terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Polícia fecha oficina clandestina de armas

Oficina de armas funcionava há décadas na avenida São Francisco






Edinaldo Sousa - Foi preciso trocar de superintendente para que uma antiga oficina de um armeiro fosse lacrada. O imóvel foi fechado na manhã desta segunda-feira (24) durante operação policial comandada pelo delegado Alberto Henrique Teixeira de Barros.
Quatro pessoas foram presas, dentre elas o armeiro Boaventura Lima 68 anos, o filho dele, Paulo Sérgio dos Santos Lima, um genro José Wilson Casais e um cliente, Antonio Alves Galvão.
Os três parentes foram autuados por posse ilegal de armas com base no artigo 17 do Estatuto do Desarmamento, enquanto o cliente foi autuado com base no artigo 12 da mesma lei.
Na oficina, que funciona na avenida São Francisco, 2.456, Cidade Nova, os policiais recolheram diversas armas, sendo a maioria espingardas e alguns revólveres cujos donos tinham deixado para consertar.
Vale lembrar que Boaventura Lima há pelo menos três décadas mora em Marabá, e durante todo esse tempo trabalhou como armeiro, que aliás é a única profissão que lhe permitiu criar os filhos e manter a família com o mínimo de dignidade.
Durante todo esse tempo ele disse ter conhecimento que se trata de uma atividade ilegal, porém não tem condições de legalizar a oficina para que possa receber armas com registro e o respectivo porte.
Por sua vez o delegado Alberto Teixeira reconheceu que o idoso é pessoa trabalhadora, porém lembrou que a atividade é ilegal, portanto a oficina foi lacrada e as pessoas conduzidas até a 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá.
“Sabemos que ele é trabalhador, mas é uma atividade ilegal e na nossa administração vamos coibir, essas e outras atividades, pois sabemos que nestas oficinas a maioria das armas é ilegal”, afirma.
Por fim o delegado acredita que muitos crimes podem ser evitados se estes estabelecimentos fossem fechados. “Muitas destas armas podem ter sido usadas em crime e vamos levantar tais situações”, comenta.
Por sua vez, o armeiro Boaventura Lima disse que todas as armas são de colonos que lhe procuram para consertá-las e que já faz isso há anos, inclusive arrumou armas de policiais civis e militares e geralmente não cobra por tais serviços. “Faço pra eles na camaradagem”, argumenta.
Depois de ver a oficina lacrada o idoso diz que não terá mais condições de continuar na profissão, pois pode ser novamente autuado, porém lembrou que a minguada aposentadoria não dá para se manter e tinha na oficina uma excelente fonte de renda.





Crama está se transformando em ponto ideal para traficar


Agentes prisionais encontram droga no Crama




Revista “pente fino” aconteceu em praticamente todas as celas do regime fechado do Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama), em Marabá, na última segunda-feira (14), na apreensão de drogas, armas e celulares.
As buscas começaram logo pela manhã e contou com a minuciosa inspeção do novo diretor desta casa penal o capital da Polícia Militar Emmet Alexandre da Silva.
Segundo o militar é intenção desta nova direção realizar buscas periódicas a fim de se evitar o que estava acontecendo sistematicamente nesta casa penal: o tráfico de drogas. (Ver Box)
Nesta revista os agentes, que contaram com o apoio do Grupo Tático Operacional (GTO) recolheram 185 trouxas de merla, 2 trouxas de maconhas, 2 pedras de crack, 1 cachimbo, 11 celulares, 8 carregadores, 1 terçado, 4 estoques e 2 facas.
“Esta é uma, de uma série de revistas que pretendemos realizar, até porque temos informações que entram vários objetos ilícitos para a cadeia e pretendemos coibir”, afiança Emmet da Silva.
O militar comentou ainda que as pessoas, quando apanhadas transportando, ou tentando entrar com droga dentro do Crama devem ser autuadas por tráfico de drogas.
Exemplo recente foi o caso da dona de casa, Lucigleide Moura dos Santos, presa na manhã do dia 16 de janeiro quando tentava entrar com droga dentro da vagina.
A droga seria entregue para o detento conhecido por Sherek, que seria namorado dela. Agora ambos estão juntinhos, já que a mulher foi transferida para a Ala Feminina do Crama.
No caso de a direção encontrar novos objetos ilícitos nas celas a intenção é tentar identificar para autuar os acusados nos respectivos crimes.
“Antes não acontecia nada, agora quando identificados os detentos devem responder a outros crimes”, comentou Emmet da Silva.
A rigor, encontrar drogas e celulares não é nenhuma novidade nas casas penais do Brasil, ocorre que no Crama esses achados são constantes.
Semana passada numa revista no Centro de Recuperação de Marabá foram localizadas mais de trezentas petecas de crack e 22 celulares, além de estoques.


Saídas para ressocializar detentos




Mas a intenção da nova direção do Crama não é unicamente punir os detentos, mas buscar alternativas para que eles se ressocializem.
Para tanto, Emmet da Silva disse que está fazendo alguns contatos a fim de montar uma malharia para que as detentas tenham uma ocupação e até mesmo uma fonte de renda e quando saírem do cárcere possam procurar emprego no mercado.
Para os detentos, o diretor disse que pretende reativar a marcenaria, pois a oficina está parada porque falta matéria prima, a madeira.
“Vamos bater na porta dos órgãos, como o Ibama e Semma, a fim de tentarmos encontrar apoio e desenvolver estes e outros projetos, pois sabidamente quando o detento não tem ocupação é mais fácil para ele, quando sair, voltar a cometer crimes”, observa.
Nunca é demais lembrar que a ressocialização de um detento é um processo longo e depende, sobretudo do empenho dele.
Iniciativas como esta do capitão Emmet, geralmente esbarram na burocracia e no pouco caso que a sociedade dá à questão, pois é mais fácil prender e esquecer que àquele, ou àquela têm possibilidade de mudar, caso haja uma oportunidade. (E.S.)



Como funciona o tráfico na cadeia



Nunca foi tão fácil traficar no Crama. Essa máxima pode ser bem aplicada em face do que está acontecendo nesta casa penal.
O tráfico corre solto. Em cada um dos corredores há um detento que fica fazendo as vezes de “leva e trás” e é chamado de “aviãozinho” é esta pessoa a responsável por entregar e receber o dinheiro da droga.
Fonte segura informou que ele recebe o pedido, vai até o traficante, que por sua vez entrega a droga e este vai até a cela do cliente e retorna com o dinheiro. Caso o usuário dê dinheiro a mais lhe é devolvido o troco.
Neste esquema há a vantagem de o traficante literalmente conhecer quem é o comprador, portanto exerce certa influência, pois sabe que não será entregue aos agentes.
É este esquema a nova direção do Crama pretende quebrar com as constantes revistas. “Vamos intensificar esse trabalho”, comenta Emmet da Silva. (E.S.)


Marlone tenta matar desafeto na cadeia



Por muito pouco a crônica policial de Marabá não registra, semana passada a morte do acusado de ser homicida, Amaury Alves de Oliveira Júnior, 22, morador da folha 12, Quadra 9, Lote 1 Nova Marabá, preso no início desse ano.
Na semana passada o acusado de ser traficante e homicida José Vilarins Neto, o Marlone, 18 anos, cerrou uma barra de ferro da cela dele e partiu para a cela onde Amaury Júnior estava e só não o matou por conta da intervenção de agentes prisionais.
Ambos cumprem pena no Centro de Recuperação de Marabá (CRM). Marlone assim que ficou sabendo da prisão do desafeto teria dito a colegas de cela que acertaria as contas com ele.
A rixa, segundo o que a reportagem apurou, seria porque Amaury Júnior teria tentado matar a mulher de Marlone, fato ocorrido ano passado.
Marlone, por diversas vezes tentou acertar as contas com o desafeto quando estava solto, porém não conseguiu. Ressabiado, Amaury Júnior, que morava na Marabá Pioneira, se mudou para a Folha 12, Nova Marabá, mas por força do destino foi parar exatamente onde Marlone está preso.
Mas esse não é o único desafeto do Marlone. No mesmo CRM está o Eduardo Oliveira Machado, o Tiaguinho, preso em dezembro do ano passado no bairro Santa Rosa.
Desde que estes dois últimos eram menores que se engalfinham. A Polícia acredita que ambos tenham diferenças envolvendo o tráfico de drogas.
A fim de tentar evitar o confronto entre os três a delegada Bruna Paolucci requisitou ao Núcleo de Apoio Penitenciário (NAP) a transferência do Marlone para algum presídio da capital. “Senão eles se matam”, justifica. (E.S.)



Homicida confessa crime



Policiais civis e da Rotam, prenderam na manhã da última sexta-feira, em Marabá, o homicida, Walacy Barroso de Oliveira 21 anos, que estava tranquilamente na casa dele, na travessa 15 de novembro 278, Marabá Pioneira.
Ele é réu confesso da morte do ajudante de pedreiro Everaldo Dias Nunes, morto com três tiros na noite do último domingo (16), quando circulava numa bicicleta na rua 27 de março, bairro Francisco Coelho, o popular Cabelo Seco, Marabá Pioneira.
Para a imprensa o acusado contou que matou por conta de uma rixa antiga envolvendo moradores da avenida Barão do Rio Branco com o bairro Cabelo Seco.
“A família diz que ele era trabalhador, mas na verdade era ladrão e trocou tiros conosco”, afirma o acusado, que em princípio se negou em conversar com a imprensa, mas quando chegou na 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá aceitou conversar tranquilamente.
Repetidas vezes disse que matou Everaldo Nunes porque este tinha lhe atirado em outra ocasião. “Ele era ladrão e atirou em mim outro dia”, reafirma.
As irmãs da vítima, Elisângela e Elissandra acompanharam a prisão do acusado e novamente defenderam o irmão. “O nosso irmão era trabalhador e ele matou de mal que é, pois o Everaldo não fazia mal pra ninguém”, reiteraram.
Com o acusado os policiais localizaram uma arma de fogo calibre 38 com a qual disse ter matado Everaldo Nunes. O revólver estava municiado com seis projéteis.
Os policiais comandados pelos delegados Alberto Henrique Teixeira de Barros e Victor Costa Lima Leal, disseram que o acusado tentou apanhar a arma, caso fizesse poderia ter sido alvejado.
Naquela mesma manhã os policiais fizeram uma batida nas ruas São Pedro e Pará, no bairro Santa Rosa e acabaram sendo recepcionados a tiros pelo acusado de ser traficante José Rogerlândio Moreira, que acabou morto a tiros durante a refrega.
“Vamos recrudescer o combate ao tráfico de drogas, assim como prender os homicidas, não pensem que vão cometer os crimes e continuarem impunes”, adianta Alberto Teixeira, mandando um recado claro aos homicidas e traficantes que agem na cidade. (E.S.)


Executado no bairro Coca-cola



Dentre as sete pessoas necropsiadas neste final de semana no Instituto Médico Legal (IML) consta o corpo do acusado de ser assaltante, Jhonatan Ferreira de Sousa 19 anos, morto a tiros no bairro Nossa Senhora Aparecida, conhecido por invasão da Coca-Cola, Nova Marabá.
O crime aconteceu por volta de meia noite e meia, na rua Araguaia. O matador ficou protegido pela penumbra, pois apesar desta rua ser uma das principais do bairro, nenhum morador foi capaz de identificar o matador.
Neste crime, como sempre há mais de uma versão, o que confunde a investigação. Uma delas aponta para a possibilidade de o matador estar sozinho na rua e ter caminhado pela rua até encontrar e matar a vítima.
A outra versão sinaliza para a possibilidade de duas pessoas numa moto ter cometido esse crime, a exemplo de muitos outros que acontecem da mesma maneira.
A terceira hipótese seria que o matador estava tendo o apoio de um carro e após ter efetuado os disparos fugir neste carro.
À Polícia resta o desafio de tentar descobrir quem foi o autor e por quais motivos, Jhonatan de Souza foi morto.
Pelo menos por enquanto, uma certeza os policiais têm: a vítima era acostumada a cometer pequenos roubos naquele bairro.
Compareceram no palco do crime, três pessoas que disseram ter sido vítima do falecido, que por sinal morava no bairro Quilômetro Sete e tinha ido morar na Coca-cola há poucos dias antes de ser detonado a tiros. (E.S.)



Corpos sepultados como indigentes




Técnicos do Instituto Médico Legal de Marabá (IML) realizaram sepultamento coletivo na tarde de ontem de três pessoas que foram mortas entre o final do ano passado.
Pelo menos uma das vítimas estava com identificação. Trata-se de Rubens Augusto Pereira 48 anos. Ele foi morto em Piçarra, vítima de espancamento e o corpo deu entrada no Dia de Natal.
Naquele mesmo dia outro corpo deu entrada. Essa pessoa foi assassinada a golpes de arma banca no município de Itupiranga, vila Cruzeiro do Sul.
Deste mesmo município deu entrada o corpo de um homem, que aparentemente foi vítima de morte natural, fato ocorrido no dia 26 de dezembro.
Na Câmara Fria do IML ainda restam dois corpos. Uma das vítimas morreu a golpes de pauladas, no dia 11 de janeiro em Bom Jesus do Tocantins.
A outra pessoa morreu neste domingo em Eldorado do Carajás e teria sido vítima de acidente de trânsito.
Vale lembrar que caso não haja nenhum parente para reclamar estes dois corpos também devem ser sepultados como indigentes, uma vez que a capacidade de armazenamento da Câmara Fria do IML é para apenas três corpos. (E.S.)

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Ibama multa TAM por maltratar animais

A TAM Linhas Aéreas S.A. foi multada pelo Ibama nesta quarta-feira (19) em R$ 5 mil por maus-tratos contra dois periquitos-australianos (Melopsittacus undulatus), em Belém, no Pará.
A empresa aérea foi contratada por um farmacêutico industrial, no final do ano passado, para transportar as aves do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, ao terminal de Val-de-Cães, na capital do estado. Os pássaros deveriam seguir em um voo direto, com duração de três horas e meia, mas acabaram despachados por engano para Fortaleza, no Ceará, levando mais de 18 horas para chegar ao destino.
De acordo com o veterinário que examinou os bichos após o desembarque, eles apresentavam sintomas de estresse e dispinéia (falta de ar) em razão das condições da viagem. Durante todo o tempo em que estiveram em poder da empresa, as aves permaneceram fechadas numa caixa pequena e escura, com limitação de comida e água.
“A empresa submeteu os animais a uma situação de sofrimento e privação”, concluiu o chefe da Divisão de Fauna do Ibama no Pará, Leandro Aranha, que analisou a denúncia apresentada ao órgão ambiental pelo dono dos pássaros.
O envio de cargas vivas para destinos errados, cancelamentos de embarques ou transporte por voos mais longos, quando existiam opções mais breves, não são eventos raros entre as empresas do setor. A autuação, porém, fica prejudicada se as provas dos maus-tratos não são colhidas no momento. Por isso, o Ibama recomenda as pessoas que passarem pelo mesmo problema que encaminhem suas denúncias com a documentação do embarque dos animais e o exame veterinário feito logo após o trauma.
Periquitos-australianos não são nativos da fauna silvestre brasileira, mas a legislação ambiental do país os protege contra crueldade e maus-tratos. A multa é de até R$ 3 mil por bicho maltratado e a pena pode chegar a um ano de detenção. A empresa não se pronunciou a respeito da multa.

Maurino não confia no sistema

Deu no blog do Laércio Ribeiro. O prefeito Maurino Magalhães passou mal e foi levado às pressas para uma clínica particular no núcleo Cidade Nova - a Climec.
O fato aconteceu na última quarta-feira (12), conforme noticiou jornal da cidade. Uma perguntinha cretina: por que o chefe do Executivo não foi para o Hospital Municipal? Ora, ora... E ainda vem dizer que a saúde pública em Marabá merece um pingo de credibilidade.
Se nem o prefeito confia no sistema que ele mesmo administra, o que dizer do restante da população.
Maurino deveria ter ido para o HMM, como seria de se esperar, ter ficado na fila como todo mundo, encarado a demora no atendimento e todas as demais mazelas que enfrentam os sofridos pacientes daquela casa de saúde. Quem sabe, assim, alguma coisa mudaria por lá.


terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Homicídios desafiam a Polícia

Pistoleiros não se intimidam e demonstram quem manda na cidade




Não é de hoje que Marabá registra mortes violentas. São diversos homicídios que acontecem numa velocidade assustadora. Pra se ter uma idéia, neste final de semana onze pessoas foram assassinadas, uma vítima de acidente e um adolescente de 11 carbonizado. A região contabilizou 21 mortes violentas.
Dentre os mortos em Marabá, Elieldo Bezerra do Nascimento, 31 anos. Ele foi morto a tiros na rua 31 de Março, bairro Independência.
Carlos Pereira de Jesus, 23, também foi morto a tiros. O crime aconteceu no sábado na Folha 13, Nova Marabá.
O acusado de ser traficante e assaltante Leandro da Silva Lago. Ele foi morto na madrugada de sábado na travessa Pará, conhecida “boca” do bairro Liberdade.
Chamou a atenção o requinte de perversidade dos pistoleiros, que invadiram a casa dele, e efetuaram vários disparos nele.
Também morreu a tiros, Erivelton Rodrigues da Silva, 34 anos. Ele foi morto próximo à casa dele, na rua 31 de Março, bairro Independência.
Detonado a tiros, Everaldo Dias Neves, crime que aconteceu no domingo, por volta das 19 horas, na rua 27 de março, próximo à rua São Miguel, bairro Francisco Coelho, popular Cabelo Seco, Marabá Pioneira. Todos estes cinco tinham envolvimento com o tráfico de drogas, segundo a Polícia.
Gelson Batista Sá foi baleado no sábado quando caminhava pelo bairro Jardim União e morreu no domingo no Hospital Regional Publico do Sudeste.
Em Parauapebas foi assassinado a tiros, Agamenon de Jesus França. Ele foi morto com cinco tiros quando estava em um bar no bairro da Paz.
Naquele mesmo bairro morreu Claudio Rodrigues da Silva, 31 anos. Ele também foi morto a tiros no bairro da Paz.
Vítima de acidente de trânsito deu entrada o corpo de José Ilson Cardoso dos Santos, 34 anos, que morreu em Parauapebas.
Em Canaã dos Carajás, morreu a golpes de arma branca o jovem, Aldemir Baia de Oliveira de apenas, 19 anos.
Em Marabá foi assassinado a tiros, o sargento Francisco Carlos Miranda de Souza. Ele foi morto com um tiro na cabeça, na “Invasão do Aurélio”.
Em Morada Nova morreu de acidente de trânsito, Mario Rodrigues da Costa, 29 anos. Ele foi atropelado por um caminhão boaiadeiro na BR-222.
Vítima de latrocínio, na madrugada de sábado, o idoso Félix de Sousa Morais. Dois assaltantes entraram na casa dele por volta de uma hora da manhã.
Nesse caso chamou a atenção o fato de que diversos policiais estiveram no bairro Nossa Senhora Aparecida, conhecido por invasão da Coca Cola, e assim que saíram o crime aconteceu.
No bairro Araguaia, morreu a tiros uma dupla acusada de ser assaltante. José Carlos Rodrigues dos Santos o Zezinho 21 anos e um adolescente de apenas 15 anos.
Também em Marabá morreu carbonizado, na madrugada desta segunda-feira, um adolescente de apenas 11 anos de idade.
Este adolescente estaria dentro de um barco juntamente com outros colegas e em dado momento tentou apanhar um objeto que havia caído dentro de um barco e para tanto acendeu um isqueiro.
Foi o erro fatal, pois dentro desse barco havia um galão com gasolina e o adolescente acabou sendo carbonizado.
De São Geraldo do Araguaia veio o corpo de um casal. Thaymisson de Araújo Mendes e uma adolescente de 15 anos que seria namorada dele. Ambos foram vítimas de acidente.
Também neste mesmo município morreu afogado Carlos George da Silva, 34 anos. Detalhe é que ele morreu afogado dentro de uma piscina.
De Nova Ipixuna veio o corpo de Alessandro Gomes Morais, 30 anos. Ele foi vítima de homicídio.
Por fim, o ex-detento, William Batista Lima de Freitas o Neguinho da Touca, morto a tiros na noite de domingo, na avenida Antonio Vilhena.
Nunca é demais lembrar que todos esses homicídios aconteceram mesmo a Polícia estando fazendo um “patrulhão” neste final de semana e mesmo assim os pistoleiros agiram sem ter medo do braço curto do estado.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Prefeita de Rondon retira funcionários de Comarca

Jogando contra





Apesar de ser advogada, a prefeita de Rondon do Pará, Shirley Cristina de Barros Malcher, inexplicavelmente, está jogando contra o judiciário local.
Paulatinamente ela está retirando os poucos servidores cedidos ao Fórum de Rondon, cujo trabalho é indispensável ao atendimento da população dos Municípios de Rondon do Pará e Abel Figueiredo, o que está inviabilizando os trabalhos forenses e prejudicando toda sociedade rondonense, advogados e operadores do direito.
A Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção de Rondon do Pará, em nota, que segue abaixo, REPUDIA peremptoriamente o ato da Prefeita Municipal que remete à ditadura militar, época em que o Poder Judiciário era atacado pelo Chefe do Poder Executivo, intimidando-se os magistrados e os cidadãos tinham seus direitos violados.
De outra parte, o caso revela o quanto o Judiciário ainda depende de parcerias municipais para funcionar adequadamente, o que de certa forma ainda faz com que alguns prefeitos, ferindo a tripartição dos poderes e as prerrogativas da magistratura, como a independência de decidir, tentem limitar as ações de um juiz, que quando concede decisões contrárias aos interesses do gestor local sofre retaliações.
A sociedade que o elegeu para agir em nome dos interesses públicos, e não pessoais, sofre os lamentáveis prejuízos, como estaria ocorrendo em Rondon do Pará e foi denunciado pelos advogados militantes na Comarca.
Este post não conseguiu localizar a prefeita Cristina Malcher fomos informados que ela estaria em Belém tratando de assuntos de interesse do município.




Nota de Repúdio contra prefeita de Rondon



A Ordem dos Advogados do Brasil Subseção de Rondon do Pará, por sua Presidente e os advogados abaixo assinados, vem a público REPUDIAR com veemência, os atos da Prefeita de Rondon do Pará, Shirley Cristina de Barros Malcher, que visa subjugar o Poder Judiciário a interesses em nada Republicanos.
Nos últimos meses a Prefeita Municipal vem retirando lentamente os funcionários cedidos ao Poder Judiciário de Rondon do Pará, indispensáveis ao exercício da jurisdição local, comprometendo claramente o bom andamento dos serviços prestados aos jurisdicionados e à população. Numa demonstração clara e latente de que a parceria entre o Executivo Municipal e o Poder Judiciário fica condicionada a uma pronta contemplação favorável de interesses.
Ao iniciar o ano forense de 2011, constata-se que novos servidores foram retirados do Fórum de Rondon do Pará, sem fundamentação ou demonstração de que tais atos tenham sido praticados em prol da finalidade e interesse públicos. Tais práticas por parte do Executivo Municipal, de forma subliminar e reiteradamente, como vem acontecendo desde setembro de 2010, está inviabilizando o funcionamento do Fórum da Comarca de Rondon do Pará, prejudicando toda a sociedade rondonense, bem como ao povo do Município de Abel Figueiredo, advogados e operadores do direito.
São condutas como tais que remetem nossa sociedade à idade da pedra, onde a justiça era feita com as próprias mãos. Esta prática não se coaduna com o Estado Democrático do Direito, que a Ordem dos Advogados do Brasil, com valorosa contribuição, ajudou a implementar em nosso país.
Não podemos aceitar nem admitir a interferência entre os Poderes, uma vez que não mais estamos em épocas ditatoriais, em nome de um indesejável e nefasto interesse pessoal.
Toda e qualquer tentativa de interferência entre os poderes visa, acima de tudo, o comprometimento da estrutura fundacional do Estado Democrático de Direito, e corroboram pela manutenção da instabilidade político-administrativa que assola o município de Rondon do Pará.
A Ordem dos Advogados do Brasil, fiel à sua tradição de luta contra o arbítrio e o abuso do poder, sob todas as suas formas como se manifestem, manter-se-á sempre vigilante e não se furtará a se manifestar sobre qualquer tipo de ataque à Democracia. E não poupará esforços para divulgar e dar conhecimento à sociedade deste fato, ou de qualquer outro que afronte diretamente a Tripartição dos Poderes do Estado. Nesta oportunidade, conclamamos a todos os advogados para que encampem a defesa do sistema de freios e contrapesos, pois do contrário, qualquer omissão implica em legitimar um estado de exceção, grotesco e truculento por excelência, e a negação de princípios fundamentais da República.
Do Poder Executivo Municipal de Rondon do Pará, esperamos sinceramente que ao praticar atos administrativos, como os que no momento agridem o povo rondonense ao desfalcar o Fórum local de servidores, lembre-se de que milhares de moradores do município depende de um Judiciário mais ágil, firme e independente, devendo portanto rever seus posicionamentos, a fim de se evitar que tais condutas continuem a prejudicar a sociedade e a macular a imagem desse brioso Executivo Municipal, cuja conduta de retirar condições de funcionamento do Poder Judiciário local só prejudicará os muitos eleitores do Município, seus filhos e famílias.
Enfim, perde a democracia, o Estado Democrático de Direito e principalmente a sociedade de Rondon do Pará. Em nome desta sociedade vilipendiada é que a Ordem dos Advogados, guardiã da dignidade humana e independência dos Poderes constituídos, repudia qualquer forma de afronta ao Poder Judiciário local, seja de forma ostensiva ou dissimulada.
Contem sempre com a Ordem dos Advogados do Brasil, especialmente na defesa do Estado Democrático de Direito e da dignidade da pessoa humana.

Adriana Andrei Dinis - Presidente da Subseção OAB-PA/Rondon


Amaroti Gomes - Tesoureiro da Subseção OAB-PA/Rondon

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Delegado promete atenção máxima à Marabá

Edinaldo Sousa

De Marabá



O delegado geral de Polícia Civil Nilton Jorge Barreto Atayde prometeu dar prioridade às cidades pólos, Santarém, Castanhal e Marabá. O compromisso foi firmado em Marabá na noite de segunda-feira, por ocasião da posse do novo superintendente regional Alberto Henrique Teixeira de Barros.
Por ocasião dessa posse, o delegado geral de Polícia Civil, Nilton Jorge Barreto Atayde reiterou o que o delegado adjunto, Rilmar Firmino de Souza afirmou na imprensa recentemente: Marabá estará no centro das prioridades no tocante à segurança pública.
Estas três cidades têm como características em comum, a polaridade e irradiam influência em suas respectivas regiões do estado do Pará.
Segundo Nilton Atayde a intenção é montar base de atuação visando combater o crime organizado. O tráfico de drogas é prioridade zero, seguido do homicídio e dos assaltos.
“Estamos montando o que há de melhor na Polícia, dotaremos estes municípios de plenas condições de trabalho a fim de minimizar os impactos causados pela violência”, afirma.
O novo delegado superintendente regional Alberto Henrique Teixeira de Barros deixou claro que pretende cobrar resultados de seus subordinados.
Ele está há apenas três anos na Polícia Civil, mas já integrou as fileiras da Polícia Militar durante 16 anos onde tinha a patente de capitão.
Na Polícia Civil ele coordenou o Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCCO), onde implantou um método de trabalho dinâmico e se utilizou de métodos modernos de inteligência policial para desarticular quadrilhas.
“Pretendemos continuar com a nossa metodologia de trabalho e utilizar o que há de melhor no quesito inteligência policial para combater o crime”, acentua.
Por sua vez o delegado titular da Diretoria de Polícia do Interior, Sílvio César Maués Batista adiantou que uma base do Núcleo de Inteligência de Polícia (NIP) deve ser montada em Marabá em breve.
Por motivos óbvios ele não adiantou quando esta base deve ser montada. “Senão não seria inteligência, pois estaríamos entregando o ouro pro bandido”, comparou garantindo, porém que nesta nova administração governamental Marabá estará no centro das atenções.
Por sua vez o delegado José Casemiro Beltrão da Silva Júnior aproveitou para agradecer o apoio que teve durante estes quase três anos em que permaneceu em Marabá e disse que saia com a sensação do dever cumprido.
“Embora admita que poderíamos ter feito mais pela segurança pública saio com o sentimento do dever cumprido e pronto para enfrentar novos desafios”, conclui.
Prestigiaram a posse praticamente todos os delegados do sul e sudeste do Pará. Nesta terça-feira, às 9 horas da manhã acontece uma reunião com todos os delegados de jurisdição da superintendência regional a fim de definir algumas estratégias de trabalho desta nova administração.
Promessas – Não é de hoje que tais promessas são feitas, agora resta saber se dessa vez a cúpula da Polícia Civil de fato vai proporcionar as mudanças que se fazem necessárias a fim de minimizar os impactos da violência na sociedade.
Enquanto sobram promessas faltam investimentos. Pra se ter uma idéia, os investigadores que vêm de Belém para Marabá tirar plantão não têm alojamento para que possam repousar, ou pelo menos descansar nos intervalos de almoço e jantar.
Uma casa da Polícia Civil, na Folha 32 Nova Marabá está cedida para uma escrivã. Esta mesma casa, no passado serviu de alojamento, porém fora abandonada e alguns talões de energia não foram pagos e o mato tomava de conta do prédio.
Por conta desse abandono, o ex-superintendente Raimundo Benassuly Maués retomou o prédio que posteriormente foi entregue à escrivã, que por sua vez reformou, pagou os talões de energia e atualmente está morando com família.
A respeito desse assunto o delegado corregedor Herbert Renan Silva de Souza lembrou que a legislação da Polícia Civil consta que o policial deve morar onde for lotado, ou seja, a instituição não se responsabiliza pela estadia dos policiais.


Investigador novato envolvido em esquema



Mal entrou na Polícia Civil e o investigador, Rodrigo dos Reis e Silva Nascimento 29, aparentemente se envolveu em esquema de extorsão no estado do Tocantins. Ele tem apenas seis meses que está na instituição é da turma de policiais lotados em setembro do ano passado.
Ele foi preso na última quinta-feira, juntamente com os investigadores, Zacarias da Silva Reis 45 e Eurivam Saraiva da Silva 24 e o funcionário publico de Eldorado do Carajás José Fernando Feitosa da Silva 21 anos.
O quarteto foi preso no Tocantins, na semana passada quando tentava extorquir o lavrador Raimundo da Silva Santiago. Eles continuam presos em Araguaina-TO.
Expulsos – Quanto aos três investigadores, segundo o corregedor geral de Polícia Civil Domingos Sávio Albuquerque Rodrigues, informou ontem à noite que foi aberto um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) que ao final pode concluir que os investigadores são culpados e redundar na expulsão deles da Polícia Civil.
A declaração foi feita em Marabá por ocasião da posse do novo delegado superintendente regional, Alberto Henrique Teixeira de Barros, porém Domingos Sávio deixou claro que todos terão direito à ampla defesa.
“Em hipótese alguma concordamos com desvio de conduta é navalha na carne e a orientação é punir severamente até mesmo para dar exemplo àqueles que permanecem na instituição e também para dar uma resposta à sociedade”, assegura.
Os quatro acusados continuam presos em Araguaina-To ao passo que a Delegacia de Policia Civil de Eldorado do Carajás está praticamente de portas fechadas por falta de policiais. (E.S.)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Policiais civis do Pará presos no Tocantins

Ainda repercute a prisão de quatro policiais civis do Pará no Tocantins na semana passada. Zacarias da Silva Reis, de 45, Rodrigo dos Reis e Silva Nascimento, 29, Eurivam Saraiva da Silva, 24 anos, e o funcionário público José Fernando Feitosa da Silva 21 anos.
O quarteto foi preso em Santa Fé do Araguaia, no Estado do Tocantins. Os quatro estão sendo acusados de tentar extorquir o lavrador Raimundo da Silva Santiago 47 anos. Ele saia da Adapec quando foi abordado pelos policiais.
Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Militar do Tocantins, um dos acusados se apresentou como policial civil do Pará e ameaçou levar o veículo da vítima caso ele não lhe pagasse R$ 3 mil reais pelo resgate.
Depois de um acordo o valor da propina ficou acertado em R$ 2.500, sendo entregue no ato R$ 300,00 e o restante seria retirado em seguida na agência do BB.
Policiais militares do Tocantins fizeram a abordagem, a um Ford Fiesta, placa- MGJ-5207 de Goiânia-GO, estacionado em frente à agência do BB.
Dentro do carro estava um dos acusados, sendo que os outros três estavam dentro da agência aguardando o lavrador fazer o saque do restante do dinheiro no valor de R$ 2.200 mil.
A prisão foi feita na hora em que a vítima repassava o dinheiro para um dos ladrões, que ao ver os policiais ainda tentou devolvê-lo.
Na delegacia os policiais civis detidos relataram que estavam naquela cidade para resgatar um Fiat Siena, placa MVK-0228 de Maceió-AL e um W/FOX cinza, placa JIA-7286 clonados.
Disseram que o carro em que eles estavam teria sido apreendido pela delegacia em Eldorado de Carajás, motivo pelo qual não portavam a documentação do veículo.
Todos foram levados para a delegacia de polícia em Araguaína junto com os objetos apreendidos, onde foram presos em flagrante. Com Zacarias foi apreendida uma pistola 0.40 com carregadores e munições e com Rodrigo uma pistola também 0.40, uma algema e munições.