terça-feira, 11 de agosto de 2015

Diversos crimes no fim de semana em Marabá



José Pinheiro roubou moto e foi morto

Francisco Silva morreu por dupla do gol branco e de vidro fumê

João Neto e Milton Silva são acusados de matar o Francisco


O final de semana que passou foi bastante violento em Marabá, tanto na zona urbana quanto na área rural. O plantão na 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá, única Delegacia de Polícia (Depol) que fica aberta aos sábados e domingos, registrou cinco assassinatos. Todos em situações distintas e por motivos os mais diversos. Movimentação que refletiu também no plantão do Instituto de Medicina Legal (IML), regional de Marabá.
Uma das vítimas foi José dos Santos Pinheiro, 19 anos, morta a tiros na avenida Sororó, bairro Jardim União, Núcleo Cidade Nova. Ele foi assassinado com um único.
Segundo informações o crime aconteceu por volta das 13 horas. Um Gol branco foi visto no palco do crime, mas não apareceu nenhuma testemunha ocular que quisesse dar uma informação precisa acerca do homicídio.
No local a polícia recolheu uma arma de brinquedo. Com esse simulacro, segundo informações, a vítima cometia assaltos pela cidade. Pela manhã, ainda segundo o que foi levantado pela reportagem, ele e um comparsa já tinham assaltado uma dona de casa, que pediu para não ser identificada.
Essa mulher relatou que pilotava uma moto e quando chegou às proximidades da Feira Dionor Maranhão, bairro Laranjeiras, foi rendida pelos dois assaltantes. Um deles era José dos Santos Pinheiro, que lhe intimidou com uma arma, provavelmente o simulacro. Em seguida a dupla fugiu levando a moto da vítima. Ela contou que a moto dela, uma YBR, modelo 2007, placa JVD-9552 foi comprada na base do sacrifício.
A mulher só ficou sabendo da morte do assaltante na manhã desta segunda-feira, justamente quando na 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá para registrar ocorrência sobre o assalto. “A gente fica revoltada porque se trata de uma moto antiga, mesmo assim eles nos roubam, humilham e nos causa prejuízo”, desabafa.
A polícia tem poucas informações em torno do crime. Apenas que um Gol branco, vidro fumê, teria sido visto no palco do crime. O caso foi comunicado oficialmente ao delegado Luiz Otávio Ernesto de Barros.
O investigador Paulino Silva Souza confirmou que Pinheiro foi morto a tiros, e que ao lado do corpo estava uma moto YBR, placa JVD-9552, a mesma que ele tinha tomado em assalto pela manhã, além de uma arma de brinquedo. É também mais um caso para a Divisão de Homicídios de Marabá (DHM).


Colono assassinado na porta de festa


Mais um crime com características de pistolagem aconteceu na madrugada desta segunda-feira (10), na Vila Sororó, zona rural de Marabá, sudeste do Pará. A vítima, Francisco das Chagas Cardoso Silva, 36 anos, foi morto como pelo menos quatro tiros quando estava se divertindo em uma festa, naquela localidade.
Chagas, aparentemente foi assassinado por dois homens que estavam em um Gol branco, de vidro fumê. O crime aconteceu na frente de um movimentado bar da Vila Sororó, onde ocorria um show. Era entre meia noite e uma hora da madrugada quando a vítima, que morava na invasão da Cosipar, foi alvejada com quatro tiros fatais.
Tao logo aconteceu o crime a guarnição da Polícia Militar (PM) efetivada na Vila Sororó entrou em contato via NIOP e informou que os prováveis matadores estavam se deslocando para Marabá.

De posse dessa informação, a guarnição comandada pelo sargento Aldir fez um cerco até que conseguiu prender dois homens que estavam em um gol branco de vidro fumê e que foram identificados como: João Caminha Reis Neto e Milton do Nascimento Silva. Eles foram apresentados na 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá ao delegado plantonista Luiz Otávio Ernesto de Barros.
O veículo supostamente usado pelos matadores, placas OFQ-0101, foi apreendido e também apresentado na Delegacia de Polícia (Depol). O carro apresentava manchas de sangue nas portas traseiras e no interior.
Interrogados pelo delegado Luiz de Barros, os dois negaram envolvimento no assassinato. Mas não conseguiram explicar a origem das manchas de sangue no veículo. Após serem ouvidos em depoimento os dois foram colocados em liberdade, já que não apareceu nenhuma testemunha que identificasse os dois como autores da morte de Francisco das Chagas.
O delegado tombou inquérito sobre o crime. O caso foi repassado para a Divisão de Homicídios (DH) para investigar o crime. O Gol foi encaminhado para perícia, para que o sangue encontrado na lataria seja comparado com a tipagem sanguínea da vítima.
A decisão do delegado, de soltar a dupla, não agradou a guarnição da PM que prendeu os suspeitos. Eles acreditam na participação de ambos no assassinato.
Mas para a delegada Simone Filinto, diretora da Seccional Urbana, Luiz Barros agiu certo. “A meu ver ele (delegado) agiu certo, afinal é melhor trabalhar com cautela, prudência e fazer um procedimento correto do que tentar forçar um flagrante e mais tarde a Justiça simplesmente soltar os dois por falta de provas, então vamos aguardar o desenrolar dos fatos”, argumenta a delegada.
Simone Filinto desabafa ainda que “criticar a Polícia é muito fácil, mas na hora de ajudar ninguém aparece; muitos falam para terceiros, mas na hora de depor formalmente se negam, então é por isso que muitos casos ficam impunes”, conclui a diretora da Seccional.


Casal encontrado morto na fazenda Balão


Um caso bastante intrigante aconteceu em um acampamento na antiga fazenda Balão, propriedade rural que integra o complexo Mutamba, zona rural de Marabá. Na noite de sexta-feira (7) um casal foi eliminado a golpes de arma branca, provavelmente um terçado, ou facão. O caseiro Aluízio Carvalho Moreira, 52 anos, e a doméstica Eva Regina Costa do Nascimento, 39, foram vítimas de provável latrocínio. É que da casa onde eles moravam sumiu determinada importância em dinheiro, de acordo com informações de terceiros.
Os corpos foram localizados na manhã de sábado por vizinhos do casal, que acionaram a polícia. O delegado Pedro Marinho de Oliveira, que estava de plantão na 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá, se deslocou até o palco do crime acompanhado de uma equipe de investigadores. Mas não conseguiu muitas informações que pudessem ajudar na elucidação do caso.
A polícia tombou inquérito a ser avocado para a Divisão de Homicídios. Investigações devem ser diligenciadas para descobrir se o casal foi mesmo vítima de latrocínio, ou se a morte dos dois foi provocada por outra motivação.  
Tentativa – Uma confusão generalizada na noite de domingo culminou com uma tentativa de homicídio. A vítima, que não teve o nome fornecido para a reportagem foi esfaqueada pelos indivíduos Leonardo Silva Lima, e José Antonio dos Santos, que também foram feridos. A briga aconteceu em um bar. Todos os três foram socorridos e encaminhados para o Hospital Municipal de Marabá (HMM).
Leonardo e Antonio receberam voz de prisão ainda no HMM, enquanto recebiam atendimento médico. A vítima apontou os dois como os que tentaram matá-lo, fato que confirmou à equipe do delegado Pedro Marinho, que esteve no hospital para colher mais informações sobre a confusão que quase acaba em morte.
Leonardo foi conduzido à Seccional Urbana da Nova Marabá, onde foi autuado em flagrante por tentativa de homicídio, enquanto José Antonio, por estar bastante ferido, fica custodiado no HMM até que se recupere dos ferimentos. Quando então será formalizado seu depoimento e, em seguida conduzido até uma cela do Centro de Recuperação de Marabá. (CRM).


Jovem morto por dupla da moto preta


O balneário do Vavazão, bairro da Independência, Núcleo Cidade Nova, também foi palco de assassinato neste final de semana. Thiago de Sousa Matos, 18 anos, que teria envolvimento com o tráfico de drogas foi morto a tiros na madrugada deste domingo (9).

No local do crime a polícia conseguiu apurar que Thiago estava acompanhado do amigo de prenome Evelton. Este é quem levou a notícia sobre a morte do rapaz ao pai da vítima, Adão Matos Valadares, que repassou as informações ao delgado plantonista Luiz Otávio Ernesto de Barros.
Segundo Adão Valadares, o filho dele foi assassinado por dois indivíduos que estavam em uma moto preta. O que estava na garupa é que efetuou os tiros, com a moto ainda em movimento. O crime ocorreu por volta das 4 horas e, apesar do horário avançado, o Vavazão estava bastante movimentado.
Em determinado momento, lembra Evelton, apareceram os dois desconhecidos quando o da garupa fez os disparos. Mesmo tendo sido atingido Thiago ainda tentou correr, mas foi perseguido de perto, recebeu outros tiros e caiu dentro de um matagal. Já estava morto.
Tão logo foi informado sobre o homicídio o delegado Luiz Otávio seguiu para o local, para os primeiros levantamentos. Mas não conseguiu muitas informações sobre motivação, ou a identificação dos matadores. O caso também deve ser avocado para a Divisão de Homicídios de Marabá (HM), cuja titular é a delegada Raissa Beleboni.

Qualidade do pasto melhora produção de leite



Com mais de 37 bilhões de litros de leite produzidos anualmente, o Brasil tem o desafio de melhorar a qualidade de suas pastagens para viabilizar o aumento da produção leiteira. Segundo o especialista e professor da FAZU (Faculdades Associadas de Uberaba) Adilson Aguiar, mais de 95% do volume de leite produzido anualmente no país vem de fazendas com sistema a pasto. Esse número reforça a necessidade de reduzir quantidade de áreas degradadas de pastagem no Brasil. Segundo a Embrapa, metade dos pastos encontra-se em algum estágio de degradação.
Para implantar um sistema de produção de leite a pasto eficiente, o primeiro passo é escolher as espécies forrageiras corretas para a região. “Outro passo importante é implantar uma infraestrutura de uma pastagem adequada, com piquetes, fontes de água, cochos, sombreamento e corredores de acesso. Vale lembrar que o manejo do pastejo também interfere no resultado. Se realizado de forma correta, permite que as vacas alcancem uma eficiente utilização de forragem da melhor qualidade, durante o ano inteiro, sem comprometer a sustentabilidade da pastagem”, diz Adilson Aguiar.
Segundo o especialista, a qualidade do pasto pode ser prejudicada com o surgimento de pragas e plantas invasoras, que reduzem a produtividade do capim em virtude da competição por água, luz, nutrientes e espaço físico. Em alguns casos, essas plantas invasoras dificultam o acesso dos animais ao capim ou são tóxicas, afetando o desempenho individual dos bovinos. Os métodos de controle de plantas invasoras e de insetos pragas e a implantação e manejo de pastagem serão temas abordados pelo professor da FAZU durante o 1º Congresso Internacional da Raça Girolando/2º Congresso Nacional da Raça Girolando, que acontecerá de 19 a 21 de novembro, em Belo Horizonte (MG).
Aguiar ministrará a palestra “Sistemas de Produção de Leite a Pasto com Gado Girolando” no dia 20 de novembro, das 9h40 às 10h20, no Ouro Minas Palace Hotel. “Vou mostrar como o pecuarista deve realizar o planejamento alimentar de uma fazenda leiteira em sistema de pastejo, como promover a correção, adubação e irrigação do solo da pastagem e qual a importância do melhoramento genético de animais para um sistema de produção de leite em pasto eficiente. Além disso, vou abordar a suplementação de rebanhos leiteiros neste tipo de sistema e apresentar os resultados técnicos e econômicos de fazendas que produzem leite em pastagens com a raça Girolando”, explica o professor da FAZU.
A expectativa é de mais de 500 pessoas, incluindo um grande número de estrangeiros, participem do Congresso. As inscrições para o evento podem ser feitas pelo site www.congressogirolando.com.br. A programação completa de todas as palestras e visitas técnicas também está disponível no site.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

MST ocupa ferrovia da mineradora Vale no Pará



Dois mil trabalhadores rurais Sem Terra ocuparam nessa manhã a ferrovia de Carajás em Parauapebas (PA) utlizada pela Vale para escoar o minério extraído da minas do sudeste paraense até o porto de Itaqui, em São Luis (MA).
A mobilização faz parte da Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária promovida pelo movimento em todo brasil. A Vale tem se tornado uma das principais inimigas dos camponeses na região, os expulsando de suas terras para expansão de seu projeto minerador no Pará.
Além disso, a empresa subtraiu dos cofres públicos do Pará mais de R$ 25 bilhões, num estado onde habitam oito milhões de habitantes e mais de dois milhões vivem abaixo da linha da pobreza.
Segundo a economista do Inesc, Alessandra Cardoso os dados por empresas mostram as escandalosas cifras do monopólio da Vale no controle destes incentivos. Nada menos do que 74% dos R$ 506,96 milhões destinados pela Superintendência de Desenvolvimento na Amazonia (SUDAM) são apropriados pela Vale em vários projetos na exploração de ferro e cobre.
Para Rafela dias, da direção do MST no Pará a mineradora representa o que mais de atrasado e colonizador existe na região amazônica. “Enquanto isso, a politica econômica do governo se pauta pelos cortes nas áreas sociais e a inoperância em relação a reforma agrária com todas as regalias dada a Vale que só rouba o povo paraense”.

Paralisado

Se a mineração tem todos os créditos possibilitados para contitnuar o saque mineral no Pará, a reforma agrária segue paralisada na região.
Conforme a Comissão Pastoral da Terra (CPT) de Marabá, existem 13 mil famílias acampadas na região em aproximadamente 120 fazendas ocupadas somente no sul e sudeste do Pará.
As famílias ficam em média dez anos debaixo da lona preta sem atenção devida do INCRA e vulneráveis a violência dos latifundiários. “A demora do INCRA e da justiça federal em concluir processos tem sido a causa, inclusive, dos últimos assassinatos no Pará e o não andamento da reforma agrária no estado”, acusa o advogado da CPT, José Batista Afonso.
O número de famílias assentadas nos últimos dois anos no Pará foram de apenas 711 famílias, divididas em seis assentamentos. O que não representaria nem 10% da demanda da região.
Portanto, a média de 355 famílias assentadas anualmente seria irrisória. “Se considerarmos apenas as ocupações existentes, e não houvesse nenhuma outra ocupação de terra na região nos próximos anos, o INCRA de Marabá levaria mais 37 anos para assentar as treze mil famílias que aguardam na fila nas ocupações”, calcula Batista.
Para o advogado da CPT, a situação indica uma inoperância do INCRA para resolução agrária no Pará. “Isso demonstra a falência do órgão no processo de desapropriação de terras no sul e sudeste paraense”, conclui.
Rafaela complementa: “Não sairemos daqui, de cima desses trilhos e da margem dessa ferrovia enquanto não formos devidamente atendido pelo governo federal na distribuição de terras desssa região”, define.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Pecaria no Xingu

Vou ali no rio Xingu, pescar, volto já. Que nada, só em agosto. Férias, mano, pernas por ar, diversão lazer, tem coisa melhor. Devo integrar uma equipe de pelo menos oito pescadores esportivos, que todos os anos saem rumo a um dos destinos de pesca com maior piscosidade do sul do Pará, o rio Xingu.

Este ano a expedição conta com dois pescadores do Ceará, um do Rio Grande do Sul, e os demais, de Marabá e do Maranhão. O alto Xingu ainda é uma das regiões com alto índice de espécies de peixes, tudo por conta da distância, dificuldade de acesso, estradas precárias, no que dificulta a presença da pesca comercial.

Nesta modalidade de pesca, o arremesso, causa pouco impacto ao meio ambiente, diferentemente da pesca comercial e até mesmo àquelas modalidades notadamente com caráter predatórios onde são usados arpões, zagaiais, redes, ou tarrafas com diâmetros abaixo do permitido, todos estes métodos contribuem para o extermínio dos peixes.

Falando em peixe, mesmo se no Alto Xingu não se conseguir fisgar alguns belos exemplares, a viagem vale a pena, afinal é um dos locais mais belos e ainda preservados do Brasil, onde a natureza, em muitos lugares, reina imponente e ainda é possível detectar e visualizar animais de rara beleza como a Harpia, ou o gavião real que só ocorre onde o ambiente é totalmente preservado.

Então, tralha pronta, iscas novas, equipamento checado, combustível, rancho, tudo em seu devido lugar é chegada a hora da partida, que deve acontecer na madrugada deste sábado, em direção ao Alto Xingu em buscas de novas aventuras e dias de muito deleite, lazer e nada de ociosidade, afinal tédio é o intervalo entre uma pescaria e outra. 

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Juiz afasta Vale de processo



“Não vislumbro a razão pela qual a Vale (Mineradora Vale) se vê no direito de ser autora desta ação”. A assertiva é do juiz titular da 1ª vara Cível de Marabá, César Dias de França Lins ao se referir a uma ação de reintegração de posse de um terreno localizado às margens da rodovia Transamazônica e que tem a previsão sine die (indeterminada) para instalação do projeto Ação Laminados do Pará (Alpa).

É nesta vara que tramita uma ação de reintegração de posse pleiteada pela Vale, contudo o entendimento do magistrado é contrário às pretensões da Vale. Para César Lins, o correto seria que a Alpa peticionasse na Justiça do direito à posse do terreno.

Ele é categórico na sentença e vai mais além: “Já que entendeu (A Vale) constituir uma empresa independente, com capital próprio, e o mais importante com personalidade jurídica distinta da autora, logo o titular do direito é a Aços Laminados do Pará”, acrescenta.

Para ele, a Vale, poderia figurar na ação na condição de assistente litisconsorcial, mas jamais como autora da ação, “pois o direito subjetivo supostamente violado, gerador de pretensão é da empresa Aços Laminados em relação aos réus do processo”, acrescenta o magistrado. Figura o processo como réus, os sem teto: Erlênio Soares e Rivaldo Ferreira de Sousa.

A incongruência jurídica percebida pelo magistrado nesta ação está descrita no artigo 6º do Código de Processo Civil (CPC). “Ninguém poderá pleitear direito alheio, salvo quando autorizado por lei não faz sentido se constituir uma pessoa jurídica independente para ficar lhe representando judicialmente”, completa o magistrado.


Ademais, a sentença versa que mesmo a Alpa pertencer ao mesmo grupo econômico liderado pela Vale, esta não tem legitimidade para pleitear a reintegração de posse e por este motivo, o magistrado determinou a exclusão da mineradora da ação.

A decisão cabe recurso, no que a empresa Vale, por meio dos quatro advogados: André Luiz Chini, Márcio Augusto Maia Medeiros, Carlos Alberto Nunes Zecca e Anizio Galli Junior, deve recorrer no Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJE) com um agravo de instrumento, visando, evidentemente, reformar a decisão do juiz César Lins.

Representando os sem teto, que no dia 17 de maio deste ano ocuparam o lote da Alpa estiveram os advogados: Mardean Walleson Santos de Novaes e Franklin Carneiro da Silva. Nunca é demais lembrar que Este lote foi ocupado no dia 17 de maio deste ano, contudo, uma semana depois a mineradora Vale conseguiu um mandado de reintegração de posse que culminou com a retirada dos sem teto.


A decisão recente, porém pode causar um efeito indutor da uma nova ocupação do lote, uma vez que segue indefinida a data da implantação do projeto Alpa, que está atrelado a outro grande projeto, o derrocamento do pedral do Lourenção, no rio Tocantins, que segue de igual modo.

Vereadores soltos, mas afastados da Câmara

Segue o rumoroso caso envolvendo um suposto esquema de fraude em empréstimo bancário na agência do Banpará de Itupiranga em 2013, ocasião em que sete vereadores forjaram o empréstimo e sacaram da agência R$ 24,8 mil.

Por conta deste suposto crime de improbidade administrativa, sete pessoas foram presas, entra elas o ex-vereador, Jailton Santos da Silva, que à época da investigação, renunciou ao mandato cinco, os vereadores Derimar Ferreira da Silva, o Derimar da Colônia 54, (PPS), Nilton Moura Araújo, 46, (PPS), Raimundo Nonato Almeida Meireles, 45, (PSB), Jhonnatan Bâima Vasconcelos (PSC), Izaías Pereira Alves, o Isaías do Lojinha, 35 (PMDB), além do advogado Antonio Quaresma Filho que prestava assessoria para a Câmara de Vereadores. 

Todos foram presos no dia 24 de junho por conta de um pedido de prisão preventiva a pedido do Arlindo Cabral Júnior, que investiga o caso. Na última terça-feira (30) aconteceu mais um capítulo deste caso: o juiz substituto da Comarca de Itupiranga, Cristiano Magalhães Gomes revogou as prisões preventivas dos acusados, mas afastou os vereadores dos respectivos cargos.

Deste modo, os respectivos suplentes devem assumir assim que aquele parlamento retornar às atividades normais. Esta situação deve perdurar enquanto o processo de investigação a respeito do suposto esquema estiver tramitando.

Para quem não se lembra os vereadores foram presos por conta de possíveis pressões que estariam exercendo contra o vereador Raimundo Costa Oliveira, o Raimundão do Sindicato (PT), delator do esquema à Justiça e que a quando da prisão dos colegas, informou que estava sendo coagido a desistir de depor na Justiça.

Entretanto ele confirmou diante do juiz Cristiano Gomes e do promotor Arlindo Júnior, que de fato participou do esquema e recebeu das mãos do vereador Nonato Meireles (PSB) a quantia de R$ 3,1 mil.

A rigor, este foi o valor partilhado entre os sete vereadores à época. Tais empréstimos, segundo a investigação, foram realizados a mando dos vereadores, que para tanto usaram três servidores como ‘laranjas’, bem como contaram com a colaboração do então gerente do Banpará de Itupiranga Otávio Lopes, que também está sendo investigado em aparte neste processo.

Os empréstimos fraudulentos, por si só representam crime contra o sistema financeiro, mas o esquema do qual os vereadores se envolveram segundo a denúncia, aponta para outro crime, o de desvio de recursos públicos, já que eles, aparentemente, forjaram viagens fantasmas para pagar as respectivas parcelas.

Os pagamentos, ainda de acordo com a denúncia, eram feitos no esquema de rodízio, sendo que a cada mês um gabinete de vereador era responsável pelo pagamento ao banco. 

Nunca é demais lembrar que o esquema só veio à tona graças  a um desentendimento entre os envolvidos, sendo que o Raimundão do Sindicato denunciou o caso ao promotor Arlindo Cabral que culminou com a investigação e os respectivos desdobramentos.

Este caso deve ser concluído este ano, segundo informou uma fonte. Para tanto, algumas diligências devem ser concluídas, entre elas o levantamento quanto a uma implantação de uma comissão processante contra o delator do esquema, o Raimundão do Sindicato.

Em dezembro de 2013 ele renunciou ao cargo de presidente da Câmara de Vereadores, pois estava sendo investigado por suposto desvio de cimento e pregos por meio de uma compra fraudulenta que ele teria realizado com recursos da Câmara.

Esta diligência, segundo informou a fonte, deve sanar uma dúvida quanto a uma eventual retaliação da parte do delator, que confessou o crime e também pode responder por desvio de recursos públicos.

Caso sejam condenados, os vereadores podem sofrer outras sanções, não somente o afastamento temporário como também o reembolso, tanto que a Justiça bloqueou alguns bens dos envolvidos.

Quanto ao advogado, preso acusado de supostamente coagir o delator, este, pelo menos por enquanto, não deve mais advogar para a Câmara de Vereadores de Itupiranga, tendo em vista que o juiz determinou esta condição até que o processo seja concluído.

A Justiça também irá investigar se há algum contrato de prestação de assessoria jurídica deste causídico e caso haja, deve ser levantado os termos deste contrato, tendo em vista que pode ter sido superfaturado. 

Juiz confirma promoção



O juiz Alexandre Hiroshi Arakaki, 42, lotado na Comarca de Itaituba demonstrou desconforto com um folder apócrifo, distribuído em Itupiranga, onde o nome dele é citado de forma pejorativa e que o coloca como se estivesse atuado naquele município para atender a interesses de um grupo político.

Este mesmo folder, ou panfleto cita que o magistrado teria sido transferido de Itupiranga, em Maio deste ano, a mando, ou por intervenção de outro grupo político que faz oposição ao atual prefeito, o que para o magistrado não passa de um grande boato e mentira.

O magistrado, em linha direta com a reportagem, informou que não foi transferido de Itupiranga por conta de qualquer intervenção política e sim por conta de uma promoção.

Ele, assim como diversos outros juízes do Estado do Pará, se inscreveu para a promoção em setembro do ano passado até que em maio deste ano recebeu a portaria de número 46 assinada pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, Constantino Augusto Guerreiro.

O documento é claro: o juiz foi guindado à 2ª Entrância por merecimento e atualmente é titular da 2ª Vara Civil Empresarial de Itaituba, portanto não se trata de nenhuma intervenção política.

Ademais o juiz rebateu e repeliu todo e qualquer comentário relacionado à pessoa dele, bem como à atuação dele durante os quase três anos em que ficou em Itupiranga e acredita que tenha incomodado alguns políticos.

Para ele, os comentários do folder apócrifo reflete toda a falta de caráter do autor, que covardemente se esconde atrás do anonimato para tentar macular a imagem dele.

“Isso tipo de postura é prática comum em Itupiranga e sempre acontece antes de uma eleição, e pode ter certeza que este mesmo grupo politico vai usar esse material durante a campanha como se a minha saída da cidade tivesse alguma intervenção deles, quando na verdade fui promovido”, relata.

“Deduzo que o folder é retaliação por conta da nossa atuação, pra se ter uma idéia há 30, ou 40 ações por improbidade que instauramos, inclusive esta dos vereadores que foram presos recentemente”, alinhava.

Por fim, o magistrado explicou que não existe pena de transferência de Comarca, caso o juiz cometa algum um crime e seja condenado, com uma sentença transitada e julgada, pode ser exonerado, ou aposentado compulsoriamente.

Quanto à eventual tomada de medida judicial em relação ao folder, o juiz Alexandre Arakaki, em princípio disse que não precisaria dar resposta aos anônimos, mas pode rever a decisão e quem sabe pedir uma investigação a respeito do caso.