quinta-feira, 5 de junho de 2014

Hospital Regional: Equipe atende bebê em casa




Criança recebe atenção e carinho das profissionais do Regional




Quando o pequeno Davi Santos Silva nasceu, em Marabá, há dois anos e dois meses, os pais dele receberam a notícia que não queriam: a criança tinha muitos problemas de saúde. Além da Síndrome de Dow, Davi tinha sérios problemas cardíacos, renais e respiratórios. Começava aí uma longa caminhada em busca da melhora na saúde do pequeno Davi.

Ele passou um ano em Belém, onde foi submetido a duas cirurgias cardíacas, duas pulmonares e uma cirurgia renal. Além disso, teve de ser submetido a traqueostomia para melhorar a respiração.

Foi quando veio para Marabá, onde foi internado no Hospital Regional Público do Sudeste Dr. Geraldo Veloso, ficou quatro meses, até que a equipe médica achou melhor que ele voltasse para casa.

Desde então, ele vem recebendo atendimento em casa. Pelo menos uma vez por mês a pediatra intensivista Claudia Bueno, coordenadora da UTI Pediátrica do Hospital Regional, visita a criança, enquanto Carla Nogueira Soares, fisioterapeuta, atende o bebê duas vezes por semana.

A maioria das pessoas nem sabe, mas as duas atendem o pequeno paciente na casa dele, cumprindo um papel mais social do que meramente médico.

Além disso, os tubos de oxigênio, mantidos pela prefeitura local, são trocados regularmente e sem atraso, garantindo a respiração mais tranquila do bebê.

Junte esses fatores ao carinho da jovem mãe Gleiciane Santos Nascimento, e o que se vê é uma melhora sensível no quadro clínico do pequeno Davi.

A pediatra Claudia Bueno observa que no caso de Davi, o melhor atendimento tem mesmo de ser em casa, pois é difícil para ele se deslocar até o hospital toda vez que for preciso. “O deslocamento pode causar uma piora clínica”, explica.

A médica disse não ter previsão sobre quando Davi vai sair do oxigênio, isso ainda é uma incógnita. Mas quando ele chegou ao Hospital Regional estava muito debilitado e agora conseguiu ganhar peso e está em fase de recuperação. “A melhor coisa para o paciente, sempre que possível, é ficar em casa; o cuidado da mãe também conta muito”, argumenta a médica.

Já a fisioterapeuta Carla Nogueira Soares observa que Davi poderia ser atendido pela Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), mas ele não tem como ir para a entidade, por todos os problemas de locomoção e também porque a APAE não trabalha ainda com a parte respiratória das crianças atendidas ali.

Por isso, Carla firmou compromisso com a mãe de Davi de trabalhar a parte respiratória e auxiliar na parte motora da criança. Ela também não sabe quantificar o tempo que Davi vai ficar dependendo do tubo de oxigênio fornecido pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Mas o compromisso está mantido e ele vai receber os cuidados no quartinho dele, no conforto do berço e da família, durante o tempo em que isso for necessário.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Dupla rouba banco em Nova Ipixuna



Mais uma vez os assaltantes de banco ditam as regras no sudeste paraense e atacam. Era por volta das 4 horas da madrugada, quando dois assaltantes dinamitaram os caixas eletrônicos do banco Bradesco de Nova Ipixuna. 

O ataque aconteceu na madrugada do último sábado, naquele pacato município de pouco mais de 25 mil habitantes. Em princípio as informações apontavam para a possibilidade de que pelo menos quatro assaltantes participaram do ataque.

Contudo, a investigação conduzida pelo delegado Carlos Eduardo Matos Viera, apontou que de fato, apenas dois ladrões atacaram a agência.  A quantidade de ladrões, a rigor, é a que menos interessa, pois o fato é que mais uma vez os ladrões atacam sem ao menos se preocuparam com a Polícia.

A ação durou poucos minutos. Sendo que o acesso aos caixas eletrônicos é facilitado, tendo em vista que não há vigilante noturno naquele banco.

No momento da implosão dos caixas eletrônicos, não havia nenhuma cliente naquele perímetro, portanto não houve vítimas.

Os ladrões, aparentemente, roubaram cerca de 30 mil. A Polícia já tem uma linha de investigação, segundo informou o delegado Carlos Vieira.




Sem terra assassinado em Brejo Grande 



Mais um sem terra é assassinado no sudeste do Pará. Desta a vítima foi o colono Leonidas Fernandes da Silva, 51 anos, morto provavelmente com um tiro de espingarda cartucheira calibre 12.

O crime aconteceu numa estrada vicinal  da fazenda 3 Poderes, onde um grupo de aproximadamente 500 famílias mantém vários acampamentos neste propriedade desde 1999.

Em verdade a fazenda é um complexo composto de várias propriedades e que pertence ao espólio do pecuarista Valderes Fernando Resende Brandão e que é administrado por um pecuarista de prenome Gleisson.

Teria sido este último pecuarista, segundo versão dos sem terra quem teria ordenado a morte do sem terra. Inclusive um dos sem terra, que pediu para não ter o nome divulgado, contou para a imprensa, que na última sexta-feira, o colega Leonidas da Silva teria lhe confidenciado que estava sendo ameaçado de morte pelo pecuarista Gleisson.

Outro sem terra, identificado por Luiz Antonio, também contou ao grupo de amigos sem terra, que também teria sido ameaçado de morte pelo pecuarista.

Antigo – A ocupação da fazenda 3 Poderes, em Brejo Grande do Araguaia data de 1999 e desde então os conflitos se intensificam naquela propriedade.

Os sem terra, ligados à Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf) por diversas vezes, mantiveram reunião no intuito de tentar uma desapropriação da fazenda, sendo que o pecuarista Gleisson não teria tido interessem em negociar a desapropriação.

Na sexta-feira, aconteceu um conflito naquela fazenda, sendo que agentes da Delegacia de Conflitos Agrários (Deca) se deslocaram até aquela fazenda, ocasião em que os policiais ouviram as duas partes e intimaram os dois grupos para comparecerem até a Deca de Marabá para os devidos procedimentos.

Naquela ocasião, segundo informou o delegado Victor Costa Lima Leal, titular da Deca, a denúncia de  atos da vandalismos partiu do fazendeiro Gleisson.
Naquela ocasião a sede da fazenda teria sido invadida, bem como algumas pontes destruídas. “Ouvimos as duas partes, intimamos os dois grupos para tomarmos as medidas necessárias”, afirma o delegado.

No final de semana os conflitos se intensificaram sendo que pela manhã de domingo aconteceu um novo conflito e à noite o homicídio, que teve como vítima o sem terra, que curiosamente, estava sendo ameaçado de morte.

Por conta do crime, agentes da Delegacia de Conflitos Agrários, liderados pelo delegado Victor Leal, se deslocaram até a fazenda 3 Poderes, na manhã desta segunda-feira (2) a fim de diligenciar e identificar quem e porque matou o sem terra.

Uma coisa é certa, se depender do empenho da equipe da Deca, este, não deve ser mais um caso que deve cair no esquecimento. “Estamos trabalhando no sentido de esclarecer este crime”, comenta o delegado. 


Pescadores querem compensação 


Durante audiência publica que aconteceu na manhã do último domingo (1º) na Câmara de Vereadores de Itupiranga, pescadores da região do Lago, São João do Araguaia, Piçarra, Palestina do Pará definiram que a implantação da hidrovia Araguaia Tocantins, só deve acontecer após a cessão de algumas condicionantes.

A categoria alega que o pedral do “Lourenção”, situado no rio Tocantins, nos municípios de Itupiranga e Nova Ipixuna é um dos principais berçários de peixes e que deve ser diretamente afetado, tendo em vista que o canal do “Lourenção” que compreende uma extensão de pelo menos 45 quilômetros corta os dois municípios e fere de morte o setor pesqueiro.

É neste trecho que pedras devem ser implodidas para permitir a navegabilidade das grandes barcaças que devem seguir até o porto da Vila do Conde, em Barcarena. Na verdade a Hidrovia Araguaia Tocantins nasce em Peixe, no Tocantins e percorre 1.020 quilômetros.

“O pedral do “Lourenção” fica situado em Itupiranga e Nova Ipixuna e  para passar tem de haver algumas condicionantes, senão não tem hidrovia”, sentencia o deputado federal Wandenkolk Gonçalves a quem pretende levantar a bandeira dos pescadores no cenário político nacional.

“Esse rio e nossa rua, temos que começar refletir a respeito do assunto, pois as condicionantes devem ser aprovadas para que os pescadores possam ser beneficiados, e iremos nos pronunciar a respeito do assunto no Congresso”, comenta.


Lembrou que a quando da construção das Eclusas, obra que consumiu pelo menos um bilhão e seiscentos milhões de reais e que não está sendo usada, exatamente por falta do derrocamento, se fez uma coisa boa, tendo em vista que houve a migração de peixes para o “Lourenção” que funciona como berçário.

“O que pode acontecer agora, com a abertura da hidrovia e das eclusas, os peixes podem descer e os nossos pescadores vão viver do que, sendo que a grande maioria só sabe pescar”, acrescentou.

Igualmente contundente, o vereador Wagner de Godoi (PROS). Ele lembrou que a comunidade deve ficar alerta para não permitir, ou protestar em relação ao derrocamento do Lourenção. 

Lembrou, porém que não é contra o progresso, mas que a comunidade ribeirinha tem de estar inserida neste progresso, “não podemos ficar à margem deste progresso e este é o momento de sermos ouvidos, o que ainda não aconteceu”, salienta.

“Podem contar comigo nesta luta, pois não admitimos que as barcaças passem levando as nossas riquezas, sem deixar nada para a nossa comunidade”, garante.


Por seu turno o presidente da Colônia de Pescadores de Nova Ipixuna, Zacarias Rodrigues da Silva, o Da Silva a situação dos pescadores é delicada por conta da escassez do peixe, já que ano a ano essa quantidade diminui significativamente.

Ele não citou dados comparativos desta diminuição, mas devido ao conhecimento empírico da vivência com os pescadores disse ser capaz de afirma que todos os anos os cardumes estão cada vez mais escassos.

Assim uma das condicionantes da categoria para que possam permitir a passagem das barcaças é a implantação de projetos de psicultura em solo, tendo em vista que no Lago de Tucuruí, aconteceram várias experiências frustradas de criação de peixes em tanques redes.

Um dos problemas seria a baixa oxigenação, o que dificulta a criação destes peixes, daí a mudança da criação para o solo. Outras condicionantes dizem respeito à condição sócio econômica dos pescadores. “A hidrovia não deve acontecer, sem antes os pescadores sejam ouvidos”, garante.

Entre as condicionantes impostas pela categoria consta a qualificação profissional dos filhos dos pescadores por meio de faculdades, ou universidades, ou até mesmo uma pensão vitalícia para os pescadores que devem ficar sem a principal fonte de renda que é o pescado.

Outras audiências devem acontecer nos sete municípios da região do Lago, bem como em Marabá, São João, Palestina e Piçarra. Nestes municípios devem ser discutidos os passivos ambientais eventualmente provocados pela implantação da hidrovia, bem como as devidas compensações por conta do empreendimento.  


"Caroço" ficou quase todo quebrado



“Caroço” apanha na orla e acaba preso 



Edmilson Rodrigues dos Santos, o "Caroço” 33 anos, neste final de semana, achou de ‘bulinar’ na mulher de um desafeto dele, de prenome Francinaldo, acabou apanhando e preso.

O acusado estava na Orla do Tocantins quando Francinaldo passou com a esposa e o “Caroço” teria tocado nas partes íntimas da mulher. 

Tal atitude desencadeou a fúria do desafeto dele, o Francinaldo, que lhe desferiu vários golpes com pedaços de madeira, socos e pontapés.

Não bastasse o fato de o “Caroço” ter apanhado bastante do desafeto, restou pra ele uma  autuação em flagrante pelo fato dele ser foragido do Crama e para onde retornou. Já o agressor, deve responder a processo por lesão corporal leve em liberdade. 


Milton se escondia em Marabá, mas acabou preso



Foragido que matou vereador preso em Marabá 



Após intenso trabalho de investigação e diligências aos Estados do Maranhão e do Pará, Policiais Civis da Delegacia de Augustinópolis, comandados pelo Delegado Eduardo Morais Artiaga, deram cumprimento, na manhã deste sábado, 31 na cidade de Marabá/PA, ao mandado de prisão preventiva em desfavor de Milton de Assis Campos.

Ele é acusado, juntamente com Lindomar Feitosa Gomes, que já havia sido preso pela PC, na última quinta-feira, 29, de ter matado o ex-vereador de Augustinópolis, Francisco Martins de Almeida, o “Mazinho”, crime ocorrido no último dia 19 de maio, no assentamento PA Solidário, zona rural daquele município após um desentendimento banal entre os três.

De acordo com o Delegado Artiaga, vítima e acusados se desentenderam durante uma festa que estava sendo realizada no referido Assentamento. Após algum tempo, os dois homens foram até a residência da vítima onde ocorreu uma nova briga, momento em que Lindomar entregou uma faca a Milton que desferiu um único golpe em “Mazinho” que faleceu no local.

Após cometer o crime, Lindomar fugiu para Goiânia e Milton evadiu-se para Marabá onde estava escondido, desde então, na casa de parentes sendo capturado na manhã de hoje. 

No momento de sua prisão, o indivíduo já se preparava para novamente empreender fuga, desta vez com destino ao Estado do Piauí, uma vez que já havia tomado conhecimento da prisão do outro acusado pelo assassinato.

O homem foi recolhido ao Centro de Recuperação de Marabá (CRM) e deve ser recambiado para o município do extremo Norte do Estado, o mais brevemente possível, onde responderá pelo crime que lhe é imputado.

Na manhã desta segunda-feira, o delegado municipal Carlos Eduardo Matos Vieira comentou que o acusado lhe informou que o crime foi motivado por legítima defesa e que não teve a intenção de matar o “Mazinho”.

“Ele confessou, mas alegou que não teve a intenção de matar o Mazinho, tanto que desferiu um único golpe”, contou o delegado confirmando que, de fato, o acusado deve ser transferido para Augustinópolis, onde aconteceu o crime. 



segunda-feira, 2 de junho de 2014

Líder comunitário se diz ameaçado de morte


Entre os casos registrados no plantão da Seccional Urbana da Cidade Nova, no final de semana, consta uma suposta ameaça de morte que teria partido do vereador Orlando da Silva Elias (PMDB) contra o líder comunitário José Oliveira de Carvalho, o Jhosy.

O motivo desta contenda teria sido por conta de um trabalho que ele, Jhosy estava coordenando no Quilômetro Sete, Nova Marabá, onde ele atua politicamente e na condição de coordenador de serviços urbanos da Secretaria de Obras.

Este trabalho específico, aconteceu na Rua D, onde Jhosy opiniou dizendo que o trabalho de colocalção de manilhas estava sendo feito de forma equivocada, fato que aconteceu na semana passada.

“Fale que as manilhas estavam sendo colocadas de forma errada, falei com o chefe do serviço e o vereador Orlando Elias, bateu no meu peito forte e “com ignorância, respondi que ele era louco, mas o vereador entendeu que eu estava lhe xingando”,  comenta.

Depois deste episódio, ainda segundo Jhosy, Orlando Elias teria ‘pedido a cabeça’ do líder comunitário que era lotado na Secretaria de Obras e por conta disto foi remanejado para a Secretaria de Agricultura.

Depois deste remanejamento, ainda de acordo com Jhosy, uma pessoa que ele identificou como sendo “Biguinha”, primo do vereador Orlando Elias, lhe disse que o vereador andava com um revólver calibre 38 e que daria cinco tiros em Jhosy e em seguida se mataria.

Esta é a terceira ameaça de morte contra Jhosy num intervalo de três meses. Tais ameaças teriam motivações pessoais e políticas, já que Jhosy obteve mais de 700 votos no Quilômetro Sete, enquanto Orlando Elias, mesmo sendo eleito, obteve pouco mais de 200 votos.

“Ele tem ciúmes de mim, porque o povo está do meu lado e reconhece o nosso trabalho, mas eu não quero confusão com ele, não tenho nada contra ele, não quero que ele perca o mandato dele”, comenta.

“Se eu soubesse que na política fosse assim eu numa teria entrado”, alinhava lembrando que o vereador teria contratado um pistoleiro em Cajazeiras para lhe matar. “Não tenho contra ele, não quero confusão, só quero ter a minha liberdade para continuar trabalhando para o povo”, acrescenta.

Durante a entrevista, Jhosy chorou várias vezes dizendo que durante toda a vida pública dele, não granjeou adversários e nem inimigos e espera que o vereador Orlando Elias caia em si e reconheça que há espaço para todos na política.

A suposta ameaça de morte foi relatada ao delegado José Humberto de Melo Júnior, plantonista. Tanto o Jhosy quanto o vereador Orlando Elias foram intimados para uma audiência na manhã desta sexta-feira (30), contudo o vereador não compareceu.

Por conta disto uma nova audiência foi marcada para o dia 09 de junho às 15h00. Caso o vereador não compareça nesta audiência, pode ser conduzido coercitivamente, ou seja, preso.

Perseguição – Informado a respeito das supostas ameaças de morte, o vereador Orlando da Silva Elias disse desconhecer totalmente que foi intimado, mas reconheceu que há cerca de dez dias teve uma discussão com o Jhosy.

Contudo, para ele, o caso encerrou naquele dia, já que em momento algum fez qualquer tipo de ameaça. Comentou que de fato, pediu para o primo Genilson Silva, o “Biguinha” intermediasse para que ambos encontrassem um meio termo e cessassem as discussões.

“Em momento algum falei que iria matar o Jhosy, não tenho espírito de pistoleiro, sou amante da paz, quero que ele no futuro e eu nos elejamos para que a nossa comunidade saia ganhando”, acrescenta.

Para o vereador Orlando Elias, tais comentários do Jhosy são fruto de uma imaginação fértil e tem como pano de fundo a disputa política entre ambos. “Acredito que ele esteja enciumado porque me elegi na minha segunda tentativa, mas não quero mal pra ele e espero que tais comentários cessem e que possamos juntos, trabalhar pela nossa comunidade”, observa

Por fim Orlando Elias comentou que mora há 26 anos no Quilômetro Sete e que nunca teve o nome envolvimento em nenhum escândalo, ou algo semelhante ao que o Jhosy está lhe acusando. “O povo não quer saber desse tipo de picuinha, pois melhor do que estarmos discutindo é trabalhar é o que estou fazendo”, conclui.


sexta-feira, 30 de maio de 2014

Viúva e irmã de colono querem punição para matador

Francisco Alves, réu confesso de ter matado o "Nem"



Aldenice Goncalves diz que homicida tem que pagar pelo crime

Adriana Gonçalves, perde o marido e agora tem manter cinco filhos



Parentes do colono Elisvaldo Pereira Gonçalves, o “Nem” 33 anos, assassinado no dia 27 de abril deste ano, querem punição para o réu confesso deste crime o braçal 
Francisco Nascimento Alves, 38 anos.

Este crime, que aconteceu no dia 27 de abril deste ano, em um bar na rua 31 de Março, bairro Liberdade, teve como pano de fundo passionalidade, já que a vítima, o Nem, como era conhecido, mantinha um relacionamento extraconjugal com a ex-mulher do acusado a 

Maria Raimunda.
Francisco Alves, depois de ter matado com vários golpes de arma branca a vítima, fugiu a pé pelo bairro Liberdade, contudo, devido ao alto estado de embriaguez acabou sendo preso logo em seguida. 

A guarnição da Polícia Militar composta pelo sargento Rafael Gomes Rodrigues e pelos soldados Dione e Casabranca prendeu o acusado ainda em flagrante.

Os parentes da vítima representados pela viúva Adriana dos Santos Pereira e Aldenice Pereira Gonçalves, irmã do “Nem”, compareceram na Seccional Urbana da Cidade Nova para cobrar que o acusado não fosse liberado.

Apesar de terem batido na porta errada, mas o temor delas tinha razão de ser, tendo em vista que a advogada Joziani Bogaz Colineti peticionou na Nova Vara Penal, onde tramita processo contra o acusado por homicídio simples, pedido de revogação da prisão preventiva do acusado.

Contudo, o que os parentes não sabem é que no dia 21 deste mês o juiz Murilo Lemos Simão, indeferiu o pedido, desta forma, o acusado segue preso em uma das celas do Centro de Recuperação de Marabá (CRM), onde aguarda para ser julgado.

Famintos – O crime, à época, segundo o acusado, Francisco Alves teria ocorrido, porque a vítima, o Nem, teria lhe dado dois tapas no rosto.

Diante desta agressão, o acusado disse ter apanhado uma faca no bar e desferido os golpes no agressor, que ultimamente mantinha um caso com a ex-mulher dele.

O crime, evidentemente, encerrou a vida da vítima, o acusado está preso e os cinco filhos do “Nem”, igualmente presos, por absoluta falta de assistência, sofrem necessidades básicas, pois têm dificuldades de sobrevivência.

“Ele matou o meu marido, tenho cinco filhos para alimentar e atualmente estou vivendo da solidariedade dos parentes, pois não tenho condições de trabalhar, pois tenho cuidar dos meus filhos”, narra a mulher.

“Meu irmão era trabalhador, se envolveu com uma mulher errada e acabou sendo assassinado, agora o matador pode ser solto, isso não podemos permitir e nem admitir”, comentou Aldenice Gonçalves lembrando que caso o acusado seja solto será mais um escândalo e uma tamanha injustiça. 


quarta-feira, 21 de maio de 2014

Marabá: Médicos reconstituem crânio de paciente




Wesley dos Santos reviveu após cirurgia no crânio


Quem vê o jovem Wesley Pereira dos Santos, de 20 anos, andando e conversando normalmente nem imagina que no dia 23 de março ele foi agredido por um desconhecido, com uma paulada que lhe acertou a testa em cheio, estraçalhando os ossos.
O caso aconteceu em Marabá e foi exatamente em Marabá, mais precisamente na mesa de cirurgia do Hospital Regional Público do Sudeste Dr. Geraldo Veloso (HRSP), que o rapaz foi submetido a procedimento cirúrgico, que lhe possibilitou ter uma vida normal.
Os responsáveis pela façanha foram o neurocirurgião André Telles e os odontólogos Leonardo Aguiar e Robinson da Silva Ribeiro, estes dois especialistas em buco-maxilo.
Numa linguagem simples, a equipe médica abriu um corte de uma orelha a outra do paciente, passando pelo alto cabeça, um pouco acima da testa, formando uma espécie de “meia-lua”. Em seguida, a equipe puxou toda a pele do rosto para baixo, descobrindo inteiramente a testa, onde estava o osso frontal, quase todo estraçalhado pela pancada.
De acordo com o odontólogo Robinson Ribeiro, que integrou a equipe médica, depois que o neurocirurgião recuperou as lesões provocadas na dura-mater, membrana que envolve o cérebro, foi a vez da equipe de buco-maxilos entrar em ação.
Durante apenas três horas, os dois profissionais retiraram uma parte do osso frontal (da testa) e depois de uma análise minuciosa, resolveram que poderiam ainda usar o pedaço de osso e o colocaram de volta.
Os especialistas remodelaram os ossos, eliminando as arestas provocadas pela pancada, até conseguir um bom alinhamento. Mas, para fixar o osso, foram necessárias telas de titânio e parafusos.
O paciente agora está em fase de reabilitação, mas caminha e conversa normalmente. Os movimentos, obviamente, ainda são lentos e a recuperação deve ser demorada. Mas isso não é nada para quem estava com a parte frontal da cabeça destruída.
“Eu nasci de novo. Quando vi minhas fotos na mesa de cirurgia, nem acreditei que era eu. Não sei como eles (equipe médica) conseguiram; só tenho a agradecer”, afirma Wesley.
“Quando eu vi meu filho naquela situação, com a cabeça toda quebrada, pensei que o pior poderia acontecer, mas graças a Deus e aos médicos, deu tudo certo”, desabafa dona Maria Aparecida Pereira dos Santos, mãe de Wesley.
Para se ter uma ideia da importância desse atendimento, antes da fundação do Hospital Regional de Marabá, que é administrado pela Organização Social Pró-Saúde, a cidade mais próxima onde Wesley poderia ser submetido a uma cirurgia como esta é Araguaína, no Estado do Tocantins, a quase 300 km de distância.
 

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sexta-feira, 16 de maio de 2014

PF deflagra operação “Colabit”



Cibele Andrade, Alisson da Silva, Dhony Santos e Gildicélio Souza



A  Polícia Federal prendeu 17 acusados de integrar uma quadrilha internacional de tráfico de drogas, sendo cinco presos no Pará. Entre os presos, dois soldados da Polícia Militar, ambos lotados no 4º Batalhão de Polícia Militar de Marabá.

Em Jacundá foram presos, Alisson Pereira da Silva, Cristiano Oliveira Martins e Cibele Andrade. Em Marabá, foram presos os soldados, Dhony Souza Santos e Gildicélio Souza.

As prisões são fruto de intensa investigação realizada pela Polícia Federal nos últimos sete meses e reuniu policiais federais do Pará, Mato Grosso e São Paulo.

A quadrilha, segundo informações da Polícia Federal, atua em vários estados, e no Pará, montaram uma base em um município próximo de Marabá, onde conta com o apoio logístico de uma pista de pouso para que aeronaves recheadas de cocaína posem e a droga e distribuída na região.

Os acusados presos no Pará foram conduzidos até a sede a Polícia Federal onde ficaram de ser ouvidos durante todo o dia de ontem acerca de acusação de tráfico de drogas.

Com esta prisão, somam oito pessoas presas no Pará, acusadas de tráfico de drogas em menos de uma semana. Semana passada, três homens foram presos em uma barreira da Polícia Rodoviária Federal e transportavam no carro, um quilo de pasta base de cocaína. Naquela ocasião foram presos: Roberto Carlos Pires de Andrade, Brenno Morais Viana e Osmayelle Alves de Oliveira.

Concussão – Durante a investigação a Polícia Federal identificou provável envolvimento dos dois soldados da Polícia Militar, inclusive o delegado Antonio Carlos Cunha Sá, informou que há fotos e vídeos onde ambos aparecem mantendo contato com supostos traficantes de Marabá. 

Chamou a atenção dos policiais o fato de os militares ostentarem bens, incompatíveis que a renda mensal. Podem ser autuados por concussão, associação ao tráfico e até mesmo por tráfico de drogas, conforme informou o delegado Antonio Sá.

“Quem tem o dever legal de combater o crime e não faz, pode ser penalizado, é como se um bombeiro que vê uma pessoa se afogando e não socorre a vítima, é impossível ele tem o dever legal de socorrer aquela vítima, de igual forma o policial tem a missão de combater o crime”, ensina o policial.

Para ele, os dois policiais têm envolvimento com o tráfico de drogas em Marabá, mas somente a Justiça é quem vai determinar o futuro de ambos, que durante o processo vão ter a oportunidade de fazer uma ampla defesa.

A Operação Colabit, aconteceu de forma simultânea e em Marabá, o juiz federal Heitor Moura Gomes decretou os mandados de busca e apreensão e de prisão dos acusados.

Ao todo, foram cumpridos 17 mandados durante a operação policial que contou com um contingente considerável de policiais federais. “Nestes últimos sete meses, pelo menos 50kg de pasta base de cocaína fora apreendidos na região”, garante o delegado Antonio Sá.

A investigação deve ter desdobramentos com novas prisões de acusados e integrar esta quadrilha. O caso tramita em segredo de justiça, mas a reportagem teve acesso ao depoimento do acusado Alisson da Silva, onde ele nega ter envolvimento com o tráfico de droga e que apenas foi contratado para fazer um serviço em uma fazenda de um dos acusados.

Todos os advogados dos acusados presos em Marabá foram instados a comentar sobre as prisões, contudo, apenas o advogado Arnaldo Ramos de Barros Júnior quis se pronunciar sobre o assunto, mas se ateve em dizer apenas que neste momento é prematuro fazer alguma declaração, mas se adiantou em dizer que os clientes dele, nada têm a ver com o tráfico de drogas. 

terça-feira, 13 de maio de 2014

Relatório aponta violação de direitos dos índios Aikewara





A Comissão Nacional da Verdade (CNV) recebeu, nesta terça-feira (13), de indígenas da etnia Aikewara, também conhecidos como “Suruí do Pará”, relatório produzido ao longo do ano de 2013 sobre as graves violações de direitos humanos sofridas pela etnia, que afirma ter sido forçada a se envolver com a repressão das Forças Armadas à Guerrilha do Araguaia, na primeira metade da década de 70, no sudeste do Pará.



O relatório foi entregue à Maria Rita Kehl, integrante da CNV responsável por apurar as graves violações de direitos humanos de indígenas e camponeses, pelo vice-cacique Mahu Suruí, pela jovem liderança Winorru Suruí e mais três idosos, vítimas das violações: Api, Tawé e Teriwera Suruí.



O trabalho é fruto de investigação documental, bibliográfica e de cunho antropológico, coordenada pela antropóloga Iara Ferraz, que há 20 anos convive com a etnia, e colheu “longos e detalhados depoimentos” dos Aikewara no ano passado, com o apoio do Grupo de Trabalho Araguaia, criado pelo governo para atender a determinação judicial para localizar os restos mortais das vítimas do extermínio da guerrilha.



Na avaliação de Iara, o caso dos Suruí se destaca pela comprovada participação direta das Forças Armadas nas violações, assim como ocorreu com os Waimiri-Atroari, no Amazonas.



Maria Rita Kehl avaliou como muito positiva a iniciativa dos Suruí. Ela esteve com a etnia duas vezes em 2012, momento em que foi comunicada da decisão dos indígenas de que eles mesmos contariam sua história. “Vai ser de muito valor para o capítulo do relatório que tratará das graves violações de direitos humanos contra indígenas e camponeses, pois será, junto com o dos Xavante Marãiwatsédé, um dos únicos relatos feito pelos próprios indígenas”, afirmou.



Segundo o relatório, de 1972 a 1974, os Aikewara tiveram o seu território totalmente ocupado e interditado pelas forças repressivas e foram proibidos de prover a sua subsistência (ir à roça, caçar, coletar ou pescar), tiveram incendiadas a sua provisão de arroz e de milho, assim como as casas na aldeia com seus pertences. Tiveram, portanto, deliberadamente destruídas pelos militares as suas bases materiais e culturais de existência.



Na avaliação dos Suruí, eles foram tratados como prisioneiros de guerra, pois as mulheres e crianças foram diuturnamente vigiados na aldeia, enquanto todos os homens adultos, recrutados à força, com o aval da Funai, foram usados como guias na mata, como escudos humanos, sofreram a violência das privações e humilhações, carregando cargas pesadas às costas para os militares, dormindo ao relento na estação das chuvas, com fome, sede e medo sob a mira das armas, na “caça” aos guerrilheiros.



“As mulheres ficaram sozinhas com os idosos e as crianças na aldeia, vigiados pelo Exército. Se ouviam os tiros e eu me assustava”, contou Teriwera durante a reunião. Ela estava grávida de gêmeos e perdeu os bebês. “Acho que foi dos sustos, porque eu nunca perdi meninos”, afirmou. Segundo ela, os Aikewara também passaram muita fome, pois não podiam colher ou caçar.



Os Suruí presentes à reunião na CNV contaram que testemunharam mortes e tortura contra os militantes da guerrilha, como de camponeses, caso de Domingos, que chegou à aldeia com uma corda amarrada ao pescoço e prestes a morrer, mas foi salvo pelos indígenas. Ele foi perseguido pelos militares pois o parto de sua filha foi realizado por Dinalva Oliveira Teixeira, a Dina.



Segundo Winorru Suruí, a ocupação da aldeia pelo Exército, além das consequências imediatas relatadas pelos anciãos, resultou em duas sequelas: invasão e perda do território. “Após a guerrilha teve Serra Pelada e, depois do garimpo, os migrantes ficaram por lá e muita gente entrou na nossa terra. No nosso atual território não temos mais acesso ao barro e perdemos a cultura da cerâmica”, contou.



Na reunião, Winorru foi o responsável pela leitura da Carta do povo Aikewara à Comissão Nacional da Verdade. Na carta, os indígenas pedem indenização do governo brasileiro por terem “sofrido violência dentro e fora de casa sem saber o porquê da presença dos homens da aldeia na ‘caçada’ de pessoas”. Leia a íntegra aqui.



Atualmente com uma população de 350 indivíduos, os Aikewara estão distribuídos em duas aldeias – Sororó e Itahy - na Terra Indígena Sororó, situada nos municípios de Brejo Grande do Araguaia, São Geraldo do Araguaia e Marabá, a sudeste do estado do Pará. Um processo de revisão territorial que se encontrava engavetado na FUNAI há cerca de 20 anos – TI Tuwa Apeku og’kwera – aguarda agora a portaria declaratória do Ministro da Justiça.


Assessoria de Comunicação