quinta-feira, 10 de julho de 2014

Ex prefeito de Abel Figueiredo na mira do MPF



MPF processa ex-prefeito de Abel Figueiredo por compra irregular de terra
O acusado comprou os lotes de terra com dinheiro público e doou os terrenos durante a campanha de reeleição para a prefeitura

O Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA) processou Dativo Araújo de Almeida, pecuarista e ex-prefeito do município de Abel Figueiredo, no sudeste paraense, por se apropriar de renda pública para a aquisição de lotes de terra, que foram doados pela prefeitura a famílias da cidade durante a campanha das eleições 2004, quando Almeida tento a reeleição como prefeito.
Para o MPF, o acusado cometeu dois crimes de responsabilidade de prefeito municipal: apropriação ou desvio de bens públicos  e utilização indevida de bens, rendas ou serviços públicos. Cada um desses crimes é punido com pena de dois a doze anos de reclusão. 
Segundo a Procuradoria da República em Marabá, responsável pela ação, está evidente que o ex-prefeito de Abel Figueiredo utilizou, indevidamente, recursos públicos para se beneficiar nas eleições.
A denúncia foi encaminhada à Justiça Federal em Marabá. 

Adulto confessa morte de militar

Gongo: "matei sozinho"



Preso no Maranhão o indivíduo Gustavo confessou a morte do sargento Marinho, isentando o menor 





Não foi um adolescente que matou o sargento Manuel Marinho de Sousa Filho, que era lotado no 4º Batalhão da Polícia Militar (BPM) e foi assassinado no último sábado (5), com um tiro na testa. O crime na verdade foi praticado pelo indivíduo Gustavo Bezerra dos Santos, o “Gongo”, 20 anos. 
Ele estava escondido na cidade de Bacabal, no Maranhão, onde foi preso na segunda-feira. “Gongo” confessou e assumiu sozinho o assassinato, eximindo de responsabilidades o menor de 17 anos, que foi apreendido no mesmo dia do crime.
No entanto, o menor também assumiu o latrocínio inclusive em vídeo gravado pela polícia, onde confessa e dá detalhes de como matou o sargento. Mas uma fonte garante que o jovem foi “pressionado” para confessar. 
O adolescente já foi transferido para o Centro de Internação do Adolescente Masculino (CIAM), enquanto os outros dois acusados, Francisco Vieira de França, o “Quim”, e Ernandes Ferreira de Lima estão custodiados no Centro de Recuperação de Marabá (CRM). O juiz Emerson Benjamin Pereira de Carvalho, titular da 4ª Vara Penal de Marabá, manteve o flagrante de latrocínio contra eles.
O adolescente, por sua vez, deve ter o caso analisado pelo juiz Eduardo Antonio Martins Teixeira, titular da Vara da Infância e Juventude. Por enquanto ele segue internado no CIAM. Parentes do jovem alegam que ele confessou mediante tortura, e que ele não tem nada a ver com a morte do sargento Marinho.
Durante o processo, as respectivas participações de cada um dos envolvidos no crime de latrocínio devem ser definidas. A confissão de “Gongo” pode dar uma reviravolta no caso, tanto que ele foi atuado por homicídio, enquanto os outros três estão custodiados e autuados por latrocínio.
Wanderson dos Santos Pereira teria comprado a pistola calibre 380, cromada, furtada do sargento Marinho. A arma teria sido jogada dentro de um poço por “Gongo”, logo após este ter matado o militar.
Todos os envolvidos no assassinato conheciam o militar. Na tarde de sexta-feira (4), um dia antes do crime, sargento Marinho recebeu os três na casa dele para assistirem o jogo da Seleção Brasileira. Na madrugada de sábado, ele foi covardemente assassinado.
Ganância – O militar não vivia apenas do soldo. Tinha outras alternativas de renda e investiu inclusive em casas de aluguel e quitinetes. Gostava de usar joias caras, o que deve ter chamado a atenção de seus algozes. Como mantinha relações homoafetivas, não foi difícil para os criminosos armar uma “casinha” para a vítima.  
A quando da apresentação de “Gongo” na 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá, o comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar, tenente coronel Eduardo Pimentel comentou que militares se empenharam para prender os acusados, e que a Polícia Civil (PC) deve definir a participação de cada um deles no caso. 
Para o delegado Timóteo Oliveira Soares, responsável pelo inquérito policial, o crime está praticamente resolvido. Um quinto elemento pode ter participado indiretamente do crime, e pode ser preso em breve. O nome dele não foi divulgado para a Imprensa para não prejudicar as investigações.


Juiz relaxa flagrante mas mantém prisão do acusado 

Ao contrário do que foi noticiado no primeiro momento, dando conta que o sargento Manuel Marinho dos Santos Filho, 43 anos, foi vítima de latrocínio, aparentemente o caso pode tomar outro rumo. Gustavo Bezerra dos Santos, o “Gongo”, acabou sendo atuado apenas por homicídio.
O curioso neste caso é que o juiz titular da Vara de Violência Doméstica e Familiar de Marabá, Murilo Lemos Simão, relaxou o flagrante formatado pelo delegado Timóteo, mas decretou a prisão preventiva do acusado em crime de homicídio.
A decisão, fundamentada nos artigos 310, I, do Código de Processo Penal (CPP), relaxou a prisão em flagrante, contudo o magistrado se amparou nos artigos 311, 312 e 313, do CPP, para decretar a prisão preventiva de Gustavo Bezerra dos Santos.
Para o magistrado, o flagrante foi eivado de falhas e erros, tanto que fez um apanhado geral da sequência de fatos que culminaram com a prisão do acusado, portanto declarou ser ilegal o flagrante lavrado vários dias após a prisão do paciente. O crime aconteceu dia 5 e o acusado foi preso no dia 8, em Bacabal, Maranhão.
“Embora não subsista a prisão em flagrante, cabe analisar se a custódia do indiciado é medida imperativa”, avalia o magistrado, para em seguida fazer novo apanhado jurídico de decretar a prisão preventiva do acusado.
“Ao que consta dos depoimentos colhidos pela autoridade policial, a vítima, que é policial militar, foi morta na própria casa com um tiro disparado pelo indiciado e, diante desse fato apurado pela autoridade policial, a prisão preventiva se fundamenta na garantia da ordem pública, pois a conduta imputada a ele, caso seja provada em juízo, poderá revelar a prática de um audacioso crime de homicídio”, salienta o magistrado.
“A morte violenta de um policial militar, cuja conduta profissional, pelo que se denota dos autos, não está marcada por nenhum desvio ou abuso, abala seriamente a ordem pública, haja vista a grande e negativa repercussão do fato na comunidade e a soltura do indiciado, após a morte violenta do ofendido, pode gerar uma perplexidade social suficiente para colocar em risco a paz na coletividade e a credibilidade dos órgãos encarregados da segurança pública e da aplicação da lei”, sintetiza o juiz Murilo Simão. 

Dupla recebe voz de prisão dentro do Fórum

Quando os acusados de ser assaltante e traficante, Juscelino Marinho Ramos, o “Piché”, e Edilson Valente de Jesus foram até o Fórum de Marabá, na manhã desta quarta-feira (9), jamais imaginariam que seriam presos.
Foi exatamente o que aconteceu. Eles, que ainda estavam atordoados com a derrota da Seleção Brasileira, ficaram ainda mais desnorteados com o anúncio de que seriam presos, tendo em vista que estavam com prisões preventivas decretadas.
“Piché”, segundo o sargento José Augusto, responde processo por furto e roubo na 5ª Vara Penal e desfrutava da prerrogativa de responder ao crime em livramento condicional, mas deixou de cumprir alguns protocolos perante a Justiça e acabou sendo preso. Um dos protocolos seria comparecer mensalmente na secretaria da 5ª Vara para assinar o chamado livro de frequência. Como não seguiu esse compromisso, acabou voltando pra cadeia.
Já Edilson Valente de Jesus, preso em maio de 2011 e condenado em abril de 2012, por tráfico de drogas, estava foragido. Quando ele foi verificar a situação do processo que tramita na 4ª Vara Penal de Marabá, acabou recebendo voz de prisão. 
Ambos foram apresentados ao delegado plantonista da Seccional Urbana da Nova Marabá e devem ser encaminhados ao Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama), já que são considerados presos de Justiça.




Três corpos necropsiados em 24 horas

Nas últimas 24 horas o Instituto Médico Legal (IML) necropsiou três corpos, sendo dois de Marabá. O caso mais emblemático envolve a morte da jovem Emilly Rocha Brandão, 17 anos, vítima de acidente de trânsito e que gerou diversos questionamentos por parte de parentes dela. Os familiares estão acusando que a jovem morreu por conta de provável erro médico.
Esses parentes, cujas identidades não foram repassadas para a reportagem, contaram ao delegado Rayrton Carneiro que a estudante sofreu fratura exposta na perna esquerda em consequência de um acidente. Levada para o Hospital Municipal de Marabá (HMM) ela teve a perna engessada.
O acidente ocorreu no início do mês de julho, sendo que a jovem morreu na terça-feira. Para tirar dúvidas em torno do caso, Rayrton Carneiro recomendou, em ofício remetido ao IML, que a remoção e necropsia fossem feitos de forma criteriosa e com o maior cuidado possível. “Pede-se especial atenção pelo fato de que a jovem foi vítima de acidente de trânsito, teve fratura na perna esquerda, foi submetida a internação por aproximadamente seis dias no HMM, lá foi engessada estando a perna com ferimento o que pode ter provocado a necrose e infecção que gerou a perda do membro,  posteriormente a morte por infecção generalizada”, reza trecho do ofício.
Vale lembrar, porém, que Emilly morreu no Hospital Regional Público do Sudeste do Pará Dr. Geraldo Veloso. A direção desta casa de saúde, por meio da Assessoria de Comunicação, informou que todos os procedimentos exigidos foram adotados para salvar a vida da jovem, que deu entrada naquele hospital com a perna engessada. Quando foi internada, diz ainda a assessoria, ela já apresentava quadro de infecção generalizada, o que causou a morte.
Outro que passou pelo IML foi o adolescente Anderson Alves dos Santos, de apenas 13 anos, que também foi vítima de acidente de trânsito, na estrada do Rio Preto, zona rural de Marabá. Por fim foi necropsiado o corpo da dona de casa Maria Valdelice Gomes do Nascimento, 47 anos, cuja morte, de provável causa natural, ocorreu em Itupiranga. 


terça-feira, 8 de julho de 2014

Vale abre 120 vagas gratuitas de capacitação em Parauapebas


Moradores de Palamares Sul, Palmares II e CEDERE I terão acesso a cursos para operador de motoniveladora, greidista e ferreiro armador
Nesta terça (8) e quarta (9) estarão abertas as inscrições presenciais para novas turmas do Programa de Preparação para o Mercado de Trabalho (PPMT) em Parauapebas. Serão 120 vagas para cursos gratuitos de operador de motoniveladora, greidista (auxiliar de topografia) e ferreiro armador, realizados em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
Os cursos foram escolhidos pela comunidade a partir da necessidade de capacitação de trabalhadores locais para as obras do Projeto Ramal Ferroviário. Serão oferecidas 60 vagas para Palmares Sul, 30 vagas para Palmares II e 30 vagas para CEDERE I.
As inscrições serão realizadas em escolas localizadas nos bairros e os cursos serão ministrados nos mesmos locais, no período noturno. Os candidatos precisam ser maiores de 18 anos, além de apresentar documento de identidade e comprovante de escolaridade. As aulas inaugurais terão início a partir do dia 15 de julho.
O PPMT é promovido pela Vale em regiões onde a empresa desenvolve projetos, com a capacitação profissional em cursos que aumentam o nível de empregabilidade das comunidades onde atua.

Serviço

Cursos de operador de motoniveladora e greidista em Palmares Sul
Quando se inscrever: 8 e 9 de julho, de 13h30 às 16h.
Onde: Escola Municipal Paulo Freire.

Curso de greidista em Palmares II
Quando se inscrever: 8 e 9 de julho, de 13h30 às 16h.
Onde: Escola Crescendo na Prática.

Curso de ferreiro armador no CEDERE I
Quando se inscrever: 9 de julho, de 13h30 às 16h.
Onde: Escola Municipal Antônio Vilhena.


Sargento encontrado morto no quarto



Marinho recepcionou matadores em casa e foi assassinado

Gustavo Pereira o Gongo, confessou crime

Enquanto Francisco Vieira, o Quim,  furtou pistola do militar




O sargento da Polícia Militar (PM) Manuel Marinho de Sousa Filho, 43 anos, o sargento Marinho, lotado no 4º Batalhão da Polícia Militar (BPM) foi morto a tiros na madrugada o último sábado (5). O crime ocorreu na própria casa da vítima, na Rua 31 de Março, bairro Laranjeiras, Núcleo Cidade Nova. Ele foi vítima de latrocínio, já que os criminosos levaram vários objetos, inclusive um cordão de ouro, bastante valioso, além de armas do militar.

A polícia agiu rápido e prendeu quatro pessoas que participaram direta e indiretamente do crime. O assassinato provavelmente ocorreu por volta das 3 horas da madrugada. Marinho foi morto com um tiro na cabeça, enquanto dormia. 

Um adolescente de 17 anos está sendo apontado como o autor do assassinato. Ele já está apreendido. Com riqueza de detalhes o menor confessou que matou o militar para roubar armas, dinheiro e joias. Mas garante que foi induzido por outros três comparsas para cometer o crime. Esse adolescente,aparentemente, mantinha um relacionamento homoafetivo com o sargento.

Ainda de acordo com o adolescente, ele e os outros três beberam na casa do militar até por volta de meia noite. Nesse horário, disse, todos saíram da casa em direção a um clube dançante, no bairro Liberdade, de onde retornaram em torno das 2 horas. O menor em conflito com a lei contou ainda que entrou na casa do sargento, onde permaneceu por pouco tempo e, em seguida, o matou com um único tiro na testa.

O adolescente não contou se Marinho estava embriagado, ou dormindo quando foi alvejado. Mas na maior tranquilidade possível disse que foi orientado pelo amigo e comparsa, Ernandes Ferreira de Lima, 27 anos. Este também preso ainda no sábado.

O amigo e colega de trabalho da vítima, sargento José Augusto, confirmou que houve uma farra na casa do sargento Marinho, e que todos foram à boate, onde a festa continuou. Sargento Augusto disse que por volta das 2 horas se despediu do colega militar, quando ambos tomaram caminhos diferentes.  “Fiquei sabendo por volta das 10 horas da manhã (de sábado) que o Marinho tinha sido assassinado”, relata.

Estranho – O corpo do sargento Marinho, que morava sozinho, foi encontrado por um irmão dele, que é agente penitenciário no Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama). Esse agente foi alertado por um sobrinho deles que tinha algo errado na casa do militar. Isso porque, por volta das 9 horas da manhã, os cachorros de raça que Marinho criava, estavam no meio da rua. “Coisa que jamais Marinho deixava acontecer, pois cuidava bem dos animais”, reconhece um vizinho.

O agente prisional, que prefere não se identificar, foi até a casa e encontrou o portão aberto. Fato também bastante estranho. Pelo portão ele e o sobrinho tiveram acesso ao interior da residência e, no quarto, se depararam com o sargento, deitado com o peito pra cima e, já sem vida. O alarme foi dado e as investigações tiveram início.   


Polícia agiu rápido para prender acusados


Assim que a notícia da morte do militar foi propagada, na manhã de sábado, uma verdadeira força tarefa foi montada para tentar prender os envolvidos no latrocínio. De imediato, os militares envolvidos na investigação apreenderam o adolescente de 17 anos que, inclusive mora perto da casa do sargento Marinho. 

Ainda na manhã de sábado, após a confissão do menor, que entregou os demais comparsas, os policiais localizaram Ernandes Ferreira de Lima, que teria induzido o adolescente a matar o sargento Marinho, pois sabia que o militar tinha joias, dinheiro e armas em casa.

Inclusive, foi com Ferreira que os militares apreenderam as armas furtadas do militar, uma pistola ponto 40 de uso exclusivo da Polícia, e outras pistolas calibre 380.

Confortável – O sargento Marinho, segundo colegas de farda, levava uma vida discreta e confortável, fruto de economias e negócios que costumava fazer entre amigos. Ele também emprestava dinheiro à juros. Ao longo de sua carreira militar ele conseguiu comprar alguns bens, o que provavelmente deve ter despertado a ganância dos criminosos.

O próprio adolescente contou aos policiais, em vídeo gravado onde confessou o crime, que Ernandes Ferreira teria lhe pedido para matar o sargento Marinho e ficar com os bens da vítima. Ele inclusive orientou que o menor deveria encostar a arma na cabeça do militar e apertar o gatilho, pois desse modo o estampido não ecoaria pela casa e não despertaria a atenção de vizinhos. Assim fez o adolescente, como ele mesmo confessou.

Outro – Desde a morte do sargento Marinho que a equipe de policiais militares liderada pelo tenente Bruno Ibiapina Teixeira, vem realizando diligências em Marabá e em municípios vizinhos. Este trabalho surtiu efeito a ponto de culminar com a prisão de outros dois suspeitos, Gustavo Pereira, o “Gongo”, e Francisco Vieira de França, o “Quim”.

Eles foram capturados na manhã desta segunda-feira (7) em Bacabal, no Maranhão. Ambos ficaram de ser recambiados para Marabá e devem ser apresentados à Imprensa somente nesta terça-feira. 

Inicialmente o inquérito policial deve ser conduzido pelo delegado plantonista Vinicius Cardoso das Neves, que deve definir a participação de cada um dos acusados em mais este crime de latrocínio.



Sandy Grill, assassinada


Travesti pode ter sido vítima de latrocínio


Neste final de semana aconteceram quatro homicídios em Marabá. Uma das vítimas foi o homossexual assumido, Cleilson de Alencar Ferreira, a “Sandy Grill”, 27 anos, que pode ter sido vítima de latrocínio. O corpo foi localizado na casa dele, na Rua 7, bairro Araguaia, popularmente conhecido por Invasão da Fanta, Nova Marabá.

Segundo o delegado Rayrton Carneiro dos Santos, o corpo da vítima foi localizado por volta das 17 horas e já exalava um mau cheiro, fato que chamou a atenção da vizinhança. 

A irmã de Alencar, Valdicleia de Alencar Ferreira confirmou que o irmão era homossexual e que a moto dele tinha sido furtada da residência, o que comprova o latrocínio. Não há maiores detalhes acerca do crime. A polícia deve refazer os passos da vítima que costumava “fazer ponto” na rotatória das Folhas 20 e 21, além de frequentar uma boate que lhe rendeu o sobrenome de guerra, “Sandy” costumava levar os parceiros para a casa dela, no bairro da Fanta.

Segundo informações, “Sandy Grill” foi morta com um objeto contundente, pois havia marcas no crânio. O crime pode ter ocorrido na última sexta-feira (4), logo após o jogo da Seleção Brasileira. 

O corpo foi removido direto para o Necrotério Municipal, tendo em vista que estava em adiantado estado de decomposição. Ficou de ser sepultado no final da tarde, logo após ser necropsiado.

Por enquanto o crime está sendo tratado como latrocínio. Os parceiros da vítima, se identificados, podem ajudar na investigação policial para tentar identificar o matador, ou matadores. 

Outros – Na Folha 6, Quadra 1, Lote 5 da Nova Marabá foi morto a tiros Maicon Jansen da Silva. A Polícia tem poucas informações acerca desse crime. Em Morada Nova, foi assassinado a tiros, Wanderley de Jesus Oliveira, 25 anos. A vítima aparentemente tinha envolvimento com o tráfico de drogas e pode ter sido morto em acerto de contas.

Elvis Marques Teixeira, 36 anos, morreu de provável causa natural em Marabá, Assim como Sebastião Gomes da Silva, de 49 anos. Fechando a lista funesta do IML de Marabá, morreram vítimas de acidentes de trânsito, Rogério Castro, de 25 anos, e a criança de apenas dois anos de idade, Matheus Dias Alencar. 


Assaltantes não dispensam nem a polícia



Apesar de todos os esforços da polícia e das várias prisões, mas a bandidagem não dá trégua. Nem mesmo os policiais estão imunes ao ataque dos bandidos, como foi o caso de dois sargentos que foram vítimas de assaltantes.

Na madrugada de sábado o carro do sargento Francisco dos Santos Barroso, que estava estacionado em frente a casa dele, no bairro Neuton Miranda, teve a porta arrombada e de dentro os gatunos furtaram uma pistola calibre 380. 

O militar não informou maiores detalhes em Boletim de Ocorrência (BO) sobre prováveis suspeitos desse audacioso arrombamento. Mas confirmou que o carro estava na porta da casa dele e, pela manhã quando saiu da casa, percebeu que o veículo tinha sido arrombado.

Moto – Jailson da Silva foi preso e um adolescente, de 17 anos, apreendido por uma guarnição da Polícia Militar (PM). Segundo informações, a dupla se envolveu num roubo de uma moto no bairro São Félix. A prisão e apreensão, respectivamente, foram coordenadas pelo sargento Ezequias Pereira Fernandes. 

Outro roubo de moto foi registrado por Wedson da Silva Medrado. Ele contou que no último dia 4 a moto dele, uma Fazer, azul, placa OFW-6511 foi furtada. O veículo estava estacionado em frente a uma clínica particular, no bairro Cidade Nova.

Outro que ficou no prejuízo por conta de ladrões foi Hélio Gonzaga Analasco. Ele contou que chegava na casa dele, na Folha 33, ocasião em que dirigia a caminhonete dele, uma S-10, placas DFT-8517, quando foi abordado por dois assaltantes. 

Segundo a vítima, os dois bandidos eram jovens, usavam aparelhos ortodônticos e estavam armados. Gonzaga foi obrigado a entregar seu veículo aos bandidos.


Colono sendo acusado de abusar de menores


Um pai desnaturado está sendo acusado de abusar sexualmente de duas filhas menores, uma de 14 e a outra de apenas 4 anos de idade. Trata-se do colono Gilmar Brasil da Silva, 42 anos, preso neste final de semana na Vila Santa Fé, zona rural de Marabá, por uma guarnição da Polícia Militar (PM) comandada pelo sargento Rubervaldo Cabral do Nascimento.

Inicialmente a equipe foi acionada para atender uma denúncia de confusão em família que estaria sendo provocada pelo acusado. Com ele os policiais apreenderam três espingardas artesanais do tipo “por fora” que, segundo ele, usava para caçar animais silvestres. Brasil foi conduzido à Seccional Urbana da Nova Marabá por porte ilegal de armas de fogo.

Mas não era só isso. Quando já estava para ser liberado mediante pagamento de fiança, o estupro de vulnerável veio a tona. O colono foi denunciado pela própria mãe das supostas vítimas da violência sexual.  

Diante da nova situação, Gilmar Brasil foi encaminhado pelo delegado Rayrton Carneiro à Delegacia de Atendimento a Criança e ao Adolescente (DATA), situado na Folha 10, Nova Marabá, para ser ouvido pela delegada Simone Felinto a respeito da acusação de abuso sexual.

A mãe e as crianças devem ser ouvidas em depoimento. As meninas devem passar por exame sexológico no IML de Marabá e, caso seja confirmada a denúncia, Gilmar Brasil deve responder judicialmente por estupro de vulnerável.






quinta-feira, 3 de julho de 2014

Assaltante argentino rouba em São Félix



Marcas de bala na fuselagem do avião ...  

... que teve de ser rebocado para o hangar

Avião deve ficar um bom tempo parado





A Divisão de Roubo a Banco desembarcou na manhã desta quarta-feira em São Félix do Xingu investiga para tentar identificar quem são os três assaltantes, que na manhã da última terça-feira (1º) de julho, roubaram uma aeronave que taxiava no aeroporto de São Félix do Xingu.

O bando atacou o avião, de onde roubaram, cerca de um milhão de reais. Pelo menos uma pista eles têm, um dos assaltantes tinha sotaque portenho e pode ser um argentino, que trata-se do assaltante de banco, Edigardo Esteban Villafane, argentino preso várias vezes, no Pará, Maranhão, Tocantins e Goiânia, onde cometeu roubos a banco nestes estados. Ele está sendo processado por tais crimes na Vara de Entorpecente e Combate às Organizações de Belém. 

A polícia ainda não confirmou se, de fato, este assaltante participou do roubo, mas seguranças que faziam a escolta do avião informaram ao delegado de São Félix do Xingu, Lenildo Mendes, que de fato, um dos acusados apresentava sotaque portenho.

Resta, contudo, à Polícia diligenciar para levantar, se de fato o acusado, tem ou não participação neste roubo, ou se outro assaltante se fez passar por Edigardo Villafane que está em liberdade.

O assalto aconteceu no final da manhã de terça-feira, ocasião em que os três assaltantes, fortemente armados, atacaram o avião. 

Quatro seguranças foram rendidos pelos assaltantes, que literalmente metralharam o avião. Os ladrões se esconderam numa mata que margeia a pista e quando o avião pousou aconteceu o roubo. 

O bando fugiu em um carro Palio, sentido à Vila Cruzeiro do Sul, município que faz fronteira com os municípios de Marabá, Itupiranga e São Félix do Xingu.

Investigação - A equipe que investiga o caso é liderada pelo delegado Evandro Araújo e contra com um contingente considerável de policiais de diversas especializadas, a DRCO, DRE, NIP e GPE.

Os policiais estão baseados em São Félix do Xingu e pretendem permanecer o tempo que for necessário até que consigam levantar maiores informações acerca das identificações dos acusados deste audacioso roubo.

Por telefone, André Araújo informou que todas as hipóteses devem ser levantadas em torno deste roubo.  “Não descartamos nada, desde ‘parada’ dada ou até mesmo a articulação dos bandidos”, comenta.



Assaltantes de banco presos no São Félix




A equipe da Polícia Civil, liderada pelos delegados Carlos Eduardo Vieira Matos e Ricardo Oliveira do Rosário, prendeu, na madrugada desta terça-feira, três acusados de integrar uma quadrilha especializada em roubar bancos na modalidade sapatinho.

O bando pretendia atacar o banco Banpará do município de Itupiranga, na manhã desta terça-feira, 1º de julho. O plano seria sequestrar a gerente daquela agência, Adriana Arrais, para em seguida, roubar o dinheiro daquela agência, como acontece nesse tipo de modalidade de crime.


Para tanto, eles locaram uma quitinete de onde montaram uma base para monitorar os passos da gerente do banco e onde usavam para esconder ferramentas a apetrechos usados nos roubos a banco.

Os assaltantes presos são: José Antonio Pires Barreto, o Gordo, Ismael Alves da Silva e Franciene Silva Sousa. O trio foi preso numa casa no bairro São Félix, em Marabá. 

Segundo o delegado Ricardo do Rosário já havia uma investigação em andamento desde a tentativa frustrada de um roubo na modalidade sapatinho em 17 de maio deste ano, ocasião em que pretendiam roubar o Banco do Brasil do bairro Amapá, em Marabá.

Desde aquela ocasião que os investigadores se desdobraram até que identificaram os acusados e finalmente, na madrugada de terça-feira deram um ‘bote certeiro’ no bando. 
Outros dois integrantes do bando foram identificados e podem ser presos a qualquer momento. Os três acusados presos ficaram de ser autuados por posse de munição, associação criminosa. 

Parte do bando é oriundo do Maranhão e fazem esse roteiro até Marabá onde atacam os bancos e retornam para aquele estado vizinho num círculo contínuo que foi quebrado pela Polícia. 




Juiz solta mãe desnaturada


Acusada saiu para se divertir, deixou crianças trancadas, casa pegou fogo e as crianças morreram carbonizadas. O caso aconteceu no final de semana em Marabá, na travessa Manoel Bandeira, bairro Laranjeiras.

As indefesas crianças, Neymar e Eloá Silva de Almeida, de dois e quatro anos, respectivamente, morreram juntas e carbonizadas. 

A mãe das crianças Jarana de Oliveira Silva foi presa, atuada por abandono de incapaz pelo juiz plantonista, Murilo Lemos Simão. O mesmo magistrado entendeu que a mulher poderia responder em liberdade e arbitrou uma fiança de cinco salários mínimos.

O caso ganhou uma ampla repercussão diante da mídia local e na opinião pública, contudo, no dia 1º de julho a mulher foi solta por ordem do juiz titular da 5ª Vara Penal, Marcelo Andrei Simão.

Em linhas gerais, este magistrado compreendeu que a acusada não dispõe do recurso necessário para pagar a fiança e a isentou de tal obrigação. 

Contudo, o magistrado deixou claro que a Jarana Silva deve cumprir algumas condicionantes, entre elas a obrigatoriedade de comparecimento mensal na Comarca de Marabá e caso não o faça, pode ter a prisão preventiva decretada.

Independentemente da decisão do magistrado, a opinião publica, praticamente condenou a dona de casa. Muitos moradores marabaenses entendem que Jarana Silva, em hipótese alguma deveria ter deixado as crianças sozinhas e trancadas.


Negligência, ou irresponsabilidade, o fato é que a dona de casa, caso seja inocentada pela Justiça, deve ser condenada pela consciência, pois deve carregar para o resto da vida, o peso de ter deixado os filhos sozinhos e acabaram morrendo de forma tão trágica.




Justiça demora e crime prescreve



Que a Justiça é lenta, todos sabem. Exemplo desta lentidão se deu no final da semana passada ocasião em dois acusados de homicídios iriam ser julgados, contudo foram beneficiados com a chamada prescrição. Um dos acusados, inclusive, o cabo Francisco Wilson de Sousa é falecido e o ex soldado da Polícia Militar Nilton Costa Alves.

Ambos teriam matado Aristeu Gomes da Cruz em assassinado no dia 14 de junho de 1991 após uma troca de tiros com os militares, que na verdade, tentavam revistar o acusado, que estaria portando uma arma de fogo dentro de uma bolsa.

O defensor público Alisson Costa e o advogado Odilon Viera Neto argumentaram que o crime havia prescrito e que transcorreu mais de doze anos entre o crime a sentença de pronúncia. 

O juiz Murilo Lemos Simão acatou os argumentos de ambos, o defensor e o advogado e baseou a sentença com base no artigo 109, inciso III, do Código Penal.

“Assim, supondo que os réus fossem, eventualmente, condenados pelos jurados, a pena base que poderia ser estabelecida não poderia ser superior a 8 anos de reclusão e diante da inexistência de circunstâncias agravantes ou causa de aumento de pena, a sanção em concreto não excederia, em hipótese alguma, àquele patamar inicial. Assim, tendo em vista a pena que, virtualmente, poderia ser aplicada no caso de condenação, chega-se à conclusão de que ocorreria, inevitavelmente, a prescrição da pretensão punitiva retroativa, nos termos do artigo 110, § 1°, do Código Penal”, alinhava o magistrado.

Outros – No próximo dia 4 de julho está previsto para acontecer o julgamento do acusado de ser homicida, Euclides Pereira Lima.

Ele teria matado com golpes de arma branca o braçal José Antônio da Silva Lima dentro de um bar, no dia 15 de abril de 2005, após uma discussão por motivo fútil.

Quando interrogado em juízo, o réu admitiu ter ingerido bebida alcoólica em um bar, mas alegou não se lembrar de nada do que aconteceu, razão pela qual não sabia dizer se era inocente, ou culpado do crime.

Já o acusado Magno Silva é julgado deve ser julgado no dia 14. Pesa contra ele a acusação de ter matado José Bezerra de Oliveira,  morto a tiros no dia 15 de julho de 2012. A vítima tinha 72 anos, retornava de um culto com a esposa, Raimunda de Nazaré Vieira da Silva, pela rua Bom Jesus, bairro Jardim União, quando foi alvejada com um tiro no abdômen.

Logo em seguida, a guarnição comanda pelo cabo Edson Rodrigues da Silva prendeu o acusado, que para se defender, alegou que o crime foi cometido por uma pessoa que ele identificou pela alcunha de Loirinho, mas de nada adiantou, pois Magno Silva acabou sendo indiciado e processado por homicídio simples previsto no artigo 121, §2º II do Código Penal Brasileiro.

À época ado crime, o acusado contou ao policial, que matou o idoso, porque este teria lhe batido com uma bengala, logo após um incidente, tendo o acusado batido no com uma bicicleta, sendo que Magno Silva teria pedido desculpas ao idoso, que não aceitou e teria desferido o golpe de bengala no acusado.

Uma coisa é certa, mesmo o acusado ter negado em juízo o crime, a viúva não titubeou em reconhecê-lo como sendo o homicida, tanto na delegacia quanto em juízo, e por fim Magno Silva deve de fato ser julgado por homicídio.

No dia 25 de julho é a vez do acusado Manoel Gonçalves Dias sentar no banco dos réus, enquanto que Márcio dos Santos Sousa deve ser julgado no dia 28 de julho.

Fechando a agenda dos julgamentos, dia 1º de agosto é a vez de sentar no banco dos réus o acusado Valdemar Macedo Mourão. Todos os júris devem ser presididos pelo juiz Murilo Lemos Simão. 


Casal de sequestradores preso


Lourival Cordeiro de Paula e a esposa, Wesleia de Sousa Carvalho foram presos nesta terça-feira (1º) em Eldorado do Carajás e Marabá. Ambos são acusados de orquestrar o sequestro de um sobrinho deles de apenas 7 anos, filho do irmão do Lourival, Genival Cordeiro de Paula, fato que aconteceu na última terça-feira (1º) em Eldorado.

Foi o pai da criança, Genival de Paula quem acusou o irmão de sequestrar o filho dele. Pelo resgate estava sendo cobrado R$ 90, um carro e uma moto, sendo que recentemente, Genival teria vendido uma terra em Eldorado, daí o suposto motivo para a tentativa de extorsão do irmão.

Este acusado foi preso na casa dele, ainda na terça-feira em Eldorado. A criança teria sido localizada em um posto de combustíveis em Marabá, onde outros dois comparsas teriam a abandona. A mulher dele, Wesleia Carvalho foi presa neste município. Ela também teria participação no sequestro.

O casal, segundo o delegado Timóteo Oliveira, foi conduzido para Marabá, tendo em vista que o delegado de Eldorado, Bruno Fernandes de Lima estava tirando plantão neste município.

O caso chegou ao conhecimento da Polícia na terça-feira e, finalmente foi remetido ao delegado Timóteo Oliveira, que por sua vez, autuou marido e mulher por sequestro mediante extorsão. 

Para a Polícia, os acusados justificaram o sequestro como uma forma de se vingar do pai da criança, que teria estuprado a mulher do Lourival a Wesleia Carvalho, fato que aconteceu em Eldorado quando ela estava grávida da filha, como menos de um ano atualmente.

A alegação, contudo, em nada atenuou a situação dos acusados, que foram autuados em flagrante. O caso deve ser comunicado na Comarca de Curionópolis nesta quarta-feira, já que Eldorado compreende área de jurisdição.

Outra versão – Para a reportagem o acusado Lourival de Paula tratou de negar o sequestro e que não iria conversar nada a respeito do caso, pois já havia sido orientado por advogado.

Já a esposa dele, Wesleia Carvalho, mesmo se sentindo constrangida aceitou conversar e disse que fora estuprada pelo cunhado, o pai da criança, o Genival Cordeiro.

Ela confirmou que o marido sequestrou a criança como forma de se vingar do irmão. A respeito do estupro, ela contou que tal episódio aconteceu quando ela estava grávida de apenas um mês de uma filha menor.

A criança tem pouco menos de um ano e durante todo esse tempo, ainda segundo Wesleia Carvalho, estava sendo ameaçada de morte pelo cunhado, caso ela contasse o estupro. 

Contudo a mulher contou que no final de semana, depois de muita pressão do cunhado, optou em contar ao marido que tinha sido vítima de estupro.

Desta forma, acredita, o marido sequestrou a criança numa forma de se vingar, no que ela nega frontalmente que tenha participado de tal crime e que não concordou com a atitude do marido. 

Por fim, disse que não contou o estupro às autoridades de Eldorado do Carajás, por temer pela vida e da filha e que agora se vê presa em um crime que eventualmente não cometeu e que não teve nenhuma participação.

Alegações à parte, os dois acusados foram autuados por extorsão mediante sequestro e ele, Lourival de Paula deve ser encaminhado para uma cela do Centro de Recuperação de Marabá, enquanto a mulher deve ser encaminhada à ala feminina do Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama). 



quarta-feira, 2 de julho de 2014

Mãe sai para se divertir e crianças morrem carbonizadas


Casa foi totalmente consumida pelas chamas
Mãe desnaturada saiu para se divertir e deixou ...

... E deixou as indefesas crianças trancadas




Anderson Damasceno e Edinaldo Sousa



Ainda é grande a repercussão em torno de uma tragédia que aconteceu em Marabá no último final de semana, ocasião em que duas crianças,  Neymar e Eloá Silva de Almeida, de dois e quatro anos, respectivamente, morreram juntas e carbonizadas num humilde casebre de madeira.

O sinistro aconteceu num humilde casebre de madeira, na travessa Manoel Bandeira, bairro Laranjeira, onde moravam. Era por volta das 22 horas do último sábado, quando o Corpo de Bombeiros de Marabá foi acionado para atender a uma ocorrência de incêndio. A guarnição comandada pelo sub tenente Hildebrando chegou até a casa de constatou que 70% do imóvel já havia sido queimado.

Cerca de vinte 20 minutos após a chegada dos bombeiros, uma dona de casa, Jarana de Oliveira Silva chegou até o local do incêndio e se identificou como sendo a dona da casa e que dentro do imóvel havia duas crianças. Ela havia saído de casa para se divertir em um clube e deixou as crianças trancadas.

No palco do sinistro, houve uma grande aglomeração de curiosos, e muitos falavam até em ‘linchar’ a dona de casa. Policiais militares que atenderam a ocorrência prenderam Jarana Silva e ela foi conduzida até a Seccional Urbana da Cidade Nova.

Por sua vez, o delegado Carlos Eduardo Vieira Matos, confirmou que as duas crianças, de fato estavam trancadas na casa e, por este motivo, morreram carbonizadas. A mulher foi presa e autuado por abandono de incapaz, permaneceu no cárcere até o dia 1o de julho, ocasião em que o juiz Marcelo Andrei Simão Santos a liberou para que ela responda ao crime em liberdade.


Monturo - As causas do incêndio ainda não estão devidamente esclarecidas, contudo, preliminarmente, o sub-tenente  Hildebrando informou que o fogo começou num “monturo”, em um terreno baldio no fundo da casa e veio se propagando até atingir a casa de madeira.

“Nós combatemos o incêndio e fomos atrás das crianças, mão os dois foram carbonizados, infelizmente, não deu pra salvá-las”, afirma o militar informando ainda que as chamas estavam muito altas o que dificultou o acesso. 

As chamas foram debeladas em cerca de minutos e somente depois os militares constaram o óbvio, as crianças haviam sido carbonizadas.


Outras – Além destas duas crianças, o IML de Marabá necropsiou outros cinco corpos no final de semana. Entre eles, o de Domingos Euzébio Campos 72 anos, vítima de suicídio em Itupiranga.

De causa indeterminada, morreu em Marabá, a dona de casa Maria Lucimar de Morais Silva, 37 anos.

No município de Piçarra, de provável causa natural, morreu Ananias de Almeida Carvalho, 34 anos. Em Jacundá, morreu por arma de fogo, Alexander de Sousa Serafim, enquanto que Francisco Gomes de Sousa 23 anos pode ter cometido suicídio, em Marabá. 



terça-feira, 1 de julho de 2014

Parceria que dá frutos


Garotos do São Miguel jogam bola na rua



Cerca de R$ 30 milhões serão investidos na urbanização de áreas vizinhas à ferrovia



Vale e Prefeitura Municipal de Marabá celebram nesta quarta-feira (2), às 9 horas, no hotel Goldenville, convênio para execução de obras de infraestrutura urbana em cinco bairros do município. 

Estão previstas medidas como urbanização de ruas e construção de travessias para as comunidades residentes às proximidades da Estrada de Ferro Carajás (EFC). 

Cerca de R$ 30 milhões serão repassados pela Vale à Prefeitura, que ficará responsável pela implantação das melhorias. As ações de urbanização serão realizadas em áreas vizinhas à ferrovia  e a expectativa é que sejam  concluídas em até  36 meses, prazo de vigência do convênio.

Os recursos fazem parte dos investimentos sociais da mineradora, por meio do projeto de expansão da Estrada de Ferro Carajás, e buscam aumentar a segurança para as comunidades e promover a melhoria da qualidade de vida para as famílias da região. As intervenções serão feitas em pontos da via férrea onde foi identificado grande fluxo de pedestres e veículos.