segunda-feira, 25 de maio de 2015

Cooperativa denuncia esquema de propina na Arcon



Compete ao promotor público Júlio César Costa, titular da 11ª Promotoria de Justiça, investigar e desvendar, ou descartar uma denúncia feita pela Cooperativa Mista dos Transportes de Passageiros e Cargas do Sul do Pará (Copasul) onde apontou um esquema de propina encabeçado por três fiscais da Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Estado do Pará (Arcon) lotados em Marabá e que em tese são responsáveis pela fiscalização do transporte coletivo.


Os fiscais denunciados ao promotor foram o coordenador da Arcon em Marabá, Edinaldo Sousa Alves, João Silva e outro de prenome Gilvan. Este esquema estava em andamento desde 2010 e pelas contas da Copasul, pelo menos R$ 600 mil foram repassados aos fiscais neste período, uma vez que o esquema se estende em todo o estado do Pará e praticamente todas as cooperativas e empresas de transporte coletivo aceitaram repassar valores aos fiscais.

Consta que a Copasul coletou R$ 100,00 de cada um dos 82 associados que perfaz o valor de R$ 8,2 mil por semestre, cujo montante era repassado aos fiscais nos meses de julho e dezembro de cada ano, sendo que por ano, a empresa repassava R$ 16 mil.

A quando da denúncia encabeçada pelo presidente da Copasul, Joceli Silva Souza, Pedro Paulo, Kátia Queiroz Costa, Josenildo Ferreira Silva e Sérgio da Silva Ferreira diversas informações foram prestadas ao promotor onde revelam que o esquema está em vigor desde 2010 e caso a empresa não pagasse a ‘ponta’, automaticamente sofreria ‘pressão’, carros eram apreendidos e impedidos de trafegar, bem como concessões eram canceladas, neste caso a linha entre Marabá e Tucuruí não foi renovada desde o final do ano passado concedida à Copasul, sendo que as vans atualmente circulam irregulares.


Antigo - Entre as informações mencionadas ao promotor, Joceli Souza, o Jussa, citou que é associado da Copasul desde 1988 e que o esquema de pagamento de propina ocorre desde as administrações dos presidentes: Osman Pereira de Miranda e Domingos Fortes dos Santos, cujo pagamento era feito ao fiscal Edinaldo Sousa Alves, sendo que em algumas ocasiões o próprio foi apanhar o dinheiro na sede da Copasul, localizada no Terminal Agrorrodoviário Miguel Pernambuco.

Caso algum motorista se recusasse em repassar os cem reais à Copasul, que por sua vez alimentava o esquema era retirado da escala pela diretoria da Copasul, senão era perseguido pelos fiscais da Arcon. “A categoria se via obrigada a contribuir mesmo não concordando”, narra Jussa.

Quando Joceli Souza assumiu a direção da entidade em setembro de 2013 se opôs ao esquema de propina já que entendia estar com toda a frota de vans regular, bem como as licenças e documentos em dia, portanto não haveria motivos para sofrer qualquer tipo de fiscalização, ou retaliação e deste modo não tinha porque continuar pagando a ‘ponta’ semestral, contudo o próprio Jussa disse ter sofrido retaliação a ponto de ser afastado do conselho fiscal.

Espécie – Ainda de acordo com a denúncia, os valores de 8,2 mil entregues a cada seis meses eram feitos em espécie e em pelo menos duas ocasiões, o montante foi entregue ao próprio fiscal Edinaldo Alves dentro do carro dele, uma camionete Ranger prata, fato que aconteceu na Folha 32, Nova Marabá.

Em uma destas ocasiões, segundo o Jussa, estava presente o presidente da Cooperativa Buburé, de prenome Orlando, que também foi entregar um dinheiro que foi arrecadado juntos aos sócios daquela cooperativa.

Em junho de 2014, novamente, Jussa disse ter feito uma entrega de R$ 8,2 mil ao fiscal Edinaldo Alves, fato que também aconteceu na Folha 32, Nova Marabá, bem em dezembro daquele ano ocasião em que foi repassado apenas R$ 4,1 mil, desta vez aos fiscais Gilvan e João Silva, cujo montante foi entregue pelo vice-presidente Airton Júnior Moura.

A redução pela metade do ‘cachê’ foi alvo de reclamação por parte de Edinaldo Alves, que segundo Jussa, lhe fez uma ligação, bem como ligou para o primeiro secretário de prenome Ernestinho reclamando e exigiu a outra metade, sendo que a Copasul fez uma nova arrecadação onde arrecadou os R$ 4,1 mil cujo montante foi entregue ao fiscal Gilvan, pelo próprio Joceli SiIva, fato que segundo a denúncia aconteceu no campo de futebol da Polícia Federal de Marabá.

A esta época, a van do associado Sergio teria sido apreendida, no que foi liberada apenas com uma ligação por parte do fiscal Edinaldo Alves a outro fiscal identificado na denúncia por Júnior. Esta van estaria irregular e mesmo assim foi liberada.

Outras – Além da cobrança direta exigida pelos fiscais, Edinaldo Alves, João Silva e Gilvan, a Copasul denunciou também que outras cooperativas e empresas de transporte coletivo também estariam sendo cobradas taxas indevidas, entre elas. A Buenos Viagens, RA, Real Maia, Jam Joy, Viação Açailândia e Fab Tur.

Ao fim e ao cabo a denúncia se estende para outros setores como o de recolhimento de taxas indevidas de fretamento de vans, sendo que o valor legal por lei seria de apenas 19,17, contudo Edinaldo Alves cobra até R$ 200,00 por veículo, bem como o licenciamento anual das vans que é de R$ 82,15, contudo este valor saltava para R$ 100,00, sendo que nestes dois casos não havia a emissão de boletos por parte da Arcon, no que em tese os veículos seguem circulando, à luz da lei, irregulares, contudo tais montantes, no entendimento dos denunciantes são desviados.

Outros pontos mencionados pelos denunciados revelam em tese que há uma espécie de apadrinhamento político para com os fiscais da Arcon, que seriam protegidos de um deputado federal do Pará, contudo esperam que tais denúncias sejam devidamente apuradas e disponibilizam os sigilos telefônicos, fiscal e bancário dele onde pretende provar o suposto esquema de cobrança de propina.


Fiscal rebate acusações


Por telefone a reportagem conseguiu manter contato com um dos fiscais mencionados na denúncia, Edinaldo Sousa Alves. Ele rebateu peremptoriamente todas as acusações imputadas a ele e aos fiscais da Arcon que coordena em Marabá.

Comentou que durante toda a vida dele nunca foi preso, ou processado por quaisquer crimes, diferentemente do presidente da Coopasul Joceli Silva Souza, que para ele não tem moral, ou credibilidade alguma para lhe denunciar.

“Nunca fui preso, ou processado, ele sim vive embriagado, ameaça e agride as pessoas, já foi preso por tentativa de homicídio e contra ele há um abaixo assinado dos associados que querem tirá-lo do cargo”, refutou se referindo ao Joceli Souza.

“Tenho plena convicção de que não cometi crime algum e todas as vezes que me reuni com ele (Joceli Souza) foi para tratar de assuntos pertinentes à Cooperativa que ele administra e nada de assunto pessoal, então não tenho porque temer, ele sim é mal visto pela categoria, inclusive há um abaixo assinado que pede a saída dele à frente da Copasul”, rechaçou.

No tocante ao conteúdo da denúncia, Edinaldo Alves alegou que não tinha conhecimento já que não foi citado pelo Ministério Publico Estadual para se defender, mas deve fazê-lo por meio de advogado.

Por fim, entendeu que a denúncia é leviana e descabida e tem caráter meramente para tentar lhe denegrir.

Perseguição, ou não, o fato é que o caso deve ser investigado pelo Ministério Público já que há indícios de um esquema que pode ser pulverizado e atinge outras cooperativas que têm base, ou transitam por Marabá.

São pelo menos 12 cooperativas, sendo 4 de origem e outras 8 que migram para a cidade e retornam para as respectivas cidades de origem diariamente.

Entre elas uma cooperativa do Maranhão, no que em tese não poderia fazer o transporte interestadual, no caso um micrônibus CR-13 que faz a linha diária de São Pedro da Água Branca para Marabá e vice-versa. 

Em síntese o transporte coletivo movimenta um considerável volume de recurso diariamente e são pelo menos 600 associados, que segundo Joceli Alves, de uma forma, ou outra, pagam ‘um por fora’ para continuarem nos itinerários, em muitos casos irregulares.

Contudo uma das cooperativas, a Coopertrans, com sede em Marabá, o presidente, João Batista, não quer nem ouvir falar em pagamento de algo a mais para terceiros, entretanto os associados e motoristas fazem uma espécie de coleta que segundo Joceli Alves é repassado aos fiscais.

Depois desta enxurrada de denúncias feitas ao Ministério Público a Copasul espera que o caso seja devidamente apurado e o transporte coletivo alternativo seja passado a limpo. 

Em princípio o promotor publico Júlio César Costa comentou brevemente que o caso deve ser investigado e que o trabalho estava só começando e que qualquer comentário que fizesse neste momento poderia atrapalhar o andamento da investigação e apuração da denúncia.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Leilão Katayama vende 500 touros nelore em Guararapes



A Katayama Pecuária colocará à venda 500 touros Nelore KA no seu leilão anual, programado para o dia 15 de agosto de 2015, na Estância Cachoeirinha (Guararapes, SP). A seleção é especial e inclui reprodutores jovens com 20 a 24 meses, rigorosamente avaliados no programa de melhoramento genético da Katayama (PKGA).

“Nosso programa de seleção completa 16 anos e chegou a um excepcional nível de qualidade. No leilão anual da Katayama colocaremos à venda machos que representam nossa filosofia de trabalho, com foco na produtividade, baixo custo e funcionalidade. Nossos touros estão aptos a trabalhar perfeitamente bem nas mais diferentes regiões do país”, ressalta o criador Gilson Katayama.

O Leilão Katayama também ofertará touros PINT-KA. São reprodutores provados e com mérito genético para ser futuros reprodutores de centrais de inseminação. “O PINT-KA seleciona os nossos melhores machos. Em nosso leilão, teremos lotes especiais para os pecuaristas que desejam adquirir a genética que impulsiona a pecuária nacional”, explica Gilson Katayama.

Mais informações sobre o Leilão Katayama 2015 podem ser obtidas no site www.katayama.com.br, e-mail: katayama@katayama.com.br ou pelo telefone (18) 3606-9000.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Extrativistas debatem alternativas de sustentabilidade




A II Semana do Extrativismo da Terra do Meio acontece nos dias 17 e 18 de maio, no centro da Reserva Extrativista do Iriri, no sul do Pará, distante um dia e meio de barco ou 400 km, navegando pelos rios Xingu e Iriri. Mais de 150 pessoas estarão presentes, entre representantes dos extrativistas, do governo e de empresas, como a Mercur, maior transformadora brasileira de borracha, que há quatro anos mantém uma parceria com as associações das Resex Riozinho do Anfrísio, Iriri e Xingu, da Terra do Meio.

Também a empresa Wickbold, líder na fabricação de pães especiais, participará do encontro e está prestes a firmar uma parceria com as associações, nos mesmos moldes da Mercur. Além delas, também participam do evento um conjunto de instituições que atuam na região.

O encontro vai discutir novas tecnologias de processamento da borracha, castanha, óleos de vegetais, farinhas, frutas e sementes da chamada cesta de produtos da floresta em pé, desde a mão do extrativista, indígena e do pequeno agricultor até a mão do consumidor. Será uma oportunidade para firmar novas parcerias.

Além dos parceiros comerciais, gestores das unidades de conservação e representante do governo municipal, estadual e federal e organizações atuantes na região, entre elas o ISA, também participam do evento.

Os extrativistas da Terra do Meio respondem atualmente por cerca de cinco toneladas/ano da borracha natural usadas pela Mercur na produção de bolsas térmicas. A parceria comercial estruturada está permitindo garantir preço diferenciado, e uma troca que envolve a valorização e a promoção dessa atividade tradicional de um lado e o aprendizado da empresa quanto ao modo de vida dessas comunidades e sua relação com a floresta.

O óleo de copaíba, tradicionalmente coletado e utilizado nas comunidades, passou a ser uma boa alternativa de comercialização. A Firmenich, multinacional suíça com operações em mais de 60 países, comprou em 2014 mais de uma tonelada de óleo da produção extrativista da Terra do Meio com termos contratuais negociados com as populações.

O encontro será uma oportunidade de estruturar uma parceria comercial de longo prazo para a castanha do território. entre as populações do Xingu e a Wickbold. Com produção superior a 600 toneladas por ano, a castanha é um dos principais produtos extrativistas da região.

Política para produtos da floresta

Para consolidar a economia dos produtos da floresta, as populações e os parceiros comerciais enfrentam desafios logísticos, regulatórios, de investimento e financiamento que ultrapassam questões de negociação entre comunidades e empresas.

O desafio é trabalhar em conjunto com o Estado do Pará para investir na economia florestal não madeireira, com políticas fiscais, subsídios e investimentos específicos que favoreçam o desenvolvimento do setor.

Um dos pontos centrais é a redução da chamada “pauta fiscal da borracha” para o valor de R$ 2,00/kg, hoje fixada em R$ 6,00/kg pelo governo do Pará. Ou seja, o ICMS de 12% incide sobre o valor de R$ 6,00/kg, quando na verdade, a borracha é vendida ao preço de R$ 2,00 no estado. O sobreimposto fixado pelo governo paraense foi uma estratégia antiga para incentivar que o produto ficasse no Estado. Hoje significa mais uma dificuldade enfrentada por estas populações na hora de escoar o produto.

A iniciativa do uso das mini usinas de processamento que ajudam agregar valor aos produtos nas comunidades recebeu em 2014 o prêmio Desafio Google de Impacto Ambiental. Foram R$ 500 mil que estão estão sendo usados para replicar e ampliar tecnologias adequadas em outras comunidades tradicionais da região. O funcionamento e ampliação das tecnologias adequadas para o beneficiamento é uma das pautas que movimentarão as discussões da Semana do Extrativismo.

O encerramento do encontro será marcado pela estreia do documentário "Terra do Meio", produzido pelo cineasta Rafael Salazar, que vai mostrar os desafios do modo de vida e a história destes descendentes de soldados da borracha - nordestinos levados para a floresta pelo governo federal durante a II Guerra Mundial e que por lá ficaram formando uma só família com cerca de 300 pessoas dispostas numa intrincada teia de parentescos.

Sobre a Terra do Meio

A Terra do Meio é formada pelas Reservas Extrativistas (Resex) do Rio Iriri, do Riozinho do Anfrísio e Xingu, Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, Estação Ecológica (Esec) da Terra do Meio, Parque Nacional (Parna) da Serra do Pardo e as Terras Indígenas Cachoeira Seca, Xypaia, Curuaia, cobrindo uma área protegida de 8,48 milhões de hectares, conectados por uma malha de rios, florestas e populações tradicionais.

Serviço

II Semana do Extrativismo da Terra do Meio | Xingu

Data:

17 e 18 de maio

Local: Reserva Extrativista Rio Iriri – Altamira -PA

Assessoria de imprensa

Letícia Leite – (61) 8112-6258

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Faculdades 'tabajaras' na mira do MPF



O Ministério Público Federal ajuizou ação contra quatro faculdades particulares e seus proprietários que, associados, lesaram dezenas de estudantes na região oeste do Pará, onde ofereciam cursos irregulares, sem autorização do Ministério da Educação, nos municípios de Óbidos, Prainha e Santarém. 

De acordo com a ação do MPF, o Instituto de Ensino Superior de Óbidos (Ieso), a Faculdade de Ciências Wenceslau Braz (Facibra), a Escola de Ensino Superior do Oeste do Pará (Espa) e a Sociedade Educacional Santo Augusto Ltda (Faisa).

Das instituições processadas, a Faisa tem registro no MEC para atuar exclusivamente no município de Santo Augusto, no Rio Grande do Sul e a Facibra também tem registro, para atuar em Wenceslau Braz, no Paraná. 

Para atuar na região oeste do Pará, as quatro faculdades montaram uma espécie de consórcio em que, por exemplo, o Ieso fornecia um curso que seria diplomado pela Facibra e depois pela Faisa. 

A terceirização da atividade de ministrar aulas não tem previsão no sistema educacional brasileiro, assim como a ausência de autorização para atuar nos locais dos cursos, seja para ensino presencial, seja à distância. Para piorar, em alguns casos, as faculdades não forneciam contratos escritos aos estudantes.

Os estudantes pagam as mensalidades e, ao final do curso, recebem diplomas inválidos ou não recebem diploma nenhum. Para o MPF, é situação de duplo prejuízo à população. 

Os estudantes são enganados e perdem o investimento e, em caso de diplomas inválidos, pessoas sem formação profissional válida podem passar a atuar no mercado.

Além das quatro instituições de ensino, são réus também no processo os administradores responsáveis por elas. Djanira Lúcia Braga, da Ieso, Fabiano Teixeira da Cruz, da Facibra, Arari Marajó Rocha, da Espa e Fabricia Pereira da Rocha, da Faisa. 

Além de serem obrigados imediatamente a paralisar a divulgação e o funcionamento dos cursos irregulares, todos podem ser condenados a pagar danos morais e materiais a cada um dos alunos. A indenização pode chegar a R$ 800 mil.

No total, já são 18 as instituições com cursos irregulares suspensos no Estado desde 2011, quando houve um aumento no número de denúncias feitas ao MPF sobre o problema.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Justiça bloqueia bens de ex-prefeito de Tailândia




A Justiça Federal bloqueou os bens do ex-prefeito de Tailândia, nordeste do Pará, Valdinei Afonso Palhares, do ex-secretário de Saúde do município Egnaldo Santos Carvalho e de dois administradores da empresa KM Distribuidora de Medicamentos. O grupo é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de ter desviado R$ 715 mil em recursos federais destinados à compra de medicamentos.

A decisão, do juiz federal Heitor Moura Gomes, que atua em Tucuruí, foi comunicada ao MPF na última quinta-feira, 23 de abril, e determina que a indisponibilidade de bens tenha abrangência equivalente ao total de recursos desviados.

Segundo informações encaminhadas à Justiça pelo procurador da República Luiz Eduardo de Souza Smaniotto, entre agosto de dezembro de 2012 a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) repassou R$ 760 mil à prefeitura de Tailândia para aplicação em assistência básica farmacêutica e outras ações e serviços de atenção básica à saúde.

No entanto, auditoria do Sistema Único de Saúde (SUS) constatou que a KM Distribuidora de Medicamentos, gerenciada por Fábio de Oliveira Santos e Kassius Ranieri Grego Bento, recebeu R$ 715 mil da prefeitura sem que houvesse registro da participação da empresa em processo de licitação.

Também não foram apresentados comprovantes das despesas realizadas pela KM Distribuidora ou registros de medicamentos fornecidos ao município pela empresa.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Programa Carne Angus Certificada chancelado pela alemã TÜV Rheinland


O Programa Carne Angus Certificada dá um importante passo rumo à valorização da Carne Angus Certificada – Brazilian Angus Beef no mercado internacional –, especialmente nos países que valorizam a carne de qualidade, como a União Europeia. A partir de agora, a validação internacional do Programa será responsabilidade da certificadora alemã TÜV Rheinland (TR).

“A TÜV Rheinland é uma empresa europeia, sediada em Colônia, Alemanha, com mais de 140 anos de atuação no mercado, sendo conhecida e reconhecida em todo o mundo. Além disso, ela possui filial própria no Brasil e escritório em mais de 60 países, incluindo os principais mercados potenciais para a carne Angus brasileira. Esta abrangência permite a equivalência de nossa certificação em todos os países onde a empresa está presente, facilitando o acesso aos mais exigentes mercados”, explica Reynaldo Titoff Salvador, diretor do Programa Carne Angus Certificada.

Fabio Medeiros, gerente nacional do Programa Carne Angus Certificada, acrescenta que “o reconhecimento de uma certificadora europeia confere ao Programa da Angus alta credibilidade junto à União Europeia, viabilizando as exportações a este importante mercado”.

A TÜV Rheinland possui acreditação junto ao INMETRO e está credenciada no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) como Organismo de Certificação Independente para as mais diversas normas. Com esse importante avanço, todas as unidades produtoras do Programa Carne Angus Certificada passam a ser auditadas segundo o Manual da Qualidade do Programa.

“A TR possui profissionais altamente capacitados, com corpo técnico composto por médicos veterinários, zootecnistas e engenheiros agrônomos, dentre outros especialistas. Nossa experiência na área de alimentos está voltada à segurança alimentar com foco em certificações de Normas ISO 22000, BRC, HACCP, BPF e protocolos customizados para clientes específicos, englobando toda a cadeia de fornecimento’’, explica Plinio Pereira, Gestor da área de Certificações da TÜV Rheinland.

Mais informações sobre o Programa Carne Angus Certificada: www.angus.org.br


terça-feira, 14 de abril de 2015

Acusado de homicídio é absolvido

Rodrigo da Silva ganhou a oportunidade de uma nova vida






Depois de um dia inteiro de debates onde advogados de defesa, promotor e advogados de acusação em tribunal de júri realizado na Comarca de Marabá, o acusado de ser homicida e ter matado o advogado George Antonio Machado, Rodrigo Carvalho da Silva 24, foi absolvido por maioria de votos.

O conselho de sentença composto por cinco mulheres e dois homens entendeu que o acusado é inocente e, portanto não deveria continuar mais preso. Ele foi preso logo após a morte do advogado, cujo crime aconteceu no dia 3 de abril do ano passado quando a vítima foi encurralada em um churrasquinho da Folha 10, Nova Marabá.

Diferentemente de outros julgamentos, onde há pouco importância da sociedade, salvo parentes de ambas as partes, neste caso, o plenário esteve o tempo todo repleto de advogados oriundos de diversos municípios e até mesmo da capital Belém como foi o caso do advogado presidente da Ordem dos Advogados do Pará, Jarbas Vasconcelos.

Durante os debates houve momentos de intensa discussão em torno das teses, tanto de defesa, quanto de acusação, esta protagonizada pelos advogados Wandergleisson Fernandes, Arnaldo Ramos, Rodrigo Godinho e Fernanda Lílian de Jesus, além da promotora Hygéia Valente Magalhães e os advogados Joelson Farinha e Eduardo Amorim que defenderam a tese de negativa de autoria.

Por fim, após doze horas de julgamento, os setes jurados decidiram pela tese da defesa e terminaram absolvendo o réu.

Muito se falou no passado do acusado, que até então, como 24 anos nunca tinha sido preso, bem como os advogados de defesa exploraram eventuais falhas processuais.

Entre elas o fato de as armas usadas no crime não ter sido localizadas. Um revólver calibre 38 que foi apreendido na casa do armeiro Raimundo Mariano o Almirante foi periciado e deu negativo o laudo de microcomparação balística com os projeteis retirados do corpo do advogado.

Bem como outras supostas falhas ou lacunas processuais como o depoimento de uma testemunha, que seria envolvida com diversos crimes e que espontaneamente denunciou o acusado, bem como ao outro acusado de ser o mandante, o Vagner Vieira Matos.

Identificado pelo pronome Cleverson, este teria dito à promotora Hygéia Valente, que Vagner Matos o procurou para matar o advogado George Machado, tendo em vista que este o teria enganado.

Contudo o dito Cleverson não aceitou a empreitadas e afirmou que Rodrigo da Silva teria matado a vítima. Outros depoimentos, como o de um adolescente, que em juízo afirmou ter sido o Rodrigo o autor do crime, mas diante do Tribunal do Júri negou e disse que não tinha convicção do que tinha dito antes.

Estas e outras dúvidas foram muito bem exploradas pelos dois advogados de defesa, muito embora os acusados de acusação tenham se esforçado para provara a culpa do acusado, mas acabaram, pelo menos por enquanto, sendo vencidos.

O desfecho do julgamento, evidentemente, agradou em cheio os parentes do acusado e a defesa, contudo, causou um grande mal estar entre os advogados de acusação, tanto que ambos devem apelar da decisão.

Para o presidente da OAB do Pará, Jarbas Vasconcelos a decisão abre um precedente enorme para a impunidade e a pistolagem em Marabá. “Com certeza este é uma dia triste para o direito penal, pois o resultado do julgamento é contrário às provas dos autos e devemos recorrer”, afirma.