quinta-feira, 20 de junho de 2013

DH investiga morte de jovem



Testemunha foi localizada em Marabá e pode contribuir com a investigação comandada pelo delegado Vicente Gomes





Uma equipe da Divisão de Homicídios (DH), comandada pelo delegado Vicente Ferreira Gomes, que já foi superintendente regional de Marabá, investiga morte da jovem Bárbara Renata Albuquerque de Nazaré, 22 anos, cujo corpo foi localizado numa piçarreira de Ipixuna do Pará, nordeste paraense, no dia 3 de junho deste ano.
Este crime alcançou grande repercussão em nível estadual, tanto que o delegado geral de Polícia Civil do Pará Rilmar Firmino de Souza determinou que a DH se dedicasse quase que exclusivamente para tentar esclarecer este homicídio.
O trabalho de investigação está sendo conduzido pelo delegado Vicente Ferreira Gomes, que esteve em Marabá na tarde desta quarta-feira (19) ocasião em que ouviu uma testemunha deste caso e em breve pode haver uma reviravolta.
Em breve contato com a reportagem o policial não quis comentar muito a respeito do crime, contudo disse que o caso não caiu no esquecimento e que a Polícia está levantando todas as hipóteses possíveis para tentar esclarecer, identificar o matador, bem como a motivação para o crime.
Sabidamente a jovem Bárbara de Nazaré era uma jovem que aparentemente não tinha inimigos em Ipixuna do Pará e que mantinha um vasto círculo de amizade o que exclui várias hipóteses, entre elas a de execução, ou vingança.
Cauteloso, o policial não quis comentar mais a respeito do assunto e disse apenas que qualquer informação que desse a respeito do assunto poderia comprometer o trabalho policial.
“Podes dizer que estamos trabalhando e que em breve teremos novidades”, comentou Vicente Gomes dizendo que caso alguém tenha alguma informação a respeito deste caso pode repassá-la via 181 que a identidade é mantida em sigilo.

Entenda o caso

Bárbara de Nazaré saiu da casa dela e informou à mãe, Clara Costa, que iria fazer um trabalho escolar. Era por volta das 20h quando saiu para não mais voltar e o corpo foi localizado no dia 3, portanto uma semana, em adiantado estado de putrefação.
Neste intervalo do desaparecimento, a comunidade de Ipixuna do Pará se mobilizou e foi feita uma campanha em nível estadual até que os parentes localizaram o corpo na piçarreira, na margem da BR-010.

Justiça mantém sem-terra preso


Ruy continua preso em Marabá


A juíza substituta da 5ª Vara Penal de Marabá Elaine de Oliveira Neves converteu o flagrante contra o líder sem-terra Ruy de Oliveira Cavalcante em prisão preventiva e o acusado está à disposição da Justiça numa cela do Centro de Recuperação de Marabá (CRM).
Para quem não se lembra, Ruy Cavalcante foi preso na semana passada após cobrar propina à pecuarista Ana Carolina, dona da fazenda Água Boa, em Itupiranga, que estaria ocupada por um grupo de sem-terra liderado pelo acusado.
A prisão foi coordenada pelo Núcleo de Apoio à Investigação (NAI) e a Delegacia de Conflitos Agrários (Deca) e foi cercada por um esquema que envolveu diversas técnicas de infiltração, estória cobertura e até mesmo o uso de tecnologia de captação de imagem e som por meio de uma caneta espiã.
Denúncia - Tudo começou no dia 11 de junho quando a fazendeira, Ana Carolina denunciou à Deca, que um grupo de sem-terra estava ocupando a fazenda e lhe cobrava propina no valor de R$ 500 mil para desocupar a terra.
Os sem-terra se intitulavam integrantes da Associação dos Ribeirinhos do Lago do Macaco, em Itupiranga e ocupavam a fazenda há pelo menos três meses.
Intitulando-se líder campesino, Ruy Cavalcante iniciou uma negociação com a pecuarista Ana Carolina e exigiu desta a quantia de R$ 500 mil e garantiu que iria retirar os sem-terra da propriedade.
Diante desta denúncia, de acordo com o delegado Victor Leal, titula da Deca, as equipes de investigadores se mobilizaram para prender os supostos líderes campesinos.
Um encontro foi marcado entre a pecuarista e três destes supostos líderes na praça São Francisco Cidade Nova. Os sem-terra chegaram, conversaram com a pecuarista e naquela ocasião foi feita a proposta de cobrança de propina.
Ana Carolina, de acordo com o delegado, alegou aos sem-terra que a fazenda não valia os R$ 500 mil que eles estavam cobrando e, portanto o acusado Ruy Cavalcante se comprometeu em baixar o valor para R$ 150 mil e que se ela resolvesse pagar a taxa, iria disponibilizar a conta dele para que ela depositar o dinheiro.
Enquanto o diálogo entre Ruy Cavalcante e a pecuarista Ana Carolina transcorria em uma lanchonete da Cidade Nova os agentes se misturavam à população e logo após a conversação apareceram e prenderam três acusados, entre eles, Ruy Cavalcante.
Outro líder sem-terra, Helder de Sousa Silva, foi ouvido e também indiciado por extorsão. Ele também pode ser preso.


Juíza repudia comportamento de acusado

Após tomar conhecimento do caso, a magistrada, de certa forma se comoveu com a situação da pecuarista e não somente manteve o acusado preso como repudiou, por meio da sentença a postura dos supostos líderes sem-terra.
Em trecho da sentença, considerou grave o delito praticado por Ruy Cavalcante e um comparsa que seria Helder de Sousa teria exigido
a quantia de R$ 500 mil da vítima para que a deixassem usar livremente de sua propriedade.
Em seguida a magistrada afirma que “os crimes contra o patrimônio tem causado grande insegurança social nesta comarca, sendo que os cidadãos, muitas vezes precisam se submeter aos arbítrios de grupos armados ou pessoas que buscam lucro fácil para não sofrerem maior lesão ao produto de seu trabalho”, observou.
Por fim a magistrada afirma que a conduta do indiciado “demonstra total descaso pelas instituições de segurança pública do Estado e que a medida incide também como forma de acautelar o meio social e preservar a credibilidade da justiça, pois aadoção das medidas previstas em lei diminuirá a sensação de impunidade junto à população e aos infratores, estimulando a redução dos índices de cometimento de infrações penais”, conclui a magistrada.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Dois incêndios na Cedro em uma semana


Rebanho estaria sendo alvo constante dos sem terra do MST 



Sem terra, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra estão sendo apontados como os autores de um novo incêndio nos pastos da fazenda Cedro, zona rural de Marabá, na tarde da última terça-feira (18). Este foi o segundo incêndio em menos de uma semana nesta propriedade.
No final da semana passada, este mesmo grupo de sem terra que estão acampados na propriedade desde o dia 1º de maio de 2009, foi apontado como o autor de outro atentado que resultou na morte de um boi, o baleamento de outro animal que ficou com uma das patas quebradas.
Naquela ocasião equipes da Deca e do Grupo Tático Operacional (GTO) estiveram no local, mas os agentes foram hostilizados pelos sem terra que estão no acampamento “Helenira Resende”.
“A conversa é da corrente pra lá, aqui a Polícia não entra”, teria dito um dos líderes dos sem terra da Cedro ao delegado Victor Costa Lima Leal, titular da Deca e que não permitiu o acesso dos policiais ao acampamento.
Naquela ocasião os sem terra negaram ser os autores do atentado, bem como da queimada dos pastos e que todos se intitularam líderes campesinos.
Nestes dois atentados o delegado Victor Leal ficou de abrir inquérito policial para apurar as circunstâncias dos casos, bem como identificar os líderes do MST, que possivelmente podem ser indiciados por esbulho, dano e ameaça.

Por meio de nota, a Agropecuária Santa Bárbara (Agrosb) atribuiu os dois ataques ao sem terra do MST.

Para debelar as chamas, a empresa mobilizou um considerável contingente de funcionários e de tratores e no final daquele dia o incêndio foi controlado.
Os dois ataques foram denunciados á Secretaria Estadual de Segurança Pública, Delegacia de Conflitos Agrários (Deca), Incra e Ouvidoria Agrária Nacional.

Nestes dois ataques o MST, até então, não se pronunciou oficialmente, bem como a respeito da suposta hostilização dos sem terra para com os policiais.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Fazenda Belauto: Fetagri repudia decisão de desembargador

Entidade critica decisão de desembargador federal e pontua que se o despejo acontecer pode causar conflito no campo




A Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagri), por meio de nota pública repudia decisão da justiça federal que prevê o despejo de trabalhadores rurais do assentamento São Francisco no município de São Félix do Xingu, no sul do Pará.
Criado em 1993 dentro da reserva
indígena Apyterewa e foram assentados cerca de 250 famílias de agricultores sem terra.

Por conta deste assentamento, outras dezenas de famílias se deslocaram para a região, e em poucos anos, mais de 400 famílias passaram a viver na área indígena.

Em 2011 foi iniciado um processo para reassentar as famílias que após dezenas de audiências, a Funai, MPF e Incra chegaram a um acordo de retirar todas as famílias, não índias, que moram na terra indígena Apyterewa.
Àquela época ficou acordado que as famílias seriam reassentadas na fazenda Belauto localizada no município de São Félix do Xingu.

A propriedade, segundo a Fetagri, é composta de pelo menos 26 mil hectares e é formada por terras públicas federais e confiscado pela justiça federal de Goiás, por ter supostamente pertencer ao narcotraficante Leonardo Mendonça, preso no Mato Grosso.
Ainda em setembro 2011 a Justiça Federal de Marabá, garantiu liminarmente, a imissão de posse do Incra na fazenda Belauto, sendo que o excedente de famílias só foi assentado em 18 de julho de 2012 com a ampliação do assentamento que saltou para 412 famílias.
Neste ínterim, porém, segundo a nota da Fetagri, por absoluta inoperância do Incra o processo foi transferido da Vara Federal de Marabá para a Vara Federal de Redenção.
Ainda de acordo com a nota, o juiz de Redenção suspendeu o processo de imissão de posse do Incra na fazenda Belauto, impedindo a continuidade do assentamento e agravando assim os conflitos na área.
Para agravar ainda mais a situação, no final de 2012, o desembargador federal Jirair Aran Meguerian
expediu liminar em favor dos supostos herdeiros dos antigos donos da fazenda Belauto, garantindo a eles mais de metade do imóvel e determinando o despejo imediato das 412 famílias assentadas pelo Incra.

Os sem terra têm até o próximo dia 25 de junho deste ano para saírem pacificamente da área. Caso não saiam, o Estado deve pedir apoio de forças policiais para realizar o despejo.

A Fetagri afirma que o desembargador Jirair Meguerian ignorou todas as decisões anteriores da própria Justiça Federal e todos os acordos que visaram resolver o conflito.
O juiz garantiu ainda a posse dos supostos herdeiros sobre terra pública federal, contrariando a Constituição Federal, e pior ainda, tornou definitiva uma decisão liminar que tem caráter provisório.
Para a Fetagri, a atuação do juiz federal de Redenção e do desembargador Jirair Meguerian tem sido desastrosa, desumana e contrária à Constituição Federal. “Nossa lei maior não admite posse em terra pública, mesmo assim, o desembargador insiste em entregar mais de 13 mil hectares para uma meia dúzia de supostos herdeiros e manda despejar 412 famílias assentadas”, comenta a nota.

A luta dos sem terra precede a década de 1.993 e a Fetagri acredita que tais medidas judiciais contribuem para o aumento dos conflitos agrários em uma região marcada por violentos conflitos agrários e mortes no campo.
Por conta desta situação de tensão a entidade lembra que as famílias pretendem resistir ao despejo, pois sabem que se sair da propriedade não têm pra onde ir.

Por fim a Fetagri exige que seja suspensa a liminar de reintegração de posse a fim de se evitar mais um conflito no campo e que o Incra solucione a situação das famílias.

Confinadores serão premiados durante a Feicorte

 
 
 
A 19ª Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne (Feicorte), que acontece dos dias 17 a 21 de junho, no Centro de Eventos Imigrantes, em São Paulo (SP) terá a participação da Associação Nacional dos Confinadores (Assocon), entidade que em parceria com a Scot Consultoria e a idealizadora Agrocentro fará a entrega do 3º Prêmio Nelson Pineda.
 
A solenidade de premiação será nesta terça-feira (18), a partir das 20 horas, seguido de jantar de confraternização com a entrega de 40 troféus destaques do confinamento de 2012 no Brasil, de acordo com o índice Excon (Excelência no Confinamento), que agrega para cada propriedade participante soma de pontuações referente a sanidade, a eficiência e a produção e, destes finalistas, os 10 destaques em práticas sustentáveis no processo produtivo respeitando o meio ambiente.
 
“A homenagem vai ao encontro com o modelo atual da pecuária, que busca competitividade e qualidade, melhora nos índices e o bem-estar dos animais e daqueles que trabalham e vivem do setor”, destaca a gerente do Agrocentro, promotora da Feicorte, Carla Tuccilio.
 
O prêmio que foi criado para valorizar produtores que buscam a excelência na produção de carne e homenageia o pecuarista venezuelano Nelson Pineda, um dos grandes exemplos entre os criadores e selecionadores brasileiros, pelos serviços prestados à pecuária brasileira, tem como novidade deste ano o oferecimento de homenagem especial a um produtor de gado a pasto estreando nova categoria ao Prêmio, o de Boi a Pasto.
 
A Assocon também vai validar durante a 19ª Feicorte, a abertura das inscrições para a 6ª Conferência Internacional dos Confinadores – Interconf pela internet através do endereço eletrônico www.interconf.org.br com divulgação dinâmica e itinerante por meio de folders e panfletos informativos. Este trabalho de divulgação da Conferência se estenderá também durante o Congresso Mundial da Carne, dos dias 25 a 27 de junho, em Goiânia (GO).
 
A programação da 6ª INTERCONF que acontece entre os dias 09 a 12 de setembro, no Oliveira’s Place, em Goiânia (GO) foi totalmente revitalizada e este ano contará com um dia adicional de atividades com o primeiro dia dedicado especificamente para minicursos.
 
Conforme destaca o gerente executivo da Assocon, Bruno de Andrade, o tema central da edição deste ano será ‘O Confinamento de Precisão’, sob a ótica do Aumente o Peso do seu Negócio. “Teremos ainda três painéis com destaques para a Segurança alimentar e flexibilidade de produção para abrir mercados; a Cadeia Produtiva e em específico, Confinamento onde será enfatizado o Conceito PDCA: Planejamento, Desenvolvimento, Controle e Avaliação de Dados, ferramenta importante na estratégia de gestão numa propriedade de pecuária intensiva”, diz Andrade.
 
O ex-presidente do Banco Central e atual presidente do Conselho da J&F Investimentos, Henrique Meirelles, fará a palestra inaugural das plenárias prevista para um público aproximado de mil pessoas. Meirelles destacará o Cenário macroeconômico brasileiro: quais são nossas oportunidades, desafios, fraquezas e forças diante de outros mercados.
 
Serviço: Interconf 2013
Evento: 6ª Conferência Internacional de Confinadores Data: Dias 09 a 12 de setembro,
Local: Centro de Eventos Oliveira’s Place, em Goiânia (GO)
Informações: (62) 3432-0395 www.interconf.org.br
 

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Juiz solta atirador, mas mediante fiança alta



O juiz titular da 9ª Vara Penal de Marabá, Murilo Lemos Simão arbitrou uma fiança considerada bastante alta para soltar o boiadeiro Jaime José de Souza Neto, preso na madrugada da última terça-feira.
O boiadeiro ficou de ser liberado ainda hoje, desde que recolha fiança no valor de 150 salários mínimos que somam R$ 101.700,00.
Assim que ficou sabendo da fiança o acusado determinou que o boleto fosse impresso e que irmãos dele providenciasse o pagamento imediatamente, pois não suportaria mais dormir na cadeia.
Remember – Para quem não se lembra Jaime Neto protagonizou um episódio inusitado, quando num ataque de fúria, invadiu a casa do pecuarista José Miranda Cruz e efetuou vários disparos no imóvel.
Para tanto ele teria usado dois revólveres que descarregou toda a munição. Ele entrou no imóvel, uma suntuosa mansão, no bairro Quilômetro Sete que ficou bastante danificada.
O boiadeiro foi preso ainda na madrugada da última terça-feira (11), após protagonizar este ato de fúria.
Assim que ficou sabendo do valor da fiança, na manhã desta quinta-feira, Jaime Neto determinou que os familiares dele providenciasse o pagamento, pois não suportaria dormir mais uma noite na cadeia.
Para a imprensa local ele comentou que estava muito nervoso por conta da demora no recebimento do dinheiro dele e que estava tendo dificuldades para honrar pagamentos com credores, motivo pelo qual acabou cometendo este atentado à casa do pecuarista José Miranda Cruz, que até o momento não foi localizado para comentar a respeito do assunto.
Cansado de esperar pelo pagamento de uma dívida da ordem de R$ 4 milhões, o pecuarista Jaime José de Sousa Neto virou o “cavalo do cão” na madrugada desta terça-feira (11) e cobrou a conta na base da truculência.
A invasão aconteceu na casa do pecuarista José Miranda Cruz, no Km 7, bastante conhecido em Marabá e que estaria devendo os R$ 4 milhões por conta da compra de gado.
Jaime Neto, em entrevista ao rádio repórter Elvan do Vale, contou que nos últimos dois anos, tentou de todas as formas negociar a dívida a fim de receber o dinheiro, mas todos os apelos foram em vão.
Por conta deste aborrecimento, Jaime Neto, num ataque de fúria, apanhou o caminhão boiadeiro dele, um Mercedes Bens de cor vermelha, placa MXG-4790 Marabá-PA, e arrebentou a lateral da casa por onde entrou e efetuou vários tiros no imóvel.
O ataque aconteceu por volta das cinco horas da madrugada e tão logo os estampidos ecoaram a Polícia Militar foi acionada e o acusado foi preso em flagrante.
Com o acusado os militares localizaram dois revólveres calibre 38, modelo TA, com seis projéteis deflagrados em cada uma das armas.
No imóvel dormia a esposa e um filho menor do pecuarista, cujos nomes não foram repassados para a reportagem. José Miranda Cruz não foi localizado para comentar a respeito do ataque e da suposta dívida que teria com James Neto.
“Peço desculpas ao senhor José Miranda e à família dele, pois não tive a intenção de matar ninguém, mas estava nervoso por conta da dívida e tento há dois anos receber o dinheiro e não consegui”, relata James Neto.
Ele contou ainda que está tendo dificuldade para honrar alguns compromissos financeiros que têm na região.
“Sou um homem trabalhador, moro em São Domingos e todos e conhecem e não é da minha índole, mas a minha situação é desesperadora”, justificou.
Independentemente das justificativas, ou alegações o acusado foi autuado por tentativa de homicídio, porte ilegal de armas e dano.
Por sua vez, o advogado Antonio Lopes Filho requereu o relaxamento do flagrante do flagrante na 9ª Vara Penal por entender que não houve indícios suficientes de tentativa de homicídio. O juiz Murilo Lemos Simão deve decidir hoje a respeito desta petição.
Antonio Filho considerou que houve excesso na capitulação penal do cliente dele, pois poderia ser autuado por porte ilegal de armas e por dano.
“Ele não tinha a intenção de matar ninguém, pois não atingiram nenhuma pessoa estava nervoso, afinal é uma quantia considerável que têm pra receber e acabou se excedendo”, relata o advogado dizendo que vai provar em juízo que não houve a intenção de matar.
Independentemente das alegações do advogado o fato é que a casa do pecuarista ficou toda perfurada de tiros, vidros estilhaçados e um rastro de destruição em todo o imóvel.


terça-feira, 11 de junho de 2013

Juiz firma parcerias com a iniciativa privada



Cristiano: "Parcerias visam melhorar a qualidade de vida dos servidores"

O juiz diretor do Fórum de Marabá, Cristiano Magalhães Gomes visando a valorização dos funcionários deste órgão está ultimando uma série de parcerias com empresas locais que vão desde academia a posto de combustíveis e até mesmo de qualificação por meio de cursos ofertados pela OAB.
A primeira parceria está sendo realizada entre o Fórum, o Sindicato dos Funcionários e um posto de combustíveis e visa a obtenção de descontos especiais no abastecimento dos veículos dos servidores e de seus familiares.
O segundo convênio é com um conhecido restaurante cujo nome alude à Rota 66, que tem estabelecimento em Belém e em Marabá.
Esta parceria, segundo o magistrado já está praticamente fechada e os servidores que quiserem realizar festas no local, terão descontos especiais e até o próximo final de semana, estarão habilitados para receber descontos em todas as refeições que realizarem neste restaurante.
Igualmente definida está uma parceira com uma badalada academia de ginástica da Folha 32, Nova Marabá. Nesta, que é considerada a maior de Marabá, os servidores terão desconto de mais de 30% nas mensalidades, independente do número de servidores que se matricularem.
Outra parceria não menos importante e que dará um ganho significativo de realizada pelo magistrado foi com a OAB-Marabá, que irá disponibilizar gratuitamente diversos mini cursos para os servidores do Tribunal de Justiça do Estado (TJE) da Prefeitura que trabalham no Fórum de Marabá.
E não para por ai as parcerias, pois visando uma diversificação do conhecimento, estão sendo alinhavados convênios com escolas de inglês, tendo algumas demonstrado interesse na participação do projeto, além da Faculdade Metropolitana com sede em Marabá, que concederá tratamento especial aos funcionários para cursos de graduação e pós graduação.
O magistrado informa ainda que muitos outros projetos e convênios estão sendo estudados a fim de melhorar a qualidade de vida dos servidores.
O sucesso do procedimento adotado pelo Juiz de Marabá, que deixa de ser um simples organizador de tarefas para ser um verdadeiro gestor e já atraiu a atenção dos municípios vizinhos e o Juiz de Itupiranga, Alexandre Hiroshi Arakaki pretende estabelecer parcerias semelhantes naquele município.