sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Ex-cinegrafista segue preso




Acusado de ter estuprado uma criança de onze anos, o ex-cinegrafista e líder da doutrina espiritual Santo Daime em Marabá segue preso por determinação do juiz titular da 2ª Vara Criminal de Marabá, Marcelo Andrei Simão Santos.

Para quem não se lembra, Daniel Cavalcante foi preso no final do ano passado, dia 29 de dezembro, por conta de ter estuprado uma criança de onze anos de idade. O flagrante foi formatado pelo delegado plantonista William Lopes Crispim.
O policial recebeu a denúncia do estupro na tarde de sexta-feira, ocasião em que a mãe da criança relatou a agressão ocorrida na casa do pai do acusado. Naquela ocasião, Daniel Cavalcante tocou as partes íntimas da jovem, bem como mordeu os lábios dela.

Um laudo, assinado pelo médico legista Nagilson Amoury, constatou as lesões sofridas pela jovem. A peça foi fundamental para que o juiz mantivesse a prisão preventiva do acusado.
Além do laudo, o depoimento da jovem foi outro fator preponderante para que ele continuasse segregado. No depoimento, a jovem conta detalhes de como Daniel Cavalcante tocou nela.
A jovem narrou ainda que no ano de 2017, Daniel Cavalcante cometeu outros três estupros. Por força do ECA e para preservar a adolescente, detalhes destes atos bestiais são suprimidos, entretanto a jovem é bastante clara e detalhista em relação às agressões.
E porque os estupros permaneceram ocultados durante todo esse tempo? A reposta da jovem foi porque ela contou que foi ameaçada de morte por parte do acusado, sendo que Daniel Cavalcante lhe disse que se contasse para alguém ele mataria a mãe, pai e a jovem.
O caso em tela segue os mesmo roteiros de estuprados, que via de regra, conquista a confiança da vítima, comete o ato bestial e depois ameaça de morte as pessoas próximas.

A prisão de Daniel Cavalcante ganhou ampla repercussão em Marabá. Ele, atualmente integrava a doutrina Santo Daime, inclusive era um dos líderes.

Bastante conhecido na cidade, já que por décadas, trabalhou como cinegrafista em várias emissoras locais. Filho de um líder religioso também conhecido, sem sombra de dúvida o caso choca e causa revolta.

Nas redes sociais, há diversos  comentários  condenando o acusado. Ele segue preso em um cela do Centro de Recuperação de Marabá, destinado única e exclusivamente àqueles que cometem estupros, os chamados “Jacks”. Nunca é demais lembrar que esse tipo de criminoso não tem vida fácil no cárcere, pois não são bem vistos pelo restante da massa carcerária.



segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Latrocínio pode ter motivado chacina




Três pessoas são assassinadas na Vila Cajazeiras, em Itupiranga, em plena tarde do último domingo (11). Uma delas, o conhecido comerciante do ramo varejista, João Alves da Costa, 60, além dos caseiros Reginaldo Ribeiro Souza e José Aparecido Moreira Alves, 50 anos.
O crime teve como palco uma propriedade do Costa, como era conhecido. Em princípio, o delegado Toni Rinaldo ouviu algumas testemunhas, fez algumas diligências, entretanto o caso foi avocado para o delegado Ivan Pinto, um dos titulares da Divisão de Homicídios de Marabá (DHM) por ordem do titular do Departamento de Policia do Interior (DPI), Sílvio Maués.
Em princípio o caso está sendo tratado como latrocínio, uma vez alguns objetos de valor foram furtados como uma camionete modelo 4000, motosserra, gás de cozinha, além de uma considerável quantia em dinheiro, que seria fruto da venda de porcos, uma das principais atividades do comerciante.
Para o delegado Ivan Pinto, latrocínio é a hipótese mais provável, sendo que mais de uma pessoa pode ter cometido o crime, tendo em vista que as vítimas estavam amordaçadas e com as mãos amarradas.
Após o crime, os assassinados, provavelmente fugiram na camionete, levando os objetos e seguiram para estrada vicinal que dá acesso à Vila Mariquinha. Por conta destas informações preliminares, o delegado Ivan Pinto pede o apoio da população no sentido de colaborar com a investigação.

“Caso alguém tenha alguma informação pode entrar em contato com a DHM, ou por meio do Disque Denúncia para que este caso seja elucidado o mais breve possível”, comenta o policial informando que o caso é pouco provável se tratar de homicídio e sim latrocínio.
Em se tratando de qualificação, há uma sensível diferença, uma vez que em se tratando de homicídio, os acusados, se presos, podem ser julgados via Tribunal do Júri, no que em tese podem escapar de uma eventual sansão penal, pois este julgamento é feito por sete pessoas escolhidas pela Justiça no que em tese não têm conhecimento jurídico.
Já a qualificação de latrocínio, os réus são julgados por um juiz togado, que é plenamente capaz para tomar uma decisão com base nas provas apresentadas ao magistrado e fatalmente os acusados têm grandes chances de ser condenados.




sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Juiz mantém soldado preso




Quem deveria zelar pelo bem estar da população, servir e proteger vai de encontro a estes princípios e está no centro de uma investigação de um triplo homicídio que aconteceu no ultimo dia 20 de outubro, em Pacajá, oeste paraense.
Trata-se do soldado da Polícia Militar, Joelson Barata de Souza, lotado em Marabá. Saiu da cidade, em dia de folga é apontado pela Polícia Civil como sendo um dos envolvidos no triplo homicídio e terminou preso. 

O juiz titular da Comarca de Anapu e respondendo cumulativamente por Pacajá, Esdras Murta Bispo não só manteve a prisão dele como converteu o flagrante em prisão preventiva, ou seja sem prazo para expirar uma vez que o magistrado entendeu haver indícios de participação do acusado em tais crimes.

Aparentemente, o soldado, acompanhado com um comparsa, matou três pessoas, no dia 20 de outubro em Pacajá. Pela manhã foi morto a tiros José Maria Camelo, quando este saía de uma padaria, no centro da cidade.

À noite foi a vez dos irmãos Joelton e Josivan Cristo Bispo, filhos do empresário e pecuarista Josiel Ferreira de Almeida, o “Gato de botas”, acusado de envolvimento na morte do pecuarista e industrial madeireiro Luciano Albano Fernandes, morto a tiros no dia 19 de maio deste ano, na casa dele, uma antiga serraria situada às margens da Transamazônica.

O triplo homicídio seria um destes crimes que tinha tudo para entrar para o rol dos insolúveis, porém a ação rápida de um policial militar à paisana mudou o rumo da história.

Quando os dois matadores executavam os irmãos Cristo dentro de um restaurante, o policial militar à paisana, que não teve a identidade revelada, trocou tiros com os matadores e acertou dois projeteis no soldado Barata, um no tórax e perna.

Ferido, o soldado caiu ao chão, se levantou e fugiu em um carro. O comparsa dele fugiu em moto Bros preta. Em princípio, Barata foi encaminhado para o HMM de Pacajá e em seguida, devido a gravidade dos ferimentos, foi transferido para o Hospital Regional de Tucuruí, onde segue internado e preso.

Assim que se recuperar, segundo decisão do juiz Esdras Bispo, deve ser transferido para o presídio Anastácio das Neves onde são custodiados servidores públicos que por ventura se envolverem em crimes diversos.

A Divisão de Homicídios de Altamira, à frente o delegado William Damasceno está encarregada de decifrar o que motivou trais crimes e se, de fato, as mortes têm ligação.

A reportagem apurou que as mortes têm ligação com a morte do empresário e pecuarista Luciano Albano Fernandes. Grilagem, ou acerto de contas são as duas hipóteses prováveis para este crime.

Fernandes administrava a fazenda Santa Maria e que ainda tem uma grande quantidade de madeira. Os madeireiros Tarcísio Oliveira Pereira e Josiel Ferreira de Almeida, o “Gato de botas” seriam os mandantes, pois estariam tentando grilar a fazenda.

Ambos foram presos em junho deste ano, porém o juiz Esdras Bispo concedeu liberdade provisória no dia 13 de setembro deste ano e aplicou as chamadas medidas cautelares, entre elas a de não manter contato com os irmãos do Luciano Albano, Silvio e Claudio Albano Fernandes.

Defesa – Os advogados Wandergleisson Fernandes e Marcel Affonso defendem os interesses do soldado Barata. Eles foram sucintos.

Disseram que aguardam a conclusão do inquérito policial e, que, portanto não podem comentar a respeito do assunto. Porém entendem que a prisão preventiva é intempestiva, desnecessária e desproporcional, uma vez que dizem não ter indícios de autoria do envolvimento do soldado em tais crimes.

Concluem informando que devem manusear um Hapeas Corpus junto ao Tribunal de Justiça do Estado do Pará a fim restabelecer a liberdade do soldado. “Não há indícios de autoria por parte do acusado ou riscos para a sociedade”, salienta Wandergleisson Fernandes.


quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Chacina de Ourilândia: réus julgados em Marabá



Previsto para acontecer julgamento dos três acusados de cometer a chacina em Ourilândia do Norte, sul do Pará. O júri acontece em Marabá, na próxima terça-feira, dia 25, à frente o juiz Caio Marco Berardo. 

O crime aconteceu no dia 8 de outubro de 2015, na fazenda Alana. As vítimas foram mortas com armas de fogo. Entre elas o pecuarista Jadson Michel Pesconi, filho do ex-prefeito daquele município, Aparecido Pesconi, o médico veterinário Manoel de Paulo Ribeiro Filho, além dos vaqueiros: Samuel Santiago de Oliveira e Josué Francisco de Assis Sousa.

Já os acusados são o pecuarista José Vieira da Mata, César Duarte Santiago e Osvaldo Antonio de Oliveira, este vaqueiro e funcionário de José da Mata. Praticamente todos os réus devem apresentar como tese de defesa negativa de autoria e ausência de provas.

Segundo consta nos autos desse processo, as mortes aconteceram como se num efeito cascata, tendo em vista que os acusados pretendiam seqüestrar o pecuarista Jadson Pesconi e cobrar um resgate milionário, uma vez que a vítima teria recebido uma grande quantia em dinheiro fruto da venda de uma fazenda em Ourilândia.

Para tanto, os acusados usaram de um ardil nada convencional. Em princípio chegaram na fazenda e renderam os dois vaqueiros. Em seguida ordenaram que estes ligassem para o pecuarista e dissessem que bois estavam morrendo e que ele se dirigisse até a fazenda para constatar o caso.

De posse dessa informação, Jadson Pesconi, que no momento da ligação telefônica estava numa casa veterinária, exatamente comprando produtos para a sanidade animal, e ao lado dele, o médico veterinário Manoel Filho, que foi convidado e aceitou acompanhar o pecuarista até a fazenda para verificar a suposta mortandade dos bois.

O final desse trafica história é que todas as quatro vítimas foram mortas com tiros na cabeça, num claro sinal de execução e assim o plano inicial do seqüestro, aparentemente falhou no que resultou na chacina.

O caso é bastante complexo, tanto que resultou num processo de cinco volumes e pelo menos 500 páginas. Outros dois acusados: Natanael e Moisés Rosa de Matos estão indiciados, porém só devem ser julgados em Belém, onde seguem presos.

Cada um dos acusados tem uma participação definida. A reportagem manteve contato com o defensor público Alysson George Alves de Castro. Ele defende os interesses do acusado Cesar Duarte Santiago, que se disse inocente e que nada teve a ver com o crime. A tese de defesa deve ser a negativa de autora e ausência de provas.

Outros dois advogados criminalistas, Arnaldo Ramos e Raphael Lemes Braz defendem os interesses do acusado Osvaldo Antonio de Oliveira. Eles disseram que o réu é inocente e que nada tem a ver com o crime. Ambos, também devem adotar a tese de negativa de autoria.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Deca investiga morte de sem terra




Compete ao delegado Waney Alexandre, titular da Delegacia de Conflitos Agrários (Deca) tentar identificar o que está por trás da morte do líder sem terra, Alfredo Filho Rodrigues Trindade, 31.

Ele foi morto no início da madrugada desta segunda-feira (17) no acampamento Helenira Resende, fazenda Cedro, zona rural de Marabá. Pelo menos dois projéteis de pistola calibre 9 milímetros e alguns golpes de arma branca foram identificados pela perícia.

O delegado Waney Alexandre ainda não se pronunciou oficialmente a respeito do caso, porém, na tarde desta segunda-feira ele ouviu cinco sem terra que podem ajudar nesta investigação.

Aparentemente a morte do líder sem terra tem ligação com a luta pela posse da terra, porém, somente uma investigação mais detalhada pode apontar o que de fato motivou esse crime.

Uma coisa é certa, é tenso o clima dentro da fazenda Cedro. A propriedade foi ocupada pela primeira vez em maio de 2009. Mais recentemente, em novembro do ano passado a fazenda foi reintegrada em favor da Agropecuária Santa Bárbara, ocorre que em março deste ano houve nova ocupação. Em junho, outra reintegração e mais recentemente, em março deste ano, novamente, outra ocupação.

Mais recentemente, outro evento, desta vez, uma morte, que pode ter ligação com as constantes ocupações da fazenda e até mesmo venda de lotes rurais.  

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Irmão que matou irmão está foragido




Carlos Antonio Alves Pereira, o Picolé está foragido desde o último dia 10 de setembro deste ano. Pesa contra ele a acusação de ter matado o próprio irmão dele, Valter Alves Pereira, o “Valtinho”.

O crime aconteceu no dia 21 de março deste ano, ocasião em que os dois irmão se desentenderam por conta de uma partilha de bens, referente à venda, ou locação de uma propriedade rural que o acusado fizera em desacordo com o Valtinho.


O baleamento aconteceu na oficina da vítima, situada na rua Ademir Martins, entre as avenidas Paráiso e Itacaiúnas. “Picolé”, chegou na oficina onde ambos travaram áspera discussão o que terminou no crime.

“Valtinho” convalesceu por quase seis meses no Hospital Regional onde faleceu no último dia 10 de setembro. Familiares trasladaram o corpo dele para sepultamento em Araguaina, Tocantins.

Já o irmão dele, o “Picolé” segue foragido, uma vez que o juiz titular da 3ª Vara Criminal de Marabá decretou a prisão preventiva contra ele.

Por sua vez o advogado criminal, Arnaldo Ramos, informou que peticionou um Habeas Corpus preventivo no Tribunal de Justiça do Estado do Pará e aguarda pronunciamento daquele corte.

Ramos entende que o caso é complexo, uma vez que se trata de uma tragédia familiar sem precedente, mas que espera obter todas as garantias constitucionais em favor do cliente dele.


O fim –Por décadas, os dois administraram uma loja de revenda de peças de carros, na rodovia Transamazônica. Com o fim da sociedade, os dois irmãos seguiram as vidas em separado, porém alguns bens remanescentes da sociedade ficaram sob responsabilidade do Picolé como um caminhão e uma chácara, às proximidades da Vila Brejo do Meio, zona rural de Marabá.

Tais bens foram vendidos, ou arrendados, sendo que sistematicamente, “Valtinho”, o baleado, costumava reclamar para o irmão, “Picolé”, já que os bens foram adquiridos quando os dois eram sócios.

Por conta desta situação “Valtinho” vociferou e xingou o irmão dele a ponto de chamá-lo de ladrão quando os dois estavam numa rodada de conversas com amigos.

Naquela ocasião, “Picolé” teria dito que “Valtinho” iria engolir as palavras. Alguns dias após, novas cobranças e agressões mútuas, até que no dia 21 de março, armado com um revólver calibre 38, “Pícolé” foi até a oficina do “Valtinho”, e novamente, mais desentendimento, que terminou no baleamento.

Dias após o baleamento, “Picolé”, se apresentou na Seccional Urbana da Nova Marabá acompanhado do advogado criminal Arnaldo Ramos onde depôs diante da delegada titular da Divisão de Homicídios de Marabá (DHM), Raissa Maria Soares Beleboni.

Entre outras coisas, disse que por mais de um ano estava sendo atacado pelo irmão dele o chamava, insistentemente de ladrão e que a chácara vendeu de forma pré datada e que ainda não tinha condições de repassar a parte do irmão dele, mesmo assim sofreu as humilhações públicas e que acabou perdendo o controle e cometendo o crime.


segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Juiz mantém soldado preso



Decisão prolatada pelo juízo da 3ª Vara Criminal de Marabá manteve o soldado Felipe Freire Sampaio Gouvea preso. Ele é acusado de ter matado o professor Ederson Costa dos Santos, dia 4 de agosto deste ano, em frente ao Sesi de Marabá.

Felipe Gouvea matou o professor com dois tiros de pistola calibre 0.40, pertencente à Polícia Militar do Maranhão onde ele é lotado. Inclusive os dois estojos da arma ficaram no chão e que serviram para identificá-lo como sendo o matador.

Ele confessou o crime e disse que matou por conta de comentários desrespeitosos por parte do professor Ederson Costa para com a namorada dele, a Thais Rodrigues, que foi presa, mas atualmente está respondendo ao crime em liberdade.

Esse crime aconteceu após um acidente de trânsito ocorrido na rodovia Transamazônica, núcleo Cidade Nova, onde a vítima teria forçado uma ultrapassagem. Os dois motoristas pararam os carros em frente ao Sesi, onde teria ocorrido a discussão e consequentemente o crime.

A partir dos estojos deixados no palco do crime, a equipe da Divisão de Homicídios, liderada pelo delegado Ivan Pinto, iniciou a investigação até que conseguiu identificar o soldado e a namorada dele como os autores deste crime.

De posse de tais informações, o juízo da 3ª Vara Criminal de Marabá expediu, em princípio, mandados de prisões temporárias para os dois acusados.

Para a Thais Rodrigues, o magistrado, que pediu para não ter o nome divulgado, decretou uma prisão temporária de apenas cinco dias, já para o soldado, a prisão temporária tinha prazo de trinta dias. Ele está preso desde o dia 9 de agosto.

Por entender que não houve nenhum fato novo que pudesse alterar a situação do acusado, e por considerar que o crime teve ampla repercussão e comoção social, o magistrado não só o manteve preso, como converteu a prisão em preventiva, ou seja, não tem data para terminar.

Ao que tudo se desenha, o destino dos dois acusados deve ser decidido em Tribunal do Júri em Marabá. O soldado, por homicídio e ela, a namorada dele, por co-autoria.