quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Avanços genéticos elevam em 45,9% produção de leite de vacas Girolando


Dados serão apresentados durante 1º Congresso Internacional da Raça Girolando, que ocorrerá em Belo Horizonte (MG)


O trabalho conjunto de pesquisadores e produtores rurais está possibilitando um aumento expressivo da capacidade produtiva de vacas da raça Girolando. A produção de leite das fêmeas quase dobrou em 13 anos. Segundo dados da Embrapa Gado de Leite, o aumento foi de 45,9%. Em 2000, a produção era de 3.700 kg em até 305 dias no ano. Em 2013 passou a ser de 5.398 kg no mesmo período, considerando as três primeiras lactações. Outros avanços de desempenho foram registrados no aumento de dias do período de lactação, saltando de 240 dias em 1989 para 283 em 2013. Como reflexo dessa evolução genética, as vendas de sêmen de touros da raça tiveram aumento de mais de 150% entre 2009 e 2013. Atualmente, a raça Girolando é a que mais cresce na produção de sêmen no Brasil, chegando à marca de mais de 774.000 doses produzidas no ano de 2014. 

Para o produtor de leite, esses números representam maior retorno econômico do negócio. Os criadores que investem em animais geneticamente superiores conseguem aumentar a produção e a qualidade do leite produzido, sem precisar elevar a área de pastagem e nem os gastos com sanidade. Esse ganho em produtividade é reflexo direto das pesquisas na área de melhoramento animal realizadas por entidades como a Embrapa Gado de Leite em parceria com a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando. 

Todas as avaliações genéticas dos touros e vacas que participam do Programa de Melhoramento Genético da Raça Girolando (PMGG) são processadas pela Embrapa Gado de Leite, que atualmente desenvolve o sequenciamento do genoma da raça para implantação da seleção genômica. “O conhecimento das informações sobre o genótipo de animais tem grande importância estratégica e elevado valor econômico, pois permite identificar os animais de maior potencial de produção de leite, gordura e de proteína, além de possibilitar a identificação de portadores de alelos para doenças hereditárias. De posse dessas informações, o produtor pode orientar os acasalamentos, a escolha de sêmen e, assim, aplicar a seleção assistida por marcadores moleculares para o melhoramento genético da raça”, garante Marcos Vinícius Gualberto Barbosa da Silva, pesquisador da Embrapa Gado de Leite e coordenador geral do PMGG.

O pesquisador coordena as pesquisas sobre seleção genômica de diversas raças leiteiras do Brasil e sobre sequenciamento do genoma de raças zebuínas e de Girolando. Ele apresentará o atual estágio da seleção genômica no Brasil durante o 1º Congresso Internacional da Raça Girolando/2º Congresso Brasileiro da Raça Girolando, que ocorrerá em Belo Horizonte (MG), de 19 a 21 de novembro. Durante a palestra, Silva falará também sobre o desempenho produtivo e reprodutivo da raça, os ganhos genéticos do rebanho e sobre o uso da genômica para escolha dos tourinhos candidatos para a prova de Pré-Seleção do Teste de Progênie da raça Girolando.
As inscrições para o Congresso estão abertas no site do evento (www.congressogirolando.com.br), onde pode ser acessada a programação completa de palestras e das visitas técnicas. 

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Comerciantes comemoram aumento nas vendas

Feira Dionor Maranhão de visual novo, todas as ruas do entorno pavimentadas




Além da fluidez no tráfego de carros, o asfaltamento das ruas no entorno da feira coberta Dionor Maranhão, bairro Laranjeiras serviu também para aumentar as vendas dos feirantes.

Há anos com vendendo sapatos e acessórios de couro, Renildo 
Nascimento Ribeiro disse que no último domingo foi possível ver o aumento no fluxo de pessoas circulando por ali. “Sentimos a diferença, o aumento de pessoas circulando na Feira, agora 
não tem mais aquela poeira. E com o povo entrando por esse lado, melhorou também a visibilidade do comércio da gente. O movimento foi muito bom”, atesta.

Quem também comemorou o retorno da clientela foi Socorro Silva Sousa, que possui um restaurante no local há oito anos. “Agora está ótimo, sem poeira, sem lama. Melhorou muito, agora tem estacionamento. O prefeito está trabalhando bem e eu espero que melhore cada vez mais”, acrescenta.

Outra que também trabalha na feira há oito anos e disse ter notado a melhoria foi Luciene Menezes, que comercializa roupas. “Eu já tive muito prejuízo com os alagamentos, com a poeira porque não tinha como vender roupa suja, né? Até para as pessoas visitarem aqui ficava difícil. Agora melhorou muito, não tem mais poeira. Foi ótimo, eu estou adorando e o prefeito João Salame está de parabéns”, reforça.

Na parte de frutas e hortaliças os feirantes também já comemoram o aumento do fluxo de clientes. Conceição Silva, que trabalha no local há quatro anos, também sofreu com os 

alagamentos. “Quando chovia, inundava, era uma agonia e não dava para trabalhar. Eu acredito que com esse asfalto vai melhorar porque já resolveu o problema da poeira”, comemora.

A pavimentação do entorno teve início na tarde da última quinta-feira (6), pela Rua José Cursino de Azevedo e continuou na manhã de sexta-feira (7) pela Rua Manoel Pedro de Oliveira, chegando a mais um trecho da Avenida Itacaiúnas. De acordo com o secretário municipal de Obras, Antônio de Pádua, todas as transversais, entre as Avenidas Boa Esperança e Itacaiúnas 
serão asfaltadas. A pavimentação também deve ser realizada na Avenida Boa Esperança assim que os serviços de drenagem forem concluídos. 

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Irmãos de extrativistas absolvidos




Demorou quase sete anos para que os irmãos do extrativista José Claudio Ribeiro da Silva fossem julgados e pouco mais do que seis horas para que o trio: Claudemir, Claudenor e Edivaldo Ribeiro dos Santos, o Marabá, fossem absolvidos por falta de provas.

Tudo conspirou a favor dos acusados, que até ontem estavam respondendo pelo homicídio do colono Edilon de Sousa da Silva, o “Pelado”, morto a tiros no dia 18 de setembro de 2008 no lote 17, do Assentamento Mamona, em Nova Ipixuna.

Este crime teria sido motivado por conta de uma disputa entre os irmãos do extrativista e pela vítima. Uma parcela de terra de aproximadamente 8 alqueires estava sendo pleiteada pelo Pelado e por um dos acusados, o Marabá.

Depois de anos de espera o caso foi a júri popular sendo que os acusados foram absolvidos por maioria de votos, uma vez que os jurados, três homens e quatro mulheres acolheram os argumentos dos advogados de defesa, Fernando Galhardo Vieira Prioste e Claudemar Aparecido de Oliveira que levantaram a tese de negativa de autoria.

E não por acaso os advogados seguiram esta linha de defesa tendo em vista que conseguiram levantar uma série de contradições acostadas nos autos, sobretudo os depoimentos de testemunhas de acusação que apontaram para uma eventual trama e uma consequente mentira com o firme propósito de prejudicar os acusados.

Um destes depoimentos seria do irmão da vítima, o Manoel Manoel Ribeiro de Sousa. Em pelo menos três ocasiões ele caiu em contradição. No primeiro momento, ainda na fase policial ele contou que viu os irmãos, bem como ao próprio José Claudio, assassinado juntamente com a esposa, Maria do Espírito Santo, no dia 24 de maio de 2011, no palco do crime, inclusive descreveu as armas que cada um usava no dia do crime.

Dois dias após o crime, segundo os advogados de defesa, ele teria declarado a um jornal local que viu duas pessoas no palco do crime. Algum tempo após, em depoimento à Policia em Nova Ipixuna, a quando de um auto de reconhecimento, lhe foi apresentado três acusados, sendo: O falecido José Claudio, Claudemir e Edivaldo, entretanto disse que não reconhecia como sendo os autores da morte do irmão dele.

Em novo depoimento, em juízo e quando lhe foi apresentado os quatro acusados, novamente negou. De igual modo, uma lavradora daquele assentamento Mamona contou à Polícia que ouviu e viu duas motos passarem em direção ao lote 17 e que os integrantes das motos serias os quatro irmãos.

Ocorre que durante o julgamento a história mudou completamente e a mulher informou que não sabia quem tinha passado naquela vicinal naquele dia e que não reconhecia os acusados.

Assim, diante de várias outras contradições a promotora Hygéia Magalhaes Valente alegou que por absoluta falta de provas não se sentia à vontade para sustentar a tese de homicídio qualificado, motivo pelo qual pediu a absolvição dos réus.

Desta forma os dois advogados se ativeram em comentar exaustivamente a respeito das contradições e acabaram convencendo aos jurados da tese negativa de autoria.

Por fim, o juiz Murilo Lemos Simão, por volta das 15 horas de ontem, prolatou sentença de absolvição em favor dos acusados, bem como um contramando, uma vez que os três acusados estavam com prisão preventiva em aberto. Os três não compareceram ao julgamento, mas agora estão livres em definitivo. 

Diversos crimes no fim de semana em Marabá



José Pinheiro roubou moto e foi morto

Francisco Silva morreu por dupla do gol branco e de vidro fumê

João Neto e Milton Silva são acusados de matar o Francisco


O final de semana que passou foi bastante violento em Marabá, tanto na zona urbana quanto na área rural. O plantão na 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá, única Delegacia de Polícia (Depol) que fica aberta aos sábados e domingos, registrou cinco assassinatos. Todos em situações distintas e por motivos os mais diversos. Movimentação que refletiu também no plantão do Instituto de Medicina Legal (IML), regional de Marabá.
Uma das vítimas foi José dos Santos Pinheiro, 19 anos, morta a tiros na avenida Sororó, bairro Jardim União, Núcleo Cidade Nova. Ele foi assassinado com um único.
Segundo informações o crime aconteceu por volta das 13 horas. Um Gol branco foi visto no palco do crime, mas não apareceu nenhuma testemunha ocular que quisesse dar uma informação precisa acerca do homicídio.
No local a polícia recolheu uma arma de brinquedo. Com esse simulacro, segundo informações, a vítima cometia assaltos pela cidade. Pela manhã, ainda segundo o que foi levantado pela reportagem, ele e um comparsa já tinham assaltado uma dona de casa, que pediu para não ser identificada.
Essa mulher relatou que pilotava uma moto e quando chegou às proximidades da Feira Dionor Maranhão, bairro Laranjeiras, foi rendida pelos dois assaltantes. Um deles era José dos Santos Pinheiro, que lhe intimidou com uma arma, provavelmente o simulacro. Em seguida a dupla fugiu levando a moto da vítima. Ela contou que a moto dela, uma YBR, modelo 2007, placa JVD-9552 foi comprada na base do sacrifício.
A mulher só ficou sabendo da morte do assaltante na manhã desta segunda-feira, justamente quando na 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá para registrar ocorrência sobre o assalto. “A gente fica revoltada porque se trata de uma moto antiga, mesmo assim eles nos roubam, humilham e nos causa prejuízo”, desabafa.
A polícia tem poucas informações em torno do crime. Apenas que um Gol branco, vidro fumê, teria sido visto no palco do crime. O caso foi comunicado oficialmente ao delegado Luiz Otávio Ernesto de Barros.
O investigador Paulino Silva Souza confirmou que Pinheiro foi morto a tiros, e que ao lado do corpo estava uma moto YBR, placa JVD-9552, a mesma que ele tinha tomado em assalto pela manhã, além de uma arma de brinquedo. É também mais um caso para a Divisão de Homicídios de Marabá (DHM).


Colono assassinado na porta de festa


Mais um crime com características de pistolagem aconteceu na madrugada desta segunda-feira (10), na Vila Sororó, zona rural de Marabá, sudeste do Pará. A vítima, Francisco das Chagas Cardoso Silva, 36 anos, foi morto como pelo menos quatro tiros quando estava se divertindo em uma festa, naquela localidade.
Chagas, aparentemente foi assassinado por dois homens que estavam em um Gol branco, de vidro fumê. O crime aconteceu na frente de um movimentado bar da Vila Sororó, onde ocorria um show. Era entre meia noite e uma hora da madrugada quando a vítima, que morava na invasão da Cosipar, foi alvejada com quatro tiros fatais.
Tao logo aconteceu o crime a guarnição da Polícia Militar (PM) efetivada na Vila Sororó entrou em contato via NIOP e informou que os prováveis matadores estavam se deslocando para Marabá.

De posse dessa informação, a guarnição comandada pelo sargento Aldir fez um cerco até que conseguiu prender dois homens que estavam em um gol branco de vidro fumê e que foram identificados como: João Caminha Reis Neto e Milton do Nascimento Silva. Eles foram apresentados na 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá ao delegado plantonista Luiz Otávio Ernesto de Barros.
O veículo supostamente usado pelos matadores, placas OFQ-0101, foi apreendido e também apresentado na Delegacia de Polícia (Depol). O carro apresentava manchas de sangue nas portas traseiras e no interior.
Interrogados pelo delegado Luiz de Barros, os dois negaram envolvimento no assassinato. Mas não conseguiram explicar a origem das manchas de sangue no veículo. Após serem ouvidos em depoimento os dois foram colocados em liberdade, já que não apareceu nenhuma testemunha que identificasse os dois como autores da morte de Francisco das Chagas.
O delegado tombou inquérito sobre o crime. O caso foi repassado para a Divisão de Homicídios (DH) para investigar o crime. O Gol foi encaminhado para perícia, para que o sangue encontrado na lataria seja comparado com a tipagem sanguínea da vítima.
A decisão do delegado, de soltar a dupla, não agradou a guarnição da PM que prendeu os suspeitos. Eles acreditam na participação de ambos no assassinato.
Mas para a delegada Simone Filinto, diretora da Seccional Urbana, Luiz Barros agiu certo. “A meu ver ele (delegado) agiu certo, afinal é melhor trabalhar com cautela, prudência e fazer um procedimento correto do que tentar forçar um flagrante e mais tarde a Justiça simplesmente soltar os dois por falta de provas, então vamos aguardar o desenrolar dos fatos”, argumenta a delegada.
Simone Filinto desabafa ainda que “criticar a Polícia é muito fácil, mas na hora de ajudar ninguém aparece; muitos falam para terceiros, mas na hora de depor formalmente se negam, então é por isso que muitos casos ficam impunes”, conclui a diretora da Seccional.


Casal encontrado morto na fazenda Balão


Um caso bastante intrigante aconteceu em um acampamento na antiga fazenda Balão, propriedade rural que integra o complexo Mutamba, zona rural de Marabá. Na noite de sexta-feira (7) um casal foi eliminado a golpes de arma branca, provavelmente um terçado, ou facão. O caseiro Aluízio Carvalho Moreira, 52 anos, e a doméstica Eva Regina Costa do Nascimento, 39, foram vítimas de provável latrocínio. É que da casa onde eles moravam sumiu determinada importância em dinheiro, de acordo com informações de terceiros.
Os corpos foram localizados na manhã de sábado por vizinhos do casal, que acionaram a polícia. O delegado Pedro Marinho de Oliveira, que estava de plantão na 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá, se deslocou até o palco do crime acompanhado de uma equipe de investigadores. Mas não conseguiu muitas informações que pudessem ajudar na elucidação do caso.
A polícia tombou inquérito a ser avocado para a Divisão de Homicídios. Investigações devem ser diligenciadas para descobrir se o casal foi mesmo vítima de latrocínio, ou se a morte dos dois foi provocada por outra motivação.  
Tentativa – Uma confusão generalizada na noite de domingo culminou com uma tentativa de homicídio. A vítima, que não teve o nome fornecido para a reportagem foi esfaqueada pelos indivíduos Leonardo Silva Lima, e José Antonio dos Santos, que também foram feridos. A briga aconteceu em um bar. Todos os três foram socorridos e encaminhados para o Hospital Municipal de Marabá (HMM).
Leonardo e Antonio receberam voz de prisão ainda no HMM, enquanto recebiam atendimento médico. A vítima apontou os dois como os que tentaram matá-lo, fato que confirmou à equipe do delegado Pedro Marinho, que esteve no hospital para colher mais informações sobre a confusão que quase acaba em morte.
Leonardo foi conduzido à Seccional Urbana da Nova Marabá, onde foi autuado em flagrante por tentativa de homicídio, enquanto José Antonio, por estar bastante ferido, fica custodiado no HMM até que se recupere dos ferimentos. Quando então será formalizado seu depoimento e, em seguida conduzido até uma cela do Centro de Recuperação de Marabá. (CRM).


Jovem morto por dupla da moto preta


O balneário do Vavazão, bairro da Independência, Núcleo Cidade Nova, também foi palco de assassinato neste final de semana. Thiago de Sousa Matos, 18 anos, que teria envolvimento com o tráfico de drogas foi morto a tiros na madrugada deste domingo (9).

No local do crime a polícia conseguiu apurar que Thiago estava acompanhado do amigo de prenome Evelton. Este é quem levou a notícia sobre a morte do rapaz ao pai da vítima, Adão Matos Valadares, que repassou as informações ao delgado plantonista Luiz Otávio Ernesto de Barros.
Segundo Adão Valadares, o filho dele foi assassinado por dois indivíduos que estavam em uma moto preta. O que estava na garupa é que efetuou os tiros, com a moto ainda em movimento. O crime ocorreu por volta das 4 horas e, apesar do horário avançado, o Vavazão estava bastante movimentado.
Em determinado momento, lembra Evelton, apareceram os dois desconhecidos quando o da garupa fez os disparos. Mesmo tendo sido atingido Thiago ainda tentou correr, mas foi perseguido de perto, recebeu outros tiros e caiu dentro de um matagal. Já estava morto.
Tão logo foi informado sobre o homicídio o delegado Luiz Otávio seguiu para o local, para os primeiros levantamentos. Mas não conseguiu muitas informações sobre motivação, ou a identificação dos matadores. O caso também deve ser avocado para a Divisão de Homicídios de Marabá (HM), cuja titular é a delegada Raissa Beleboni.

Qualidade do pasto melhora produção de leite



Com mais de 37 bilhões de litros de leite produzidos anualmente, o Brasil tem o desafio de melhorar a qualidade de suas pastagens para viabilizar o aumento da produção leiteira. Segundo o especialista e professor da FAZU (Faculdades Associadas de Uberaba) Adilson Aguiar, mais de 95% do volume de leite produzido anualmente no país vem de fazendas com sistema a pasto. Esse número reforça a necessidade de reduzir quantidade de áreas degradadas de pastagem no Brasil. Segundo a Embrapa, metade dos pastos encontra-se em algum estágio de degradação.
Para implantar um sistema de produção de leite a pasto eficiente, o primeiro passo é escolher as espécies forrageiras corretas para a região. “Outro passo importante é implantar uma infraestrutura de uma pastagem adequada, com piquetes, fontes de água, cochos, sombreamento e corredores de acesso. Vale lembrar que o manejo do pastejo também interfere no resultado. Se realizado de forma correta, permite que as vacas alcancem uma eficiente utilização de forragem da melhor qualidade, durante o ano inteiro, sem comprometer a sustentabilidade da pastagem”, diz Adilson Aguiar.
Segundo o especialista, a qualidade do pasto pode ser prejudicada com o surgimento de pragas e plantas invasoras, que reduzem a produtividade do capim em virtude da competição por água, luz, nutrientes e espaço físico. Em alguns casos, essas plantas invasoras dificultam o acesso dos animais ao capim ou são tóxicas, afetando o desempenho individual dos bovinos. Os métodos de controle de plantas invasoras e de insetos pragas e a implantação e manejo de pastagem serão temas abordados pelo professor da FAZU durante o 1º Congresso Internacional da Raça Girolando/2º Congresso Nacional da Raça Girolando, que acontecerá de 19 a 21 de novembro, em Belo Horizonte (MG).
Aguiar ministrará a palestra “Sistemas de Produção de Leite a Pasto com Gado Girolando” no dia 20 de novembro, das 9h40 às 10h20, no Ouro Minas Palace Hotel. “Vou mostrar como o pecuarista deve realizar o planejamento alimentar de uma fazenda leiteira em sistema de pastejo, como promover a correção, adubação e irrigação do solo da pastagem e qual a importância do melhoramento genético de animais para um sistema de produção de leite em pasto eficiente. Além disso, vou abordar a suplementação de rebanhos leiteiros neste tipo de sistema e apresentar os resultados técnicos e econômicos de fazendas que produzem leite em pastagens com a raça Girolando”, explica o professor da FAZU.
A expectativa é de mais de 500 pessoas, incluindo um grande número de estrangeiros, participem do Congresso. As inscrições para o evento podem ser feitas pelo site www.congressogirolando.com.br. A programação completa de todas as palestras e visitas técnicas também está disponível no site.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

MST ocupa ferrovia da mineradora Vale no Pará



Dois mil trabalhadores rurais Sem Terra ocuparam nessa manhã a ferrovia de Carajás em Parauapebas (PA) utlizada pela Vale para escoar o minério extraído da minas do sudeste paraense até o porto de Itaqui, em São Luis (MA).
A mobilização faz parte da Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária promovida pelo movimento em todo brasil. A Vale tem se tornado uma das principais inimigas dos camponeses na região, os expulsando de suas terras para expansão de seu projeto minerador no Pará.
Além disso, a empresa subtraiu dos cofres públicos do Pará mais de R$ 25 bilhões, num estado onde habitam oito milhões de habitantes e mais de dois milhões vivem abaixo da linha da pobreza.
Segundo a economista do Inesc, Alessandra Cardoso os dados por empresas mostram as escandalosas cifras do monopólio da Vale no controle destes incentivos. Nada menos do que 74% dos R$ 506,96 milhões destinados pela Superintendência de Desenvolvimento na Amazonia (SUDAM) são apropriados pela Vale em vários projetos na exploração de ferro e cobre.
Para Rafela dias, da direção do MST no Pará a mineradora representa o que mais de atrasado e colonizador existe na região amazônica. “Enquanto isso, a politica econômica do governo se pauta pelos cortes nas áreas sociais e a inoperância em relação a reforma agrária com todas as regalias dada a Vale que só rouba o povo paraense”.

Paralisado

Se a mineração tem todos os créditos possibilitados para contitnuar o saque mineral no Pará, a reforma agrária segue paralisada na região.
Conforme a Comissão Pastoral da Terra (CPT) de Marabá, existem 13 mil famílias acampadas na região em aproximadamente 120 fazendas ocupadas somente no sul e sudeste do Pará.
As famílias ficam em média dez anos debaixo da lona preta sem atenção devida do INCRA e vulneráveis a violência dos latifundiários. “A demora do INCRA e da justiça federal em concluir processos tem sido a causa, inclusive, dos últimos assassinatos no Pará e o não andamento da reforma agrária no estado”, acusa o advogado da CPT, José Batista Afonso.
O número de famílias assentadas nos últimos dois anos no Pará foram de apenas 711 famílias, divididas em seis assentamentos. O que não representaria nem 10% da demanda da região.
Portanto, a média de 355 famílias assentadas anualmente seria irrisória. “Se considerarmos apenas as ocupações existentes, e não houvesse nenhuma outra ocupação de terra na região nos próximos anos, o INCRA de Marabá levaria mais 37 anos para assentar as treze mil famílias que aguardam na fila nas ocupações”, calcula Batista.
Para o advogado da CPT, a situação indica uma inoperância do INCRA para resolução agrária no Pará. “Isso demonstra a falência do órgão no processo de desapropriação de terras no sul e sudeste paraense”, conclui.
Rafaela complementa: “Não sairemos daqui, de cima desses trilhos e da margem dessa ferrovia enquanto não formos devidamente atendido pelo governo federal na distribuição de terras desssa região”, define.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Pecaria no Xingu

Vou ali no rio Xingu, pescar, volto já. Que nada, só em agosto. Férias, mano, pernas por ar, diversão lazer, tem coisa melhor. Devo integrar uma equipe de pelo menos oito pescadores esportivos, que todos os anos saem rumo a um dos destinos de pesca com maior piscosidade do sul do Pará, o rio Xingu.

Este ano a expedição conta com dois pescadores do Ceará, um do Rio Grande do Sul, e os demais, de Marabá e do Maranhão. O alto Xingu ainda é uma das regiões com alto índice de espécies de peixes, tudo por conta da distância, dificuldade de acesso, estradas precárias, no que dificulta a presença da pesca comercial.

Nesta modalidade de pesca, o arremesso, causa pouco impacto ao meio ambiente, diferentemente da pesca comercial e até mesmo àquelas modalidades notadamente com caráter predatórios onde são usados arpões, zagaiais, redes, ou tarrafas com diâmetros abaixo do permitido, todos estes métodos contribuem para o extermínio dos peixes.

Falando em peixe, mesmo se no Alto Xingu não se conseguir fisgar alguns belos exemplares, a viagem vale a pena, afinal é um dos locais mais belos e ainda preservados do Brasil, onde a natureza, em muitos lugares, reina imponente e ainda é possível detectar e visualizar animais de rara beleza como a Harpia, ou o gavião real que só ocorre onde o ambiente é totalmente preservado.

Então, tralha pronta, iscas novas, equipamento checado, combustível, rancho, tudo em seu devido lugar é chegada a hora da partida, que deve acontecer na madrugada deste sábado, em direção ao Alto Xingu em buscas de novas aventuras e dias de muito deleite, lazer e nada de ociosidade, afinal tédio é o intervalo entre uma pescaria e outra.