terça-feira, 21 de outubro de 2014

Ladrões saem de mãos vazias do BB

Escada foi abandonada pelos ladrões

Piso do banheiro foi perfurado pelos ladrões 

Ladrões não conseguiram arrombar o cofre ... 

Mas a porta foi literalmente retorcida





O Banco do Brasil do Bairro Amapá foi invadido neste final de semana. Os ladrões, bem que tentaram, mas não conseguiram arrombar cofre e saíram de mãos vazias. 

O arrombamento aconteceu na noite de domingo e madrugada de segunda-feira. Pela maneira como entraram no prédio, segundo fontes da Polícia, os ladrões, aparentemente tinham conhecimento da planta baixa do imóvel, pois quebraram uma laje que dá acesso ao banheiro da agência e, por conseguinte, entraram na sala onde ficam os dois cofres.

Na tentativa de arrombar o cofre usaram um maçarico, contudo não lograram êxito em função do alarme sísmico ter sido acionado. Os assaltantes saíram apressados e deixaram para trás algumas ferramentas usadas no atentado.
Até mesmo uma escada, com um degrau quebrado foi abandonada. 

Resta à Polícia investigar para tentar identificar os ladrões bem como levantar outras informações acerca deste atentado.

Contudo, até o final da manhã desta segunda-feira (20) a tentativa de arrombamento ainda não havia sido registrado na Seccional Urbana da Cidade Nova, onde a agência está localizada.

Em menos de um ano, esta é a terceira tentativa de roubo que acontece nesta agência.  Sendo que em pelo menos um caso, os ladrões foram presos.

Sapatinho – A equipe liderada pelo delegado Carlos Eduardo Matos Vieira continua a investigação para tentar identificar os assaltantes que atacaram e roubaram a agência do Banco da Amazônia, a Folha 32, Nova Marabá.

Este roubo aconteceu no dia 10 de outubro, ocasião em que pelo menos cinco assaltantes obrigaram o gerente de serviços internos a sacar uma considerável quantia em dinheiro e entregar aos ladrões.

Nesta modalidade, denominada de ‘sapatinho’, ocorre quando os ladrões sequestram parentes dos executivos dos bancos, que são obrigados a entregar o dinheiro aos ladrões e desta forma conseguem roubar ‘na manha’ os bancos, sem sequer dar um único tiro. Até o fechamento desta matéria, nenhum destes ladrões havia sido preso, ou identificado.



BOM JESUS
Saiu para passarinhar e foi encontrado morto


Neste final de semana, a comunidade do pacato município de Bom Jesus do Tocantins, no sudeste paraense, foi sacudida pela violenta morte de um adolescente de 14 anos, que saiu para passarinhar e o corpo foi encontrado com várias perfurações de arma branca.

Trata-se do jovem Jamilo Arão Sousa, de 14 anos. O corpo dele localizado em um igarapé, no antigo prédio do Lions Clube, na Rua 15 de Novembro, no domingo (19), naquele município.

Parentes do jovem desconfiaram do súbito desaparecimento dele, tendo em vista que não era comum esse tipo de comportamento e acabaram localizando o corpo à margem do Igarapé.

Logo em seguida a este achado macabro, parentes, amigos e policiais militares, começaram a fazer buscar no município até que localizaram um acusado.

Neste caso em tela seria o morador de rua e pedinte, Jucicleverson de Sousa Reis, 24, este, em princípio teria confessado o crime, contudo, em seguida negou dizendo que estava brincando e que não tinha nada a ver com a morte do jovem.

A história do acusado é controversa, tendo em vista que ele costumava perambular pelas ruas de Bom Jesus do Tocantins, e se dizia doente, bem como parentes que precisavam de tratamento e que morava em Abel Figueiredo.

O suspeito em tela, segundo informações de moradores daquele município, aparentemente sofre de distúrbios mentais por conta do uso contínuo de drogas e até mesmo doença mental, motivo pelo qual fala coisas sem nexo.
Independentemente de ser ou não o autor do crime, Jucicleverson de Sousa Reis foi preso e conduzido até a Delegacia de Bom Jesus do Tocantins.

Ainda na tarde de domingo, tão logo foi propalada a prisão dele, uma turba enfurecida, de aproximadamente 3 mil pessoas se concentrou em frente ao prédio, sendo que os moradores se articulavam para depredar a delegacia para quem sabe linchar o acusado, inclusive muitos destes moradores portavam coquetéis molotov, paus e pedras e muitos deles jogaram pedras no telhado da delegacia.

O contingente policial daquele município não foi capaz de repelir os moradores, sendo que militares do Grupo Tático Operacional (GTO) de Marabá se deslocou até Bom Jesus do Tocantins, ocasião em que conseguiram controlar os moradores.

Vários projéteis não letais foram disparados, bem como bombas de efeito moral foram atirados em direção aos moradores que estavam em frente à Delegacia.

Ao final de tarde, os militares conseguiram conter a turba e transferir o preso até o município de Marabá onde está custodiado aguardando o pronunciamento da Justiça, já que aparentemente pode ter matado o jovem adolescente que saiu para praticar um hobby e acabou sendo assassinado.

Por conta desta tentativa de invasão ao prédio da Delegacia de Bom Jesus do Tocantins, policiais militares prenderam seis pessoas, entre elas, Elias Santos Silva, 31 anos, que foi flagrado arremessando pedras no telhado. Todos os acusados foram transferidos para Marabá no domingo e devem responder a Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por dano ao patrimônio público.





VIOLÊNCIA EXTREMA

Nego Zeca executado com oito tiros na cara



A lei do gatilho voltou a imperar em Marabá neste final de semana. Desta vez a vítima foi o ex-presidiário Michael Willames Teixeira, o Nego Zeca, 20 anos, como era conhecido foi morto com pelo menos oito tiros de pistola, todos disparados na face.

O matador chegou na casa da vítima, bairro São Félix, por volta de zero hora do último sábado (18) e conversou com ele e em seguida, sacou uma pistola, provavelmente de calibre 380 e disparou vários tiros no Nego Zeca.

Pelo menos oito tiros atingiram a face dele. Nego Zeca foi morto sem ter a menor chance de se defender e, mesmo se quisesse não poderia fazê-lo, pois estava desarmado. Ele tinha acabado de chegar em casa quando o pistoleiro se aproximou dele e foi morto impunemente.

A vítima tinha acabado de colocar um prato de comida para jantar, quando alguém bateu na parta da casa e quando a vítima foi abrir para ver quem se tratava, segundo fontes seguras, houve uma conversa entre vítima e matador e em seguida os estampidos que ecoaram na noite e desta forma anunciava que mais uma pessoa tinha acabado de ser assassinada.


BALEADO
Flanelinha morre após cinco dias de internado

Entre os cinco corpos necropsiados neste final de semana no IML de Marabá consta o corpo do flanelinha Rafael Rodrigues dos Santos, de 15 anos. Ele foi baleado no último dia 15 de setembro, ocasião em que transitava pela Avenida 7 de Junho, Marabá Pioneira.

Um único tiro atingiu a vítima, que transfixou a testa dele no sentido transversal. Na época ele foi socorrido e internado no Hospital Regional Público do Sudeste, onde faleceu no domingo.

Quanto às circunstâncias do baleamento dele ainda são poucas as informações e até o final da tarde de ontem o caso ainda não tinha sido registrado oficialmente na Divisão de Homicídios de Marabá, à frente o delegado Álvaro Beltrão Ikeda.

Parentes da vítima, pouco, ou quase nada informaram a respeito da morte do flanelinha, que morava no bairro São Felix, mas costumava  perambular pelas ruas de Marabá em busca de alguns trocados e acabou sendo assassinado.

Também em Marabá, morreu a jovem Rafaela Julião Oliveira, de apenas 18 anos, que morreu após um acidente na estrada vicinal do Geladinho. Ela pilotava uma moto e conduzia o esposo na garupa e acabou morrendo após perder o controle da moto. 

NO PATRULHÃO
Adolescentes brigões são apreendidos


Um final de semana de muito trabalho para a Polícia de Marabá. Foi desta forma que boa parte do contingente policial do município começou e terminou o final de semana.

Tudo por conta de uma grande operação policial desenvolvida por diversos órgãos de segurança publica, liderada por policiais civis e militares e que começou na noite da última sexta-feira (17).

Ainda era cedo, por volta das 21 horas, quando militares do GTO, liderados pelo tenente Bruno Ibiapina Teixeira, apresentaram pelo menos 65 pessoas na Seccional Urbana da Nova Marabá.

Boa parte deles, adolescentes, que se envolveram numa briga generalizada nas cercanias do Ginásio Poliesportivo da Folha 16, Nova Marabá, ocasião em que estava sendo realizado os tradicionais jogos da Castanha.

A denúncia em questão dava conta que os adolescentes estariam ingerindo bebida alcóolica e muitos envolvidos em prostituição infantil.

Quando os militares chegaram ao local se depararam com uma confusão, seguida de briga generalizada e tiveram muito trabalho para dominar, prender e apreender os brigões.

De certo é que todos foram conduzidos até a Seccional Urbana da Nova Marabá, onde o delegado plantonista Rayrton Carneiro Santos fez vários procedimentos relativos à confusão.

Por fim, esta apresentação, segundo o delegado Victor Costa Lima Leal, se encerrou por volta das 3 horas da madrugada e somente depois deste desfecho é que os policiais desenvolveram o “Patrulhão”.

Mesmo com o adiantado da hora, pelo menos cinco bates foram fechados, pois estavam funcionando além do limite de horário permitido, bem como uma pessoa foi conduzida até a Seccional Urbana da Nova por posse e uso de droga.

“De todo o modo, foi aparentemente tranquila a operação, salvo é claro o trabalho que deu para concluir os procedimentos apresentados pelo GTO ao delegado plantonista e nós tivemos de ajudar devido a quantidade de trabalho naquela noite e madrugada”, comenta Victor Leal.

Vale lembrar, porém que a operação seguiu no sábado, tendo em vista que esta foi orientação da cúpula do Sistema de Segurança Pública, e em Marabá a dona de um bar, Carmicélia Rodrigues da Silva acabou sendo preso por manter um caça níquel no bar dela, no bairro Quilômetro Sete, Nova Marabá.

Por se tratar de uma contravenção, a mulher foi ouvida, pagou fiança e deve responder ao crime em liberdade, contudo a máquina caça níquel foi apreendida e deve ser incinerada em data posterior. 



NA APAE
Adolescentes são apreendidos após furto


A guarnição da Polícia Militar composta pelo cabo Arielson de Jesus Ramos e pelo soldado Argemilson capturou dois adolescentes acusados de invadir e furtar uma bolsa de dentro da APAE, no bairro Belo Horizonte, na tarde do último domingo (19).

O furto foi comunicado por uma funcionária desta entidade que não teve o nome revelado, sendo que a vítima citou os prováveis adolescentes como sendo os autores.

Diante das informações, os militares fizeram algumas buscas nas cercanias da Apae até que localizaram os objetos furtados numa casa abandonada, próxima ao Espaço de Abrigo Provisório (EAP), onde os adolescentes estariam internados.

O passo seguinte para os militares foi somar, dois mais dois até que concluíram tratar-se de adolescentes que invadiram a Apae, tanto que eles foram reconhecidos pela vítima e apreendidos pelos militares.

Os dois adolescentes foram apresentados ao delegado plantonista Luiz Otávio Ernesto de Barros, que, por sua vez, autuou os dois em ato infracional semelhante a furto.

Agressão – Outro caso envolvendo adolescente aconteceu no Bairro Vale do Itacaiúnas. O jovem em questão agrediu uma irmã dele e ameaçou bater na própria mãe.

A mesma guarnição atendeu a ocorrência e conduziu o adolescente valentão até o delegado Luiz Otávio e, este, por sua vez, o autuou em ato infracional semelhante à agressão contra a mulher, previsto na Lei Maria da Penha.




ESTAVA COM DROGAS
Homem é vítima de atentado na balada

Entre as ocorrências policiais que aconteceram neste final de semana em Marabá, uma chamou a atenção pelo fato de a vítima ter sido baleada e quando foi revistada em leito de hospital, militares localizaram três pedras de crack.

Trata de Joilson Marques Lima 31 anos. Ele foi baleado em frente a uma boate, na Folha 5, Nova Marabá e mesmo atingido, entrou no carro dele, um Astra, prata, placa ENH-7735, Sumaré-SP, e conseguiu chegar até o Hospital Municipal de Marabá onde foi socorrido e aparentemente não corre risco de morte.
Para surpresa da Polícia, quando o acusado foi interrogado, os militares comandados pelo sargento Barreira, localizaram três pedras de crack dentro da boca da vítima.

Além das drogas, os policiais localizaram com o acusado diversos documentos de terceiros, bem como alguns cartões de bancos em nome de Lucileide V. Ramos, assim como duas CNH em nome de Antonio Carlos Sousa da Silva e um celular de última geração.

Quanto ao baleamento e prováveis pistoleiros, a vítima não forneceu maiores detalhes à Polícia, tampouco a origem da droga, ser é usuário, ou traficante compete à Polícia tentar identificar mais este atentado e a vida pregressa da vítima.

A ocorrência foi apresentada ao delegado plantonista Luiz Otávio Ernesto de Barros, contudo o caso deve avocado à Divisão de Homicídios de Marabá, à frente o delegado Álvaro Beltrão Ikeda.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Hospital Regional homenageia Virgem de Nazaré


Homenagens partem de diversos órgãos em todo o Pará



Pelo oitavo ano seguido, colaboradores do Hospital Regional Público do Sudeste Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá, homenageiam Nossa Senhora de Nazaré, por conta da realização do Círio de Nossa Senhora, em Marabá.

A homenagem ocorre sempre no sábado, um dia antes do Círio, durante a procissão rodoviária, que leva a imagem da Santa, da Igreja de São Francisco até o Santuário de Nazaré, antes de se iniciar a Romaria Fluvial, que conduz a imagem até o centro da cidade, na noite que antecede a romaria propriamente dita.

Os colaboradores do Hospital Regional montaram um altar em frente à entrada da unidade de saúde, de frente para a Rodovia BR-222, por onde a imagem peregrina passou. E no momento da passagem da imagem de Nossa Senhora, foram soltos balões que tinham no seu interior bilhetes com pedidos de bênçãos para a Virgem de Nazaré.

“Acho que é importante essa homenagem a Nossa Senhora não apenas para os nossos funcionários, mas também para nossos pacientes, pois este é o momento em que renovamos nossa fé”, afirma o diretor do Hospital Regional, Valdemir Girato.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Trabalhadores interditam estrada do prefeito



Na manhã desta segunda-feira (13) colonos enfurecidos com o que chamam de descaso por parte do prefeito de Itupiranga, Benjamim Tasca (PT), simplesmente, interditaram a estrada vicinal Piçarreira, que dá acesso à casa do prefeito.

A estrada dá acesso à casa do prefeito, distante cerca de 20 quilômetros do centro da cidade. Esta, bem como outras vias estão em condições precárias, o que estaria causando o aborrecimentos aos colonos e que não aceitam tal precariedade.

Não foi possível falar com o grupo de colonos que está acampado na estrada e literalmente impedem a passagem do prefeito, bem como ao próprio prefeito em função da precariedade da telefonia móvel.

Segundo o radialista Juscelino Ferreira, o grupo de colonos, aproximadamente 12, diz que só vão desocupar a estrada quando o prefeito se comprometer em consertar a via.

Caso não consiga tal compromisso, os colonos, ainda de acordo com Juscelino Ferreira, devem ocupar a estrada que dá acesso à Vila Tauari, margem esquerda do rio Tocantins, cuja via é bastante movimentada. 

Juiz manda despejar fazendeiro


Jovens fizeram festa durante protesto

Antes, porém, permaneceram no prédio até ser recebidos

Sem Terrinha, fizeram história a quando da ocupação

Marco Leite, leu sentença  da desapropriação da fazenda






Pela primeira vez da história da Justiça Federal de Marabá, um juiz, corajosamente, determinou o despejo dos supostos donos da fazenda a Fazendinha, em Curionópolis, no sudeste do Pará.

Trata-se do juiz Ricardo Beckerat da Silva Leitão, que em três decisões seguidas, dias 24 de julho, 18 de agosto e 10 de outubro deste ano, determina que o Incra seja imitido na posse da fazenda. 

Com isso, em tese o juiz entendeu que a propriedade, de pouco mais de 80 alqueires pertence à União, como alega o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que mantêm o acampamento Frei Henri desde 2008. 

Contudo, a decisão do magistrado, não significa dizer que de imediato o Incra deve converter a terra em assentamento, tendo em vista que os supostos donos da fazenda, Darlan Lopes Gonçalves Ferreira e Kênia de Freitas Ferreira Barreto ainda devem recorrer para tentar reverter a decisão do juiz. Até lá, os camponeses, aproximadamente 300 famílias, seguem acampadas na à Fazendinha.  

A decisão do juiz, até a manhã desta segunda-feira (13), ainda não foi publicada oficialmente, em função da falta de sinal de internet na Justiça Federal de Marabá.

Sem terrinha – Em verdade, a sentença deste processo foi anunciada na manhã desta segunda-feira para coordenadores do MST, que lideravam um protesto encampado por crianças, filhos dos colonos acampados.

Os jovens, que se intitulam Sem Terrinha empunharam bandeiras, entoaram cânticos de protestos e diferentemente dos pais, que geralmente acampam nas cercanias da Justiça Federal foram mais ousados, pois ocuparam a sede do prédio.

Dentro, realizaram algumas dinâmicas, montaram uma instalação onde protestaram por melhorias na saúde, educação e, sobretudo na reforma agrária.

Ao final do protesto, por volta de 11 horas da manhã os Sem Terrinha recuaram a serem informados da decisão do juiz e ficaram, de junto com os pais, retornar para a dura realidade do acampamento. 

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Entidades pedem afastamento de juiz




Juiz Murilo Lemos; no centro de uma polêmica






No dia 30 de setembro, o juiz Murilo Lemos Simão, revogou a prisão preventiva dos dois únicos acusados dos assassinatos e tentativas de homicídio ocorridos no interior da Fazenda Gaúcha no último dia 22 setembro, no município de Bom Jesus do Tocantins. O gerente da fazenda, Reginaldo Aparecido Augusto e um suposto funcionário, André Santos Souza foram acusados dos disparos que mataram Jair Cleber Alves dos Santos, Agnaldo Ribeiro Queiroz e feriram gravemente outros três trabalhadores. André, conhecido como "Neguinho", foi prezo em flagrante por tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo. Para a surpresa e indignação de todos, dois dias depois, o Juiz Murilo Lemos Simão, relaxou a prisão em flagrante de Neguinho. Estranhamente, o juiz utilizou como justificativa para relaxar o flagrante, requisito inexistente em nosso sistema legal. Para justificar sua decisão o ele alegou, por exemplo, que o Delegado não colheu o depoimento da vítima. Ora, não colheu porque não seria possível, pois a vítima em que Neguinho teria atirado se encontrava numa mesa de cirurgia entre a vida e a morte. Ademais, a informação sobre as mortes a baleamentos era pública, não havendo dúvidas sobre o ocorrido e o Código de Processo Penal Brasileiro não estabelece como requisito para manutenção de qualquer flagrante que a vítima seja ouvida pela autoridade policial. O estranho é que o magistrado ignorou o fato grave ocorrido, duas mortes e três baleamentos e se ateve a formalidades inexistentes para justificar sua questionável decisão. Ainda que ele optasse por relaxar o flagrante, diante da gravidade dos fatos ele poderia de ofício, decretar as prisões preventivas dos suspeitos. Mas, o pior ainda estava por vir.Logo após os crimes, Reginaldo Aparecido, gerente da fazenda, fugiu do local. O delegado da titular da Delegacia de Conflitos Agrários (Deca), Alexandre do Nascimento Silva, acertadamente, requereu a prisão preventiva contra o Reginaldo e do “Neguinho”. O juiz plantonista, Jonas da Conceição, decretou a prisão dos dois acusados. Ao tomar conhecimento da decisão  o juiz Murilo Lemos Simão ficou enfurecido. Em nova decisão, proferida no último dia 30 de setembro, escandalosamente, revogou a prisão dos dois acusados. Além de fazer acusações graves contra o Delegado da Deca, que cumpriu com seu papel, o juiz ainda denunciou o delegado à corregedoria de polícia, acusando-o de ter fraudado o plantão judicial. Numa decisão raivosa, o juiz foi desrespeitoso e fez várias acusações contra o delegado. O estranho nas duas decisões do magistrado é que, em nenhum momento, ele fez qualquer menção às mortes e tentativas de homicídios ocorridas contra os trabalhadores, sua preocupação nas duas decisões foi colocar os assassinos nas ruas sem se importar com o que aconteceu com as vítimas.O que chama a atenção nas escandalosas decisões do referido magistrado é que ele se apega a formalidades que extrapolam a legislação processual penal, apenas, para favorecer os acusados e cometer injustiça contra as vítimas. Senão vejamos: primeiro, o suposto "pedido de revogação" da prisão do gerente Reginaldo, foi feito em duas páginas e meia, em espaço duplo e sem seguir uma única formalidade exigida pelo Código de Processo Penal, mas, o magistrado, zeloso pelo cumprimento da lei, fez vista grossa para isso. Não teceu um único comentário sobre o "suposto pedido"; segundo, o juiz tinha relaxado o flagrante apenas de Neguinho, pois o gerente Reginaldo, acusado de dois homicídios, encontrava-se foragido, portanto, o pedido feito pelo Delegado em relação a ele não tinha qualquer erro formal. Se o magistrado quisesse fazer justiça teria revogado a prisão de neguinho sob o fundamento de que seu flagrante já tinha sido relaxado e mantida a prisão de Reginaldo que se encontrava foragido, mas, o juiz Murilo, rasgou as formalidades exigidas pelo CPP e revogou também a prisão do assassino Reginaldo. Ou seja, para os assassinos todos os favores da lei e para as vítimas todos os rigores. Mas, não é a primeira vez que o Juiz Murilo Lemos Simão age de forma questionável quando se trata de crimes contra trabalhadores rurais e suas lideranças. Sua atuação na condução do processo que apurou o assassinato do casal de extrativistas assassinados em Nova Ipixuna em maio de 2011 foi duramente criticada pelos familiares das vítimas e pelas entidades de direitos humanos que acompanharam o caso. Durante a fase de investigação do crime, quando a polícia chegou ao nome de José Rodrigues como o primeiro acusado pelo crime, foi pedida de imediato a prisão temporária dele, o Juiz Murilo Lemos negou o pedido. Após mais alguns dias de investigação, a polícia chegou ao nome de Lindonjonson Silva como um dos executores, e então requereu a prisão preventiva de José Rodrigues e Lindonjonson, o Juiz mais uma vez, negou o pedido de prisão dos dois. Com mais provas colhidas a polícia requereu a prisão dos acusados pela terceira vez. O juiz então demorou a decidir. Foi preciso que os familiares e os movimentos sociais denunciassem o juiz à imprensa, aos organismos de direitos humanos e ao próprio Tribunal de Justiça do Estado. Ao receber a denúncia, o Tribunal intimou o Juiz a responder em 24 horas. Frente à pressão da sociedade e a exigência do Tribunal é que o juiz decidiu então decretar a prisão dos acusados.A condução do tribunal do júri pelo magistrado, também gerou protestos, cujas marcas se encontram ainda hoje nas portas do Fórum do Marabá. Familiares, jornalistas e representantes das entidades de direitos humanos o acusaram de ter contribuído para que José Rodrigues Moreira, mandante do assassinato do casal de extrativistas José Cláudio e Maria do Espírito Santo fosse absolvido pelos jurados. O próprio magistrado fez questão de registrar sua tendenciosa opinião na sentença de absolvição de José Rodrigues, ao afirmar que "o comportamento das vítimas contribuiu de certa maneira para o crime (...) pois tentaram fazer justiça pelas próprias mãos, utilizando terceiros posseiros, sem terra, para impedir José Rodrigues de ter a posse de um imóvel rural". Em decisão publicada no dia 14/08, o Tribunal de Justiça anulou o julgamento e decretou a prisão de José Rodrigues. Outro caso que envolve também o juiz Murilo, ocorreu em agosto de 2012. O magistrado absolveu o fazendeiro Vicente Correia Neto e impronunciou os pistoleiros Valdenir Lima dos Santos e Diego Pereira Marinho, ambos acusados de matar o líder sindical Valdemar Barbosa de Oliveira, o Piauí, crime ocorrido dia 25 de agosto de 2011 em Marabá. (Ver matéria neste blog) De acordo com depoimento prestado pelo pistoleiro Diego Pereira Marinho o fazendeiro Vicente Correia pagou o valor de 3 mil reais para que a dupla assassinasse o sindicalista. A confissão do pistoleiro foi sustentada em depoimentos prestados perante a Polícia Civil de Marabá e acompanhada pela imprensa local. Os dois pistoleiros foram presos após terem assassinado outras pessoas em Marabá. De acordo com informações da polícia, a dupla já assassinou mais de 20 pessoas na região. Após serem presos, Diego prestou novo depoimento à Polícia afirmando que estava sendo ameaçado na cadeia e que o advogado do Fazendeiro Vicente Correia lhe mandou um recado através de Valdenir que se ele negasse o crime perante o Juiz seria financeiramente recompensado. O que ele fez posteriormente. Mesmo com todas essas provas, o juiz Murilo impronunciou e absolveu o fazendeiro e os dois pistoleiros.O suposto rigorismo do juiz muda quando os acusados de crimes são trabalhadores ligados aos movimentos sociais. Em 2011, o juiz Murilo decretou a prisão de três irmãos de José Claudio, acusados de um suposto homicídio no interior do Assentamento Extrativista. Os acusados tinham residência fixa, emprego definido, bons antecedentes e compareceram a todos os chamados da Polícia, mas, nada disso fez com que o juiz permitisse que respondessem ao processo em liberdade. Eles cumpriam todas as formalidades exigidas pelo CPP, mas o juiz ignorou todas elas.  Frente à gravidade da situação relatada, os familiares das vítimas de crimes no campo, os movimentos sociais e entidades de defesa dos direitos humanos vão requerer ao Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJE), a suspeição do Juiz Murilo em todos os processos que tramitam em Marabá e que apuram o assassinato de trabalhadores rurais sem terra e lideranças dos movimentos sociais. Vão encaminhar ainda, uma representação contra o juiz Murilo Lemos à corregedoria do Tribunal e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).  Marabá, 06 de outubro de 2014.Familiares de Jair Cleber e Agnaldo Ribeiro.Familiares de José Claudio e Maria do Espírito Santo.  Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Pará - FETAGRI.  Comissão Pastoral da Terra - CPT.  Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Bom Jesus do Tocantins. 



Nota - Este poster conseguiu o contato (telefone) do juiz Murilo lemos Simão e conseguiu manter breve contato com um interlocutora, que nos informou o seguinte: o juiz estava em audiência. Este poster enviou a nota acima publicada para a interlocutora para permitir que o juiz, caso queira, se defenda, ou se pronuncie, entretanto até a publicação não o fez, contudo, a bem da democracia, tão logo se pronuncie caso queira, o posicionamento do juiz deve ser publicado neste humilde blog.



Tentamos contato com um dos administradores da Jacundá Agro Pastoril LTDA, dona da fazenda Gaúcha, Daniel Batistella, contudo não foi possível. Por sua vez, a advogada do executivo Thais Monteiro rebateu a nota emitida pelas entidades


"A investida dos sem-terra contra o magistrado não surpreende. Quem não respeita a lei, não respeita quem aplica a lei. A postura deles é sempre autoritária e violenta. A alegação de suspeição do juiz obedece a esse padrão de comportamento: não passa de uma tentativa de substituir a lei pela barbárie", afirmou. 

Fórum desafio 2050: Como alimentar um mundo com 9 bilhões de pessoas?

Fome dói; saciá-la é o grande desafio da humanidade







FAO-ONU, Embrapa, Andef e Abag convocam cientistas para apontar como o Brasil pode responder a esse desafio global. Evento será no dia 14 de outubro, a partir das 8:30h, no Museu Brasileiro da Escultura (MuBE), em São Paulo

Não basta produzir mais alimentos. O desafio de abastecer 9,3 bilhões de pessoas em 2050 exige que o Brasil e o mundo também reduzam perdas e desperdícios, abram o comércio mundial, invistam em inovação, revejam a relação das pessoas com a comida e garantam que os agricultores familiares tenham renda de forma sustentável.

Esses temas serão debatidos na edição 2014 do Desafio 2050, que será realizado no próximo dia 14 de outubro, em São Paulo. A iniciativa integra o Fórum Inovação, Agricultura e Alimentos criado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO-ONU), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) e Associação Brasileira do Agronegócio (Abag).

A preocupação global com a segurança alimentar fica ainda maior diante de um recente estudo da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, que projeta que a população mundial pode chegar a 12 bilhões de habitantes em 2100, com uma África três vezes mais populosa do que hoje.

A FAO-ONU projeta que o Brasil será o principal responsável pelo aumento da produção global de alimentos nas próximas décadas. “O Brasil está atendendo o chamado e ampliando constantemente a oferta de alimentos, por meio do desenvolvimento e da adoção de tecnologias”, avalia Alan Bojanic, representante da FAO-ONU para o Brasil e palestrante do evento no dia 14 de outubro. De acordo com projeções do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento divulgadas há duas semanas, só nos próximos 10 anos, o Brasil deve ampliar a produção de grãos e de carnes em mais de 30%.

Com cinco milhões de famílias de produtores rurais, o Brasil deixa claro o papel central da agricultura familiar no crescimento da oferta global de alimentos. O Desafio 2050 também aborda o desenvolvimento dessas famílias, já que 2014 é o Ano Internacional da Agricultura Familiar da ONU. “Esperamos levar o conjunto de propostas e experiências apresentadas durante o Desafio 2050 para outros lugares, pois quase metade da população global está no meio rural”, diz Eduardo Daher, diretor executivo da Andef.

O Desafio 2050 contará com apresentações também do presidente da Embrapa, Maurício Lopes; do coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação da Unicamp, Walter Belik, que é um dos idealizadores do programa Fome Zero; da representante para o Brasil do Projeto Millennium e mestre em Estudos do Futuro pela Universidade de Houston, Rosa Alegria; da chef Monica Rangel, fundadora do Movimento Brasil à Mesa; e do embaixador Marcos Azambuja, ex-secretário-geral do Itamaraty e coordenador da Rio 92.

Heróis da Revolução Verde

Além de abordar os temas centrais ligados à alimentação, o Desafio 2050 reverenciará, mais uma vez, os heróis da Revolução Verde no Brasil. São especialistas das Ciências Agrárias e da Alimentação, cujas pesquisas e inovações contribuem de forma decisiva para o aumento contínuo da competitiva produção brasileira de alimentos. Neste ano, o Brasil produzirá 200 milhões de toneladas de grãos, 26 milhões de toneladas de carnes, 35 bilhões de litros de leite e 1,2 bilhão de dúzias de ovos, entre outros indicadores.

“Assim como fizemos no ano passado, vamos prestar nosso tributo às pessoas que dedicam suas vidas à produção de alimentos no Brasil, além de prestar uma homenagem especial aos 100 anos do nosso mestre, Fernando Penteado Cardoso”, ressalta Luiz Carlos Corrêa Carvalho presidente da ABAG.

Responsável pela difusão do uso de fertilizantes no Brasil, Fernando Penteado Cardoso foi um dos 10 heróis homenageados na edição 2013 do Desafio 2050. Além dele, receberam o título de Heróis da Revolução Verde no ano passado os ex-ministros Roberto Rodrigues e Alysson Paolinelli, além de agricultores e cientistas como Eliseu Alves, Edson Lobato, Alfredo Scheid Lopes e Cacilda Borges do Valle.

SERVIÇO
DESAFIO 2050 – Unidos para alimentar o planeta
14 de outubro de 2014, das 8h30 às 13h
Museu Brasileiro da Escultura MuBE  |  Av. Europa 218, São Paulo (SP)

Mais informações no site www.forumagriculturaealimentos.org.


PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Panorama mundial da fome e as contribuições da agricultura familiar
Alan Bojanic, representante da FAO-ONU para o Brasil
A maior parte dos 800 milhões de famintos do mundo está na zona rural, e cerca de 70% dos alimentos produzidos no mundo vêm da agricultura familiar. O engenheiro agrônomo boliviano da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura indica os caminhos para que os pequenos produtores ampliem sua renda e a oferta de alimentos.

O futuro dos alimentos
Maurício Lopes, presidente da Embrapa
Até 2050, o mundo não estará apenas produzindo mais alimentos. Pesquisas na fronteira da ciência mostram que produziremos alimentos melhores, do campo à mesa. O presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária mostra o que vem pela frente e como as cadeias produtivas devem se preparar.

Produção, natureza e sociedade: o equilíbrio em busca da segurança alimentar
Walter Belik, coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação - Unicamp
Um dos criadores do programa Fome Zero, Belik mostra como o combate à fome depende do equilíbrio entre a produção de alimentos e os recursos naturais. E coloca mais um fator nessa equação: o social. Fenômenos como o desperdício de alimentos e a pobreza também precisam ser enfrentados.

“O Estado do Futuro” e os desafios da superpopulação
Rosa Alegria, representante para o Brasil do Projeto Millennium
Todos estudam o passado na escola, mas ninguém aprende a estudar o futuro. Para abrir essa diferente linha de raciocínio, a mestre em Estudos do Futuro pela Universidade de Houston apresenta os destaques do Estado do Futuro, levantamento anual do Projeto Millennium sobre os 15 desafios globais.

Gastronomia brasileira: qualidade para ganhar o mundo
Monica Rangel, chef e fundadora do movimento Brasil à Mesa
Proprietária de um dos mais premiados restaurantes mineiros do Brasil, decidiu se engajar na defesa da culinária brasileira em 2011, quando uma normativa da Embratur exigiu que os hotéis cinco estrelas tivessem restaurantes de gastronomia internacional – sem nenhuma menção à cozinha brasileira. Hoje, em parceria com a própria Embratur, promove os sabores brasileiros em todo o mundo.

A projeção internacional do Brasil no desafio de combater a fome
Emb. Marcos Azambuja, ex-secretário geral do Itamaraty e coordenador da Rio92
Especialista em desenvolvimento sustentável, o ex-embaixador do Brasil na Argentina e na França apresenta uma visão inusitada sobre as oportunidades e riscos da imagem do Brasil “Celeiro do Mundo”. Afinal, não basta produzir excedentes; Azambuja aponta os caminhos para que o país abra mercados e costure acordos comerciais.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Juiz revoga prisão de acusados de matar sem terra




O juiz Murilo Lemos Simão, titular da Vara de Violência Doméstica, revogou os pedidos de prisão preventiva contra os dois funcionários da fazenda Gaúcha em Bom Jesus do Tocantins, o Reginaldo Aparecido Augusto e André Santos Souza. Ambos são acusados de matar os sem terra, Jair Cleber Alves dos Santos, 50 e Agnaldo Ribeiro de Queiroz, 47. 

Magistrado faz um apanhado geral a respeito dos acusados, e nas entrelinhas deixa claro que o delegado titular da Delegacia de Conflitos Agrários de Marabá, delegado Alexandre do Nascimento Silva, pode ter induzido a erro o juiz Jonas da Conceição Silva, titular da Vara Agrária, que decretou as respectivas prisões preventivas.

Na ordem cronológica dos fatos, o conflito que resultou na morte dos dois sem terra aconteceu no dia 22 de setembro, e naquele mesmo dia foi preso o acusado, André Souza. Ele foi acusado de tentativa de homicídio, já que teria atirado em Agnaldo Queiroz e que veio a falecer no dia 25. O flagrante contra o acusado foi apresentado na Vara de Violência Doméstica por volta das 15 horas do dia 23.

No dia seguinte, ainda de acordo com decisão do magistrado concedeu a liberdade provisória mediante pagamento de fiança em relação à posse irregular de arma de fogo.

“Estranhamente, o referido delegado, provavelmente não contente com a decisão deste magistrado, ou movido por algum sentimento que este julgador desconhece, aguardou o plantão judicial do dia 24/09/2014 e, às 15h52 e protocolou pedido de prisão preventiva de Reginaldo Aparecido Augusto e, também, requereu a conversão da prisão em flagrante de André Santos de Souza em segregação
Preventiva”, acentua.

Ainda de acordo com Murilo Lemos, o então juiz plantonista, Jonas da Conceição Silva, acatou de forma irrestrita o pleito da autoridade policial. “Interessante notar que o delegado não juntou
documento algum na petição encaminhada ao juiz plantonista”, garante.

Por fim, o magistrado faz um apanhado geral e se apega no posicionamento contrário à decretação das prisões preventivas por parte da promotora Higéya Valente de Souza Magalhães, por entender que houve irregularidade, tanto no pedido quanto na decretação e tais prisões como condenou a atitude do delegado. 


Venda de lotes na fazenda Gaúcha



A empresa Jacundá Agro Industrial Ltda, proprietária da Fazenda Gaúcha, localizada em Bom Jesus do Tocantins (PA), denunciou à Delegacia de Conflitos Agrários de Marabá (Deca) que estaria ocorrendo crimes ambientais e venda indiscriminada de lotes rurais para terceiros.

Entre o calhamaço de documentos e indícios apresentados pela empresa, consta a confissão assinada por Jarlei Gonçalves da Silva, que em fevereiro deste ano, contou que a mãe dele Maria Madalena, comprou um lote de oito alqueires por R$ 12.000,00 e doou pra ele.

Jarlei da Silva, em depoimento colhido em Abel Figueiredo contou que retirou 185 estacas da área de Reserva Legal da fazenda e vendeu para terceiros.

Tais crimes foram registrados pelo gerente da fazenda Reginaldo Augusto foram registrados no Incra de Marabá, em janeiro de 2013, bem como a diversos outros órgãos estaduais e federais pelo gerente .

Por fim a empresa ratifica, que Reginaldo Augusto, a quando do conflito na fazenda Gaúcha, no dia 22 de setembro foi acuado pelos sem terra armados com espingardas, facões e pedaços de pau. 

“Furiosos, batiam nas portas e janelas forçando a invasão da casa. Para não ser morto pelos sem-terra, agiu em legítima defesa. Em seguida, os invasores queimaram a propriedade toda e deixaram dezenas de funcionários sem casa”, ressalta a empresa em nota.

A empresa, Jacundá Industrial, requer na Justiça o apoio necessário para que possa retirar com segurança os animais remanescentes na propriedade e que as ilegalidades perpetradas pelos sem-terra deram causa a uma tragédia. 

“Justiça é o restabelecimento pleno da posse da propriedade, o reconhecimento da legítima defesa dos funcionários da fazenda no episódio do dia 22 e a responsabilização criminal dos invasores no que for devido”, conclui a nota.