quarta-feira, 7 de março de 2012

Carreta teve de ser rebocada; prejuízo e transtorno foram grandes



Carreta tomba a caminho de frigorífico


Pelo menos por algumas horas os 18 bois que estavam numa carreta a caminho do Frogorífico Bertin.
A carreta de placa MXC-6901, Araguaina-TO que transportava os animais tombou lateralmente na Transamazônica e causou interdição por mais de três horas.

Os bois fugiram e causou um grande tumulto. Foi preciso contratar vaqueiros para laçar os animais, que finalmente foram conduzidos até o abate.


Traficante escondia droga em fralda


Policiais militares pelo capitão Antonio Kojak, prenderam cinco pessoas acusadas de tráfico em Itupiranga.

Uma das acusadas Marlúcia Almeida Santos estava com uma criança de colo e dentro da fralda continha 62 pedras de crack.

Outras quatro pessoas foram presas: a filha da acusada, Marcilene Almeida Santos e Ivomar Batista da Silva, Carlos André Pereira, Genilson Rego Carvalho.

Os cinco foram presos numa casa no bairro Piscinão, após denúncia anônima, segundo o capitão Kojak.

Nesta mesma casa os militares apreenderam diversos objetos, como DVD, celulares, três relógios, os quais podem ter sido adquiridos de forma ilícita, ou trocados por droga.

Nos últimos nove meses, em Itupiranga, 37 pessoas foram presas acusadas de tráfico de drogas.


terça-feira, 6 de março de 2012

Velinho pode ter matado mais de vinte pessoas em Marabá



Fugiu o maior pistoleiro de Marabá





A Polícia ainda não tem pistas daquele que pode ser o maior pistoleiro de Marabá. Valdenir Lima dos Santos, o Velinho, 28, fugiu na madrugada desta segunda feira do Anexo 3, do Centro de Recuperação de Marabá (CRM).



Velinho estava preso desde o dia 30 de novembro do ano passado. Contra ele pesa pelo menos 20 homicídios. Um dos crimes aconteceu no dia 25 de novembro do ano passado, ocasião em que ele matou a tiros o líder sindical Valdemar Barbosa de Oliveira. Neste crime o acusado teve como parceiro, Diego Pereira Marinho 18 anos, preso em Belém. Este acusado confessou esse e outros dois crimes.



Juntamente com Velinho fugiram outros oito detentos. Ver lista completa em Box.



Os detentos arrebentaram parte da grade do solário e saltaram o muro da casa penal em direção ao IML.

O diretor desta casa penal, George Hiroshy Acácio informou que a fuga aconteceu por volta das 1h35 da madrugada.



Na segunda-feira da semana passada, 27, estes mesmos detentos lideraram um motim tendo inclusive sequestrado e mantiveram em cárcere privado o agente prisional Dioni Solidade Albuquerque 24 anos durante quase quatro horas.



Naquela ocasião os presos exigiram a presença de dois juízes, bem como integrantes dos Direitos Humanos. Participaram das negociações os juízes Marcelo Andrei Simão Santos e Emerson Benjamin Pereira de Carvalho e os ânimos foram arrefecidos.





Serviço: Quem tiver alguma informação sobre o paradeiro dos fujões pode manter contato através dos números: 3312-3350, ou 181. A identidade é mantida em sigilo.





Fujões





Maycon Santos Monteiro



Júnior Silva de Oliveira



Marinaldo Durans Souza

Wesley Barbosa da Silva

Valdenir Lima dos Santos

Walisson Gomes de Matos

Adriano Menezes dos Santos

Antonio Ribeiro Costa Filho

Edivan da Silva Feitosa






sábado, 18 de fevereiro de 2012

Pedreiro assassinado por causa de um peixe

Um dos crimes que causou o maior rebuliço aconteceu na madrugada desta quinta-feira (16) no assentamento União, zona rural de Marabá, mas com acesso pelo município de Parauapebas.
A vítima seria um sem terra, porém se constatou se tratar do pedreiro Lourival Pereira Luz, 34 anos. Ele foi morto com um tiro na face.
Esse crime, segundo fonte segura, teria sido motivado por causa de um peixe. O acusado, também pedreiro seria dono de um peixe e recomendou que a vítima não comesse o peixe.
Por volta de uma hora da madrugada, porem, Lourival Luz, após uma noitada de bebedeira, desconsiderou  tal recomendação, dando início a uma contenda.
O acusado que também teria ingerido bebido alcoólica se armou com uma espingarda e efetuou um tiro na vítima.
Deca – Como as primeiras informações desse caso apontavam para a possibilidade de o crime ter alguma ligação com o campo, uma equipe da Delegacia de Conflitos Agrários (Deca), chefiada pelo delegado Victor Costa Lima Leal, se deslocou até o assentamento.
O delegado, porém constatou que nada tinha a ver com conflito agrário. Ele, porém efetuou os levantamentos preliminares e deve repassar o caso à Divisão de Homicídios de Marabá (DHM), à frente a delegada Bruna Paolucci Taralo.
Baleados – No município de Brejo Grande do Araguaia, a Delegacia de Conflitos Agrários de Marabá constatou que houve uma troca de tiros, na madrugada de quinta-feira, na fazenda Três Poderes.
Um sem terra identificado por Luís Claudio foi baleado em uma das pernas. O delegado Victor Leal apurou que nesta fazenda há dois grupos que disputam a terra e teria havido um desentendimento.
Em Marabá, na fazenda Pioneira um trabalhador desta propriedade fora baleado no final da semana passada.
Um grupo de posseiros armados há alguns meses ataca a fazenda, mata gado e expulsam trabalhadores, segundo informou o delegado Victor Leal.
Nesta mesma propriedade houve uma grande operação, que contou inclusive com o Grupamento Aéreo da Polícia Militar.
Naquela ocasião nenhum posseiro foi preso. Um inquérito tramita na Deca que pode resultar em pedidos de prisões preventivas do bando armado. 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Delsão tem bens confiscados e leiloados





Gado de elite foi vendido barato. Vaca foi arrematada por R$ 700,00
Delsão pagou dívida com bens

Juiz federal Jonatan Andrade conduziu operação durante dois dias em Rondon do Pará


Edinaldo Sousa - Por ordem do juiz federal da 2ª Vara Trabalhista de Marabá, Jonatan Andrade os bens do pecuarista Décio José Barroso Nunes, o Delsão foram confiscados e leiloados a título de pagamento de dívidas trabalhistas.
De acordo com informações divulgadas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, na operação de confisco realizada em Rondon do Pará na quinta e sexta-feira, a Justiça do Trabalho de Marabá penhorou 18 veículos e 892 cabeças de gado do fazendeiro.

O gado foi conduzido até o Parque de Exposições Agropecuárias de Rondon onde foi leiloado a preço abaixo do mercado. O gado alcançou o valor de R$ 766.300,00.
Pra se ter uma ideia da pechincha, vacas de elite avaliadas em R$ 15 mil foram vendidas por apenas R$ 700,00 cada. “A preço de banana”, comentou um pecuarista da região que prefere não se identificar.
De acordo com informações do TRT, o valor total da dívida é de R$ 3.267.525,36. Os 18 veículos penhorados e removidos para Marabá foram avaliados em R$ 2.045.000,00.
Ainda segundo as informações, o montante da dívida foi originado de direitos trabalhistas não pagos a trabalhadores em suas serrarias e fazendas, descumprimento de TACs assinados com o MPT, ações coletivas impetradas contra Delsão, multas e dívidas previdenciárias.
A operação foi organizada pela 2ª Vara do Trabalho de Marabá juntamente com a Central de Mandados, e contou com o apoio da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Ministério Público do Trabalho.
Participaram da operação 10 servidores do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, 8 policiais federais, 12 policiais rodoviários federais e 1 leiloeiro com equipe de 37 homens (motoristas, vaqueiros e tropeiros), 10 caminhões para transporte de gado e 5 caminhões-plataforma.
No ano passado a 2ª Vara do Trabalho de Marabá já tinha penhorado e leiloado um terreno urbano de Delsão. Somando-se aos bens penhorados esta semana, calcula-se que a Justiça do Trabalho ainda precisará confiscar bens no valor de quase meio milhão de reais para quitar toda a dívida.
Delsão é acusado de ser um dos mandantes do assassinato do sindicalista José Dutra da Costa, o Dezinho, crime ocorrido em Rondon em 21 de novembro de 2000.
No final de 2011, o STJ julgou um recurso impetrado pelos advogados do fazendeiro no qual pleiteavam a revogação de sua prisão preventiva e a decisão de pronúncia proferida pelo TJ Pará. Os ministros do STJ revogaram sua prisão, mas, manteram sua pronúncia, determinando que ele seja julgado por júri popular pela morte do sindicalista. Da decisão cabe ainda um último recurso para o STF.
O fazendeiro enfrenta ainda um processo na Vara Agrária de Marabá, por apropriação ilegal de terras públicas, são mais de 130 mil hectares de terras da União e do Estado do Pará em seu poder, de forma totalmente ilegal, onde daria para assentar quase 3 mil famílias sem terra.
Movimentação - A operação em Rondon movimentou toda a cidade. A população na verdade foi pega de surpresa, uma vez a operação correu em caráter sigiloso e somente depois da apreensão é que os pecuaristas souberam do que se tratava e arremataram os animais.
O Fórum de Rondon do Pará, segundo o juiz Gabriel Costa Ribeiro informou que ficou totalmente apinhado de veículos.
Intervenção – Durante a operação não houve nenhum impedimento, salvo a tentativa frustrada da prefeita de Rondon, Cristinha Malcher, que tentou impedir que o gado fosse colocado no Parque, uma vez que se trata de uma propriedade privada.
Segundo o juiz Gabriel Ribeiro, a prefeita teria ameaçado ligar para o governador Simão Jatene para tentar impedir que o juiz Jonatan Andrade colocasse o gado no parque.
Depois de muito “estribuchar” o gado foi colocado no Parque e leiloado. De acordo com Gabriel Ribeiro esta não é a primeira vez que Cristina Malcher tenta impedir o trabalho da Justiça.
Esse post não conseguiu ouvir a versão da prefeita para que posicionasse a respeito do episódio.


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Avião cai em Cametá e três pessoas morrem

Um avião monomotor cai em Cametá e três pessoas morrem carbonizadas. O acidente aconteceu por volta das 10h20 da manhã de hoje.
O radialista cametaense, João Neto, informou que o avião fora até Cametá para fazer uma entrega de malotes com dinheiro ao Banco do Brasil.
A entrega, segundo ele, tinha sido feita e o acidente aconteceu às proximidades do aeroporto logo após o avião ter decolado.
Em princípio foi ventilada a possibilidade de se tratar de um ataque de ladrões de banco, porém essa hipótese foi praticamente descartada uma vez que a entrega já havia sido feita.




Nota em solidariedade a Lúcio Flávio

         

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Pará, por intermédio de sua Diretoria e da Comissão de Ética e Liberdade de Imprensa, vem a público denunciar, de modo veemente, a gritante inversão de valores em que o autor de uma denúncia pública pela imprensa, devidamente comprovada, no caso o jornalista Lúcio Flávio Pinto, é condenado, e o denunciado, no caso a empresa C. R. Almeida, que não se defendeu perante a opinião pública, ainda é premiado com indenização determinada pelo judiciário paraense. O presente episódio é apenas um dos capítulos da longa batalha judicial travada por esse profissional do jornalismo paraense.



No caso presente, Lúcio Flávio teve negado, pelo Superior Tribunal de Justiça, pedido de revisão de condenação anterior, pelo Tribunal de Justiça do Pará, que determina que o jornalista indenize a empresa denunciada por grilagem, atestada por todos os órgãos públicos que lidam com as questões fundiária e ambiental. O dono da Construtora C. R. Almeida, uma das maiores empreiteiras do país, se disse ofendido porque Lúcio o chamou de "pirata fundiário", embora ele tenha se apossado de uma área de quase cinco milhões de hectares no vale do rio Xingu, no Pará. A justiça federal de 1ª instância anulou os registros imobiliários dessas terras, por pertencerem ao patrimônio público. A denúncia dessa monumental grilagem em terras paraenses é que motivou a ação movida contra Lúcio, agora obrigado a uma indenização "por dano moral".



O despacho foi publicado no Diário Oficial eletrônico do STJ no dia último dia 13. O presidente do STJ não recebeu o recurso de Lúcio Flávio "em razão da deficiente formação do instrumento; falta cópia do inteiro teor do acórdão recorrido, proferido nos embargos de declaração e do comprovante de pagamento das custas do recurso especial e do porte de remessa e retorno dos autos". Ou seja: o agravo de instrumento não foi recebido na instância superior por falhas formais na juntada dos documentos que teriam que acompanhar o recurso especial.



O efeito dessa decisão é que o jornalista paraense vai deixar de ser réu primário, já que se recusou a utilizar a ação rescisória, que obrigaria à reapreciação da questão pelo TJE, tribunal por ele declarado suspeito e tendencioso para julgá-lo. Num país em que fichas de pessoas se tornam imundas pelo assalto aos cofres do erário, mas são limpas a muito poder e dinheiro, "serei ficha suja por defender o que temos de mais valioso em nosso país e em nossa região", afirma Lúcio, em nota pública divulgada ontem em todo o País.



Diante desses fatos, aqui expostos de modo resumido, o Sindicato e sua Comissão de Ética e Liberdade de Imprensa consideram que:



1. A perseguição a Lúcio Flávio extrapola uma vindita individual para atingir a liberdade de expressão e de imprensa em nosso Estado, tendência desgraçadamente verificada em vários outros Estados, vitimando outros jornalistas e jornais;



2. O presente episódio, juntamente com os outros doze processos a que responde o referido jornalista, objetivam intimidar a categoria dos jornalistas



como um todo, a despeito de vivermos formalmente dentro de um regime democrático de direito, em que a liberdade expressão acha-se consagrada na Constituição;



3. As irregularidades verificadas neste e nos demais processos a que responde o jornalista depõem, lamentavelmente, contra o judiciário paraense, órgão que deveria agir como promotor da Justiça e não o seu contrário;



4. É uma vergonhosa inversão de valores da parte do judiciário dar razão a quem açambarca quase cinco milhões de hectares no vale do Xingu, de modo ilegal e altamente lesivo aos interesses do Pará e de seu povo, ao mesmo tempo em que condena quem se dispõe a prestar o serviço da denúncia desse esbulho à sociedade paraense e brasileira.



Em vista disso, o Sindicato dos Jornalistas do Estado do Pará envidará todos os esforços, dentro do que lhe é possível, no sentido de contribuir financeiramente para a consecução do montante de R$ 8 mil (em valores de 2006, sujeitos a atualização), que Lúcio Flávio terá que entregar a quem tanto mal faz ao Pará e a seu povo. Ao mesmo tempo motivar a todos os jornalistas e a todas as pessoas que admiram o trabalho de Lúcio a contribuírem financeiramente, com depósitos na conta poupança: 22.108-2, agência 3024-4 do Banco do Brasil, em nome de Pedro Carlos de Faria Pinto, irmão de Lúcio, que administrará o fundo proveniente das doações.



Sheila Faro, presidente do Sindicato



Manuel Dutra, presidente da Comissão de Ética e Liberdade de Imprensa