terça-feira, 16 de abril de 2013
Ressocialização através do trabalho
Acontece no próximo dia 26 em Marabá o I Seminário de Execução Penal de Marabá. O evento é uma realização do Tribunal de Justiça do Estado, por meio da 7ª Vara de Execuções Penais em parceria com o Conselho da Comunidade.
Vários assuntos serão debatidos neste evento que acontece no Fórum de Marabá, entre eles a ressocialização de egressos do Sistema Penal.
Em Marabá são pelo menos 200 egressos que almejam dias melhores e passam por dificuldades quando o assunto é realocação no mercado de trabalho.
Visando dar mais oportunidades a estas pessoas, que no passado cometeram erros, as autoridades se unem nesta perspectiva.
Sabidamente há uma carga enorme de preconceito quando o assunto é contratar egressos do Sistema Penal.
São estes tabus que precisam ser rompidos a fim de permitir que estas pessoas possam retornar para a sociedade de cabeça erguida e sem culpas por conta de erros do passado.
Para este evento, devem ser convidados empresários marabaenses, uma vez que uma das exigências do Sistema Penal do Pará é com relação ao emprego formal que o egresso deve conseguir e provar à Justiça que leva uma nova vida.
quinta-feira, 11 de abril de 2013
GTO impõe respeito e detentos desistem de fuga em Marabá
A simples presença de militares do Grupo Tático Operacional (GTO) de Marabá no Centro de Recuperação de Marabá (CRM) demoveu os detentos que estavam amotinados e planejavam uma fuga em massa na modalidade “cavalo doido”.
Os presos que estavam na cela 10, saíram das celas, serraram 14 cadeados e se preparavam para fugir, contudo foram descobertos e os militares acionados até aquela cadeia em Marabá.
Pronto, foi suficiente para que eles desistissem do motim e retornassem para as respectivas celas. Tudo aconteceu na madruga da última quarta-feira (10).
A direção daquela casa penal registrou ocorrência sobre o assunto e identificou os seguintes presos que estavam amotinados: Kayky Barbosa Carvalho, Jhonatan Moreira Silva, Semir Pereira da Silva, Roberto Carlos Combarcie, Maurício Barbosa Vieira, Jurandy Rabelo de Souza, João Batista dos Prazeres, Paulo Ramos de Oliveira e Josiel Pereira Albuquerque.
De acordo com o diretor interino do CRM, Sinei Simões, os detentos devem responder por dano ao patrimônio público, já que destruíram 14 cadeados ao custo de R$ 35,00 cada um.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Caso extrativistas: Inocentado fala do julgamento
| José Rodrigues (E) disse que fé em Deus o ajudou no cárcere |
Pela primeira vez após ser inocentado em tribunal do júri que inocentou o colono José Rodrigues Moreira, 44 anos falou a respeito do assunto.
A entrevista aconteceu no início da noite desta quarta-feira no escritório dos advogados, Arnaldo Ramos Barros Júnior e Wandergleisson Fernandes.
Em parceria com uma equipe de televisão da RBA TV a entrevista ocorreu no início da noite. Por uma questão de parceria com a emissora este pôster só deve publicar a matéria na próxima sexta-feira 12, inclusive com vídeo da conversa.
Entre outras declarações, José Rodrigues diz que não mandou matar ninguém, confiou em Deus para ser absolvido e que não guarda mágoa de nenhuma pessoa que lhe acusou. É aguardar e conferir.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Caso extrativistas: Dois condenados e um “inocente”
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| Neguinho e Natinho, condenados e José Rodrigues, lire |
O resultado do julgamento dos acusados de ter matado o a extrativistas, José Claudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo foi o que se pode chamar de mais imprevisível possível, tendo em vista que o acusado de ser o mandante foi inocentado.
José Rodrigues Moreira foi absolvido. A mesma sorte, porém não teve o irmão dele, Lindonjonson Moreira Rocha, o Natinho condenado a 42 anos e 8 meses, bem como o braçal Alberto Lopes do Nascimento, o Neguinho, condenado a 45 anos de prisão em regime fechado.
Os dois acusados foram apontados na sentença prolatada pelo juiz Murilo Lemos Simão, titular da Vara de Violência Doméstica como sendo, autor e co-autor do duplo homicídio.
O casal de extrativista foi morto em maio de 2011, quando passavam numa precária ponte de madeira, na vicinal Maçaramduba quando seguiam para Nova Ipixuna.
“É sempre assim os mais fracos pagam, pois as pessoas, muitas vezes hesitam em condenar os verdadeiros mandantes”, comentou o promotor Danyllo Pompeu Colares ao término do julgamento numa clara demonstração de total decepção com o resultado. Ele pretende recorrer e apelar a fim de que o mandante novamente seja julgado. (Ver Box)
Sabidante, o casal de extrativista tinha uma atuação contundente quando o assunto era defender a floresta, bem como impedir a venda de lotes dentro do assentamento Praialta Piranheira, em Nova Ipixuna onde foram assassinados em maio de 2011.
O principal acusado de ser o mandante do duplo assassinato teria comprado três lotes neste assentamento por R$ 100 mil e foi alertado que naquela área, as terras não poderiam ser vendidas o que teria gerado uma contenda entre o casal e o acusado José Rodrigues.
Esta negociação que teria sido feita entre José Rodrigues e a cartorária Neusa Santis foi bastante abordada durante os dois dias de julgamento.
O debate da fase final do julgamento iniciou na manhã de quinta-feira (4) e encerrou às 15h15, tendo a acusação desistiu da tréplica evitando assim exaustivas quatro horas de debates, o que contribuiu para a celeridade do julgamento.
“Preferimos desistir da tréplica para evitar que a defesa continuasse mentindo por mais duas horas”, desabafou o promotor.
Durante o debate houve alguns momentos de tensão com direito a troca de farpas entre a acusação e a defesa.
Entre elas a venda dos lotes, que foi muita questionada e indiretamente direcionada ao advogado Erivaldo Santis, primo de Neusa Santis.
Quando se pronunciou o advogado deixou claro que não tem bom relacionamento com a prima, e, portanto pouco sabia, e não se envolve nos negócios desta.
Ele tentou, de todas as formas mostrar aos jurados que o cliente dele, Alberto Lopes do Nascimento, mal sabia assinar o nome e que em momento algum, não foi identificado por nenhuma das trezes testemunhas.
Ele é um coitado que nem mesmo sabe o que está sendo discutido aqui, ninguém o apontou como sendo o matado, não há prova alguma contra ele”, contestou.
Por sua vez, os advogados Wandergleisson Fernandes e Arnaldo Ramos defenderam os irmãos, sustentaram a tese de negativa de autoria.
O papel deles seria desmontar a acusação, inclusive comentaram a respeito da pressão midiática que o caso tomou por conta da atuação das vítimas em se tratando da preservação ambiental.
“Não estamos aqui questionando o papel deles, mas sim discutindo o caso, quem matou e porque matou o casal”, comento Arnaldo Ramos.
A respeito da pressão da mídia internacional, comentou que estava em jogo “A Internacionalização da Amazônia” uma vez que para ele, há milhares de ONGs de olho na Amazônia.
Questionou, evidentemente o trabalho policial, que para ele, poderia ser melhor investigado o caso e de fato identifica os verdadeiros mandantes e autores deste crime.
“Foi dito aqui que um grupo de madeireiros costuma tirar madeira do assentamento, mas é conveniente prender pessoas pobres ao invés de prenderem os verdadeiros mandantes os poderosos de Nova Ipixuna”, comentou.
Mas apesar dos esforços dos advogados de defesa apenas o acuado foi inocentado. “Temos convicção que eles são inocentes”, declaram.
Pelo menos dois depoimentos foram conclusivos para o júri, composto de quatro mulheres e três homens, condenar os acusados.
Primeiro o cunhado do casal, José Maria Gomes Sampaio e do ex-vereador Valdemir de Jesus Ferreira, que confirmaram a contenda entre o casal e o acusado José Rodrigues tendo como pivô a compra dos lotes.
Valdemir Ferreira confirmou que recebeu uma visita do acusado, que lhe pediu para intermediar um acordo com o casal de extrativistas e que ele José Rodrigues ficasse no lote.
“Na época (em 2010) disse para ele que lá era assentamento e que não podiam ser vendidos os lotes”, comentou para em seguida reafirmar o descontentamento deste em relação à postura do casal.
De Joelhos - Durante a oitiva de José Rodrigues, este protagonizou um episódio até então pouco comum em julgamento. De joelhos, chorou, orou e clamou se dizendo inocente. Ele se converteu recentemente ao evangelho.
Tal comportamento foi interpretado pelo promotor Danyllo Colares como mera encenação para tentar convencer os jurados, sobretudo as mulheres.
Inclusive, o promotor, reafirmou tal postura do acusado durante entrevista coletiva e considerou apelativa a postura do acusado, que aos olhos dele, conseguiu obter a complacência dos jurados.
Julgamento pode ser anulado
Mas se depender da vontade dos representantes do Ministério Público os três acusados podem ser julgados pelo mesmo crime num curto espaço de tempo.
“Consignamos em ata o nosso recurso para que o acusado José Rodrigues Moreira possa novamente ser julgado, pois consideramos que há várias provas nos autos contra ele”, confirmou Danyllo Colares.
Este recurso deve ser direcionado ao Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJE), que pode julgar ainda este ano.
De igual modo os advogados de defesa disseram que também pretendem apelar ao TJE, pois entendem que os acusados são inocentes e que a decisão dos jurados foi contrária aos autos do processo.
“Inclusive nós tínhamos mais argumentos para provar que os acusados são inocentes, mas como não houve réplica, então a defesa não pode mostrá-los, o que deve acontecer em outra oportunidade”, comentou o advogado Wandergleisson Fernandes.
Absolvição coloca em risco vida de extrativista
A absolvição do principal acusado de ser o mandante da morte do casal de extrativista pode efeitos catastróficos à professora Laisa Santos Sampaio, que por várias vezes denunciou que estava sendo ameaçada de morte.
A preocupação dela é pertinente para diversos amigos próximos, pois ela continua morando no Projeto de Assentamento Praialta Piranheira e muito provavelmente José Rodrigues deve retornar com a família.
Inclusive a esposa dele, Antonia Nery foi assentada pelo Incra no final de 2011, conforme foi amplamente noticiado na imprensa.
Ao final do julgamento, Laisa Sampaio teve de ser amparada por amigos. Na primeira noite, inclusive, foi medicada após depor. Ela também confirmou a situação de tensão entre o casal e o acusado.
Parentes – Por sua vez, os parentes dos acusados, Lindonjonson e José Rodrigues não quiseram conversar com a imprensa e se mantiveram recolhidos num canto do Fórum.
Oficiosamente, porém o pai dos irmãos, Leonardo Moreira, disse que os filhos eram inocentes e que desejava tê-lo de volta ao convívio familiar.
Tumulto na porta do Fórum
Após a promulgação da sentença, manifestantes ligados a diversos movimentos sociais arremessaram pedras nos vidros do Fórum. Até a sentença não houve nenhum incidente.
A parede de entrada principal do prédio também foi pichada numa clara demonstração de repúdio ao veredicto final.
Tropas do Choque mantiveram plantão durante o julgamento e repeliram a ação dos manifestantes, contudo não houve registro de prisão, ou pessoa ferida, já que a ação foi rápida.
Punição - Por telefone, ainda na noite de quinta-feira, o juiz Marcelo Andrei Simão Santos, diretor do Fórum de Marabá classificou o ato de vandalismo como uma afronta à Justiça.
“É um atentado contra a Justiça, tentar linkar o juiz com o resultado de um julgamento é desconhecer por completo como se realiza um julgamento, afinal quem julga é a sociedade e não o juiz”, comentou.
Por fim o magistrado lembrou que em hipótese alguma o episódio deve passar impune.
“Não vamos deixar barato, usar de violência para protestar não é o caminho”, afirma dizendo que vai requerer imagens para tentar identificar os responsáveis pelo ato de vandalismo.
As tropas de Choque ficaram de prontidão durante toda a noite a fim de conter e evitar novos protestos, o que não se confirmou.
terça-feira, 2 de abril de 2013
Caso extrativistas: julgamento cercado de muita segurança
O juiz titular da Vara de Violência Doméstica, Murilo Lemos Simão deve presidir o julgamento dos acusados de ter matado o casal de extrativistas, José Claudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, mortos no dia 24 de maio de 2011 no PA Praialtapiranheira, em Nova Ipixuna.
Sentam no banco dos réus, no próximo dia 3 de abril, os irmãos José Rodrigues Moreira e Lindonjhonson Silva, além do braçal Alberto Lopes do Nascimento, o Neguinho. O julgamento está sendo cercado de muito cuidado e atenção devido a grande repercussão que o caso ganhou na imprensa mundial.
Diante deste facho de luz sobre o caso, o juiz está ultimando os preparativos a fim de garantir a paz e ordem na Comarca de Marabá, uma vez que está prevista a chegada de várias ONG’s e jornalistas do mundo todo para a cobertura jornalística.
Pra se ter uma ideia, ontem pela manhã, diversos veículos de comunicação enviaram uma relação de pelo menos vinte jornalistas para cobrirem o julgamento. O documento foi protocolado pelo jornalista Felipe Milanez. Em nível local a TV RBA deve transmitir flashes ao vivo do julgamento.
Contudo, é intenção do juiz evitar a coleta de imagens de dentro do Tribunal do Júri e permitir somente no final do julgamento. A medida, segundo informou o juiz diretor do Fórum de Marabá, Marcelo Andrei Simão Santos é evitar eventuais tumultos, ou qualquer tipo de problema no que diz respeito à segurança.
Em se tratando de segurança, ontem pela manhã, representantes dos diversos órgãos de segurança pública definiram algumas medidas que visam manter a paz e a ordem durante o julgamento.
Entre estas medidas, segundo informou o tenente coronel Luís Cleber Acádio Barbosa estão o cordão de isolamento que deve ser feito em frente ao Fórum onde só podem transitar veículos oficiais e ambulâncias.
Até mesmo o acesso dos acusados, advogados e funcionários deve acontecer pela parte dos fundos do Fórum, uma vez que na frente devem se concentrar os simpatizantes do casal de extrativistas.
Até mesmo a rodovia BR-222, em frente ao Fórum poderá ser bloqueada. Ainda de acordo com o oficial, todas as pessoas que se concentrarem em frente ao Fórum, serão revistadas e nenhum tipo de artefato que possa ser usado como arma será permitida, como foices, ou facões.
De sua parte o advogado José Batista Gonçalves Afonso, que deve atuar como assistente de acusação no julgamento informou que vai manter contato com as várias lideranças ligadas aos movimentos sociais a fim de que tudo seja providenciado para evitar quaisquer problemas com as autoridades de segurança pública.
O advogado adiantou que tendas devem ser montadas na frente do Fórum, bem como cadeias devem ser colocadas aos expectadores e desta forma possam acompanhar o julgamento com o mínimo de conforto.
Por seu turno, o juiz Marcelo Andrei lembra que todas as medidas são preventivas e têm como objetivo manter a segurança e nunca cercear o trabalho da imprensa que deve acompanhar a par e passo o julgamento.
Acusados negam o crime
Os irmãos José Rodrigues Moreira e Lindonjhonson Silva negaram que tinham interesse em matar, ou mandar matar o casal de extrativistas, José Claudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, assassinados no dia 24 de maio de 2011.
José Rodrigues informou que não tinha nenhum tipo de desavença com o casal de extrativistas e não mandou matá-los. “Sou trabalhador, comprei o lote para poder trabalhar e sustentar a minha família”, comentou.
Negou ainda que havia um grupo interessado na morte do casal e que mantinha uma pequena parcela de terra onde criava algumas cabeças de gado no assentamento Praialtapiranheira, cuja propriedade é a principal fonte de renda dele e da família.
O irmão dele também negou o crime e disse que não tinha ideia porque foi denunciado. “Não conhecia o casal e nunca tive nenhum desentendimento com eles, nunca matei ninguém”, comentou.
José Claudio e Maria do Espírito Santo viviam do extrativismo no assentamento Praialtapiranheira em Nova Ipixuna e combatiam a venda de lotes rurais, bem como defendiam a preservação da floresta.
Consta no processo, que José Rodrigues comprou três lotes neste assentamento. O casal de extrativista se opunha à venda de lotes e derrubada da floresta e constantemente denunciava o desmatamento ao Ibama de Marabá.
Por conta desta postura, eram tidos como personas non gratas por madeireiros daquela região e podem ter sido assassinados em rime de pistolagem.
Irmãos de extrativistas foragidos da Justiça
A quando do assassinato do casal de extrativistas, José Claudio e Maria do Espírito Santo, no dia 24 de maio de 2011, um homicídio veio à tona: a morte do colono Edilon Ribeiro de Souza, o Pelado, morto a tiros no dia 18 de setembro de 2009 dentro do assentamento Mamona em Nova Ipixuna.
Figura como acusados deste crime o falecido José Claudio Ribeiro da Silva e os irmãos dele: Edivaldo, Claudemir e Claudionor Ribeiro da Silva.
Por conta deste crime, o juiz Murilo Lemos Simão Santos decretou as prisões preventivas dos acusados no dia 7 de outubro de 2011 e são considerados foragidos de Justiça.
A decisão do juiz é embasada em vários depoimentos e indícios de participação dos acusados no crime.
O que teria motivado o homicídio foi uma disputa de um lote rural, entre a vítima e o acusado Edivaldo da Silva, o Marabá.
Pelado, de acordo com informações do processo, morava em metade de um lote, sendo que a outra parte seria do Marabá.
Ocorre que naquele ano, de alguma forma, o Pelado conseguiu ser assentado no lote o que teria causado a ira dos irmãos e de José Claudio.
O depoimento mais contundente é do irmão do Pelado, Manoel Ribeiro de Souza, que disse ter visto os quatro irmãos armados e ouviu tiros vindos da casa do irmão dele no dia em que foi assassinado.
Para a Polícia, Manoel de Souza narrou detalhes desse crime. Disse que quando ouviu os tiros, correu pra ver o que tinha ocorrido com o irmão dele e se deparou com os quatro irmãos armados.
Ele contou que se fez passar por um trabalhador rural contratado pelo irmão dele e que não conhecia o Pelado. O disfarce, segundo ele, foi para também não ser assassinado.
“Eles me perguntaram quem eu era, disse que era apenas um trabalhador”, argumentou dizendo que foi embora para Itupiranga e só retornou à noite para apanhar o corpo do irmão dele.
Fontes segura informou que à época do crime não houve nenhuma movimentação policial para tentar esclarecer o que houve no local e quem seriam os suspeitos. Parentes do Pelado resgataram o corpo que foi velado e sepultado em Itupiranga.
Por seu turno a reportagem levantou que tramita na 5ª Vara Penal de Marabá um pedido de revogação das prisões preventivas dos três irmãos de José Claudio.
Caso o pedido seja indeferido a Comissão Pastoral da Terra (CPT), que defende os interesses dos irmãos, deve encaminhar o pedido ao Tribunal de Justiça do Estado (TJE).
Para o advogado desta entidade, José Batista Gonçalves Afonso, não será nenhuma novidade que esta situação for usada durante o julgamento.
“É uma prática comum em julgamentos a defesa tentar inverter os papéis, ou seja, transformam as vítimas em acusados”, comentou se dizendo confiante em provar que os irmãos não cometeram o crime.
terça-feira, 26 de março de 2013
Polícia aborta assalto em Eldorado e apreende arsenal
| Armas seriam usadas em assalto a banco |
Uma quadrilha especializada em roubo a banco, provavelmente pretendia atacar em Eldorado do Carajás, no início do mês de abril, contudo a Polícia Civil abortou os planos dos bandidos e apreendeu um grande arsenal, inclusive dinamite.
A apreensão aconteceu na semana passada e envolveu uma considerável quantidade de policiais civis do Pará e do Maranhão.
Esta quadrilha tem tentáculos no Pará, Maranhão e no Tocantins e age nestes e em outros estados do Brasil.
O arsenal composto de nove armas e farta munição foi localizado enterrado dentro de um barraco em uma chácara em Eldorado do Carajás, sudeste do Pará. As armas estavam enroladas com plásticos e camufladas dentro de canos de PVC.
O dono da chácara, cujo nome não foi fornecido para a reportagem, deve ser investigado e provavelmente indiciado por participação com a quadrilha de roubo a banco.
Esta apreensão é fruto de uma investigação que estava sendo conduzida pela Superintendência Estadual de Investigação Criminal (SEIC), por intermédio do Departamento de Combate a Roubo a Instituições Financeiras (Decrif), ambas do Maranhão e pelo Núcleo de Apoio à Investigação (NAI), do Pará.
O trabalho policial começou no início do mês de janeiro deste ano, logo após um assalto a um banco de Santa Helena, em dezembro do ano passado e em Vitorino Freire, no dia 4 de janeiro deste ano.
Neste último banco, na verdade, os assaltantes não roubaram nada, pois o cofre estava fechado, ocorre que o tesoureiro estava dentro da agência, com as chaves do cofre, porém não foi reconhecido pelos bandidos.
Nestes dois assaltos as imagens mostram os assaltantes usando, provavelmente as mesmas armas que foram apreendidas. Até o momento, cinco integrantes desta quadrilha foram presos em Açailândia, Imperatriz e em Vitorino Freire.
Chamou a atenção da Polícia o fato de um das armas ser um fuzil Supermig, calibre 0.50, com capacidade para perfurar carros fortes, além de um fuzil AK-47, coronha retrátil, ambas com altíssimo poder de fogo.
Segundo o investigador Luís Fernando Cardoso, da Decrif, os assaltantes costumavam atacar em vários estados e que há muito tempo os policiais estavam no encalço deles.
“Esse é um trabalho continuado, sempre estamos correndo atrás para prender estas quadrilhas”, lembra.
Para o policial o bando, provavelmente iria atacar em Eldorado do Carajás no início do mês de abril, ocasião em que é feito o pagamento de servidores.
Por este motivo, o policial acredita que as armas estavam escondidas nesta chácara. Alem, é claro da posição geográfica do município que fica entre as regiões sul e sudeste do Pará o que em tese permite o deslocamento da quadrilha para vários municípios.
Assaltante entrega esconderijo
Por conta desta investigação policial que estava em curso, resultou na prisão de cinco integrantes desta quadrilha. Um deles, Raimundo Muniz dos Santos, conduziu os policiais até onde as armas estavam escondidas.
Este assaltante, contudo não informou se de fato o bando pretendia atacar em Eldorado, contudo a Polícia não descarta essa hipótese.
De acordo com o investigador Luís Fernando, todo o material deve ser periciado e as imagens dos vários assaltos que acontecerem no Pará e no Maranhão devem ser analisadas a fim de comparar o arsenal e identificar se pertencia ao bando.
Caso se confirme, segundo o investigador, deve ser pedida as respectivas prisões preventivas do bando.
Presos - Até o momento tem pelo menos cinco assaltantes presos, contudo a quadrilha é composta de cerca de vinte integrantes.
Por medida de segurança e para não atrapalhar a investigação, os policiais não informaram os nomes daqueles assaltantes que estão com as prisões preventivas decretadas, pois podem ser presos a qualquer momento.
Origem da dinamite é investigada
A respeito da dinamite de emulsão que foi localizada junto com o arsenal, uma fonte ligada ao Setor de Inteligência do Exército Brasileiro (EB) informou que a origem do artefato deve ser investigada.
Este trabalho deve ser feito pela Seção de Fiscalização de Produtos Controlados, que lida especialmente com esse tipo de produto.
Para se adquirir esse tipo de produto a empresa tem de ter licença e as dinamites são cadastradas em lotes para se controlar o uso.
Nas regiões sul e sudeste do Pará as dinamites são usadas para implodir rochas e invariavelmente, alguns destes artefatos, são furtados e usados pelas quadrilhas de roubo a banco para estourar carros fortes e caixas eletrônicos.
Pelo menos dois roubos recentes ocorreram na região sudeste. Em janeiro deste ano aconteceram assaltos em Bom Jesus do Tocantins, Palestina do Pará, Tailândia e Redenção.
Em todos os assaltos, dinamites foram usadas para explodir caixas eletrônicos e os dois carros fortes.
Uma fonte segura informou que não é tarefa difícil para se adquirir uma “banana” de dinamite, que no mercado negro, varia entre R$ 300 e R$ 500.
O delegado Álvaro Beltrão Ikeda, titular do NAI não quis comentar a apreensão por entender que se der alguma declaração poderá comprometer o trabalho de investigação que está sendo feito no sentido de prender outros integrantes da quadrilha.
Armas apreendidas
1 - Fuzil Supermig calibre 0.50
1 - Fuzil AK-47, calibre 7.62
1 – Fuzil calibre 0.30
4 – Escopetas calibre 12
1 - Carabina M-1 calibre 0.30
1 - Pistola calibre 0.40
Munição
100 Projéteis calibre 12
80 Projéteis calibre 0.30
82 Projéteis calibre 7.62
1 ‘banana’ de dinamite com as espoletas
Presos
Antonio Carlos Silva Santiago o Dente de Ouro, ou Garimpeiro
Raimundo Muniz dos Santos, o Velho
Ariosvaldo Silva Lima, o Ari
Raimundo Montes, policial militar
Edmilson, o Bigode
Delegado da Deca ameaçado de morte
Uma denúncia anônima, levantada com absoluta exclusividade por este repórter foi registrada recentemente no Disque Denúncia de Marabá e revela uma trama para matar o delegado Victor Costa Leal, titular da Delegacia de Conflitos Agrários de Marabá.
O interlocutor, nome não fornecido para a imprensa, ligou para o serviço anonimamente e informou que ouviu uma mulher com três pistoleiros, em um bar tramando a morte do delegado.
De acordo com fonte segura, o denunciante ligou dizendo que ouviu um diálogo entre a mulher e os pistoleiros que estariam tramando a morte do delegado, que estariam contrariando os interesses deles.
Tais ameaças teriam ocorrido por conta do trabalho do delegado à frente de investigações que apuram mortes de líderes sem terra, assassinados recentemente na região sul do Pará.
O caso tramita em segredo de Justiça, contudo a reportagem levantou em primeira mão que o delegado pode estar com os dias contados e que uma mulher seria a interessada na morte dele.
Por conta das ameaças, o policial se abstém da vida social e se dedica exclusivamente ao trabalho policial na Deca de Marabá.
Quanto à provável interessada na morte do policial, há uma forte suspeita de se tratar de uma mulher que comanda várias invasões rurais no sul do Pará, contudo, o nome está sendo mantido em sigilo.
Em primeira mão, a reportagem levantou que o interlocutor repassou detalhes de como os pistoleiros estariam tramando a morte do delegado, contudo a fonte pediu para não revelar nada, pelo menos por enquanto.
Ontem pela manhã o delegado Victor Leal confirmou que de fato existiu a ligação ao Disque Denúncia onde a pessoa repassou os detalhes de como os pistoleiros estariam tramando a morte dele.
“Dificilmente seria um trote, pois a pessoa repassou detalhes de como eles pretendiam me matar. Estamos tomando as nossas precauções, se já andava desconfiando, agora que estou ainda mais”, comentou o delegado.
Sobre esta suposta trama, o delegado acredita que o trabalho dele e da equipe da Deca, está incomodando os supostos líderes sindicais que militam no sudeste do Pará.
“O nosso trabalho está incomodando algumas lideranças, que ao invés de seguirem o caminho certo, optam pelo crime para se firmarem entre os camponeses”, comenta o delegado.
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