terça-feira, 11 de outubro de 2011

Líder sindical assassinado em Rondon e suspeito preso






Uma disputa interna motivou o assassinato do líder sindical de Rondon do Pará José Ribamar Teixeira dos Santos, o Riba, 49 anos.

O corpo dele foi localizado na manhã de sábado, no acampamento “Deus é fiel”, na antiga fazenda Bela Vista.

Riba foi morto com três golpes de arma branca. Havia ferimentos na face e jugular e a orelha direita dele foi decepada.

Em princípio a Polícia suspeitou que o crime teria alguma motivação envolvendo conflito rural, uma vez que a orelha da vítima tinha sido arrancada, o que é uma característica de crime de pistolagem.

Numa investigação mais detida, se verificou que o crime foi motivado por uma querela entre a vítima e outro acampado, Joseli Feliciano de apenas 21 anos.

No centro dessa disputa estaria uma troca de uma moto com uma vaca. O acusado teria dado o animal para o Riba, que se comprometeu em entregar uma moto para Joseli, o que não teria feito.

De acordo com o delegado superintendente da região Guajarina, José Ricardo Batista de Oliveira José, Riba não teria entregado a moto para o Joseli, reascendendo assim a contenda.

Premeditado – Indignado com o Riba, Joseli, que confessou o crime, disse que se armou de um terçado e foi até a casa da vítima para tomar satisfação.

Ao chegar na casa travou uma discussão e em seguida desferiu os golpes em Riba. O primeiro golpe, segundo o réu confesso, foi na face, o segundo na orelha e o terceiro na jugular, causando a morte na vítima.

Após o crime, tranquilamente, Joseli foi pra casa dele, e à noite jogou dominó com amigos, como se nada tivesse acontecido.

No dia seguinte, pela manhã, quando o corpo de Riba é localizado, o Joseli confessa o crime ao pai dele, Jocélio Feliciano.

Para a Polícia, porém ele relutou em confessar e somente depois de muita conversa com o delegado José Ricardo ele aceitou confessar e contar os detalhes. 

Joseli Feliciano foi ouvido em Rondon nesta segunda-feira e foi transferido para Rondon do Pará onde aguarda julgamento.

Orgia no Detran! Tira um fino

Vândalos violam prédio do Detran em Marabá

Ventililação de ar-condicionado serviu de porta de entrada

Ivan Simões: "Rastro de destruição e prejuízo é incalculável"

Perito Gurgel confere estragos causados por arrombadores


  
Que os bandidos estão cada vez mais ousados isso não é nenhuma novidade. Neste final de semana, porém extrapolaram, pois invadiram o prédio do Detran, na folha 32, Nova Marabá, destruíram boa parte das instalações e ainda se masturbaram em uma das salas.

A invasão aconteceu na tarde do último domingo. Os prejuízos são incalculáveis. Os arrombadores entraram pela ventilação de um ar-condicionado.

Dentro do prédio, destruíram portas, arrebentaram um cofre, quebraram câmeras de circuito fechado e de quebram, ligaram um computador e acessaram um site pornográfico.

Na mesa deste computador havia vestígios de sêmen e consumo de droga, uma vez que um cachimbo usado para aspirar a pedra de crack foi abandonado em cima da mesa.

Por conta dessa destruição, a agência não funcionou na manhã desta segunda-feira.

O gerente local, Ivan Ribeiro Simões, a agência atende pelo menos 500 pessoas. “O prejuízo é incalculável, pois apesar dos danos materiais as pessoas ficam sem atendimento, o que é uma pena”, comenta.


No prédio não há vigilante o que pode ter  facilitado ou a ação dos vândalos, que ficaram mais de uma hora dentro da agência e aprontaram o que bem entenderam.

O delegado Rodrigo Paggi é responsável pela investigação desse caso, mas até então não identificou, ou prendeu algum suspeito deste arrombamento.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

JBS antecipa ações para reduzir odores

Curtume foi fechado em agosto e agora retoma atividades

  
Em apenas dois meses, a JBS já concluiu 65% do plano de ações para diminuir os odores emitidos pelo seu curtume, instalado em Marabá.

Todas as ações de curto prazo, que estavam previstas para serem concluídas até o fim de outubro, foram antecipadas e já estavam implementadas até a primeira semana deste mês.

Além disso, as ações de médio prazo, previstas para serem concluídas até maio de 2012, já tiveram início e poderão também ter seus prazos antecipados. Para reduzir a emissão de odores do curtume de Marabá a JBS está investindo cerca de R$ 1 milhão.

Uma das medidas adotadas pelo curtume e que já tem apresentado resultados foi a criação de um canal de comunicação direto entre a sociedade e a companhia.

Pelo telefone (94) 8407-6313 as pessoas podem entrar em contato com os gerentes do curtume para fazer reclamações a respeito do cheiro. Além de registrar o dia e horário da ligação, os responsáveis fazem análise da direção do vento e se deslocam para o local informado para verificar in loco a denúncia.

“As medidas tomadas até o momento já representaram uma grande redução na emissão de odores. Temos notícias de pessoas da cidade, especialmente de áreas que poderiam ser mais atingidas, que nos últimos dois meses houve uma redução perceptível no mau cheiro que era sentido”, afirma Andressa Dela Torres, gerente de meio ambiente da Divisão Couros da JBS.

O plano de ação para reduzir os odores foi apresentando no início de agosto para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) e ao Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comam).

Na ocasião, as duas entidades aprovaram as medidas apresentadas pela JBS, que na semana passada foram levadas ao conhecimento o Ministério Público.

Durante o encontro, a JBS se comprometeu em aumentar os esforços para antecipar de maio de 2012 para dezembro deste ano a conclusão do restante das medidas.

A JBS iniciou as atividades do curtume em Marabá em fevereiro de 2009 e sua instalação consumiu investimentos de R$ 21 milhões. Hoje, a unidade gera 1.000 empregos diretos e 3.000 indiretos e proporciona uma arrecadação anual de R$ 8 milhões para os cofres do estado do Pará. Em 2011, a companhia investiu, em média, mais de R$ 175 mil todos os meses na ampliação e melhorias da infraestrutura do curtume.


sábado, 8 de outubro de 2011

Sem terra presos na Mutamba e seguranças humilhados na Cedro

 


Operação realizada há pouco na fazenda Mutamba, zona rural de Marabá, resultou na prisão de pelo menos vinte sem terra. Coordenam a operação os  delegados: Alberto Henrique Teixeira de Barros e José Humberto de Melo Júnior. participam a Deca, Força Nacional e o Grupo Tático Operacional (GTO).
 
Os policiais receberam denúncia de que os sem terra estariam armados. Na quinta-feira atearam fogo em uma ponte de um dos retiros e expulsaram os seguranças.

De posse dessas informações os policiais montaram uma grande equipe e se dividiram em duas frentes até prender os sem terra. O grupo deve ser trazido para a Delegacia de Conflitos Agrários (Deca), onde devem ser autuados por posse ilegal de armas e esbulho possessório.

 
O complexo Mutamba pertence ao pecuarista Aziz Mutran e foi reintegrado no mês de agosto, mas os sem terra retornaram para a área.

Sem terra sequestram seguranças


Na manhã deste sábado, sem terra vinculados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) renderam e sequestraram seguranças da fazenda Cedro, localizada à margem da BR-155, distante cerca de 50 quilômetros de Marabá.
A advogada Brenda Santis informou este post que os sem terra, mataram três vacas às seis da manhã. Quatro seguranças foram até o local para evitar que levassem a carne dos animais, porém foram rendidos.

Pelo menos 70 sem terra saíram do mato e renderam os seguranças.  Eles foram levados para o acampamento Helenira Resende de onde saíram sem roupa, sem as armas e sem os coletes.

Além de despir os seguranças, ainda, segundo a advogada, os sem terra ameaçaram pegar o gerente da fazenda Cedro, de prenome Edmar. O clima é bastante tenso na área.

A mesma equipe de policiais que estavam fazendo operação na Mutamba, se deslocaram pra fazenda Cedro.





quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Trabalhadores paralisam trabalhos da Vale


  
Desde as 5 horas da manhã trabalhadores e dos projetos de assentamento Campos Altos e Tucumã, dos municípios de São Félix do Xingu e Ourilândia do Norte, ocuparam uma estrada que dá acesso à usina de transformação mineral, da Vale.

O projeto da empresa está localizado no município de Ourilândia do Norte, no sul do Pará, para extração do minério de Níquel e transformação em liga ferro-níquel.

Os direitos foram adquiridos pela Vale, em 2008, da empresa canadense INCO, e está em operação a partir do primeiro semestre deste ano, com 30% de sua capacidade.

As famílias que se sentem prejudicadas pelo projeto e sem atenção da empresa, aproveitaram esta data por terem informações de que diretores da empresa estão na localidade para visitar ao empreendimento.
Segue as reivindicações

Desde o ano de 2006 que vimos sendo assediados pelo projeto Onça Puma, e a partir de 2008 pela Vale, no sentido de desfazermos de nossas propriedades, só que o processo tem sido seletivo, ou seja, daquelas áreas que a empresa necessita de imediato para implantação de seus empreendimentos.

Com a primeira retirada das famílias sentimos impactos sociais na área de saúde, educação, transporte e econômica, com grande isolamento, mas entendíamos que seria possível continuarmos na área, recuperando algumas perdas.

Com a segunda retirada de famílias e a implantação da usina de transformação mineral, os problemas acima citados aumentaram, inclusive com destruição dos prédios de escolas, como também apareceram os problemas ambientais.


Outro problema é que passamos a ser vigiados, ameaçados e humilhados, pelos guardas da empresa que todos os dias estão a nos perturbar, retirando a nossa liberdade.

Neste período a vale mandou fazer um levantamento sócio-econômico que de nada nos valeu, por isto temos insistido com  a empresa para que providencie o remanejamento de todas as famílias que ainda estão no PA Campos Altos, PA Tucumã e na vila Minerasul, mas a empresa não tem levado em consideração.

Diante da situação por entendermos que não temos condições de continuar na área, exigimos da Vale, o seguinte:

Remanejamento e indenização integral  e imediata das famílias que ainda se encontram no  PA Campos Altos, Vila Minerasul e algumas famílias do PA Tucumã;

Garantia de um fundo de uso coletivo coletivo p/ colônia Santa Rita, para superação de suas perdas;

Construção de um centro de convivência (formação, cultura, lazer e produção) na colônia Santa Rita;

Conclusão imediata dos projetos sociais  iniciados na colônia Santa Rita.


Ourilândia do Norte PA, 05 de outubro de 2011.  

Associação dos peq. Prod. Rurais da Colônia Santa Rita.


Associação dos peq.prod.  do PA Campos Altos.


Associação de Moradores da Vila Minerasul.


Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Tucumã.
 

Sentença mantida e Maurino cassado

Maurino chora quando diplomado e ultimamente, ante a cassação


 


São muitas emoções, a cada instante tem um fato novo surgindo no caso envolvendo a cassação do prefeito de Marabá e seu vice, Maurino Magalhães de Lima e Nagilson Rodrigues Amoury, cassados na manhã da última segunda-feira, por crime eleitoral praticando durante a campanha de 2008.

A informação mais recente deste caso é que o juiz José Rubens Barreiros de Leão exarou liminar, aceitando a sentença prolatada pela juíza Claudia Regina Moreira Favacho Moura e que cassou ambos.

Portanto, numa linguagem mais acessível, Maurino e Nagilson, continuam cassados, até que surja outra decisão, tornando sem efeito a sentença da juíza Claudia Moura.

Enquanto isso o vereador Nagib Mutran Neto (PMDB) continua prefeito de Marabá até que o deputado estadual João Salame Neto (PPS) se decida se vai, ou não assumir a Prefeitura. Ele tem cinco dias úteis para se decidir. O prazo começou a ser contado deste ontem (4).

Logo mais, outros detalhes dessa sentença do juiz Leão. Para quem não se lembra, a defesa de Maurino se apegava a uma liminar concedida por Leão, no dia 30 de setembro, porém só deu entrada na Comarca de Marabá, às 11h30, duas horas após a promulgação da sentença da juíza Claudia Moura.

A liminar em tela sugeria que o processo fosse paralisado até fossem ouvidas todas as testemunhas da Investigação Judicial Eleitoral, porém a juíza já tinha sentenciado o caso, o que tornou sem efeito a liminar, portanto.

O Silêncio do Pagão


Da ausência de Deus

Deixem-me lhes contar.
A penúria financeira crônica me impediu de atualizar Quaradouro: acabaram-se os créditos do modem e faltaram os trocados para pagar a conta.
E isso, Deus seja louvado!, justamente no período em que Lúcifer (do latim, lucem ferre, o “portador da luz”), resolveu dar uma freada de arrumação nessa carroça mal administrada chamada Marabá, sesmaria de sua jurisdição, e derrubar o carumbé que ele permitiu fosse colocado lá em riba só para ver no que ia dar.
Pelo visto, soou estranho meu silêncio.
Até o sacana do Edinaldo Sousa me liga perguntando se eu recebera algum para ficar calado, e eu lhe disse que não, senão eu teria comprado um modem novo para continuar metendo a colher enferrujada no caldeirão de enxofre.
Agora, usando computador de serviço, fiz primeiro a ronda pelos blogues para me atualizar e olhem aí o tantão de informações.
Até voltou à tona o caso da vereadora irremovível Ismaelka que, parece, agora vai.
Pra onde, eu não sei, mas deve ir, por conta da chacoalhada do lucífero mandão.
O Maurino já foi. 
A despeito da celeridade processual do TRE-PA que, quando quer, chega a cem mil quilômetros por hora na confecção de liminares, o Maurino foi-se.
Um espanto! Tudo certo como dois e dois são cinco.
Aí, o senhor feudal que nos administra mete a mão no saco infindável de suas maldades e põe na prefeitura o responsável por um dos períodos mais negro da nossa história.
Agora estou pensando se ainda vai valer a pena tentar conseguir um modem novo.
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Da, misericors Deus: ut haec salutaris oblatio et a propriis nos reatibulus indesinenter expediat, et ab omnibus tueatur adversis.
(Concedei, ó Deus misericordioso, que esta oblação salutar nos livre, sem demora, da pena de nossas próprias culpas, e nos defenda contra todas as adversidades) 


Extraído do blog: Quaradouro