quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Servidores protestam para receber salários




Engarrafamento se estendeu por quilômetros

Motoqueiros aguardam impacientes a liberação do trânsito

Antonio Júnior (PRF) e Monteiro (PM) negociam liberação da pista

Grupo Tático de prontidão para efetuar evacuação da pista

Demerval, Raimundo e Edmilson (boné)  conversam para liberar pista 



Com salário do mês de novembro atrasado e sete meses do Visa Vale, igualmente atrasado, os servidores realizam protestos.
Na terça-feira, os garis interditaram a Secretaria de Obras, na quarta-feira, os servidores obstruíram a Secretaria Municipal de Saúde.
Nesta quinta-feira, os servidores destas duas secretarias se uniram e fecharam a ponta do rio Itacaiúnas.
Pela manhã, mantiveram o piquete até por volta das 9h30 e aceitaram desobstruir a ponte ante a promessa de negociação com o Executivo local.
Uma comissão foi formada pelo sindicalista Demerval Bento da Silva e mais dois servidores que se deslocaram até a Prefeitura de Marabá, mas não houve nenhum retorno.
Assim, por volta do meio dia, os servidores interditaram a ponte novamente e a interdição acontece de forma alternada nas duas pontes.
Até o início da tarde a Prefeitura não havia se pronunciado a respeito da manifestação e tampouco quando deveria pagar os servidores.
Nesta sexta-feira, uma nova rodada de manifestação deve acontecer até que o Executivo se comprometa em pagar os salários.



quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Mega traficante disfarçado de taxista




Acusado tinha como fachada a profissão de taxista, contudo a Polícia Federal tem fortes indícios de que Oziel Morais Martins 37 anos, preso na última quarta-feira em Marabá é um dos grandes traficantes que atua em Marabá.
Ele foi preso no final da tarde de quarta-feira (5), juntamente com Adalberto Bento das Chagas, 42, Pedro Gonçalves da Silva, 64 anos, na Folha 10, Nova Marabá.
Os três foram flagrados com 52 tabletes de cocaína que perfazem pelo menos 58 quilos da droga que se colocada no mercado renderia cerca de um milhão de reais.
A droga estava camuflada dentro de um troller, placa HYJ-8391 e que estava estacionado em frente à casa do taxista, na Folha 10, Quadra 8, Lote 5, Nova Marabá.
O taxista já estava sendo investigado há algum tempo, sobretudo porque o taxista Oziel Martins ostentava certa riqueza.
Pra se ter uma ideia ele comprou e pagou à vista, um carro corola, placa OFU-7310, cujo valor orbita em torno de R$ 65 a 86 mil e hipoteticamente usava o veículo como táxi em Marabá, o que a Polícia desconfia se tratar de um negócio de fachada.
Os outros dois acusados são do Ceará, para onde a PF acredita que a droga seria enviada. Segundo os agentes da PF, a droga vinha da Bolívia, via Amazonas e fora embarcada no Troller que seguiria pela Transamazônica até Marabá.
Deste município, ainda de acordo com os agentes, a droga deveria ser reembarcada e dividida para outros carros e seguiria para Fortaleza, no Ceará e Natal, RN.
Uma fonte da PF informou que o taxista foi denunciado por colegas de profissão, uma vez que a ostentação do acusado despertou e incomodou os demais taxistas.


Acusado já estava sendo investigado



A prisão dos três acusados e a apreensão da cocaína não aconteceu por acaso. Há um bom tempo que o taxista estava sendo investigado e quando houve uma movimentação suspeita dele nos últimos dias, despertou ainda mais a curiosidade dos policiais.
No final da semana passada os agentes da PF fizeram várias barreiras na rodovia Transamazônica a fim de tentar prender os acusados, mas não obtiveram êxito.
Porém, na tarde desta quarta-feira, conseguiram identificar o troller que estava recheado de drogas. O carro na verdade não vinha rodando pela Transamazônica e sim em cima de um caminhão guincho que foi fretado por R$ 6 mil para fazer o transporte até Marabá, uma vez que o carro sofreu uma pane mecânica em Itaituba.
“O taxista (Oziel Martins) já estava sendo investigado, pois recebemos informações de colegas dele, que possivelmente tinha envolvimento com o tráfico de drogas”, garante o delegado Luiz Felipe Sousa Pimenta de Castro.
“Prosperidade” - Ao contrário de quem usa droga, que geralmente definha física e economicamente, quem trafica geralmente progride financeiramente.
Uma fonte segura do Núcleo de Inteligência da Polícia (NIP) ao tomar conhecimento da prisão do taxista Oziel Morais Martins 37 informou que o acusado já havia sido investigado, contudo até a Polícia ainda não tinha conseguido prendê-lo em flagrante.
Esta mesma fonte informou que o acusado tem pelo menos seis casas que se assemelham a verdadeiras mansões, cujos imóveis teriam sido adquiridos, ou construídos com o dinheiro do tráfico de drogas.
Pra se ter uma ideia da progressão do acusado, há cerca de seis anos, segundo a fonte, o acusado fazia às vezes de “avião do tráfico” e entregava drogas em uma moto.
Oziel Martins 37 seria sócio de outro acusado de ser traficante em Marabá, identificado por “Júnior Tubarão”, entretanto se desentenderam e ele seguiu “carreira solo” e teria montado uma estrutura de distribuição de drogas em Marabá e em outros estados. (E.S.)





quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Federal aprende 58 kg de cocaína



Acusados tentaram se passar por trilheiros e droga estava camuflada neste carro  



Operação aconteceu no final da tarde e início da noite de ontem (5) e resultou na prisão de três acusados de tráfico internacional e na apreensão de quase 60 quilos de cocaína.
Foram presos: Adalberto Bento das Chagas, 42, Pedro Gonçalves da Silva, 64, e o taxista Oziel Morais Martins, 37 anos. Eles foram presos numa casa na Folha 10, Nova Marabá.
Não por acaso aconteceu essa prisão, uma vez que a Polícia Federal investigava o taxista há algum tempo. “É ‘deduragem’, recebemos denúncia anônima e investigamos o caso”, narra o delegado Luiz Felipe Souza Pimenta de Castro, que coordenou a prisão.
Os acusados foram presos numa casa na Folha 10, Nova Marabá. A droga estava acondicionada dentro de um carro esportivo Troller, placa HYJ-8391, e deveria ser redistribuída, provavelmente em outros carros e parte da droga ficaria em Marabá e outra seria reenviada para Fortaleza (CE).
Os agentes da PF localizaram 52 tabletes, que se colocados no mercado renderia aos traficantes, próximo de um milhão de reais, uma vez que cada um dos tabletes custa em média R$ 18 mil.
Há muito tempo que Marabá é rota do tráfico internacional. Segundo o delegado Luiz Felipe a droga vinha da Bolívia, via Amazonas e fora embarcada no Troller neste estado e por terra viria até Marabá.
Ocorre que os acusados não contavam com uma pane no veículo que ficou no “prego” em Itaituba e os acusados ligaram para um caminhão guincho de Marabá e se propuseram em pagar R$ 6 mil pelo serviço. O contato foi feito no domingo.
De posse dessas e de outras informações os agentes da PF intensificaram a investigação até identificar o carro e fizeram a perseguição até a casa na Folha 10, onde foram presos.
Chamou a atenção dos agentes da lei o fato de que um dos acusados, o taxista Oziel Martins, dirigia um táxi Corolla, placa OFU-7310, que zero quilômetro custa pelo menos R$ 70 mil, diferentemente da maioria dos taxistas que usa carros populares. As duas placas dos dois carros, aparentemente, são frias. A placa do Troller coincide com um Gol. A PF deve checar se tais placas são, ou não falsas, segundo informou uma fonte.
De certo é que pelo fato de o taxista demonstrar ostentação, despertou a fúria de alguns colegas de profissão, que por sua vez repassaram informações sobre este acusado à PF. Com ele os policiais federais apreenderam R$ 2,6 mil, o que rendeu comentários diversos.
Todos os acusados ficaram de ser ouvidos formalmente na manhã desta quinta-feira, uma vez que o adiantado da hora impediu que as oitivas fossem feitas ontem à noite. O flagrante deve ser remetido à Justiça estadual.

Juiza suspende despejo de oleiros da Folha 33



A Juíza Maria Aldecy de Souza Pissolati, titular da 3ª Vara Cível de Marabá, suspendeu a liminar que autorizava o despejo de 30 famílias, que residem na Folha 33, entre a Rodovia Transamazônica e o Rio Itacaiunas, nas proximidades da ponte.
Na semana passada o oficial de Justiça esteve na área, acompanhado de policiais e maquinário para fazer o despejo das famílias. Frente à resistência dos moradores em sair da área o oficial fixou nova data para fazer o despejo. Alguns moradores já residem no local há mais de 20 anos, vivendo da produção de tijolos.
Acionados pelos moradores, advogados da CPT ingressaram no processo e alegaram a falsidade do título além de outros indícios de ilegalidade no processo de aquisição do imóvel por parte do Empresário Reinaldo Zucatelli. Segundo os advogados, o imóvel que o empresário Zucatelli diz ser dono, foi doado pelo município de Marabá à SUDAM no ano de 1973, por meio da Lei nº 96/73, para a implantação do bairro da Nova Marabá. Ao receber o imóvel, a SUDAM se deparou com inúmeras pessoas que tinham recebido o direito de enfiteuse sobre essa área.
Visando então o controle total da área, o então Presidente da República, Emílio Garrastazu Médici, editou o Decreto nº 72.254, autorizando a desapropriação de todos os detentores dos títulos expedidos pela Prefeitura na área dos 1.621 há.
Todos e detentores de enfiteuse foram devidamente indenizados e, no mesmo ano, a Justiça Federal autorizou a SUDAM a tomar posse da totalidade do imóvel.
Portanto, com a desapropriação foram extintos todos os contratos de enfiteuse existente sobre a área. Se todos os contratos de enfiteuse foram extintos pelo ato da desapropriação em 1973, como pôde restar esse título expedido em 1964? Como alguém poderia resgatar algo que não mais existia 38 anos depois?
Outra situação alegada pela defesa das famílias é que no Título de Aforamento expedido em 1964 pelo Município de Marabá, a Ireno dos Santos Filho, a área do imóvel era é de apenas 979 m².
Estranhamente, quando efetuado o primeiro registro imobiliário sobre o imóvel não foi mencionada a área total indicada no título. Entretanto, a área objeto da pretensão do empresário no processo é de exatos 67.071,01 m², ou seja, 68 vezes maior do que previsto no título originário.
Frente às alegações, a juíza determinou a suspensão do processo e da liminar e determinou que o empresário fosse notificado para responder aos indícios de ilegalidade suscitados.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Testemunha reconhece pistoleiro e mandante


Zé Bob diz que Jairan Feitosa mandou matar o amigo Amadeu






Antonio Wilson Dourado Miranda, o “Zé Bob” 29 anos, testemunha ocular de um crime que aconteceu no último dia 26 de novembro na rua 5 com a São João, bairro Vale do Itacaiúnas, cuja vítima foi o amigo dele Raimundo Amadeu Araújo 54 anos, denunciou na imprensa que conhece os pistoleiros e a mandante deste crime.
Trata-se de Claudio Adão Martins Souza e o amigo dela Carlos Alves. O primeiro teria sido o autor dos disparos, enquanto o segundo o condutor de uma moto preta.
O crime aconteceu por volta das 19h30 daquele dia e “Zé Bob” disse ter reconhecido os dois acusados pela voz do Cláudio e pela compleição física de ambos.
Quanto ao mandante, seria a líder sindical Jairan Feitosa Santos, tendo como pano de fundo uma disputa pelo controle do acampamento 23 de novembro e a direção da Associação Pro Reforma Agrária da Transamazônica da qual Jairan é presidente.
O pistoleiro, segundo Zé Bob, conversou com a vítima: “Boa noite Amadeu, quanto tempo que te procuro agora te encontrei” e em seguida efetuou nove tiros de pistola calibre 380 na vítima que não teve a menor chance de se defender.
“Não tenho dúvida alguma, apesar do Amadeu estar liderando a ocupação na Canaã (beira do rio Itacaiúnas em Marabá) ele foi morto a mando da Jairan e quem matou foi o Claudio”, reafirma.
Calúnia – A líder sindical Jairan Feitosa dos Santos, residente na rua Gabriel Pimenta, Quadra 30, bairro Liberdade, núcleo Cidade Nova registrou ocorrência diante da escrivã Romana Corrêa Natividade, a última segunda-feira e disse que não tem nada a ver com o crime que vitimou Raimundo Amadeu.
Entre outras coisas contou que ela, o marido bem como o amigo Carlos, estão sendo alvo de calúnia e difamação.
Confirmou que o Antonio Wilson Dourado Miranda participou da Associação Pró Reforma Agrária da Transamazônica, onde ele atualmente preside e que era primeiro fiscal e que este saiu de livre e espontânea vontade e foi participar da Associação Jardim Filadélfia, onde Raimundo Amadeu era presidente.
Contudo ela não entra no mérito da morte do lide sindical e nem faz nenhuma menção de quem poderia ter mandado matar Raimundo Amadeu, ou por qual motivo ele foi morto.
De sua parte o crime está sendo investigado pela Delegacia de Conflitos Agrários de Marabá (Deca) à frente o delegado Victor Costa Lima Leal.
Em linha direta com a reportagem ele confirmou que há essa denúncia envolvendo uma suposta disputa interna entre os dois líderes sindicais e que há outras linhas de investigação que por medida de segurança ele preferiu não informar a fim de não prejudicar o trabalho policial.
“Qualquer coisa que eu disser pode compromete RO trabalho policial, mas pode ter certeza que estamos trabalhando”, comentou laconicamente o policial.







quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Justiça manda despejar oleiros


A juiza titular da 3ª Vara Cível de Marabá, Maria Aldecy de Souza Pissolati mandou despejar 30 famílias que residem na Folha 33, entre a rodovia Transamazônica e o Rio Itacaiúnas há mais de três décadas. A sentença foi promulgada na última segunda-feira (26). A área fica à direita da foto acima.

O curioso nesta sentença, segundo nota emitida pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) é que a área fica a menos de 500 metros da Comarca de Marabá e em nenhum momento do processo estas famílias foram intimadas para se pronunciarem no feito.

 Boa parte destes moradores vive da extração de argila para o fabrico de tijolos, na chamada área de olaria. Para a CPT, este é um caso típico de grilagem urbana.

Conforme consta no processo judicial, o Município de Marabá, por meio de título de aforamento expedido em 1964, autorizou a concessão de enfiteuse a Ireno dos Santos Filho. Durante 47 anos a enfiteuse nunca foi resgatada, estranhamente, no dia 3 de janeiro do ano passado o resgate foi feito e, dois meses após, a área foi vendida para o empresário Reinaldo Zucatelli.

Para a CPT, há fortes indícios, de que o processo de aquisição do imóvel tenha sido resultado de uma fraude imobiliária, envolvendo a Superintendência de Desenvolvimento Urbano (SDU) e o empresário.

O imóvel que o empresário Zucatelli diz ser dono integrava a légua patrimonial de Marabá (4.356 hectares) doada pelo Estado do Pará ao Município de Marabá, no ano de 1927 e devidamente titulada no ano de 1943.

Entre os anos de 1959 a 1972, o município de Marabá expediu títulos de enfiteuse para inúmeras pessoas dentro dessa área. No entanto, no ano de 1973, o município de Marabá, por meio da Lei nº 96/73, doou à SUDAM cerca de 30% (1.621 há) do total do imóvel para a implantação do bairro da Nova Marabá. Ao receber o imóvel, a SUDAM se deparou com inúmeras pessoas que tinham recebido o direito de enfiteuse sobre essa área.

Visando então o controle total da área, o então presidente, Emílio Garrastazu Médici, no ano de 1973, editou o Decreto nº 72.254, autorizando a desapropriação de todos os detentores dos títulos expedidos pela Prefeitura na área dos 1.621 hectares. Todos e detentores de enfiteuse foram devidamente indenizados e, no mesmo ano, a Justiça Federal autorizou a SUDAM a tomar posse da totalidade do imóvel.

Portanto, se todos os títulos foram indenizados como poderia surgir um título expedido em 1964? Como alguém poderia resgatar algo que não mais existia 38 anos depois?

Outro fato apontado pelo CPT é com relação à quantidade territorial do imóvel. O Título de Aforamento expedido em 1964 pelo Município de Marabá, a Ireno dos Santos Filho, a área do imóvel era é de apenas 979 m². Estranhamente, quando efetuado o primeiro registro imobiliário sobre o imóvel não foi mencionada a área total indicada no título. Entretanto, a área objeto da pretensão do empresário no processo é de exatos 67.071,01 m², ou seja, 68 vezes maior do que previsto no título originário.

Outro ponto levantado pelo CPT diz respeito à idade de Ireno dos Santos Filho, que teria 58 anos de idade. Se caso a idade se confirmar, então o título de enfiteuse foi emitido para o nome dele quando tinha apenas 10 anos.

Por fim a entidade lembra que tais argumentos foram apresentados à magistrada durante o processo e com todos os indícios de fraude, a Juíza Maria Aldecy, autorizou o despejo das famílias sem ouvi-las, sem consultar o município de Marabá e sem nenhum parecer do Ministério Público, finaliza a entidade.

Líder comunitário assassinado




Raimundo Amadeu liderava ocupação urbana em Marabá

Na noite desta quarta-feira (28) o líder comunitário Raimundo Amadeu Araújo 54 anos foi assassinado.

A vítima estava sentada em frente a uma casa na rua 5 com a São João, bairro Vale do Itacaiúnas, Núcleo Cidade Nova.

Dois pistoleiros numa moto preta fan, cometeram o crime. Pelo menos sete projéteis acertaram a vítima.

A vítima presidia a Associação dos Moradores do bairro Filadélfia e liderava uma ocupação urbana de uma área contígua ao bairro e que margeia o rio Itacaiúnas.

Este é o segundo atentado que acontece nesta área. Recentemente o micro empresário Júnior Cabeleireiro foi baleado e aparentemente não corre risco de morte.