terça-feira, 10 de abril de 2018
quinta-feira, 29 de março de 2018
Arremedo de Caim
Quarta-feira,
dia 21 de março, uma data que uma família jamais vai esquecer. Bom seria se
fosse por um bom motivo, porém a data marca uma tragédia sem precedente,
afinal, um irmão, transtornado, atira no outro.
Era por
volta das 17h30, quando o irmão agressor, Carlos Antonio Alves Pereira, o Picolé, atirou no irmão dele, Valter Alves
Pereira. O desentendimento, segundo fontes ligadas aos dois irmãos, se deu por
conta de uma partilha de bens referentes a uma sociedade dos dois irmãos.
Por décadas,
os dois administraram uma loja de revenda de peças de carros, na rodovia
Transamazônica. Com o fim da sociedade, os dois irmãos seguiram as vidas em
separado, porém alguns bens remanescentes da sociedade ficaram sob responsabilidade
do Picolé como um caminhão e uma chácara, às proximidades da Vila Brejo do
Meio, zona rural de Marabá.
Tais bens
foram vendidos, sendo que sistematicamente, “Valtinho”, o baleado, costumava
reclamar para o irmão, “Picolé”, que gostaria de receber o dinheiro dele destas
vendas, já que os bens foram adquiridos quando os dois eram sócios.
Por conta
desta situação no que gerou o descontentamento, “Valtinho” vociferou e xingou o
irmão dele a ponto de chamá-lo de ladrão durante uma rodada de conversava com
amigos do agressor.
Naquela
ocasião, “Picolé” teria dito que “Valtinho” ia engolir as palavras. Alguns dias
após, novas cobranças e agressões mútuas, até que no dia 21, armado com um
revólver calibre 38, “Pícolé” foi até a oficina do “Valtinho”, situada na rua
Ademir Martins, entre as avenidas Paraíso e Itacaiúnas, e novamente, mais
desentendimento, que terminou no baleamento.
“Valtinho”
foi alvejado duas vezes no abdômen e quando estava caído, mais um tiro, desta
vez, na cabeça. Amigos e funcionários que estavam na oficina se encarregaram de
prestar os primeiros socorros à vítima, que em princípio foi atendido no
Hospital Municipal de Marabá (HMM), porém devido a gravidade, foi encaminhado
para o Hospital Regional onde está internado e o quadro clínico dele é grave e
corre sério risco de vida.
Por sua vez,
o “Picolé”, se apresentou na Seccional Urbana da Nova Marabá acompanhado do
advogado criminalista Arnaldo Ramos onde depôs diante da delegada titular da
Divisão de Homicídios de Marabá (DHM), Raissa Maria Soares Beleboni.
Entre outras
coisas, disse que por mais de um ano estava sendo atacado pelo irmão dele o
chamava, insistentemente de ladrão e que a chácara vendeu de forma pré datada e
que ainda não tinha condições de repassar a parte do irmão dele, mesmo assim
sofreu as humilhações publicas e que acabou perdendo o controle.
A decisão
intempestiva dele, de atirar no irmão, atingiu, por tabela, toda a família.
Tanto que a única irmã deles hipotecou apoio ao irmão agressor, o “Picolé”. O
comportamento dela despertou a fúria da cunhada e sobrinhas, filhos e esposada
do “Valtinho”.
Muito embora
se diga arrependido, à luz da lei, “Picolé”, em princípio, deve ser processado
e indiciado por tentativa de homicídio, a menos, claro que consiga provar em juízo
que atirou para se defender, ou sob forte emoção que não lhe permitiu outra
opção.
CPC celebra parceria com FBI
Uma parceria inédita foi fechada entre as perícias criminal
do Pará e dos Estados Unidos. Na última semana, o Centro de Perícias
Científicas “Renato Chaves” e o Federal Bureau of Investigation – FBI (em
português: Gabinete Federal de Investigação) celebraram acordo de intercâmbio.
Com isso, os peritos paraenses receberão aperfeiçoamento em diferentes áreas
nos laboratórios da polícia americana. Além disso, um treinamento será
ministrado por agentes do FBI em Belém.
Durante visita ao Centro de Perícias, o agente do FBI e
adido policial da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, David Brassanini,
esteve reunido com a direção geral do órgão estadual e apresentou um pouco do
trabalho da polícia americana aos peritos criminais.
Dez peritos poderão se inscrever no intercâmbio, que tem
previsão para iniciar em julho deste ano. Nos Estados Unidos serão trabalhadas
as seguintes especialidades: Local de Crime; Impressão Digital; Desastres em
Massa; Exames Físicos, Químicos e Biológicos; Balística Forense;
Documentoscopia e Informática Forense.
Já o treinamento na capital paraense está previsto para
setembro. Mais de 30 peritos criminais terão a oportunidade de se aperfeiçoar e
conhecer os protocolos adotados pelo FBI, uma das forças de inteligência mais
importantes do mundo.
Para o diretor geral do Centro de Perícias Científicas, José
Edmilson Lobato Junior, o trabalho conjunto será um momento de renovação de
conhecimentos para a perícia paraense. “Estamos firmando esta parceria para que
os peritos criminais possam ter a oportunidade de qualificar ainda mais seu
trabalho”, enfatizou.
Já o agente David Brassanini destacou que esta troca de
conhecimentos será muito importante para o FBI. “A importância desta parceria é
o interesse mútuo a respeito da perícia. Ela, para nós americanos, é essencial,
pois aprendemos que não temos respostas para tudo, mas com a colaboração de
outras agências, outros países que possuem diferentes conhecimentos, podemos
achar uma resposta”, afirmou o americano.
terça-feira, 27 de março de 2018
Preso em Anapu padre acusado de extorsão
A Polícia Civil prendeu em Anapu, no sudoeste do Estado,
nesta terça-feira (27) o padre José Amaro, da Prelazia do Xingu em cumprimento
de mandado de prisão expedidos pela Comarca de Anapu. Além da prisão
preventiva, foi cumprido mandado de busca e apreensão na residência do padre e
na sede da Paróquia de Anapu.
Nesses locais, foram apreendidos documentos diversos, que vão
passar por análise das equipes policiais. A operação foi iniciada por volta de
6 horas e foi resultado de oito meses de investigações.
Informações sobre a operação e prisão foram apresentadas, na
Delegacia-Geral, em Belém, pelo delegado-geral, Rilmar Firmino de Souza.
"A prisão de José Amaro é resultado de inquérito policial no qual o padre
foi indiciado pelos crimes de extorsão, ameaça, esbulho possessório e assédio
sexual", detalhou.
Após o cumprimento do mandado de prisão, o acusado foi
transferido de Anapu para Altamira, para ser ouvido, e depois ficará recolhido
no presídio local à disposição da Justiça.
O padre é apontado como responsável em arregimentar invasores
de terra e praticar extorsão contra donos de propriedades rurais, em Anapu,
para não promover invasões. Entre as vítimas que denunciaram o sacerdote existe
um homem que disse ter sido obrigado pelo padre a praticar ato sexual para não
ter a propriedade rural invadida por sem-terras.
Além dos relatos, foram obtidas, durante as investigações,
provas materiais dos crimes praticados, entre as quais comprovantes de
depósitos bancários em nome do padre e de outras pessoas ligadas a ele com os
valores depositados como extorsão.
As provas estão sendo mantidas sob segredo por determinação
da Justiça. Segundo o delegado-geral, tanto terras de terceiros quanto terras
públicas eram alvos das práticas criminosas, e acabavam, dessa forma,
invadidas, loteadas, para depois serem vendidas de forma ilegal.
As investigações indicam que os crimes ocorriam, de forma
reiterada, há cerca de cinco anos em Anapu. Com o cumprimento dos mandados
judiciais de prisão e de busca e apreensão, a Polícia Civil terá dez dias para
concluir o inquérito e encaminhar os autos do procedimento investigativo à
Justiça. "Com a conclusão das investigações, outras pessoas poderão ser
indiciadas", ressalta Rilmar Firmino.
segunda-feira, 26 de março de 2018
Audiência define destino de sem terra
Acontece nesta terça-feira (27) audiência de instrução e julgamento da fazenda Maria Bonita, em Eldorado do Carajás na Vara Agrária Regional em Marabá. A fazenda está ocupada por sem terra ligados ao MST desde o dia 25 de julho de 2008.
Compete ao juiz Amarildo José Mazutti conduzir a audiência que pode definir o destino das 500 famílias que estão no imóvel e pleiteiam a propriedade para fins de reforma agrária. A Maria Bonita integra o maior projeto de pecuária a pasto tocado pela Agropecuária Santa Barbara.
Em dez anos de ocupação, aconteceram diversos conflitos, entre tiroteios, depredação, matança de gado e diversas trocas de acusações mútuas. Mais recentemente, o MST acusa a Agrosb de pulverizar pesticida em plantações dos lavradores, entretanto a empresa nega.
Nesta audiência, o juiz deve ouvir as duas partes e caso haja necessidade, deve organizar uma inspeção judicial, que na prática, significa dizer que o magistrado deve fazer uma vistoria in loco na fazenda para passar à limpo as versões dos sem terra quanto dos proprietários da fazenda e posteriormente deve definir o destino dos sem terra.
Por enquanto, a fazenda consta de uma lista de propriedades pertencentes à Agrosb e que está em compasso de espera para o cumprimento de uma liminar de reintegração de posse, concedida pela juiza Maria Aldecy de Souza Pissolati em agosto de 2008.
terça-feira, 20 de março de 2018
Votorantim vai usar caroço de açaí como fonte de energia
A Votorantim vai substituir sua matriz energética (coque de petróleo,
não renovável) pela queima de caroços de açaí como fonte de energia em sua
fábrica de cimento no município de Primavera (Nordeste do Pará). A empresa
recebe o apoio do governo do Estado, via secretarias de Desenvolvimento
Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) e de Meio Ambiente e Sustentabilidade
(Semmas), que concedeu Selo de Prioridade ao projeto por meio de Protocolo de
Intenções assinado no dia 14 passado.
Com este Selo, todos os trâmites de implantação terão prioridade em
órgãos do governo, como a própria Semmas e o Corpo de Bombeiros. A intenção é
garantir as vantagens da nova fonte energética o mais rápido possível.
“O caroço de açaí é uma fonte renovável e hoje é um problema ambiental,
mas assim se transforma em solução” explica o titular da Sedeme, Adnan
Demachki. “Haverá uma diminuição significativa na emissão de C02 e a
não-emissão de dióxido de enxofre, além de gerar alternativas novas de renda
em municípios de baixo IDH e para famílias praticamente sem renda.”
A previsão é de que a Votorantim ira consumir, por ano, mais de cem
mil toneladas de caroços de açaí.
A experiência já começou.
A Votorantim está comprando os caroços secos (no máximo, 10% de
umidade) da fábrica Ecobiomassa, de Igarapé-Miri, que por sua vez adquire os
caroços “brutos” pela região (Abaetetuba, Mocajuba, Barcarena, Igarapé-Miri).
Este ano, já foram transportados, em caminhões, 2,5 toneladas de caroços para
Primavera.
“Este projeto piloto foi exitoso e a expectativa agora é fornecer numa
escala maior”, informa o dono da Ecobiomassa, Marcos Tadeu Bragatto. “Isto
resolverá o problema dos resíduos gerados pela grande quantidade de caroços
em Igarapé Miri e região e também será uma fonte a mais de renda para pequenos
produtores.”
BELÉM
Como a Votorantim é uma gigante, espera-se que este tipo de solução
seja seguido por outras empresas, até para resolver também um problema sério
em Belém: 50% dos resíduos sólidos produzidos na capital são caroços de açaí
(130 mil toneladas/ano).
Em Igarapé-Miri e região, o recolhimento dos caroços se dá por meio de
bags (recipientes de plástico que se parecem sacos gigantes) que são
colocados por um munch num caminhão e substituídos por outros vazios.
“A Política Estadual do Açaí, implementada pelo governo do Pará, vai
tornar este fruto numa coqueluche mundial”, garante Adnan Demachki. “A partir
de ações da Sedeme, doze empresas já ampliaram e estão ampliando suas
instalações ou implementam novas indústrias, com vistas a verticalizar a
cadeia em produtos com valor agregado.”
Com isto, a produção de caroços de açaí vai crescer exponencialmente e
“precisamos transformar este fato, em vez de num problema, em fonte de renda:
quem se interessar, pode procurar a Sedeme que apoiaremos os projetos”,
conclui Adnan.
Pelo Protocolo de Intenções assinado com o governo do Estado, a
Votorantim se compromete também a apoiar a implementação de cooperativa de
secagem de caroço de açaí; participar dos estudos de viabilidade de plantação
e produção de capim-elefante para produção de biomassa; e estimular a
produção de açaí na região de atuação da indústria.
|
segunda-feira, 19 de março de 2018
Fazenda Cedro ocupada novamente
As fazendas do grupo Agro SB têm sido alvos de constantes
ataques por parte de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem
Terra (MST). Há pelo menos uma década que tais ataques se sucedem.
Um deles aconteceu neste final de semana, em Marabá, ocasião
em que a fazenda Cedro, localizada na zona rural de Marabá, foi, mais uma vez
ocupada.
Os sem terra ocupam locais estratégicos da propriedade e
aparentemente evitam conflito com trabalhadores da AgroSB.
A empresa, que detém o maior projeto de criação de bovinos a
pasto no Pará nos cinco complexos de fazenda, no sul e sudeste. Nestas
propriedades são gerados pelos menos mil empregos diretos e outros vinte mil
indiretamente.
Nesta nova ocupação da Cedro, a Agro SB não se posicionou
oficialmente, para um dos colaboradores da empresa, que preferiu não se
identificar, negou que a empresa tivesse borrifado veneno nas plantações dos
sem terra.
Vale lembrar que a Cedro foi reintegrada à Agro SB no dia 27
de novembro do ano passado atendendo ordem do juiz titular da Vara Agrária
Regional, Amarildo José Mazutti.
A rigor, este magistrado, participou de uma reunião, semana
passada com o comandante do Comando de Missões Especiais (CME) onde, novamente
cobrou a implantação de uma unidade do CME o que deve acontecer ainda este ano.
É esta força policial quem auxilia a Vara Agrária Regional
no cumprimento das reintegrações de posse. Esta é uma antiga reivindicação de
pecuaristas e advogados que militam na área do direito agrário e que visa dar
celeridade no cumprimento das liminares.
Assinar:
Postagens (Atom)
