terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Jumentos pastam na praça São Francisco


Animal solto nas ruas come tranquilamente no meio da praça




Pensas que é somente em Parauapebas que os animais comem no meio da rua? Em Marabá também, como mostra a foto acima. O flagra foi feito no último dia 7 de fevereiro em plena praça São Francisco, bairro Cidade Nova, centro da cidade.

Vale lembrar que a construção da praça São Francisco, inaugurada em Abril de 1998, foi precedida de uma das mais ferrenhas "batalhas" e disputas e atualmente está servindo de camelódromo urbano de dia e à noite tem de tudo, menos crianças brincando, afinal cada palmo de chão está sendo disputado à tapa. Tira um fino.

Assédio sexual no Crama investigado




Se depender do desembargador Raimundo Holanda Reis a denúncia feita pela detenta Dejanira Feitosa dos Santos, em fevereiro do ano passado onde acusa agentes prisionais do Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama) de assédio sexual não deve cair no esquecimento. 

Pelo contrário, o desembargador requereu ao Ministério Público Estadual que faça novas diligências e apure o caso com o rigor e seriedade necessários. 

À época da denúncia, Dejanira dos Santos cumpria pena no pavilhão feminino do regime semiaberto e teria sido flagrada pelo agente prisional Décio Rómulo do Amaral com um celular entre os seios.

Diante do juiz Jonas da Conceição Silva, a detenta, porém, se disse vítima de armação e perseguição, pois não teria cedido aos apelos sexuais do agente, contudo acabou sofrendo retaliação e regrediu para o regime fechado.

Contudo, no final do ano passado, o desembargador Raimundo Reis, relator de um Agravo de Execução impetrado pelos advogados Arnaldo Ramos e Wandergleisosn Fernandes, reformou a decisão do juiz Jonas da Conceição, bem como determinou que o caso seja melhor apurado e a detenta voltasse a cumprir pena no regime semiaberto.

“Verifico que a alegação da apenada ter sido flagrada com um celular pelo agente prisional Décio Amaral, nenhuma prova idônea foi juntada aos autos para constatar a materialidade da conduta da apenada”, reza trecho da sentença.

Em seguida o juiz, afirma ainda que por diversas vezes o agente prisional teria assediado a apenada, que se recusou a acabou sendo vítima de armação.

O magistrado cita ainda dois depoimentos, um da detenta Lucinete de Jesus Santos, que citou tais apelos sexuais por parte do agente prisional, bem como da agente prisional Queila Gomes de Souza e de outros agentes.

Esta informou que a apreensão aconteceu em um sábado, ocasião em que o agente prisional Décio pediu para que ela abrisse o portão do regime semiaberto, onde ficam as detentas, pois iria dar um flagra em Dejanira dos Santos.

Ao retornar, ainda de acordo com a agente, Décio Amaral tirou do bolso um celular e lhe disse que tinha encontrado o aparelho com a detenta Dejanira.

Ainda de acordo com o magistrado, o depoimento prestado pelo agente prisional na Seccional Urbana de Polícia, apesar da palavra dele ter fé publica, esta fé é relativa e não absoluta.

“Onde neste caso, o agente Décio não desincumbiu de provar o que disse tendo o dever de trazer aos autos o objeto apreendido para compor o arcabouço probatório necessário para responsabilizar a apenada”, acrescenta o magistrado.

Por fim, o desembargador considerou excessiva a regressão de regime da apenada, reformou a decisão por insuficiência de provas contra Dejanira dos Santos bem como determinou que a detenta volte a cursar nível superior fora do Crama como fazia antes de ser punida.  

Ante a precariedade de comunicação com o Crama, não foi possível manter contato com o agente prisional Décio Amaral. Vale lembrar, porém que o caso em tela foi relatado com base em sentença do desembargador Raimundo Reis, no que o acusado pode se defender assim que julgar conveniente. 


Polícia detona integrante do PCDM



A Polícia tem fortes indícios que levam a crer que o acusado de ser assaltante, Francivaldo Reis Portela, 20 anos, morto em troca de tiros com a Polícia Militar de Parauapebas, no início do mês, integrava a facção criminosa Primeiro Comando de Marabá (PCDM).

O acusado foi morto após cometer um latrocínio, cuja vítima foi o comerciante José Gilberto da Silva, 64 anos, assassinado pelo acusado quando tentava defender um filho dele.

Na verdade, o Francivaldo Portela, juntamente com outros comparsas, invadiram o comércio da vítima, situado avenida Inglaterra, bairro Novo Horizonte, onde pretendiam fazer um assalto.

O crime deu errado, graças um adolescente, filho do comerciante, que ao perceber o roubo, saiu em desabalada carreira para o meio da avenida, sendo que o assaltante, Francivaldo Portela correu para tentar impedir o jovem.

Neste momento, o comerciante saiu para defender o filho e se atracou com o assaltante. Houve luta corporal, sendo que Francivaldo conseguiu se desvencilhar do comerciante e atirou duas vezes na cabeça da vítima.

Após o assassinato e percebendo que o roubo não daria certo, o assaltante fugiu com outros comparsas em um Fiat Stilo, placa de São Paulo que teria sido roubado três dias antes do roubo.

Neste ínterim, segundo fontes confiáveis da Polícia, o assalto já havia sido denunciado à Polícia Militar que a esta altura já montava um cerco e uma perseguição aos acusados que culminou com uma troca de tiros e a morte do assaltante.

Em Marabá, fontes seguras da Polícia garantiram que o acusado, de fato integrava esta facção criminosa, o PCDM, que está em fase embrionária e tem como área de atuação o próprio município e Parauapebas.

Teria sido este mesmo acusado, que em outubro de 2010, tentou matar o sargento Gilson Bezerra, do Grupo Tático Operacional. O militar reagiu e atingiu o acusado, que foi apreendido e ficou pouco tempo internado no CIAM. O crime teria sido a mando de traficantes insatisfeitos com o trabalho do policial.

A investigação no caso do latrocínio em Parauapebas segue sob o comando do delegado Thiago Carneiro no sentido de tentar identificar outros acusados, que para o policial são especialistas em roubar comerciantes na região.

Soldado – Entre os crimes que a Polícia investiga para ver se há alguma ligação com os integrantes do PCDM consta a morte do soldado Wesley, assassinado na madrugada do dia 24 de fevereiro de 2012.

Ele foi morto com vários tiros por duas pessoas que estavam numa moto prata, na Folha 12, Nova Marabá. A quando do crime, uma mulher estava acompanhada do militar, que inclusive chegou a gritar para os matadores que a vítima seria um militar, mas os apelos foram em vão.  

Outros – Fontes seguras confirmaram ainda que existe sim o PCDM e que dois assaltantes mortos em refrega com o GTO, no dia 21 de janeiro, na Folha 17, integravam esta facção criminosa.

Naquela ocasião, morreram os assaltantes: Magno Rodrigues Fernandes e Warlen Rodrigues da Silva, o “Nego Drama” e foram presos o ex-presidiário Cleovandir Rodrigues Pinto, 41, Fernando de Sousa Brito, 28 anos, foragido da Comarca de Dom Eliseu e Renan Araújo Nascimento, o Renanzinho 25, foragido do Crama.



Mãe nega que filho integre o PCDM




"Meu filho, errou, mas não deve pagar a vida toda pelo erro"



Após a ampla repercussão na imprensa, onde foi denunciada a possível criação de uma facção criminosa, o Primeiro Comando de Marabá (PCDM) a dona de casa, Edilene Campos Silva 41, procurou a redação e negou que o filho dela, Geslan Alves, 22 anos integre esta facção.

Admitiu, porém que o filho no passado, teve alguns incidentes na vida, mas que pagou pelo crime de porte ilegal de armas.  Para ela, é injusto que o filho pague por este crime pelo resto da vida.

“Quem nunca errou, mas não é por isso que uma pessoa tem que ser lembrada pelo mesmo erro, meu filho pagou, cumpriu pena, eu fiquei seis meses presa junto com ele”, comenta.

Informou ainda que depois da pena imposta por porte ilegal de armas e depois de ter sido libertado, providenciou a mudança do filho para outro estado e atualmente Geslan Alves não mora mais no Brasil.

“Quem passou tais informações a respeito do filho está equivocado, ele não mora mais no Brasil há pelo menos seis meses, exatamente para evitar que se envolvesse com coisas erradas”, acrescenta.

Para ela, o nome da família foi manchada no que esclarece que todos os esforços são feitos para ressocializar o filho, tanto que não mora mais no Brasil.

“Meu filho pagou pelo crime, saiu pela porta da frente não é foragido e nem estava envolvido com facção alguma”, desabafa dizendo que o erro dele ficou no passado. 

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Crime organizado se instala em Marabá



Igor César exibe trabuco

Gerlan Alves, igualmente exibido com pistola

José William seria um dos financiadores


Os criminosos se articulam para montar o Primeiro Comando de Marabá (PCDM) dando demonstração que não se importam com a presença da Polícia, ou do Estado.

A sigla desta facção criminosa embrionária está pichada em alguns muros próximo à escola CAIC, na Folha 12 Nova Marabá de onde seria uma das bases, bem como na Folha 6, na escola Albertina Moreira e em várias casas daquela Folha.

Fontes seguras da Polícia garantem que os integrantes contam com um forte financiador das ações criminosas.

Um destes financiadores seria José William Cardoso, que por conta deste “patrocínio” receberia uma porcentagem pelos eventuais crimes cometidos pelos assaltantes e quando estes não pagam sofrem retaliações. Atualmente o PCDM tem cerca de 12 integrantes e alguns deles estão identificados pela Polícia com sendo: Igor César e Gerlan Alves, este inclusive teria resgatado dois assaltantes no CTA, o Gilson Borges da Silva e Alailson Pereira da Costa,  em maio do ano passado. 

A intenção dos bandidos é montar uma base em Marabá e atuar em vários municípios da região e pretendem cometer roubos a bancos, tráfico de drogas e roubar camionetes para levar até o Maranhão.

Tal qual o Primeiro Comando da Capital (PCC), o PCDM pretende montar um esquema de coleta de uma “caixinha” para financiar as ações criminosas deles, bem como o pagamento de eventuais honorários advocatícios e para a própria manutenção criminosa.

As fontes garantem ainda que os três integrantes desta facção andam armados e se exibem em redes sociais dando demonstração de que não estão muito preocupados quanto à liberdade deles. 

A outra meta do bando, não menos ousada é matar policiais, sobretudo dos integrantes do Grupo Tático Operacional (GTO).

Quem dos integrantes do PCDM não rezar na cartilha, pode sofrer retaliação é o que informou as fontes seguras a respeito do assunto. 

A criação desta suposta facção criminosa é do conhecimento do comandante do 4ª Batalhão de Polícia Militar, major Eduardo Pimental, inclusive aconteceu uma reunião recente onde o assunto foi tratado, contudo até o momento não se tem informações a respeito de alguma operação para tentar desmantelar esta organização criminosa. 

Em princípio o oficial tratou o assunto como se fosse um boato e que não há nada de concreto, motivo pelo qual não poderia entrar em maiores detalhes.

Boato, ou não, o fato é que as pichações trazem as inscrições do PCDM e o slogan “Anjo da morte” e ao lado o diagrama de uma arma.

Por enquanto a única medida das autoridades foi tentar minimizar o assunto, ou senão apagar as pichações, contudo as fontes da Polícia garantem que de fato está em andamento uma movimentação no sentido de se criar este tentáculo do crime organizado em Marabá.


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Marabá registra três homicídios no fim de semana




Neste final de semana, o município de Marabá registrou três homicídios, sendo dois no perímetro urbano e outro na zona rural. Nesse caso, a vítima quase teve a cabeça decepada. O crime aconteceu na vicinal de nome bastante sugestivo, “Corta Goela”.
Em Marabá, foi assassinado com um tiro o conhecido líder comunitário Antonio Carlos Gomes de Lima, o “Diferro”, que morava na Folha 33, onde o crime aconteceu na madrugada de domingo.
Era por volta das 4 horas da madrugada, quando a vítima foi morta por um homem, que, inclusive chamou a vítima pelo nome, dando a entender que o algoz conhecia “Diferro”.
Em Boletim de Ocorrência registrado pelo próprio delegado José Lênio Ferreira Duarte, as informações são escassas a respeito das circunstâncias do crime. Não há registro algum de nenhuma linha de investigação que a Polícia deve seguir para tentar esclarecer o assassinato.
Oficiosamente a reportagem levantou que “Diferro” teria se desentendido com pessoas num bar na madrugada do crime.
Outra informação seria que “Diferro” teria recebido várias ligações ameaçadoras e em seguida, duas pessoas numa moto chegaram à casa dele e efetuaram vários disparos na vítima que não teve a menor chance de se defender.
Pestinha – O outro crime aconteceu no sábado (7). A vítima seria o acusado de ser traficante e assaltante, Benedito Clarindo Moreira Júnior, o Pestinha.
Ele foi morto com tiros na cabeça em crime que aconteceu num terreno baldio, localizado atrás do Parque de Exposições de Marabá (Expoama).
O delegado José Lênio Ferreira Duarte, plantonista, também registrou ocorrência policial após tomar conhecimento do crime, contudo não forneceu maiores detalhes acerca do caso.
Decepado – O outro crime registrado em Marabá teve como vítima Jabson Silva Santos, de 28 anos, que foi morto aparentemente, com golpes de foice.
A violência foi tamanha que o matador, por muito pouco não decepa a cabeça da vítima. O crime aconteceu no domingo, numa estrada vicinal de nome “Corta goela”, zona rural de Marabá.
Uma equipe do Instituto Médico Legal se deslocou, na manhã desta segunda-feira até o palco do crime para efetuar o levantamento de local de crime, dada a repercussão que o crime alcançou e por conta do grau de perversidade do autor.



Adolescente acusado de estuprar criança de 5 anos


Entre os crimes que aconteceram neste final de semana em Marabá a Polícia investiga para tentar esclarecer um suposto crime de estupro de vulnerável. Fato que teria acontecido na Vila São José, no final da tarde de domingo (8).
Policiais militares do Grupo Tático Operacional (GTO) atenderam ocorrência neste domingo, dando conta de um possível estupro de uma criança de cinco anos.
A criança teria sido visto pelo próprio pai, saindo de um matagal com parte das vestimentas e logo em seguida, o adolescente de 14 anos, saiu deste mesmo matagal. 
O suposto estupro aconteceu no domingo, por volta das 17 horas. Tão logo se propagou o episódio, moradores daquela Vila, já se articulavam para linchar o adolescente de 14 anos.
O caso foi denunciado à Polícia Militar, que por sua vez uma equipe do Grupo Tático Operacional (GTO), comandada pelo sargento Aldir, se deslocou até a Vila, onde constatou que de fato havia a denuncia do suposto estupro.
A criança de cinco anos contou aos militares, que de fato o adolescente teria lhe molestado, este, por sua vez negou o suposto crime.
Por conta desta controvérsia, ambos foram encaminhados ao Centro de Perícias Científicas, Renato Chaves em Marabá ainda no domingo à noite, contudo por falta de médico a perícia na criança ficou de ser feita nesta segunda-feira.
Caso se confirme o estupro, o adolescente de 14 anos pode sofrer algum tipo de sanção e até mesmo ser custodiado no Centro de Internação do Adolescente Masculino (CIAM).


terça-feira, 5 de novembro de 2013

MST ocupa Incra de Marabá

Usuário do Incra deu de cara com o  portão fechado

Tito Moura: "Chega de embromação, vamos ficar por tempo indeterminado"




Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam a sede do Incra de Marabá na manhã desta terça-feira. Eles cobram a criação de pelo menos seis assentamentos nas regiões sul e sudeste do Pará.

O MST cobra a criação dos assentamentos nas fazendas, Cedro e Maria Bonita, pertencentes à Agro Santa Bárbara, além da Peruano, em Eldorado do Carajás e a Rio Vermelho, pertencente ao Grupo Quagliato, em Sapucaia e fazenda Caumé, em Tucumã.

Em todas estas fazendas há acampamentos que já duram em média de oito anos e os sem terra se dizem cansados de esperar debaixo de lonas pretas.

A afirmação parte de um dos coordenadores do MST, Francisco Moura, o Tito Moura. Ele faz questão de informar que os “companheiros” decidiram pela ocupação durante várias assembleias realizadas nos acampamentos.

Informou ainda que estão dispostos a permanecer no Incra por tempo indeterminado e cobram a presença do presidente da autarquia Carlos Guedes de Guedes. “De conversa fiada estamos cheios, todas as semanas acontece uma audiência em Marabá e não se resolve nada, então queremos negociar com alguém que realmente saiba e tenha poder para conduzir o processo”, sentencia.

Por sua vez o Incra de Marabá ficou de emitir uma nota detalhada acerca das demandas dos movimentos sociais e informar em que fase estão os respectivos processos das fazendas pleiteadas pelo MST, contudo até o final do dia não o fez.