quinta-feira, 8 de maio de 2014

Assaltantes furtam moto do pátio do DMTU

Assaltante desdenha da imprensa e dá o cotoco

Motos foram localizadas com os acusados





Policiais civis de Marabá, prenderam três pessoas acusadas de integrar uma quadrilha que furtava motos do Departamento Municipal de Trânsito e Transporte Urbano (DMTU). Dois são irmãos, o terceiro foi autuado por receptação culposa. Um quarto integrante seria adolescente e está foragido.

Foram presos os irmãos, Gilson e Jean Viana dos Santos, além do comparsa deles, Josué Gaia Pantoja, o “De Belém”, todos capturados no bairro Nossa Senhora Aparecida, conhecido por “Invasão Coca cola”. O adolescente, irmão dos dois primeiros acusados estaria foragido em Goiânia.

Estes acusados teriam cometido vários de motos que estavam apreendidas no pátio, localizado na Folha 17, Nova Marabá, está apinhado de motos e carros.

Os acusados detectaram um ponto vulnerável em um portão, onde quebraram o cadeado e cometeram os furtos, contudo, o caso veio à tona por conta de uma das motos furtadas ter sido localizada circulando nas ruas de Marabá.

Trata-se de um Fan, 150, placa NSI-8658, registrada em nome de Josenira da Costa Pereira. A mulher foi procurada por Joab Pereira de Sousa que comprou a moto e queria saber a origem da moto.

A mulher informou que a moto havia sido roubada, recuperada e estava apreendida no pátio do DMTU. Ocorre, que na verdade, a moto havia sido furtada e estava circulando normalmente.

O caso foi denunciado ao delegado licenciado, Alberto Henrique Teixeira de Barros, que por sua vez denunciou ao delegado municipal Carlos Eduardo Vieira.

Diante desta informação a equipe plantonista da Seccional Urbana da Cidade Nova, à frente os investigadores, Nelson da Silva Costa e Pedro Raimundo Correa de Sousa, fez várias diligências até detectar toda a cadeia criminosa até chegar aos acusados.

Eles foram presos no bairro Nossa Senhora Aparecida, Nova Marabá, sendo que o “De Belém”, confirmou que ter comprado a moto dos irmãos e acabou entregando os comparsas, que também moram no bairro 

Contudo, quando presos, os acusados demonstravam total desdém às autoridades e à sociedade e quando viam as lentes dos acusados, cobriram o rosto e deram o cotoco.

Os acusados foram autuados em flagrantes por formação de bando, ou quadrilha, receptação culposa e corrupção de menor, contudo, futuramente, podem ser indiciados por furto, tendo em vista que um inquérito policial foi aberto para apurar os furtos.

De acordo com o delegado Carlos Eduardo, os acusados confessaram ter cometido os furtos por conta e risco e que não houve nenhuma colaboração interna.


Cinegrafista roubado e assaltantes presos


Quando circulava pela Folha 18, nesta terça-feira, o cinegrafista Misaque Pires acabou sendo vítima de uma dupla de assaltantes. O roubo aconteceu por volta das 20 horas, e minutos após, policiais militares prenderam os dois acusados.

Pires, contou para policiais que os dois assaltantes apontaram um revólver calibre 38 e lhe roubou um telefone celular.

Acuado, a vítima denunciou o caso a um cabo da Polícia Militar, que por sua vez, iniciou um grande cerco na Nova Marabá, que culminou com a prisão de dois acusados, são, a saber: Valdemir Sena Santos e Fabiano Gomes da Silva.

Os dois acusados trafegavam numa moto quando tentavam fugir dos policiais. Eles foram presos próximo ao antigo Quilômetro Seis, Nova Marabá.

Conduzidos até a Seccional Urbana da Cidade Nova, ambos foram reconhecidos pela vítima e acabaram sendo autuados em flagrante pelo delegado plantonista, José Humberto de Melo Júnior e estão à disposição da Justiça.


Policiais não aceitam suborno é prende traficante 


A guarnição da Polícia Militar, composta pelo cabo Edson Rodrigues da Silva e soldados, Jeremias Galvão e Emerson Fonseca prendeu o acusado de tráfico de drogas Cleiton Guida dos Santos.

Este acusado teria trocado um telefone celular por três pedras de crack com um usuário de drogas identificado pelo prenome Alex, o “Milanga”.

O aparelho teria sido roubado de um morador do bairro Bela Vista, cuja identidade não foi fornecido para a imprensa.

Ele contou aos policiais que o “Milanga”, furtou o aparelho, quando foi contratado para fazer um serviço de carpina do quintal.

Os militares ainda tentaram localizar o “Milanga”, mas não conseguira, contudo levantaram que o telefone celular teria sido trocado por três pedras de crack com o acusado, Cleiton dos Santos.

Quando interrogado, o acusado negou o crime, contudo, os militares localizaram o telefone celular da vítima.

Preso, o acusado tentou se livrar da Justiça e a caminha da Seccional Urbana da Cidade Nova tentou subornar a guarnição. 

“Vamos resolver por aqui, tenho quinhentos reais para dar pra vocês”, contudo, os argumentos do acusado só serviram para complicar ainda mais a situação dele, já que foi autuado por corrupção ativa e receptação culposa pelo delegado José Humberto de Melo Júnior.


Adolescentes comentem atentado 


Em Marabá os criminosos estão cada vez mais audaciosos e cometem os crimes à luz dia e em plena via publica.

Um destes atentados foi protagonizado por dois adolescentes de 17 anos, que tentaram matar três desafetos deles, fato que aconteceu no início da semana. 

Os dois adolescentes se deslocaram da Vila Nova Canaã, conhecida por “Vila do Rato”, em direção ao bairro Cabelo Seco, onde atiraram nos primos Walisson e Kaipi Jardim Siqueira, mas não acertaram os alvos. 

Em seguida, os adolescentes quando retornavam para a Vila Nova Canaã se depararam como terceiro desafeto, o Winisson Barroso da Silva, 19 anos, que seguia para rua Barão do Rio Branco.

Winisson da Silva contou aos policiais comandados pelo cabo Luciberg José Paiva que os dois adolescentes tinham atirado nele e que só escapou porque se escondeu atrás de um carro.

Foi ele quem informou onde ambos estavam. De posse destas informações, os militares foram até a casa na “Vila do Rato” e apreenderam os dois adolescentes, bem como localizaram a moto usada por ambos.

Tanto, a moto, quanto os dois adolescentes foram conduzidos até a Seccional Urbana da Cidade Nova. Contra os dois acusados, o delegado José Humberto de Melo Júnior lavrou Auto de Ato Infracional (AAI) e recomendou a internação de ambos no Centro de Internação do Adolescente Masculino (CIAM).


Criança vítima de bala perdida


Sentar na porta de casa para um conversa no final de dia, nos dias atuais, é sempre perigoso, sobretudo em áreas periféricas de Marabá consideradas de risco como a Folha 6, Nova Marabá.

Pra se ter uma idéia da periculosidade deste ano, uma criança de doze anos foi vítima da bala perdida, fato que aconteceu no início deste mês.

O caso foi registrado pela mãe da criança. Ela contou a filha estava sentada na porta da casa com uma prima, de 16 anos, quando ambos ouviram dois estampidos de tiros.

Ato contínuo, a filha foi atingida na cabeça. A jovem, ainda estava consciente quando foi socorrida e ambas informaram que ouviram os dois tiros e em seguida a criança foi alvejada.

A criança foi socorrida e internada no Hospital Regional. O caso dela inspira cuidados, uma vez que foi atingida na cabeça.



Assaltante preso após telefone tocar


Entre os flagrantes registrados nas últimas 48 horas em Marabá constam a prisão do acusado de ser assaltante, Wanderson Lopes Gonçalves, que foi flagrado com celular de última geração e que teria sido roubado na Nova Marabá.

Ele foi preso na noite da última segunda-feira (5), por volta das 23 horas, logo após ter roubado uma mulher, fato que aconteceu na Folha 16, Nova Marabá.

A vítima, Renata Pereira Barbosa foi roubada na Folha 16, Nova Marabá. O acusado estava numa moto Factor, placa NSY-9968 e foi abordado pelos policiais militares do Grupo Tático Operacional (GTO) Gerson Nascimento e Fabrício Torres.

Os militares tomaram conhecimento que um roubo tinha acabado de acontecer na Folha 16, Nova Marabá e quando seguiram para o local, se depararam com o acusado, que foi obrigado a parar a moto.

Quando indagado pelos militares a respeito do celular, em princípio Wanderson Gonçalves disse que lhe pertencia. Os policiais pediram para ele desbloquear o aparelho, mas o acusado informou que tinha esquecido o padrão de desbloqueio.

Em seguida, o acusado informou aos policiais que o celular pertenceria à namorada dele. Desconfiados, os militares indagaram onde esta suposta namorada morava, sendo que o acusado disse que não sabia.

Os argumentos do acusados não convenceram aos policiais, e, finalmente “a casa caiu” para o acusado quando o telefone tocou.

Na outra ponta seria o marido da vítima, Renata Barbosa que informou aos policiais do roubo que tinha acabado de acontecer.

Diante desta constatação óbvia, o acusado foi conduzido até a Seccional Urbana da Cidade Nova onde foi autuado em flagrante pelo delegado José Humberto de Melo Júnior e está à disposição da Justiça. 

Outros – A dona de casa Francisco Lima Sousa está indignada com a onda de roubo que acontece em Marabá.

Ela relatou que estava em frente da casa dela, na Folha 33, quando um assaltante se aproximou e lhe roubou um telefone celular.

Igualmente aborrecida está a dona de casa, Marília Costa Amorim. Ela também contou na Seccional Urbana da Cidade Nova que foi vítima de roubo.

Dois assaltantes lhe abordaram quando ela saía de um cyber café na Folha 16, sendo que os ladrões levaram dela um telefone celular de última geração, documentos pessoais e míseros R$ 10,00. 

Nestes últimos dois casos a Polícia ainda não identificou e nem prendeu nenhum dos suspeitos. 




  





quarta-feira, 7 de maio de 2014

Polícia conclui caso Calixto



A Polícia concluiu o inquérito que apurou o crime de latrocínio, cuja vítima foi o odontólogo Calixto José Yaghi, 66 anos. Pelos menos cinco pessoas foram indiciadas, sendo que quatro acusados estão presos: Ronivon Dias de Sousa, Neemias Lopes da Silva, Valdione Francisco da Silva e um adolescente de 17 anos. O quinto acusado Marco Xavier Nascimento pode ser preso a qualquer momento.

O inquérito, presidido pelo delegado Rayrton Santos Carneiro levantou que o acusado Ronivon de Sousa, juntamente com o adolescente de 17 anos, mataram o odontólogo Calixto Yaghi e para tanto, aplicaram um golpe o “mata leão”, oriundo do Mixed Martial Arts (MMA) que sufoca a vítima até que esta desmaie e morra.

A vítima foi morta na casa dela, na Folha 30, Nova Marabá. Os acusados tiveram tempo de ir à casa do adolescente, apanharam uma enxada, retornaram para a casa da vítima, onde apanharam o corpo, colocaram no carro do odontólogo e rumaram para o assentamento 26 de março, onde sepultaram numa cova rasa.

Dias após o crime, como se nada tivessem cometido, os acusados gastaram o dinheiro da vítima e fizeram varias compras com cartões de cheque e cartões, em várias lojas em Marabá, entre elas uma rede de farmácias e uma rede de supermercados.


Todos os acusados, segundo a investigação, tiveram participação direta, ou indireta. O Ronivon Dias, bem como o adolescente foram autuados por latrocínio, enquanto Neemias da Silva, Valdione da Silva, todos presos, foram indiciados por homicídio doloso, bem como ao Marco Xavier, que segue em liberdade.

O inquérito, como mais de cem páginas ficou de ser entregue à Justiça nesta terça-feira e deve ser encaminhado à juíza, Elaine Oliveira Neves, substituta da 5ª Vara Penal e ao juiz titular da Vara da Infância e Juventude, Eduardo Antonio Martins Teixeira, ambos titulares do caso.

No crime, ainda de acordo com o inquérito, cada um dos acusados teve um papel definido. Os dois primeiros, Ronivon Dias, que mantinha um relacionamento homoafetivo com a vítima e o adolescente mataram. Os outros três foram responsáveis em como gastar o dinheiro da vítima, inclusive, o Neemias da Silva quem orientou como usar os cheques da vítima.

Valdione da Silva, cadeirante, tinha a tarefa de tentar vender o carro da vítima, mas não o conseguiu tendo em vista que foi preso antes. Vale lembrar, que a Polícia conseguiu localizar diversos objetos roubados do odontólogo com os acusados, caracterizando a receptação e o latrocínio.


Presos 

Ronivon Dias de Sousa
Neemias Lopes da Silva
Valdione Francisco da Silva
Um adolescente de 17 anos
Foragido: Marco Xavier Nascimento


Acusado comprou moto e não pagou


A juíza titular da 3ª Vara Cível de Marabá, Maria Aldecy de Souza Pissolati, em despacho, no último dia 25 de abril, deferiu liminar de busca e apreensão de uma moto CG-Titan, preta, placa JWB-5867, comprada em 2008 por um dos acusados de ter participado do latrocínio cuja vítima foi o odontólogo, Calixto José Yahi 66 anos.

Com esta decisão, a magistrada acolheu os argumentos do Banco Finasa S/A e agora, em tese a moto encontra-se interditada e pode ser apreendida a qualquer momento. 

A petição aponta que o acusado, contraiu o financiamento por meio do contrato de nº 420117194.558500146 e previa a alienação fiduciária, em outras palavras, a moto só deveria ser transferida para o nome do acusado, quando Neemias da Silva quitasse o bem, entretanto os pagamentos foram cessados na 12ª parcela, sendo que restavam 36 parcelas de R$ 202,48  a ser quitadas, o que perfaz o montante de R$ 7.491,76.

Diante destes argumentos, a magistrada entendeu que o Banco Finasa S/A tinha razão e deferiu liminar em favor desta, bem como determinou mandado de busca e apreensão do bem indicado, no caso a moto.

“Presentes os requisitos autorizadores da medida, nos termos do artigo 3º, do Decreto Lei nº 911, de 01 de outubro de 1969, que trata da alienação fiduciária e dá outras providências, com as alterações da Lei nº 10.931/04, porquanto a relação contratual e a inadimplência defiro a medida liminar de busca e apreensão do bem descrito na inicial”, narra trecho da decisão.
Evidentemente que o acusado, caso queira se defender em juízo, tem 15 quinze dias, contudo, caso opte em quitar a dívida, pode fazê-lo em no máximo cinco dias a partir da publicação da liminar, o que em tese se esgotou e não há despacho algum neste sentido. (E.S.)

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Latrocidas matadores de odontólogo presos

Neemias orientava comparsas via rede social

 








Ronivon disse que deu "mata leão" em vítima



Valdione foi contatado para vender carro

Objetos roubados da vítima localizados com acusados


Carro do Calixto Yaghi foi localizado em estrada vicinal



Um dos acusados se envolveu em assassinato de comerciante grávida em Ourilândia do Norte







Quando a Polícia quer prender ela prende. É fato. Tanto que dois casos de grande repercussão aconteceram neste mês de abril em Marabá e pelo menos acusados foram presos. No início do mês o advogado George Antonio Machado foi assassinado na Folha 10 e o odontólogo, Calixto José Yaghi, 66 anos, morto no feriado da Semana Santa.

Neste último caso, trata-se de um latrocínio do qual Calixto Yaghi foi vítima. Ele foi morto por estrangulamento, na casa dele, na Folha 30, Nova Marabá, tendo como acusados: Ronivon Dias de Sousa, 18 e um adolescente de 17 anos.

Seriam estes dois acusados, que mantinham um relacionamento homoafetivo com a vítima. Os outros dois acusados, o técnico de meio ambiente de uma siderúrgica, Neemias Lopes da Silva e o cadeirante Valdione Francisco da Silva teriam agido como receptadores.

Competiu ao Neemias o papel de orientar os dois primeiros comparsas de como eles deveriam fazer para gastar o dinheiro da vítima, já que estavam de posse dos cartões bancários do Calixto Yaghi.

A tarefa de vender o carro, um Voyage da vítima, competiu ao cadeirante Valdione da Silva, que fizeram alguns contatos com interessados no carro, mas não conseguiu vende-lo em tempo hábil, e todos acabaram presos.

Os dois primeiros acusados ficaram de ser atuados por latrocínio, já que foram apontados pela Polícia como sendo os homicidas, enquanto os outros dois acusados, o Neemias e o Valdione, devem ser atuados por recepção dolosos. 

As prisões aconteceram neste final de semana em Marabá, depois que os juízes Elaine Oliveira Neves e Eduardo Antonio Martins Teixeira expediram os mandados de prisões.



Golpe de MMA matou dentista


O odontólogo Calixto José Yaghi, 66 anos foi morto no dia 16, na casa dele, na Folha 30, Nova Marabá. Um golpe o “mata leão”, oriundo do Mixed Martial Arts (MMA) que sufoca a vítima até que esta desmaie foi usado pelo acusado Ronivon Dias de Sousa para matar a vítima.

Ele confessou ter aplicado este golpe na vítima, mas negou que tivesse a intenção de matar o odontólogo. Contou que na verdade, quem matou o odontólogo teria sido o adolescente de 17 anos.

O plano inicial seria deixar a vítima amarrada dentro da casa e ambos iriam gastar o dinheiro do odontólogo, pois o Ronivon de Sousa não só tinha acesso aos cartões bancários, como sabia a senha, contudo o adolescente não se conteve e depois de o Ronivon ter aplicado o “mata leão”, o adolescente concluiu o estrangulamento até que o odontólogo estivesse morto.

Logo após o crime, os dois acusados apanharam o carro da vítima e foram até uma casa de uma tia de um deles, onde apanharam uma enxada. Ato contínuo, retornaram até a casa do odontólogo, onde colocaram o corpo dentro do carro e rumaram em direção á BR-155 sentido Eldorado do Carajás.

Quando chegaram ao assentamento 26 de março, zona rural de Marabá, entraram em direção ao Campus Rural do IFPA e sepultaram o corpo numa cova rasa.

Em seguida retornaram para Marabá e como se nada tivesse acontecido, fizeram compras com o cartão da vítima, em uma Drugstore, inclusive suplemento alimentar, já que os dois acusados são fisiculturistas.


Nos dias subsequentes ao crime, ainda segundo informações da Polícia os acusados fizeram várias compras, inclusive o abastecimento do carro do técnico em meio ambiente, Neemias Lopes da Silva.

Aliás, este, segundo a Polícia, foi o responsável em orientar os outros acusados quanto à forma correta de gastar o dinheiro da vítima, pois Ronivon e adolescente, não sabiam como usar os cheques, no que foram orientados a depositar tais cheques em contas de terceiros.

Competiu ao acusado Valdione da Silva, tentar vender o carro, ele, inclusive, aconselhou aos acusados que guardassem o carro numa estrada vicinal até que o caso esfriasse para que ele pudesse vender o automóvel. O carro foi localizado numa estrada vicinal, próximo à aldeia Parkatêjê, em Bom Jesus do Tocantins.

Inclusive, tão logo o crime foi denunciado à Polícia, investigadores liderados pelos delegados Ricardo Oliveira do Rosário, Rayrton Carneiro Santos e Simone Felinto iniciaram as buscas e na Sexta-feira da Paixão o carro já constava como interditado, o que dificultou a venda do veículo.

Os acusados, em verdade, deixaram para trás um rastro enorme de pistas, como celulares que foram usados, cartões e cheques do falecido, que foram expedidos no mercado local, bem como diversos outros vestígios.

Uma fonte segura da Polícia informou que o caso estava praticamente esclarecido, desde a última segunda-feira (21), contudo faltavam as decretações das prisões preventivas dos acusados no que foram concedidas neste final de semana.

A partir daí, como numa espécie de efeito dominó, um a um foi preso em Marabá. Os dois primeiros acusados. O Ronivon e o adolescente de 17 anos ficaram de ser autuados por latrocínio e ocultação de cadáver, enquanto Neemias da Silva e cadeirante Valdione da Silva devem ser autuados por receptação dolosa. (E.S.)


Acusado e vítima mantinham relacionamento recente 


O acusado de ser latrocida, Ronivon Dias de Sousa, 18, confessou à Polícia, que mantinha um relacionamento homoafetivo com o odontólogo José Calixto Yaghi, 66 anos há cerca de dois meses antes de tê-lo matado.

Contou ainda que dias antes do crime, convidou o adolescente de 17 anos, também acusado de co-autoria no latrocínio, para ir até a casa do odontólogo. Na casa, consumaram o crime.

Vale lembrar, porém que a Policia, preliminarmente identificou que um dos suspeitos seria Rebson Pires Sá, que também teria um relacionamento homoafetivo com Calixto Yaghi, mas posteriormente foi descartada a participação dele no crime.

Chamou a atenção de investigadores o fato de aparentemente haver promiscuidade entre acusado e vítima, uma vez que se conheceram há bem pouco tempo e o odontólogo permitiu que ambos frequentassem a casa dele.

Pra se ter uma idea, o acusado Ronivon de Sousa era vigilante noturno e fazia rondas na Folha 30, ocasião em que conheceu a vítima e fora convidada a entrar na casa.

Com certa intimidade e liberdade, o acusado passou a convidar o adolescente e ambos teriam articulado a morte da vítima.

Reincidente – Nunca é demais lembrar que o acusado Ronivon de Sousa é reincidente na prática de latrocínio.

Ele teria matado uma comerciante, em 2013, que inclusive estava grávida, crime que aconteceu no município de Ourilândia do Norte.

Chegou a cumprir medida sócio-educativa no Centro de Internação do Adolescente Masculino, mas atualmente estava em liberdade, contudo tinha de assinar, mensalmente, uma frequência no Fórum de Marabá.

Nos últimos dois meses o acusado não estava cumprindo com a obrigação, mas na última sexta-feira ele se deslocou até o Fórum de Marabá onde acabou sendo preso, pois a Justiça já tinha decretado a prisão preventiva dele.

A partir da prisão dele, os outros acusados foram presos, bem como praticamente todos os objetos roubados do odontólogo foram recuperados. Todos foram presos e estão à disposição da Justiça. (E.S.) 


Mandante do assassinato do sindicalista Dezinho julgado



Fazendeiro e madeireiro Décio José Barroso Nunes, conhecido como Delsão, é acusado de ser o principal mandante do crime. O julgamento acontece 14 anos após o crime.

O caso já foi analisado pela OEA, será acompanhado por organizações nacionais de direitos humanos e pela Coordenação do Programa Nacional de Proteção dos Defensores de Direitos Humanos da Presidência da República

O fazendeiro e madeireiro Décio José Barroso Nunes, Delsão, acusado de ser o principal mandante do assassinato do sindicalista José Dutra da Costa, o Dezinho, vai a júri popular nesta terça-feira, dia 29/04, em Belém, no Pará. Dezinho foi morto por pistoleiros em 2000. Na época, ele presidia o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rondon do Pará.

Em dezembro de 2010, o governo brasileiro assinou um acordo com a Organização dos Estados Americanos (OEA) assumindo sua responsabilidade pela morte e se comprometendo a implantar diversas políticas públicas Relacionadas a luta pela reforma agrária.

O julgamento contará com a presença de observadores das organizações nacionais de Direitos Humanos Justiça Global e Terra de Direitos, além de representantes da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Advogados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e da Sociedade Paraense de Direitos Humanos (SDDH) farão a assistência de acusação, nesse que é um dos julgamentos mais importantes na luta pela responsabilização de latifundiários que violam direitos humanos no Pará.

O pistoleiro acusado de matar Dezinho, Welington de Jesus Silva, foi julgado e condenado a 27 anos de prisão, mas está foragido. Logo após o assassinato, Décio José foi preso, mas foi colocado em liberdade dias depois por decisão de um desembargador do Tribunal de Justiça de Belém. O madeireiro possui inúmeras serrarias e fornos de fabricação de carvão, quase todas em terras públicas , no entanto, o Governo não adotou nenhuma medida contra essa ocupação ilegal.

Após a morte, a viúva de Dezinho, Maria Joel Dias da Costa, Dona Joelma, assumiu a direção do sindicato no lugar do marido, apoiando a luta de famílias sem terra pela desapropriação dos latifúndios improdutivos em Rondon do Pará, e por isso, também passou a ser ameaçada. 

Há anos está inserida do Programa de Proteção dos Defensores de Direitos Humanos e vive sob escolta policial. Dona Joelma tornou-se uma grande lutadora de direitos humanos, tendo recebido diversos prêmios nacionais e internacionais. 

Desde 2005 ela integra o grupo de Defensores de Direitos Humanos da organização internacional Front Line e em 2012 esteve em Bruxelas na Bélgica para prestar um depoimento junta à Delegação da União Européia e Parlamento Europeu sobre a violência contra trabalhadores e defensores de direitos humanos no Pará.
Conflitos na terra

Apenas 8% dos casos de assassinatos em conflitos agrários são julgados no Brasil. Só no Pará, desde 1996, mais de 200 pessoas foram assassinadas. E quase mil pessoas são ameaçadas de morte. Veja um quadro sobre os casos que foram a julgamento e a situação atual:

Júri Mandantes Situação atual

Caso João Canuto Oito mandantes condenados Todos foragidos
Caso Expedito Ribeiro Um (1) mandante condenado Perdoado judicialmente (indulto)
Caso Fazendo Ubá Mandante condenado Prisão domiciliar
Caso Massacre de Eldorado dos Carajás Dois (2) mandantes condenados Cumprindo pena
Caso Brasilia Um (1) mandante absolvido
Caso Dezinho Um (1) mandante absolvido
Caso Zé Cláudio e Maria Um (1) mandante absolvido
Caso Irmã Dorothy Dois (2) mandantes condenados Um cumpre pena e outro aguarda julgamento de recurso


quinta-feira, 24 de abril de 2014

Hospital Regional inicia vacinação





Começou nesta quarta-feira (23) e prossegue até o final do mês de maio a oitava campanha de vacinação interna do Hospital Regional Público do Sudeste Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá. O objetivo é imunizar 500 colaboradores da unidade hospitalar e também alguns pacientes que precisarem de vacina e estiverem em fase de reabilitação.
Este ano, o foco da campanha de imunização, que segue o calendário de vacinação do Ministério da Saúde, é a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), popularmente conhecida como Gripe A-H1N1, para controle da epidemia, já que houve casos confirmados na região sudeste do Pará, neste mês de abril.
Segundo a enfermeira Nayara Brasil Lemos Pena, coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), do Hospital Regional, as vacinações ocorrerão de manhã, de tarde e de noite, em todos os setores do HRSP.
Ela explica a importância dessa medida: “Serve para que a gente não tenha surtos de SRAG, popularmente conhecida como H1N1, aqui dentro do hospital e controle também qualquer caso que possa acontecer de paciente que seja internado com quadro suspeito de H1N1. Nós vamos controla-lo assim: os funcionários vão estar vacinados e esse paciente vai ser mantido em precaução de aerossol durante o período crítico da doença”.
Durante esta campanha, também estão sendo aplicadas outras vacinas, que são fornecidas pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), como tétano, febre amarela e hepatite B, dependendo da necessidade de cada pessoa.
Em todo o País, a campanha destinada a imunizar a população se iniciou na terça-feira (22) e se encerra em 9 de maio. Especificamente no município de Marabá, existem 18 locais de vacinação, na zona rural e no perímetro urbano. O Dia D da Vacina será no próximo sábado (26).

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Servidores protestam contra redução de insalubridade


Na sessão desta terça-feira, 22, na Câmara Municipal de Marabá, um grupo de aproximadamente 300 servidores municipais da Secretaria Municipal de Saúde ocupou o Plenário da Câmara Municipal de Marabá para pedir aos vereadores para não votarem em um Projeto de Lei do Executivo Municipal, que tenta diminuir o adicional de insalubridade de 50% para cerca de 2 mil trabalhadores em hospitais e centros de saúde.

Demerval Bento da Silva, presidente do Sintesp (Sindicato dos Trabalhadores na Saúde Pública do Pará) Subsede Marabá, disse que chegou à Câmara o projeto de Lei 109/2014, pedindo redução do percentual de insalubridade. Uma parte dos servidores recebe 40% de insalubridade, outra 20% e a terceira 10%. 

Com a proposta do Executivo, passariam a receber apenas a metade de cada um desses valores.
Bento explicou que há um laudo realizado pelo Ministério do Trabalho em 1993, o qual está em vigor e estabelece os percentuais pagos pelo município até hoje, que resguarda os trabalhadores das secretarias de Saúde e Obras. 

Ele observou que para o gestor atual mudar esse percentual, é preciso que se faça um novo laudo com médico do Trabalho, engenheiro do Trabalho, para determinar, em cada setor da saúde, quais os graus de insalubridade. “A mesa de sindicatos tentou negociar com o governo para contratar uma empresa para fazer a avaliação, mas isso não prosperou”, destacou.

Segundo Demerval, o sindicato convocou os trabalhadores porque eles não concordam com o projeto, devendo afetar os vencimentos de cerca de 2 mil servidores da saúde de Marabá. “Estamos aqui para demonstrar para os vereadores os riscos que os trabalhadores estão correndo, porque desenvolvem suas funções sem EPI (Equipamento de Proteção Individual) nem coletivo e não possuem uniformes”, criticou.

Na avaliação do presidente do Sintesp, o projeto deve ser devolvido ao Executivo e debatido com os servidores. “É preciso primeiro discutir com o sindicato. Não podemos perder o pouco que temos”, disse Demerval.

Representante do Sindicato dos Enfermeiros, Flávia Renata Varela, lembrou que os enfermeiros e técnicos é que estão na ponta, servindo de um elo entre a comunidade e o acesso à saúde. “Só vemos a gestão querendo cortar salário. Não é simplesmente encaminhar um documento pra Câmara sem um debate. A cada dia se fala que vão valorizar o profissional, mas só vemos o contrário. Queremos uma avaliação correta, um laudo técnico para esse corte”, sustentou ela.

A vereadora Vanda Américo explicou que o Projeto estava na Câmara, mas não foi apresentado ainda aos vereadores. A retirada dele depende do Executivo, que deve pedir de volta. “O governo precisa ser pressionado pela categoria para poder pedir de volta, senão isso não ocorre”, disse Vanda.
A presidente da Casa, Júlia Rosa, confirmou que esse é o trâmite normal e sugeriu que a direção do Sintesp se reunisse com a Comissão de Saúde da Câmara para formar uma proposta de pauta para a Câmara negociar junto ao prefeito o assunto.

O vereador Ilker Moraes disse que não votará favorável a um projeto apenas pela proposição do governo, mas pelo bom senso. “Não basta o projeto chegar à CMM e não saber o que está escrito”, disse.

A vereadora Antônia Carvalho, da base aliada do governo, advertiu que não votará favorável no referido projeto da insalubridade se ele entrar em pauta. “A gente não tem como apoiar o prefeito diante da retirada de direitos adquiridos por trabalhadores. Isso apenas vai desgastar a imagem do governo e da Câmara. Não houve clareza suficiente por parte da equipe do prefeito e esse assunto precisa ser debatido e aprofundado. É preciso estudar de forma ampla como reduzir gastos com a saúde”, disse Toinha.

Ronaldo Yara, presidente da Comissão de Justiça e Legislação da Câmara, lamentou que esse projeto ainda não tenha passado por sua comissão e garantiu que ele não será analisado sem antes os trabalhadores terem sido ouvidos. “Não adianta mexer em salário de servidores, porque não consegue resolver nada. Vamos discutir ainda a legalidade e a moralidade desse projeto com o Executivo”, disse.

O vereador Alécio Stringari, também da base aliada, criticou o governo municipal, que em sua concepção teve tempo para negociação com os servidores e foi negligente. “Isso é lamentável e ficamos tristes porque o governo sabe que vai ter de conversar, negociar. Vocês não vão deixar de ter essa oportunidade”, garantiu.

Na avaliação da vereadora Vanda Américo, enquanto os servidores lutam por outras conquistas, estão perdendo o que já tinham conquistado. Na visão dela, jamais deveria enviar à Câmara um projeto dessa forma. “É hora de a categoria ficar atenta. Tem insalubridade em vários serviços públicos e servidores de diversos locais sofrem esse efeito. Não podemos retroceder em ganhos e garantias. Quem faz a coisa acontecer é o povo. Vereador não pode se deixar cooptar por outro. O dinheiro que vai tirar do bolso do trabalhador, não vai melhorar o serviço para a comunidade”.

O vereador Pedro Correa revelou que o referido Projeto de Lei deu entrada no dia 28 de março na Câmara, mas nem sindicato nem conselho de saúde tinha conhecimento do mesmo, tampouco a mesa de negociação permanente. “Prefeito pode ser capacitado, secretário pode ser inteligente, mas sem o servidor eles não vão chegar a lugar algum”.

Na avaliação de Correa, houve alguns desmandos e perdas para os servidores nos últimos 16 meses, como redução do vale alimentação do servidor contratado; redução de gratificação de quem trabalha em comissões; tentativa de demissão de todos os agentes de endemias do município, sem justa causa. 

“O governo está inseguro, não sabe a forma de fazer melhorias estruturais que Marabá precisa. Por isso vem para cima do servidor, e não se pode aceitar isso”, disse Pedro Corrêa, sugerindo uma contraofensiva, exigindo prestação de assistência à saúde do servidor, fora a complementar, o que é garantido por lei.

Por sugestão dos vereadores, ainda na manhã de terça-feira, 22 de abril, o secretário municipal de Saúde recebeu representantes do Sintesp e de trabalhadores na saúde para discutir o assunto. Em seguida, o grupo seguirá para o Gabinete do Prefeito João Salame para ampliar a discussão.

O secretário de Saúde, Nagib Mutran Neto, informou que o Projeto de Lei foi enviado pela Progem (Procuradoria Geral do Município) para a Câmara, mas que ela busca equiparar a lei municipal com uma federal, mais recente, a qual determina que a gratificação por insalubridade deve ser nos percentuais de 5%, 10% e 20%. 

Nagib considera que muitos servidores que ganhavam um percentual mais baixo, poderão ser beneficiados com valores maiores. “O que vai determinar qual o percentual de cada um é o laudo que deverá ser feito no período de seis meses. Quero tranquilizar a categoria, dizendo que só haverá mudança no contracheque depois que o laudo for feito, não necessariamente com a aprovação da lei”, sustentou.




Colonos querem matricular alunos na zona urbana



Famílias retiradas da Vila dos Maranhenses por decisão judicial, em abril do ano passado, querem vaga em escolas da cidade.

Câmara recebe pedido de trabalhadores rurais para matricular filhos em escolas urbanas.

Um grupo de cerca de 80 trabalhadores rurais que residia na ocupação da Vila dos Maranhenses, próximo ao Rio Itacaiúnas, a 30 km do Centro de Marabá, veio à Câmara Municipal na sessão desta terça-feira, 22, para pedir aos vereadores que intercedessem junto à Semed (Secretaria Municipal de Educação) no sentido de conseguir matricular seus filhos nas escolas da zona rural, uma vez que as famílias foram despejadas há cerca de um mês de suas casas na Vila dos Maranhenses.

Paulo Silva, representante dos moradores da referida vila, explicou que a reintegração de posse foi determinada pela Justiça, mas para eles ocorreu como um massacre, porque todas as casas foram destruídas, inclusive a escola, que atendia 70 crianças, as quais estão fora da sala de aula neste momento.
Com faixas e cartazes, eles pediam que a Secretaria de Educação aja com sensibilidade e consiga vaga para seus filhos. “Destruíram a escola dentro da Vila Maranhense construída com dinheiro da Semed, quer dizer, do povo. Mais de 70 crianças estão a deus-dará. Somos 135 famílias de sem teto, sem ter o que comer e sem ter aonde dormir. Por favor, nos ajude”, disse Paulo Silva.

O vereador Ilker Moraes se colocou à disposição para contribuir com moradores da Vila dos Maranhenses. Ele disse que por outro lado, o advogado dos trabalhadores precisa provar que a posse da área é ilegal. “Sei que houve prejuízo absurdo, com destruição das casas de vocês. Precisamos fomentar esse debate junto com a assessoria jurídica de vocês, mas temos de garantir escola para cada uma dessas crianças”, disse.

A presidente da Câmara, Júlia Rosa, reconheceu que a situação é incômoda para as famílias e disse que a Câmara iria dialogar com o secretário de Educação, Pedro Souza, para resolver o problema de falta de sala de aula para as crianças.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Juiz nega prisão contra policiais acusados de estupro



O rumoroso, ou suposto estupro, do qual uma adolescente de 17 anos se diz vítima e que envolve três policiais civis do Pará ganhou mais um capítulo: o juiz titular da 4ª Vara Penal de Marabá, Emerson Benjamin Pereira Carvalho negou o pedido de prisão preventiva contra os policiais.

A decisão do magistrado foi tornada pública no último dia 11 de abril deste ano, contudo, somente nesta segunda-feira a reportagem teve acesso a parte do documento.

As promotoras Alexandra Muniz Mardegan e Cristina Magela Silva Corrêa protocolaram o pedido de prisão preventiva contra os policiais no dia 4 de abril, após a imprensa tornar público o suposto estupro que teria ocorrido no dia 11 de janeiro deste ano, no banheiro da Delegacia da Cidade Nova e em hotel do bairro Cidade Nova.


Em linhas gerais, o magistrado entendeu que não havia elementos suficientes para decretar a prisão dos policiais, Marcelo Serra Rocha, Jorge Tadeu do Espírito Santo Guilhon e Rodrigo Paiva de Barros, estes dois últimos escrivães.

Para o magistrado, não seria possível mandar prender os três com base em “meras conjecturas” e determinou que o processo retornasse ao Ministério Público para que fossem feitas novas diligências e desta feita, apresentar fatos novos que justifiquem uma decretação de prisão preventiva.
Depoimento – Sem dúvida alguma, o depoimento do cunhado da adolescente, João Batista Pereira de Sousa, contribuiu para que o magistrado não decretasse as prisões dos acusados.

O vídeo foi gravado pelo advogado Arnaldo Ramos de Barros Júnior e numa conversa de aproximadamente 30 minutos, João Batista relata que em momento algum a adolescente foi violentada, sobretudo dentro do banheiro da delegacia e que a jovem mentiu para a delegada 
Dinilda Ferreira da Costa em Redenção, onde fez a denúncia.



Ele descreve passo a passo o que aconteceu na madrugada do dia 11 de janeiro. O irmão dele, Nelson Pereira de Sousa estava tomando algumas cervejas com a então esposa, a adolescente de 17 anos e na madrugada, procurou um taxista para levar o casal até a Folha 14, Nova Marabá.

Por esta corrida, o taxista cobrou R$ 20,00 da Folha 16, Nova Marabá até a Folha 14, Nova Marabá, contudo, quando chegaram no destino final o Nelson de Sousa só tinha R$ 15,00 e que por conta disto houve uma confusão, seguida de uma lesão em uma das mãos do taxista.

Por conta desta briga, conta João Batista, 
oito taxistas chegaram na Folha 14 e começaram a bater no irmão dele, a Polícia Militar foi acionada e prendeu o irmão dele. E por conta da agressão teve de ser medicado para posteriormente ser preso na Seccional Urbana da Cidade Nova. 

A adolescente foi apreendida e também apresentada no plantão do delegado Reinaldo Marques Júnior. O João Batista disse que ficou das 6 horas da madrugada até por volta das 13 horas e durante este período, a ex-cunhada nunca ficou sozinha com nenhum policial.


“A delegacia estava cheia de gente e se ela estivesse entrado junto com qualquer policial dentro do banheiro teria visto”, relata João Batista. Ao final do procedimento, a jovem lhe foi entregue, uma vez que é menor de idade.  No dia seguinte, uma irmã da adolescente chegou em Marabá e a levou para o município de Redenção, no sul do Pará.


“Ela está inventando isto para prejudicar os policiais, pois em momento algum, nenhum deles foi até o banheiro com ela”, garante. Em seguida ele faz um apanhado geral da vida da adolescente e diz que o irmão dele, se iludiu e acabou sendo envolvido pela jovem, que costumava dormir o dia inteiro e à noite costumava farrear.

“Avisava pra ele do comportamento dela, mas ele não queria ouvir”, relata contando ainda que alguns objetos da casa dela sumiram sendo que a jovem, provavelmente estava por trás de tais sumiços.  

Laudo – Outra peça não menos importante neste processo, diz respeito ao laudo de conjunção carnal, assinado pelos médicos: André Ricardo Viana Mourão e Edson Portela Silva, nomeados pela delegada Viviane Carvalho Flores.

O exame foi feito no dia 13 de janeiro deste ano, sendo que a primeira pergunta atesta que a paciente, no caso a adolescente não era virgem, sendo que não havia sinais de desvirginamento recente, bem como não havia sinais de vestígios de conjunção carnal recentemente, no que pode favorecer os acusados.

Por outro, lado o relatório do GPS da viatura usada naquele dia, pelo investigador Marcelo Rocha, revela que o veiculo permaneceu estacionado durante 18 minutos em frente a um hotel, no bairro Cidade Nova, onde a adolescente teria dito que fora estuprada.


Vale lembrar, porém que é neste hotel que o investigador se hospeda quando está de serviço em Marabá, pois mora oficialmente no Maranhão.

Todos os acusados negam o suposto estupro e se dizem vítimas da imaginação fértil da adolescente e acreditam que a jovem pode estar sendo orientada para tentar lhes prejudicar.

“Não tem cabimento algum o que ela (adolescente) falou, pois todos sabem que a delegacia é bastante movimentada, então como pode alguém ser estuprada e não gritar, ou pedir socorro é um absurdo isso”, relata Jorge Guilhon.