terça-feira, 4 de agosto de 2015

MST ocupa ferrovia da mineradora Vale no Pará



Dois mil trabalhadores rurais Sem Terra ocuparam nessa manhã a ferrovia de Carajás em Parauapebas (PA) utlizada pela Vale para escoar o minério extraído da minas do sudeste paraense até o porto de Itaqui, em São Luis (MA).
A mobilização faz parte da Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária promovida pelo movimento em todo brasil. A Vale tem se tornado uma das principais inimigas dos camponeses na região, os expulsando de suas terras para expansão de seu projeto minerador no Pará.
Além disso, a empresa subtraiu dos cofres públicos do Pará mais de R$ 25 bilhões, num estado onde habitam oito milhões de habitantes e mais de dois milhões vivem abaixo da linha da pobreza.
Segundo a economista do Inesc, Alessandra Cardoso os dados por empresas mostram as escandalosas cifras do monopólio da Vale no controle destes incentivos. Nada menos do que 74% dos R$ 506,96 milhões destinados pela Superintendência de Desenvolvimento na Amazonia (SUDAM) são apropriados pela Vale em vários projetos na exploração de ferro e cobre.
Para Rafela dias, da direção do MST no Pará a mineradora representa o que mais de atrasado e colonizador existe na região amazônica. “Enquanto isso, a politica econômica do governo se pauta pelos cortes nas áreas sociais e a inoperância em relação a reforma agrária com todas as regalias dada a Vale que só rouba o povo paraense”.

Paralisado

Se a mineração tem todos os créditos possibilitados para contitnuar o saque mineral no Pará, a reforma agrária segue paralisada na região.
Conforme a Comissão Pastoral da Terra (CPT) de Marabá, existem 13 mil famílias acampadas na região em aproximadamente 120 fazendas ocupadas somente no sul e sudeste do Pará.
As famílias ficam em média dez anos debaixo da lona preta sem atenção devida do INCRA e vulneráveis a violência dos latifundiários. “A demora do INCRA e da justiça federal em concluir processos tem sido a causa, inclusive, dos últimos assassinatos no Pará e o não andamento da reforma agrária no estado”, acusa o advogado da CPT, José Batista Afonso.
O número de famílias assentadas nos últimos dois anos no Pará foram de apenas 711 famílias, divididas em seis assentamentos. O que não representaria nem 10% da demanda da região.
Portanto, a média de 355 famílias assentadas anualmente seria irrisória. “Se considerarmos apenas as ocupações existentes, e não houvesse nenhuma outra ocupação de terra na região nos próximos anos, o INCRA de Marabá levaria mais 37 anos para assentar as treze mil famílias que aguardam na fila nas ocupações”, calcula Batista.
Para o advogado da CPT, a situação indica uma inoperância do INCRA para resolução agrária no Pará. “Isso demonstra a falência do órgão no processo de desapropriação de terras no sul e sudeste paraense”, conclui.
Rafaela complementa: “Não sairemos daqui, de cima desses trilhos e da margem dessa ferrovia enquanto não formos devidamente atendido pelo governo federal na distribuição de terras desssa região”, define.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Pecaria no Xingu

Vou ali no rio Xingu, pescar, volto já. Que nada, só em agosto. Férias, mano, pernas por ar, diversão lazer, tem coisa melhor. Devo integrar uma equipe de pelo menos oito pescadores esportivos, que todos os anos saem rumo a um dos destinos de pesca com maior piscosidade do sul do Pará, o rio Xingu.

Este ano a expedição conta com dois pescadores do Ceará, um do Rio Grande do Sul, e os demais, de Marabá e do Maranhão. O alto Xingu ainda é uma das regiões com alto índice de espécies de peixes, tudo por conta da distância, dificuldade de acesso, estradas precárias, no que dificulta a presença da pesca comercial.

Nesta modalidade de pesca, o arremesso, causa pouco impacto ao meio ambiente, diferentemente da pesca comercial e até mesmo àquelas modalidades notadamente com caráter predatórios onde são usados arpões, zagaiais, redes, ou tarrafas com diâmetros abaixo do permitido, todos estes métodos contribuem para o extermínio dos peixes.

Falando em peixe, mesmo se no Alto Xingu não se conseguir fisgar alguns belos exemplares, a viagem vale a pena, afinal é um dos locais mais belos e ainda preservados do Brasil, onde a natureza, em muitos lugares, reina imponente e ainda é possível detectar e visualizar animais de rara beleza como a Harpia, ou o gavião real que só ocorre onde o ambiente é totalmente preservado.

Então, tralha pronta, iscas novas, equipamento checado, combustível, rancho, tudo em seu devido lugar é chegada a hora da partida, que deve acontecer na madrugada deste sábado, em direção ao Alto Xingu em buscas de novas aventuras e dias de muito deleite, lazer e nada de ociosidade, afinal tédio é o intervalo entre uma pescaria e outra. 

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Juiz afasta Vale de processo



“Não vislumbro a razão pela qual a Vale (Mineradora Vale) se vê no direito de ser autora desta ação”. A assertiva é do juiz titular da 1ª vara Cível de Marabá, César Dias de França Lins ao se referir a uma ação de reintegração de posse de um terreno localizado às margens da rodovia Transamazônica e que tem a previsão sine die (indeterminada) para instalação do projeto Ação Laminados do Pará (Alpa).

É nesta vara que tramita uma ação de reintegração de posse pleiteada pela Vale, contudo o entendimento do magistrado é contrário às pretensões da Vale. Para César Lins, o correto seria que a Alpa peticionasse na Justiça do direito à posse do terreno.

Ele é categórico na sentença e vai mais além: “Já que entendeu (A Vale) constituir uma empresa independente, com capital próprio, e o mais importante com personalidade jurídica distinta da autora, logo o titular do direito é a Aços Laminados do Pará”, acrescenta.

Para ele, a Vale, poderia figurar na ação na condição de assistente litisconsorcial, mas jamais como autora da ação, “pois o direito subjetivo supostamente violado, gerador de pretensão é da empresa Aços Laminados em relação aos réus do processo”, acrescenta o magistrado. Figura o processo como réus, os sem teto: Erlênio Soares e Rivaldo Ferreira de Sousa.

A incongruência jurídica percebida pelo magistrado nesta ação está descrita no artigo 6º do Código de Processo Civil (CPC). “Ninguém poderá pleitear direito alheio, salvo quando autorizado por lei não faz sentido se constituir uma pessoa jurídica independente para ficar lhe representando judicialmente”, completa o magistrado.


Ademais, a sentença versa que mesmo a Alpa pertencer ao mesmo grupo econômico liderado pela Vale, esta não tem legitimidade para pleitear a reintegração de posse e por este motivo, o magistrado determinou a exclusão da mineradora da ação.

A decisão cabe recurso, no que a empresa Vale, por meio dos quatro advogados: André Luiz Chini, Márcio Augusto Maia Medeiros, Carlos Alberto Nunes Zecca e Anizio Galli Junior, deve recorrer no Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJE) com um agravo de instrumento, visando, evidentemente, reformar a decisão do juiz César Lins.

Representando os sem teto, que no dia 17 de maio deste ano ocuparam o lote da Alpa estiveram os advogados: Mardean Walleson Santos de Novaes e Franklin Carneiro da Silva. Nunca é demais lembrar que Este lote foi ocupado no dia 17 de maio deste ano, contudo, uma semana depois a mineradora Vale conseguiu um mandado de reintegração de posse que culminou com a retirada dos sem teto.


A decisão recente, porém pode causar um efeito indutor da uma nova ocupação do lote, uma vez que segue indefinida a data da implantação do projeto Alpa, que está atrelado a outro grande projeto, o derrocamento do pedral do Lourenção, no rio Tocantins, que segue de igual modo.

Vereadores soltos, mas afastados da Câmara

Segue o rumoroso caso envolvendo um suposto esquema de fraude em empréstimo bancário na agência do Banpará de Itupiranga em 2013, ocasião em que sete vereadores forjaram o empréstimo e sacaram da agência R$ 24,8 mil.

Por conta deste suposto crime de improbidade administrativa, sete pessoas foram presas, entra elas o ex-vereador, Jailton Santos da Silva, que à época da investigação, renunciou ao mandato cinco, os vereadores Derimar Ferreira da Silva, o Derimar da Colônia 54, (PPS), Nilton Moura Araújo, 46, (PPS), Raimundo Nonato Almeida Meireles, 45, (PSB), Jhonnatan Bâima Vasconcelos (PSC), Izaías Pereira Alves, o Isaías do Lojinha, 35 (PMDB), além do advogado Antonio Quaresma Filho que prestava assessoria para a Câmara de Vereadores. 

Todos foram presos no dia 24 de junho por conta de um pedido de prisão preventiva a pedido do Arlindo Cabral Júnior, que investiga o caso. Na última terça-feira (30) aconteceu mais um capítulo deste caso: o juiz substituto da Comarca de Itupiranga, Cristiano Magalhães Gomes revogou as prisões preventivas dos acusados, mas afastou os vereadores dos respectivos cargos.

Deste modo, os respectivos suplentes devem assumir assim que aquele parlamento retornar às atividades normais. Esta situação deve perdurar enquanto o processo de investigação a respeito do suposto esquema estiver tramitando.

Para quem não se lembra os vereadores foram presos por conta de possíveis pressões que estariam exercendo contra o vereador Raimundo Costa Oliveira, o Raimundão do Sindicato (PT), delator do esquema à Justiça e que a quando da prisão dos colegas, informou que estava sendo coagido a desistir de depor na Justiça.

Entretanto ele confirmou diante do juiz Cristiano Gomes e do promotor Arlindo Júnior, que de fato participou do esquema e recebeu das mãos do vereador Nonato Meireles (PSB) a quantia de R$ 3,1 mil.

A rigor, este foi o valor partilhado entre os sete vereadores à época. Tais empréstimos, segundo a investigação, foram realizados a mando dos vereadores, que para tanto usaram três servidores como ‘laranjas’, bem como contaram com a colaboração do então gerente do Banpará de Itupiranga Otávio Lopes, que também está sendo investigado em aparte neste processo.

Os empréstimos fraudulentos, por si só representam crime contra o sistema financeiro, mas o esquema do qual os vereadores se envolveram segundo a denúncia, aponta para outro crime, o de desvio de recursos públicos, já que eles, aparentemente, forjaram viagens fantasmas para pagar as respectivas parcelas.

Os pagamentos, ainda de acordo com a denúncia, eram feitos no esquema de rodízio, sendo que a cada mês um gabinete de vereador era responsável pelo pagamento ao banco. 

Nunca é demais lembrar que o esquema só veio à tona graças  a um desentendimento entre os envolvidos, sendo que o Raimundão do Sindicato denunciou o caso ao promotor Arlindo Cabral que culminou com a investigação e os respectivos desdobramentos.

Este caso deve ser concluído este ano, segundo informou uma fonte. Para tanto, algumas diligências devem ser concluídas, entre elas o levantamento quanto a uma implantação de uma comissão processante contra o delator do esquema, o Raimundão do Sindicato.

Em dezembro de 2013 ele renunciou ao cargo de presidente da Câmara de Vereadores, pois estava sendo investigado por suposto desvio de cimento e pregos por meio de uma compra fraudulenta que ele teria realizado com recursos da Câmara.

Esta diligência, segundo informou a fonte, deve sanar uma dúvida quanto a uma eventual retaliação da parte do delator, que confessou o crime e também pode responder por desvio de recursos públicos.

Caso sejam condenados, os vereadores podem sofrer outras sanções, não somente o afastamento temporário como também o reembolso, tanto que a Justiça bloqueou alguns bens dos envolvidos.

Quanto ao advogado, preso acusado de supostamente coagir o delator, este, pelo menos por enquanto, não deve mais advogar para a Câmara de Vereadores de Itupiranga, tendo em vista que o juiz determinou esta condição até que o processo seja concluído.

A Justiça também irá investigar se há algum contrato de prestação de assessoria jurídica deste causídico e caso haja, deve ser levantado os termos deste contrato, tendo em vista que pode ter sido superfaturado. 

Juiz confirma promoção



O juiz Alexandre Hiroshi Arakaki, 42, lotado na Comarca de Itaituba demonstrou desconforto com um folder apócrifo, distribuído em Itupiranga, onde o nome dele é citado de forma pejorativa e que o coloca como se estivesse atuado naquele município para atender a interesses de um grupo político.

Este mesmo folder, ou panfleto cita que o magistrado teria sido transferido de Itupiranga, em Maio deste ano, a mando, ou por intervenção de outro grupo político que faz oposição ao atual prefeito, o que para o magistrado não passa de um grande boato e mentira.

O magistrado, em linha direta com a reportagem, informou que não foi transferido de Itupiranga por conta de qualquer intervenção política e sim por conta de uma promoção.

Ele, assim como diversos outros juízes do Estado do Pará, se inscreveu para a promoção em setembro do ano passado até que em maio deste ano recebeu a portaria de número 46 assinada pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, Constantino Augusto Guerreiro.

O documento é claro: o juiz foi guindado à 2ª Entrância por merecimento e atualmente é titular da 2ª Vara Civil Empresarial de Itaituba, portanto não se trata de nenhuma intervenção política.

Ademais o juiz rebateu e repeliu todo e qualquer comentário relacionado à pessoa dele, bem como à atuação dele durante os quase três anos em que ficou em Itupiranga e acredita que tenha incomodado alguns políticos.

Para ele, os comentários do folder apócrifo reflete toda a falta de caráter do autor, que covardemente se esconde atrás do anonimato para tentar macular a imagem dele.

“Isso tipo de postura é prática comum em Itupiranga e sempre acontece antes de uma eleição, e pode ter certeza que este mesmo grupo politico vai usar esse material durante a campanha como se a minha saída da cidade tivesse alguma intervenção deles, quando na verdade fui promovido”, relata.

“Deduzo que o folder é retaliação por conta da nossa atuação, pra se ter uma idéia há 30, ou 40 ações por improbidade que instauramos, inclusive esta dos vereadores que foram presos recentemente”, alinhava.

Por fim, o magistrado explicou que não existe pena de transferência de Comarca, caso o juiz cometa algum um crime e seja condenado, com uma sentença transitada e julgada, pode ser exonerado, ou aposentado compulsoriamente.

Quanto à eventual tomada de medida judicial em relação ao folder, o juiz Alexandre Arakaki, em princípio disse que não precisaria dar resposta aos anônimos, mas pode rever a decisão e quem sabe pedir uma investigação a respeito do caso. 

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Quadrilha rouba distribuidora e é presa










 







Bando invadiu uma distribuidora de alimentos localizada no bairro Belo Horizonte, na tarde de terça-feira (23) de onde roubou diversos pertences de funcionários e clientes.

Era por volta das 16 quando o ataque espetacular aconteceu e doze horas após o crime, por volta das 4 horas da madrugada, cinco integrantes do bando foram presos. A Polícia montou um intenso cerco policial que reuniu pelo menos trinta policiais, civis e militares.

Os presos são: Claudio Fontenele Ribeiro, Alex Ferreira Cardoso, Rosivan Trindade da Silva, Sidney Carlos Teixeira Trindade e Renan Araújo do Nascimento, este seria o líder do bando e o mentor intelectual do roubo à Distribuidora.

Em verdade, os assaltantes podem te sido privilegiados com o que comumente a Polícia chama de ‘parada dada’, uma vez que a empresa poderia movimentar pelo menos R$ 100 mil naquela tarde, entretanto os assaltantes roubaram carros, jóias e uma pequena quantia em dinheiro.

Os assaltantes mostraram um considerável nível de organização a ponto de um deles, o Sidney Trindade ter chegada à distribuidora vestido de policial militar e como estava ostentando uma pistola, não despertou a reação dos vigilantes que tiram serviço diariamente na empresa.

Tão logo o acusado invadiu a empresa, rendeu os vigilantes e permitiu o resto do bando entrasse e continuasse o roubo. Todos os funcionários foram rendidos e os clientes roubados. 

O que eles não contavam, porém é que seriam presos horas mais tarde, já que assim que o roubo foi comunicado à Polícia, uma verdadeira força tarefa foi montada, que reuniu investigadores do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI) que funciona como se um tentáculo da Núcleo de Inteligência da Polícia (NIP), além de investigadores da Superintendência Regional e de militares do Grupo Tático Operacional comandados pelo cabo Jairo.

Os policiais ainda contaram com o reforço da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), à frente do delegado André Costa. De posse das primeiras imagens do circuito de segurança foi possível identificar alguns dos prováveis suspeitos, bem como os carros usados no roubo. Um gol, placa OJF-7069, um saveiro branco, placa OBY-7573, Paragominas-PA, mas que na verdade a placa verdadeira deste carro é: OIX-8321. 

Este veículo foi roubado no dia 18 de maio, de Imperatriz, no Maranhão, inclusive ostentavas o lacre daquele estado, mas com placa falsa do Pará. Ou outro carro, um Prisma, placa OTK-4299 fora roubado no assalto.

Como se numa espécie de efeito cascata, assim que o assalto foi comunicado à Polícia, foi montado um grande cerco policial até que resultou na prévia identificação do bando que chegou à distribuidora no saveiro branco, placa 7573.

Uma das vítimas reconheceu um dos acusados o Sidney das Virgens já que o acusado saiu levando o carro dele, no caso o Prisma. Depois de muitas buscas, os policiais conseguiram localizar a saveiro branco, que estava no pátio de um Shopping de Marabá.

Deste veículo, os policiais viram descer dois acusados, por volta de uma hora da madrugada. Eles entraram no gol, que pertence ao acusado Renan dos Nascimento. O carro, segundo o delegado superintendente regional, Marcelo Delgado foi seguido de perto pelos policiais até que o motorista parou em frente à casa de número 457-B, na rua José Cursino de Azevedo, bairro Laranjeiras.

Nesta mesma casa, chegaram os outros três acusados. O imóvel servia de esconderijo do bando e lá, segundo fontes da Polícia, iriam partilhar os objetos roubados, mas não tiveram tempo, pois foram presos na madrugada.

Ainda de acordo com o delegado Marcelo Delgado, com a confirmação de que o bando estava todo no mesmo lugar, a guarnição do Grupo Tático Operacional (GTO) foi acionada para fazer o cerco policial à casa que resultou na prisão dos cinco integrantes.

Chamou a atenção da Polícia o fato de quatro assaltantes morarem em Belém e foram convidados única e exclusivamente para roubar em Marabá e região.

O acusado Renan do Nascimento é apontado pela Polícia como o líder do bando e teria fornecido o apoio logístico aos assaltantes. Ele também é apontado pela Polícia como sendo um integrante de quadrilha de roubo a banco.

Inclusive a equipe da DRCO estava fazendo diligências e buscas na região no que culminou com a prisão dos cinco acusados. A Polícia não descarta a possibilidade do bando estar articulando um roubo a banco na região, e para tanto pretendiam levantar dinheiro para se manterem até que realizassem o roubo, porém os planos foram frustrados. 

Nenhum dos acusados quis se pronunciar a respeito da acusação e prisão, pelo contrário, queixaram-se do tratamento ‘cortes’ dispensado pelos policiais e pediram auxílio para manter contato com parentes de Belém. 

Independentemente das queixas, alegações, ou reclamações o bando ficou de ser autuado por associação criminosa, roubo majorado e até mesmo receptação culposa já que o saveiro é fruto de roubo. 

Para o advogado Ronivaldo Gomes, não se justifica a prisão do cliente dele, Renan Araújo, que não participou do assalto, mas acolheu os amigos que aparentemente participaram deste roubo. “Vamos aguardar o desfecho do flagrante e verificarmos o que podemos fazer para livrar o nosso cliente”, salienta. 

Vereadores de Itupiranga presos por corrupção




De uma só 'tacada' o juiz Cristiano Magalhães Gomes, da Comarca de Marabá e que responde interinamente por Itupiranga, decretou prisão preventiva de cinco vereadores, um ex-vereador e um advogado. O caso aconteceu ontem em Itupiranga, sudeste do Pará. A cidade está em polvorosa com a decisão corajosa do magistrado



Em março deste ano, rumores davam conta que vereadores do município de Itupiranga poderiam ser presos a qualquer momento. O que era boato se transformou em fato no final da tarde, ocasião em que o juiz Cristiano Magalhães Gomes, titular do juizado Especial Criminal de Marabá determinou a prisão de cinco vereadores, acusados de envolvimento num esquema de dinheiro público, um ex-vereador e um advogado. 

Os vereadores presos são: Derimar Ferreira da Silva, o Derimar da Colônia 54, (PPS), Nilton Moura Araújo, 46, (PPS), Raimundo Nonato Almeida Meireles, 45, (PSB), Jhonnatan Bâima Vasconcelos (PSC), Izaías Pereira Alves, o Isaías do Lojinha, 35 (PMDB). O ex-vereador Jailton Santos da Silva teve a prisão preventiva decretada e se apresentou à Polícia na madrugada desta quinta-feira (25).

Já o advogado Antonio Quaresma Filho, que defendia os interesses dos vereadores: Isais, Derimar, Nonato Meireles, bem como ao ex-vereador Jailton, também foi preso preventivamente sob suspeita de estar tentando manipular provas e ameaçar o também vereador Raimundo Costa Oliveira, o Raimundo do Sindicato (PT), delator do esquema.

Delação premiada – Este caso veio à baila no início de 2013, ocasião em que o vereador Raimundo Oliveira, o Raimundo do Sindicato (PT), renunciou ao cargo de presidente da Câmara de Vereadores de Itupiranga por conta de picuinhas políticas e acabou ‘delatando’ os vereadores acusados.

Foram dele as primeiras informações ao promotor publico, Arlindo Cabral Junior que desde então se empenha em provar que os vereadores surrupiaram dinheiro publico entre os anos de 2013 e 2014 por meio de empréstimos fraudulentos na agencia do Banpará de Itupiranga. “As provas são robustas”, comenta o promotor informando que há farta documentação, laudos e testemunhos que atestam a fraude.

O crime – Segundo matéria postada no site do Ministério Publico Estadual do Pará, em  7 de fevereiro de 2013, os vereadores Nilton, Izaías, Derimar e Jhonnatan procuraram a tesoureira da Câmara dos vereadores de Itupiranga, Maria Aparecida Cosme Maracaipe, com o intuito de contrair  empréstimos fraudulentos no Banpará em nome de quatro servidores da Câmara, Maria Aparecida Cosme Maracaípe, Luciana Gomes Vieira, José Neto de Figueiredo e Valmeri Ribeiro Araújo. 

Os vereadores alegaram que estariam com problemas financeiros, daí o pedido aos servidores como se fossem um favor. Como os servidores não possuíam crédito suficiente para o empréstimo de alto valor, segundo o promotor, o então gerente do Banpará, Otávio Lopes orientou que fossem feitas declarações falsas sobre o valor do salário dos servidores da câmara e assim elevaria o crédito do servidor e desta forma poderia contrair o empréstimo. 

“Como os pagamentos dos servidores municipais são realizados no próprio Banpará, não se justificava a adulteração do valor pelo gerente, uma vez que o mesmo sabia exatamente quanto ganhavam cada um dos servidores “laranjas” do esquema”, narra o promotor Arlindo Júnior.

Ainda de acordo com o promotor, durante as investigações percebeu que os servidores ‘laranjas’ temeram represálias dos vereadores a acabaram se submetendo às pressões e se consideram vítimas. “Eles, aparentemente, são meras vítimas de seus superiores”, afiança o promotor.

Para pagar as parcelas dos empréstimos, que até então somam  cerca de R$ 25 mil, de acordo com a denúncia, os vereadores usaram outro ardil e podem ter forjado viagens fantasmas  em sistema de rodízio pelos gabinetes dos vereadores envolvidos no esquema fraudulento. 

“As falsas diárias eram justificadas como se decorrentes de viagens à Belém, a serviço da câmara de vereadores”, acrescenta o promotor alertando que os vereadores aparentemente não realizaram tais viagens.

"Os indícios de materialidade e a autoria do delito estão não somente evidentes, mas efetivamente comprovados, por farta documentação, assim como os depoimentos das próprias vítimas da organização criminosa", explica o promotor de Justiça Arlindo Cabral.   

A próxima audiência deste caso está prevista para acontecer no dia 30 de junho, ocasião em que os réus devem ser ouvidos, bem como algumas testemunhas de defesa.

Os vereadores estão sendo processados por formação e organização criminosa e fraude de documentos públicos. Ao final do processo, caso sejam condenados podem perder os respectivos mandatos, bem como cumprir as respectivas penas em regime fechado e quem sabe até mesmo retornar o dinheiro surrupiado. Para garantir este eventual estorno, alguns bens dos acusados estão bloqueados.


Vereadores transferidos para o CTM


A notícia da prisão dos vereadores causou um grande rebuliço na cidade. Um considerável contingente policial foi mobilizado para a cidade, mas apesar da intensa movimentação não houve maiores incidentes.

Os vereadores foram conduzidos até a Seccional de Itupiranga e apresentados à delegada titular, Alice Lang e ao próprio delegado superintendente regional do sudeste paraense, Marcelo Delgado. Todos foram encaminhados até o Centro de Triagem de Marabá, uma vez que em Itupiranga a estrutura é precária e aparentemente não tem condições estruturais para custodiar os presos.

Advogado - Já o advogado Antonio Quaresma Filho, teve a prisão preventiva decreta no final da tarde.

O entendimento do promotor Arlindo Júnior é de que o advogado estaria coagindo a principal testemunha deste caso, o vereador Raimundo do Sindicato, que alegou estar se sentindo ameaçado de morte por conta da delação.

Durante a audiência, o promotor Arlindo Junior entendeu que havia fundamentos para pedir a prisão preventiva do juiz e o fez, sendo que o juiz Cristiano Gomes não hesitou em decretar.

A partir desta decisão, deu-se início a uma verdadeira corrida em favor do advogado que àquela altura corria o risco de ser transferido para o CTM, entretanto no início da noite o magistrado reviu a decisão e a converteu para prisão domiciliar.

Para o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil de Marabá, Haroldo Gaia, tudo não passou de um grande mal entendido, já que ele entende que o colega estava cumprindo o deve legal de defender os clientes dele e que não houve excesso.

A suposta coação seria um pedido para que o vereador Raimundão do Sindicato assinasse uma carta contendo uma espécie de retração e um pedido de desculpas formal aos vereadores denunciados, cujo documento, evidentemente, serviria de prova em favor da defesa, o que não aconteceu.

Raimundão do Sindicato não só se negou em assinar o documento como literalmente desapareceu de Itupiranga, já que se sente ameaçado de morte por conta das denúncias feitas contra os colegas de parlamento.


Vereadores esnobaram a Justiça


Para atentos observadores da política de Itupiranga, os vereadores denunciados no esquema sabiam que podiam ser presos nesta audiência e mesmo assim se negaram em assinar as respectivas intimações deste processo no último final de semana.

Todos participavam de uma audiência publica que aconteceu na Vila Cajazeiras, zona rural de Itupiranga, ocasião em que o juiz Cristiano Magalhães Gomes também participava deste evento.

Teria sido o próprio magistrado que ordenou ao oficial de Justiça, José Gomes, que intimasse os acusados acerca desta audiência desta quarta-feira, contudo, todos se negaram em assinar os documentos numa clara demonstração de deboche à Justiça e experimentaram a ponta da lança já que foram presos.

Ameaçados - O ex-vereador Jailton Santos da Silva a quando da apresentação dele à Polícia conversou brevemente com o repórter Juscelino Ferreira e disse que se sentia ameaçado de morte. De igual modo, se sente o vereador Raimundão do Sindicato, que depois de ter denunciado o caso aparenta preocupação com o caso.