terça-feira, 13 de janeiro de 2015

GTO detona assaltante e prende outro

Josiel do Nascimento  tentou, mas levou a pior







A lição de que não se deve enfrentar a Polícia, sobretudo em se tratando de homens do Grupo Tático Operacional (GTO) aparentemente não foi bem assimilada pelos marginais, que vira e mexe ‘acham que dá’, mas acabam se dando mal.

Foi o que aconteceu com o acusado de ser assaltante Josiel Costa do Nascimento 29 anos, morto com dois tiros de pistola 0.40 durante troca de tiros que aconteceu na folha 12, Nova Marabá, por volta das 20 horas do último sábado (10).

Um segundo acusado de ser assaltante Fábio Andrey Carvalho Silva foi preso por porte ilegal de armas e autuado em flagrante pelo delegado plantonista Toni Rodrigues Vargas.

Em verdade, tudo começou quando os militares do GTO, soldados Átila e Portilho fizeram uma abordagem aos suspeitos que trafegavam numa moto pela Folha 12 e foram advertidos que deveriam parar para que os militares fizessem uma abordagem de rotina.

Contudo, segundo o delegado Toni Vargas, o acusado Fábio Silva se rendeu de imediato e parou a moto. Os militares deram vários comandos para ambos, entre eles o de colocar as mãos na cabeça e se deitarem no chão, contudo um deles não obedeceu.


E foi exatamente o segundo acusado, o Josiel do Nascimento que correu com o capacete na cabeça em direção ao um açougue para tentar se refugiar.

Já dentro do imóvel o acusado teria sacado um revólver calibre 38 para atirar no soldado Átila, sendo que este, no estrito cumprimento do dever e para proteger a própria vida de terceiros, prontamente revidou ao fogo inimigo e abateu o agressor.

Dois tiros foram dados no acusado. Ele ainda foi socorrido por uma equipe de paramédicos do Samu, mas morreu no local.

No palco do crime a equipe do delegado Toni Vargas recolheu um revólver calibre 38 que estava sendo usado pelo acusado, bem como apreendeu outra arma com o comparsa dele, o Fábio Silva.

Neste tipo de situação que tecnicamente é chamado de intervenção policial com evento morte, os militares devem ser ouvidos formalmente onde devem apresentar a mesma versão para o caso. O comando da Polícia Militar de Marabá não se pronunciou a respeito do caso.


GTO prende homem armado


Neste final de semana a Polícia Militar teve bastante trabalho para conter a onda de violência reinante. No sábado, por volta das dez horas da manhã, os soldados do Tático Moto, Batista, Lucas, Débora e Melo, prenderam duas pessoas que estavam numa moto e trafegavam pela avenida Antonio Maia.

Trata-se de Janderson Adriano Diniz e um adolescente de 17 anos. Eles trafegavam numa moto Fan, placa JUM-2700 quando foram abordados e já que faziam manobras arriscadas acabaram despertando o interesse dos militares.

Quando revistados, os militares do Tático Moto localizaram com o acusado Janderson Diniz uma pistola calibre 6.35 municiada.

Ambos foram conduzidos até a 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá onde apenas o acusado Janderson Diniz foi autuado por porte ilegal de armas, previsto no Estatuto do Desarmamento.

Outro – Já a guarnição da Polícia Militar à frente a sargento Francisca, quando fez uma abordagem a um táxi, na Folha 5, Nova Marabá às proximidades de uma boate, se deparou com quatro homens dentro do carro.

Com um deles, os militares apreenderam um revólver calibre 32, sendo que o homem foi identificado por Carlos Thomas Espíndola de Sousa, que também foi conduzido até a delegacia e foi autuado por porte ilegal de armas.

Roubo – Também preso neste final de semana, por uma guarnição comandada pelo soldado Sílvio de Jesus Casabranca, que prendeu o acusado de ser assaltante Wandson de Sousa Lima.

O acusado tentou roubar um telefone celular de um transeunte José dos Santos Brito, fato que aconteceu na noite do último sábado, às proximidades de uma boate, no bairro Laranjeiras.

Em verdade, o acusado foi apanhado por populares que só entregaram à Polícia após uns ‘conselhos’. Ele foi autuado por tentativa de roubo previsto no artigo 155 do Código Penal Brasileiro. 

Moto – Enquanto a Polícia prendeu alguns acusados de assaltos, outros continuam agindo na cidade e quase que diariamente fazem vítimas.

Um destas vítimas é a dona de casa Adlla Maria de Oliveira Maia. Ela contou que teve uma moto furtada do condomínio onde mora na Folha 19, Nova Marabá. Trata-se de uma Fan, placa OTT-8263. Até o fechamento desta matéria o veiculo ainda não havia sido recuperado. 


DJs se engalfinham na Mangueira 


Não bastasse a infinidade de ocorrências que a Policia atende diariamente envolvendo os mais variados casos de maior relevância, ainda existem àqueles que um simples pedido de desculpas poderia resolver a contenda e tudo terminar bem.

Mas há àqueles que preferem as vias de fato para resolver as diferenças. Foi o que, aparentemente, aconteceu com dois DJs de Marabá o Felipe e a Aline Pancadão.

Ambos se engalfinharam e terminaram internados no Hospital Municipal de Marabá após uma briga em um bar no balneário da Mangueira, beira do rio Tocantins.

Em princípio o caso foi relatado oficiosamente ao delegado plantonista Luiz Otávio Barros, contudo o delegado do expediente Marcio Brasil Maio deve abrir inquérito para apurar as circunstâncias da briga que terminou em lesões mútuas.

Oficiosamente a reportagem levantou que ambos brigaram por conta de um desentendimento anterior envolvendo questões trabalhistas.

Segundo o delegado Luiz Barros, a Aline Pancadão alega que se feriu em uma das mãos após tentar defender o marido que estava sendo agredido pelo DJ Felipe.

Este por sua vez, informou ao delegado que na verdade sofreu a agressão e que a DJ Aline Pancadão lhe golpeou com a base de uma taça que a mulher estava ingerindo bebida alcóolica.

Como há as duas versões, o delegado Marcio Maio deve aguardar somente que o Dj Felipe se recupere dos golpes para este de fato conte a versão dele, bem como deve ouvir a acusada Aline Pancadão acerca desta briga.

Por enquanto o caso ganhou grande repercussão nas redes sociais, com direito a xingamentos e palavrões por parte da Dj Aline Pancadão.  

Ao final este deve ser mais um daqueles casos onde se faz muito barulho e nenhum dos envolvidos é punido, uma vez que sofreram lesões mútuas. 


Motorista morre após perder controle do carro



Direção e bebida alcóolica, desde sempre não combinam e não importa em qual ordem. Quem ousa misturar nem sempre acorda no dia seguinte com uma enorme dor de cabeça, ou ressaca, pois muitos acabam morrendo em consequência dessa imprudência.

E, na região, a vítima mais recente de acidente de trânsito foi o motorista Valteires Jacinto da Silva, 27 anos. Ele dirigia um carro Uno Mille pela BR-153, sentido São Domingos à São Geraldo, na madrugada do último sábado, ocasião em que perdeu o controle do veículo.

Com ele, seguiam outras duas pessoas que sobreviveram ao acidente. Segundo fontes do IML, o motorista seguia na pista e havia uma curva à esquerda, ocorre que o motorista passou direto.

O carro bateu numa ribanceira, capotou e ficou com a frente no sentido inverso da pista, sendo que o motorista Valteires da Silva morreu na hora.

Dentro do carro, peritos do Centro de Perícias Científica Renato Chaves de Marabá recolheu uma litro de uísque, o que dá uma clara conotação de que as pessoas que estavam no veículo poderiam estar ingerindo bebida alcóolica.

Oriundo de Curionópolis deu entrada o corpo de Marcelo Mendes Viana, 31 anos, também vítima de acidente de trânsito.

Igualmente vítima de acidente de trânsito, Hugo Gomes Miranda 17 anos. O ovem estava internado no Hospital Regional onde faleceu no domingo (11). 

Outros – O Iml de Marabá necropsiou ainda outros oito corpos neste final de semana, entre eles o do idoso Francisco Ferreira de Sousa, 74 anos, morto de causas naturais em Marabá.

Em Marabá, faleceu, vítima de provável enforcamento José Alves, de 50 anos, fato que aconteceu na última sexta-feira, na Marabá Pioneira. Já o Manoel Messias Dias Filho foi eletrocutado em acidente doméstico. 

Já em Nova Ipixuna, a dona de casa Rosilda do Carmo Nascimento, 35 anos, pode ter cometido suicídio por meio de enforcamento. 

Assaltante - Por sua vez, o acusado de ser assaltante Josiel Costa do Nascimento, 29 anos foi morto com dois tiros durante refrega com militares do GTO, em Marabá.

E na madrugada desta segunda-feira (12) foi assassinado a tiros o acusado de ser traficante Breno Alves da Silva 22 anos.

O crime aconteceu por volta das 4 horas da madrugada, no final da avenida Antonio Vilhena, próximo ao balneário Vavazão. Um amigo da vítima, Jemerson Monteiro Carvalho 19 anos saiu baleado e aparentemente não corre risco de morte. 





segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Caso estudante Renata: Se a vítima não tem sobrenome a espera é longa




Diferentemente de outros casos, onde as vítimas de violência têm ‘sobrenome’, posição social, ou posses, o Estado age numa velocidade assustadora e prontamente atende ao clamor público e num curto intervalo de tempo consegue resolver casos emblemáticos.

Se não vejamos. O que dizer dos acusados de ser pistoleiros, José Rodrigues Moreira e Lindonjhonson Silva Rocha, apontados como mandante e matador do casal de extrativistas, José Claudio e Maria do Espírito Santo, mortos em emboscada no dia 24 de maio de 2011 em Nova Ipixuna. Foram presos exatos três meses e três semanas após o crime.

Dias após, um terceiro acusado, o Alberto Lopes Teixeira do Nascimento foi preso. Sendo que apenas estes últimos dois acusados foram condenados, a 42,8 meses e 45 anos de prisão, respectivamente.

Outro caso onde a Polícia agiu relativamente rápido foi a investigação que envolveu a morte do advogado George Antonio Machado, assassinado no dia 3 de abril do ano passado na Folha 10, Nova Marabá.

Pra se ter uma idéia da rapidez, num curto espaço de tempo os investigadores do Núcleo de Inteligência da Polícia (NIP), levantaram, identificaram e prenderam os dois acusados em menos de uma semana após o crime. E até hoje estão presos: Rodrigo Carvalho da Silva e Wagner Vieira Matos, atualmente custodiados no Centro de Recuperação de Marabá (CRM).

Estes dois casos servem bem para se traçar um paralelo entre os anônimos e ‘famosos’. É exatamente este paradoxo que a família da estudante Renata Maria da Silva Pereira, 18 anos, assassinada no final do ano passado em Palestina do Pará, sudeste do Pará quer quebrar e cobram da Polícia celeridade na investigação.

A jovem recebeu uma ligação no dia 31 de dezembro do ano passado e avisou a parentes e amigos que iria sair, mas voltaria logo. Foram as últimas palavras já que o corpo dela foi localizado num lixão, na entrada da cidade em adiantado estado de putrefação no dia 2 de janeiro deste ano.
A partir desta descoberta deu-se início a sucessivos erros e falhas do Estado, tendo em vista que pelo fato de se tratar de uma anônima, a vítima sequer teve o direito de ter uma perícia de local de crime, no que poderia ajudar na elucidação do caso.

Outra falha não menos gritante é a completa ausência de um pedido de exame sexológico, pelo menos tal pedido não chegou no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves em Marabá o fechamento desta matéria, no final do dia.

Este exame, caso fosse realizado, poderia dirimir dúvidas em torno de um possível estupro que a jovem sofrera. A propósito desta informação, comentários diversos de moradores de Palestina apontavam para esta hipótese.

Assim, este pode ser um daqueles casos, onde os moradores protestam, reclamam, parentes choram e se indignam e a Polícia não identifica o autor prevalecendo a máxima: quando a vítima é importante o Estado responde à altura, quando se trata de um sem sobrenome, tem como resposta o esquecimento e a impunidade.

No caso do assassinato da jovem estudante, nunca é demais lembrar que ela recebeu uma ligação minutos antes de sair de casa, no que um simples pedido de interceptação telefônica pode ajudar na investigação do crime e quem sabe identificar o interlocutor e ao final mudar a máxima infame que prevalece naquele sem sobrenome. 

Este crime está sendo investigação pela equipe do delegado Pedro Marinho de Sousa, que responde pelos municípios de Brejo Grande do Araguaia e Palestina do Pará, onde a jovem foi assassinada. Diante deste acúmulo de tarefas é possível que o matador fique impune, a menos, claro se houver empenho da Polícia como em casos onde as vítimas são expoentes. 


terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Dupla execução na madrugada


Carreira de crimes encerrada à bala



Os ‘anjos da morte’, mais uma vez ditaram as regras em Marabá e na madrugada do domingo (4), por volta das 4 horas da madrugada executaram duas pessoas acusadas de ser assaltantes: Luís Carlos Teixeira Santos, 20 anos e Renato Gomes da Silva, 23 anos. Ambos foram mortos com dois e um tiros, todos desferidos nas cabeças e à curta distância.


Os dois tombaram mortalmente em frente à casa situada na Folha 17, quadra 09, Lote 09, Nova Marabá. No local, evidentemente prevaleceu a lei do silêncio já que no horário do crime a rua estava praticamente deserta.

Uma coisa é quase certa: as vítimas foram rendidas antes de ser executadas, tanto que os tiros que atingiram a cabeça da vítima Luís Santos foram dados, à altura do osso occipital (parte inferior do crânio) e de cima pra baixo.

A outra vítima o Renato da Silva foi alvejado com um tiro, disparado na cabeça por trás, cujo projétil transfixou entre os olhos. A rigor, todos os projéteis transfixaram.

No palco do crime, peritos do Centro de Perícia Científica Renato Chaves de Marabá recolheram algumas cápsulas de pistola calibre 380, o que dá uma eventual identificação da arma.

Se por um lado faltam maiores informações a respeito desta dupla execução, por outro sobram especulações. As duas vítimas seriam assaltantes e na madrugada teriam se desentendido com terceiros numa boate
do bairro Quilômetro Sete, Nova Marabá e os matadores devem ter seguido ambos até a Folha 17, onde realizaram a execução.

A outra hipótese levantada por terceiros, seria que Luís Carlos e Renato da Silva teriam roubado e humilhado um comerciante na madrugada e por conta disto perseguidos e mortos.

Especulações à parte, de certo é que este é mais crime que tem grandes chances de cair no esquecimento e os matadores ficarem impunes, tendo em vista que a Divisão de Homicídios de Marabá tem poucas informações a respeito do caso.

Pra se ter idéia da precariedade do sistema policial, e não por conta da falta de empenho, ou por incompetência, mas por absoluta falta de investimento no setor de segurança pública, sobretudo no que diz respeito à reestruturação da Divisão de Homicídios, que literalmente capenga por falta de investigadores full time.

Tamanha é a deficiência, como observou uma fonte segura, que esta especializada, montada no início do ano passado, conta apenas com um delegado e uma escrivã atualmente. 

Por conta disto, os casos de homicídios vão se acumulando e se transformam em números frios da impunidade. Atualmente são 31 homicídios sendo ‘investigados’, sendo que praticamente todos os casos estão com autores indefinidos.  

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Cabo da PM assassinado em Brejo Grande

Policial consternado ao ver corpo do colega morto no meio do mato



Mais uma demonstração de ousadia e destemor ao Judiciário foi dada por pistoleiros no último final de semana no município de Brejo Grande do Araguaia, ocasião em que foi assassinado a tiros o cabo da Polícia Militar Edilson Ribeiro.

Ele foi morto com vários tiros de pistola calibre 380 à margem da rodovia Transamazônica, distante cerca de oito quilômetros da estrada de acesso ao município de Brejo Grande. O crime aconteceu por volta das 17h30 do último domingo (28), contudo o corpo só foi localizado na manhã desta segunda-feira (29).

Próximo ao corpo estava estacionado no acostamento um fox, branco, placa JVB-7589, Imperatriz-MA, onde o militar morava, mas que atualmente estava tirando plantão no Destacamento do bairro São Félix em Marabá para onde provavelmente seguia.

No palco do crime, na manhã desta segunda-feira (29) compareceram duas guarnições da PM, uma de Brejo Grande do Araguaia e outra de Marabá comandada pelo tenente Valino.

Este oficial pouco soube informar a respeito deste crime e disse acreditar que o cabo Ribeiro, como era conhecido, parou para fazer uma necessidade básica, tanto que a braguilha dele estava aberta e neste momento, provavelmente foi atingido pelos tiros.

O oficial não teve condições de prestar outros detalhes, se o matador estava dentro do carro com a vítima, ou se o seguia de moto, ou em outro carro até que se aproveitou do momento em que o cabo, cuidadosamente estacionou o carro dele no acostamento e desceu em direção ao matagal para tentar fazer a dita necessidade e foi alvejado com vários tiros.

Algumas cápsulas ficaram espalhadas no perímetro do acostamento, inclusive um dos projéteis atingiu ao veículo do militar, levando a uma conclusão que o matador atirou quando o cabo já estava fora do carro e a distância de poucos metros.

Por enquanto a investigação deste crime deve ser investigado pelo delegado Pedro Marinho de Sousa, titular da Seccional Urbana da Nova Marabá, contudo uma equipe de investigadores, liderada pelo delegado superintendente regional do Sudeste do Pará Carlos Eduardo Vieira Matos, esteve no município  fazendo os primeiros levantamentos e ouvindo algumas pessoas que podem contribuir para esclarecimento de mais este homicídio.

Uma destas pessoas seria o dono de um restaurante popular do Centro de Brejo Grande do Araguaia, o José de Ribamar, o Ribinha, que teria sido uma das últimas pessoas a conversar com o cabo Ribeiro.

Este cidadão, contudo, conversou com a reportagem e disse apenas que o militar parou no restaurante dele, por volta das 15 horas, tomou duas cervejas e por volta das 17 horas pediu a conta, entrou no carro dele e disse que viria para Marabá onde iria trabalhar na segunda-feira no Destacamento do bairro São Félix.

 Quanto à motivação deste crime, são escassas as informações, entretanto a reportagem levantou que o cabo pode ter sido vítima de acerto de contas, devido a prováveis negócios escusos que tivera recentemente em Imperatriz, tanto que o matador, ou matadores, o seguiram até Brejo Grande e podem ter aproveitado um momento de distração do militar até executá-lo.

Segundo o delegado Pedro de Sousa todas as hipóteses devem ser levantadas, sobretudo a vida pessoal e profissional do acusado deve ser levantada a fim de traçar um paralelo, ou uma linha de investigação para se tentar conseguir identificar a motivação e quem tinha interesse em matar, ou mandar matar o policial.

Destas hipóteses uma está praticamente descartada: a de latrocínio, tendo em vista que todos os objetos de valores, como joias, correntes, relógio e até mesmo o carro do militar foram deixados para trás pelos matadores, ou matador, restando assim hipóteses como o acerto de contas e até mesmo crime passional.

“O nosso trabalho está em fase preliminar, mas vamos ouvir os amigos do militar, ou até mesmo conhecidos  a fim que possamos tentar identificar o que está por trás deste crime”, comentou o delegado Pedro de Sousa informando que não tinha mais detalhes acerca do caso. 

Independentemente da falta de informações o fato é que mais um policial é assassinado no Pará este ano, no que revela a completa ousadia e total descrença dos matadores, ou matador numa possível punição, afinal a atual conjuntura é de que a impunidade prevalece em face à onda reinante de violência que atinge a todos, independentemente da patente, credo, cor, raça, ou posição social, os pistoleiros matam e ponto final. 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Frigol dobra crescimento em quatro anos



Na contramão da crise, frigorífico cresce 40% em 2014 e atinge R$ 1,1 bilhão de receita líquida



A Frigol S.A., frigorífico de bovinos e suínos com unidades em São Paulo e Pará, encerra 2014 com crescimento de 40% em receita líquida, atingindo R$ 1,1 bilhão.

O resultado deve-se ao consistente aumento das vendas de produtos de maior valor agregado, como carne Angus, melhoria do mix de produtos, presença em mais pontos de venda e cenário positivo para as carnes brasileiras tanto no Brasil como no mercado externo.

Os ganhos também ocorreram em volume de produção, que evoluiu 20%, atingindo 120 mil toneladas/ano. Há quatro anos, girava em torno de 72 mil toneladas/ano. Para suportar o seu crescimento, a Frigol investiu em novas unidades e em processos produtivos, o que se reverte na melhoria da performance das plantas e, consequentemente, em maior produtividade.

Com 44 anos de história, a Frigol S.A. foca suas atividades em carnes bovinas e suínas, produzindo cortes especiais e maturados em modernos processos de industrialização.

No total, são quatro unidades: em São Paulo (Lençóis Paulista), onde há uma planta de bovinos e uma de suínos, e Pará (São Felix do Xingu e Água Azul do Norte), com duas plantas de bovinos. A capacidade de abate é de 2.500 bovinos/dia e 400 suínos/dia, além de armazenagem superior a 2 toneladas/mês no entreposto comercial na cidade de São Paulo. No total, a empresa conta com 1.870 mil colaboradores.

A produção é distribuída para todo o Brasil e exportada para mais de 60 países da América do Sul, Europa, Oriente Médio, Ásia e África.

A qualidade dos produtos é outro diferencial da Frigol S.A., além da procedência dos animais de rebanhos selecionados, obedecendo aos altos padrões de qualidade exigidos pelo mercado. A empresa também tem como pilar a preocupação com as pessoas – colaboradores e comunidades onde está presente – e o meio ambiente. No Pará, por exemplo, onde tem duas unidades, segue rigidamente a legislação em termos de respeito ao Bioma Amazônico e restrição ao trabalho análogo à escravidão.

Atuando em um mercado sensível às variações da economia global, a Frigol S.A. cresce com solidez em meio às adversidades normais. Nesse sentido, pesa o trabalho focado na seriedade, determinação, visão de futuro e, principalmente, fortes parcerias com fornecedores, pecuaristas, clientes e colaboradores.

As principais linhas da Frigol incluem os produtos Angus Beef Frigol (cortes especiais de bovinos Angus participantes do Programa Carne Angus Certificada), Chef(carnes nobres de suínos, cortes temperados e cortes especiais para churrasco), Frigol (ideais para o dia a dia), e Jerked Beef (carne seca), além de embutidos, como linguiça de pernil suíno e toscana. Estão programados vários lançamentos de produtos para 2015.


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Homicidas confessam crime e são absolvidos


 
Punição que nada, irmãos mataram e se livraram
 


Confessaram o crime, deram detalhes de como mataram, se disseram arrependidos e foram absolvidos, pois contaram com a complacência de sete jurados, em sua grande maioria, servidores públicos federais e estaduais.

Este foi o resultado de um julgamento presidido pelo juiz titular da 3ª vara Penal Murilo Lemos Simão, de dois irmãos, Sílvio e Devânio Rodrigues da Silva, acusado de matar um amigo deles, o Célio Silvânvio de Magalhães no dia 20 de janeiro de 1995 em plena praça na Senhora Aparecida, bairro Novo Horizonte.

O resultado, evidentemente, contrariou toda e qualquer expectativa daqueles que esperavam uma condenação, especialmente os parentes da vítima, que restaram o protesto, ou apela da decisão.

Silenciosamente estes parentes se retiraram do salão do júri, mas se demonstraram indignados e revoltados, afinal não entenderam o desfecho de um caso que parecia certa a condenação, tendo em vista que tudo caminha para tal fim, inclusive advogados de defesa demonstraram claramente que tinham a intenção de pleitear uma redução de pena.

Enquanto a acusação, promovida pelos promotores Hélio Rubens Pinho Pereira, Hygéia Valente de Souza Magalhães e pelo advogado Mancípor Olilveira defenderam a defesa de crime praticado por motivo fútil e que impossibilitou a defesa da vítima.

Já os advogados de defesa Américo Lins da Silva Leal, Gilberto Alves, Daniela de Souza Sena e Fabiana Souza Boechat, apresentaram a tese homicídio privilegiado e motivado por forte emoção, no que em tese serviriam para uma eventual diminuição de pena, caso fossem condenados, mas terminaram sendo absolvidos.

Silêncio – Ante ao resultado frustrante, os parentes das vítimas abandonaram o plenário, na madrugada desta quinta-feira, tão logo foi lida a sentença pelo juiz Murilo Simão em silêncio.
“Foram absolvidos pela Justiça dos homens, mas devem pagar no juízo final pelo bárbaro crime contra o nosso irmão”, comentou um dos irmãos da vítima.

O tempo pode ter sido um aliado fundamental dos dois acusados, tendo em vista que entre o crime e o julgamento transcorreu quase vinte anos e muitos fatos podem ter sido distorcidos em favor dos acusados.

A motivação para este crime teria sido um dívida não paga por parte da vítima, o Célio de Magalhães. Em verdade, este, servia de uma ponte para o acusado Sílvio da Silva, que na época era um empresário em ascensão no ramo de informática e revenda de antenas parabólica para Marabá e região.

Célio de Magalhaes, dono de uma grande loja de sapatos, comprava produtos do Paraguai e fazia o transporte até Marabá para o amigo Sílvio e nestas idas e vindas tinha para receber algo em torno de R$ 7 mil, sendo que o Sílvio teria repassado um carro para o Célio, no valor de R$ 10,5 mil, o que aconteceu no final de 1994, no que neste caso teria para receber R$ 3,5 mil do Célio.

Após a permuta da dívida, o Célio de Magalhães viajou mais uma vez para o Paraguai em busca de mercadoria, o final de 1994, contudo, ao retornar para Marabá acabou sendo preso em Araguaína e teve de reembolsar uma grande quantia em dinheiro para se livrar do cárcere.

Com este desfalque no caixa aliado à inflação galopante daquele período, acúmulo de dívidas e falta de fluxo de caixa, o calote foi inevitável.

Ocorre que no dia crime, segundo versão apresentada no julgamento, Sílvio teria tentado receber a divida mais uma vez e foi até a sapataria do Célio, na Marabá Pioneira, onde teria sido enxotado e teve uma promissória com o valor da dívida rasgado.

Á noite, ele, juntamente, como irmão, vão até a praça do Novo Horizonte e travam lutar corporal com a vítima para em seguida efetuar os disparos mortais.

Célio de Magalhães foi baleado por volta das 20 horas do dia 20 de janeiro de 1995, agonizou até por volta das 2 horas da madrugada do dia seguinte, onde faleceu numa clínica particular do bairro Cidade Nova.

Dava-se início ai uma série de traumas para as duas famílias que se conheciam desde a cidade de Colinas, no Goiás, onde eram amigas a ponto de frequentaram as casas uns dos outros.

Evidentemente que o resultado do julgamento não apaga as mágoas, mas os parentes da vítima informaram que não têm sede de vingança e dizem compreender, embora não aceitem a absolvição daqueles que se dizem inocentes.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Sanduíches do McDonald’s é mais vendido no Brasil


Hamburguer: combinação perfeita para uma alimentação rápida



Na lista dos sanduíches mais requisitados da rede de restaurantes McDonald’s, a linha com a carne Angus ultrapassou no último mês a marca das 10 mil toneladas de hambúrgueres comercializadas nas mais de 800 lojas da rede em todo o Brasil. O marco foi celebrado na noite do último dia 11, em Porto Alegre (RS), onde foi entregue pelo presidente da Associação Brasileira de Angus, Paulo de Castro Marques, e pelo diretor do Programa Carne Angus Certificada, Reynaldo Titoff Salvador, uma placa alusiva ao Gestor de Supply Chain da Arcos Dorados, Gustavo Faria.

Após vários meses de preparação que reuniram Marfrig, McDonalds e Associação Brasileira de Angus foi lançado em novembro de 2011, em São Paulo e Distrito Federal, os produtos com a carne Angus fazem parte do cardápio de todo a rede desde julho de 2012. Além dos fixos Angus Deluxe e Angus Bacon, a linha já contou com outros seis sanduíches com a carne Angus: Angus Dijon, Angus Bourbon Barbecue, Angus Tabasco e, da linha especial ‘Favoritos McDonald’s’ para a Copa do Mundo Fifa Brasil 2014, McBrasil, McArgentina e McEUA. Para atender a crescente demanda, hoje unidades da Marfrig Global Foods e JBS S/A abastecem a rede com as matérias primas certificadas para fabricação do McAngus.

De acordo com o gerente nacional do Programa Carne Angus Certificada – responsável pela parceria para fornecimento de carne para o McDonald’s -, Fábio Medeiros, a superação da marca de hambúrgueres vendidos no País mostra que a população brasileira já assimilou a proposta da linha especial, que é a de disponibilizar ao consumidor carne de altíssima qualidade a preços acessíveis. “Para tal, foi desenvolvido em parceria todo um trabalho de estruturação de marca e divulgação, algo que tem dado um retorno importante, representado pelos números obtidos com as vendas dos sanduíches com carne Angus”, destaca Medeiros.

“A parceria com o McDonald’s tem um papel vital para o melhor aproveitamento das carcaças abatidas pelo Programa Carne Angus Certificada, pois destinamos aos hambúrgueres peças do dianteiro bovino, de grande qualidade, mas que não são tão apreciadas pela maior parte do mercado consumidor brasileiro”, complementa o gerente do maior programa de certificação de carcaças bovinas do Brasil. “Todos os hambúrgueres fornecidos à rede de restaurantes são certificados, comprovando o consumo de um produto com 100% de carne Angus”, garante Medeiros.