quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

MST avalia ano passado e projeta ações para este ano

Sem terra prometem novas ocupações para este ano no Brasil todo


O ano termina e, mais uma vez, temos o sentimento de       dever cumprido por todas as nossas lutas, atividades e alianças que       conseguimos construir e aprofundar com diversos setores da classe       trabalhadora.



Em mais um ano muito duro, tivemos que travar grandes lutas       contra o latifúndio do agronegócio, que continua a sua ofensiva sobre as       nossas terras, recursos naturais e investimentos públicos.



O agronegócio controla a nossa agricultura e tenta aprofundar a sua       dominação, lançando mão de iniciativas em várias frentes.



Uma das prioridades do agronegócio foi a       flexibilização do Código Florestal. A legislação ambiental brasileira, que       é avançada no sentido da preservação do meio ambiente, da produção       sustentável e da geração de renda, é uma barreira para o avanço do capital       na agricultura.

Os conceitos de Reserva Legal e as Áreas de Preservação       Permanente são obstáculos para que as empresas transnacionais avancem       sobre as nossas terras para implementar a produção de monoculturas para a       exportação, baseada na expulsão das famílias do campo e na utilização sem       limites de agrotóxicos.



O projeto do senador Luiz Henrique,       aprovado no Senado Federal, herdeiro do texto do deputado federal Aldo       Rebelo, anistia os fazendeiros que desmataram e desobriga a recomposição       de grande parte dessas áreas, cria a possibilidade de que, por meio de uma       auto-declaração, qualquer um seja desobrigado de recuperar a área de       Reserva Legal e não tem mecanismos para impedir mais desmatamentos.



Fizemos parte de uma grande articulação,       que reúne os movimentos do campo, a agricultura familiar, o movimento       sindical, as entidades de defesa do meio ambiente, cientistas, artistas e       setores da Igreja Católica, das entidades de advogados e do Poder       Judiciário para enfrentar a ofensiva do capital na agricultura e seus       representantes, a bancada ruralista.



No entanto, não tivemos força para       tirar esse projeto da pauta e pressionar para que o governo tivesse uma       posição firme para cumprir os compromissos de campanha da presidenta Dilma       Rousseff.



Está prevista a votação do projeto na       Câmara dos Deputados para o começo de março. Nesse período, temos a tarefa       de fazer uma grande jornada de lutas, com a participação de todos os       setores articulados na defesa das florestas, para impedir a aprovação do       texto e pressionar para que a presidenta vete as mudanças que criem       condições para ampliar o desmatamento e a controle do capital sobre a       nossa agricultura.



Agrotóxicos



A sociedade brasileira está a cada dia       mais atenta com os problemas causados com a má alimentação e problemas na       saúde, especialmente com a contaminação pelos agrotóxicos.



Os venenos são       um dos eixos de sustentação do modelo de produção do agronegócio, como o       latifúndio, a monocultura e a expulsão das famílias campo, para uma       produção voltada para o exterior.



O Brasil ocupa desde 2008 o primeiro       lugar no ranking mundial da utilização de agrotóxicos. Mais de 1 bilhão de       litros são jogados nas lavouras. Em 2010, foi construída a campanha       nacional contra os agrotóxicos, com a participação de entidades       importantes como o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a Fiocruz e a       Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa).



Especialistas têm apontado a relação dos       agrotóxicos com o câncer. Nos próximos dois anos, mais de 1 milhão de       brasileiros receberão o diagnóstico de câncer, de acordo com o Inca.      



Apenas 60% dos afetados conseguirão se recuperar. As contradições causadas       na saúde de toda a população pelo uso sem limites de agrotóxicos levará a       sociedade a questionar o modelo do agronegócio, que além de impor a       concentração das terras, a devastação do meio ambiente e a expulsão das       famílias do campo, contamina o organismo de toda a população.



Reforma Agrária



A ofensiva das forças do capital e a       falta de iniciativa política do governo federal fizeram de 2011 mais um       ano ruim para a Reforma Agrária. Apenas 35 áreas foram transformadas em       assentamentos, beneficiando apenas 6 mil famílias. Os números correspondem       a 20% do que o ex-presidente Lula realizou em seu primeiro ano de mandato,       quando 135 assentamentos foram criados, assentando 9.195 famílias.



Ao mesmo tempo, 90 processos de       desapropriação de terras amarelam nas mesas da Casa Civil e da Presidência       da República. Para que estes processos, tecnicamente concluídos,       transformem-se em assentamentos basta a assinatura da presidenta Dilma.      



Durante todo o ano, realizamos       mobilizações para denunciar a lentidão da Reforma Agrária, a inoperância       do Incra e os crimes do agronegócio. No mês de abril, foram mais de 70       ocupações de latifúndios, além de marchas e acampamentos em 19 estados.



Em       agosto, os movimentos organizados pela a Via Campesina realizaram um       acampamento com 4 mil trabalhadores rurais em Brasília, somado a       mobilização de 50 mil agricultores em 20 estados. Essa jornada arrancou       compromissos importantes do governo federal, que ainda não saíram do papel,       e conquistou a suplementação de R$ 400 milhões para o orçamento da       obtenção de terras.



Perspectivas





Com o avanço do capital na agricultura, a       realização da Reforma Agrária depende tanto da luta dos trabalhadores       rurais, com as nossas ocupações, marchas e protestos, como também de uma       grande mobilização da sociedade brasileira por reformas estruturais, que       serão impulsionadas a partir da organização e luta do povo brasileiro em       torno de um projeto popular para o Brasil.



Por isso, temos acompanhado com bons       olhos o aumento da quantidade de greves e mobilizações de diversas       categorias por aumento de salários e melhores condições de trabalho, assim       como os protestos dos estudantes nas universidades públicas.



As grandes empresas têm lucrado muito no       último período, com o crescimento da economia, o que cria melhores       condições de luta para os trabalhadores.



Embora essas greves tenham na sua       maioria um caráter economicista, demonstram que a classe trabalhadora está       em movimento, abrindo um  horizonte para intensificar as lutas e       criando perspectivas de um debate político com a sociedade brasileira       sobre a necessidade de transformações profundas no nosso país.



As políticas implementadas pelo governo       desde 2003 conseguiram melhorar as condições de vida da população, mas não       foram realizadas mudanças estruturais que transformassem o nosso país.       Para enfrentar essas questões, as organizações da classe trabalhadora têm       construído um programa político, tendo como pontos principais a redução da       jornada de trabalho para 40 horas sem redução salarial, medidas para       garantir melhores condições de trabalho e menor rotatividade, a destinação       de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para educação, a realização da       Reforma Agrária e a proibição de agrotóxicos, uma Reforma Urbana que       garanta moradia, reorganização do sistema de transporte e melhores       condições de vida nas grandes metrópoles, uma Reforma Tributária       Progressiva para taxar aqueles que concentram a renda, a riqueza e o lucro       e a democratização dos meios de comunicação de massa.



O desafio é construir a partir das lutas       de todos os setores que defendem essas bandeiras um grande movimento de       massas, que tenha organização e força para enfrentar a ofensiva do capital       e garantir conquistas para o povo brasileiro. No próximo período, vamos       participar dessas lutas e cobrar esses compromissos assumidos pelo       governo, com muitas lutas, ocupações, marchas e mobilizações. Temos também       a tarefa de avançar na organização dos nossos assentamentos para serem       referência de produção de alimentos de qualidade e sem venenos para a       população brasileira, organizar os pobres em novos acampamentos e       ocupações e realizar alianças ainda mais fortes com a classe trabalhadora       em todos os espaços. Os compromissos assumidos só se converterão em       conquistas concretas com pressão social e unidade no programa e na luta       com outros setores da classe trabalhadora.



Se o lema desse governo é “País rico é       país sem pobreza”, temos que abrir os olhos da população brasileira que o       modelo de desenvolvimento do agronegócio, baseado no latifúndio, na       exportação, na exclusão social, no envenenamento da natureza e na       destruição das florestas não poderá acabar com a pobreza no campo, pois é       a própria raiz da pobreza. Com nossas lutas e campanhas, vamos avançar nas       conquistas e a sociedade compreenderá que combater a pobreza no campo é       fazer a Reforma Agrária. O ano novo será feliz com a força e mobilização       do povo.





Secretaria Nacional       do MST

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Pernas por ar

Adivinha o que vou fazer neste final de ano? Tira um fino


 

A equipe do jornal Opinião, onde faço parte, trabalha exaustivamente até a próxima segunda-feira para fechar uma edição especial.

Depois, por orientação da diretora Bia Cardoso, os funcionários ficam de “pernas por ar” e só retornam no dia 2 de janeiro. Que bom!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Ambientalista ameaçado de morte




Quem denuncia desmatamento pode ser assassinado a qualquer momento


O Ministério Público Federal (MPF) enviou ofício à Secretaria de Segurança Pública do Pará pedindo proteção urgente para mais uma testemunha ameaçada no caso dos madeireiros que invadem a Floresta Nacional de Trairão e o Parque Nacional do Jamanxim, em Trairão e a Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio, em Altamira, no Pará.

A invasão acontece através do Projeto de Assentamento Areia em Itaituba.  O nome da testemunha está sendo mantido em sigilo por motivos de segurança.

A testemunha sofreu um atentado a bala no local onde mora, no assentamento, no início de dezembro.

Outra testemunha do mesmo caso, João Chupel Primo, foi assassinado em outubro na localidade de Miritituba, em Itaituba. Ele foi morto depois de denunciar a extração ilegal de madeira, que tem como porta de entrada o PA Areia, em Itaituba, mas vem colocando em risco a vegetação e os moradores até a Resex Riozinho do Anfrísio, em Altamira. Na Resex, os madeireiros já ameaçaram o líder comunitário Raimundo Belmiro.

O pedido do MPF ao secretário Luiz Fernandes Rocha é que designe proteção policial urgente para os ameaçados nesse caso, já que o risco de novas tentativas de assassinato é iminente.

Na semana passada, depois do atentado à testemunha, a Polícia Civil prendeu Vilson Gonçalves, vice-prefeito do município de Rurópolis, na Transamazônica, e Carlos Augusto da Silva, ambos acusados pela morte de João Chupel. Mesmo com as prisões, as ameaças às outras testemunhas continuam.

Em resposta a pedidos do MPF e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) houve uma operação de combate à exploração ilegal de madeira na região no fim de novembro.

Os resultados ainda não foram convertidos em relatório. O ofício do MPF pedindo proteção policial foi enviado na manhã de hoje ao secretário de segurança.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Quadrilha ataca no sul e sudeste do Pará



 


Pelo menos dez assaltantes invadiram o município de Canaã dos Carajás e roubaram a agência do Banco do Brasil na manhã desta terça-feira.

Os ladrões, fortemente armados chegaram por volta das 11 horas da manhã. Entraram na agência, obrigaram os funcionários a abrir o cofre e caixas eletrônicos e fugiram numa camionete hilux.

Eles seguiram por uma estrada vicinal que dá acesso ao município de Xinguara.

Este foi o segundo assalto em cinco dias. Na última sexta-feira, os ladrões atacaram o BB de Jacundá.

A Polícia faz um cerco em estradas vicinais de Canaã dos Carajás, mas até o momento nenhum assaltante foi preso.


Os assaltantes podem ser o mesmo bando que atacou em Jacundá. Vale lembrar que este foi o 31º roubo a Banco este ano no Estado do Pará.

Os assaltantes acontecem no exato momento em que se discute a divisão do Estado do Pará e a segurança publica é colocada em xeque.

Resta saber se o estado do Pará dará respostas à altura dos questionamentos da população, que fica no olho do furacão a cada vez que acontecem assaltos desta natureza. E via o Pará grande.



quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Dinheiro público doado a igreja


 

De volta ao batente após férias em novembro e muitas coisas aconteceram neste mês de novembro em Marabá. Por exemplo, ouvi o meu amigo Chagas Filho informar, na Rádio Clube, uma notícia a respeito de um convênio entre a Prefeitura de Marabá e a Assembléia de Deus no valor de quase R$ 80 mil.

O dinheiro, segundo o noticiarista foi usado no Congresso das Mulheres realizado este ano no Ginásio de Esportes da Folha 16, Nova Marabá.

Nunca é demais lembrar que outras denominações evangélicas não recebem o mesmo tratamento. Outra observação do repórter é que o prefeito de Marabá, Maurino Magalhães é integrante desta igreja, então a perguntinha cretina que não quer calar: Serão que houve algum tipo de beneficiamento a esta igreja?

quinta-feira, 10 de novembro de 2011


Emprego na Vale é oportunidade que muitos esperam há anos

Moradores de Marabá e Parauapebas são contemplados

Vale abre inscrições na Estrada de Ferro Carajás 


Estão abertas até o dia 30 de novembro as inscrições para 225 vagas para manutenção de via permanente da Estrada de Ferro Carajás (EFC) nos estados do Pará e Maranhão. Para se candidatar, os interessados precisam ter ensino médio ou técnico. As inscrições podem ser feitas no site www.vale.com/oportunidades.
As vagas são para as cidades de Marabá e Parauapebas (Pará) e São Luis, Santa Inês, Açailândia (MA). Os cargos oferecidos são o de oficial de via permanente, para os candidatos com ensino médio, e de técnico de via permanente, para os que se formaram no ensino técnico em Edificações, Estradas, Construção Civil, Ferrovia ou Materiais.

O processo seletivo envolve aplicação de testes técnicos e psicológicos, entrevistas, exames médicos e análise de documentos.

Os candidatos selecionados terão benefícios como assistência médica e odontológica, transporte, alimentação, seguro de vida e formação educacional.

Sobre a EFC

A Estrada de Ferro Carajás (EFC) iniciou suas atividades em 1985 e hoje é responsável pela operação do maior trem do mundo, com mais de 3 quilômetros de extensão. A ferrovia transporta cargas como minério de ferro, ferro-gusa, manganês, cobre, combustíveis e carvão.
Com 892 quilômetros de extensão, a EFC interliga os estados do Pará (PA) e Maranhão (MA). Além do trem de carga, percorre pela ferrovia o Trem de Passageiros, que se destaca como um dos mais importantes meios de transporte entre os dois estados.

O trem entrou em operação em 1986 e percorre 25 localidades, entre povoados e municípios, sendo 21 no Maranhão e quatro no Pará, transportando em média 1,1 mil pessoas por dia.

Operação Sentinela do Norte


Agentes prisionais vasculham celas em busca de objetos ilícitos

Tudo é revirado, pois detentos camuflam objetos de várias maneiras




Uma mega ação integrada de segurança, denominada “Operação Sentinela do Norte” deslanchada na manhã da última terça-feira (8) em todas as casas 38
penais do Pará resultou na apreensão de diversos objetos, entre celulares, carregadores, estoques e drogas.
Nesta operação foram envolvidos cerca de mil policiais, civis e
militares das tropas
do Comando de Missões Especiais (CME) e do Batalhão de Polícia
Penitenciária (BPO).
Nos demais municípios onde há cadeias públicas, a revista contou com o
apoio do efetivo policial local.


Foram localizadas 2.270 unidades de entorpecentes, incluindo trouxas de maconha e petecas de cocaína, 456 estoques, 323 celulares e 250 carregadores.

Além de drogas, foram apreendidos 104 chips e 94 baterias para celular,
30 armas brancas, 24 cachimbos para consumo de entorpecentes, 21
tesouras e quatro serras, entre outros objetos.


“A operação já vinha sendo elaborada há meses. O sigilo foi fator
determinante para este importante resultado”, destacou o major Mauro
Barbas, diretor da Susipe.


O subcomandante geral da Polícia Militar, coronel Carlos Augusto
Oliveira frisou que a integração entre os órgãos de segurança pública
foi essencial para o êxito da operação.

Segundo o diretor do Centro Estratégico Integrado, Antonio Cláudio
Farias, “o sucesso da ação se deve, também, ao comprometimento de todo
o sistema de segurança. Isso mostra que o trabalho desenvolvido pelo
sistema ao longo do ano tem se mostrado eficiente” (Fonte: Ascom
Susipe e Segup/pa).