quarta-feira, 21 de maio de 2014

Marabá: Médicos reconstituem crânio de paciente




Wesley dos Santos reviveu após cirurgia no crânio


Quem vê o jovem Wesley Pereira dos Santos, de 20 anos, andando e conversando normalmente nem imagina que no dia 23 de março ele foi agredido por um desconhecido, com uma paulada que lhe acertou a testa em cheio, estraçalhando os ossos.
O caso aconteceu em Marabá e foi exatamente em Marabá, mais precisamente na mesa de cirurgia do Hospital Regional Público do Sudeste Dr. Geraldo Veloso (HRSP), que o rapaz foi submetido a procedimento cirúrgico, que lhe possibilitou ter uma vida normal.
Os responsáveis pela façanha foram o neurocirurgião André Telles e os odontólogos Leonardo Aguiar e Robinson da Silva Ribeiro, estes dois especialistas em buco-maxilo.
Numa linguagem simples, a equipe médica abriu um corte de uma orelha a outra do paciente, passando pelo alto cabeça, um pouco acima da testa, formando uma espécie de “meia-lua”. Em seguida, a equipe puxou toda a pele do rosto para baixo, descobrindo inteiramente a testa, onde estava o osso frontal, quase todo estraçalhado pela pancada.
De acordo com o odontólogo Robinson Ribeiro, que integrou a equipe médica, depois que o neurocirurgião recuperou as lesões provocadas na dura-mater, membrana que envolve o cérebro, foi a vez da equipe de buco-maxilos entrar em ação.
Durante apenas três horas, os dois profissionais retiraram uma parte do osso frontal (da testa) e depois de uma análise minuciosa, resolveram que poderiam ainda usar o pedaço de osso e o colocaram de volta.
Os especialistas remodelaram os ossos, eliminando as arestas provocadas pela pancada, até conseguir um bom alinhamento. Mas, para fixar o osso, foram necessárias telas de titânio e parafusos.
O paciente agora está em fase de reabilitação, mas caminha e conversa normalmente. Os movimentos, obviamente, ainda são lentos e a recuperação deve ser demorada. Mas isso não é nada para quem estava com a parte frontal da cabeça destruída.
“Eu nasci de novo. Quando vi minhas fotos na mesa de cirurgia, nem acreditei que era eu. Não sei como eles (equipe médica) conseguiram; só tenho a agradecer”, afirma Wesley.
“Quando eu vi meu filho naquela situação, com a cabeça toda quebrada, pensei que o pior poderia acontecer, mas graças a Deus e aos médicos, deu tudo certo”, desabafa dona Maria Aparecida Pereira dos Santos, mãe de Wesley.
Para se ter uma ideia da importância desse atendimento, antes da fundação do Hospital Regional de Marabá, que é administrado pela Organização Social Pró-Saúde, a cidade mais próxima onde Wesley poderia ser submetido a uma cirurgia como esta é Araguaína, no Estado do Tocantins, a quase 300 km de distância.
 

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sexta-feira, 16 de maio de 2014

PF deflagra operação “Colabit”



Cibele Andrade, Alisson da Silva, Dhony Santos e Gildicélio Souza



A  Polícia Federal prendeu 17 acusados de integrar uma quadrilha internacional de tráfico de drogas, sendo cinco presos no Pará. Entre os presos, dois soldados da Polícia Militar, ambos lotados no 4º Batalhão de Polícia Militar de Marabá.

Em Jacundá foram presos, Alisson Pereira da Silva, Cristiano Oliveira Martins e Cibele Andrade. Em Marabá, foram presos os soldados, Dhony Souza Santos e Gildicélio Souza.

As prisões são fruto de intensa investigação realizada pela Polícia Federal nos últimos sete meses e reuniu policiais federais do Pará, Mato Grosso e São Paulo.

A quadrilha, segundo informações da Polícia Federal, atua em vários estados, e no Pará, montaram uma base em um município próximo de Marabá, onde conta com o apoio logístico de uma pista de pouso para que aeronaves recheadas de cocaína posem e a droga e distribuída na região.

Os acusados presos no Pará foram conduzidos até a sede a Polícia Federal onde ficaram de ser ouvidos durante todo o dia de ontem acerca de acusação de tráfico de drogas.

Com esta prisão, somam oito pessoas presas no Pará, acusadas de tráfico de drogas em menos de uma semana. Semana passada, três homens foram presos em uma barreira da Polícia Rodoviária Federal e transportavam no carro, um quilo de pasta base de cocaína. Naquela ocasião foram presos: Roberto Carlos Pires de Andrade, Brenno Morais Viana e Osmayelle Alves de Oliveira.

Concussão – Durante a investigação a Polícia Federal identificou provável envolvimento dos dois soldados da Polícia Militar, inclusive o delegado Antonio Carlos Cunha Sá, informou que há fotos e vídeos onde ambos aparecem mantendo contato com supostos traficantes de Marabá. 

Chamou a atenção dos policiais o fato de os militares ostentarem bens, incompatíveis que a renda mensal. Podem ser autuados por concussão, associação ao tráfico e até mesmo por tráfico de drogas, conforme informou o delegado Antonio Sá.

“Quem tem o dever legal de combater o crime e não faz, pode ser penalizado, é como se um bombeiro que vê uma pessoa se afogando e não socorre a vítima, é impossível ele tem o dever legal de socorrer aquela vítima, de igual forma o policial tem a missão de combater o crime”, ensina o policial.

Para ele, os dois policiais têm envolvimento com o tráfico de drogas em Marabá, mas somente a Justiça é quem vai determinar o futuro de ambos, que durante o processo vão ter a oportunidade de fazer uma ampla defesa.

A Operação Colabit, aconteceu de forma simultânea e em Marabá, o juiz federal Heitor Moura Gomes decretou os mandados de busca e apreensão e de prisão dos acusados.

Ao todo, foram cumpridos 17 mandados durante a operação policial que contou com um contingente considerável de policiais federais. “Nestes últimos sete meses, pelo menos 50kg de pasta base de cocaína fora apreendidos na região”, garante o delegado Antonio Sá.

A investigação deve ter desdobramentos com novas prisões de acusados e integrar esta quadrilha. O caso tramita em segredo de justiça, mas a reportagem teve acesso ao depoimento do acusado Alisson da Silva, onde ele nega ter envolvimento com o tráfico de droga e que apenas foi contratado para fazer um serviço em uma fazenda de um dos acusados.

Todos os advogados dos acusados presos em Marabá foram instados a comentar sobre as prisões, contudo, apenas o advogado Arnaldo Ramos de Barros Júnior quis se pronunciar sobre o assunto, mas se ateve em dizer apenas que neste momento é prematuro fazer alguma declaração, mas se adiantou em dizer que os clientes dele, nada têm a ver com o tráfico de drogas. 

terça-feira, 13 de maio de 2014

Relatório aponta violação de direitos dos índios Aikewara





A Comissão Nacional da Verdade (CNV) recebeu, nesta terça-feira (13), de indígenas da etnia Aikewara, também conhecidos como “Suruí do Pará”, relatório produzido ao longo do ano de 2013 sobre as graves violações de direitos humanos sofridas pela etnia, que afirma ter sido forçada a se envolver com a repressão das Forças Armadas à Guerrilha do Araguaia, na primeira metade da década de 70, no sudeste do Pará.



O relatório foi entregue à Maria Rita Kehl, integrante da CNV responsável por apurar as graves violações de direitos humanos de indígenas e camponeses, pelo vice-cacique Mahu Suruí, pela jovem liderança Winorru Suruí e mais três idosos, vítimas das violações: Api, Tawé e Teriwera Suruí.



O trabalho é fruto de investigação documental, bibliográfica e de cunho antropológico, coordenada pela antropóloga Iara Ferraz, que há 20 anos convive com a etnia, e colheu “longos e detalhados depoimentos” dos Aikewara no ano passado, com o apoio do Grupo de Trabalho Araguaia, criado pelo governo para atender a determinação judicial para localizar os restos mortais das vítimas do extermínio da guerrilha.



Na avaliação de Iara, o caso dos Suruí se destaca pela comprovada participação direta das Forças Armadas nas violações, assim como ocorreu com os Waimiri-Atroari, no Amazonas.



Maria Rita Kehl avaliou como muito positiva a iniciativa dos Suruí. Ela esteve com a etnia duas vezes em 2012, momento em que foi comunicada da decisão dos indígenas de que eles mesmos contariam sua história. “Vai ser de muito valor para o capítulo do relatório que tratará das graves violações de direitos humanos contra indígenas e camponeses, pois será, junto com o dos Xavante Marãiwatsédé, um dos únicos relatos feito pelos próprios indígenas”, afirmou.



Segundo o relatório, de 1972 a 1974, os Aikewara tiveram o seu território totalmente ocupado e interditado pelas forças repressivas e foram proibidos de prover a sua subsistência (ir à roça, caçar, coletar ou pescar), tiveram incendiadas a sua provisão de arroz e de milho, assim como as casas na aldeia com seus pertences. Tiveram, portanto, deliberadamente destruídas pelos militares as suas bases materiais e culturais de existência.



Na avaliação dos Suruí, eles foram tratados como prisioneiros de guerra, pois as mulheres e crianças foram diuturnamente vigiados na aldeia, enquanto todos os homens adultos, recrutados à força, com o aval da Funai, foram usados como guias na mata, como escudos humanos, sofreram a violência das privações e humilhações, carregando cargas pesadas às costas para os militares, dormindo ao relento na estação das chuvas, com fome, sede e medo sob a mira das armas, na “caça” aos guerrilheiros.



“As mulheres ficaram sozinhas com os idosos e as crianças na aldeia, vigiados pelo Exército. Se ouviam os tiros e eu me assustava”, contou Teriwera durante a reunião. Ela estava grávida de gêmeos e perdeu os bebês. “Acho que foi dos sustos, porque eu nunca perdi meninos”, afirmou. Segundo ela, os Aikewara também passaram muita fome, pois não podiam colher ou caçar.



Os Suruí presentes à reunião na CNV contaram que testemunharam mortes e tortura contra os militantes da guerrilha, como de camponeses, caso de Domingos, que chegou à aldeia com uma corda amarrada ao pescoço e prestes a morrer, mas foi salvo pelos indígenas. Ele foi perseguido pelos militares pois o parto de sua filha foi realizado por Dinalva Oliveira Teixeira, a Dina.



Segundo Winorru Suruí, a ocupação da aldeia pelo Exército, além das consequências imediatas relatadas pelos anciãos, resultou em duas sequelas: invasão e perda do território. “Após a guerrilha teve Serra Pelada e, depois do garimpo, os migrantes ficaram por lá e muita gente entrou na nossa terra. No nosso atual território não temos mais acesso ao barro e perdemos a cultura da cerâmica”, contou.



Na reunião, Winorru foi o responsável pela leitura da Carta do povo Aikewara à Comissão Nacional da Verdade. Na carta, os indígenas pedem indenização do governo brasileiro por terem “sofrido violência dentro e fora de casa sem saber o porquê da presença dos homens da aldeia na ‘caçada’ de pessoas”. Leia a íntegra aqui.



Atualmente com uma população de 350 indivíduos, os Aikewara estão distribuídos em duas aldeias – Sororó e Itahy - na Terra Indígena Sororó, situada nos municípios de Brejo Grande do Araguaia, São Geraldo do Araguaia e Marabá, a sudeste do estado do Pará. Um processo de revisão territorial que se encontrava engavetado na FUNAI há cerca de 20 anos – TI Tuwa Apeku og’kwera – aguarda agora a portaria declaratória do Ministro da Justiça.


Assessoria de Comunicação

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Assaltantes furtam moto do pátio do DMTU

Assaltante desdenha da imprensa e dá o cotoco

Motos foram localizadas com os acusados





Policiais civis de Marabá, prenderam três pessoas acusadas de integrar uma quadrilha que furtava motos do Departamento Municipal de Trânsito e Transporte Urbano (DMTU). Dois são irmãos, o terceiro foi autuado por receptação culposa. Um quarto integrante seria adolescente e está foragido.

Foram presos os irmãos, Gilson e Jean Viana dos Santos, além do comparsa deles, Josué Gaia Pantoja, o “De Belém”, todos capturados no bairro Nossa Senhora Aparecida, conhecido por “Invasão Coca cola”. O adolescente, irmão dos dois primeiros acusados estaria foragido em Goiânia.

Estes acusados teriam cometido vários de motos que estavam apreendidas no pátio, localizado na Folha 17, Nova Marabá, está apinhado de motos e carros.

Os acusados detectaram um ponto vulnerável em um portão, onde quebraram o cadeado e cometeram os furtos, contudo, o caso veio à tona por conta de uma das motos furtadas ter sido localizada circulando nas ruas de Marabá.

Trata-se de um Fan, 150, placa NSI-8658, registrada em nome de Josenira da Costa Pereira. A mulher foi procurada por Joab Pereira de Sousa que comprou a moto e queria saber a origem da moto.

A mulher informou que a moto havia sido roubada, recuperada e estava apreendida no pátio do DMTU. Ocorre, que na verdade, a moto havia sido furtada e estava circulando normalmente.

O caso foi denunciado ao delegado licenciado, Alberto Henrique Teixeira de Barros, que por sua vez denunciou ao delegado municipal Carlos Eduardo Vieira.

Diante desta informação a equipe plantonista da Seccional Urbana da Cidade Nova, à frente os investigadores, Nelson da Silva Costa e Pedro Raimundo Correa de Sousa, fez várias diligências até detectar toda a cadeia criminosa até chegar aos acusados.

Eles foram presos no bairro Nossa Senhora Aparecida, Nova Marabá, sendo que o “De Belém”, confirmou que ter comprado a moto dos irmãos e acabou entregando os comparsas, que também moram no bairro 

Contudo, quando presos, os acusados demonstravam total desdém às autoridades e à sociedade e quando viam as lentes dos acusados, cobriram o rosto e deram o cotoco.

Os acusados foram autuados em flagrantes por formação de bando, ou quadrilha, receptação culposa e corrupção de menor, contudo, futuramente, podem ser indiciados por furto, tendo em vista que um inquérito policial foi aberto para apurar os furtos.

De acordo com o delegado Carlos Eduardo, os acusados confessaram ter cometido os furtos por conta e risco e que não houve nenhuma colaboração interna.


Cinegrafista roubado e assaltantes presos


Quando circulava pela Folha 18, nesta terça-feira, o cinegrafista Misaque Pires acabou sendo vítima de uma dupla de assaltantes. O roubo aconteceu por volta das 20 horas, e minutos após, policiais militares prenderam os dois acusados.

Pires, contou para policiais que os dois assaltantes apontaram um revólver calibre 38 e lhe roubou um telefone celular.

Acuado, a vítima denunciou o caso a um cabo da Polícia Militar, que por sua vez, iniciou um grande cerco na Nova Marabá, que culminou com a prisão de dois acusados, são, a saber: Valdemir Sena Santos e Fabiano Gomes da Silva.

Os dois acusados trafegavam numa moto quando tentavam fugir dos policiais. Eles foram presos próximo ao antigo Quilômetro Seis, Nova Marabá.

Conduzidos até a Seccional Urbana da Cidade Nova, ambos foram reconhecidos pela vítima e acabaram sendo autuados em flagrante pelo delegado plantonista, José Humberto de Melo Júnior e estão à disposição da Justiça.


Policiais não aceitam suborno é prende traficante 


A guarnição da Polícia Militar, composta pelo cabo Edson Rodrigues da Silva e soldados, Jeremias Galvão e Emerson Fonseca prendeu o acusado de tráfico de drogas Cleiton Guida dos Santos.

Este acusado teria trocado um telefone celular por três pedras de crack com um usuário de drogas identificado pelo prenome Alex, o “Milanga”.

O aparelho teria sido roubado de um morador do bairro Bela Vista, cuja identidade não foi fornecido para a imprensa.

Ele contou aos policiais que o “Milanga”, furtou o aparelho, quando foi contratado para fazer um serviço de carpina do quintal.

Os militares ainda tentaram localizar o “Milanga”, mas não conseguira, contudo levantaram que o telefone celular teria sido trocado por três pedras de crack com o acusado, Cleiton dos Santos.

Quando interrogado, o acusado negou o crime, contudo, os militares localizaram o telefone celular da vítima.

Preso, o acusado tentou se livrar da Justiça e a caminha da Seccional Urbana da Cidade Nova tentou subornar a guarnição. 

“Vamos resolver por aqui, tenho quinhentos reais para dar pra vocês”, contudo, os argumentos do acusado só serviram para complicar ainda mais a situação dele, já que foi autuado por corrupção ativa e receptação culposa pelo delegado José Humberto de Melo Júnior.


Adolescentes comentem atentado 


Em Marabá os criminosos estão cada vez mais audaciosos e cometem os crimes à luz dia e em plena via publica.

Um destes atentados foi protagonizado por dois adolescentes de 17 anos, que tentaram matar três desafetos deles, fato que aconteceu no início da semana. 

Os dois adolescentes se deslocaram da Vila Nova Canaã, conhecida por “Vila do Rato”, em direção ao bairro Cabelo Seco, onde atiraram nos primos Walisson e Kaipi Jardim Siqueira, mas não acertaram os alvos. 

Em seguida, os adolescentes quando retornavam para a Vila Nova Canaã se depararam como terceiro desafeto, o Winisson Barroso da Silva, 19 anos, que seguia para rua Barão do Rio Branco.

Winisson da Silva contou aos policiais comandados pelo cabo Luciberg José Paiva que os dois adolescentes tinham atirado nele e que só escapou porque se escondeu atrás de um carro.

Foi ele quem informou onde ambos estavam. De posse destas informações, os militares foram até a casa na “Vila do Rato” e apreenderam os dois adolescentes, bem como localizaram a moto usada por ambos.

Tanto, a moto, quanto os dois adolescentes foram conduzidos até a Seccional Urbana da Cidade Nova. Contra os dois acusados, o delegado José Humberto de Melo Júnior lavrou Auto de Ato Infracional (AAI) e recomendou a internação de ambos no Centro de Internação do Adolescente Masculino (CIAM).


Criança vítima de bala perdida


Sentar na porta de casa para um conversa no final de dia, nos dias atuais, é sempre perigoso, sobretudo em áreas periféricas de Marabá consideradas de risco como a Folha 6, Nova Marabá.

Pra se ter uma idéia da periculosidade deste ano, uma criança de doze anos foi vítima da bala perdida, fato que aconteceu no início deste mês.

O caso foi registrado pela mãe da criança. Ela contou a filha estava sentada na porta da casa com uma prima, de 16 anos, quando ambos ouviram dois estampidos de tiros.

Ato contínuo, a filha foi atingida na cabeça. A jovem, ainda estava consciente quando foi socorrida e ambas informaram que ouviram os dois tiros e em seguida a criança foi alvejada.

A criança foi socorrida e internada no Hospital Regional. O caso dela inspira cuidados, uma vez que foi atingida na cabeça.



Assaltante preso após telefone tocar


Entre os flagrantes registrados nas últimas 48 horas em Marabá constam a prisão do acusado de ser assaltante, Wanderson Lopes Gonçalves, que foi flagrado com celular de última geração e que teria sido roubado na Nova Marabá.

Ele foi preso na noite da última segunda-feira (5), por volta das 23 horas, logo após ter roubado uma mulher, fato que aconteceu na Folha 16, Nova Marabá.

A vítima, Renata Pereira Barbosa foi roubada na Folha 16, Nova Marabá. O acusado estava numa moto Factor, placa NSY-9968 e foi abordado pelos policiais militares do Grupo Tático Operacional (GTO) Gerson Nascimento e Fabrício Torres.

Os militares tomaram conhecimento que um roubo tinha acabado de acontecer na Folha 16, Nova Marabá e quando seguiram para o local, se depararam com o acusado, que foi obrigado a parar a moto.

Quando indagado pelos militares a respeito do celular, em princípio Wanderson Gonçalves disse que lhe pertencia. Os policiais pediram para ele desbloquear o aparelho, mas o acusado informou que tinha esquecido o padrão de desbloqueio.

Em seguida, o acusado informou aos policiais que o celular pertenceria à namorada dele. Desconfiados, os militares indagaram onde esta suposta namorada morava, sendo que o acusado disse que não sabia.

Os argumentos do acusados não convenceram aos policiais, e, finalmente “a casa caiu” para o acusado quando o telefone tocou.

Na outra ponta seria o marido da vítima, Renata Barbosa que informou aos policiais do roubo que tinha acabado de acontecer.

Diante desta constatação óbvia, o acusado foi conduzido até a Seccional Urbana da Cidade Nova onde foi autuado em flagrante pelo delegado José Humberto de Melo Júnior e está à disposição da Justiça. 

Outros – A dona de casa Francisco Lima Sousa está indignada com a onda de roubo que acontece em Marabá.

Ela relatou que estava em frente da casa dela, na Folha 33, quando um assaltante se aproximou e lhe roubou um telefone celular.

Igualmente aborrecida está a dona de casa, Marília Costa Amorim. Ela também contou na Seccional Urbana da Cidade Nova que foi vítima de roubo.

Dois assaltantes lhe abordaram quando ela saía de um cyber café na Folha 16, sendo que os ladrões levaram dela um telefone celular de última geração, documentos pessoais e míseros R$ 10,00. 

Nestes últimos dois casos a Polícia ainda não identificou e nem prendeu nenhum dos suspeitos. 




  





quarta-feira, 7 de maio de 2014

Polícia conclui caso Calixto



A Polícia concluiu o inquérito que apurou o crime de latrocínio, cuja vítima foi o odontólogo Calixto José Yaghi, 66 anos. Pelos menos cinco pessoas foram indiciadas, sendo que quatro acusados estão presos: Ronivon Dias de Sousa, Neemias Lopes da Silva, Valdione Francisco da Silva e um adolescente de 17 anos. O quinto acusado Marco Xavier Nascimento pode ser preso a qualquer momento.

O inquérito, presidido pelo delegado Rayrton Santos Carneiro levantou que o acusado Ronivon de Sousa, juntamente com o adolescente de 17 anos, mataram o odontólogo Calixto Yaghi e para tanto, aplicaram um golpe o “mata leão”, oriundo do Mixed Martial Arts (MMA) que sufoca a vítima até que esta desmaie e morra.

A vítima foi morta na casa dela, na Folha 30, Nova Marabá. Os acusados tiveram tempo de ir à casa do adolescente, apanharam uma enxada, retornaram para a casa da vítima, onde apanharam o corpo, colocaram no carro do odontólogo e rumaram para o assentamento 26 de março, onde sepultaram numa cova rasa.

Dias após o crime, como se nada tivessem cometido, os acusados gastaram o dinheiro da vítima e fizeram varias compras com cartões de cheque e cartões, em várias lojas em Marabá, entre elas uma rede de farmácias e uma rede de supermercados.


Todos os acusados, segundo a investigação, tiveram participação direta, ou indireta. O Ronivon Dias, bem como o adolescente foram autuados por latrocínio, enquanto Neemias da Silva, Valdione da Silva, todos presos, foram indiciados por homicídio doloso, bem como ao Marco Xavier, que segue em liberdade.

O inquérito, como mais de cem páginas ficou de ser entregue à Justiça nesta terça-feira e deve ser encaminhado à juíza, Elaine Oliveira Neves, substituta da 5ª Vara Penal e ao juiz titular da Vara da Infância e Juventude, Eduardo Antonio Martins Teixeira, ambos titulares do caso.

No crime, ainda de acordo com o inquérito, cada um dos acusados teve um papel definido. Os dois primeiros, Ronivon Dias, que mantinha um relacionamento homoafetivo com a vítima e o adolescente mataram. Os outros três foram responsáveis em como gastar o dinheiro da vítima, inclusive, o Neemias da Silva quem orientou como usar os cheques da vítima.

Valdione da Silva, cadeirante, tinha a tarefa de tentar vender o carro da vítima, mas não o conseguiu tendo em vista que foi preso antes. Vale lembrar, que a Polícia conseguiu localizar diversos objetos roubados do odontólogo com os acusados, caracterizando a receptação e o latrocínio.


Presos 

Ronivon Dias de Sousa
Neemias Lopes da Silva
Valdione Francisco da Silva
Um adolescente de 17 anos
Foragido: Marco Xavier Nascimento


Acusado comprou moto e não pagou


A juíza titular da 3ª Vara Cível de Marabá, Maria Aldecy de Souza Pissolati, em despacho, no último dia 25 de abril, deferiu liminar de busca e apreensão de uma moto CG-Titan, preta, placa JWB-5867, comprada em 2008 por um dos acusados de ter participado do latrocínio cuja vítima foi o odontólogo, Calixto José Yahi 66 anos.

Com esta decisão, a magistrada acolheu os argumentos do Banco Finasa S/A e agora, em tese a moto encontra-se interditada e pode ser apreendida a qualquer momento. 

A petição aponta que o acusado, contraiu o financiamento por meio do contrato de nº 420117194.558500146 e previa a alienação fiduciária, em outras palavras, a moto só deveria ser transferida para o nome do acusado, quando Neemias da Silva quitasse o bem, entretanto os pagamentos foram cessados na 12ª parcela, sendo que restavam 36 parcelas de R$ 202,48  a ser quitadas, o que perfaz o montante de R$ 7.491,76.

Diante destes argumentos, a magistrada entendeu que o Banco Finasa S/A tinha razão e deferiu liminar em favor desta, bem como determinou mandado de busca e apreensão do bem indicado, no caso a moto.

“Presentes os requisitos autorizadores da medida, nos termos do artigo 3º, do Decreto Lei nº 911, de 01 de outubro de 1969, que trata da alienação fiduciária e dá outras providências, com as alterações da Lei nº 10.931/04, porquanto a relação contratual e a inadimplência defiro a medida liminar de busca e apreensão do bem descrito na inicial”, narra trecho da decisão.
Evidentemente que o acusado, caso queira se defender em juízo, tem 15 quinze dias, contudo, caso opte em quitar a dívida, pode fazê-lo em no máximo cinco dias a partir da publicação da liminar, o que em tese se esgotou e não há despacho algum neste sentido. (E.S.)

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Latrocidas matadores de odontólogo presos

Neemias orientava comparsas via rede social

 








Ronivon disse que deu "mata leão" em vítima



Valdione foi contatado para vender carro

Objetos roubados da vítima localizados com acusados


Carro do Calixto Yaghi foi localizado em estrada vicinal



Um dos acusados se envolveu em assassinato de comerciante grávida em Ourilândia do Norte







Quando a Polícia quer prender ela prende. É fato. Tanto que dois casos de grande repercussão aconteceram neste mês de abril em Marabá e pelo menos acusados foram presos. No início do mês o advogado George Antonio Machado foi assassinado na Folha 10 e o odontólogo, Calixto José Yaghi, 66 anos, morto no feriado da Semana Santa.

Neste último caso, trata-se de um latrocínio do qual Calixto Yaghi foi vítima. Ele foi morto por estrangulamento, na casa dele, na Folha 30, Nova Marabá, tendo como acusados: Ronivon Dias de Sousa, 18 e um adolescente de 17 anos.

Seriam estes dois acusados, que mantinham um relacionamento homoafetivo com a vítima. Os outros dois acusados, o técnico de meio ambiente de uma siderúrgica, Neemias Lopes da Silva e o cadeirante Valdione Francisco da Silva teriam agido como receptadores.

Competiu ao Neemias o papel de orientar os dois primeiros comparsas de como eles deveriam fazer para gastar o dinheiro da vítima, já que estavam de posse dos cartões bancários do Calixto Yaghi.

A tarefa de vender o carro, um Voyage da vítima, competiu ao cadeirante Valdione da Silva, que fizeram alguns contatos com interessados no carro, mas não conseguiu vende-lo em tempo hábil, e todos acabaram presos.

Os dois primeiros acusados ficaram de ser atuados por latrocínio, já que foram apontados pela Polícia como sendo os homicidas, enquanto os outros dois acusados, o Neemias e o Valdione, devem ser atuados por recepção dolosos. 

As prisões aconteceram neste final de semana em Marabá, depois que os juízes Elaine Oliveira Neves e Eduardo Antonio Martins Teixeira expediram os mandados de prisões.



Golpe de MMA matou dentista


O odontólogo Calixto José Yaghi, 66 anos foi morto no dia 16, na casa dele, na Folha 30, Nova Marabá. Um golpe o “mata leão”, oriundo do Mixed Martial Arts (MMA) que sufoca a vítima até que esta desmaie foi usado pelo acusado Ronivon Dias de Sousa para matar a vítima.

Ele confessou ter aplicado este golpe na vítima, mas negou que tivesse a intenção de matar o odontólogo. Contou que na verdade, quem matou o odontólogo teria sido o adolescente de 17 anos.

O plano inicial seria deixar a vítima amarrada dentro da casa e ambos iriam gastar o dinheiro do odontólogo, pois o Ronivon de Sousa não só tinha acesso aos cartões bancários, como sabia a senha, contudo o adolescente não se conteve e depois de o Ronivon ter aplicado o “mata leão”, o adolescente concluiu o estrangulamento até que o odontólogo estivesse morto.

Logo após o crime, os dois acusados apanharam o carro da vítima e foram até uma casa de uma tia de um deles, onde apanharam uma enxada. Ato contínuo, retornaram até a casa do odontólogo, onde colocaram o corpo dentro do carro e rumaram em direção á BR-155 sentido Eldorado do Carajás.

Quando chegaram ao assentamento 26 de março, zona rural de Marabá, entraram em direção ao Campus Rural do IFPA e sepultaram o corpo numa cova rasa.

Em seguida retornaram para Marabá e como se nada tivesse acontecido, fizeram compras com o cartão da vítima, em uma Drugstore, inclusive suplemento alimentar, já que os dois acusados são fisiculturistas.


Nos dias subsequentes ao crime, ainda segundo informações da Polícia os acusados fizeram várias compras, inclusive o abastecimento do carro do técnico em meio ambiente, Neemias Lopes da Silva.

Aliás, este, segundo a Polícia, foi o responsável em orientar os outros acusados quanto à forma correta de gastar o dinheiro da vítima, pois Ronivon e adolescente, não sabiam como usar os cheques, no que foram orientados a depositar tais cheques em contas de terceiros.

Competiu ao acusado Valdione da Silva, tentar vender o carro, ele, inclusive, aconselhou aos acusados que guardassem o carro numa estrada vicinal até que o caso esfriasse para que ele pudesse vender o automóvel. O carro foi localizado numa estrada vicinal, próximo à aldeia Parkatêjê, em Bom Jesus do Tocantins.

Inclusive, tão logo o crime foi denunciado à Polícia, investigadores liderados pelos delegados Ricardo Oliveira do Rosário, Rayrton Carneiro Santos e Simone Felinto iniciaram as buscas e na Sexta-feira da Paixão o carro já constava como interditado, o que dificultou a venda do veículo.

Os acusados, em verdade, deixaram para trás um rastro enorme de pistas, como celulares que foram usados, cartões e cheques do falecido, que foram expedidos no mercado local, bem como diversos outros vestígios.

Uma fonte segura da Polícia informou que o caso estava praticamente esclarecido, desde a última segunda-feira (21), contudo faltavam as decretações das prisões preventivas dos acusados no que foram concedidas neste final de semana.

A partir daí, como numa espécie de efeito dominó, um a um foi preso em Marabá. Os dois primeiros acusados. O Ronivon e o adolescente de 17 anos ficaram de ser autuados por latrocínio e ocultação de cadáver, enquanto Neemias da Silva e cadeirante Valdione da Silva devem ser autuados por receptação dolosa. (E.S.)


Acusado e vítima mantinham relacionamento recente 


O acusado de ser latrocida, Ronivon Dias de Sousa, 18, confessou à Polícia, que mantinha um relacionamento homoafetivo com o odontólogo José Calixto Yaghi, 66 anos há cerca de dois meses antes de tê-lo matado.

Contou ainda que dias antes do crime, convidou o adolescente de 17 anos, também acusado de co-autoria no latrocínio, para ir até a casa do odontólogo. Na casa, consumaram o crime.

Vale lembrar, porém que a Policia, preliminarmente identificou que um dos suspeitos seria Rebson Pires Sá, que também teria um relacionamento homoafetivo com Calixto Yaghi, mas posteriormente foi descartada a participação dele no crime.

Chamou a atenção de investigadores o fato de aparentemente haver promiscuidade entre acusado e vítima, uma vez que se conheceram há bem pouco tempo e o odontólogo permitiu que ambos frequentassem a casa dele.

Pra se ter uma idea, o acusado Ronivon de Sousa era vigilante noturno e fazia rondas na Folha 30, ocasião em que conheceu a vítima e fora convidada a entrar na casa.

Com certa intimidade e liberdade, o acusado passou a convidar o adolescente e ambos teriam articulado a morte da vítima.

Reincidente – Nunca é demais lembrar que o acusado Ronivon de Sousa é reincidente na prática de latrocínio.

Ele teria matado uma comerciante, em 2013, que inclusive estava grávida, crime que aconteceu no município de Ourilândia do Norte.

Chegou a cumprir medida sócio-educativa no Centro de Internação do Adolescente Masculino, mas atualmente estava em liberdade, contudo tinha de assinar, mensalmente, uma frequência no Fórum de Marabá.

Nos últimos dois meses o acusado não estava cumprindo com a obrigação, mas na última sexta-feira ele se deslocou até o Fórum de Marabá onde acabou sendo preso, pois a Justiça já tinha decretado a prisão preventiva dele.

A partir da prisão dele, os outros acusados foram presos, bem como praticamente todos os objetos roubados do odontólogo foram recuperados. Todos foram presos e estão à disposição da Justiça. (E.S.) 


Mandante do assassinato do sindicalista Dezinho julgado



Fazendeiro e madeireiro Décio José Barroso Nunes, conhecido como Delsão, é acusado de ser o principal mandante do crime. O julgamento acontece 14 anos após o crime.

O caso já foi analisado pela OEA, será acompanhado por organizações nacionais de direitos humanos e pela Coordenação do Programa Nacional de Proteção dos Defensores de Direitos Humanos da Presidência da República

O fazendeiro e madeireiro Décio José Barroso Nunes, Delsão, acusado de ser o principal mandante do assassinato do sindicalista José Dutra da Costa, o Dezinho, vai a júri popular nesta terça-feira, dia 29/04, em Belém, no Pará. Dezinho foi morto por pistoleiros em 2000. Na época, ele presidia o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rondon do Pará.

Em dezembro de 2010, o governo brasileiro assinou um acordo com a Organização dos Estados Americanos (OEA) assumindo sua responsabilidade pela morte e se comprometendo a implantar diversas políticas públicas Relacionadas a luta pela reforma agrária.

O julgamento contará com a presença de observadores das organizações nacionais de Direitos Humanos Justiça Global e Terra de Direitos, além de representantes da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Advogados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e da Sociedade Paraense de Direitos Humanos (SDDH) farão a assistência de acusação, nesse que é um dos julgamentos mais importantes na luta pela responsabilização de latifundiários que violam direitos humanos no Pará.

O pistoleiro acusado de matar Dezinho, Welington de Jesus Silva, foi julgado e condenado a 27 anos de prisão, mas está foragido. Logo após o assassinato, Décio José foi preso, mas foi colocado em liberdade dias depois por decisão de um desembargador do Tribunal de Justiça de Belém. O madeireiro possui inúmeras serrarias e fornos de fabricação de carvão, quase todas em terras públicas , no entanto, o Governo não adotou nenhuma medida contra essa ocupação ilegal.

Após a morte, a viúva de Dezinho, Maria Joel Dias da Costa, Dona Joelma, assumiu a direção do sindicato no lugar do marido, apoiando a luta de famílias sem terra pela desapropriação dos latifúndios improdutivos em Rondon do Pará, e por isso, também passou a ser ameaçada. 

Há anos está inserida do Programa de Proteção dos Defensores de Direitos Humanos e vive sob escolta policial. Dona Joelma tornou-se uma grande lutadora de direitos humanos, tendo recebido diversos prêmios nacionais e internacionais. 

Desde 2005 ela integra o grupo de Defensores de Direitos Humanos da organização internacional Front Line e em 2012 esteve em Bruxelas na Bélgica para prestar um depoimento junta à Delegação da União Européia e Parlamento Europeu sobre a violência contra trabalhadores e defensores de direitos humanos no Pará.
Conflitos na terra

Apenas 8% dos casos de assassinatos em conflitos agrários são julgados no Brasil. Só no Pará, desde 1996, mais de 200 pessoas foram assassinadas. E quase mil pessoas são ameaçadas de morte. Veja um quadro sobre os casos que foram a julgamento e a situação atual:

Júri Mandantes Situação atual

Caso João Canuto Oito mandantes condenados Todos foragidos
Caso Expedito Ribeiro Um (1) mandante condenado Perdoado judicialmente (indulto)
Caso Fazendo Ubá Mandante condenado Prisão domiciliar
Caso Massacre de Eldorado dos Carajás Dois (2) mandantes condenados Cumprindo pena
Caso Brasilia Um (1) mandante absolvido
Caso Dezinho Um (1) mandante absolvido
Caso Zé Cláudio e Maria Um (1) mandante absolvido
Caso Irmã Dorothy Dois (2) mandantes condenados Um cumpre pena e outro aguarda julgamento de recurso