terça-feira, 13 de setembro de 2016

Leilão Casa Branca fatura R$ 3,16 milhões


Gado de primeira linha é sempre destaque em leilão




CABR Mifalla, a Grande Campeã Brahman da Expozebu 2016, foi o grande destaque entre os animais Brahman do Leilão Casa Branca. A matriz teve 50% de sua propriedade arrematados pelo criador peruano Edgar Cuellar. Outros 25% de Mifalla foram adquiridos por Douglas Ulhoa, da Bolívia

A Casa Branca Agropastoril vendeu 236 reprodutores e matrizes Angus, Brahman e Simental sul-africano com excelente procura e valorização nos dias 09 e 10 de setembro de 2016, em Silvianópolis (MG). O faturamento total atingiu R$ 3.164.480,00 com as excelentes médias de R$ 12.630,00 para os 136 machos e R$ 14.468,00 para as 100 fêmeas das três raças.

“Foi um leilão muito bom. Intensas disputas e o reconhecimento dos pecuaristas ao investimento da Casa Branca em genética funcional, perfeitamente adaptada para o Brasil Central. O resultado foi excelente. Tivemos alta liquidez e venda para mais de uma dezena de estados, além de países latino-americanos”, ressalta Paulo de Castro Marques, proprietário da Casa Branca.

O Angus Casa Branca atraiu grande interesse, especialmente de criadores do Sudeste e Centro-Oeste, confirmando o crescimento da raça nessas regiões. “O Angus está num momento muito positivo. A Casa Branca colocou à disposição do mercado matrizes e reprodutores adaptados ao clima tropical, devidamente provados. O interesse foi muito bom, com venda diversificada e para diferentes criadores”, ressalta Paulo de Castro Marques.
  
O Simental Casa Branca demonstrou porque é a linhagem mais valorizada da raça. Destaque a criadores de regiões exigentes, como o Nordeste e o Centro-Oeste. “Investimos no Simental sul-africano porque se trata de uma genética provada em regiões muito quentes. O Simental Casa Branca tem se mostrado uma excelente opção em regiões de calor intenso”, explica o proprietário da Casa Branca.

A maior valorização entre os animais Simental Casa Branca foi de PWM On Dance AS, Grande Campeã Nacional 2016, vendida por R$ 38.400,00 para Xapetuba (Uberlândia, MG).

O Brahman Casa Branca despertou muito interesse do Centro-Oeste e também de países latino-americanos, especialmente Peru e Bolívia. “Essa procura por criadores de outros países confirma que o Brahman brasileiro atingiu elevado estágio de qualidade. Assim, o Brahman Casa Branca torna-se uma opção de melhoramento genético dos rebanhos latinos. Até recentemente, os Estados Unidos eram a fonte preferida desses criadores. Sinal de que estamos aprimorando essa excelente opção genética”, explica Paulo de Castro Marques.

Mais informações, acesse www.casabrancaagropastoril.com.br ou pelo telefone (35) 3452-0828.


terça-feira, 6 de setembro de 2016

Sem terra com medo de morrer






O trabalhador rural sem terra, Edinaldo Cardoso de Jesus Sousa, um dos coordenadores do Movimento Brasileiro dos Sem Terra (MBST) se diz ameaçado de morte por conta de um conflito de terra no Assentamento Palmeira 7, em Itupiranga, sudeste do Pará.

Desde novembro de 2013, ele e mais 50 famílias estão despejadas daquele assentamento, que legalmente foi criado pelo Incra de Marabá, contudo o pecuarista José Iran de Sousa Lucena que pleiteia 58 lotes rurais naquela comunidade.

Desde o despejo abrupto, que os sem terra vivem desgarrados, sendo que Edinaldo de Jesus teve a casa totalmente queimada, mas que pretende retornar ao Assentamento e reaver o lote do qual é a única fonte de renda.

Praticamente todos os se terra despejados pensam em retornar para o assentamento, pois se dizem injustiçados e que temem haver um confronto armado naquela propriedade. Ele informou que há uma milícia armada na fazenda Nova Era, cujo grupo teria sido contratado pelo fazendeiro José Iran. A reportagem não conseguiu manter contato com este pecuarista a fim de permitir que ele se pronuncie a respeito das denúncias.

“Nós vamos pedir o apoio das autoridades para que possamos retornar para as nossas terras, não somos invasores, pois lá é um assentamento e o senhor José Iran está tentando grilar a terra, ganhar no grito, pois fomos assentamentos legalmente lá e agora ele se diz dono da terra, nós vamos voltar pra lá, cedo, ou tarde”, avisa.

Edinaldo de Jesus procurou a reportagem para contar que estava sendo ameaçado de morte a quando da ocupação da Estrada de Ferro Carajás (EFC) à altura do Posto Ferroviário, em Marabá, onde sem terra da Frente Nacional de Luta (FNL) pleiteiam uma grande área dentro do Distrito Industrial a fim de que possa ser criado o Assentamento Nova Esperança. Esta luta data de mais de dez anos sendo eu os sem terra seguem sem ter nenhum indicativo em relação à criação deste assentamento. Enquanto aguardam, os sem terra pretendem manter a EFC ocupada por tempo indeterminado. 

DRCO investiga roubo à prossegur



Edinaldo Sousa - Reforço policial chegou em Marabá no final da tarde de segunda-feira (5) e tem como missão investigar o assalto à transportadora de valores Prosegur que tem sido alvo constante dos assaltantes de banco em nível nacional.

Em Marabá a quadrilha especializada em roubar banco, chegou na madrugada de segunda-feira, por volta de 1h40 e permaneceu por cerca de uma hora e dez minutos detonando o prédio e roubando uma vultuosa quantia em dinheiro.

A Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) tem como missão tentar identificar os integrantes deste perigoso e bem articulado bando armado e quem sabe tentar prendê-los. A investigação, por enquanto, compete aos delegados Tiago Barreto da Rocha Belieny e Evandro Moreira da Rocha Araújo. Eles informaram que devem permanecer na cidade por tempo indeterminado, ou até que consigam um resultado positivo quanto à prisão do bando.

Especula-se que mais de dez assaltantes, fortemente armados como fuzis e metralhadores, invadiram Marabá, atravessaram dois caminhões em cima da ponte do rio Itacaiúnas, sitiando e isolando metade da cidade, se deslocara em comboio até o prédio da Prossegur, localizado na avenida Itacaiúnas, entre as ruas rio Vermelho e rio Preto de onde roubaram o dinheiro.

O prédio foi reduzido a um amontoado de escombros. Casas vizinhas ao imóvel, também foram afetados, bem como a escola Francisco de Sousa Ramos e o prédio da Sespa. Durante mais de uma hora, os assaltantes atiraram para todos os lados para evitar qualquer aproximação de moradores a fim de que não filmassem a ação deles.

Fugiram em camionetes, sentido rodovia Transamazônica em direção ao município de Itupiranga e ainda no perímetro urbano de Marabá se depararam com uma guarnição do Grupo Tático Operacional (GTO), comandada pelo sargento Gilson Bezerra. Houve breve troca tiros, sendo que a soldado Débora foi atingida de raspão. Ela foi operada e aparentemente não corre risco de morte.

Os ladrões fugiram em uma potente lancha, cujo dono a Polícia não divulgou o nome, pelo rio Tocantins, em direção ao município de Nova Ipixuna. De lá, seguiram por estradas vicinais, até o município de Bom Jesus do Tocantins. Neste município, seguiram pela BR-222 e de lá pela estrada vicinal “Carne de Sol”, que dá acesso ao estado do Maranhão.  

Toda esta rota de fuga foi levantada pelo DRCO que acredita se tratar de um bando misto, sendo integrantes do Maranhão, Pará, Tocantins e até mesmo de São Paulo, uma vez que uma quadrilha atacou em Campinas como o mesmo modus operandis, porém não conseguiram roubar valores da Prossegur.

“Acreditamos que o bando é de outros estados, pois a maneira como atacaram aqui no Pará é a mesma”, acentua Thiago Araújo, que disse acreditar que num curto intervalo de tempo o bando deve ser preso. “Não podemos adiantar, mas temo algumas pistas”, conclui.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Ousadia e articulação resultam em roubo





Edinaldo Sousa - Pelo menos quatro assaltantes se encarregaram de dar um grande prejuízo ao Banco da Amazônica S/A (Basa) da Folha 31, Nova Marabá. Um roubo que é conhecido por ‘sapatinho’ ocorreu nesta agência na manhã desta sexta-feira (30).

Era cedo, por volta das 7h da manhã, quando um gerente desta instituição, que não teve o nome divulgado, entrou no banco e sacou uma significativa quantia em dinheiro.

E não por acaso, ou por vontade própria do gerente, afinal ele teria sido obrigado a fazer o saque e entregar o dinheiro aos assaltantes, pois familiares e parentes dele estavam sequestrados.

Durante toda a manhã de ontem foi intensa a investigação, comandada pelos delegados Marcio Brasil Maio e Marcelo Delgado. A  reportagem não conseguiu manter contato com os dois delegados em função da correria que ambos a fim de tentar identificar, ou prender os assaltantes.

Contudo a reportagem conseguiu manter contato com o comandante do 4o Batalhão de Policia Militar, major Ibsen Loureiro. Este oficial contou que pelo menos quatro assaltantes participaram deste assalto.

Como de costume nesse tipo de crime, o gerente foi rendido ainda na tarde de quinta-feira assim que chegou à casa dele. A partir dai, dois assaltantes entraram na casa e renderam os parentes da vítima, sendo a cunhada, o cunhado, a esposa e quatro crianças.

Já por volta das 20 horas, todas as pessoas foram encapuzadas e obrigadas a sair de casa e permaneceram durante toda a noite numa área de mata, da fazenda Taboquinha, próxima ao Distrito Industrial de Marabá.

Com todos os parentes rendidos, o passo seguinte dos assaltantes foi colocar um cinto de couro no gerente, com um artefato que se assemelhava a bombas e que poderiam ser detonadas remotamente caso ele não fosse até o banco e sacasse o dinheiro e entregasse aos assaltantes.

De fato, o gerente foi até o banco, na manhã desta sexta-feira, sacou o dinheiro e foi entregar aos assaltantes. Concluída esta fase, os parentes do bancário foram liberados, por volta das onze horas da manhã.

O artefato de couro, ainda de acordo com o major Ibsen Loureiro, foi levado pelos bandidos. O oficial informou que acompanhou o desenrolar do caso até por volta das 13 horas de ontem, mas disse que não tinha condições de informar a rota de fuga dos assaltantes, uma vez que as vítimas permaneceram encapuzadas durante todo o sequestro e roubo, fato que pode dificultar a investigação policial. 





Professor na alça de mira da Polícia



O professor universitário Evandro Costa de Medeiros pode ser preso por conta de uma intervenção à Estrada de Ferro Carajás (EFC) no dia 20 de novembro do ano passado.

Naquela ocasião, ele juntamente com outros professores universitários e estudantes, realizaram um protesto à altura do acesso principal entre os bairros Quilômetro Sete e Araguaia.

O ato foi em solidariedade aos atingidos pela barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais, que aconteceu no dia 5 de novembro do ano passado. A barragem pertence à mineradora 
Samarco, que é controlada pela Vale e pela BHP Billiton.

O rompimento da barragem provocou uma enxurrada de lama que devastou o distrito de Bento Rodrigues, deixando um rastro de destruição pelo Rio Doce. O acidente em Mariana liberou cerca de 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração, que eram formados, principalmente, por óxido de ferro, água e lama. 

O acidente, ou desastre ambiental é alvo de intensos e acalorados debates no mundo todo. Em Marabá não foi diferente e muito embora o ato tenha reunido um pequeno grupo de estudantes e professores causou um grande rebuliço a ponto de o ato ter rendido um processo criminal contra o professor Evandro Medeiros.

O inquérito deve ser distribuído esta semana com um provável pedido de prisão preventiva contra o professor, segundo informou o delegado Washington Santos Oliveira, presidente do inquérito.

Segundo o policial, o professor Evandro Medeiros transgrediu os artigos 260 e 286 do Código de Processo Penal (CPP) que versa sobre o perigo de desastre ferroviário e incitação ao crime, respectivamente. Por enquanto é esta conclusão do inquérito policial.

Quanto ao provável pedido de prisão preventiva só deve acontecer caso o professor Evandro Medeiros interfira, ou atrapalhe o curso do processo, seja cooptando testemunhas, ou de algum outro modo que veja a prejudicar o rito processual.


Neste caso, o professor Evandro Medeiros foi ouvido no dia 20 de maio deste ano diante do delegado e negou que tivesse incitado qualquer tipo de crime, ou que tivesse impedido as operações da EFC bem como deve arrolar diversas testemunhas que possam confirmar a versão dele. O depoimento do professor foi assistido pela advogada Andréia Aparecida Silvério dos Santos. 


Por telefone, o professor Evandro Medeiros informou ontem à tarde que se encontra num encontro pedagógico que aconteceu em Bragança, mas que demonstrou surpresa quanto ao indiciamento e a possibilidade de ser preso e que só deve ser pronunciar a respeito do assunto quando retornar à Marabá. (E.S.)



Quarteto do mal preso após assalto



A guarnição comanda pelo cabo Edinan Barbosa de Souza prendeu quatro acusados de cometer assaltos em Marabá. Os presos são: Evaldo Gama Sousa, Wanderson Vitor da Silva das Graças, Daniel Macedo Gomes, o Pit, Alanderson Fernandes Araújo Sousa.

Os quatro foram flagrados quando circulavam num Fiat Uno vermelho, placa MVX-6098 à altura da Folha 29 Nova Marabá. Era por volta das 20h30, de quinta-feira (30) quando os militares interceptaram o veículo que estava recheado de homens e aparentemente levantaram suspeita dos militares.

Quando abordados, as suspeitas dos militares se confirmaram, pois dentro do carro foram localizados dois telefones celulares e uma arma de brinquedo onde, aparentemente os acusados usavam para roubar as vítimas.

Todos foram conduzidos até a Seccional Urbana da Nova Marabá onde após as oitivas apenas dois foram indiciados, um por porte ilegal de armas no caso Alanderson Fernandes Araújo, que pagou fiança de um salário mínimo e deve responder ao processo em liberdade.

Já o acusado Wanderson das Graças foi autuado em flagrante por roubo qualificado pelo delegado plantonista Álvaro Luís Beltrão Ikeda, uma vez que foi reconhecido por uma vítima do bando.

A dona de casa, que preferiu não ter o nome divulgado, não hesitou em reconhecê-lo como sendo o assaltante que lhe roubou um celular de última geração. O aparelho foi devolvido à vítima.

A liberação dos outros três acusados não implica dizer que são inocentes, ou que não tenham cometido outros assaltos na cidade, uma vez que o delegado Álvaro Ikeda ficou de abriu inquérito policial acerca do caso e ao final podem ser presos preventivamente. (E.S.)



Queria assustar desafeto mas acabou preso


“Ninguém dá susto em outro armado, ou pretendendo atirar”. A afirmação é do delegado plantonista Álvaro Luís Beltrão Ikeda ao comentar uma alegação de dois acusados presos com um revolver calibre 38, na noite de quinta-feira (30).

Os presos em questão são: Wilas Carvalho de Souza e Kleiton Guida dos Santos. Ambos foram apanhados por uma guarnição do Grupo Tático Operacional comandada pelo cabo Valdeilton Pereira da Cruz quando circulavam numa moto bros vermelha, placa JVT-2094 à altura da avenida Tocantins, bairro Novo Horizonte.


Os dois, segundo o entendimento dos policiais pretendiam roubar pessoas que circulam naquela avenida. Era por volta das 21h quando os militares receberam a denúncia dos dois suspeitos e se deslocaram até a avenida, ocasião em que conseguiram surpreender a dupla.

Quando presos, o acusado Kleiton dos Santos informou aos policiais que convidou o amigo Wilas Carvalho de Souza para dar um susto num desafeto dele, que dias antes teria lhe batido na face.

Para aplicar este susto, porém os dois saíram armados. “Até parece que eles não brincaram quando criança, pois para assustar alguém não precisa atirar, basta dar um grito que a pessoa se assusta”, comenta o delegado.

E não bastasse essa história furada contada por um dos acusados, o segundo suspeito, Wilas de Sousa, quando apresentado diante do delegado forneceu o nome do irmão dele, Welves Carvalho de Souza.

E não por acaso ele tentou omitir o nome, afinal é foragido do Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama) há um bom tempo onde cumpria pena por roubo e fugiu quando cumpria pena no regime semiaberto.

Ao fim e ao cabo os dois foram autuados por porte ilegal de armas, uma vez que a alegação deles não colou diante dos policiais, além do fato de o Wilas de Souza ser foragido. Agora os dois retornam para o cárcere. (E.S.)




Sargento morre de infarto



O sargento da Polícia Militar Silvanito Costa da Cruz sofreu um infarto fulminante foi socorrido e encaminhado para o Hospital Municipal de Marabá (HMM) onde faleceu.


O militar estava em momento de folga numa loja da Folha 31, Nova Marabá quando sofreu o ataque fulminante. A família dele já tinha histórico de cardiopatia.

Experiente e com mais de vinte anos na corporação, Silvanito era bastante operacional e detinha um comportamento exemplar.

A morte súbita dele pegou todos os colegas de surpresa e causou grande comoção. Toda assistência está sendo prestada à família do militar neste momento de dor e comoção, pelo comandante do 4ª Batalhão de Polícia Militar, major Ibsen Loureiro. (E.S.)


quarta-feira, 22 de junho de 2016

Operação asfixia: Empresário foragido se diz ameaçado de morte

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A morte ronda cabeça de empresário






Os dois principais empresários alvos da operação Asfixia, deflagrada este mês pela Polícia Federal, Josimar Enéas da Costa, o “Eletro”, de Marabá e Celso Pinheiro Viana, de Xinguara, se ameaçaram de morte por conta de uma disputa por território na venda de gases medicinais para Prefeituras da região, cuja venda esconde um esquema milionário de desvio de recursos públicos.

Os dois foram denunciados à Justiça Federal de Marabá como os mentores deste esquema onde fraudavam licitações nos municípios de Marabá, Parauapebas e Xinguara. A investigação da PF detectou que os dois, nos últimos três anos, faturaram cerca de R$ 30 milhões de forma ilícita. Após mais de um ano e investigação da PF conseguiu levantar fortes indícios da participação deles neste esquema, bem como identificar que os dois principais acusados estariam se ameaçando mutuamente de morte.

Os dois empresários constam como foragidos já que há mandados de prisão preventivas decretados na Justiça Federal de Marabá por suposta participação deles neste esquema fraudulento. A operação “Asfixia” foi deflagrada no dia 14 de junho, em Xinguara, Marabá, Parauapebas e Belém. 

Naquela ocasião a Polícia Federal prendeu três empresários, Jairan Alves, Claudio Cabral e Cleiton Souza da Silva, além de arrestar bens patrimoniais que perfazem pelo menos R$ 10 milhões, além de outras três pessoas, presas temporariamente e que supostamente tiveram participação no esquema. (Ver Box).
  
Foi durante as investigações da Polícia Federal que já duram pelo menos um ano, os agentes detectaram que os dois principais empresários se desentenderam, sendo que o empresário 
Celso Pinheiro comentou, recentemente, na rede social Whats app, que se sente mais confortável em saber que está sendo procurado pela PF do que caçado por pistoleiros supostamente contratados pelo Eletro para lhe matar.

Ele deixa claro, neste diálogo que postou na rede social, que o “Eletro” pretende mandar lhe matar para tirar do ramo de revenda de gases medicinais, cuja área ele já atua há um bom tempo.

“Em breve os senhores vão tomar conhecimento de que o empresário Celso Pinheiro não tem nada a ver com nenhum esquema, tampouco montei consórcio com o meu pior inimigo que me quer tirar do ramo, quer mandar me matar, provarei que não tenho nada a ver com isso”, resumiu.

Celso Pinheiro comentou que pensou em comprar um carro blindado, mas segundo ele, a crise também lhe atingiu, entretanto trocava de carro constante para tentar evitar uma eventual embosca. 

“O pessoal não acredita, mas a situação não está fácil, senão comprava um carro blindado para tentar me livrar dos pistoleiros, que ele (Josimar Enéas) contratou para mandar me matar e tomar o meu lugar no fornecimento de gases”, garante.

Independentemente das alegações do empresário, tanto ele, quanto o Eletro seguem foragidos já que ainda constam mandados de prisão decretados pelo juiz titular da 2ª Vara Federal de Marabá, Heitor Moura Gomes.

Segundo a investigação da PF, os dois empresários são responsáveis em desviar recursos da ordem de 30 milhões, nos últimos três anos com o fornecimento de gases medicinais para as prefeituras da região. A investigação segue no sentido de tentar identificar, de fato qual a participação de cada um neste suposto esquema e quais os tentáculos deste articulado grupo criminoso.

Evidentemente, por se tratar de dois foragidos a reportagem não pode conversar com ambos, já que desconfiam estarem sendo monitorados, mas tivemos acesso aos dois diálogos postados por Celso Pinheiro na rede social whats app.

A menos que consigam reverter a decisão judicial do magistrado, os dois seguem foragidos e podem ser presos a qualquer momento pela Polícia Federal, já que estão sendo monitorados, segundo garantiu uma fonte fidedigna.



Asfixia deve levar mais gente pra cadeia



Ainda neste primeiro semestre deste ano a Polícia Federal deve dar continuidade à segunda fase da operação Asfixia que investiga um suposto esquema de fraude em licitação de Prefeituras da região.

Evidentemente que mais pessoas podem ser presas, entre funcionários de setores de licitação, bem como assessores e até mesmo políticos. A Polícia Federal não comenta quem seriam os novos, contudo, não descarta as novas prisões.


Na primeira fase desta operação, a PF cumpriu 51 mandados em Marabá, Xinguara, Belém e Parauapebas. Destes, cinco foram de prisões preventivas, que resultaram nas prisões de três empresários, sendo que os empresários Celso Pinheiro e Josimar da Costa, o “Eletro” estão foragidos.

Outras três prisões temporárias foram cumpridas, entre elas a prisão do advogado Wesley Rodrigues Costa Barreto, sendo que este último permaneceu preso até o último domingo (19) em Marabá, Elaine Maria Mendes, funcionária de Celso Pinheiro e o funcionário da Prefeitura de Parauapebas Adeildo Santos de Azevedo, este seria uma espécie de aliado do empresário Eletro e facilitava o acesso às licitações naquela Prefeitura. 


À quando da deflagração da operação “Asfixia” o delegado Ricardo Viana comentou que os acusados orquestraram um esquema onde direcionavam os certames licitatórios através da criação de exigências que só algumas empresas do grupo deles tinham e, dessa forma, venciam essas licitações.

Após esta primeira fase a empresa vencedora subcontratava as outras empresas que haviam participado da licitação e desta forma os contratos eram onerados em pelo menos 30%, sendo que o excedente era rateado entre os empresários. Ao final cada uma delas recebia uma fatia do ‘bolo’, sendo que nem sempre os gases eram oferecidos em sua totalidade às prefeituras.

Empresas – As empresas investigadas neste esquema são: WJE da Costa e Cia LTDA, Fredson da Silva Santos Eirelli-EPP, cujo nome fantasia é Oxicar, Oxigênio do Pará LTDA (Oxipar), cujo sócio principal é Claudio Cabral de Oliveira, que por sua vez é um dos representantes do empresário Celso Pinheiro, Gás Alves e Severo LTDA EPP e SSD empreendimentos, cujo dono é Cleiton Souza da Silva.

Em Marabá, segundo o que foi investigado pela Polícia Federal, a Oxipar venceu uma licitação contra a Gasnobre Indústria e Comércio de Gases LTDA, entretanto rateou pelo menos R$ 8,5 milhão com outras empresas que também concorreram no mesmo certame. 

Tais repasses, ainda de acordo com o que foi levantado pela Polícia Federal se deram por meio de “laranjas”, entre eles, Claudio Cabral que seria um preposto do empresário Celso Pinheiro.


Crise bem longe de falsos empresários



O grupo de empresários acusado de desviar recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), já que os gases medicinais são pagos com esta rubrica, leva uma vida de rei, numa clara demonstração de que a dita crise financeira nãos lhes atingiu.

A Polícia Federal conseguiu arrestar uma infinidade de bens, joias e dinheiro em moeda estrangeira, sendo dólar e euro. Algo em torno de R$ 50 mil foram apreendidos na casa do empresário Celso Pinheiro, que de tão rico, emprestava dinheiro a juros para terceiros. Ao todo, a PF confiscou do empresário, próximo de R$ 1,5 milhão entre dinheiro, joias e cheques pré-datados. 

Lista – A lista é grande de bens aprendidos, entre eles, uma lancha que pertence ao empresário Claudio Cabral, estimada em pelo menos R$ 700 mil.

Outra lancha de menor porte, pertencente ao empresário Eletro, além de três aviões, três helicópteros, duas motos de R$ 60 mil cada, dois carros camaros, estimados em pelo menos R$ 120 mil cada.
Além de um Jeep Cherokee, sendo que novo, o valor mínimo de mercado é na ordem de R$ 160 mil, um Jet ski, entre outros objetos que perfazem um valor aproximado de R$ 10 milhões.

Ao final deste processo, conforme informou o delegado Ricardo Viana, ainda por conta da operação asfixia, se ficar comprovado que o grupo amealhou os bens de forma ilegal, devem ser leiloados e o recurso destinado à União.

Por fim o policial deixou claro que a Polícia Federal não trabalhar com paixões políticas, tampouco levanta a bandeira de grupos, mas se da sociedade e o combate à corrupção segue como sendo meta numero zero na ordem de prioridades.

Justificou também que a apreensão dos bens dos acusados é medida premente, uma vez que para ele, não tinha sentido algum envidar um grande esforço na investigação e ao final não causar um prejuízo financeiro, pelo menos por enquanto aos acusados envolvidos no suposto esquema fraudulento.

“Esperamos provar a participação de cada um deles no esquema e apreender mais bens para que possam devolver à sociedade o dinheiro desviado covardemente da saúde”, conclui. (E.S.)

Operação asfixia: Empresário foragido se diz ameaçado de morte





Os dois principais empresários alvos da operação Asfixia, deflagrada este mês pela Polícia Federal, Josimar Enéas da Costa, o “Eletro”, de Marabá e Celso Pinheiro, de Xinguara, se ameaçaram de morte por conta de uma disputa por território na venda de gases medicinais para Prefeituras da região, cuja venda esconde um esquema milionário de desvio de recursos públicos.

Os dois foram denunciados à Justiça Federal de Marabá como os mentores deste esquema onde fraudavam licitações nos municípios de Marabá, Parauapebas e Xinguara. A investigação da PF detectou que os dois, nos últimos três anos, faturaram cerca de R$ 30 milhões de forma ilícita. Após mais de um ano e investigação da PF conseguiu levantar fortes indícios da participação deles neste esquema, bem como identificar que os dois principais acusados estariam se ameaçando mutuamente de morte.

Os dois empresários constam como foragidos já que há mandados de prisão preventivas decretados na Justiça Federal de Marabá por suposta participação deles neste esquema fraudulento. A operação “Asfixia” foi deflagrada no dia 14 de junho, em Xinguara, Marabá, Parauapebas e Belém. 

Naquela ocasião a Polícia Federal prendeu três empresários, Jairan Alves, Claudio Cabral e Cleiton Souza da Silva, além de arrestar bens patrimoniais que perfazem pelo menos R$ 10 milhões, além de outras três pessoas, presas temporariamente e que supostamente tiveram participação no esquema. (Ver Box).
  
Foi durante as investigações da Polícia Federal que já duram pelo menos um ano, os agentes detectaram que os dois principais empresários se desentenderam, sendo que o empresário 
Celso Pinheiro comentou, recentemente, na rede social Whats app, que se sente mais confortável em saber que está sendo procurado pela PF do que caçado por pistoleiros supostamente contratados pelo Eletro para lhe matar.

Ele deixa claro, neste diálogo que postou na rede social, que o “Eletro” pretende mandar lhe matar para tirar do ramo de revenda de gases medicinais, cuja área ele já atua há um bom tempo.

“Em breve os senhores vão tomar conhecimento de que o empresário Celso Pinheiro não tem nada a ver com nenhum esquema, tampouco montei consórcio com o meu pior inimigo que me quer tirar do ramo, quer mandar me matar, provarei que não tenho nada a ver com isso”, resumiu.

Celso Pinheiro comentou que pensou em comprar um carro blindado, mas segundo ele, a crise também lhe atingiu, entretanto trocava de carro constante para tentar evitar uma eventual embosca. 

“O pessoal não acredita, mas a situação não está fácil, senão comprava um carro blindado para tentar me livrar dos pistoleiros, que ele (Josimar Enéas) contratou para mandar me matar e tomar o meu lugar no fornecimento de gases”, garante.

Independentemente das alegações do empresário, tanto ele, quanto o Eletro seguem foragidos já que ainda constam mandados de prisão decretados pelo juiz titular da 2ª Vara Federal de Marabá, Heitor Moura Gomes.

Segundo a investigação da PF, os dois empresários são responsáveis em desviar recursos da ordem de 30 milhões, nos últimos três anos com o fornecimento de gases medicinais para as prefeituras da região. A investigação segue no sentido de tentar identificar, de fato qual a participação de cada um neste suposto esquema e quais os tentáculos deste articulado grupo criminoso.

Evidentemente, por se tratar de dois foragidos a reportagem não pode conversar com ambos, já que desconfiam estarem sendo monitorados, mas tivemos acesso aos dois diálogos postados por Celso Pinheiro na rede social whats app.

A menos que consigam reverter a decisão judicial do magistrado, os dois seguem foragidos e podem ser presos a qualquer momento pela Polícia Federal, já que estão sendo monitorados, segundo garantiu uma fonte fidedigna.



Asfixia deve levar mais gente pra cadeia



Ainda neste primeiro semestre deste ano a Polícia Federal deve dar continuidade à segunda fase da operação Asfixia que investiga um suposto esquema de fraude em licitação de Prefeituras da região.

Evidentemente que mais pessoas podem ser presas, entre funcionários de setores de licitação, bem como assessores e até mesmo políticos. A Polícia Federal não comenta quem seriam os novos, contudo, não descarta as novas prisões.


Na primeira fase desta operação, a PF cumpriu 51 mandados em Marabá, Xinguara, Belém e Parauapebas. Destes, cinco foram de prisões preventivas, que resultaram nas prisões de três empresários, sendo que os empresários Celso Pinheiro e Josimar da Costa, o “Eletro” estão foragidos.

Outras três prisões temporárias foram cumpridas, entre elas a prisão do advogado Wesley Rodrigues Costa Barreto, sendo que este último permaneceu preso até o último domingo (19) em Marabá, Elaine Maria Mendes, funcionária de Celso Pinheiro e o funcionário da Prefeitura de Parauapebas Adeildo Santos de Azevedo, este seria uma espécie de aliado do empresário Eletro e facilitava o acesso às licitações naquela Prefeitura. 


À quando da deflagração da operação “Asfixia” o delegado Ricardo Viana comentou que os acusados orquestraram um esquema onde direcionavam os certames licitatórios através da criação de exigências que só algumas empresas do grupo deles tinham e, dessa forma, venciam essas licitações.

Após esta primeira fase a empresa vencedora subcontratava as outras empresas que haviam participado da licitação e desta forma os contratos eram onerados em pelo menos 30%, sendo que o excedente era rateado entre os empresários. Ao final cada uma delas recebia uma fatia do ‘bolo’, sendo que nem sempre os gases eram oferecidos em sua totalidade às prefeituras.

Empresas – As empresas investigadas neste esquema são: WJE da Costa e Cia LTDA, Fredson da Silva Santos Eirelli-EPP, cujo nome fantasia é Oxicar, Oxigênio do Pará LTDA (Oxipar), cujo sócio principal é Claudio Cabral de Oliveira, que por sua vez é um dos representantes do empresário Celso Pinheiro, Gás Alves e Severo LTDA EPP e SSD empreendimentos, cujo dono é Cleiton Souza da Silva.

Em Marabá, segundo o que foi investigado pela Polícia Federal, a Oxipar venceu uma licitação contra a Gasnobre Indústria e Comércio de Gases LTDA, entretanto rateou pelo menos R$ 8,5 milhão com outras empresas que também concorreram no mesmo certame. 

Tais repasses, ainda de acordo com o que foi levantado pela Polícia Federal se deram por meio de “laranjas”, entre eles, Claudio Cabral que seria um preposto do empresário Celso Pinheiro.


Crise bem longe de falsos empresários



O grupo de empresários acusado de desviar recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), já que os gases medicinais são pagos com esta rubrica, leva uma vida de rei, numa clara demonstração de que a dita crise financeira nãos lhes atingiu.

A Polícia Federal conseguiu arrestar uma infinidade de bens, joias e dinheiro em moeda estrangeira, sendo dólar e euro. Algo em torno de R$ 50 mil foram apreendidos na casa do empresário Celso Pinheiro, que de tão rico, emprestava dinheiro a juros para terceiros. Ao todo, a PF confiscou do empresário, próximo de R$ 1,5 milhão entre dinheiro, joias e cheques pré-datados. 

Lista – A lista é grande de bens aprendidos, entre eles, uma lancha que pertence ao empresário Claudio Cabral, estimada em pelo menos R$ 700 mil.

Outra lancha de menor porte, pertencente ao empresário Eletro, além de três aviões, três helicópteros, duas motos de R$ 60 mil cada, dois carros camaros, estimados em pelo menos R$ 120 mil cada.
Além de um Jeep Cherokee, sendo que novo, o valor mínimo de mercado é na ordem de R$ 160 mil, um Jet ski, entre outros objetos que perfazem um valor aproximado de R$ 10 milhões.

Ao final deste processo, conforme informou o delegado Ricardo Viana, ainda por conta da operação asfixia, se ficar comprovado que o grupo amealhou os bens de forma ilegal, devem ser leiloados e o recurso destinado à União.

Por fim o policial deixou claro que a Polícia Federal não trabalhar com paixões políticas, tampouco levanta a bandeira de grupos, mas se da sociedade e o combate à corrupção segue como sendo meta numero zero na ordem de prioridades.

Justificou também que a apreensão dos bens dos acusados é medida premente, uma vez que para ele, não tinha sentido algum envidar um grande esforço na investigação e ao final não causar um prejuízo financeiro, pelo menos por enquanto aos acusados envolvidos no suposto esquema fraudulento.

“Esperamos provar a participação de cada um deles no esquema e apreender mais bens para que possam devolver à sociedade o dinheiro desviado covardemente da saúde”, conclui. (E.S.)