sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Ambientalista ameaçado de morte




Quem denuncia desmatamento pode ser assassinado a qualquer momento


O Ministério Público Federal (MPF) enviou ofício à Secretaria de Segurança Pública do Pará pedindo proteção urgente para mais uma testemunha ameaçada no caso dos madeireiros que invadem a Floresta Nacional de Trairão e o Parque Nacional do Jamanxim, em Trairão e a Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio, em Altamira, no Pará.

A invasão acontece através do Projeto de Assentamento Areia em Itaituba.  O nome da testemunha está sendo mantido em sigilo por motivos de segurança.

A testemunha sofreu um atentado a bala no local onde mora, no assentamento, no início de dezembro.

Outra testemunha do mesmo caso, João Chupel Primo, foi assassinado em outubro na localidade de Miritituba, em Itaituba. Ele foi morto depois de denunciar a extração ilegal de madeira, que tem como porta de entrada o PA Areia, em Itaituba, mas vem colocando em risco a vegetação e os moradores até a Resex Riozinho do Anfrísio, em Altamira. Na Resex, os madeireiros já ameaçaram o líder comunitário Raimundo Belmiro.

O pedido do MPF ao secretário Luiz Fernandes Rocha é que designe proteção policial urgente para os ameaçados nesse caso, já que o risco de novas tentativas de assassinato é iminente.

Na semana passada, depois do atentado à testemunha, a Polícia Civil prendeu Vilson Gonçalves, vice-prefeito do município de Rurópolis, na Transamazônica, e Carlos Augusto da Silva, ambos acusados pela morte de João Chupel. Mesmo com as prisões, as ameaças às outras testemunhas continuam.

Em resposta a pedidos do MPF e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) houve uma operação de combate à exploração ilegal de madeira na região no fim de novembro.

Os resultados ainda não foram convertidos em relatório. O ofício do MPF pedindo proteção policial foi enviado na manhã de hoje ao secretário de segurança.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Quadrilha ataca no sul e sudeste do Pará



 


Pelo menos dez assaltantes invadiram o município de Canaã dos Carajás e roubaram a agência do Banco do Brasil na manhã desta terça-feira.

Os ladrões, fortemente armados chegaram por volta das 11 horas da manhã. Entraram na agência, obrigaram os funcionários a abrir o cofre e caixas eletrônicos e fugiram numa camionete hilux.

Eles seguiram por uma estrada vicinal que dá acesso ao município de Xinguara.

Este foi o segundo assalto em cinco dias. Na última sexta-feira, os ladrões atacaram o BB de Jacundá.

A Polícia faz um cerco em estradas vicinais de Canaã dos Carajás, mas até o momento nenhum assaltante foi preso.


Os assaltantes podem ser o mesmo bando que atacou em Jacundá. Vale lembrar que este foi o 31º roubo a Banco este ano no Estado do Pará.

Os assaltantes acontecem no exato momento em que se discute a divisão do Estado do Pará e a segurança publica é colocada em xeque.

Resta saber se o estado do Pará dará respostas à altura dos questionamentos da população, que fica no olho do furacão a cada vez que acontecem assaltos desta natureza. E via o Pará grande.



quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Dinheiro público doado a igreja


 

De volta ao batente após férias em novembro e muitas coisas aconteceram neste mês de novembro em Marabá. Por exemplo, ouvi o meu amigo Chagas Filho informar, na Rádio Clube, uma notícia a respeito de um convênio entre a Prefeitura de Marabá e a Assembléia de Deus no valor de quase R$ 80 mil.

O dinheiro, segundo o noticiarista foi usado no Congresso das Mulheres realizado este ano no Ginásio de Esportes da Folha 16, Nova Marabá.

Nunca é demais lembrar que outras denominações evangélicas não recebem o mesmo tratamento. Outra observação do repórter é que o prefeito de Marabá, Maurino Magalhães é integrante desta igreja, então a perguntinha cretina que não quer calar: Serão que houve algum tipo de beneficiamento a esta igreja?

quinta-feira, 10 de novembro de 2011


Emprego na Vale é oportunidade que muitos esperam há anos

Moradores de Marabá e Parauapebas são contemplados

Vale abre inscrições na Estrada de Ferro Carajás 


Estão abertas até o dia 30 de novembro as inscrições para 225 vagas para manutenção de via permanente da Estrada de Ferro Carajás (EFC) nos estados do Pará e Maranhão. Para se candidatar, os interessados precisam ter ensino médio ou técnico. As inscrições podem ser feitas no site www.vale.com/oportunidades.
As vagas são para as cidades de Marabá e Parauapebas (Pará) e São Luis, Santa Inês, Açailândia (MA). Os cargos oferecidos são o de oficial de via permanente, para os candidatos com ensino médio, e de técnico de via permanente, para os que se formaram no ensino técnico em Edificações, Estradas, Construção Civil, Ferrovia ou Materiais.

O processo seletivo envolve aplicação de testes técnicos e psicológicos, entrevistas, exames médicos e análise de documentos.

Os candidatos selecionados terão benefícios como assistência médica e odontológica, transporte, alimentação, seguro de vida e formação educacional.

Sobre a EFC

A Estrada de Ferro Carajás (EFC) iniciou suas atividades em 1985 e hoje é responsável pela operação do maior trem do mundo, com mais de 3 quilômetros de extensão. A ferrovia transporta cargas como minério de ferro, ferro-gusa, manganês, cobre, combustíveis e carvão.
Com 892 quilômetros de extensão, a EFC interliga os estados do Pará (PA) e Maranhão (MA). Além do trem de carga, percorre pela ferrovia o Trem de Passageiros, que se destaca como um dos mais importantes meios de transporte entre os dois estados.

O trem entrou em operação em 1986 e percorre 25 localidades, entre povoados e municípios, sendo 21 no Maranhão e quatro no Pará, transportando em média 1,1 mil pessoas por dia.

Operação Sentinela do Norte


Agentes prisionais vasculham celas em busca de objetos ilícitos

Tudo é revirado, pois detentos camuflam objetos de várias maneiras




Uma mega ação integrada de segurança, denominada “Operação Sentinela do Norte” deslanchada na manhã da última terça-feira (8) em todas as casas 38
penais do Pará resultou na apreensão de diversos objetos, entre celulares, carregadores, estoques e drogas.
Nesta operação foram envolvidos cerca de mil policiais, civis e
militares das tropas
do Comando de Missões Especiais (CME) e do Batalhão de Polícia
Penitenciária (BPO).
Nos demais municípios onde há cadeias públicas, a revista contou com o
apoio do efetivo policial local.


Foram localizadas 2.270 unidades de entorpecentes, incluindo trouxas de maconha e petecas de cocaína, 456 estoques, 323 celulares e 250 carregadores.

Além de drogas, foram apreendidos 104 chips e 94 baterias para celular,
30 armas brancas, 24 cachimbos para consumo de entorpecentes, 21
tesouras e quatro serras, entre outros objetos.


“A operação já vinha sendo elaborada há meses. O sigilo foi fator
determinante para este importante resultado”, destacou o major Mauro
Barbas, diretor da Susipe.


O subcomandante geral da Polícia Militar, coronel Carlos Augusto
Oliveira frisou que a integração entre os órgãos de segurança pública
foi essencial para o êxito da operação.

Segundo o diretor do Centro Estratégico Integrado, Antonio Cláudio
Farias, “o sucesso da ação se deve, também, ao comprometimento de todo
o sistema de segurança. Isso mostra que o trabalho desenvolvido pelo
sistema ao longo do ano tem se mostrado eficiente” (Fonte: Ascom
Susipe e Segup/pa).

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Buraco faz mais uma vítima


Buracos se multiplicam na BR 155 e provocam acidentes


Na manhã de ontem mais um motorista foi vítima de um descaso que dura há alguns meses. Um buraco, próximo ao Posto da Polícia Rodoviária Federal na BR-155, distante cerca de 30 quilômetros do centro de Marabá.

O carro dele resvalou em um buraco conhecido popularmente por “panela” devido ao formato e sofreu avarias.

Buracos, nesta rodovia, se multiplicam tal qual erva daninha em jardim. E pelo visto devem continuar aumentado a quantidade, uma vez que não nessa época do ano não há nenhuma empresa trabalhando na recuperação da rodovia.  

Deca investiga destruição na fazenda Bandeirante


 

Victor Leal à frente da investigação para identificar depredadores


A Delegacia de Conflitos Agrários de Marabá (Deca) instaurou inquérito policial para identificar os responsáveis pela destruição parcial da fazenda Bandeirante, em Itupiranga, sudeste do Pará.


A destruição, provavelmente foi patrocinada por uma grupo de sem terra armados, que invadiu a sede da fazenda e promoveu momentos de terror e pânico para os moradores.

Deixaram pra trás um rastro de destruição, pois atearam fogo na sede, em pastos e num trator de esteira. Segundo cálculos do proprietário, coronel da reserva José Ricardo Barbosa Sobrinho, o prejuízo é de aproximadamente R$ 500 mil.

Não é de hoje que a fazenda Bandeirante é palco de conflitos. Desde de 2008 que a acontecem constantes confrontos. O proprietário, a fim de manter o patrimônio, chegou a contratar segurança particular, porém de nada adiantou, pois os sem terra continuaram rondando a área.

José Ricardo conta que desde 1982 vem tentando manter a propriedade preservada. Pra se ter uma idéia, a fazenda Bandeirante é praticamente a última reserva de mata virgem naquela região.

Dos quase 4,2 mil hectares, há pelo menos 80% preservados. José Ricardo conta que 2005 foi criada a reserva “Pedro da Mata” e tanto ele quanto o amigo militar Antonio Francisco de Oliveira plantaram quase vinte mil mudas de cupuaçu numa área onde existem pelo menos mil pés de castanha do Pará e 400 mil pés de açaí.

Porém, nos últimos cinco anos a propriedade foi invadida três vezes. Para José Ricardo, as constantes invasões têm a conivência do Incra de Marabá.

“São grileiros que estão de olho na mata e tem o apoio do Incra de Marabá”, denuncia em correspondência enviada ao Jornal Opinião onde relata diversas atrocidades praticadas pelos sem terra durante a onda de ataques.

José Ricardo vai mais além e diz que um funcionário do Incra, cujo nome não soube dizer, pernoitou no dia 19 de outubro, no acampamento dos sem terra onde foi com a missão de levar cestas básicas.

Essa pessoa, ainda de acordo com José Ricardo, seria genro de uma sem terra e teria ido até o acampamento dirigindo uma camionete do Incra com o final 1442. Com a palavra o Incra.

Por fim o militar lembrou que vai fazer chegar até a presidente Dilma Rousseff o relato da destruição da fazenda dele a fim de que alguma providência seja tomada.

Vale lembrar que estes sem terra foram despejados nos dias 3 e 4 de dezembro de 2008, por determinação do então juiz federal da subseção judiciária federal de Marabá, Carlos Borlido Hadad, mas retornaram logo em seguida para a fazenda.

Atualmente a fazenda está em contenda judicial entre o coronel José Ricardo e o Incra. Há uma ação em Brasília onde se pretende corrigir o valor da propriedade, estimada em cerca de R$ 5 milhões a título de desapropriação.

Enquanto não se chega a um consenso quanto ao futuro da fazenda Bandeirante, que seria terras da União os conflitos tendem a se acirrar.

De sua parte o delegado Victor Costa Lima Leal, titular da Deca confirmou que de fato há o inquérito policial e que pelo menos quatro pessoas foram citadas como os autores da destruição.

Sob o argumento de que iria prejudicar o trabalho policial ele não revelou os nomes dos sem terra que podem ser presos a qualquer momento.