram uma castanheira desvitalizada. A fazenda pertence a Agro Santa Bárbara e está ocupada desde maio de 2009.
A ação desencadeou uma série de especulações e gerou uma onda de boataria. A advogada Brenda Santis, em linha direta com a imprensa afirmava que os sem terra iriam ocupar a sede da fazenda Cedro, o que não se confirmou.
Ela informou que um grupo de sem terra portando bandeiras, foices, machados e gritando palavras de ordem, marcharam pela BR-155 em direção à sede da fazenda.
Na verdade, segundo um dos integrantes do MST, conhecido por Irmão João, os sem terra foram até o pasto, derrubaram a castanheira desvitalizada para aproveitar a madeira e construir uma escola e um posto de saúde no acampamento.
Irmão João comentou que a cada movimentação dos sem terra soa como uma afronta “ao latifúndio que nos ataca e diz que somos bandidos”, mas na verdade faz parte da estratégia de luta e resistência do MST.
Ele informou ainda que, em três ocasiões, o MST pediu doação de madeira ao Ibama, mas em todas as tentativas receberam um sonoro não como resposta.
Assim, segundo, ele, os “companheiros” decidiram em assembléia, que iriam derrubar uma castanheira morta para aproveitar a madeira.
“Tal reação é própria do latifúndio que tenta de todas as formas nos marginalizar e a imprensa não pode embarcar nessas conversas”, aconselha.
Aproveitando a presença da imprensa, o sem terra reclamou que o acampamento está carente de estrutura.
“Estamos pedindo socorro, há mais de 20 crianças desamparadas e a escola funciona precariamente”, sustenta.
O professor Maurício Santos de Oliveira, disse que pelo menos crianças estudam no acampamento, sendo que a metade não recebe atenção do governo municipal e outros 40 alunos são atendidos pelo sistema EJA.
Por conta da precariedade da escola, o professor disse que irá procurar apoio da Câmara de Vereadores, uma vez que a fazenda Cedro fica dentro dos limites de Marabá.
Tal pedido deve acontecer na próxima terça-feira. A idéia é convencer os vereadores da necessidade dos trabalhadores.
Deca – Uma equipe de investigadores da Delegacia de Conflitos Agrários (Deca) esteve na fazenda para checar o suposto crime ambiental.
Neste sábado, a equipe novamente deve retornar para o local a fim de dar continuidade ao trabalho, tendo em vista que ontem à noite não seria prudente entrar na área. (E.S.)
quinta-feira, 24 de março de 2011
soldado pode ter envolvimento com quadrilha
Integrantes já estavam sendo monitorados há um bom tempo pela Inteligência da Polícia
Quadrilha presa na Folha 16
Investigação conduzida pela equipe de policiais da 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá em parceira com o Núcleo de Inteligência da Polícia (NIP), nesta quarta-feira (23), na prisão de sete pessoas que podem integrar uma quadrilha de assaltantes.
Foram presos: Rosalina Vieira dos Santos, a Rosa, 28, Beatriz Carvalho da Silva, a Bia, 18, Maria José da Silva, 22, João Oliveira Pereira, Luciano Rodrigues da Silva, 19, José Dioneis Pinto de Sousa e o soldado da Polícia Militar, Israel Gomes de Farias, o Farias.
Os acusados foram autuados por porte ilegal de armas e formação de bando, ou quadrilha, segundo informou o delegado Alberto Henrique Teixeira de Barros, que coordenou as prisões.
Os acusados foram presos na Folha 16, Quadra 4, Lote 1, Nova Marabá. Nesta casa os policiais localizaram dois revólveres calibre 38 uma pistola 0.40 pertencente ao militar e alguns projéteis. (Ver Box).
O delegado Alberto Teixeira informou que o bando pretendia fazer um assalto em Nova Ipixuna, provavelmente a alguma agência bancária. “Não sabemos qual era, mas como havia a movimentação, optamos em fazer o cerco e prendê-los”, justifica.
Ainda de acordo com o delegado, o bando estava sendo monitorado e ontem à tarde os policiais resolveram dar o “bote” na casa e prenderam os acusados.
Quanto ao militar, o soldado Teixeira, recém formado e lotado na 26ª Zona de Policiamento, Alberto Teixeira acredita que o acusado pode integrar o bando. “Vamos investigar melhor para definir qual a participação dele no bando”, adianta.
À noite, o delegado disse que foi até a casa do soldado, no bairro São Félix e localizou um revólver calibre 38, munição e roupas camufladas, muito usadas em assaltos a banco na região, o que pode complicar ainda mais a vida do militar.
Para a reportagem o soldado Farias disse que não tem nada a ver com os acusados e que tinha até a casa apenas para levar uma conhecida dele.
Porém um policial militar informou que o soldado estava sendo investigado, tendo em vista que foi visto andando com pessoas suspeitas no bairro São Félix, onde mora.
As acusadas Bia e Maria José aceitaram conversar e disseram que não têm nada a ver com nenhuma atividade ilícita e que estavam na hora e local errados.
A prisão dos acusados despertou a atenção de diversos curiosos. Um considerável aparato policial foi mobilizado durante a prisão.
Esta foi a segunda prisão de policiais militares supostamente envolvidos com criminosos. Recentemente a Polícia Civil prendeu dois soldados que teriam prendido e liberado um acusado de tráfico na Folha 27, Nova Marabá.
Todos os militares devem se submeter a sindicância na corregedoria da Polícia Militar e caso seja comprovada participação deles, podem ser expulsos das fileiras da PM.
Coronel admite participação de soldado
Em entrevista a uma rádio de Marabá, na manhã desta quinta-feira, o coronel Raimundo Cardoso de Souza Júnior comentou que o soldado Israel Gomes de Farias, o Farias participava da quadrilha e dava suporte.
Confirmou ainda que o bando, de fato pretendia roubar uma agência bancária, provavelmente em Nova Ipixuna e para tanto estava se articulando, porém o grupo foi preso antes.
Informou ainda que o soldado Farias já foi transferido para o presídio Anastácio das Neves em Belém, cuja casa penal é destinada servidores públicos estaduais que se envolvem em crimes.
Quanto a permanência dele, ou não na Polícia Militar disse que deve ser decidida durante a sindicância.
No tocante a dois policiais que também foram presos envolvidos com um traficante da Folha 27, Nova Marabá, disse que estão afastados de suas atividades e respondem a sindicância.
Lamentou o envolvimento de policiais envolvidos com criminosos, uma vez que há um investimento muito grande na formação, porém alguns deles migram para o crime.
“Não é orientação nossa, não compactuamos com desvio de condutas e repudiamos tais atitudes”, rechaça o coronel.
“Seremos implacáveis e imparciais na apuração de tais envolvimentos de policiais com criminosos”, acrescenta.
Bloqueio – Raimundo Cardoso aproveitou para anunciar a Operação Bloqueio, que deve ser colocada em prática esta semana. A idéia é fechar Marabá e revistar todos os carros que entram na cidade.
Nos bairros de difícil acesso está sendo utilizada a Polícia Montada, notadamente em São Félix e Morada Nova, onde há muitas ruas onde as viaturas não entram.
Visando otimizar ainda mais o trabalho policial, o quartel da Polícia Militar, que atualmente está no bairro São Félix e deve ser remanejado para a margem da BR-155, em face ao crescimento dos bairros daquela área.
Para tanto está sendo costurado um convênio com uma imobiliária que deve ceder um terreno para a construção de um novo quartel.
Objetos apreendidos
3 revólveres calibre 38
1 pistola 0.40
1 carregador de pistola 0.40
6 celulares
1 projétil de pistola 0.40
2 projéteis de fuzil 7.62
10 projéteis calibre 38
2 pedras de crack
1 farda da Polícia Militar
1 brucutu
1 gol, branco, placa HUS-0511
1 moto CG-Titan 150, placa NSW-4076
Roupas camufladas
Juiz suspende aquisição de combustível
O juiz da Comarca de Rondon do Pará, Gabriel Costa Ribeiro, titular da Comarca de Rondon do Pará mandou suspender e paralisar, por meio de liminar, a decisão que anulou licitação para aquisição de combustíveis, lubrificantes e filtros no município de Rondon.
O magistrado vislumbrou indícios de fraude no processo licitatório com o objetivo de favorecer posto de combustível supostamente ligado ao marido da secretária de Saúde do município.
Ainda na decisão, proferida nesta terça-feira, 22, o juiz estabeleceu multa diária de R$ 267 mil, caso a prefeita Shirley Cristina de Barros Malcher descumpra as ordens.
O mandado de segurança foi impetrado pelo Posto e Hotel São Francisco que se sentiu prejudicado com a anulação do processo licitatório - que prevê contrato no valor de R$ 2.676.000,00 – do qual saiu vencedor. Durante o pregão presencial N° 001/2011, foi constatado que a empresa concorrente, J.E. Auto Posto LTDA, não apresentou documentação exigida no edital.
No entanto, sua proposta foi apresentada da mesma forma. Ainda assim, o Posto e Hotel São Francisco, havia saído vencedor por apresentar menor preço.
A empresa perdedora, por sua vez, entrou com recurso pedindo anulação do pregão, sendo que seu pedido teve parecer favorável proferido pelo assessor jurídico da prefeitura, sob a alegação de que a proposta da empresa não poderia ter sido aberta no dia do pregão, pois a mesma estava com documentação irregular.
Tal decisão gerou inconformidade na empresa vencedora, que sustentou no mandado de segurança, que a decisão de anular o pregão ia contra as normas do edital e que a anulação era "apenas o preparatório para realização de outra licitação, com o mesmo objeto, para que a empresa J.E. Auto Posto Ltda seja beneficiada, vencendo a licitação, realizando-se com ela o contrato administrativo de fornecimento de combustível e lubrificantes em detrimento da lisura do processo licitatório e do direito da ora Impetrante.”
Em sua decisão, o juiz afirmou que “há um, aparente, paradoxo entre o parecer inicialmente elaborado pela assessoria jurídica do Município, em que se verberou pela legalidade do edital, ao confrontá-lo com o segundo parecer da lavra do mesmo assessor jurídico do município, em que afirma a existência de nulidade por ter sido aberta a proposta escrita de empresa não habilitada, que também, prima facie, diverge do próprio edital, cuja minuta já havia sido previamente aprovada.
O Edital é lei do certame, devendo ser fidedignamente seguido, em nome da segurança jurídica e demais princípios que norteiam a administração pública, como se presume ser (ou ao menos deveria ser) do conhecimento de todos os envolvidos no procedimento licitatório, desde a elaboração até sua conclusão”.
Além disso, a impetrante afirmou nos autos, mediante a apresentação de documentos, que a decisão de anular o pregão tem como objetivo favorecer o marido da secretária de saúde do município, que seria o administrador do J.E. Auto Posto LTDA.
“Consta na petição inicial afirmações graves, dentre elas a de que a real intenção dos envolvidos é de se fraudar a licitação, em um simulacro de se reconhecer uma nulidade não existente, com a finalidade de favorecer posto pertencente “de fato” ao Marido da Exma. Sra. Secretária de Saúde, sra. Ângela, que inclusive administraria o estabelecimento, conforme cheques assinados por este em nome da pessoa jurídica”, afirma o juiz no despacho.
O magistrado estabeleceu prazo para as partes envolvidas se manifestarem sobre os fatos alegados nos autos pelo impetrante e determinou vistas ao Ministério Público. (Vanessa Vieira)
Prefeita nega fraude
Para a imprensa, a prefeita de Rondon do Pará Shirley Cristina de Barros Malcher negou que tivesse alguma fraude, ou vício no processo de licitação, mas obviamente vai respeitar a decisão judicial e abrir novo pregão, a fim de refazer o processo.
Afirmou ainda que a administração dela prima pela moralidade, impessoalidade, legalidade e que manteve todos os servidores da Comissão de Licitação são da administração anterior que foram mantidos.
“Não tenho nada a esconder e devemos refazer o processo sem problema algum a fim de que a falha possa ser corrigida e vença quem oferecer o menor preço”, resumiu.
Pegou umas bengaladas e foi preso
O fotógrafo José Ribamar Sobrinho foi uma das vítimas de furto na manhã de terça-feira. Ele estava em um estúdio no prédio do Serviço de Atendimento ao Cidadão (Saci), na Folha 32, Nova Marabá onde trabalha diariamente e teve um celular e a carteira contendo documentos furtados.
O acusado do furto Celso Dias de Jesus foi preso minutos após esse furto e graças à perspicácia do fotógrafo que desconfiou do comportamento do acusado.
Segundo o fotógrafo J. Sobrinho, o acusado chegou pela manhã no estúdio dele e perguntou por três vezes os preços das fotografias, o que acabou despertando a curiosidade dele.
J. Sobrinho contou que precisou sair do estúdio por um breve instante e quando retornou percebeu que a carteira e o telefone celular haviam desaparecido.
Desconfiado do suspeito, o fotógrafo disse que desceu rapidamente as escadas do Saci a conseguiu ver o acusado que estava no meio da rua.
“Ele me disse que alguém tinha lhe entregue a carteira e o celular, mas na verdade foi ele quem furtou”, comentou J. Sobrinho.
Conduzido à 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá o acusado aproveitou de um tumulto e fugiu da delegacia.
Insatisfeito com a fuga o fotógrafo fez novas buscas e conseguiu prender, pela segunda vez, o acusado que perambulava pela Folha 16, Nova Marabá.
Nesta nova prisão houve novo tumulto, tendo alguns populares acudiram ao fotógrafo e desta vez o Grupo Tático Operacional (GTO) foi acionado para conduzir o acusado até a delegacia onde foi autuado por furto.
Presente de aniversário foi uma facada
Irmão esfaqueia irmão durante comemoração de aniversário. O crime aconteceu na noite desta terça-feira (22) na Vila Brejo do Meio, Zona Rural de Marabá.
A vítima, Odinei Barbosa da Silva, 33, estava comemorando o aniversário na casa dele, quando o acusado, o irmão dele, Marcos Barbosa da Silva, 24, desferiu um golpe de arma branca que lhe atingiu a axila direita.
A agressão, segundo o delegado Rodrigo Paggi foi precedida de uma discussão entre ambos.
O acusado cobrou uma dívida de R4 20,00, sendo que Odinei da Silva não gostou da cobrança e partiu para as vias de fato.
Ofendido, Marcos da Silva foi até a cozinha da casa, apanhou uma faca, com a qual desferiu o golpe no irmão.
Após a agressão a Polícia Militar do Brejo do Meio foi acionada e o sargento Raimundo e o soldado Manoel prenderam o acusado.
Ele foi autuado por lesão corporal grave e por se tratar de um crime de menor potencial ofensivo deve responder em liberdade.
Preso portando pistola em casa
Denúncia anônima resultou numa operação relâmpago coordenada pelo delegado Alberto Henrique Teixeira de Barros e resultou na prisão de um suspeito que estava portando uma pistola calibre 6.35.
De acordo com o delegado Rodrigo Paggi, plantonista desta terça-feira, na casa do acusado, na Marabá Pioneira os investigadores localizaram a arma.
Por conta desse crime o acusado foi preso e autuado por posse ilegal de armas. Moisés Sabóia foi posto em liberdade no final da tarde após pagamento de fiança no valor de R$ 900,00.
Vale lembrar que a denúncia foi feita através do sistema 181 e assim o delegado Alberto Teixeira requereu mandado de busca e apreensão expedido pelo juiz titular da 4ª Vara Penal de Marabá, Emerson Benjamin.
Seixo sumiu
Ei! Tira um fino, moradores da travessa Goiás, próximo ao Conjunto Itacaiúnas, núcleo Cidade Nova, estão apanhando seixo, material de construção que seria usado na colocação de bueiros, hein, também pudera o material foi colocado lá há dias e os operários não voltaram lá para dar continuidade ao trabalho, então os moradores estão dando outra destinação ao seixo, tira um fino.
Insegurança total no KM-3
Uma moradora do bairro Quilômetro 3, denunciou que os moradores estão sitiados.
Vários arrombamentos acontecem sistematicamente. Falta policiamento ostensivo. “Está demais, muitas residências foram arrombadas”, denúncia a mulher que preferiu se manter no anonimato
Concursado
Não queria entrar na discussão envolvendo a saída, ou permanência do treinador do Águia de Marabá, João “Bocudo” Galvão, mas me senti tentado.
Por onde ando em Marabá ouço dizer que ele é “concursado”, portanto ganhou estabilidade e não pode sair do comando do time, hein tira um fino.
Frigorífico exala mau cheiro
Não é de hoje que moradores à jusante do Frigorífico Bertin reclamam do mau cheiro exalado pelas chaminés.
E, reclamar não adianta, pois em diversas ocasiões a imprensa de Marabá colocou luz ao fato que até agora não houve nenhuma mobilização por parte da empresa para tentar minimizar o problema.
Agora, toma corpo um movimento de moradores atingidos pelo mau cheiro que pode ensejar uma Ação Civil Pública no Ministério Público Estadual (MPE).
A idéia dos moradores é denunciar a empresa aos organismos internacionais de meio ambiente e fazer com que chegue até os clientes do Bertin, que assim ficam sabendo que consomem carne de uma empresa potencialmente poluidora e que despreza a comunidade local.
Quadrilha presa na Folha 16
Investigação conduzida pela equipe de policiais da 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá em parceira com o Núcleo de Inteligência da Polícia (NIP), nesta quarta-feira (23), na prisão de sete pessoas que podem integrar uma quadrilha de assaltantes.
Foram presos: Rosalina Vieira dos Santos, a Rosa, 28, Beatriz Carvalho da Silva, a Bia, 18, Maria José da Silva, 22, João Oliveira Pereira, Luciano Rodrigues da Silva, 19, José Dioneis Pinto de Sousa e o soldado da Polícia Militar, Israel Gomes de Farias, o Farias.
Os acusados foram autuados por porte ilegal de armas e formação de bando, ou quadrilha, segundo informou o delegado Alberto Henrique Teixeira de Barros, que coordenou as prisões.
Os acusados foram presos na Folha 16, Quadra 4, Lote 1, Nova Marabá. Nesta casa os policiais localizaram dois revólveres calibre 38 uma pistola 0.40 pertencente ao militar e alguns projéteis. (Ver Box).
O delegado Alberto Teixeira informou que o bando pretendia fazer um assalto em Nova Ipixuna, provavelmente a alguma agência bancária. “Não sabemos qual era, mas como havia a movimentação, optamos em fazer o cerco e prendê-los”, justifica.
Ainda de acordo com o delegado, o bando estava sendo monitorado e ontem à tarde os policiais resolveram dar o “bote” na casa e prenderam os acusados.
Quanto ao militar, o soldado Teixeira, recém formado e lotado na 26ª Zona de Policiamento, Alberto Teixeira acredita que o acusado pode integrar o bando. “Vamos investigar melhor para definir qual a participação dele no bando”, adianta.
À noite, o delegado disse que foi até a casa do soldado, no bairro São Félix e localizou um revólver calibre 38, munição e roupas camufladas, muito usadas em assaltos a banco na região, o que pode complicar ainda mais a vida do militar.
Para a reportagem o soldado Farias disse que não tem nada a ver com os acusados e que tinha até a casa apenas para levar uma conhecida dele.
Porém um policial militar informou que o soldado estava sendo investigado, tendo em vista que foi visto andando com pessoas suspeitas no bairro São Félix, onde mora.
As acusadas Bia e Maria José aceitaram conversar e disseram que não têm nada a ver com nenhuma atividade ilícita e que estavam na hora e local errados.
A prisão dos acusados despertou a atenção de diversos curiosos. Um considerável aparato policial foi mobilizado durante a prisão.
Esta foi a segunda prisão de policiais militares supostamente envolvidos com criminosos. Recentemente a Polícia Civil prendeu dois soldados que teriam prendido e liberado um acusado de tráfico na Folha 27, Nova Marabá.
Todos os militares devem se submeter a sindicância na corregedoria da Polícia Militar e caso seja comprovada participação deles, podem ser expulsos das fileiras da PM.
Coronel admite participação de soldado
Em entrevista a uma rádio de Marabá, na manhã desta quinta-feira, o coronel Raimundo Cardoso de Souza Júnior comentou que o soldado Israel Gomes de Farias, o Farias participava da quadrilha e dava suporte.
Confirmou ainda que o bando, de fato pretendia roubar uma agência bancária, provavelmente em Nova Ipixuna e para tanto estava se articulando, porém o grupo foi preso antes.
Informou ainda que o soldado Farias já foi transferido para o presídio Anastácio das Neves em Belém, cuja casa penal é destinada servidores públicos estaduais que se envolvem em crimes.
Quanto a permanência dele, ou não na Polícia Militar disse que deve ser decidida durante a sindicância.
No tocante a dois policiais que também foram presos envolvidos com um traficante da Folha 27, Nova Marabá, disse que estão afastados de suas atividades e respondem a sindicância.
Lamentou o envolvimento de policiais envolvidos com criminosos, uma vez que há um investimento muito grande na formação, porém alguns deles migram para o crime.
“Não é orientação nossa, não compactuamos com desvio de condutas e repudiamos tais atitudes”, rechaça o coronel.
“Seremos implacáveis e imparciais na apuração de tais envolvimentos de policiais com criminosos”, acrescenta.
Bloqueio – Raimundo Cardoso aproveitou para anunciar a Operação Bloqueio, que deve ser colocada em prática esta semana. A idéia é fechar Marabá e revistar todos os carros que entram na cidade.
Nos bairros de difícil acesso está sendo utilizada a Polícia Montada, notadamente em São Félix e Morada Nova, onde há muitas ruas onde as viaturas não entram.
Visando otimizar ainda mais o trabalho policial, o quartel da Polícia Militar, que atualmente está no bairro São Félix e deve ser remanejado para a margem da BR-155, em face ao crescimento dos bairros daquela área.
Para tanto está sendo costurado um convênio com uma imobiliária que deve ceder um terreno para a construção de um novo quartel.
Objetos apreendidos
3 revólveres calibre 38
1 pistola 0.40
1 carregador de pistola 0.40
6 celulares
1 projétil de pistola 0.40
2 projéteis de fuzil 7.62
10 projéteis calibre 38
2 pedras de crack
1 farda da Polícia Militar
1 brucutu
1 gol, branco, placa HUS-0511
1 moto CG-Titan 150, placa NSW-4076
Roupas camufladas
Juiz suspende aquisição de combustível
O juiz da Comarca de Rondon do Pará, Gabriel Costa Ribeiro, titular da Comarca de Rondon do Pará mandou suspender e paralisar, por meio de liminar, a decisão que anulou licitação para aquisição de combustíveis, lubrificantes e filtros no município de Rondon.
O magistrado vislumbrou indícios de fraude no processo licitatório com o objetivo de favorecer posto de combustível supostamente ligado ao marido da secretária de Saúde do município.
Ainda na decisão, proferida nesta terça-feira, 22, o juiz estabeleceu multa diária de R$ 267 mil, caso a prefeita Shirley Cristina de Barros Malcher descumpra as ordens.
O mandado de segurança foi impetrado pelo Posto e Hotel São Francisco que se sentiu prejudicado com a anulação do processo licitatório - que prevê contrato no valor de R$ 2.676.000,00 – do qual saiu vencedor. Durante o pregão presencial N° 001/2011, foi constatado que a empresa concorrente, J.E. Auto Posto LTDA, não apresentou documentação exigida no edital.
No entanto, sua proposta foi apresentada da mesma forma. Ainda assim, o Posto e Hotel São Francisco, havia saído vencedor por apresentar menor preço.
A empresa perdedora, por sua vez, entrou com recurso pedindo anulação do pregão, sendo que seu pedido teve parecer favorável proferido pelo assessor jurídico da prefeitura, sob a alegação de que a proposta da empresa não poderia ter sido aberta no dia do pregão, pois a mesma estava com documentação irregular.
Tal decisão gerou inconformidade na empresa vencedora, que sustentou no mandado de segurança, que a decisão de anular o pregão ia contra as normas do edital e que a anulação era "apenas o preparatório para realização de outra licitação, com o mesmo objeto, para que a empresa J.E. Auto Posto Ltda seja beneficiada, vencendo a licitação, realizando-se com ela o contrato administrativo de fornecimento de combustível e lubrificantes em detrimento da lisura do processo licitatório e do direito da ora Impetrante.”
Em sua decisão, o juiz afirmou que “há um, aparente, paradoxo entre o parecer inicialmente elaborado pela assessoria jurídica do Município, em que se verberou pela legalidade do edital, ao confrontá-lo com o segundo parecer da lavra do mesmo assessor jurídico do município, em que afirma a existência de nulidade por ter sido aberta a proposta escrita de empresa não habilitada, que também, prima facie, diverge do próprio edital, cuja minuta já havia sido previamente aprovada.
O Edital é lei do certame, devendo ser fidedignamente seguido, em nome da segurança jurídica e demais princípios que norteiam a administração pública, como se presume ser (ou ao menos deveria ser) do conhecimento de todos os envolvidos no procedimento licitatório, desde a elaboração até sua conclusão”.
Além disso, a impetrante afirmou nos autos, mediante a apresentação de documentos, que a decisão de anular o pregão tem como objetivo favorecer o marido da secretária de saúde do município, que seria o administrador do J.E. Auto Posto LTDA.
“Consta na petição inicial afirmações graves, dentre elas a de que a real intenção dos envolvidos é de se fraudar a licitação, em um simulacro de se reconhecer uma nulidade não existente, com a finalidade de favorecer posto pertencente “de fato” ao Marido da Exma. Sra. Secretária de Saúde, sra. Ângela, que inclusive administraria o estabelecimento, conforme cheques assinados por este em nome da pessoa jurídica”, afirma o juiz no despacho.
O magistrado estabeleceu prazo para as partes envolvidas se manifestarem sobre os fatos alegados nos autos pelo impetrante e determinou vistas ao Ministério Público. (Vanessa Vieira)
Prefeita nega fraude
Para a imprensa, a prefeita de Rondon do Pará Shirley Cristina de Barros Malcher negou que tivesse alguma fraude, ou vício no processo de licitação, mas obviamente vai respeitar a decisão judicial e abrir novo pregão, a fim de refazer o processo.
Afirmou ainda que a administração dela prima pela moralidade, impessoalidade, legalidade e que manteve todos os servidores da Comissão de Licitação são da administração anterior que foram mantidos.
“Não tenho nada a esconder e devemos refazer o processo sem problema algum a fim de que a falha possa ser corrigida e vença quem oferecer o menor preço”, resumiu.
Pegou umas bengaladas e foi preso
O fotógrafo José Ribamar Sobrinho foi uma das vítimas de furto na manhã de terça-feira. Ele estava em um estúdio no prédio do Serviço de Atendimento ao Cidadão (Saci), na Folha 32, Nova Marabá onde trabalha diariamente e teve um celular e a carteira contendo documentos furtados.
O acusado do furto Celso Dias de Jesus foi preso minutos após esse furto e graças à perspicácia do fotógrafo que desconfiou do comportamento do acusado.
Segundo o fotógrafo J. Sobrinho, o acusado chegou pela manhã no estúdio dele e perguntou por três vezes os preços das fotografias, o que acabou despertando a curiosidade dele.
J. Sobrinho contou que precisou sair do estúdio por um breve instante e quando retornou percebeu que a carteira e o telefone celular haviam desaparecido.
Desconfiado do suspeito, o fotógrafo disse que desceu rapidamente as escadas do Saci a conseguiu ver o acusado que estava no meio da rua.
“Ele me disse que alguém tinha lhe entregue a carteira e o celular, mas na verdade foi ele quem furtou”, comentou J. Sobrinho.
Conduzido à 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá o acusado aproveitou de um tumulto e fugiu da delegacia.
Insatisfeito com a fuga o fotógrafo fez novas buscas e conseguiu prender, pela segunda vez, o acusado que perambulava pela Folha 16, Nova Marabá.
Nesta nova prisão houve novo tumulto, tendo alguns populares acudiram ao fotógrafo e desta vez o Grupo Tático Operacional (GTO) foi acionado para conduzir o acusado até a delegacia onde foi autuado por furto.
Presente de aniversário foi uma facada
Irmão esfaqueia irmão durante comemoração de aniversário. O crime aconteceu na noite desta terça-feira (22) na Vila Brejo do Meio, Zona Rural de Marabá.
A vítima, Odinei Barbosa da Silva, 33, estava comemorando o aniversário na casa dele, quando o acusado, o irmão dele, Marcos Barbosa da Silva, 24, desferiu um golpe de arma branca que lhe atingiu a axila direita.
A agressão, segundo o delegado Rodrigo Paggi foi precedida de uma discussão entre ambos.
O acusado cobrou uma dívida de R4 20,00, sendo que Odinei da Silva não gostou da cobrança e partiu para as vias de fato.
Ofendido, Marcos da Silva foi até a cozinha da casa, apanhou uma faca, com a qual desferiu o golpe no irmão.
Após a agressão a Polícia Militar do Brejo do Meio foi acionada e o sargento Raimundo e o soldado Manoel prenderam o acusado.
Ele foi autuado por lesão corporal grave e por se tratar de um crime de menor potencial ofensivo deve responder em liberdade.
Preso portando pistola em casa
Denúncia anônima resultou numa operação relâmpago coordenada pelo delegado Alberto Henrique Teixeira de Barros e resultou na prisão de um suspeito que estava portando uma pistola calibre 6.35.
De acordo com o delegado Rodrigo Paggi, plantonista desta terça-feira, na casa do acusado, na Marabá Pioneira os investigadores localizaram a arma.
Por conta desse crime o acusado foi preso e autuado por posse ilegal de armas. Moisés Sabóia foi posto em liberdade no final da tarde após pagamento de fiança no valor de R$ 900,00.
Vale lembrar que a denúncia foi feita através do sistema 181 e assim o delegado Alberto Teixeira requereu mandado de busca e apreensão expedido pelo juiz titular da 4ª Vara Penal de Marabá, Emerson Benjamin.
Seixo sumiu
Ei! Tira um fino, moradores da travessa Goiás, próximo ao Conjunto Itacaiúnas, núcleo Cidade Nova, estão apanhando seixo, material de construção que seria usado na colocação de bueiros, hein, também pudera o material foi colocado lá há dias e os operários não voltaram lá para dar continuidade ao trabalho, então os moradores estão dando outra destinação ao seixo, tira um fino.
Insegurança total no KM-3
Uma moradora do bairro Quilômetro 3, denunciou que os moradores estão sitiados.
Vários arrombamentos acontecem sistematicamente. Falta policiamento ostensivo. “Está demais, muitas residências foram arrombadas”, denúncia a mulher que preferiu se manter no anonimato
Concursado
Não queria entrar na discussão envolvendo a saída, ou permanência do treinador do Águia de Marabá, João “Bocudo” Galvão, mas me senti tentado.
Por onde ando em Marabá ouço dizer que ele é “concursado”, portanto ganhou estabilidade e não pode sair do comando do time, hein tira um fino.
Frigorífico exala mau cheiro
Não é de hoje que moradores à jusante do Frigorífico Bertin reclamam do mau cheiro exalado pelas chaminés.
E, reclamar não adianta, pois em diversas ocasiões a imprensa de Marabá colocou luz ao fato que até agora não houve nenhuma mobilização por parte da empresa para tentar minimizar o problema.
Agora, toma corpo um movimento de moradores atingidos pelo mau cheiro que pode ensejar uma Ação Civil Pública no Ministério Público Estadual (MPE).
A idéia dos moradores é denunciar a empresa aos organismos internacionais de meio ambiente e fazer com que chegue até os clientes do Bertin, que assim ficam sabendo que consomem carne de uma empresa potencialmente poluidora e que despreza a comunidade local.
quarta-feira, 23 de março de 2011
PF aprende quase 70 quilos de cocaína
Em quatro operações realizadas este ano, a Polícia Federal de Marabá apreendeu exatos 76,932 gramas de pasta base de cocaína. Quatro “mulas”, pessoas que fazem o transporte da droga, foram presas acusadas de tráfico.
Esse é um trabalho desenvolvido em parceria com o Serviço de Inteligência da Polícia Federal em nível de Brasil.
Duas apreensões aconteceram de mulas que saíram do Mato Grosso, cujo estado é porta de entrada de cocaína, oriunda da Colômbia e que é distribuída no Norte e Nordeste brasileiro.
As outras apreensões se deram em um caminhão que trazia a pasta base dentro do Carter do veículo e a outra prisão, um suspeito conduzia a droga dentro de uma mala. O acusado foi apanhado numa barreira da BR 230, transamazônica e vinha de Itaituba.
A apreensão mais recente da PF de Marabá aconteceu na última sexta-feira (18), ocasião em que o paulistano José Ricardo Felipe da Costa 47 anos foi apanhado transportando 51,102 quilogramas de pasta base de cocaína. Ele mora na avenida Paraná, 593, Centro, Pontes de Lacerda-MT.
O acusado saiu daquela cidade na última teça-feira. A reportagem teve acesso ao depoimento dele com absoluta exclusividade e ele contou à Polícia Federal que foi contratado por uma pessoa que disse se chamar “Ceará” para transportar a droga até um posto de combustível de Ananindeua, Região Metropolitana de Belém.
Pelo serviço iria receber R$ 10 mil. Contou ainda que iria estacionar o carro, sendo que uma pessoa identificada por “Magrelo” iria apanhar o veículo. Disse que não conhece o verdadeiro dono da droga.
José da Costa negou que a acompanhante dele, Jéssica dos Santos Rocha, 19, residente na rua I, Quadra 22, Lote 13, bairro Veras, Pontes de Lacerda, soubesse o que ele estava transportando a droga.
À Polícia Federal, a mulher contou que foi convidada por José Ricardo a conhecer a praia de Salinas, antes, porém ele iria passar em Belém para apanhar um dinheiro e posteriormente iriam a essa praia.
Contou ainda que conheceu o acusado há cerca de dois meses, sendo que este costumava sair com ela e pagava as despesas.
Ela contou que o acusado andava num Astra, mas quando viajaram, estava num Fiesta, sendo que ele disse que tinha comprado o carro apenas para viajar.
Afirmou ainda que aceitou o convite apenas com o intuito de viajar e que não tinha a menor idéia de que José da Costa estaria transportando droga.
A droga estava camuflada dentro do carro, sendo uma parte no pneu estepe e outras nas partes internas do veículo. O acusado foi atuado por tráfico de drogas e já está recolhido no Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes em Marabá (Crama).
Braçal absolvido em tribunal de júri
O braçal Cícero Alves da Silva foi absolvido ontem por maioria de votos em Tribunal do Júri presidido pelo juiz titular da 5ª Vara Penal, Celso Quim Filho. O julgamento aconteceu no auditório do Ministério Público Estadual (MPE).
Cícero da Silva estava sendo julgado sob acusação de ter matado a tiros, José Ilton Alves Macedo, crime ocorrido no dia 26 de março, por volta das 19 horas, no bairro Quilômetro Sete.
Prevaleceram os argumentos do advogado Erivaldo Santis, que adotou como tese a negativa de autoria, enquanto a acusação foi patrocinada pela promotoria Cremilda Aquino da Costa.
A decisão, porém não foi nenhuma surpresa para a promotora, tendo em vista que ela já tinha se antecipado à reportagem que o acusado tinha tudo pra ser inocentado, uma vez que não havia muitas provas contra ele.
“Pode ser mais um a ser inocentado, pois as pessoas que sabiam do caso não vieram depor”, antecipou. De fato, as testemunhas arroladas pela acusação não compareceram.
De outra parte, as quatro testemunhas da defesa compareceram e disseram que o acusado era inocente. Ao final, os jurados, quatro homens e três mulheres, inocentaram o acusado.
Cícero da Silva estava sendo julgado sob acusação de ter matado a tiros, José Ilton Alves Macedo, crime que aconteceu no dia 26 de março, por volta das 19 horas, no bairro Quilômetro Sete.
Por outro lado, lembrou Erivaldo Santis, que o braçal se manteve o tempo inteiro negando o crime. Afirmativa que foi corroborado pelas quatro testemunhas.
Para ele, as testemunhas de acusação não tinham credibilidade para enfrentar o tribunal de Júri. Uma delas era o braçal Luiz Gonzaga, que matou o filho dele Gelivaldo dos Santos Simões, que era usuário de drogas, fato ocorrido no dia 13 de novembro do ano passado, no Quilômetro Sete.
“Nesse caso não restou a menor dúvida que se fez justiça, pois as pessoas que o acusavam não têm credibilidade e nem compromisso com a verdade”, afirma.
Por outro, Erivaldo Santis lembra que nesse caso o Estado negligenciou. “A gente percebe que quando a vítima tem poucos recursos, o Estado dá pouca importância, pois se na época tivessem feito o exame de pólvora combusta no meu cliente se perceberia que ele seria inocente”, alfineta.
“Mas enfim, estou satisfeito, pois o meu cliente foi firme no depoimento, as testemunhas foram espontâneas e disseram a verdade e ao final se fez Justiça”, conclui.
Esse é um trabalho desenvolvido em parceria com o Serviço de Inteligência da Polícia Federal em nível de Brasil.
Duas apreensões aconteceram de mulas que saíram do Mato Grosso, cujo estado é porta de entrada de cocaína, oriunda da Colômbia e que é distribuída no Norte e Nordeste brasileiro.
As outras apreensões se deram em um caminhão que trazia a pasta base dentro do Carter do veículo e a outra prisão, um suspeito conduzia a droga dentro de uma mala. O acusado foi apanhado numa barreira da BR 230, transamazônica e vinha de Itaituba.
A apreensão mais recente da PF de Marabá aconteceu na última sexta-feira (18), ocasião em que o paulistano José Ricardo Felipe da Costa 47 anos foi apanhado transportando 51,102 quilogramas de pasta base de cocaína. Ele mora na avenida Paraná, 593, Centro, Pontes de Lacerda-MT.
O acusado saiu daquela cidade na última teça-feira. A reportagem teve acesso ao depoimento dele com absoluta exclusividade e ele contou à Polícia Federal que foi contratado por uma pessoa que disse se chamar “Ceará” para transportar a droga até um posto de combustível de Ananindeua, Região Metropolitana de Belém.
Pelo serviço iria receber R$ 10 mil. Contou ainda que iria estacionar o carro, sendo que uma pessoa identificada por “Magrelo” iria apanhar o veículo. Disse que não conhece o verdadeiro dono da droga.
José da Costa negou que a acompanhante dele, Jéssica dos Santos Rocha, 19, residente na rua I, Quadra 22, Lote 13, bairro Veras, Pontes de Lacerda, soubesse o que ele estava transportando a droga.
À Polícia Federal, a mulher contou que foi convidada por José Ricardo a conhecer a praia de Salinas, antes, porém ele iria passar em Belém para apanhar um dinheiro e posteriormente iriam a essa praia.
Contou ainda que conheceu o acusado há cerca de dois meses, sendo que este costumava sair com ela e pagava as despesas.
Ela contou que o acusado andava num Astra, mas quando viajaram, estava num Fiesta, sendo que ele disse que tinha comprado o carro apenas para viajar.
Afirmou ainda que aceitou o convite apenas com o intuito de viajar e que não tinha a menor idéia de que José da Costa estaria transportando droga.
A droga estava camuflada dentro do carro, sendo uma parte no pneu estepe e outras nas partes internas do veículo. O acusado foi atuado por tráfico de drogas e já está recolhido no Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes em Marabá (Crama).
Braçal absolvido em tribunal de júri
O braçal Cícero Alves da Silva foi absolvido ontem por maioria de votos em Tribunal do Júri presidido pelo juiz titular da 5ª Vara Penal, Celso Quim Filho. O julgamento aconteceu no auditório do Ministério Público Estadual (MPE).
Cícero da Silva estava sendo julgado sob acusação de ter matado a tiros, José Ilton Alves Macedo, crime ocorrido no dia 26 de março, por volta das 19 horas, no bairro Quilômetro Sete.
Prevaleceram os argumentos do advogado Erivaldo Santis, que adotou como tese a negativa de autoria, enquanto a acusação foi patrocinada pela promotoria Cremilda Aquino da Costa.
A decisão, porém não foi nenhuma surpresa para a promotora, tendo em vista que ela já tinha se antecipado à reportagem que o acusado tinha tudo pra ser inocentado, uma vez que não havia muitas provas contra ele.
“Pode ser mais um a ser inocentado, pois as pessoas que sabiam do caso não vieram depor”, antecipou. De fato, as testemunhas arroladas pela acusação não compareceram.
De outra parte, as quatro testemunhas da defesa compareceram e disseram que o acusado era inocente. Ao final, os jurados, quatro homens e três mulheres, inocentaram o acusado.
Cícero da Silva estava sendo julgado sob acusação de ter matado a tiros, José Ilton Alves Macedo, crime que aconteceu no dia 26 de março, por volta das 19 horas, no bairro Quilômetro Sete.
Por outro lado, lembrou Erivaldo Santis, que o braçal se manteve o tempo inteiro negando o crime. Afirmativa que foi corroborado pelas quatro testemunhas.
Para ele, as testemunhas de acusação não tinham credibilidade para enfrentar o tribunal de Júri. Uma delas era o braçal Luiz Gonzaga, que matou o filho dele Gelivaldo dos Santos Simões, que era usuário de drogas, fato ocorrido no dia 13 de novembro do ano passado, no Quilômetro Sete.
“Nesse caso não restou a menor dúvida que se fez justiça, pois as pessoas que o acusavam não têm credibilidade e nem compromisso com a verdade”, afirma.
Por outro, Erivaldo Santis lembra que nesse caso o Estado negligenciou. “A gente percebe que quando a vítima tem poucos recursos, o Estado dá pouca importância, pois se na época tivessem feito o exame de pólvora combusta no meu cliente se perceberia que ele seria inocente”, alfineta.
“Mas enfim, estou satisfeito, pois o meu cliente foi firme no depoimento, as testemunhas foram espontâneas e disseram a verdade e ao final se fez Justiça”, conclui.
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