terça-feira, 14 de junho de 2011

Sindicalistas querem aumento de orçamento



 

Na manhã desta terça-feira, o presidente do Incra, Celso Lisboa de Lacerda, chegou em Marabá e neste momento se reúne à portas fechadas com a equipe técnica do órgão.

Logo mais à tarde deve se reunir com líderes sindicais onde pretende discutir diversos pontos de uma extensa pauta de negociação, sendo o principal o aumento do orçamento para este ano.

Após esta reunião, que inicialmente estava prevista para acontecer que deve acontecer no auditório do Incra, os sem terra, que acampam nas cercanias do órgão, há mais de um mês devem retornar para suas respectivas áreas de ocupação.

Segundo uma das lideranças da Fetagri, Williason Brasil, o Zuca, o orçamento do Incra deste ano gira em torno de R$ 491 milhões, sendo que desse montante, efetivamente, algo em torno de 20% desse orçamento é investido nos assentamentos.

A intenção dos movimentos de luta pela terra é forçar o aumento desse orçamento para um bilhão de reais. Pra se ter uma idéia da disparidade orçamentária, Brasília que não tem um único assentamento recebe anualmente algo em torno de 4 e 5 bilhões. No sul e sudeste existem 495 assentamentos e 68.876 lotes.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Criança baleada em armadilha fora de risco

Getúlio de Araújo alegou não ter recursos para pagar vigia



 


Apesar de ter sofrido um baleado no pescoço, a criança de sete anos não corre risco de morte. Ela foi atingida por uma descarga de chumbo de uma arma caseira, na tarde da última terça-feira (7).
A criança se acidentou ao resvalar numa linha que na verdade servia de gatilho para uma arma caseira. A armadilha foi montada numa cerca de madeira de uma horta, localizada no bairro Laranjeiras, fronteira com o bairro Novo Planalto.
O dono desta propriedade, Getúlio Gomes de Araújo foi indiciado por lesão corporal grave. Ele contou ao delegado Rodrigo Paggi, que montou o artefato para tentar evitar que vândalos invadam a horta dele e furtem as verduras.
Getúlio de Araújo mantém essa horta há pelo menos duas décadas. Contou ao delegado que a propriedade vem sendo saqueada constantemente e contabiliza pelo menos 10 furtos nos ocorridos nos últimos dois anos.
A fim de justificar a utilização da armadilha, contou ao delegado que não tem condições financeiras para contratar um vigilante noturno em face aos custos desse profissional.




Ministro promete empenho na investigação


Forte aparato policial durante permanência de ministro em Marabá

24 agentes da Força Nacional auxiliam permanecem em Marabá

Maria do Rosário: "Violência é inaceitável"

Integrantes da Fetagri, minutos antes de entregar pauta à ministro


 

Durante visita à Marabá nesta quinta-feira (9), o ministro José Eduardo Cardozo anunciou empenho do Estado na investigação do caso do duplo homicídio ocorrido no dia 24 de maio, no Projeto de Assentamento Praialta Piranheira em Nova Ipixuna. O casal de extrativista, José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva.

O outro anúncio do ministro, diz respeito a um grande mutirão judiciário que deve ser realizado a fim de desengavetar cercar de 1,7 mil inquéritos envolvendo homicídios no campo.
Pra se ter uma idéia, somente no Pará há tramitação de 76 processos de homicídios decorrentes de conflitos agrários. Esse mutirão deve acontecer envolvendo todos os entes do estado.

Esse trabalho, segundo o ministro deve acontecer em caráter sigiloso. “Quem descreve as ações, favorece o infrator, portanto temos um plano que para obter êxito o sigilo é importante”, comentou o ministro.

Quanto à proteção aos líderes envolvidos, efetivamente, àqueles que estão mais ameaçados devem receber proteção, garantiu o ministro.

Respeitar a autonomia dos estados, tudo é feito de comum acordo entre os entes federativos, assim descartou a possibilidade de intervenção.
A ação de combate à violência no campo no Pará deve envolver todas as forças armadas, segundo garantia do Ministério da Defesa. “Vamos enfrentar o problema pontual e permanente”, sentencia.

A ministra chefe da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário Nunes classificou que é inaceitável a violência e disse que o Estado está preocupado e desenvolvendo uma série de ações de governo de forma integrada.

“Do ponto de vista dos Direitos Humanos, a sociedade está unida e cobra segurança”, afirma lembrando que as ações de governo visam minimizar os conflitos no campo.


Sem terra forçam mudança de reunião




Por conta de comentários dando conta que integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Fetragri e Fetraf, a comitiva do o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo mudou o local da reunião em Marabá, que inicialmente estava marcada para acontecer no Fórum de Marabá, porém acabou ocorrendo na residência oficial da Infraero, no aeroporto de Marabá.

Havia rumores de que os sem terra, acampados na Agrópolis Incra há quase um mês, poderiam interditar a rodovia Transamazônica em sinal de protesto. Pela manhã, estes sem terra bloquearam a ponte do rio Itacaiúnas, por mais de duas horas e causou um grande engarrafamento.

Integram a comitiva a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, a Secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, o presidente da Fundação Nacional do Índio, Marcio Meira e o Diretor Geral da Polícia Federal, Leandro Daiello. 

De última hora, foi convidado o coordenado da Comissão Pastoral da Terra de Marabá (CPT), José Batista Gonçalves Afonso, que chegou na residência oficial por volta das 18 horas.

Meia hora depois, lideranças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) chegam ao local da reunião, entre eles, Raimundo Moura e Ulisses Manaças.

Eles entregaram uma pauta conjunta dos movimentos de trabalhadores ao ministro José Eduardo onde, entre outras coisas, cobram o assentamento imediato de 8 mil famílias, o fim da violência e impunidade no campo, prisão dos assassinos e mandantes dos crimes contra trabalhadores rurais.

O líder do MST, Raimundo Moura, ou Tito Moura, lembrou que os “companheiros” previam uma recepção à altura ao ministro José Eduardo Cardozo, porém negou que pretendessem interditar novamente a ponte do rio Itacaiúnas, ou qualquer outro tipo de ação mais contundente.

“Como estamos acampados próximo ao Fórum, claro que os companheiros iriam até lá para receber o ministro, mas não iríamos fazer nenhum tipo de ato de vandalismo”, descarta.



Inquérito tramita em segredo de Justiça



A investigação da morte do casal de extrativistas, José Claudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva Cardozo, desde esta quinta-feira tramita em segredo de justiça. A orientação, segundo fonte segura, partiu do juiz Murilo Lemos Simão.

Evidentemente que esta orientação foi dada após rumores de que a Polícia Civil havia pedido a prisão preventiva do pecuarista José Rodrigues, que teriam mandado matar o casal.

A matéria desta notícia foi veiculada no Estado de São Paulo, edição de terça-feira e causou um grande mal estar na Polícia Civil a ponto de a instituição ter emitido uma nota a respeito do assunto.

De certo é que a investigação, segundo uma fonte segura está praticamente fechada, restando apenas a Polícia identificar quem são e onde estão os dois acusados de ter matado o casal. O retrato falado dos dois acusados foi divulgado na quarta-feira. 

O delegado Rilmar Firmino de Souza, à frente do caso, adiantou, porém que é questão de tempo para que a Polícia prenda os envolvidos. “A pressão nesse caso é grande, mas pode ter certeza, vamos chegar aos envolvidos.



Pauta dos colonos


Consta na pauta apresentada o ministro da justiça, José Eduardo Cardozo algumas reivindicações que visam minimizar os conflitos no campo.
Participaram da audiência com o ministro, o advogado José Batista Gonçalves Afonso, (CPT), Ulisses Manaças, Raimundo Moura, Charles Costa (MST), Francisco Carvalho (Fetraf), Francisco de Assis Solidade da Costa, Carlos Augusto Santos SIlva e Maria Joel Dias da Costa (Fetagri). Abaixo alguns destas demandas.

Assentamento de 8 mil famílias acampadas em área ocupadas
Estrada nos 503 assentamentos
Construir 3 mil quilômetros em 2011
Recuperação de 10 mil quilômetros em 2011
Energia elétrica para 18 mil famílias no sul e sudeste
Licenciamento ambiental para todos os assentamentos do sul e sudeste
Este ano, licenciar 103 assentamentos
Garantir a universalização da assistência técnica
Garantia de segurança aos ameaçados de morte
Prisão dos assassinos e mandantes dos crimes contra trabalhadores rurais
Fim da violência e impunidade no campo
Fim da grilagem das nossas terras.



quinta-feira, 9 de junho de 2011

Força Nacional desembarca no Pará


Tropa deve permanecer por tempo indeterminado no Pará



 

Desembarcou em Marabá, na última quarta­-feira (8), um contingente de pelo menos 30 agentes da Força Nacional que devem reforçar o policiamento nos municípios de Altamira, Santarém e Marabá.

Neste último município os agentes devem permanecer por tempo indeterminado e chegaram motivados pelo duplo homicídio ocorrido no dia 24 de maio deste ano, cujas vítimas foram os extrativistas, José Claudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva.

Os agentes estão aquartelados no 4º Batalhão de Polícia Militar de Marabá. Devem percorrer diversos municípios das regiões sul e sudeste do Pará em missões diversas, sobretudo para o combate à violência no campo.

Porém a vinda destes agentes, suscitou alguns questionamentos por partes de policiais civis, que investigam o duplo homicídio, que levantaram várias indagações, sobretudo a respeito da eficácia deles na região.

A Força Nacional foi formada em julho de 2004 e é uma unidade federativa que absorve agentes de todos os órgãos de segurança pública do Brasil. Atualmente tem um contingente de pelo menos 18,6 mil agentes, sendo que cerca de 11 mil estão em condições de convocação para qualquer emergência em nível nacional.

A requisição da Força Nacional para determinada situação é feita através do governador interessado nesta unidade pacificadora. Atualmente estão sendo desenvolvidas 69 missões em 19 estados brasileiros.  


quarta-feira, 8 de junho de 2011

Polícia nega pedido de prisão preventiva

 

Rilmar Firmino: "Ainda não pedi prisão de nenhum suspeito"


O delegado geral adjunto, Rilmar Firmino de Souza negou, ontem, que a Polícia do Pará pediu a prisão preventiva do pecuarista José Rodrigues, que teria mandado matar o casal de ambientalistas, José Claudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva.

“Fiquei o dia inteiro ontem só explicando isso: a Polícia Civil do Pará não pediu a prisão preventiva de nenhum suspeito de ter mandado matar o casal José Claudio e Maria do Espírito Santo”.

A matéria dando conta do pedido de prisão foi publicada nesta quarta-feira no Estado de São Paulo e é assinada pelo jornalista Carlos Mendes.

Entre outras coisas, o jornalista afirma que o fazendeiro mandou matar o casal e pagou R$ 5 mil e os crimes foram motivados por disputa de lotes no Projeto de Assentamento Praialta Piranheira em Nova Ipixuna, o (PAEX).

Para Rilmar Firmino, a divulgação de tal notícia é fantasiosa e não seria muito inteligente divulgar o pedido de prisão preventiva de um suspeito de determinado caso.


“Como poderíamos divulgar o nome de um suspeito de crime, se assim o fizéssemos não seria nada inteligente, afinal o suspeito poderia desaparecer”, comenta.


Pistoleiros fugiram em direção a Itupiranga

Os dois pistoleiros acusados de matar os ambientalistas José Claudio Ribeiro da Silva, e Maria do Espírito Santo da Silva, fugiram pelo rio Tocantins e atravessaram em direção ao município de Itupiranga.
O casal foi executado a tiros no dia 24 de maio no Projeto de Assentamento Agroextrativista Praia Alta Piranheira (PAEX), em crime que teve repercussão internacional.
Os dois suspeitos foram vistos nos horários de 5h30, seguindo para o PAEX, e às 8h30 fazendo o caminho inverso em direção ao rio. A informação foi repassada pelo delegado-geral adjunto, Rilmar Firmino de Souza, na tarde de terça-feira (7) em Marabá. Foi durante entrevista coletiva de apresentação dos retratos falados dos dois pistoleiros. Um dos elementos tem pele e olhos claros, altura aproximada entre 1,60m e 1,65m, rosto arredondado e cabelos lisos castanhos. Já o segundo homem seria negro, com olhos médios, nariz chato e cabelos curtos escuros, compleição forte e altura aproximada de 1,70m.
O laudo da Perícia de Montagem e Individualização Iconográfica dos Retratos Falados da Polícia Civil, concluiu que o grau de semelhança ou comparação aos assassinos é de 90% para o homem de pele clara, e de 70% para o suspeito de pele escura.
Com a divulgação dos retratos falados, a polícia espera receber um volume considerável de denúncias a respeito do paradeiro deles. Quem tiver alguma informação que possa contribuir com o trabalho policial pode ligar para o 181. A identidade do denunciante será mantida em total sigilo.
Quatro pessoas conversaram com os pistoleiros. Uma das conversas aconteceu no domingo à tarde, dois dias antes do crime. Os acusados estavam numa moto Bros vermelha e indagavam como eles faziam para chegar até o Porto do Barroso.
Segundo o delegado Rilmar Firmino, os dois colonos que conversaram com os pistoleiros e cujas identidades estão sendo mantidas em absoluto sigilo, tiveram tempo de observar alguns detalhes, como os olhos esverdeados do homem branco, e o de pele morena que usava cabelo baixo e estava de boné. Outros dois colonos também conversaram com os desconhecidos e informaram, já na terça-feira pela manhã, o caminho que deviam seguir para chegar ao Porto do Barroso. Os depoimentos dessas duas testemunhas coincidiram com as dos dois primeiros que mantiveram contato com os matadores, incluindo os detalhes das fisionomias e a cor da moto Bros, vermelha.
Silêncio - Apesar de já ter ouvido 32 pessoas no inquérito que apura as mortes do casal de ambientalistas, a Polícia Civil (PC) está tendo dificuldades na apuração dos crimes. A informação é do delegado titular da Delegacia de Conflitos Agrários (Deca) de Marabá, José Humberto de Melo Júnior. Para ele, existe um silêncio total na cidade e na zona rural de Nova Ipixuna. "Com a divulgação dos retratos falados, esperamos quebrar o silêncio e conseguir a colaboração das pessoas, seja de forma direta, indo à delegacia, ou através do telefone 181. A ligação é sigilosa", garante.
Mas, independentemente da colaboração ou não das pessoas, o trabalho policial continua no sentido de tentar localizar os dois suspeitos.


João dos Santos pode ter sido morto por vingança


Falso colono era foragido do Maranhão



A propósito da ampla cobertura dada ao homicídio que aconteceu na noite da última quarta-feira (1º), em Eldorado do Carajás, tendo com vítima o suposto colono, Marcos Gomes da Silva, na verdade ele se chama João Vieira dos Santos 33 e era foragido da cidade maranhense, Zé Doca onde foi indiciado por homicídio.

As informações a respeito da vida pregressa dele foram levantadas pelo delegado Vicente Ferreira Gomes e foram repassadas ao delegado geral adjunto, Rilmar Firmino de Souza, que por sua vez repassou à imprensa.

Segundo o delegado Rilmar de Souza, João dos Santos, matou a pauladas Francisco das Chagas de Albuquerque França em 2001.

Natural de Bom Jardim, no Maranhão, João dos Santos foi preso em Zé Doca de onde fugiu em 2003. Ele fugiu para o Pará, onde morou em Paragominas, Tailândia, Gionésia, Xinguara e por último em Eldorado.

Neste município ele usava o nome de Marcos Gomes da Silva, porém não tinha documento algum. Segundo Rilmar de Souza, o então foragido se infiltrou no assentamento e em todas as situações onde tinha de dar o nome, fornecia o nome da mulher dele.

Durante estes anos em que esteve morando no assentamento não se preocupou em tirar novos documentos.

Quando saiu de Zé Doca, deixou para trás dois filhos e não manteve contato com eles. “Então é muito estranho uma pessoa que deixa pra trás filhos”, lembrou.

Ainda de acordo com o delegado, a vítima granjeou vários inimigos por conta dos assaltos que praticava. Um deles teria acontecido recentemente a um caminhoneiro.

Sobre a investigação desse caso, o delegado conta que é infinitamente mais complexa se comparado com a investigação dos ambientalistas, José Claudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, mortos dia 24 de maio.

“Não tem comparação, pois a vítima tinha a vida bastante conturbada e cometeu vários assaltos, portanto, segurança a morte dele tem ligação com os atos que ele cometeu”, sintetiza.  

Sindicalista ameaçada de morte


Ilka Lima: Acuada e sem condições de sair do bairro



 

A presidente da Associação dos Moradores do Bairro da Paz, Ilka Barros Lima denunciou ao delegado Renato Lopes Taralo, que estava sendo ameaçada de morte.

As ameaças vêm de duas frentes. Na manhã desta terça-feira (7) ela contou que recebeu duas ligações anônimas onde os interlocutores foram claros: “Larga isso de mão, senão vai ter que sair do bairro”.

De outra parte, durante uma assembléia na sede da Associação, duas mulheres de prenomes: “Mara” e “Loira”, disseram para a sindicalista ir embora do bairro.

Tais ameaças ocorrem por conta de uma invasão recente de duas áreas dentro do bairro da Paz. Um deste terreno, localizado no final da rua Alfredo Monção, que seria destinada à construção de escola, creche e posto de saúde.

O outro terreno invadido, localizado no final da rua Afro Sampaio é um manguezal, onde há buritis, açaí, córrego e diversos tipos de pássaros.

Ilka Lima disse que a intenção seria preservar este para no futuro manter um espaço verde dentro do bairro, porém os sem teto ocuparam estes terrenos e ainda ameaçam de morte a sindicalista.

Diante dessas ameaças, Ilka Lima teme morrer a qualquer momento e anda com a síndrome do pânico. “Vejo pessoas estranhas ao meu redor a todo instante, não consigo dormir direito e vivo com medo”, narra.

Contou que na semana passada, havia duas pessoas estranhas rondando a casa dela. “Todos sabem que o nosso bairro tem um histórico de violência e os crimes acontecem e não há explicação e nem punição”, acrescenta.

Pra se ter uma idéia desse histórico de violência, desde a formação deste bairro em 2006, quatro líderes sindicais foram assassinados, entre eles, Edivan Siqueira de Oliveira, morto dia 12 de junho de 2007; Josiel Barros Pereira, o Cabeça, dia 3 de agosto de 2007; João Batista Góes, o Joãozinho do Jet, em 20 de junho de 2008 e Manoel Moura de Oliveira, morto no dia 26 de agosto deste ano.

“A gente sabe como essas coisas acontecem, eles ameaçam, o estado se omite e muitos morrem, não quero morrer e só não vou embora desse lugar porque não tenho pra onde ir”, conclui.