quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Agente prisional espancado




O agente prisional do Crama, Reginaldo de Jesus Silva, o Super Homem foi espancado neste Natal por quatro presos que estão no Pavilhão C.
Há algum tempo que os presos mantinham uma querela com o agente prisional que é ex-policial militar e mantém comportamento adverso da atual função.



Moto roubada


Elialzo Souza Cunha registrou ocorrência na 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá dando conta que a moto dele, uma CG-150, vermelha, placa OFS-9626 fora roubada.
Dois assaltantes, armados lhe abordaram e levaram o veículo quando ele estava chegando na casa dele, no bairro Nossa Aparecida, a Invasão da Coca.


Moto recuperada



Policiais militares lotados na 27ª Área Integrada de Segurança Pública (AISP) recuperaram uma moto Cargo, branca, placa JUL-5546 e apresentaram a mota na 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá.
A moto foi abandonada na rua Nagib Mutran, bairro Quilômetro Sete, Nova Marabá. Um adolescente, pilotava a moto, atropelou uma criança e abandonou o veículo naquele bairro.











quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Cabos da Polícia Militar condenados







Após 16 horas de julgamento, os cabos da Polícia Militar, Josivaldo Andrade da Silva e Jonas Cardoso Farias foram condenados a 23 anos e seis meses de prisão.

O julgamento aconteceu nesta terça-feira, na Comarca de Marabá em júri que foi presidido pelo juiz Murilo Lemos Simão Santos, titular da Vara de Violência Doméstica. A sentença foi promulgada nesta quarta-feira (19).

Os condenados, contudo, podem recorrer da decisão e enquanto aguardam o julgamento deste recurso no Tribunal de Justiça do Estado, aguardam em liberdade e só podem trabalhar em serviços internos nos quartéis militares não portar armas de fogo.

Tais recomendações foram determinadas pelo juiz Murilo Santos, que inclusive deixou claro que os dois acusados não devem ter contato com a população.

Eles foram acusados de matar os irmãos Elailson e Eleilton Evangelista, em crime que aconteceu no dia 28 de maio de 2004, em um bar da Folha 7, Nova Marabá.

Contradições – Quando depuseram em juízo os dois acusados se complicaram e caíram em várias contradições a respeitos das circunstâncias do crime.

Uma delas diz respeito como os dois acusados estavam no bar o que cada um fez quando ouviram os estampidos.

Josivaldo da Silva disse que ouviu dois tiros, se abaixou e sacou uma pistola e que olhou para trás e viu o colega Jonas em pé do lado de fora do bar.

Em seguida foi embora e levou o colega daquele lugar que não sabia quem tinha atirado nas vítimas.

Porém, quando o Jonas depôs, disse que saiu do bar montado em um mototáxi, ou seja, negou que o colega dele, Josivaldo o tivesse levado na moto dele.

Outra contradição que ficou no ar e que foi indagado várias vezes pelo juiz Murilo Santos foi o fato de o cabo Josivaldo ter ouvido os tiros, visto uma das vítimas ensanguentada e mesmo com todo o preparo militar não socorreu a vítima, pelo contrário, foi embora do bar.

Contradições e omissões, à parte e apesar dos esforços dos advogados de defesa, Odilon Viera Neto, Ricardo Moura e Marilda Cantal, prevaleceram os argumentos da promotoria.

Atuaram na acusação a promotora Bruna Rebeca de Paiva Moraes que recebeu o apoio dos advogados humanistas Marco Apolo Santana Leão e Claudia Lins, que representaram os Direitos Humanos.

Tão logo foi prolatada a sentença, os dois acusados foram encaminhados para o quartel do 4ª Batalhão de Polícia Militar (4º BPM), sendo que o cabo Josivaldo da Silva entregou uma pistola da Polícia Militar.

Caso seja mantida a sentença os dois acusados podem ser expulsos da corporação militar. A imprensa não pode colher imagens do julgamento.



terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Lucídio Colinetti garante que é inocente


Lucidio (camisa branca) no portão do CRM; liberdade 




Quando saiu do Centro de Recuperação de Marabá (CRM), por volta das 15 horas de ontem o ex-secretário de obras de Marabá, Lucídio Colinetti se disse inocente e garantiu que todo o material aliterítico (piçarra) contratado pela Prefeitura foi aplicado nas ruas de Marabá.
Collinetti foi preso por ocasião da deflagração da operação Mar de Lama, em setembro deste ano, cuja investigação está sendo conduzida pelo Ministério Publico Estadual e que apura supostos desvios de piçarra num valor de pelo menos R$ 20 milhões.
Nesta mesma operação foi preso o empresário Mário Marcelo Fronczak, dono do MM Fronczak, empresa contratada para fornecer o material para a Prefeitura de Marabá.
Este empresário recebeu a pena de prisão domiciliar em pedido feito pelos advogados Gilberto Alves e Américo Leal, enquanto Lucídio Colinetti foi contemplado com a revogação da prisão preventiva, pedido feito pelos advogados Wandergleisson Fernandes e Arnaldo Ramos de Barros Júnior.
Ambas as decisões foram concedidas pelo juiz titular da 5ª Vara Penal de Marabá, Marcelo Andrei Simão Santos. Esta foi a última audiência deste ano nesta Vara. Fronzak deve ser ouvido no dia 25 de janeiro, enquanto Colinetti vai ser ouvido no dia 2 de fevereiro do próximo ano.
 Lucídio Colinetti comentou que está com a consciência tranqüila e com o sentimento de ter cumprido totalmente o contrato e aplicado todo o material comprado nas ruas de Marabá.
Informou que foram mais de cinqüenta obras realizadas durante o período em que ficou à frente da Sevop, durante a atual gestão, entre elas a duplicação da transamazônica que consumiu pelo menos 230 mil metros cúbicos de aterro.
Por sua vez os advogados Wandergleisson Fernandes e Arnaldo Júnior garantiram que vão provar em juízo a inocência de Lucídio Colinetti.
“Vamos provar que todo o material comprado foi aplicado corretamente, tanto que requeremos uma perícia em todas as ruas que estão citadas na denúncia”, completam.
Sobre a decisão, consideraram em tempo, uma vez que demonstra que o cliente deles colaborou com a Justiça e não se furtou de prestar nenhuma informação. “Em momento algum o nosso cliente se negou em colaborar, até porque não tem nada a ver com eventuais desmandos”, garantem.







quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Servidores protestam para receber salários




Engarrafamento se estendeu por quilômetros

Motoqueiros aguardam impacientes a liberação do trânsito

Antonio Júnior (PRF) e Monteiro (PM) negociam liberação da pista

Grupo Tático de prontidão para efetuar evacuação da pista

Demerval, Raimundo e Edmilson (boné)  conversam para liberar pista 



Com salário do mês de novembro atrasado e sete meses do Visa Vale, igualmente atrasado, os servidores realizam protestos.
Na terça-feira, os garis interditaram a Secretaria de Obras, na quarta-feira, os servidores obstruíram a Secretaria Municipal de Saúde.
Nesta quinta-feira, os servidores destas duas secretarias se uniram e fecharam a ponta do rio Itacaiúnas.
Pela manhã, mantiveram o piquete até por volta das 9h30 e aceitaram desobstruir a ponte ante a promessa de negociação com o Executivo local.
Uma comissão foi formada pelo sindicalista Demerval Bento da Silva e mais dois servidores que se deslocaram até a Prefeitura de Marabá, mas não houve nenhum retorno.
Assim, por volta do meio dia, os servidores interditaram a ponte novamente e a interdição acontece de forma alternada nas duas pontes.
Até o início da tarde a Prefeitura não havia se pronunciado a respeito da manifestação e tampouco quando deveria pagar os servidores.
Nesta sexta-feira, uma nova rodada de manifestação deve acontecer até que o Executivo se comprometa em pagar os salários.



quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Mega traficante disfarçado de taxista




Acusado tinha como fachada a profissão de taxista, contudo a Polícia Federal tem fortes indícios de que Oziel Morais Martins 37 anos, preso na última quarta-feira em Marabá é um dos grandes traficantes que atua em Marabá.
Ele foi preso no final da tarde de quarta-feira (5), juntamente com Adalberto Bento das Chagas, 42, Pedro Gonçalves da Silva, 64 anos, na Folha 10, Nova Marabá.
Os três foram flagrados com 52 tabletes de cocaína que perfazem pelo menos 58 quilos da droga que se colocada no mercado renderia cerca de um milhão de reais.
A droga estava camuflada dentro de um troller, placa HYJ-8391 e que estava estacionado em frente à casa do taxista, na Folha 10, Quadra 8, Lote 5, Nova Marabá.
O taxista já estava sendo investigado há algum tempo, sobretudo porque o taxista Oziel Martins ostentava certa riqueza.
Pra se ter uma ideia ele comprou e pagou à vista, um carro corola, placa OFU-7310, cujo valor orbita em torno de R$ 65 a 86 mil e hipoteticamente usava o veículo como táxi em Marabá, o que a Polícia desconfia se tratar de um negócio de fachada.
Os outros dois acusados são do Ceará, para onde a PF acredita que a droga seria enviada. Segundo os agentes da PF, a droga vinha da Bolívia, via Amazonas e fora embarcada no Troller que seguiria pela Transamazônica até Marabá.
Deste município, ainda de acordo com os agentes, a droga deveria ser reembarcada e dividida para outros carros e seguiria para Fortaleza, no Ceará e Natal, RN.
Uma fonte da PF informou que o taxista foi denunciado por colegas de profissão, uma vez que a ostentação do acusado despertou e incomodou os demais taxistas.


Acusado já estava sendo investigado



A prisão dos três acusados e a apreensão da cocaína não aconteceu por acaso. Há um bom tempo que o taxista estava sendo investigado e quando houve uma movimentação suspeita dele nos últimos dias, despertou ainda mais a curiosidade dos policiais.
No final da semana passada os agentes da PF fizeram várias barreiras na rodovia Transamazônica a fim de tentar prender os acusados, mas não obtiveram êxito.
Porém, na tarde desta quarta-feira, conseguiram identificar o troller que estava recheado de drogas. O carro na verdade não vinha rodando pela Transamazônica e sim em cima de um caminhão guincho que foi fretado por R$ 6 mil para fazer o transporte até Marabá, uma vez que o carro sofreu uma pane mecânica em Itaituba.
“O taxista (Oziel Martins) já estava sendo investigado, pois recebemos informações de colegas dele, que possivelmente tinha envolvimento com o tráfico de drogas”, garante o delegado Luiz Felipe Sousa Pimenta de Castro.
“Prosperidade” - Ao contrário de quem usa droga, que geralmente definha física e economicamente, quem trafica geralmente progride financeiramente.
Uma fonte segura do Núcleo de Inteligência da Polícia (NIP) ao tomar conhecimento da prisão do taxista Oziel Morais Martins 37 informou que o acusado já havia sido investigado, contudo até a Polícia ainda não tinha conseguido prendê-lo em flagrante.
Esta mesma fonte informou que o acusado tem pelo menos seis casas que se assemelham a verdadeiras mansões, cujos imóveis teriam sido adquiridos, ou construídos com o dinheiro do tráfico de drogas.
Pra se ter uma ideia da progressão do acusado, há cerca de seis anos, segundo a fonte, o acusado fazia às vezes de “avião do tráfico” e entregava drogas em uma moto.
Oziel Martins 37 seria sócio de outro acusado de ser traficante em Marabá, identificado por “Júnior Tubarão”, entretanto se desentenderam e ele seguiu “carreira solo” e teria montado uma estrutura de distribuição de drogas em Marabá e em outros estados. (E.S.)





quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Federal aprende 58 kg de cocaína



Acusados tentaram se passar por trilheiros e droga estava camuflada neste carro  



Operação aconteceu no final da tarde e início da noite de ontem (5) e resultou na prisão de três acusados de tráfico internacional e na apreensão de quase 60 quilos de cocaína.
Foram presos: Adalberto Bento das Chagas, 42, Pedro Gonçalves da Silva, 64, e o taxista Oziel Morais Martins, 37 anos. Eles foram presos numa casa na Folha 10, Nova Marabá.
Não por acaso aconteceu essa prisão, uma vez que a Polícia Federal investigava o taxista há algum tempo. “É ‘deduragem’, recebemos denúncia anônima e investigamos o caso”, narra o delegado Luiz Felipe Souza Pimenta de Castro, que coordenou a prisão.
Os acusados foram presos numa casa na Folha 10, Nova Marabá. A droga estava acondicionada dentro de um carro esportivo Troller, placa HYJ-8391, e deveria ser redistribuída, provavelmente em outros carros e parte da droga ficaria em Marabá e outra seria reenviada para Fortaleza (CE).
Os agentes da PF localizaram 52 tabletes, que se colocados no mercado renderia aos traficantes, próximo de um milhão de reais, uma vez que cada um dos tabletes custa em média R$ 18 mil.
Há muito tempo que Marabá é rota do tráfico internacional. Segundo o delegado Luiz Felipe a droga vinha da Bolívia, via Amazonas e fora embarcada no Troller neste estado e por terra viria até Marabá.
Ocorre que os acusados não contavam com uma pane no veículo que ficou no “prego” em Itaituba e os acusados ligaram para um caminhão guincho de Marabá e se propuseram em pagar R$ 6 mil pelo serviço. O contato foi feito no domingo.
De posse dessas e de outras informações os agentes da PF intensificaram a investigação até identificar o carro e fizeram a perseguição até a casa na Folha 10, onde foram presos.
Chamou a atenção dos agentes da lei o fato de que um dos acusados, o taxista Oziel Martins, dirigia um táxi Corolla, placa OFU-7310, que zero quilômetro custa pelo menos R$ 70 mil, diferentemente da maioria dos taxistas que usa carros populares. As duas placas dos dois carros, aparentemente, são frias. A placa do Troller coincide com um Gol. A PF deve checar se tais placas são, ou não falsas, segundo informou uma fonte.
De certo é que pelo fato de o taxista demonstrar ostentação, despertou a fúria de alguns colegas de profissão, que por sua vez repassaram informações sobre este acusado à PF. Com ele os policiais federais apreenderam R$ 2,6 mil, o que rendeu comentários diversos.
Todos os acusados ficaram de ser ouvidos formalmente na manhã desta quinta-feira, uma vez que o adiantado da hora impediu que as oitivas fossem feitas ontem à noite. O flagrante deve ser remetido à Justiça estadual.

Juiza suspende despejo de oleiros da Folha 33



A Juíza Maria Aldecy de Souza Pissolati, titular da 3ª Vara Cível de Marabá, suspendeu a liminar que autorizava o despejo de 30 famílias, que residem na Folha 33, entre a Rodovia Transamazônica e o Rio Itacaiunas, nas proximidades da ponte.
Na semana passada o oficial de Justiça esteve na área, acompanhado de policiais e maquinário para fazer o despejo das famílias. Frente à resistência dos moradores em sair da área o oficial fixou nova data para fazer o despejo. Alguns moradores já residem no local há mais de 20 anos, vivendo da produção de tijolos.
Acionados pelos moradores, advogados da CPT ingressaram no processo e alegaram a falsidade do título além de outros indícios de ilegalidade no processo de aquisição do imóvel por parte do Empresário Reinaldo Zucatelli. Segundo os advogados, o imóvel que o empresário Zucatelli diz ser dono, foi doado pelo município de Marabá à SUDAM no ano de 1973, por meio da Lei nº 96/73, para a implantação do bairro da Nova Marabá. Ao receber o imóvel, a SUDAM se deparou com inúmeras pessoas que tinham recebido o direito de enfiteuse sobre essa área.
Visando então o controle total da área, o então Presidente da República, Emílio Garrastazu Médici, editou o Decreto nº 72.254, autorizando a desapropriação de todos os detentores dos títulos expedidos pela Prefeitura na área dos 1.621 há.
Todos e detentores de enfiteuse foram devidamente indenizados e, no mesmo ano, a Justiça Federal autorizou a SUDAM a tomar posse da totalidade do imóvel.
Portanto, com a desapropriação foram extintos todos os contratos de enfiteuse existente sobre a área. Se todos os contratos de enfiteuse foram extintos pelo ato da desapropriação em 1973, como pôde restar esse título expedido em 1964? Como alguém poderia resgatar algo que não mais existia 38 anos depois?
Outra situação alegada pela defesa das famílias é que no Título de Aforamento expedido em 1964 pelo Município de Marabá, a Ireno dos Santos Filho, a área do imóvel era é de apenas 979 m².
Estranhamente, quando efetuado o primeiro registro imobiliário sobre o imóvel não foi mencionada a área total indicada no título. Entretanto, a área objeto da pretensão do empresário no processo é de exatos 67.071,01 m², ou seja, 68 vezes maior do que previsto no título originário.
Frente às alegações, a juíza determinou a suspensão do processo e da liminar e determinou que o empresário fosse notificado para responder aos indícios de ilegalidade suscitados.