quinta-feira, 3 de julho de 2014

Assaltante argentino rouba em São Félix



Marcas de bala na fuselagem do avião ...  

... que teve de ser rebocado para o hangar

Avião deve ficar um bom tempo parado





A Divisão de Roubo a Banco desembarcou na manhã desta quarta-feira em São Félix do Xingu investiga para tentar identificar quem são os três assaltantes, que na manhã da última terça-feira (1º) de julho, roubaram uma aeronave que taxiava no aeroporto de São Félix do Xingu.

O bando atacou o avião, de onde roubaram, cerca de um milhão de reais. Pelo menos uma pista eles têm, um dos assaltantes tinha sotaque portenho e pode ser um argentino, que trata-se do assaltante de banco, Edigardo Esteban Villafane, argentino preso várias vezes, no Pará, Maranhão, Tocantins e Goiânia, onde cometeu roubos a banco nestes estados. Ele está sendo processado por tais crimes na Vara de Entorpecente e Combate às Organizações de Belém. 

A polícia ainda não confirmou se, de fato, este assaltante participou do roubo, mas seguranças que faziam a escolta do avião informaram ao delegado de São Félix do Xingu, Lenildo Mendes, que de fato, um dos acusados apresentava sotaque portenho.

Resta, contudo, à Polícia diligenciar para levantar, se de fato o acusado, tem ou não participação neste roubo, ou se outro assaltante se fez passar por Edigardo Villafane que está em liberdade.

O assalto aconteceu no final da manhã de terça-feira, ocasião em que os três assaltantes, fortemente armados, atacaram o avião. 

Quatro seguranças foram rendidos pelos assaltantes, que literalmente metralharam o avião. Os ladrões se esconderam numa mata que margeia a pista e quando o avião pousou aconteceu o roubo. 

O bando fugiu em um carro Palio, sentido à Vila Cruzeiro do Sul, município que faz fronteira com os municípios de Marabá, Itupiranga e São Félix do Xingu.

Investigação - A equipe que investiga o caso é liderada pelo delegado Evandro Araújo e contra com um contingente considerável de policiais de diversas especializadas, a DRCO, DRE, NIP e GPE.

Os policiais estão baseados em São Félix do Xingu e pretendem permanecer o tempo que for necessário até que consigam levantar maiores informações acerca das identificações dos acusados deste audacioso roubo.

Por telefone, André Araújo informou que todas as hipóteses devem ser levantadas em torno deste roubo.  “Não descartamos nada, desde ‘parada’ dada ou até mesmo a articulação dos bandidos”, comenta.



Assaltantes de banco presos no São Félix




A equipe da Polícia Civil, liderada pelos delegados Carlos Eduardo Vieira Matos e Ricardo Oliveira do Rosário, prendeu, na madrugada desta terça-feira, três acusados de integrar uma quadrilha especializada em roubar bancos na modalidade sapatinho.

O bando pretendia atacar o banco Banpará do município de Itupiranga, na manhã desta terça-feira, 1º de julho. O plano seria sequestrar a gerente daquela agência, Adriana Arrais, para em seguida, roubar o dinheiro daquela agência, como acontece nesse tipo de modalidade de crime.


Para tanto, eles locaram uma quitinete de onde montaram uma base para monitorar os passos da gerente do banco e onde usavam para esconder ferramentas a apetrechos usados nos roubos a banco.

Os assaltantes presos são: José Antonio Pires Barreto, o Gordo, Ismael Alves da Silva e Franciene Silva Sousa. O trio foi preso numa casa no bairro São Félix, em Marabá. 

Segundo o delegado Ricardo do Rosário já havia uma investigação em andamento desde a tentativa frustrada de um roubo na modalidade sapatinho em 17 de maio deste ano, ocasião em que pretendiam roubar o Banco do Brasil do bairro Amapá, em Marabá.

Desde aquela ocasião que os investigadores se desdobraram até que identificaram os acusados e finalmente, na madrugada de terça-feira deram um ‘bote certeiro’ no bando. 
Outros dois integrantes do bando foram identificados e podem ser presos a qualquer momento. Os três acusados presos ficaram de ser autuados por posse de munição, associação criminosa. 

Parte do bando é oriundo do Maranhão e fazem esse roteiro até Marabá onde atacam os bancos e retornam para aquele estado vizinho num círculo contínuo que foi quebrado pela Polícia. 




Juiz solta mãe desnaturada


Acusada saiu para se divertir, deixou crianças trancadas, casa pegou fogo e as crianças morreram carbonizadas. O caso aconteceu no final de semana em Marabá, na travessa Manoel Bandeira, bairro Laranjeiras.

As indefesas crianças, Neymar e Eloá Silva de Almeida, de dois e quatro anos, respectivamente, morreram juntas e carbonizadas. 

A mãe das crianças Jarana de Oliveira Silva foi presa, atuada por abandono de incapaz pelo juiz plantonista, Murilo Lemos Simão. O mesmo magistrado entendeu que a mulher poderia responder em liberdade e arbitrou uma fiança de cinco salários mínimos.

O caso ganhou uma ampla repercussão diante da mídia local e na opinião pública, contudo, no dia 1º de julho a mulher foi solta por ordem do juiz titular da 5ª Vara Penal, Marcelo Andrei Simão.

Em linhas gerais, este magistrado compreendeu que a acusada não dispõe do recurso necessário para pagar a fiança e a isentou de tal obrigação. 

Contudo, o magistrado deixou claro que a Jarana Silva deve cumprir algumas condicionantes, entre elas a obrigatoriedade de comparecimento mensal na Comarca de Marabá e caso não o faça, pode ter a prisão preventiva decretada.

Independentemente da decisão do magistrado, a opinião publica, praticamente condenou a dona de casa. Muitos moradores marabaenses entendem que Jarana Silva, em hipótese alguma deveria ter deixado as crianças sozinhas e trancadas.


Negligência, ou irresponsabilidade, o fato é que a dona de casa, caso seja inocentada pela Justiça, deve ser condenada pela consciência, pois deve carregar para o resto da vida, o peso de ter deixado os filhos sozinhos e acabaram morrendo de forma tão trágica.




Justiça demora e crime prescreve



Que a Justiça é lenta, todos sabem. Exemplo desta lentidão se deu no final da semana passada ocasião em dois acusados de homicídios iriam ser julgados, contudo foram beneficiados com a chamada prescrição. Um dos acusados, inclusive, o cabo Francisco Wilson de Sousa é falecido e o ex soldado da Polícia Militar Nilton Costa Alves.

Ambos teriam matado Aristeu Gomes da Cruz em assassinado no dia 14 de junho de 1991 após uma troca de tiros com os militares, que na verdade, tentavam revistar o acusado, que estaria portando uma arma de fogo dentro de uma bolsa.

O defensor público Alisson Costa e o advogado Odilon Viera Neto argumentaram que o crime havia prescrito e que transcorreu mais de doze anos entre o crime a sentença de pronúncia. 

O juiz Murilo Lemos Simão acatou os argumentos de ambos, o defensor e o advogado e baseou a sentença com base no artigo 109, inciso III, do Código Penal.

“Assim, supondo que os réus fossem, eventualmente, condenados pelos jurados, a pena base que poderia ser estabelecida não poderia ser superior a 8 anos de reclusão e diante da inexistência de circunstâncias agravantes ou causa de aumento de pena, a sanção em concreto não excederia, em hipótese alguma, àquele patamar inicial. Assim, tendo em vista a pena que, virtualmente, poderia ser aplicada no caso de condenação, chega-se à conclusão de que ocorreria, inevitavelmente, a prescrição da pretensão punitiva retroativa, nos termos do artigo 110, § 1°, do Código Penal”, alinhava o magistrado.

Outros – No próximo dia 4 de julho está previsto para acontecer o julgamento do acusado de ser homicida, Euclides Pereira Lima.

Ele teria matado com golpes de arma branca o braçal José Antônio da Silva Lima dentro de um bar, no dia 15 de abril de 2005, após uma discussão por motivo fútil.

Quando interrogado em juízo, o réu admitiu ter ingerido bebida alcoólica em um bar, mas alegou não se lembrar de nada do que aconteceu, razão pela qual não sabia dizer se era inocente, ou culpado do crime.

Já o acusado Magno Silva é julgado deve ser julgado no dia 14. Pesa contra ele a acusação de ter matado José Bezerra de Oliveira,  morto a tiros no dia 15 de julho de 2012. A vítima tinha 72 anos, retornava de um culto com a esposa, Raimunda de Nazaré Vieira da Silva, pela rua Bom Jesus, bairro Jardim União, quando foi alvejada com um tiro no abdômen.

Logo em seguida, a guarnição comanda pelo cabo Edson Rodrigues da Silva prendeu o acusado, que para se defender, alegou que o crime foi cometido por uma pessoa que ele identificou pela alcunha de Loirinho, mas de nada adiantou, pois Magno Silva acabou sendo indiciado e processado por homicídio simples previsto no artigo 121, §2º II do Código Penal Brasileiro.

À época ado crime, o acusado contou ao policial, que matou o idoso, porque este teria lhe batido com uma bengala, logo após um incidente, tendo o acusado batido no com uma bicicleta, sendo que Magno Silva teria pedido desculpas ao idoso, que não aceitou e teria desferido o golpe de bengala no acusado.

Uma coisa é certa, mesmo o acusado ter negado em juízo o crime, a viúva não titubeou em reconhecê-lo como sendo o homicida, tanto na delegacia quanto em juízo, e por fim Magno Silva deve de fato ser julgado por homicídio.

No dia 25 de julho é a vez do acusado Manoel Gonçalves Dias sentar no banco dos réus, enquanto que Márcio dos Santos Sousa deve ser julgado no dia 28 de julho.

Fechando a agenda dos julgamentos, dia 1º de agosto é a vez de sentar no banco dos réus o acusado Valdemar Macedo Mourão. Todos os júris devem ser presididos pelo juiz Murilo Lemos Simão. 


Casal de sequestradores preso


Lourival Cordeiro de Paula e a esposa, Wesleia de Sousa Carvalho foram presos nesta terça-feira (1º) em Eldorado do Carajás e Marabá. Ambos são acusados de orquestrar o sequestro de um sobrinho deles de apenas 7 anos, filho do irmão do Lourival, Genival Cordeiro de Paula, fato que aconteceu na última terça-feira (1º) em Eldorado.

Foi o pai da criança, Genival de Paula quem acusou o irmão de sequestrar o filho dele. Pelo resgate estava sendo cobrado R$ 90, um carro e uma moto, sendo que recentemente, Genival teria vendido uma terra em Eldorado, daí o suposto motivo para a tentativa de extorsão do irmão.

Este acusado foi preso na casa dele, ainda na terça-feira em Eldorado. A criança teria sido localizada em um posto de combustíveis em Marabá, onde outros dois comparsas teriam a abandona. A mulher dele, Wesleia Carvalho foi presa neste município. Ela também teria participação no sequestro.

O casal, segundo o delegado Timóteo Oliveira, foi conduzido para Marabá, tendo em vista que o delegado de Eldorado, Bruno Fernandes de Lima estava tirando plantão neste município.

O caso chegou ao conhecimento da Polícia na terça-feira e, finalmente foi remetido ao delegado Timóteo Oliveira, que por sua vez, autuou marido e mulher por sequestro mediante extorsão. 

Para a Polícia, os acusados justificaram o sequestro como uma forma de se vingar do pai da criança, que teria estuprado a mulher do Lourival a Wesleia Carvalho, fato que aconteceu em Eldorado quando ela estava grávida da filha, como menos de um ano atualmente.

A alegação, contudo, em nada atenuou a situação dos acusados, que foram autuados em flagrante. O caso deve ser comunicado na Comarca de Curionópolis nesta quarta-feira, já que Eldorado compreende área de jurisdição.

Outra versão – Para a reportagem o acusado Lourival de Paula tratou de negar o sequestro e que não iria conversar nada a respeito do caso, pois já havia sido orientado por advogado.

Já a esposa dele, Wesleia Carvalho, mesmo se sentindo constrangida aceitou conversar e disse que fora estuprada pelo cunhado, o pai da criança, o Genival Cordeiro.

Ela confirmou que o marido sequestrou a criança como forma de se vingar do irmão. A respeito do estupro, ela contou que tal episódio aconteceu quando ela estava grávida de apenas um mês de uma filha menor.

A criança tem pouco menos de um ano e durante todo esse tempo, ainda segundo Wesleia Carvalho, estava sendo ameaçada de morte pelo cunhado, caso ela contasse o estupro. 

Contudo a mulher contou que no final de semana, depois de muita pressão do cunhado, optou em contar ao marido que tinha sido vítima de estupro.

Desta forma, acredita, o marido sequestrou a criança numa forma de se vingar, no que ela nega frontalmente que tenha participado de tal crime e que não concordou com a atitude do marido. 

Por fim, disse que não contou o estupro às autoridades de Eldorado do Carajás, por temer pela vida e da filha e que agora se vê presa em um crime que eventualmente não cometeu e que não teve nenhuma participação.

Alegações à parte, os dois acusados foram autuados por extorsão mediante sequestro e ele, Lourival de Paula deve ser encaminhado para uma cela do Centro de Recuperação de Marabá, enquanto a mulher deve ser encaminhada à ala feminina do Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama). 



quarta-feira, 2 de julho de 2014

Mãe sai para se divertir e crianças morrem carbonizadas


Casa foi totalmente consumida pelas chamas
Mãe desnaturada saiu para se divertir e deixou ...

... E deixou as indefesas crianças trancadas




Anderson Damasceno e Edinaldo Sousa



Ainda é grande a repercussão em torno de uma tragédia que aconteceu em Marabá no último final de semana, ocasião em que duas crianças,  Neymar e Eloá Silva de Almeida, de dois e quatro anos, respectivamente, morreram juntas e carbonizadas num humilde casebre de madeira.

O sinistro aconteceu num humilde casebre de madeira, na travessa Manoel Bandeira, bairro Laranjeira, onde moravam. Era por volta das 22 horas do último sábado, quando o Corpo de Bombeiros de Marabá foi acionado para atender a uma ocorrência de incêndio. A guarnição comandada pelo sub tenente Hildebrando chegou até a casa de constatou que 70% do imóvel já havia sido queimado.

Cerca de vinte 20 minutos após a chegada dos bombeiros, uma dona de casa, Jarana de Oliveira Silva chegou até o local do incêndio e se identificou como sendo a dona da casa e que dentro do imóvel havia duas crianças. Ela havia saído de casa para se divertir em um clube e deixou as crianças trancadas.

No palco do sinistro, houve uma grande aglomeração de curiosos, e muitos falavam até em ‘linchar’ a dona de casa. Policiais militares que atenderam a ocorrência prenderam Jarana Silva e ela foi conduzida até a Seccional Urbana da Cidade Nova.

Por sua vez, o delegado Carlos Eduardo Vieira Matos, confirmou que as duas crianças, de fato estavam trancadas na casa e, por este motivo, morreram carbonizadas. A mulher foi presa e autuado por abandono de incapaz, permaneceu no cárcere até o dia 1o de julho, ocasião em que o juiz Marcelo Andrei Simão Santos a liberou para que ela responda ao crime em liberdade.


Monturo - As causas do incêndio ainda não estão devidamente esclarecidas, contudo, preliminarmente, o sub-tenente  Hildebrando informou que o fogo começou num “monturo”, em um terreno baldio no fundo da casa e veio se propagando até atingir a casa de madeira.

“Nós combatemos o incêndio e fomos atrás das crianças, mão os dois foram carbonizados, infelizmente, não deu pra salvá-las”, afirma o militar informando ainda que as chamas estavam muito altas o que dificultou o acesso. 

As chamas foram debeladas em cerca de minutos e somente depois os militares constaram o óbvio, as crianças haviam sido carbonizadas.


Outras – Além destas duas crianças, o IML de Marabá necropsiou outros cinco corpos no final de semana. Entre eles, o de Domingos Euzébio Campos 72 anos, vítima de suicídio em Itupiranga.

De causa indeterminada, morreu em Marabá, a dona de casa Maria Lucimar de Morais Silva, 37 anos.

No município de Piçarra, de provável causa natural, morreu Ananias de Almeida Carvalho, 34 anos. Em Jacundá, morreu por arma de fogo, Alexander de Sousa Serafim, enquanto que Francisco Gomes de Sousa 23 anos pode ter cometido suicídio, em Marabá. 



terça-feira, 1 de julho de 2014

Parceria que dá frutos


Garotos do São Miguel jogam bola na rua



Cerca de R$ 30 milhões serão investidos na urbanização de áreas vizinhas à ferrovia



Vale e Prefeitura Municipal de Marabá celebram nesta quarta-feira (2), às 9 horas, no hotel Goldenville, convênio para execução de obras de infraestrutura urbana em cinco bairros do município. 

Estão previstas medidas como urbanização de ruas e construção de travessias para as comunidades residentes às proximidades da Estrada de Ferro Carajás (EFC). 

Cerca de R$ 30 milhões serão repassados pela Vale à Prefeitura, que ficará responsável pela implantação das melhorias. As ações de urbanização serão realizadas em áreas vizinhas à ferrovia  e a expectativa é que sejam  concluídas em até  36 meses, prazo de vigência do convênio.

Os recursos fazem parte dos investimentos sociais da mineradora, por meio do projeto de expansão da Estrada de Ferro Carajás, e buscam aumentar a segurança para as comunidades e promover a melhoria da qualidade de vida para as famílias da região. As intervenções serão feitas em pontos da via férrea onde foi identificado grande fluxo de pedestres e veículos.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Soldado da PM liquidado a tiros



Aragão não teve tempo de se defender 

Vários tiros acertaram o rosto do militar ...

... Que aqui esbanja saúde e vigor com amigos



Assim como o cabo Sebastião Nascimento Freitas, assassinado a tiros, no dia 20 de abril deste ano, enquanto estava fardado, na noite desta quarta-feira (25) é morto a tiros o soldado Ronaldo Soares Aragão.

O crime aconteceu em plena via publica, na marginal da duplicação da Transamazônica, Folha 33, Nova Marabá, próximo a um grande supermercado. Atualmente ele estava tirando serviço no Corpo da Guarda do 4 BPM para onde seguia para mais um plantão.

As coincidências entre os dois crimes dá-se por conta da moto usada pelos matadores, uma Bros preta, a mesma usada pelos pistoleiros que mataram o cabo Freitas.

As coincidências não param por ai. O soldado Aragão, também pilotava uma moto Bros preta e foi alvejado por uma saraivada de tiros e também estava armado, mas não teve tempo e nem chance de se defender.

A maioria dos tiros atingiu as costas da vítima, mas pacientemente, os pistoleiros efetuaram outros tiros na face da vítima.

O crime aconteceu num local escuro e pode não ter sido registrado pelas câmeras de segurança. A equipe do delegado José Humberto de Melo Júnior investiga a morte, mas informou que tem poucas informações a respeito do caso.

O militar respondia dois processos, um de 2007, ocasião em que foi preso por conta da operação “Matamento”, deflagrada pela Polícia Federal e outro processo de 2009 por suposto crime de tráfico de drogas, cujos processos tramitam na 4ª e 5ª Vara Penal de Marabá.

Nos bastidores circulavam comentários de que o militar estava sendo investigado pela equipe da Divisão de Repressão ao Crime Organizado, liderado pelo delegado Marcos Miléo na morte do cabo Freitas. A investigação, segundo fontes seguras, segue no sentido de esclarecer este crime.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Nota sobre a situação da Fazenda Santa Tereza




Com relação à situação da Fazenda Santa Tereza, em Marabá – PA e à nota veiculada no site do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), assinada por Marcio Zonta, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) vem informar:
Com relação à situação da Fazenda Santa Tereza, houve um processo administrativo de desapropriação aberto pelo Incra em 2008. Na época, era reivindicado pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagri). Na ocasião, o Incra conseguiu judicialmente adentrar o imóvel e realizar a vistoria, sendo classificado como área produtiva e que cumpre função social. 
Quanto à documentação da área, o Instituto de Terras do Pará (Iterpa) respondeu solicitação do Incra e manifestou que a área se trata de propriedade plena, resultante de Resgate de Aforamento em favor de Rafael Saldanha de Camargo, não restando qualquer ingerência deste Instituto, no que se refere à sua dominialidade.
O Incra disponibiliza para consulta, todo o conteúdo deste processo, que seguiu todo o procedimento legal, para qualquer entidade que tiver interesse.
O superintendente do Incra, Eudério Coelho, vem informar que jamais fez qualquer afirmação no sentido de que não enfrentaria o latifúndio na região. E desafia qualquer indivíduo ou entidade a apresentar prova de tal declaração. Conduta que considera totalmente irresponsável e caluniosa. Vem informar que o Incra tem o dever de ser imparcial e de tratar a coisa pública dentro das possibilidades e limites da legislação vigente.
Com relação às afirmações de que o superintendente teria armado uma emboscada contra lideranças sem-terra e permitido a entrada de pistoleiros em reunião, são afirmações totalmente infundadas e abstratas. O Incra é uma autarquia historicamente democrática, em que as reuniões são abertas e com a presença de todas a partes envolvidas nas questões fundiárias.
Foi instaurado inquérito pela Delegacia de Conflitos Agrários de Marabá, a fim de apurar ilegalidades que estão ocorrendo no referido imóvel, conforme informado à Ouvidoria Agrária Nacional, em reunião realizada em Brasília, no dia 16 de junho de 2014.
Os conflitos no imóvel serão debatidos na reunião da Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo, que ocorrerá em Marabá, na sede do Incra, no período de 15 a 18 de julho de 2014.

INCRA – SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DO SUL DO PARÁ

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Treze traficantes presos na Operação Sodoma

Gordinho foi preso em casa enquanto curtia ressaca

Piolho é preso pela terceira vez em quatro anos

Maria Alves escondia droga em canteiro

Carro pertence ao Piolho, preso acusado de tráfico de drogas

Carro do Robério estava escondido na casa do Gordinho

Droga e dinheiro apreendidos com acusados de tráfico

Robério Sobrinho leva vida de ostentação; dinheiro pode ser ilícito








A operação “Sodoma”, coordenada pelo delegado superintendente regional do sudeste, Ricardo Oliveira do Rosário foi concluída no final da manhã desta quarta-feira (18) e apresenta como resultado a prisão de treze acusados de integrar uma rede de traficantes que atuava em Marabá e região. 

Cerca de cinco quilos de droga foram apreendidos, bem como apetrechos diversos usados pelos acusados e uma considerável quantia em dinheiro. O balanço geral ainda não foi divulgado. 

A investigação policial demorou dois meses e meio e no final da manhã desta quarta-feira (18) terminou com o último capítulo da Operação Sodoma, sendo que outros quatro acusados foram presos. Três deles, com aparente ligação com o tráfico de drogas, Kelson Olegário da Costa, o Piolho, Maria Alves, Agnaldo Júnior e uma quarta pessoa, Robério de Sousa Sobrinho, este acusado de tentar fraudar uma seguradora.

Estas últimas prisões aconteceram tão logo a Polícia Civil tomou conhecimento de que o acusado Kelson Olegário estava em Marabá, num carro de luxo.

De posse desta informação, os policiais montaram diversas campanas até que localizaram o carro, um Tiida, placa OBX-3023, Marabá-PA e por volta das 20 horas o acusado foi preso na Orla Tocantins, numa movimentada boate.

Contra o Piolho, pesa a acusação de ser um dos grandes traficantes que atuava em Marabá e região, segundo informou o delegado Ricardo do Rosário, informando que o nome do acusado foi citado várias vezes por acusados de ser traficantes, presos na fase inicial da operação Sodoma, deflagrada no início deste mês de junho.



Maria de Fátima Dantas Reis
Mayra Dantas Reis
Simone Pereira do Vale
Auanes Sousa da Cruz
Lindemberg Aguiar Feitosa
Luane Cristie Aguiar Feitosa
Kelson Olegário da Costa, o Piolho 
Maria Alves
Agnaldo Júnior, o Gordinho
Robério de Sousa Sobrinho (falsário)

Policiais militares


Dhony Sousa Santos
Gildicélio Souza
Jorge Pereira da Silva, todos lotados no 4º BPM




Acusado tentou enganar seguradora




Preso na manhã desta quarta-feira o acusado de ser falsário, Robério de Sousa Sobrinho. Ele é o que se pode chamar de um cara de pouca sorte.

Em verdade, os policiais faziam buscas na casa do acusado de ser traficante, o Agnaldo Junior, o “Gordinho”, quando se depararam com um gol, placa OSZ-3354.

Gordinho confirmou que o carro pertencia à Robério Sobrinho e que estava guardado o carro para o amigo. Os policiais detectaram, porém que, este último acusado tinha acabado de sair da Seccional Urbana da Cidade Nova onde comunicou que o gol havia sido roubado.

Depois que os policiais indagaram a respeito do acusado, o “Gordinho” entregou o amigo e disse que na verdade a ocorrência seria para que o Robério aplicasse o golpe do seguro.

Traduzindo, o carro está assegurado e caso fosse dado como roubado, Robério Sobrinho, ainda de acordo com a Polícia, daria um jeito de se apropriar da indenização e dar descaminho ao carro, ou seja, ganharia duas vezes.

Contudo, pelo menos desta vez ele perdeu, pois foi preso e ficou de ser autuado em flagrante por falsa comunicação de crime, associação criminosa e tentativa de fraude em seguro.

Todos os acusados ficaram de ser ouvidos formalmente ainda nesta quarta-feira e em seguida devem ser conduzidos ao Centro de Recuperação de Marabá e o Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama), no caso a acusada Maria Alves. 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Hospital Regional: Equipe atende bebê em casa




Criança recebe atenção e carinho das profissionais do Regional




Quando o pequeno Davi Santos Silva nasceu, em Marabá, há dois anos e dois meses, os pais dele receberam a notícia que não queriam: a criança tinha muitos problemas de saúde. Além da Síndrome de Dow, Davi tinha sérios problemas cardíacos, renais e respiratórios. Começava aí uma longa caminhada em busca da melhora na saúde do pequeno Davi.

Ele passou um ano em Belém, onde foi submetido a duas cirurgias cardíacas, duas pulmonares e uma cirurgia renal. Além disso, teve de ser submetido a traqueostomia para melhorar a respiração.

Foi quando veio para Marabá, onde foi internado no Hospital Regional Público do Sudeste Dr. Geraldo Veloso, ficou quatro meses, até que a equipe médica achou melhor que ele voltasse para casa.

Desde então, ele vem recebendo atendimento em casa. Pelo menos uma vez por mês a pediatra intensivista Claudia Bueno, coordenadora da UTI Pediátrica do Hospital Regional, visita a criança, enquanto Carla Nogueira Soares, fisioterapeuta, atende o bebê duas vezes por semana.

A maioria das pessoas nem sabe, mas as duas atendem o pequeno paciente na casa dele, cumprindo um papel mais social do que meramente médico.

Além disso, os tubos de oxigênio, mantidos pela prefeitura local, são trocados regularmente e sem atraso, garantindo a respiração mais tranquila do bebê.

Junte esses fatores ao carinho da jovem mãe Gleiciane Santos Nascimento, e o que se vê é uma melhora sensível no quadro clínico do pequeno Davi.

A pediatra Claudia Bueno observa que no caso de Davi, o melhor atendimento tem mesmo de ser em casa, pois é difícil para ele se deslocar até o hospital toda vez que for preciso. “O deslocamento pode causar uma piora clínica”, explica.

A médica disse não ter previsão sobre quando Davi vai sair do oxigênio, isso ainda é uma incógnita. Mas quando ele chegou ao Hospital Regional estava muito debilitado e agora conseguiu ganhar peso e está em fase de recuperação. “A melhor coisa para o paciente, sempre que possível, é ficar em casa; o cuidado da mãe também conta muito”, argumenta a médica.

Já a fisioterapeuta Carla Nogueira Soares observa que Davi poderia ser atendido pela Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), mas ele não tem como ir para a entidade, por todos os problemas de locomoção e também porque a APAE não trabalha ainda com a parte respiratória das crianças atendidas ali.

Por isso, Carla firmou compromisso com a mãe de Davi de trabalhar a parte respiratória e auxiliar na parte motora da criança. Ela também não sabe quantificar o tempo que Davi vai ficar dependendo do tubo de oxigênio fornecido pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Mas o compromisso está mantido e ele vai receber os cuidados no quartinho dele, no conforto do berço e da família, durante o tempo em que isso for necessário.