quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Morre o segundo sem terra baleado em fazenda no Pará


Sede da fazenda transformada em escombros

Toyota também foi queimada 



Na manhã desta quinta-feira, o Instituto Médico Legal de Marabá foi informado a respeito da morte do trabalhador rural Agnaldo Ribeiro de Queiroz, 47 anos. Ele foi baleado durante refrega que aconteceu na fazenda Gaúcha, em Bom Jesus do Tocantins, sudeste paraense no último dia 22 de setembro.

Naquela mesma ocasião, foi morto com um tiro, Jair Cleber Alves dos Santos, 50, bem como outros três sem terra foram baleados, Mateus, Daniel e o Antonio “Buchudo”. Todos foram medicados e aparentemente não correm risco de morte.
Por conta deste conflito, trabalhadores rurais sem-terra ligados à Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagri), ocuparam em definitivo a fazenda Gaúcha, em Bom Jesus do Tocantins, no sudeste do Pará.

A refrega aconteceu após uma suposta tentativa de contato com o gerente daquela propriedade, Reginaldo Aparecido Augusto, que foi apontado pelos sem-terra como sendo o autor do único disparo que matou Jair Cleber.

Os sem terra tentavam passar com um trator para a parte dos fundos da fazenda, onde estão acampados há cerca de 4 anos. A intenção deles seria abrir uma estrada para dar acesso à escola Santa Lúcia, onde estudam 263 crianças do acampamento. Isso por volta do meio-dia de segunda-feira. Mas o grupo foi impedido de passar na propriedade pelo gerente da fazenda, Reginaldo Augusto. Este atravessou um carro no meio da estrada, principal acesso para a fazenda.

O caso foi denunciado na Delegacia de Polícia (Depol) de Bom Jesus do Tocantins. Uma equipe de investigadores liderada pelo delegado José Lênio Ferreira Duarte foi até a fazenda e, naquele primeiro momento o policial conseguiu intermediar uma negociação. Aparentemente os sem-terra teriam desistido de tentar entrar com o trator.

Ocorre que por volta das 18 horas, ainda segundo a versão apresentada pelo delegado José Lênio, os camponeses retornaram até a sede da fazenda para tentar, junto ao gerente, um novo contato e pedir nova permissão para passar na estrada vicinal.
Foi exatamente nesse momento que houve o desentendimento, o gerente teria sacado uma pistola e disparado um tiro em Jair dos Santos e em outros trabalhadores.

Como para cada evento dessa natureza há mais de uma versão, os sem-terra insistem em dizer que não estavam armados, justificando que foram até a sede da fazenda com a intenção de apenas conversar com Reginaldo Augusto, por quem foram recebidos a tiros.
Outro funcionário da fazenda Gaúcha, pertencente ao pecuarista paulistano Lucas Carlos Batistella, André Santos de Sousa, o “Neguinho”, foi preso ainda na segunda-feira por uma equipe da Delegacia de Conflitos Agrários (DECA), liderada pelo delegado Alexandro da Silva. Teria sido ele o autor do tiro que atingiu o tratorista Agnaldo de Queiroz.
“Neguinho” acabou sendo autuado em flagrante por tentativa de homicídio e porte ilegal de armas. O flagrante foi apresentado no final da manhã de quarta-feira 24 e naquele mesmo dia o juiz Murilo Lemos Simão relaxou o flagrante a arbitrou fiança de um salário mínimo por conta do porte ilegal de armas do acusado.

Advogada garante que gerente foi atacado primeiro

A advogada Thais Pires de Camargo Rego Monteiro, que representa os interesses da empresa Jacundá Agro Industrial Ltda, proprietária da Fazenda Gaúcha, comentou que neste episódio, o gerente teria sofrido ameaças e atirou para se defender.
Ela entende que Reginaldo Augusto se defendeu de um perigo real e iminente contra a integridade física dele, da propriedade e de familiares.
“Se ele não se defendesse, seria ele quem morreria, pois as informações que temos é que os sem-terra estavam aramados e foram até a sede da fazenda para tomar satisfação com o Reginaldo”, narra a advogada.
Em relação à alegação dos sem terra que pretendiam entrar na fazenda com um trator para abrir uma estrada para dar acesso à escola não procede, tendo em vista que já existe a estrada. “Na verdade eles queriam o trator para abrir uma estrada para retirar madeira, inclusive há várias denúncias de crime ambiental na fazenda Gaúcha protocoladas na Secretaria de Meio Ambiente e no Ibama”, afirma. 
Produtiva - O Grupo Jacundá Industrial LTDA, administrador da fazenda e que tem sede em São Paulo, contesta que a propriedade, de aproximadamente 14 mil hectares, seja terra grilada, e alega que trata-se de uma propriedade produtiva, mas que nos últimos anos está sendo atacada. 
Para a advogada Thais Pires, o que aconteceu na fazenda Gaúcha reflete no mundo todo o estado de insegurança no campo no Estado do Pará e, consequentemente, afugenta investidores. “É uma situação insustentável, o Estado está impedido de fazer perícias na fazenda. Há três dias que os sem-terra dominam por completo a fazenda, mas vamos continuar aqui cobrando”, argumenta. 


Fazenda foi reduzida a cinzas 


Escombros, casas e carros queimados. Rastros de destruição por toda parte. Este é o cenário do que restou da Fazenda Gaúcha, em Bom Jesus do Tocantins.
A destruição, segundo advogados da propriedade, está sendo atribuída aos trabalhadores rurais sem-terra. Seria uma retaliação pela morte do camponês Jair Cleber Alves dos Santos. 

A direção da Fetagri nega a autoria dessa destruição, mas, por outro lado, se mantém firme na intenção de ocupar toda a propriedade e cobrar punição para o matador de Jair Cleber.
Quem garante é o diretor da Fetagri estadual, Francisco Diassis Solidade Costa, na tarde de ontem. “A nossa luta vai continuar, vamos cobrar do Estado punição para os pistoleiros e exigir que a fazenda seja desapropriada”, salienta.
Para ele, o que aconteceu foi o desenho de um massacre, pois apenas um lado estava armado. “Com certeza, apenas os jagunços da fazenda estavam armados, pois se o nosso povo estivesse armado, com certeza haveria um derramamento de sangue e uma tragédia sem precedente”, comenta.
Independentemente das controvérsias, o fato é que o confronto revela mais uma vez o quanto o Estado engatinha quando o assunto é reforma agrária, e revela que a convivência entre sem-terra e funcionário de fazenda no mesmo território, quase sempre é hostil.
“Nem sempre essa convivência é pacífica, há sempre denúncias, tanto que na Deca pelo menos dez ocorrências foram registradas recentemente dando conta das ameaças que ocorriam na fazenda Gaúcha”, comenta o advogado José Batista Gonçalves Afonso, coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT) de Marabá. Ele comentou que nem todas as denúncias foram apuradas devidamente, no que pode ter redundado neste desfecho mortal. 
Por outro lado, o delegado titular da Delegacia de Conflitos Agrários de Marabá (Deca), Alexandre do Nascimento Silva, descartou que houve negligência, ou má vontade de apurar a situação. “Todos os procedimentos que nos foram apresentados, nós demos os devidos encaminhamentos de apuração, ouvindo as partes e tombando os inquéritos”, garante.
Entre uma dúvida e outra o delegado esclareceu que um inquérito carece de uma série de providências, como oitiva e perícias, no que pode demorar um pouco para ser concluído. “Mas em momento algum deixamos de cumprir com o nosso papel”, assegura.
No caso do confronto, o policial informou que assim que tomou conhecimento, montou uma equipe e se deslocou à fazenda, rapidez que resultou na prisão de “Neguinho”. Contudo, segundo ele, ainda são necessárias várias perícias para que o caso seja totalmente concluído. 
Enquanto as perícias não são concluídas, sem-terra e funcionários da Gaúcha continuam se digladiando. Tramita uma Ação Civil Publica (ACP), impetrada pelo Incra desde 2011 na 2ª Vara Federal de Marabá, que visa abrir um processo de arrecadação da fazenda, tendo em vista que pode se tratar de terra da União. Mas ainda não houve o pronunciamento em definitivo a respeito desse impasse judicial.
A Fetagri, por sua vez, pretende convocar uma audiência nessa Vara para cobrar celeridade no processo, o que deve acontecer na próxima semana, segundo informou o coordenador estadual, Diassis Solidade.
Por enquanto os sem-terra mantém total controle da propriedade. Mas o setor jurídico da Fazenda Gaúcha promete tomar providências para tentar reaver o imóvel rural, e também está tentando libertar o trabalhador da fazenda, “Neguinho”. 





Nota de esclarecimento
  

A Jacundá Agro Industrial Ltda, proprietária da Fazenda Gaúcha, localizada em Bom Jesus do Tocantins (PA), vem a público esclarecer fatos importantes relacionados aos acontecimentos de segunda-feira (22).
As informações divulgadas pelos invasores da propriedade são inverídicas. Ao levar tratores para dentro da fazenda, o verdadeiro objetivo dos sem-terra era escoar madeira retirada ilegalmente de uma Área de Preservação Permanente (APP). O crime ambiental praticado pelos invasores vem sendo formalmente notificado, há anos, às autoridades competentes, pela Fazenda e por seus funcionários.
Reginaldo Aparecido Augusto, funcionário da Fazenda Gaúcha, tentou impedir o crime ambiental e foi ameaçado pelos invasores. Decidiu, então, chamar a polícia, que compareceu à propriedade. No entanto, depois que as autoridades foram embora, Reginaldo foi covardemente acuado na sede da fazenda por mais de cem homens armados com espingardas, facões e pedaços de pau. Furiosos, batiam nas portas e janelas forçando a invasão da casa. Para não ser morto pelos sem-terra, Reginaldo agiu em legítima defesa.
A Jacundá lamenta profundamente o ocorrido.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Agente do Crama agredido por homicida





No final de semana, em Marabá o detento 
Elden Tiago Santos Aquino foi acusado de ter agredido o agente prisional do Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama) Elimarques Alves Cardoso.
  
Tudo porque o detento não aceitou ordens do agente prisional para ser recolhido a uma das celas do Crama.

“Tu queres alterar o bagulho? Só tu fica com essa ...”, comentou o detento e em seguida desferiu um soco com os dois punhos cerrados no tórax do agente prisional e em seguida, proferiu palavras de baixo calão e ameaças.

Diante desta agressão e das ameaças veladas, o detento foi conduzido até a Seccional Urbana da Nova Marabá onde foi autuado por desacato pelo delegado Marcio Brasil Maio e deve responder judicialmente por mais este crime.

Resistência – Quem também foi preso neste final foi o braçal Miguel Itamar Costa Silva. Militares que estavam de plantão na Orla do Tocantins, Marabá Pioneira atenderam ocorrência em um bar na Transmangueira.


Em verdade, Miguel Silva estava neste bar com outras pessoas, quando militares comandados pelo cabo Rogério Nascimento Souza fez as buscas para tentar localizar um suspeito que estaria armado, contudo, Miguel Silva proferia palavrões de toda ordem contra os militares e acabou sendo preso e algemado.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Rio Xingu continua atraindo pescadores esportivos

Dificuldade de acesso não desanimou pescadores ...
... afinal, capturar uma bela pirara como esta não tem preço ...

... ou então belos tucunarés, como fizeram Jorge, Agnaldo e Edvaldo

Já o Alexandre, não fisgou mas preparou uma pacu assada

Luís Rodrigues contente ao fisgar um bom tucunaré






Não importa o tempo ou distância que um amante da pesca esportiva tem de gastar, ou percorrer em busca de um bom ‘pesqueiro’ e quando se consegue deve-se aproveitar ao máximo. Foi exatamente o que fez uma equipe de pescadores de Marabá, que anualmente se desloca para os lugares mais longínquos do Pará em busca de novas aventuras e para explorar ambientes desconhecidos.


O local escolhido pelos expedicionários, este ano, foi o Alto Xingu, via São Félix do Xingu.  O deslocamento aconteceu na primeira semana de agosto e entre ida e volta até Marabá demorou pelo menos 80 horas num intervalo de pelo menos 1,6 quilômetros, sendo boa parte percorrida em estradas vicinais precárias.

Mas todo o esforço valeu a pena quando o pesqueiro é bom. A máxima prevaleceu neste caso, pois no Alto Xingu foi possível desfrutar de belezas naturais e, claro, capturar belos exemplares de peixes como pirara, tucunaré, piabanha, pacu, cachorra, trairão, entre outros.

Seis pescadores esportivos integraram a expedição. Agnaldo Vieira, Alexandre Lourenço, Luís Rodrigues, Edvaldo Vieira, Jorge Dutra e Edinaldo Sousa se deslocou até São Félix do Xingu para se unir à equipe do pescador Antonio de Oliveira (o Cheiro), além da equipe de apoio composta por sete pessoas de Marabá e de São Félix do Xingu.

À unanimidade, os pescadores exaltaram a quantidade, diversidade de peixes, bem como a exuberância da natureza, no que se pode chamar de um pedaço do paraíso para a pesca esportiva.

Para Agnaldo Vieira, que capturou um belo pirara de pelo menos 40 quilos, o local, apesar da distância é ideal para a pesca esportiva. Ele que soltou o peixe, se disse plenamente satisfeito com o resultado da pescaria.


Outro que esteve, durante toda a pescaria se ‘gabando’, o gaúcho Jorge Dutra. É não pra menos, afinal, ele capturou belos ‘bocudos’, tucunarés que pesavam até cinco quilos.

“Nunca vi tanto peixe como aqui e não é à toa que o Pará é destaque quando o assunto é a pesca esportiva”, comentou o representante comercial Edvaldo Vieira, que veio de Imperatriz para integrar a equipe de pesca.

Mas, mesmo para quem não conseguiu capturar belos exemplares como o microempresário Luís Rodrigues a pescaria foi bastante proveitosa e satisfatória, afinal, o peixe é o astro, mas não é a estrela principal.

Pra se ter uma idéia do quanto o local é rico em flora e fauna foi possível testemunhar a presença  de diversas espécies de animais, como a onça preta, o caititu, porco queixada e até mesmo um casal de harpia, cuja espécie só procria quando o local é totalmente preservado.
“Com certeza a pescaria foi muito boa e já pensamos em organizar outra expedição para o local, afinal desfrutar deste cenário é rejuvenescedor”, comenta Alexandre Lourenço, um dos organizadores da expedição.



Dificuldades que servem de incentivo



Diferentemente de outras regiões do país, onde o pescador esportivo chega com uma camionete, aporta no embarcadouro, desce a carreta com o barco e em seguida sai para pescar, no Alto Xingu a história é bem diferente.

Para se chegar até o rio é preciso ter um grande espírito de aventura e não temer distância, ou estradas precárias, afinal, chegar na margem do rio Xingu nem sempre é tarefa fácil.

Pra se ter uma idéia, saindo de Marabá em direção a São Félix do Xingu, são pelo menos 500 quilômetros de estradas, boa parte pavimentada, contudo, atravessando o rio Xingu, a história é diferente, pois todas as estradas são vicinais precárias que dificultam o deslocamento.

À exceção, claro de estradas que cortam uma grande empresa de Agropecuária, que são bem conservadas. Mesmo no verão, em tais estradas é sempre bom o condutor ter um pouco de cautela a fim de evitar acidentes, ou incidentes.

Nesta recente expedição de pesca, mesmo acontecendo em período de verão, em pelo menos três ocasiões, a camionetes traçadas atolaram. Evidentemente que tais incidentes serviram de ingrediente a mais para os pescadores que puderam desfrutar de três dias de intensa pescaria.

Se no verão as estradas são precárias, no inverno, a região do Alto Xingu fica isolada durante seis meses deixando ilhados diversos moradores que insistem e lutam para que um dia consigam eventuais indenizações por uso fruto da terra. 

Precariedade e dificuldades à parte, de certo é que os pescadores esportivos já pensam em organizar uma nova expedição para outra região do Alto Xingu para poderem desfrutar das belezas naturais e, claro fisgar belos exemplares de peixe.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Acidentes matam em Marabá e região



Neste final de semana, sem dúvida alguma o plantão policial foi bastante movimentado, sobretudo no tocante aos casos de acidentes de trânsito onde morreram quatro pessoas e outras quatro sofreram várias lesões.

Ainda na madrugada de domingo, um grupo de três amigos, seguia de Marabá com destino a São João do Araguaia quando o carro em que estavam acabou batendo de frente com uma carreta.

Era por volta das 4 horas da madrugada quando aconteceu a colisão entre os dois veículos. O motorista da carreta não quis ser identificado e não gravou entrevista.

Morreram este acidente: Thiago Almeida Monteiro, 20, Marcio Silva, 31 e Arley Bruno Martins dos Santos, 19.

Outro acidente que aconteceu em Marabá neste final de semana teve como vítima fatal Francisco Gilson Monteiro, 33 anos.

Ele pilotava uma moto de 400 cilindradas na madrugada de sábado, na estrada Transmangueira quando acabou perdendo o controle do veículo e morrendo.

Trem - Sorte mesmo tiveram os quatro passageiros que trafegavam num automóvel pela estrada vicinal do Espírito Santo, pois o carro foi abalroado por um trem, mas os passageiros conseguiram se safar quase ilesos.

O acidente aconteceu na manhã desta segunda-feira, quando o motorista do carro tentou ultrapassar a Estrada de Ferro Carajás, contudo, um trem cargueiro que seguia pela Estrada de Ferro Carajás, passava no mesmo instante e acabou batendo no carro.

No local do acidente, quilômetro 722 é que se chama de passagem de nível. É totalmente sinalizado, ocorreu que, invariavelmente, motoristas, vêm o trem, mas preferem se arriscar ao invés de esperar pelo menos dez minutos até que o trem passe para que possam continuar a viajem.

As quatro pessoas que estavam neste veículo foram socorridas e aparentemente não correm risco de morte. 

Outros – Outros crimes aconteceram na região cujos corpos foram necropsiados no IML de Marabá. Entre eles, o corpo do colono Andreylton Viana Brito, 24 anos, morto com golpes de arma branca no quilômetro 21, sentido Itupiranga.

Já na Vila União, morreu, também com golpes de arma branca, o colono Edirceu Pereira de Sousa, 29 anos. Esta vítima teria discutido com o algoz em um bar daquela vila. 

Há alguns dias, Edirceu de Sousa teria comentado com parentes que estava sendo ameaçado de morte, contudo não deu maiores detalhes acerca de tais ameaças e nem os motivos.

Uma equipe da Divisão de Homicídios de Marabá ficou de se deslocar até a Vila União a fim de levantar maiores detalhes acerca deste crime e quem sabe identificar o matador e a motivação de mais este homicídio.

Já o ex-sargento da Polícia Militar Cloves Pereira de Freitas, 43 anos, morreu, provavelmente de causas naturais, já que neste final de semana trafegava na garupa de uma moto, do bairro São Félix, sentido Nova Marabá quando sofreu um mal súbito e acabou falecendo.

Por fim, deu entrada no IML o corpo da jovem Talia de Sousa Oliveira, 15 anos, morta afogada em Redenção, contudo a Polícia daquele município desconfia que a jovem pode ter sido afogada propositalmente, motivo pelo qual o corpo foi remanejado para Marabá. 









Grande quantidade de cocaína apreendida

Compressor recheado de cocaína



Agentes da Polícia Federal (PF) prendeu três acusados de tráfico de drogas no último final de semana em Sapucaia e apreenderam 50 quilos de cocaína.


Os presos são: Valter Machado Soares Luiz de 28 anos, Amauri Rodrigues da Silva, 24 e Valdete Prates Luiz, 54. Eles estavam trafegando em uma caminhonete, placa NJI-0386, Ariquemes, Rondônia, quando foram surpreendidos pelos policiais que fizeram a abordagem.

A droga estava escondida em um compressor de ar. No interior do equipamento utilizado em borracharias estavam 34 tabletes de pasta base de cocaína e outros 12 tabletes de cloridrato, o que significa dizer se tratar de droga pura.

De acordo com o Delegado da Polícia Federal em Marabá, Antonio Carlos Cunha Sá, os acusados podem ser saído de Rondônia na última quinta-feira e todos foram autuados por tráfico de drogas e estão à disposição da Justiça em Marabá.

Esta foi a segunda grande apreensão de droga este ano. Nos meses de maio de junho a PF de Marabá, apreendeu outros 50 quilos de cocaína durante a operação Colabit e efetuou a prisão de 17 pessoas acusadas de tráfico de drogas. 



Cocaína: consumo triplicou em menos de 10 anos



São assustadores os números produzidos pelo Conselho Internacional de Controle de Narcóticos, entidade ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), que está publicando seu relatório anual sobre o consumo de drogas em todo o mundo. 

Segundo o relatório, o consumo de cocaína no Brasil mais que dobrou nos últimos dez anos e supera em quatro vez a média mundial. 

A liberalização do plantio e uso da maconha no Uruguai e em estados norte-americanos, como a Califórnia, também são condenados no relatório que identificou um número cada vez maior de viciados na droga. Para o relatório, a maioria dos adolescentes que fumam maconha têm uma baixa percepção do risco que representa seu consumo, porta de entrada para outras drogas.

Em relatório da entidade divulgado em 2005, 0,7% da população brasileiros com idades oscilando entre 12 e 65 anos consumia cocaína. No final de 2011, ano em que a última pesquisa foi realizada, a taxa aumentou para 1,75%, o que representa mais que o dobro no crescimento de consumo em menos de uma década. 

Número bem superior à média mundial, de 04% da população. Uma média superior a de países da América do Sul, com 1,3% e a dos Estados Unidos, onde a cocaína é consumida por 1,5% da população. O relatório também aponta queda no consumo de drogas nos Estados Unidos e Europa, como resultado de políticas sanitárias e policiais e a ampliação do combate a seu tráfico que é cada vez mais intenso nas grandes cidades.

O relatório também destaca que a área de plantio da coca foi reduzida na Bolívia e Colômbia, mas o consumo aumenta no Brasil, que está transformado no maior mercado da América do Sul. O relatório, resultado de pesquisas de especialistas com apoio dos departamentos de narcóticos ocidentais, mostra o Brasil como a mais importante rota de tráfico internacional da cocaína, especialmente a remetida pela Bolívia, que utiliza como porta de saída para os mercados dos Estados Unidos e Europa, portos da região amazônica e Santos. 

Nas considerações finais, o relatório chama a atenção para o crescimento do consumo de heroína, cujo maior produtor continua sendo o Afeganistão, que dobrou a área plantada de papoula nos últimos cinco anos.


Rabeteiro morre afogado no rio Tocantins



Quando retornava do balneário Geladinho, o rabeteiro José de Ribamar Sena de 57 anos, acabou resvalando numa pedra no rio Tocantins, caiu no rio e se afogando, na tarde do último domingo 3, em Marabá.

Esta é a hipótese mais provável para justificar o afogamento da vítima que era um exímio nadador, mas acabou sendo tragado pela correnteza forte do rio Tocantins.

O afogamento aconteceu por volta das 16 horas. Sena, como era conhecido, tinha acabado de deixar um grupo de amigos no balneário Geladinho e retornava para o balneário da Mangueira, quando, provavelmente colidiu em uma pedra e acabou caindo dentro da água. O barco que ele pilotava ficou próximo ao corpo, engatado entre as pedras.


Para um amigo da vítima e também rabeteiro, Mario dos Santos, o Sena, havia ingerido bastante bebida alcóolica no domingo e pode não ter conseguido voltar ao barco a tempo de se salvar.

Na manhã desta segunda-feira (4) uma guarnição do Corpo de Bombeiro, comandada pelo cabo Nazildo resgatou o corpo e constatou o afogamento.

O militar também confirmou a versão apresentada pelos amigos, contudo deixou claro que não tinha condições de atestar a causa da morte.

O curioso, neste caso ficou por conta do fato de no barco do rabeteiro estava recheado de coletes salvas vidas, contudo a vítima não usava nenhum deles no momento em que se afogou.


A morte chega pela manhã 


Assassinado a tiros, o horticultor Antonio Martins de Sousa, 38 anos. O crime aconteceu na manhã da última segunda-feira (4), numa horta no Jardim Vitória, núcleo Cidade Nova.

Antonio da Horta, como era conhecido, aparentemente não tinha inimigos, contudo, recentemente recebeu ameaças de um homem identificado pela alcunha “Parazinho”, já que estaria se relacionando amorosamente com a esposa deste.

Especulação à parte, de certo é que o horticultor foi morto pelo pistoleiro, que teve bastante tempo de se aproximar dele, pois disparou os tiros na cabeça da vítima e nuca.

Antonio de Souza estava sob uma estufa cuidando de uma plantação de couve quando foi abatido a tiros. No local não havia marcas que denotavam ter tentado correr do algoz.

A Divisão de Homicídios, dirigida pelo delegado Álvaro Beltrão Ikeda tenta desvendar este crime, que aparentemente tem conotação passional. 

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Assaltante “xexelento” vai preso



Boa parte das ocorrências registradas nos plantões das Seccionais Urbanas de Marabá diz respeito aos roubos de telefones celulares, sendo que a grande maioria dos criminosos fica impune, porém um, ou outro é preso.

Foi o caso de um acusado de ter roubado pelo menos quatro pessoas no bairro Cidade Nova. Trata-se de Leandro Almeida Gomes, preso quando estava na casa da namorada dele, na Rua Nossa Senhora Aparecida, Bairro Liberdade.

Contra ele pesa a acusação de duas supostas vítimas de roubo que foram atacadas por ele e um comparsa de prenome Rafael. Ambos estariam trafegando numa moto Biz, por ruas do bairro Cidade Nova e fizeram um verdadeiro arrastão, sendo que roubaram diversos telefones celulares das vítimas.

Duas destas vítimas, pai e filha, circulavam nas proximidades da Praça São Francisco, bairro Cidade Nova quando foram atacados pela dupla.
Outras duas jovens, que seriam sobrinhas de uma policial civil também foram roubadas e perderam para a dupla dois celulares, um de última geração e outro modelo mais popular.

Os acusados, não contavam, porém que seriam identificados e reconhecidos pelas vítimas, tanto que foram denunciados por policiais militares que tiram serviço no motor trailer estacionado na Praça São Francisco.

A partir da denúncia, os militares fizeram várias buscas até localizar o acusado Leandro Gomes que estava bem próximo à casa da namorada dele. Os militares não conseguiram localizara o outro acusado, de prenome Rafael.

Desta forma, apenas o acusado Leandro Gomes foi conduzido até a Seccional Urbana da Nova Marabá onde foi autuado por roubo qualificado pelo delegado Rayrton Carneiro dos Santos e está à disposição da Justiça.

Outro – Já o acusado de ser assaltante Hélio Natalino de Alencar também foi preso na Rua Afro Sampaio, tão logo ter cometido um roubo contra duas mulheres.

O acusado usava uma moto Fan vermelha para fazer os ataques às mulheres, contudo, quando roubou as duas mulheres, das quais levaram dois telefones celulares foi denunciado à Polícia Militar por meio do Núcleo Integrado de Operações Policiais (NIOP) e log em seguida acabou sendo preso.

A guarnição composta pelos soldados Mackenzie Silva Nogueira e Tarcio flagrou o acusado no final da rua Afro Sampaio e com ele, apreenderam uma simulacro de arma semelhante à pistola, bem como os dois telefones celulares das mulheres.

Diante deste flagrante, o acusado Hélio de Alencar foi conduzido até a Seccional Urbana da Nova Marabá onde também foi atuado por roubo qualificado e segue preso.




Parentes acreditam na inocência de viúva




Parentes da dona de casa, Adriana Carneiro Queiroz, 38, acreditam na inocência dela, que é acusada de ser a mandante da morte do marido, o cabo da Polícia Militar, José Fernando Araújo Queiroz, 50, assassinado a tiros no dia 17 de julho quando chegava em casa, na cidade de Redenção, sul do Pará.
Tia e sobrinha pediram para não ter nos nomes revelados. 

Elas levantam a possibilidade de o militar ter sido morto por assaltantes. Arrombadores invadiram a casa do militar no dia 6 de julho. A casa estava vazia, pois todos estavam em uma churrascaria de Redenção.

Ainda segundo a versão das parentes, quando retornaram, flagraram os arrombadores dentro do imóvel, sendo que um dos arrombadores apontou uma pistola na direção o cabo Queiroz, mas a arma teria falhado.

Este assaltante estaria com o rosto descoberto e, provavelmente, cabo Queiroz o teria reconhecido. Da casa, os assaltantes levaram aproximadamente R$ 1,6 mil, alguns outros objetos de valor, além de uma pistola que seria do cabo Queiroz.

Dias após este roubo, todos se mudaram da casa e locaram uma quitinete, tendo em vista que o Cabo Queiroz estava convalescendo de um princípio de AVC, que sofrera no dia 12 de junho a quando do jogo da Seleção Brasileira contra a Croácia e também por conta do assalto.

Praticamente todos os móveis foram retirados da casa e levados para a quitinete, contudo, cães que o militar criava continuaram na casa. Queiroz foi morto quando foi até a casa para alimentar os animais, à noite.
A quando do crime, a viúva estava com o marido e permaneceu dentro do carro da família e viu quando um motoqueiro, numa moto preta, chegou e efetuou um disparo na vítima.

Quanto a uma informação dando conta de que eventualmente a mulher mantinha relações extraconjugais, parentes negam, bem como descartam qualquer possibilidade de a mulher ter contratado um pistoleiro para matar o marido.

“Ela não tinha motivos para mandar matar o marido com o qual era casado há mais de 23 anos, tinha uma filha de 19 anos, era ela quem administrava o dinheiro do marido, pois ficava com o cartão e tomava conta de tudo”, contam dizendo que Adriana Queiroz era tida com a ‘xerife’ da casa e mandava em tudo.

Tal comportamento da mulher desagradava os colegas de farda do cabo Queiroz, que inclusive manifestavam tal descontentamento em diversas ocasiões em que tiveram na casa do militar. 

As duas parentes acreditam que, de fato, o militar pode ter sido morto pelo assaltante que foi reconhecido pelo cabo e que a Polícia de Redenção, caso quisesse, teria condições de identificá-los e prendê-los.

Independentemente da versão das parentes, a viúva, até o fechamento desta matéria, permanecia presa em um presídio feminino de Redenção, já que o juiz  de Redenção, Haroldo Silva da Fonseca, decretou a prisão temporária dela.

O caso tramita em segredo de Justiça, mas uma fonte segura informou que o delegado Antonio Gomes de Miranda Neto, pretende pedir a prisão preventiva da acusada, por entender que há vários indícios que apontam a acusada como sendo a mandante deste crime.

O assassinato do militar ganhou grande repercussão e há um sentimento de revolta em Redenção, sobretudo de militares colegas do cabo Queiroz. Por conta disto, parentes da acusada tiveram dificuldades em contratar advogados do município e acabaram migrando para Marabá, onde contrataram os advogados Wandergleisson Fernandes e Arnaldo Ramos para acompanhar o caso.

Os dois advogados informaram que seria prematuro repassar maiores informações a respeito do caso, tendo em vista que ainda não tiveram acesso a todas as peças do inquérito. 


Amante - Uma das linhas de investigação da Policia neste caso é que a viúva teria um amante e teria ordenado a morte do cabo para se apropriar de uma eventual pensão. "Isto não procede, pois era ela quem administrava o dinheiro dele há muito tempo, então não tinha porque mandar matar o marido", argumentam as mulheres.

Quanto ao fato de as malas do casal estarem prontas, no dia do crime, as duas parentes têm outra justificativa. O casal estava com data marcada para viajar até Belém, o que seria no dia 7 de julho, ocasião em que ambos iriam passar por tratamento médico.

O cabo Queiroz convalescia de um AVC, enquanto a Adriana iria fazer uma série de exames. "O curioso é que querem condenar a minha irmã a todo custo, sem ao menos lhe darem chance de defesa. Pra se ter uma idéia, nós, sequer fomos ouvidos pela Polícia para darmos a nossa versão", concluem.


Motoqueiro morre no Hospital Regional




O jovem Murilo Oliveira Gonçalves, de 19 anos, vítima de acidente de trânsito na noite de domingo em Marabá, resistiu até a manhã desta quarta-feira (30), ocasião em que faleceu por conta dos diversos traumas que sofreu na cabeça.

Ele e o irmão, Rodrigo Oliveira Gonçalves, 23 anos, se envolveram num acidente que aconteceu na duplicação da Rodovia Transamazônica, perímetro urbano de Marabá, próximo ao primeiro viaduto, logo na saída da ponte do Rio Itacaiúnas.

Era por volta das 20h30 de domingo (27), quando os dois irmãos trafegavam numa moto de 300 e bateram em outros dois motoqueiros, pai e filho, que trafegavam numa moto de 400 cilindradas.

Os dois irmãos bateram violentamente na moto que seguia no mesmo sentido, sendo que ambos foram arremessados sobre o parapeito da pista, ou mureta de proteção.

Rodrigo Gonçalves morreu na hora, enquanto Murilo foi transferido para o Hospital Regional Público do Sudeste, onde foi medicado e o quadro clínico dele se agravou e, por fim, faleceu.

Em contato com a direção do Hospital Regional Publico do Sudeste, o jornal foi informado que o paciente em questão, Murilo Gonçalves, recebeu todo o atendimento especializado da equipe multidisciplinar composta por vários médicos especializados, enfermeiros e técnicos.

O corpo do jovem respondeu aos estímulos até a manhã. A resistência dele se deu em função da pouca idade, já que o quadro clínico era bastante grave, tanto que os paramédicos do Samu o levaram direto para o Hospital Regional.

A notícia da morte do jovem, evidentemente, aumenta o trauma da família, que na terça-feira, sepultou o outro falecido, Rodrigo Gonçalves, e agora recebe a outra notícia trágica.