sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Pai presente em Marabá e região



O Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJE), por meio da Corregedoria de Justiça das Comarcas do Interior, que tem à frente a Desembargadora Nazaré Gouveia, irá promover o Projeto Pai Presente, no dia 04/08/2012, próximo sábado, nas comarcas de Marabá, Parauapebas, Redenção, Paragominas, Barcarena e Abaetetuba.
O projeto consiste em disponibilizar o kit para exame de DNA para a realização imediata pelas partes, a fim de definir a paternidade. Ao todo serão disponibilizados 431 kits de DNA.

O público alvo é tanto aquelas pessoas que já têm processo de investigação de paternidade tramitando na justiça, como aqueles que estiverem interessados em espontaneamente comparecer ao fórum para se submeter ao exame.
Além da investigação de paternidade, serão realizadas audiências em processos de alimentos, e também serão atendidos aqueles que tiverem interesse em formalizar um possível acordo sobre pensão alimentícia.

A data escolhida para a ação se deve à proximidade com o Dia dos Pais, a fim de sensibilizar as pessoas pelo simbolismo da data.
O projeto está sendo coordenado pela juíza Claudia Regina Moreira Favacho Moura à disposição da Corregedoria do Interior, e a juíza auxiliar da corregedoria, Kátia Parente Sena.

Os juízes e servidores de todas as comarcas envolvidas estão empenhadas para o sucesso do evento, contando ainda com o apoio das Prefeituras, Ministério Público, Defensoria Pública e advogados.






Santarém tem primeira floresta certificada


 
A produção de madeira sustentável está em alta no Pará. Segundo a Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira do Estado do Pará (Aimex), o setor fechou o primeiro semestre de 2012 com um crescimento superior a 20% e com a venda de mais de 60% de madeira com valor agregado. Esses resultados positivos foram reforçados com mais uma conquista: a concessão inédita do “selo verde” a uma floresta da região amazônica localizada no Oeste paraense.
A certificação é concedida pelo Forest Stewardship Council (FSC - sigla em inglês para Conselho Brasileiro de Manejo Florestal) às empresas que adotam práticas sustentáveis de atuação em áreas de floresta, garantindo a eficiência econômica, social e ambiental da exploração madeireira.
O Grupo Rondobel é o primeiro do Oeste do estado a receber a certificação, após auditoria em 2011 do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora). Atualmente, a empresa é responsável pelo manejo de uma área particular de aproximadamente 16 mil hectares de floresta nativa, localizada no município de Santarém. O grupo trabalha com a produção de madeira em tora de espécies como maçaranduba, itaúba, quarubarana, jatobá, cupiúba e tauari.
Para Fernanda Belusso, sócia-proprietária da Rondobel, cuja produção industrial também já contava com o selo FSC de sua serraria desde 2010, essa nova certificação serve de exemplo para outras empresas do setor. "Mostramos assim a toda a sociedade que é possível uma empresa de pequeno porte produzir de forma sustentável", comenta Belusso.
Monitoramento - A empresa também contou com a assessorias da organização não-governamental The Forest Trust (TFT), que auxilia empresas privadas na conquista do FSC e da terceirizada Dendrolog que elabora o Plano de Manejo e aplica as técnicas de exploração de impacto reduzido/sustentável.
Andresa Dias, analista de projetos do TFT, afirma que a certificação representa o compromisso da empresa com o meio ambiente e qualidade de vida das pessoas envolvidas nos processo. “Quando uma empresa torna-se parceira do TFT, significa que ela assumiu o compromisso com a sustentabilidade, o que para nós é muito importante”, ressalta.
Para alcançar o selo, a empresa buscou estratégias de monitoramento para proteger e identificar espécies animais que estejam ameaçadas ou sob algum risco. Palestras sobre conscientização ambiental nas comunidades próximas a empresa, fixação de placas educativas, mapeamento de espécies de fauna e flora também fizeram parte do plano de trabalho na região.
Hoje, reuniões entre a empresa e lideranças das comunidades vizinhas são realizadas a cada 45 dias para tratar sobre possíveis formas de mitigar impactos ambientais da atividade madeireira na região. Os encontros resultaram na elaboração de um plano de ação que incluiu metas e cronograma para a resolução dos problemas. De acordo com o sociólogo da empresa, Lucinaldo Blandtt, integrante da câmara de comunicação e resolução de conflitos da Rondobel, medidas como essa ajudaram a melhorar a comunicação entre as instituições e populações locais.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Guerrilha do Araguaia: Mais quatro restos mortais localizados



Escavações prosseguem na região do Bico do Papagaio

O Grupo de Trabalho do Araguaia (GTA) localizou quatro novas ossadas na região da Guerrilha do Araguaia em sua última expedição, em meados deste mês. Os restos mortais foram levados para a Universidade de Brasília (UnB). Agora, chega a 23 o número de restos mortais de supostos opositores da ditadura guardadas na universidade.
A Comissão da Verdade criticou a lentidão na identificação destes restos mortais e cobrou explicações do governo.
Na semana passada, a comissão pediu ao Ministério da Justiça informações sobre o andamento desse trabalho, que inclui também a identificação de restos mortais exumados dos cemitérios de Perus e Vila Formosa, em São Paulo, onde foram enterrados presos políticos mortos pela repressão.
A comissão também pediu informações ao Ministério da Defesa sobre documentos do período da ditadura que foram destruídos. Põe em dúvida a informação que o Ministério da Defesa deu em 2010 à Casa Civil da Presidência de que documentos com graus de ultrassecreto, secreto, confidencial e reservado foram destruídos com base em leis anteriores. Para a comissão, a destruição desses documentos exigia a lavratura do Termo de Destruição, o que não aconteceu. (Evandro Éboli)

Virgindade à venda na praia do Tucunaré

Às terças-feiras, adolescentes são oferecidas como mercadoria barata

Na praia do Tucunaré, principal balneário de Marabá, tem de tudo, picolé, cerveja gelada, peixe frito, pipa, sorvete e até virgindade.
Um DJ de uma barraca, cujo dono é também dono de uma boate na avenida Antonio Vilhena, ofereceu, na noite da última terça-feira (24) a virgindade de uma adolescente que estava na festa naquela noite.
A denúncia foi feita na manhã desta segunda-feira (30) pela coordenadora da equipe de proteção da infância e juventude do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJE), Marcela Rodrigues durante entrevista coletiva do resultado da operação Eirene.
Ela informou que a  festa acontece nas noites de terça-feira na praia do Tucunaré e é comum a presença de adolescentes no local e que invariavelmente são oferecidas ao público masculino numa autêntica demonstração de pedofilia e desprezo à criança.
Marcela Rodrigues contou que recebeu a denúncia de uma pessoa a respeito da oferta da virgindade da adolescente o que lhe causou muita indignação.
“É revoltante que algo assim aconteça na nossa cidade, as nossas crianças estão sendo oferecidas como mercadoria barata”, comparou.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

A Polícia não sabe quem matou o “Magrão”




A Divisão de Homicídios de Marabá (DHM) ainda não pista segura que possa identificar os matadores do autônomo
Iomar Gabriel Cruz de Sousa, o “Magrão” 31 anos.


Ele foi assassinado com sete tiros na tarde a última terça-feira (24) em plena luz do dia, na avenida Transamazônica, próximo a uma distribuidora de trigo da Cidade Nova.

Este foi mais um homicídio atribuído  aos “anjos da morte”, que geralmente usam uma moto preta para cometerem seus crimes em Marabá. Vídeo mostra os últimos espasmos agonizantes da morte.

“Magrão” foi morto com sete tiros de pistola, cujo calibre ainda não é de conhecimento público, uma vez que o exame de balística ainda não foi concluído.

Uma coisa é certa, os matadores sabiam que a vítima estaria naquele local e horário e articularam o crime.
O pistoleiro da moto preta desceu com a viseira do capacete levantada e com a pistola em punho.

Ato contínuo o matador efetuou sete disparos sendo que nos cinco primeiros tiros a vítima se manteve em pé.
Os outros dois disparos foram dados quando o “Magrão” estava caído.

A vida pregressa da vítima, porém pode ajudar a Polícia. A ficha corrida dele pode ser localizada em matéria que deve ser publicada nos jornais Opinião e Diário do Pará desta terça-feira.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

“Mar de Lama” deflagrada em breve

Delegado Álvaro Ikeda conduz documentos que podem provar esquema



Afinal qual o desfecho da operação “Caçamba fantasma”, deflagrada no mês de abril deste ano e que investiga suposto desvio de piçarra e pagamento milionário?
Esta é indagação recorrente entre muitos setores da sociedade marabaense, sobretudo porque a operação causou um grande rebuliço, quando investigadores e o promotor Ramon Santos Furtado, entraram na Secretária de Finanças e Obras em busca de documentos que pudessem comprovar o esquema fraudulento.
Em princípio os policiais o promotor acreditam que a Prefeitura de Marabá, pagou quase R$ 7 milhões em piçarra nos últimos dois anos.

O empresário Mário Marcelo Fronczak Rocha, dono da empresa da empresa M.M.Fronczak-ME, fornecedora de piçarra para a Prefeitura teria sido o beneficiado no esquema.
À época da deflagração da operação ele negou que estivesse participando de algum esquema e que forneceu todo o material descrito nas notas fiscais e que e não  tinha recebido todos os pagamentos apontados no site da Prefeitura.
Comentou ainda que se houve algum desvio de material não lhe diz respeito, pois tem como provar que forneceu todas as quantidades de piçarra descritas nos mapas de saídas.
No site da prefeitura (marabá.pa.gov.br) consta que houve pelo menos 15 pagamentos entre 20 de janeiro de 2.010 a 21 de dezembro de 2.011 e perfazem R$ 7.454.673,02.
Pra se ter uma ideia, no mês de novembro de 2.011 o site aponta que houve três pagamentos. Nos dias 10, 21, e 30. Juntos somam R$ 1.935.802,10.
Outros dois pagamentos instantâneos aconteceram nos dias: 4 e 6 de janeiro de 2.011, bem como nos dias 11 e 16 de maio.
Independentemente do empresário ter alegado que não tinha recebido tais pagamentos, a investigação segue e deve culminar com outra operação, desta vez deve ser chamada de “Mar de lama”.
Este post levantou que a “Mar de Lama” deve ser deflagrada em breve, sendo que o promotor Ramon Furtado deve relatar o caso ainda esta semana.
Resta saber se nessa nova fase algum dos prováveis envolvidos no esquema devem ser presos e quando concluir o processo pode, inclusive reembolsar o município caso fique comprovado o desvio de material laterítico, conhecido popularmente por piçarra.

Empresa contratada do DNIT faz serviço particular

Operários do DNIT flagrados realizando obras em rua de Marabá


Na manhã da última sexta-feira (20) moradores da rua São Luís, bairro Belo Horizonte, em Marabá foram surpreendidos com um verdadeiro batalhão de operários que estavam realizando reparos nesta rua.
Chamou a atenção destes moradores o fato de os operários estarem vestidos com uniformes laranjas do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT).
Outra observação dos moradores é quanto à empresa a Delta, do bicheiro Carlinhos Cachoeira e que é contratada do DNIT para realizar serviços nas BR´s 153 e 230.
O trabalho de recuperação da rua aconteceu, coincidentemente bem em frente à casa de número 201, onde mora o engenheiro da Delta, Marcelo Alves.
O supervisor do DNIT em Marabá Enilson Rocha Vieira informou que a obra seria particular e que a Delta está contratada para trabalhar em Marabá apenas no perímetro urbano da Duplicação da Rodovia Transamazônica.
Lembrou que os operários não poderiam trabalhar com o uniforme do DNIT.
O flagrante, contudo vai mais além do que o simples uso do uniforme, pois no local havia uma caçamba, um utilitário e uma Kombi, todas com os adesivos da Delta e que indicavam estar à  serviço do DNIT e em pleno horário comercial, portanto em tese não poderia realizar trabalho particular.
 A estrutura estava dotada de banheiro químico, garrafas térmicas para os operários beberem água além de cones de sinalização.
O episódio, no mínimo questionável foi denunciado no Ministério Publico Federal e deve ser apurado pelas procuradas federais, Luana Vargas Macedo e Melina Alves Tostes, já que os procuradores federais, André Casagrande Raupp e Tiago Modesto Rabelo foram transferidos para Uruguaiana-RS e Petrolina-PE, respectivamente.