sexta-feira, 1 de março de 2013

Assaltantes atacam carro forte em Santana




Carros fortes são destruídos sistematicamente 


Pelo menos dez assaltantes, fortemente armados, atacaram e roubaram dinheiro de um carro forte na BR-158, que liga Redenção à Santana do Araguaia.

O ataque aconteceu no final da manhã desta sexta-feira e pode ter rendido pelo menos R$ 2 milhões. O dinheiro iria abastecer agências bancárias de Santa do Araguaia.

Os assaltantes tiveram uma valiosa ajuda. Além da infinidade de buracos desta via, contaram ainda com o apoio indireto de uma precária ponte no rio Arraias, onde montaram uma tocaia para interceptar o carro forte.

Segundo fontes seguras, pelo menos dois seguranças foram feridos durante uma saraivada de tiros que os assaltantes dispararam no carro forte.

Usaram dinamite para explodir o carro forte e roubar o dinheiro. Um carro foi queimado na estrada vicinal para impedir que a Polícia Militar perseguisse o bando.

Segundo fontes, os assaltantes fugiram em direção ao Tocantins, ou Mato Grosso e deixaram para trás um rastro de destruição e terror.

Este foi o segundo ataque, neste ano, a carro forte. Em janeiro, cinco assaltantes atacaram na PA-150, município de Tailândia onde dinamitaram um carro forte e roubaram pelo menos R$ 1 milhão.

Outros três ataques à agências bancárias aconteceram recentemente. Primeiro em Bom Jesus do Tocantins, Palestina do Pará, Uruará e agora em Santa do Araguaia.

Até o momento nehum integrante destas quadrilhas de assaltantes foi identificado, ou preso, embora a Divisão de Roubo a Banco continue investigando os casos.

Detentas do Crama denunciam perseguição













Ainda repercute bastante as denúncias de suposto assédio sexual que estaria ocorrendo dentro do Centro de Recuperação Regional Agrícola Mariano Antunes (Crama) parte das detentas estaria sofrendo represálias e punições injustas.

Uma destas medidas punitivas teria sido aplicada à detenta Lucinete de Jesus, que estaria trancada no regime fechado, desde a última sexta-feira (22) porque se recusou em conversar com o diretor do Crama a respeito das denúncias que ela fez diante do juiz Jonas da Conceição Silva.

Ela e Dejanira Feitosa dos Santos denunciaram, no início da semana passada, que estariam ocorrendo assédio sexual dentro daquela cadeia.

Por conta dessa denúncia, feita o juiz titular da Sétima Vara de Execuções Penais de Marabá, Jonas da Conceição Silva as detentas estariam sofrendo retaliações.

Como não têm acesso à mídia, as detentas escreveram duas cartas onde relatam os maus tratos e o tratamento discriminatório que estariam sofrendo por agentes prisionais capitaneados pelo vice-diretor Ubiracy Ramos, o Ramos.

Na primeira correspondência, assinada pela detenta Dejanira Feitosa dos Santos, ela descreve não só a perseguição, mas as prováveis armações que estaria sofrendo com o intuito de silenciá-la, contudo, ela é clara ao dizer que somente se for assassinada poderá se calar. Abaixo trechos da correspondência.

“Estou fazendo um apelo, e um pedido de socorro à imprensa. Depois que denunciei os abusos e os assédios não tenho mais paz e vivo sobressaltada, relata.

No último sábado (23, ela contou que foi vítima de uma suposta trama envolvendo a detenta Jéssica Pereira que se disse ameaçada de morte, o que na verdade seria uma forma de colocar mais um processo contra Dejanira dos Santos que possivelmente será contemplada com a liberdade condicional ainda este ano.

“Tudo isso é para calar a minha boca, mas não vão conseguir só se matarem”, comenta lembrando que está presa há sete anos e nunca teve nenhuma ocorrência na ficha dela.

Comentou ainda que as denúncias veiculadas na mídia paraense não refletem necessariamente o que acontece naquela casa penal, pois há várias outras situações que supostamente violam os direitos humanos dos detentos.

Contou que recentemente houve uma revista na cela 3 do pavilhão feminino, onde as detentas ficaram parcialmente nuas e três agentes femininas revistaram as detentas na presença de agentes masculinos.

Como numa espécie de efeito cascata as detentas do Crama denunciam outras situações de perseguições que estariam sofrendo e cobram a presença das autoridades naquela casa penal.

“Eu confesso que estou com medo com o que possa acontecer comigo, tenho medo de armação, faço um pedido de socorro”, conclama.

Entre outras informações, Dejanira dos Santos pontuou que durante os sete anos em que está presa trabalhou em diversas atividades no Crama.

Durante seis anos, chefiou uma equipe de detentas na cozinha e manuseou facas e nem por isso se envolveu em confusões, ou ameaças de morte a outras detentas.

Por fim, pede reiteradamente que as autoridades judiciais de Marabá tomem conhecimento da situação do Crama, a fim de que ela não possa mais sofrer retaliações.

As outras detentas do Crama, na segunda correspondência, relatam que o atendimento de um assistente social é precário e descortez.

Comentaram ainda que as revistas nas celas são abusivas e intimidatórias. Caso sejam ouvidas em depoimentos, estes devem acontecer distante da atual direção, pois temem novas represálias.

Por sua vez o diretor do Crama, major Marcos ao ser informado oficiosamente a respeito das cartas das detentas disse que não tinha conhecimento e que só poderia se pronunciar quando tivesse acesso ao conteúdo das cartas.


Promotora e juiz apuram denúncias





A promotora criminal Alexandra Muniz Mardegam e o juiz titular da 7ª Vara de Execuções Penais de Marabá, Jonas Conceição Silva iniciaram, na tarde da última terça-feira as oitivas para ouvir as detentas do Crama a respeito dos supostos crimes de assédio sexual e violação dos direitos humanos das detentas do Crama.

O caso veio à tona na semana passada, e após a ampla divulgação que a mídia regional tem dado aos supostos crimes as duas autoridades se mobilizaram para ouvir as detentas, para ao final, confirmar, ou descartar tais crimes.

As oitivas estão sendo mantidas em sigilo e as detentas ouvidas em separado, segundo fontes seguras a fim de que as mulheres possam relatar o que de fato estariam passando naquela carceragem.

Para a uma emissora de rádio de Marabá, o juiz Jonas Silva informou que é prematuro fazer algum comentário, ou prejulgar os denunciados, uma vez que tem de prevalecer o princípio à ampla defesa.

Confirmou também que o procedimento de apuração de tais crimes está em andamento e que em breve ele deve se pronunciar oficialmente por meio de uma sentença, ou outra medida cautelar.

Nunca é demais lembrar que o caso veio à tona por conta de denúncias das detentas, Dejanira Feitosa dos Santos e Lucinete de Jesus a quando de uma audiência na última terça-feira (19) onde Dejanira estava sendo acusada de usar um telefone celular dentro do Crama.

Ela denunciou que foi vítima de um suposto flagrante armado por agentes prisionais e que teria sido assediada sexualmente e a segunda detenta corroborou a denúncia da colega.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Assédio sexual Crama: OAB cobra apuração do caso



Soou como uma bomba a noticia dando conta de um suposto assédio sexual que estaria ocorrendo dentro do Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama).

O presidente da Ordem dos Advogados Haroldo Gaia informou que denunciou o caso para diversos órgãos de segurança pública do estado e cobra célere investigação a fim de levantar as denúncias das detentas, que denunciaram o suposto assédio sexual.

O caso veio à tona durante audiência realizada na última terça-feira (19) na 7ª Vara de Execuções Penais de Marabá na presença do juiz Jonas da Conceição Silva e foi estampada esta semana na mídia paraense.

Uma das detentas, Dejanira Feitosa dos Santos narrou detalhes de que estaria sendo assediada pelo chefe da segurança, Décio Rômulo Amaral Pereira e por outro agente de prenome Valdir.

Por conta deste episódio o presidente da subsecção da Ordem dos Advogados dos Brasil, de Marabá Haroldo Gaia informou que comunicou o caso para diversos órgãos de segurança pública do Pará.

Nos ofícios, o advogado exige que o caso seja apurado o mais rápido possível e que os prováveis envolvidos sejam punidos, caso, ao final do processo tenha de fato cometido o crime.

Para ele, o assédio sexual é um crime que viola os direitos humanos. “Não é porque a pessoa está presa que tem de ser desrespeitada ela tem o direito de cumprir a pena com o mínimo de dignidade”, acrescenta.

Paralelo às providências que o Sistema Penal do Pará adotar a OAB deve fazer um relatório completo da situação das detentas que cumprem pena no Crama.

Para tanto pediu um visita a esta casa penal, o que deve acontecer na próxima semana quando deve estar acompanhado dos advogados: Odilon Vieira Neto e Adebral Lima Favacho Júnior.

“A nossa intenção é passar a limpo essa historia e caso seja comprovado o assédio sexual os acusados devem ser punidos exemplarmente”, acrescenta.

Por fim o advogado lembrou que a matéria foi anexada nos ofícios, bem como o ata da audiência onde a detenta expôs as várias situações de suposto assédio sexual.

Por sua vez a promotora Alexandra Muniz Mardegan, informou que deve instaurar procedimento para apurar o caso, na próxima semana, uma vez que a ata da audiência ainda não lhe foi entregue oficialmente.

A direção do Crama ainda não se pronunciou oficialmente acerca do caso, pois segundo fontes seguras, ainda não foi comunicada do caso.


Agente prisional cobra providências




O agente prisional Décio Pereira não foi localizado para comentar a respeito das denúncias que pesam contra ele, contudo a reportagem teve acesso a uma ocorrência policial que ele registrou na tarde de quinta-feira (21), precisamente às 14h45, onde nega o assédio sexual e se diz vítima de armação.

Entre outras informações, contou que foi apanhado de surpresa, quando viu o nome dele estampado na imprensa estadual, dando conta que ele teria simulado, ou forjado um flagrante contra a detenta Dejanira Feitosa dos Santos.

Relatou que não é verdade as declarações dela durante a audiência e que esta foi flagrada com um telefone celular e em seguida custodiada no regime fechado e por conta disto efetuou a falsa comunicação.

Portanto, o agente prisional concluiu o relato dizendo que está sendo vítima de armação e que cobra providência da Polícia no sentido de elucidar o caso, pois teve o nome ventilado em jornal de grande massa e se disse injustiçado.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Detenta denuncia assédio sexual no Crama




A detenta Dejanira Feitosa dos Santos, que cumpre pena no Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama) denunciou que estava sendo vítima de assédio sexual por parte de um agente prisional de prenome Décio e que atualmente é o chefe da segurança.

O depoimento aconteceu na Sétima Vara de Execuções Penais de Marabá, na manhã da última terça-feira (19) e foi testemunhado pelos advogados: Wandergleisson Fernandes Silva, Arnaldo Barros, promotora Alexandra Muniz Mardegan e do juiz Jonas da Conceição Silva.

Na verdade a detenta prestava depoimento a respeito de um suposto telefone celular que Dejanira dos Santos estaria usando no pavilhão feminino do regime semiaberto, motivo pelo qual sofreu punição e atualmente está custodiada no regime fechado.

De início, Dejanira dos Santos informou que o agente Décio “possui problemas com ela e que não possuía nenhum celular” e que o aparelho foi colocado pelo agente entre os seios dela.

Contou ainda no final do ano passado, participou de uma entrevista na Rádio Itacaiúnas e estava sem escolta feminina.

No retorno ao Crama, o agente prisional pagou um almoço para a detenta e uma colega dela de prenome Francilene.

O almoço aconteceu numa tradicional churrascaria localizada no bairro Cidade Nova, próxima ao aeroporto de Marabá.

Ainda de acordo com Dejanira dos Santos, foi durante este almoço que o agente prisional Décio disse que se ela cedesse aos apelos sexuais dele, poderia receber ajuda na penitenciária.

Em outra oportunidade, ainda de acordo com a detenta, o agente Décio lhe assediou quando estava no refeitório feminino e perguntou o que ela tinha resolvido em relação à proposta dele.

Contou ainda que foi assediada por outros agentes prisionais, entre eles um de prenome Valdir e que recusou todos os assédios, inclusive o de Décio.

Quanto à acusação do uso do telefone celular, reforçou dizendo que o agente prisional Décio, colocou um aparelho entre os seios dela e, que imediatamente apanhou o aparelho e perguntou o que era aquilo.

Incontinenti, o agente disse que era um celular e ela retrucou dizendo que celular não era seu e que o agente rebateu: “agora é seu”, e em seguida foi chamada por outros agentes e aprisionada na cela 5, fato que aconteceu no dia 31 de janeiro deste ano.

Após dez dias em que estava trancafiada, Dejanira dos Santos denunciou o caso a um dos vices diretores do Crama e este respondeu que não poderia fazer nada a respeito do assunto.

Por sua vez a promotora, informou ontem pela manhã que deve instaurar procedimento de investigação para apurar as denúncias e ouvir todas as detentas do Crama.

Além dos assédios sexuais, Dejanira dos Santos contou que revistas são feitas por agentes prisionais quando as mulheres estão domingos, ou seja, bastante tarde da noite.

São estas e outras situações contadas por Dejanira dos Santos que a promotora pretende esclarecer.

“Namoro entre agente prisional e detenta é ilegal, contudo aceitável, pois se trata de uma relação consensual, entretanto quando o assunto é assédio, tentativa de estupro isto é crime e viola os direitos humanos”, comenta.

As oitivas, ou interrogatórios das detentas devem acontecer na próxima semana, uma vez que o Ministério Público Estadual (MPE) está de luto em função da morte do ex-governador Almir Gabriel.

Uma fonte informou que a Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também deve entrar no caso e exigir uma rigorosa apuração dos fatos narrados pela detenta.

O juiz Jonas Silva ficou de comunicar a direção desta casa penal a fim de que possa se pronunciar a respeito da denúncia.

O magistrado anulou a medida disciplinar que a detenta sofreu e atualmente Dejanira dos Santos retornou para o pavilhão do regime semiaberto até que o caso seja totalmente esclarecido.



Pistoleiro pega pena máxima







Tiago de Andrade á acusado de matar mais de vinte no Pará 

Gruchenhka Freire explorou escutas para convencer jurados

Wilson Aguiar (pistoleiro) ajudou a condenar o comparsa

Henrique Sauma, tentou, mas não conseguiu inocentar cliente

Yan Serrão, também se esforçou, mas não conseguiu livrar cliente 

Gabriel Costa Ribeiro diz que julgamento foi isento 








Em júri presidido pelo juiz titular da Comarca de Rondon do Pará, Gabriel Costa Ribeiro, o acusado de ser pistoleiro, Tiago Bizarrias de Andrade, 28, foi condenado a 59 anos de prisão em regime fechado.

O julgamento aconteceu na última terça-feira (19) e durou mais de 15 horas, sendo a sentença prolatada por volta das zero hora de quarta-feira (20). Sete homens compuseram o Conselho de Sentença, que por maioria dos votos, condenou o acusado.

Tiago de Andrade matou a tiros Rubem Araújo Lopes e Sérgio Moreira Figueiredo e baleou um terceiro, Joel Sousa Oliveira. Este último não compareceu ao julgamento.

Considerado de alta periculosidade, o acusado foi apontado pela Polícia como sendo um integrante de uma rede de pistolagem que atuava no sul e sudeste do Pará.

Durante o julgamento, a promotora de justiça Gruchenhka Oliveira Baptista Freire, explorou escutas telefônicas onde duas tias do acusado conversavam sobre os crimes que o sobrinho cometeu em Rondon do Pará.

Além das escutas, o depoimento do também acusado de ser pistoleiro, Wilson Costa Aguiar, que confirmou ter matado, junto com Tiago, algumas pessoas.

Uma delas foi o acusado de ser traficante, Abisair Alves Ferreira, assassinado no dia 18 de junho de 2010 em São Geraldo do Araguaia.

Esta vítima foi baleada dentro do carro dela, quando circulava pela praça de São Geraldo e ainda chegou a atirar no pistoleiro, que seria Tiago de Andrade.

Ainda de acordo com Wilson Aguiar, a vítima, mesmo baleada, dirigiu o próprio carro até ser socorrido, contudo foi colocado dentro de uma ambulância e quando estava sendo transferido para Marabá pela BR-163 foi baleado.

Desta vez Bibica foi alvejado com dois tiros de pistola calibre 45 que seria de Wilson. A arma teria sido comprada por R$ 900,00 em Jacundá.

Neste crime, figuram pelo menos duas pessoas ligadas à segurança pública e um poderoso figurão do meio político de São Geraldo do Araguaia.

Diante desta leitura deste depoimento e de outros relatos dando conta que os dois, Wilson e Tiago, teriam matado pelo menos quatro pessoas em Bom Jesus do Tocantins, pode ter ajudado no convencimento dos jurados.

A defesa foi patrocinada pelos advogados: Carlos Henrique Sauma Lopes e Yan Ayres Aragão Serrão, que tentaram a tese negativa de autoria para tentar inocentar o cliente dele, mas todos os esforços foram em vão.

Tanto Tiago de Andrade, quanto Wilson Costa Aguiar foram transferido para um presídio de Americano onde devem cumprir pena no regime fechado.

Estes dois acusados ainda devem ser julgados pelos crimes que pode ter cometido em Bom Jesus do Tocantins e em São Geraldo do Araguaia.





quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Morre o terceiro assaltante baleado pela PM





O terceiro assaltante que foi baleado durante uma refrega que aconteceu na Vila Cruzeiro do Sul, em Itupiranga morreu nesta quinta-feira (7). O corpo foi recambiado para o IML de Marabá e não foi identificado.

Igualmente sem identificação, também permanece na Câmara Fria do IML o outro assaltante que foi baleado e morto na manhã de terça-feira.

Apenas o assaltante de banco, Julian Melônio de Jesus foi identificado. Parentes dele já providenciaram os ritos fúnebres.

Já a comerciante de prenome Rosirene, esposa do empresário Ronaldo foi baleada de raspão na perna e não corre risco de morte.

Pelo menos oito assaltantes tentaram roubar o Banco Postal do Bradesco no Casa de Carne e Comércio do Ronaldo, na Vila Cruzeiro do Sul e acabaram trocando tiros com policiais militares daquela localidade e três deles tombaram mortalmente.


Quadrilha continua livre



O quinteto de assaltantes que atacou o Banco do Brasil de Uruará, no sudoeste do Pará continua livre.

Na manhã da última terça-feira (5) eles atacaram e promoveram pelo menos meia hora de terror a clientes e funcionários do BB.

Armados de fuzis, escopeta e metralhadoras, os assaltantes atiraram pra todos os lados, invadiram o banco, renderam clientes e destruíram parcialmente a agência.

Na fuga, os assaltantes levaram doze reféns, entre clientes, o gerente e o subgerente da agência. A rota de fuga dos assaltantes foi a Transuruará, que liga Uruará ao município de Santarém.

Uma equipe de investigadores da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) de Santarém à frente do delegado João Birro está no município e realiza os levantamentos para identificar os assaltantes.

Apesar de todos os esforços, até por volta do meio dia, nenhum assaltante foi preso, ou identificado.

Este é o terceiro assalto a banco que aconteceu no Pará neste mês de janeiro. Em Bom Jesus do Tocantins, os assaltantes de banco explodiram caixas eletrônicos do Banco do Brasil.

Em Palestina do Pará, três assaltantes roubaram dois malotes dos Correios, onde funciona um Banco Postal.

Na rodovia PA-150 à altura do município de Tailândia, cinco assaltantes atacaram um carro forte de onde roubaram R$ 1,5 milhão.


Trem da Vale pode ter sido parado por traficantes





A brusca parada do trem cargueiro da Vale ocorrida na manhã da última terça-feira em Marabá há a possibilidade real do “gigante de aço” ter sido parado por traficantes que viajavam de forma clandestina na composição.

A informação partiu de uma pessoa ligada à empresa e que trabalha na Estrada de Ferro Carajás. Para robustecer ainda mais a hipótese a fonte relatou que recentemente foi preso, numa cidade maranhense, um acusado de tráfico que estava com uma considerável quantia de maconha.

Vale lembrar que somente neste mês de janeiro o trem parou bruscamente em pelo menos duas ocasiões e curiosamente na entrada principal que dá acesso ao bairro Araguaia o que isolou aquela comunidade por algumas horas.

A fonte garante que estes vândalos, de alguma forma, aprenderam a acionar o freio de emergência e apesar de toda a fiscalização feita no trem cargueiro, ainda há passageiros que viajam clandestinamente no trem.

Para acionar o freio, ou cometer qualquer outro tipo de avaria no trem, ainda de acordo com a fonte, o clandestino usa um pedaço de ferro o que de certa forma obriga o maquinista a parar o trem.

Quanto à entrada do clandestino, a fonte citou que ocorre nos locais, ou cruzamentos, onde o trem cargueiro é obrigado a parar, e, invariavelmente os clandestinos embarcam e se escondem.

Um fator preponderante facilita a ação destes vândalos, que é o tamanho do trem de 3,3 quilômetros, o que de certa forma dificulta a visibilidade dos maquinistas.

Contudo a equipe de fiscalização é responsável em vistoriar os trens, mas segundo fontes da segurança, vira e mexe, algum clandestino consegue se esconder e viajar de graça.

Especulações à parte o fato é que a maior mineradora a céu aberto do mundo ainda enfrenta problemas de vandalismo e causa, mesmo que involuntariamente, transtorno à comunidade como foi o caso da parada brusca na semana passada.

Por sua vez a Vale, por meio de nota, informou que desconhece essa informação de que traficantes podem parado o trem, contudo não descarta a informação.

Tanto que após a reportagem ter enviado comunicado a cerca do assunto, uma série de telefonemas, seguidos de diversos questionamentos foram direcionados à equipe de fiscalização.

Em se tratando de fiscalização, a empresa investe pesado e a equipe de segurança é responsável pela vistoria diária, tanto no trem de carga, quanto no de passageiro, bem como nos terminais de passageiros, onde os trens param a fim de evitar os passageiros clandestinos.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

MPF não recomenda licenciamento de mineração no Xingu




Em duas recomendações enviadas essa semana à Secretaria de Meio Ambiente do Pará, o Ministério Público Federal alerta que é irregular a concessão de licença prévia para o projeto de extração de ouro Belo Sun Mineração no atual estágio do licenciamento.

O empreendimento pediu licença para extrair ouro na volta grande do rio Xingu, mesmo local em que o rio está sendo desviado pelas obras da usina de Belo Monte.

O MPF recomendou ao secretário José Alberto da Silva Colares que nenhuma licença seja concedida enquanto não forem feitos estudos de impacto e consultas aos povos indígenas.

E também que é imprescindível uma avaliação sinérgica, ou seja, dos impactos da mineração acumulados com os impactos da usina, antes de atestar a viabilidade da mineração.

“Até o presente momento, o processo de licenciamento do Projeto Volta Grande de mineração se deu à margem da participação das comunidades indígenas da região, bem como do órgão indigenista”, diz uma das recomendações.

“A Funai manifestou-se formalmente sobre a necessidade de realização do estudo indígena que, além dos parâmetros usuais de análise, deverá realizar uma análise sinérgica com a usina Belo Monte”, informam as procuradoras da República Thais Santi e Meliza Barbosa.

De acordo com o projeto da Belo Sun, trata-se da maior mina de ouro do Brasil, com previsão de exploração durante 12 anos. Encontra-se quase 100% dentro da área de impacto de Belo Monte e, de acordo com o parecer da Funai, deve potencializar e agravar os impactos da usina. Para o MPF, o direito constitucional dos indígenas à consulta prévia, livre e informada precisa ser respeitado antes de qualquer licença.

A segunda recomendação trata da fragilidade da região da volta grande do Xingu, brutalmente impactada pela usina de Belo Monte. A dimensão dos danos causados pela usina – que deve reduzir em mais de 70% o volume de água do rio – são de tal monta que nem o Ibama foi capaz de dimensioná-los durante o licenciamento.

“Reconhecendo a impossibilidade de prognóstico seguro sobre o que virá a ser a volta grande do Xingu, o Ibama impôs a necessidade de um rigoroso monitoramento por seis anos”, relata a recomendação do MPF.

Apesar dessa realidade, durante a audiência pública que discutiu o projeto da Belo Sun Mineração, representantes da empresa afirmaram diversas vezes que as operações de extração de ouro “não interferem com a vazão do rio Xingu” ou que “não temos nenhuma influência nisso”.

Para o MPF, o secretário do meio ambiente do Pará não pode aceitar tais afirmações como verdade e devem ser feitos estudos detalhados para dimensionar os impactos acumulados dos dois empreendimentos.

O que o MPF recomenda é que, antes de qualquer atestado de viabilidade “seja avaliado se a fragilidade imposta pela usina de Belo Monte à região da volta grande do Xingu permite a presença de mais um grande empreendimento na região, especialmente daqueles que promovem deslocamento populacional, manuseio intensivo de substâncias poluentes e reconhecido impacto ambiental”.

As recomendações foram enviadas no último dia 21 de janeiro e o secretário José Alberto Colares. As procuradoras solicitaram ainda a realização de audiência pública na cidade de Altamira sobre o projeto Belo Sun.