terça-feira, 15 de outubro de 2013

A Vale vale a pena?


A Vale se espalha pelo país, e sua propaganda é associada a um discurso que gosta de afirmar que o Brasil está inserido num modelo de crescimento afeito às nações mais ricas do mundo. É aí que vem o contraste. Diante de tanta propaganda na TV, na mídia imprensa, outdoors, o universo real dos atingidos pela Vale não tem a dimensão à altura do sofrimento das populações que têm suas vidas remexidas pela atividade mineradora.  

Guilherme Zagallo, advogado da Campanha Justiça nos Trilhos e vice-presidente da OAB do Maranhão, diz que, se o número de atingidos pela Vale S/A fosse calculado com seriedade, deveria levar em conta diferentes fatores da atuação da maior mineradora do Brasil.

Nesta entrevista à Rogério Daflon do Canal Ibase, Zagallo dá visibilidade a dados que a megaempresa evita debater.

Eis a entrevista.

Como calcular o número de atingidos pela Vale?

Nem a empresa nem a legislação reconhecem, por exemplo, as atividades ferroviária e portuária quando se trata de atingidos. Há que se lembrar que 306 milhões de toneladas em 2012 escoam pelas ferrovias e portos, e muitas populações  são sacrificadas com essas operações. Então, o cálculo já fica distorcido por essa questão. Comunidades sofreram remoções nesse contexto. Muitas delas inclusive já tinham sido assentadas pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). E não há interesse também em se calcular os atingidos pela poluição. No Rio de Janeiro, a CSA (Companhia Siderúrgica do Atlântico), que foi recusada em São Luís, no Maranhão e da qual a Vale tem 26% das ações, traz intensa poluição ao ar da cidade.

Aliás, como a cidade de São Luís conseguiu que a CSA não fosse ali instalada?

Os movimentos sociais, na verdade, foram conseguindo adiar o empreendimento. Pela pressão da sociedade civil, foi liberada uma área para a empresa de 1.063 hectares, e a CSA queria 2.477. O negócio, com as mudanças da economia, passou a não interessar. Assim, viu-se que ganhar tempo é uma estratégia importante dos movimentos sociais. No caso de a Vale querer fazer mineração da Serra do Gandarela, ganhar tempo é algo fundamental. Ali, em vez disso, os movimentos sociais querem criar uma área de proteção ambiental, pois se trata de uma das maiores reservas naturais de Minas Gerais.

O que representa a atividade mineral para a economia do Brasil?

Ela é importante para a balança comercial do país, mas tem impactos ambiental e social enormes. Na questão do transporte, por exemplo, as quatro ferrovias da Vale causam transtornos graves ao ir e vir nas cidades cortadas pela linha férrea. Em 2010, só para ilustrar, houve 175 atropelamentos nas linhas férreas da Vale, com boa parte deles resultando em óbitos. Seriam necessários túneis e viadutos para que essa interferência não fosse tão sentida. Ocorre que os royalties são distribuídos somente nas cidades onde há minas. E, assim, os municípios que têm portos e ferrovias para a escoamento da produção não recebem nada. Tem ônus sem bônus.

O que acha do projeto de lei do novo código de mineração?

Para mim, do jeito que está, é um código minimalista, sem controle social, ambiental e das próprias reservas

segunda-feira, 14 de outubro de 2013


Mais de 150 quilos de droga apreendida 


Na semana passada, a Polícia Civil de Marabá prendeu cinco traficantes de grande porte e apreendeu mais de 150 quilos de droga, entre maconha, crack e cocaína. Em seis meses de administração da delegada Bruna Paollucci Tarallo a PC aprendeu quase 170 quilos de drogas e prendeu pelo menos dez traficantes de grande porte.

Em Eldorado dos Carajás a PC prendeu a dupla Romislei Gonçalves da Silva e João Gabriel Pereira dos Santos. Ambos foram capturados numa casa situada na avenida Guajajara, 129, Centro.

Nesta casa foi localizada uma S-10, preta placa JYK-7210, Várzea Grande-MT que estava recheada de droga. Nas portas do veículo, os policiais localizaram  pelo menos oito tabletes que continham 8,3 quilos de crack.

Na sexta-feira, pela manhã, a PC prendeu outros três acusados de tráfico de drogas:  Cledison Pereira da Rosa, Fábio Ribeiro dos Santos, o Fabinho e Francisco Lima Sales, estes foragidos da Comarca de Paragominas.

O trio foi capturado dentro de uma fazenda em São Domingos do Araguaia. Uma pistola 0.40, uma espingarda calibre 20 e um revólver calibre 38 e mais munições foram apreendidos.

Nesta fazenda os policiais localizaram uma considerável quantidade de droga, sendo 130 quilos de maconha, 20,6 quilos de pasta base de cocaína e mais 26 quilos de um pó que seria adicionado à cocaína.

Cledison da Rosa tinha como atividade lícita a corretagem de móveis, mas segundo a Polícia, migrou para o tráfico de drogas e pelo menos duas vezes por mês viajava para o Mato Grosso para transportar droga. Cada viagem lhe rendia pelo menos R$ 100 mil.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Leilão Virtual Agro CFM fatura R$ 1,8 milhão



Exibido ao vivo para todo o Brasil pelo Canal do Boi - Sistema Brasileiro do Agronegócio (SBA), na tarde do último sábado (05), o Leilão Virtual de Touros Nelore da Agro-Pecuária CFM atingiu efetiva liquidez com a venda de 405 animais ofertados, faturamento consolidado de R$ 1,814 milhão.

Neste remate sob o comando da Central Leilões, foi oferecida como opção a ferramenta BullTrade para pagamento futuro indexado em arrobas, que representou a metade dos touros comercializados na oportunidade, mostrando realmente que este novo e inovador sistema de venda da CFM teve sucesso e papel primordial para o sucesso do remate que atraiu interessados de dez estados do País e, entre os quais: de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Rondônia, Tocantins, Pará, Rio Grande do Norte e Bahia.

Segundo Luis Adriano Teixeira, coordenador de pecuária da Agro-Pecuária CFM, o sucesso do leilão virtual de touros, realizado dois meses após o Megaleilão reflete o reconhecimento do produtor em torno do trabalho realizado pelo programa de melhoramento genético da CFM, que mesmo em um cenário de mercado em ligeira retração, comparece e participa com entusiasmo.

“Identificamos nos lances muitos clientes antigos, produtores que já conhecem a qualidade dos produtos da CFM, mas também é empolgante conferir a presença também de novos clientes que efetuaram suas primeiras compras” ressalta.

As vendas feitas pela equipe CFM na Fazenda São Francisco, em Magda (SP), continuam normalmente e, caso algum pecuarista efetue sua compra ainda nos próximos dias, contará com a facilidade do esquema de entrepostos da CFM em Aquidauana (MS), Cuiabá (MT), Goianésia (GO), Correntina (BA), Pimenta Bueno (RO) ou Araguaína (TO) preparados especialmente para dinamizar as rotas de entregas dos animais adquiridos.

Mais informações: Telefone 0800 127 111 ou e-mail: faleconosco@agrocfm.com.br

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Pescaria esportiva com sabor de aventura no Alto Xingu

Edinaldo Sousa e ao fundo Franciane, no rio Xingu

Alexandre Lourenço, todo satisfeito com um belo Tucunaré


Anualmente pescadores esportivos de Marabá se reúne para desfrutar de uma intensa pescaria numa região que ainda é considerada bastante preservada, o Alto Xingu.
Este ano a equipe foi reforçada com pescadores de Goiânia, Claudio Collienne, o De Belém (Goiânia), Luiz Dalman (Paraná), Ailton dos Santos (Tocantins) e Gessi Bandeira, o Beijoca. Natural de Limoeiro do Norte, no Ceará estava sem tirar férias há 18 anos e aproveitou o convite do amigo Alexandre Lourenço para desfrutar de três dias de pesca.
Para ele tudo foi novidade. “Só conhecia o Pará de ver na televisão, as matas, os rios e os índios e saio daqui bastante satisfeito, tanto pelo local como por todos os parceiros de pesca que foram muito receptivos e pela quantidade e variedade de peixe que capturei, mas se não tivesse fisgado nenhuma saia igualmente satisfeito”, revela.
Evidentemente que nem todos os pescadores ficaram satisfeitos com o resultado da pescaria, mas ao fim e ao cabo, o balanço geral foi positivo em face ao local e por conta do passeio com espírito de aventura.
O empresário Luiz Dallmann viajou pelo menos 2,5 para integrar a expedição de pesca que foi denominada Expedição Xingu 2013 que contou com 17 pescadores leva boas lembranças do Pará ao Paraná.
Para ele tudo foi novidade. “Aqui é um sistema diferente de pescar, há uma variedade grande de peixe. No Paraná não existe o tucunaré, o trairão e não tem os índios”, relata.
A piabanha, o tucunaré, bicuda e o trairão foram alguns exemplares fisgadas no Xingu. Tais espécies ainda existem graças ao esforço dos indígenas da etnia Kaiapó, que lutam para associar a preservação ambiental com a sustentabilidade. No Brasil são pelo menos 6,3 índios desta etnia e no Pará, residem 3,4 mil, sendo boa parte no Alto Xingu, que são divididos em quatro aldeias.
Entretanto esta expedição não superou as expectativas de todos os pescadores, pois os grandes peixes de couros como o jaú, a pirarara e o pintado que não foram localizados, à exceção de dois jaús, um de aproximadamente 30 quilos e outro de 10 quilos foram capturados.
A ausência de tais espécies revela um processo que está em andamento naquela região indígena: a pesca comercial que aparentemente está em grande escala, o que em tese coloca em risco a piscosidade do rio Xingu e pode, no futuro, comprometer até mesmo a sobrevivência dos índios Kaiapós.

Aliás, a pesca é o principal meio de sobrevivência dos índios, pois não recebem nenhum tipo de incentivo, ou compensação financeira do governo federal e têm dificuldades de sobrevivência e vêm na pesca comercial uma alternativa.
Esta alternativa, porém causa efeito catastrófico em longo prazo, enquanto a pesca esportiva, quando praticada e forma responsável, causa poucos danos ao meio ambiente, tendo em vista que boa parte das espécies fisgadas é devolvida ao rio Xingu também está sendo praticada na região. Equipes do Brasil todo se deslocam até o Xingu para desfrutarem das belezas naturais.
Da Expedição Xingu, Hudson Silva capturou pelo menos vinte tucunarés, boa parte deles com mais de quatro quilos.  Silva demonstrou uma paciência acima do normal, no que pode ter refletido no desempenho dele.
Outro que se saiu muito bem e que também demonstrou contentamento com a performance foi Agnaldo Pereira Viera. Fisgou belos trairões e tucunarés, tanto que tentou adiantar o retorno da expedição de pesca em um dia.

O próximo destino dos expedicionários é o rio Iriri, via rodovia Transamazônica, onde novamente as esperanças dos pescadores se renovam no sentido de capturar aquele peixe e assim se livrarem da mentira, ou da lorota, afinal o peixe que escapa é sempre o maior.

Nota: Este poster desfruta de férias e só retorna em outubro ao batente e desde já agradeço a compreensão. Um abraço a todos.


Pescadores

RarissonLeal
Antonio Fernandes Lima, o Toninho
Gessi Bandeira, o Beijoca
Luiz Carlos Dallmann
Claudio Colliene, o De Belém
Ailton dos Santos
Jardson Mendes
Guilherme Schueroff Dallmann
Ademir Alvarenga
Alexandre Pereira Lourenço
Moacir Lopes
Vilmar Goufeto
Luís Rodrigues
Hudson Silva
Edinaldo Sousa
Agnaldo Pereira Viera
Henrique Schueroff


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Empresários protestam contra a Vale e fecham PA-160



Empresários reclamam do completo isolamento proporcionado indiretamente pela mineradora Vale e interditaram, hoje pela manhã a PA-160, à altura da Vila Planalto, distante cerca de 15 quilômetros do centro de Canaã dos Carajás.
A estrada é o principal eixo de ligação entre Parauapebas e Canaã dos Carajás e a manifestação impede o acesso ao projeto minerário S11D, da Vale.
Os empresários se queixam de três situações que estariam impactando diretamente e economia do município de Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará.
Dois pontos seriam de alçada da Vale. A  contratação de mão de obra, a maioria dos empregados seria de outros municípios, bem como as compras, que estariam sendo feitas em outras praças em detrimento do comércio local.
A outra queixa, e não menos importante, são as constantes quedas de energia elétrica em Canaã dos Carajás, sobretudo no período noturno, onde os piques são mais acentuados.
Diante deste cenário caótico os empresários clamam para que a Vale, de alguma forma, compre, ou oriente as subsidiárias dela a comprar no mercado local, bem como priorizar as contratações locais.
De igual forma, exigem que a Celpa melhore a prestação de serviço no fornecimento de energia elétrica. O protesto segue, já que até o momento, nenhum representante das duas empresas se pronunciou. 
Este é o terceiro protesto contra a Vale em Canaã dos Carajás nesta semana. 

Duas manifestações contra a Vale no Pará



No período de uma semana populações de três comunidades fazem dois protestos conta a mineradora Vale, no município de Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará.
No dia 07 de agosto os moradores da comunidade Bom Jesus interditaram por 10 horas a estrada que dá acesso à mina do projeto Sossego, onde a Vale faz extração e transformação do minério de cobre, no município de Canaã dos Carajás.
Os moradores interromperam a manifestação depois que representantes das empresas Vale e da Andrade Gutierrrez compareceram para negociar algumas reivindicações entre elas a contratação de mão de obra local,  pois até àquele momento só estavam contratando os de fora da região.
Até o dia 13 já haviam sido contratados (as) 180 trabalhadores da vila Bom Jesus, prova de cumprimento do acordo provocado pela manifestação dos moradores.
No dia 14, cansados de esperar pelo cumprimento dos acordos feitos com a Vale, os moradores das vilas Racha Placa e da vila Ouro Verde (Cedere III) resolveram interditar a estrada que dá acesso para o maior projeto da empresa, o S11D.
São 50 famílias moradoras da vila Racha Placa, desestruturadas pela Vale, que esperam, desde 2010, pela implantação de infra-estruturas numa área onde será criado um projeto de assentamento.

As famílias vêm sendo enroladas pela Vale e pelo necrosado Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). São famílias que tinham seus comércios na vila e foram destruídos pela Vale. São famílias, de funcionários públicos, da saúde e educação, que perderam seus postos de trabalho, pela ação da Vale.
São portadores de linhas de transporte que perderam seus passageiros. São famílias moradoras da vila não reconhecidas pela Vale, que não sabem o que fazer da vida.
A interdição da estrada durou oito horas, das seis às quatorze, quando moradores, o advogado da CPT e a Vale fizeram um açodo para agilização das negociações e implantação das infra-estruturas na área onde será criado o projeto de assentamento.
Por um país soberano, sério e contra o saque dos nossos minérios. Marabá, 14 de agosto de 2013.
CEPASP/CPT/Movimento Debate e Ação.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Alunos interditam o IFPA Rural

Alunos do IFPA Rural fecharam na manhã desta terça-feira a escola. Protestam contra a administração do professor Cardoso temem que haja intervenção e questionam o fato de não ter havido processo seletivo para contratação de novos professores e consequentemente a abertura de mais vagas.

Pra se ter uma idéia, na escola, estudam apenas 35 alunos no Ensino Médio. A escola fica localizada no Assentamento 26 de Março, antiga fazenda Cabaceiras e os alunos são militantes do MST e foi conquistada às custas da luta campesina.

A escola adota como método a pedagogia da alternância, quando os alunos estudam durante 15 dias e outros 15 dias aplicam os conhecimentos no campo e por conta desta interdição as aulas estão paralisadas.