quinta-feira, 5 de julho de 2012

Polícia 24 horas na fazenda Cedro


Sem terra e seguranças vivem se engalfinhando na Cedro
A juíza substituta da Vara Agrária Regional, com sede em Marabá, Sara Augusta Pereira de Oliveira determinou que a Polícia Militar permaneça por tempo indeterminado na fazenda Cedro. A decisão foi prolatada no final do mês de junho.
A medida visa, entre outras coisas, evitar que haja novos confrontos entre integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e seguranças da empresa Atalaia. O confronto mais recente aconteceu no dia 27 de junho deste ano, ocasião em que 12 sem terra foram baleados.
A juíza Sara Augusta justificou na sentença que há a “necessidade da permanência do Comando de Missões Especiais (CME) naquela área, pois, conforme noticiado na imprensa nacional já houve confronto entre as partes que resultou em várias
pessoas feridas”, relata.
Em seguida a magistrada determinou que o comandante do CME fosse comunicado da decisão, inclusive requereu o aumento de efetivo policial, que atualmente conta com pelo menos 50 militares.
Retorno – De igual forma que os militares permanecessem de prontidão dentro da fazenda Cedro, enquanto sem terra do MST permanecem acampados em frente da fazenda.
O acesso à propriedade, de certa forma está interditado em função do estado de sítio imposto pelos sem terra.
Funcionários e seguranças da fazenda buscam rotas alternativas para adentrarem a propriedade.
Reunião – Durante reunião na manhã de  ontem, no Incra de Marabá, integrantes do MST decidiram que vão continuar cerrando fileira em frente da sede e de lá não saem enquanto não houver um desfecho em relação aos pleitos deles.
Uma das reivindicações diz respeito à desapropriação da fazenda Cedro, onde alega que parte da fazenda, composta por aproximadamente 19 mil hectares não tem registro.
De sua parte a Agropecuária Santa Bárbara (Agrosb), administradora da propriedade alega que a terra é totalmente produtiva e legalizada, contudo admite a desapropriação da fazenda a um preço justo.
Na semana passada aconteceu uma reunião no Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) em Brasília, onde o impasse em torno da fazenda permanece.
De um lado a Agrosb aceita que seja feita uma vistoria judicial, onde devem acompanhar o trabalho pericial Incra, MDA, Ouvidoria Agrária, Vara Agrária, entre outras, enquanto o MST defende a vistoria administrativa que dispensa todo esse aparato e agiliza o processo de desapropriação, ou aquisição da fazenda.


Vale e FCCM iniciam restauração do Palacete Augusto Dias

Prédio pode ser restaurado em breve; obras começam em 2013

Iniciaram nesta semana os trabalhos para elaboração dos projetos de reforma e restauração do Palacete Augusto Dias, prédio da antiga sede da Câmara Municipal de Marabá, que será transformado em Museu Histórico. O projeto de restauração será realizado pela equipe de consultores do Fórum Landi, uma organização ligada à Universidade Federal do Pará (UFPA) contratados pela Vale, por meio do projeto Aços Laminados do Pará, Alpa.

A equipe técnica da primeira visita foi composta pelos técnicos do Fórum Landi, pela  museóloga Célia Cursino, pelos  representantes da Fundação Casa da Cultura de Marabá ( FCCM) e do projeto Alpa. A FCCM será responsável pela  gerência do Museu Histórico.
Neste inicio de trabalho, os técnicos e pesquisadores estão conhecendo as instalações, fazendo o levantamento cadastral e topográfico do prédio, que também já sediou a Prefeitura de Marabá. Os dados levantado vão ajudar a compor o projeto executivo do Museu , que prevê resgatar traços e a estrutura original do prédio, transformando-o em espaço cultural da região sudeste.
A expectativa é que a  elaboração dos projetos de reforma e de restauração do Palacete estejam concluídos até o final deste ano, com previsão de inicio da obra para 2013, ano do centenário de Marabá.

Para o gerente de Meio Ambiente da Alpa, Leonardo Neves, fala da importância para a empresa participar da reforma do Palacete Augusto Dias. “Participar deste projeto é uma forma de contribuir com a preservação do resgate da memória cultural de Marabá”, enfatiza. A Alpa também patrocina o projeto de memória de Marabá por meio da publicação do livro sobre a cidade, previsto para ser lançado no mês de aniversário de Marabá, em abril de 2013.

Quando estiver reformado e transformado em Museu Histórico Francisco Coelho, “o espaço irá abrigar a Pinacoteca, os arquivos fotográfico e histórico da cidade e que hoje encontram-se á disposição da população para visitação na Fundação Casa da Cultura de Marabá”, explica a coordenadora da Pinacoteca Municipal Pedro Morbach, Cátia  Weirich.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Sinobras é destaque na Expoaço




Sinobras projeta o Pará em nível nacional



Milhares de pessoas entre profissionais que atuam na cadeia de produção de aço, executivos e estudantes visitaram o estande da SINOBRAS na última semana na Expoaço, uma feira de negócios do setor de produção do aço promovida pelo Instituto Aço Brasil –IABr, que aconteceu no Transamérica Expo Center, em São Paulo. Em um espaço de 36 metros quadrados a empresa mostrou sua linha de produtos e o trabalho socioambiental que realiza no sudeste do Pará há 5 anos. Única representante da região na feira, a SINOBRAS chamou a atenção de muitos visitantes por já produzir aço, mesmo afastada dos centros de tradição em siderurgia.

“É intrigante e ao mesmo tempo muito bom o fato de uma empresa deste setor se implantar no Norte do País, os gestores da SINOBRAS estão de parabéns pelo trabalho realizado no Pará por meio da produção de aço em uma região que ninguém imaginava que se pudesse fazer um trabalho como este”, disse João Dantas, professor da disciplina de Metalurgia do Instituto Federal de São Paulo. Na avaliação da executiva Débora Oliveira, Diretora de Comunicação e Imagem do IABr, o evento foi marcante por diversos fatores.“Este foi o 23º Congresso Brasileiro do Aço e nós tivemos uma presença forte de diversos palestrantes, sendo cinco internacionais, entre eles o Ex-economista-Chefe do FMI, Raghuram Rajan, Professor da Universidade de Chicago, que ministrou uma palestra sobre crise.

Rajan foi um dos primeiros que antecipou a crise de 2008. Com relação a Expoaço, tivemos a participação de mais de 40 expositores, diversos patrocinadores e uma visitação que ultrapassou o número de três mil pessoas durante os três dias de evento. Na Vila do Aço eu diria que o maior destaque foram os estudantes que vieram para conhecer o aço no dia a dia, mas principalmente em relação à sustentabilidade.

A Vila do Aço nesta edição esteve focada na sustentabilidade. Temos batido muito nesta tecla, por isso fizemos um vídeo que foi apresentado logo na entrada da Vila do Aço para mostrar os números de reciclagem, de co-produtos e reutilização de água e foi interessante ver os professores chamando a atenção desses alunos sobre isso. Nós recebemos cerca de 300 estudantes de cursos relacionados à indústria do aço”, disse Débora.

Quanto à terceira participação consecutiva no evento, Ian Corrêa, Vice-Presidente da SINOBRAS declarou: “Ficamos felizes com a visibilidade que este evento nos deu, pois nas primeiras edições o nome da SINOBRAS era um pouco desconhecido. Agora percebemos que a imagem da Siderúrgica fica cada vez mais forte. É muito bom ouvir de representantes de empresas coirmãs que o nosso trabalho é relevante e mais ainda ver nossa empresa cada vez mais próxima de companhias tão fortes e do próprio IABr, pois hoje o nome SINOBRAS faz parte desse setor de aço no Brasil. A Expoaço vem nos projetando cada vez mais e isso é muito bom, prova é que antigamente as pessoas não conheciam e nem sabiam onde ficávamos e o que fazíamos e hoje não. Agora elas perguntam como está o projeto e a produção. Percebemos que as pessoas torcem por nós e pelo nosso trabalho e isso é compensador. O IABr também dá um bom apoio e feed back desse nosso relacionamento, em especial nos dias de feira pela nossa participação no estande e isso nos gratifica bastante. Não é simples e nem é fácil montar uma estrutura dessa aqui em São Paulo, pois temos dificuldades em termos de região, deslocamento, para conseguir fazer as coisas, mas isso é possível pelo empenho da equipe que nós temos”, explicou o executivo.

Além da participação da SINOBRAS na feira em um estande, parte de sua diretoria participou do 23º Congresso Brasileiro do Aço, realizado em paralelo à feira de negócios. Especialistas do setor do aço e em economia estiveram presentes em diversos painéis em discussão nos três dias para debater sobre assuntos pertinentes à cadeia do aço. Entre as participações de maior destaque estiveram o diretor geral da World Steel Association, Edwin Basson; o Presidente da Steel Manufacturers Association, Thomas A. Danjczek; o Presidente da Associação Latinoamericana do Aço (Alacero), Raúl Gutiérrez Muguerza; o presidente da Vale, Murilo Ferreira; além da Ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira e do ex-ministro da Fazenda Antônio Delfim Neto.

Destaque – Para mostrar todas as ações realizadas em 2011, a SINOBRAS lançou, durante a Expoaço, seu Relatório de Sistentabilidade 2011 com o balanço geral de sua produção e ações socioambientais. A ideia é dar, por meio da publicação, um panorama geral dos resultados obtidos pela empresa no último ano, e por meio do Relatório estar cada vez mais próxima de seus stakeholders.

O vergalhão produzido pela SINOBRAS, o SI 50, teve presença marcante na Vila do Aço. Juntamente com vergalhões produzidos por outras empresas, o SI 50 compôs a estrutura de uma arquibancada, construída logo na entrada da exposição.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Descuidista sofre convulsão na cadeia



Um caso diferente aconteceu na manhã desta quarta-feira (27) na Seccional
Urbana da Nova Marabá. Tudo por conta de um ataque epilético que o descuidista Nilson Wellington Miranda de Souza sofreu ao ser preso na cela.
Ele literalmente desmaiou e teve de ser atendido por socorristas do Samu. Antes, porém o acusado fez necessidades fisiológicas em toda a cela e gritava que estava arrependido de ter furtado.
Ele foi preso por volta das 10 horas da manhã após furtar nove cadeados de uma loja de material de construção e duas tesouras de um supermercado, nos bairro Liberdade e Independência, respectivamente.
O dono da loja de material de construção ainda chegou a falar com o acusado, minutos antes deste furtar os objetos que estavam em cima de um balcão e dentro de caixas lacradas.
Por um breve instante em que os funcionários desta loja se distraíram o acusado tirou os cadeados de dentro das caixas e colocou numa sacola plástica.
Pra azar dele, a mercadoria estava em cima de um balcão e iria ser colocada em exposição, sendo que assim que Nilson saiu da loja um funcionário sentiu a falta dos cadeados e deduziram que o acusado havia furtado a mercadoria.
Ao ser abordado pelos funcionários da loja a dois quarteirões do prédio se constatou o óbvio: Nilson estava com a sacola cheia de cadeados e duas tesouras que furtara do supermercado.
Diante de tantas evidências o acusado foi conduzido pela Polícia Militar até a Seccional Urbana da Cidade Nova onde ficou de ser autuado por furto simples, contudo passou mal e foi levado para o Hospital Municipal de Marabá onde foi medicado e aparentemente não corre risco de morte.

MST ameaça realizar novas ocupações



Sem terra sitiam a fazenda Cedro desde a semana passada 

Gado está vulnerável e pode ser abatido a qualquer instante


O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) promete novas manifestações caso a negociação com o Incra não evoluir no que diz respeito à desapropriação da fazenda Cedro, Zona Rural de Marabá.

Foi nesta fazenda, na quinta-feira da semana passada que aconteceu um confronto entre sem terra e seguranças armados da empresa Atalaia. Doze sem terra foram baleados.

As ações podem ser estender para outras fazendas pertencentes à Agropecuária Santa Bárbara. O MST possui 5 acampamentos nas regiões sul e sudeste do Pará onde estão acampadas 1.300 famílias.

Para o MST, a solução para o impasse o Incra precisa enfrentar três grupos mais poderosos da região: Vale, a Agropecuária Santa Bárbara e o grupo Quagliato. Os acampamentos do MST em área de interesse da Vale e do grupo Quagliato poderão seguir o mesmo exemplo adotado em relação ao grupo Santa Bárbara.

Estas famílias também aguardam o cumprimento de acordos não cumpridos entre o Incra e os referidos grupos econômicos para a liberação de fazendas para assentamentos rurais.

Nos últimos dois anos, o MST manteve as famílias acampadas e participou de mais de uma dezena de audiências na Vara Agrária e com a Ouvidoria Agrária Nacional, sem, contudo houve um desfecho favorável aos trabalhadores acampados.

Diante desta situação o MST permanecerá na sede da Fazenda Cedro, que consideram uma propriedade emblemática e pelo menos 90% dos 19 mil hectares foram desmatados.

“O caso da Fazenda Cedro é um exemplo desse desmando, 90% da floresta da propriedade foi derrubada. O antigo castanhal existente ali foi totalmente destruído e metade da propriedade pode ser terra pública”, salienta o MST em nota enviada à imprensa.

Por fim o documento afirma que nos  últimos três anos, 38 trabalhadores rurais sem terra foram baleados e outro assassinado.

“Por essas e por outras razões é que não esperaremos mais e não daremos mais um passo atrás sobre a Fazenda Cedro e as demais fazendas onde as 1.300 famílias do MST terão que ser assentadas. Não aceitaremos despejos em nossas áreas, intimidações e prisões, bem como a criminalização das lideranças e do movimento”, finaliza a nota.


Santa Bárbara repudia invasões e cobra providências


Em Nota, a Agropecuária Santa Bárbara repudiou a onda de invasões promovidas pelo MST na última semana, sobretudo no que diz respeito à ocupação da sede da Cedro.

O documento alerta que há a possibilidade de novas ocupações e que os funcionários da Cedro estão amedrontados com a possibilidade de um novo ataque.

“O MST tenta nova invasão na Fazenda Cedro, em Marabá (PA). As ameaças aos funcionários se intensificam e há risco de mais violência”, afiança o documento.

Informa ainda que a quantidade de sem terra está aumentando rapidamente e há pelo menos 500 sem terra em frente à sede da Cedro.

A área está bastante tensa, sendo que as vias de acesso à fazenda Cedro estão interditadas e carros de som incita os sem terra para se manterem no acampamento.

Nesta quinta-feira, ainda de acordo com a nota, sem terra tentaram ocupara pastos da propriedade, porém foram contidos por policiais militares do Comando de Missões Especiais (CME), que se mantém na propriedade desde confronto na semana passada.

A Agro Santa Bárbara, por fim comenta que há a ameaça de invasão das centrais de produções de bois e caso aconteça o prejuízo será incauculável.

Diversos documentos foram enviados às autoridades do Estado do Pará onde cobram punição aos sem terra que ameaçam ocupar por completo as fazendas da empresa.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

CPMI do Cachoeira; juiz sai do Brasil




Reportagens nas edições de terça-feira (19/6) dos jornais O Estado de S.Paulo e O Globo revelam que o juiz federal Paulo Augusto Moreira Lima, encarregado do processo original contra o bicheiro Carlos Cachoeira em Goiás, pediu afastamento do cargo e decidiu deixar o Brasil temporariamente. Sua família teria sofrido pressões por parte de policiais suspeitos de envolvimento com a quadrilha.
O magistrado, responsável pela Operação Monte Carlo, que colocou na cadeia o bicheiro e expôs suas relações com parlamentares e governadores, é autor das autorizações para a gravação de comunicações dos suspeitos, cuja validade foi contestada na Justiça Federal em Brasília.
Na mesma edição, os jornais informam que o Tribunal Regional de Brasília rejeitou por dois votos a um o pedido de anulação das provas contra Cachoeira, medida que era defendida pelo relator do processo, o desembargador Tourinho Neto. Além de votar pela anulação das provas, Tourinho Neto havia concedido habeas corpus para livrar o bicheiro da cadeia, mas os dois outros juízes do TRF votaram contra.



Papel dos jornais

A renúncia do juiz federal em Goiânia demonstra que a organização chefiada por Carlos Cachoeira contaminou amplamente as instituições públicas em toda a região Centro-Oeste, chegando a influenciar decisões na capital federal.
Em ofício enviado ao corregedor da 10ª Vara Federal em Goiânia, o juiz Moreira Lima informa claramente que toma a decisão de se afastar do cargo porque sua família, em sua própria residência, foi procurada por policiais que queriam conversar sobre a Operação Monte Carlo, fato que ele considerou uma nítida ameaça.
O magistrado observa ainda que têm ocorrido crimes de homicídio, “provavelmente praticados a mando por réus do processo”, o que demonstra a periculosidade da quadrilha.
A contaminação do sistema judiciário e policial em Goiás por parte do crime organizado fica ainda mais evidente quando se noticia que o provável substituto do juiz Moreira Lima, Leão Aparecido Alves, terá que se declarar impedido, por ser notório amigo de um dos principais associados de Carlos Cachoeira, que também se encontra preso em Brasília.
Esse conjunto de notícias, publicado assim em meio ao relato mais ou menos burocrático das idas e vindas de processos, dissimula a real gravidade do contexto em que se desenrola o escândalo que tem entre seus personagens centrais o senador Demóstenes Torres.
O fato de um juiz federal se vir obrigado a deixar o cargo e viajar para fora do país, para salvaguardar a segurança de sua família, deveria mobilizar a imprensa no sentido de destrinchar de uma vez por todas a história do esquema montado pelo bicheiro Carlos Cachoeira a partir de Goiás.
Era o caso de os grandes jornais da região Sudeste montarem uma força-tarefa em Goiânia, para investigar e expor o esquema que começa com um bicheiro de província obcecado pela exploração de máquinas viciadas de jogo e termina influenciando a execução do orçamento federal.

A rotina das “chicanas”
Não é admissível, em qualquer hipótese, que o Brasil do século 21 continue permitindo que a ineficiência da Justiça estenda o tapete da impunidade que facilita a consolidação e a expansão de quadrilhas como essa, cujos integrantes são tão desqualificados que mal falam o próprio idioma.
Até nosso crime organizado é brega. As gravações das conversas entre os delinquentes, que o juiz Tourinho Neto pretendeu eliminar do processo, demonstram claramente que se trata de bandidinhos de quinta categoria, que foram alçados a padrão de mafiosos internacionais pela fragilidade do sistema judiciário – que por sua vez é manietado pela profusão de recursos legais à disposição dos criminosos.
O processo originado pela operação Monte Carlo tem nada menos do que 81 réus. Somente o chefe, Carlos Cachoeira, escalou oito advogados, que se revezam na tarefa de manter o juiz ocupado, com recursos e petições sem fim, para atrapalhar o julgamento.
Todo réu deve ter direito a ampla defesa, mas a rotina dos advogados nesse e em muitos casos em que os acusados têm amplos recursos é a da “chicana”, das iniciativas de má fé, da litigância maliciosa. E não sai uma linha sequer nos jornais sobre essa prática que na vida real anula a Justiça. E não sai um comentário sequer da Ordem dos Advogados do Brasil, sempre tão ciosa em levantar suspeitas que apontem para longe de seu nicho corporativista.
O caso Cachoeira assusta não apenas pelo que revela sobre a fragilidade das instituições republicanas, mas principalmente pelo que esconde sobre a contaminação que coloca em risco a própria democracia. (Por Luciano Martins Costa)


segunda-feira, 18 de junho de 2012

Salame é pré-candidato a prefeito

Salame está no párea para disputar prefeitura de Marabá





A chamada Terceira Via, composta pelos partidos PPS, PV, PDT, PMDB, e PT, lançou na noite da última sexta-feira (15) a pré-candidatura do deputado estadual João Salame Neto (PPS) a prefeito de Marabá em evento bastante concorrido na Câmara de Vereadores.

A noite foi marcada por discursos inflamados, sendo a maioria dos oradores exaltou a escolha do deputado João Salame como acertada para concorrer nas próximas eleições de Marabá.



O presidente da Câmara de Vereadores, Nagib Mutran Neto (PMDB) classificou de um dia histórico para Marabá e significou de amadurecimento da classe política a união partidária.

Para ele é um projeto macro de desenvolvimento e deve projetar Marabá em nível estadual e nacional.“Sem dúvida alguma que o coletivo elevará a cidade à condição de cidade polo”,sentenciou.



Em seguida cutucou adversários que pare ele não têm compromisso com o município. “Seguem olhando apenas para os interesses pessoais ao contrário do Salame que dá provas incontestes de ser o melhor nome para Marabá”, assegura.

A luta pela criação do estado do Carajás, sendo que pelo menos 95% da população marabaense votou pelo sim foi lembrada por Nagib Mutran, que destacou a atuação de João Salame nesta empreitada.



“Ele não se escondeu, mostrou que é articulado e competente e é capaz de governar Marabá em parceria com o grupo partidário”,garante.



Por sua vez o deputado estadual Parsifal de Jesus Pontes (PMDB) deixou claro que o partido dele irá apoiar de todas as formas possíveis a provável candidatura de Salame.

A deputada petista Bernadete ten Caten, entre outras informações disse que quem ama Marabá “não suporta mais viver governado por ditador e que não ouve a sociedade”,sentenciou.



Ela citou diversos problemas entre eles a saúde local e sugeriu a criação da Secretaria de Políticas para as Mulheres.

“Vamos derrotar o atraso e projetar a cidade para um futuro melhor, temos de derrotar o candidato do Jatene e governar com participação popular”, conclama.



O deputado federal Miriquinho Batista (PT) acredita que João Salame, se eleito, terá totais condições de administrar bem Marabá e lembrou que essa administração deve ser de forma coletiva, tal qual aconteceu no lançamento da pré-candidatura.

Anunciou que em breve deve ser implantada a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, cujo projeto ele é relator e tem previsão da obra iniciar em 2013. “Você (João Salame) vai começar bem a sua administração”, prevê.



Igualmente animado está o deputado Beto Faro (PT).“Vamos continuar firmes no dia a dia da campanha, o salame conta com o apoio de dez deputados federais, um senador e vamos ganhar a eleição e governar bem, unidos pelo bem comum de Marabá”,argumenta.

O experiente deputado federal Giovanni Queiroz (PDT) lembrou que a luta pela criação do Estado de Carajás teve como esteio João Salame.



“Vamos continuar unidos nesta luta, portanto é importante termos um prefeito eleito de Marabá comprometido com esta importante causa”, comentou.

Em seguida acrescentou: “O Salame reuniu, agregou liderou a luta e mostrou que é capaz de governar esta cidade que é referência estadual ao contrário daquele que se escondeu debaixo da cama e da ‘asa’ do governador”.



“Vamos à vitória se Deus quiser”, conclama.

Zé Geraldo (PT) parabenizou o partido porque pretendia lançar uma candidatura própria. “Unimos forças em torno de um nome com densidade eleitoral que é o João Salame”,acentua.



“Se dividíssemos daríamos combustível para candidaturas adversárias, portanto nos unimos num ideal de ganharmos a eleição e desenvolvermos uma administração popular, participativa e voltada para o desenvolvimento de Marabá”, comentou o deputado federal Asdrúbal Bentes (PMDB).“Ele é corajoso, independente e competente”,acentua e vai contar com o nosso apoio.

“Conte conosco e com o povo de Marabá juntos venceremos”, arremata.



O prefeito de Ananindeua Helder Barbalho (PMDB) foi mais enfático e deixou claro que o projeto do partido dele é impessoal e que as lideranças políticas tiveram a maturidade e inteligência para abrir mão da pré-candidatura do empresário Ítalo Ipojucan em favor de João Salame.



Segundo ele, a postura do deputado João Salame na luta pelo estado do Carajás contribuiu para o convencimento das demais lideranças da Terceira Via.

Senador - O discurso mais esperado da noite foi do senador Jader Barbalho (PMDB), que depois de fazer um breve histórico da carreira política dele deixou claro que estava em Marabá para hipotecar apoio inconteste à candidatura de João Salame.



"Agora acabaram as especulações, estarei firme na campanha e estou convicto que temos condições de sermos vencedores”, comentou.

Agradeceu ao empresário Ítalo Ipojucan, que abriu mão da candidatura em favor do deputado João Salame. “Foi uma demonstração de sabedoria e inteligência e maturidade”,reconheceu.



Barbalho se disse convencido que eleitoralmente João Salame é a melhor opção para Marabá. “Não tenho dúvida alguma esta é a melhor escolha, o melhor para Marabá e para o povo, estamos juntos e vamos enfrentar mais esse desafio”, garante.

A oratória foi encerrada pelo deputado estadual e pré-candidato a prefeito de Marabá João Salame Neto (PPS), que entre outras coisas deixou claro que um dos eixos da futura campanha é a luta pela criação do Estado do Carajás a quem acredita que não deve cessar nunca.



“Portanto caso sejamos eleitos, a nossa luta continuará e vamos trabalhar pra mudar a lei permitir que apenas a população interessada na emancipação vote. Não vamos nos amofinar lutar sempre”, garante.