segunda-feira, 20 de março de 2017

Drogas e armas desaparecem do IML de Marabá






Num intervalo de um ano, pelo menos trinta quilos de drogas e duas armas uma pistola e um revolver, desapareceram misteriosamente do IML de Marabá.

A direção local deste órgão percebeu que algo estava errado, quanto ao procurar um volume de 1,2 quilogramas de maconha, não o localizou. Durante a primeira busca a direção percebeu que outros dois volumes desapareceram, sendo 1,2 quilos e outro volume de pelo menos 30 quilos.
O sumiço da droga, no caso o primeiro volume de 1,2 quilograma, oriundo de Rondon do Pará só foi descoberto por conta da necessidade de se acostar no inquérito policial o laudo definitivo. Durante tentativa de se descobrir que fim levou este primeiro volume, a direção detectou o desaparecimento do restante da droga, bem como das duas armas.

O caso está sendo investigado pelo delegado Victor Costa Lima Leal, que desde o início do ano manteve o caso no mais completo sigilo, bem como a direção do IML de Marabá, mas a reportagem apurou as sequencias dos desaparecimentos ao levantar informações com fontes seguras, tendo em vista que se algum funcionário repassasse alguma informação a respeito do assunto poderia seria demitido.

Porém o delegado Victor Leal confirmou que de fato investiga os furtos misteriosos. O policial ouviu pelo menos trinta funcionários, bem como todos os peritos que estavam de plantão a quando dos desaparecimentos da droga.

Uma constatação óbvia do policial fica por conta do fato de não ter havido rompimento dos cadeados da porta onde a droga e as armas estavam guardadas.

O caso é tão complexo que o delegado Victor Leal requereu à Justiça, na semana passada, mais tempo para concluir o inquérito policial, uma vez que os depoimentos não foram suficientes para que o policial conclua o caso com o mínimo de suspeitos possíveis, e quem sabe indiciar o autor de tais furtos.

Entre as medidas cautelares, constam interceptações telefônicas e quem sabe até a quebra de sigilo fiscal e telefônicos dos eventuais suspeitos.

Se faltam provas, sobram especulações e conjecturas, uma delas aponta para o rumo óbvio de que o suspeito tinha acesso amplo e irrestrito ás chaves dos cômodos onde drogas e armas estavam guardados, uma vez que não houve arrombamento dos cadeados.


“Estamos apurando o caso que é bastante complexo, vários funcionários foram ouvidos, mas ainda não temos suspeitos, por isso estou pedindo mais tempo à Justiça para continuarmos a investigação”, comenta o delegado Victor Leal.

Independentemente de haver, ou não suspeitos, o fato o autor do crime atacou um prédio publico que integra o sistema de segurança pública do Estado do Pará, além de demonstrar, audácia, desprezo ao Estado, e de completo desdém à Justiça.






Diretor do CPC denunciou furtos



O diretor do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, perito criminal José Augusto Barbosa de Andrade, denunciou os furtos de drogas e armas que aconteceram na instituição em Marabá entre o final de 2015 e início deste ano.

Tal medida, segundo ele, é por não concordar com o desvio de conduta e de caráter do autor de tais crimes. “Denunciei o caso à Polícia e estamos colaborando com o trabalho policial, pois não aceitamos e não importa quem cometeu, tem de responder pelo crime”, garante.

Por conta destes furtos e de outras situações de sucateamento do CPC de Marabá, José Augusto pediu pra sair da direção do órgão desde fevereiro deste ano. O pedido repousa na mesa do diretor do CPC, Orlando Salgado, porém não há nenhuma decisão a respeito do assunto.

“Pedi pra sair, pois não concordamos com o que aconteceu”, acrescenta informando que recebeu duas ameaças de morte por se opor à eventuais desvios de conduta de servidores.

“Administrar um órgão em que a cada ano diminui a quantidade de servidores, há muitas indicações e não posso colocar pessoas da minha confiança, então é complicado”, arremata.

Entretanto, independentemente da precariedade do CPC de Marabá, José Augusto acredita que num curto espaço de tempo a Polícia deve dar uma resposta acerca dos furtos que aconteceram no órgão.

Por sua vez, o episódio joga um facho de luz numa situação que persiste: o excesso de tempo em que permanecem drogas e armas no prédio do CPC, uma vez que tais instrumentos, por força de lei, só podem ser destruídos, ou incinerados quando houver uma sentença transitada e julgada em tais processos, o que demora, em média, dois anos.


Muitas autoridades policiais defendem que essa destruição deve ser feita imediatamente, ou a quando da manutenção do flagrante contra o acusado e não se aguardar uma sentença em definitivo. 

Atualmente, a custódia de tais objetos ilícitos fica sob cautela do CPC, ou da autoridade policial, no que acarreta uma série de percalços, entre eles furto, como aconteceu em Marabá. 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Empréstimo fantasma


Empréstimo fantasma


O trabalhador rural Geral dos Reis Mercês comunicou na Seccional Urbana da Nova Marabá que é a vítima mais recente da atuação perniciosa dos hackers, uma vez que consta na conta dele um empréstimo fantasma do qual ele garante que não contraiu tal dívida.


A descoberta do dito empréstimo se deu no início deste ano, ocasião em que Geraldo Mercês,  se deslocou do assentamento Grota do Coco, em Eldorado do Carajás até o banco Itaú de Marabá para tentar sacar a minguada aposentadoria e detectou a ‘garfada’ de R$ 27,68.

Geraldo Mercês, porém garante que não contraiu o empréstimo e por esse motivo deve peticionar junto ao banco o cancelamento do pagamento. Pelo empréstimo de R$ 900,00, divididos em 72 parcelas de R$ 27,68 e que iniciou em fevereiro de 2016 e se estenderia até o março de 2022, sendo que já foi descontado parcelas até novembro do ano passado.

Evidentemente que o aposentado deve enfrentar bastante dificuldade para tentar reaver o dinheiro descontado, bem como para cancelar o dito empréstimo fantasma.

Arrombamentos constantes


Ultimamente os arrombamentos a residências e em empresas têm se intensificado em Marabá, notadamente neste final de ano, ocasião em que os ladrões atacaram nos quatro cantos da cidade.

Uma das vítimas foi a empresária Rita de Cássia Costa Brito. A empresa dela, vinculada ao setor de manutenção e conservação, situada no bairro Cidade Jardim foi atacada por dois assaltantes armados, no início deste ano.

Os ladrões renderam funcionários e clientes e saíram levando diversos equipamentos eletrônicos e das vítimas, além de fazerem sérias ameaças de morte contra as vítimas.

Outra vítima de arrombadores é a dona de casa Maria Célia Barbosa da Silva. Residente na Folha 6, Quadra 13, Lota 6, Nova Marabá, a mulher saiu da casa dela, no final do ano e ao retornar verificou que o imóvel foi arrobado.

Dela, os arrombadores furtaram um botijão de gás, uma bicicletas, além de celulares e diversos outros objetos de valor. Detalhe, o ladrão transportou o botijão de gás na bicicleta que furtou da vítima. 

Enquanto sobram arrombadores faltam policiais para investigar tais crimes e geralmente as vítimas ficam no prejuízo.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Dona de casa some misteriosamente





A Polícia Civil de Marabá segue com o desafio de identificar o misterioso desaparecimento da dona de casa Andréia Nascimento Brígido, que saiu da casa dela, na avenida Gaiapó, bairro Liberdade, no último sábado por volta das 14h, em direção a um conjunto de quitinete, na Folha 11, Nova Marabá.

Neste bairro a mulher iria manter contato com um homem de prenome Thiago com o qual pretendia local uma quitinete para montar um ponto de revenda de água e bebida e desde então não foi mais vista.

Uma moto dela, modelo biz foi vendida ainda no sábado para Paulo Henrique Apinajés por R$ 2 mil. Esse homem foi localizado pela Polícia ainda no domingo, sendo que comprou o veículo de outro homem, que não soube identificar e que esta pessoa se fez passar pelo irmão da Andréia Brigido.

Já o marido da dona de casa, Jonair Souza França contou à Polícia que a esposa mantinha contato com uma mulher e esta lhe repassava mensagens afetivas e que esta mulher é casada e que mantém um relacionamento extraconjugal com o Thiago, homem com o qual e esposa dele foi encontrá-lo para local a dita quitinete.

Independentemente de eventual passionalidade, ou triângulo amoroso compete à Policia diligenciar para identificar o que está por trás deste caso. Por sua vez, o delegado Luís Otávio Ernesto de Barros deixou claro que se depender do empenho dele este caso não deve ficar sem o devido esclarecimento.

“Desde a notícia do desaparecimento não paramos, fizemos diversas diligências, ouvimos a pessoa que comprou a moto, familiares, enfim, estamos tomando as providencias necessárias que o caso requer, mas por enquanto é prematuro fazermos alguma ilação, ou darmos alguma declaração mais detalhada, o certo é que estamos trabalhando”, comenta Luís Otávio. 



sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Leilão Virtual fatura R$ 3,06 milhões



Com a venda de 495 touros Nelore, o Leilão Virtual CFM BullTrade, promovido pela Agro-Pecuária CFM no dia 10 de outubro, faturou R$ 3.064.800,00, com média de R$ 6,2 mil por reprodutor.

A CFM vendeu touros para cerca de 30 pecuaristas de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e Pará. “Estamos muito satisfeitos com o resultado. 

Comercializar quase 500 reprodutores em um leilão virtual só é possível devido à qualidade dos touros CFM, combinada com as condições comerciais especiais que viabilizaram o resultado constatado”, ressalta Tamires Miranda Neto, gerente de pecuária da CFM.

O diferencial desse evento foram as opções de pagamento. Além do parcelamento em 20 vezes, os pecuaristas puderam optar pela modalidade CFM BullTrade - pagamento apenas em 2017, em arrobas de boi gordo. “Nossos clientes têm optado cada vez mais por essa modalidade, reconhecendo que o pagamento vinculado à arroba do boi se ajusta muito bem ao seu negócio”, complementa Tamires Neto.

A Agro-Pecuária CFM é a maior produtora de touros Nelore do país e um dos seletos programas de melhoramento reconhecidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) com o CEIP (Certificado Especial de Identificação e Produção).

Para obter mais informações sobre a CFM: www.agrocfm.com.br, tel. (17) 3214 8700 ou e-mail parafaleconosco@agrocfm.com.br. Siga a CFM no twitter pelo @agrocfm.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Leilão Casa Branca fatura R$ 3,16 milhões


Gado de primeira linha é sempre destaque em leilão




CABR Mifalla, a Grande Campeã Brahman da Expozebu 2016, foi o grande destaque entre os animais Brahman do Leilão Casa Branca. A matriz teve 50% de sua propriedade arrematados pelo criador peruano Edgar Cuellar. Outros 25% de Mifalla foram adquiridos por Douglas Ulhoa, da Bolívia

A Casa Branca Agropastoril vendeu 236 reprodutores e matrizes Angus, Brahman e Simental sul-africano com excelente procura e valorização nos dias 09 e 10 de setembro de 2016, em Silvianópolis (MG). O faturamento total atingiu R$ 3.164.480,00 com as excelentes médias de R$ 12.630,00 para os 136 machos e R$ 14.468,00 para as 100 fêmeas das três raças.

“Foi um leilão muito bom. Intensas disputas e o reconhecimento dos pecuaristas ao investimento da Casa Branca em genética funcional, perfeitamente adaptada para o Brasil Central. O resultado foi excelente. Tivemos alta liquidez e venda para mais de uma dezena de estados, além de países latino-americanos”, ressalta Paulo de Castro Marques, proprietário da Casa Branca.

O Angus Casa Branca atraiu grande interesse, especialmente de criadores do Sudeste e Centro-Oeste, confirmando o crescimento da raça nessas regiões. “O Angus está num momento muito positivo. A Casa Branca colocou à disposição do mercado matrizes e reprodutores adaptados ao clima tropical, devidamente provados. O interesse foi muito bom, com venda diversificada e para diferentes criadores”, ressalta Paulo de Castro Marques.
  
O Simental Casa Branca demonstrou porque é a linhagem mais valorizada da raça. Destaque a criadores de regiões exigentes, como o Nordeste e o Centro-Oeste. “Investimos no Simental sul-africano porque se trata de uma genética provada em regiões muito quentes. O Simental Casa Branca tem se mostrado uma excelente opção em regiões de calor intenso”, explica o proprietário da Casa Branca.

A maior valorização entre os animais Simental Casa Branca foi de PWM On Dance AS, Grande Campeã Nacional 2016, vendida por R$ 38.400,00 para Xapetuba (Uberlândia, MG).

O Brahman Casa Branca despertou muito interesse do Centro-Oeste e também de países latino-americanos, especialmente Peru e Bolívia. “Essa procura por criadores de outros países confirma que o Brahman brasileiro atingiu elevado estágio de qualidade. Assim, o Brahman Casa Branca torna-se uma opção de melhoramento genético dos rebanhos latinos. Até recentemente, os Estados Unidos eram a fonte preferida desses criadores. Sinal de que estamos aprimorando essa excelente opção genética”, explica Paulo de Castro Marques.

Mais informações, acesse www.casabrancaagropastoril.com.br ou pelo telefone (35) 3452-0828.


terça-feira, 6 de setembro de 2016

Sem terra com medo de morrer






O trabalhador rural sem terra, Edinaldo Cardoso de Jesus Sousa, um dos coordenadores do Movimento Brasileiro dos Sem Terra (MBST) se diz ameaçado de morte por conta de um conflito de terra no Assentamento Palmeira 7, em Itupiranga, sudeste do Pará.

Desde novembro de 2013, ele e mais 50 famílias estão despejadas daquele assentamento, que legalmente foi criado pelo Incra de Marabá, contudo o pecuarista José Iran de Sousa Lucena que pleiteia 58 lotes rurais naquela comunidade.

Desde o despejo abrupto, que os sem terra vivem desgarrados, sendo que Edinaldo de Jesus teve a casa totalmente queimada, mas que pretende retornar ao Assentamento e reaver o lote do qual é a única fonte de renda.

Praticamente todos os se terra despejados pensam em retornar para o assentamento, pois se dizem injustiçados e que temem haver um confronto armado naquela propriedade. Ele informou que há uma milícia armada na fazenda Nova Era, cujo grupo teria sido contratado pelo fazendeiro José Iran. A reportagem não conseguiu manter contato com este pecuarista a fim de permitir que ele se pronuncie a respeito das denúncias.

“Nós vamos pedir o apoio das autoridades para que possamos retornar para as nossas terras, não somos invasores, pois lá é um assentamento e o senhor José Iran está tentando grilar a terra, ganhar no grito, pois fomos assentamentos legalmente lá e agora ele se diz dono da terra, nós vamos voltar pra lá, cedo, ou tarde”, avisa.

Edinaldo de Jesus procurou a reportagem para contar que estava sendo ameaçado de morte a quando da ocupação da Estrada de Ferro Carajás (EFC) à altura do Posto Ferroviário, em Marabá, onde sem terra da Frente Nacional de Luta (FNL) pleiteiam uma grande área dentro do Distrito Industrial a fim de que possa ser criado o Assentamento Nova Esperança. Esta luta data de mais de dez anos sendo eu os sem terra seguem sem ter nenhum indicativo em relação à criação deste assentamento. Enquanto aguardam, os sem terra pretendem manter a EFC ocupada por tempo indeterminado. 

DRCO investiga roubo à prossegur



Edinaldo Sousa - Reforço policial chegou em Marabá no final da tarde de segunda-feira (5) e tem como missão investigar o assalto à transportadora de valores Prosegur que tem sido alvo constante dos assaltantes de banco em nível nacional.

Em Marabá a quadrilha especializada em roubar banco, chegou na madrugada de segunda-feira, por volta de 1h40 e permaneceu por cerca de uma hora e dez minutos detonando o prédio e roubando uma vultuosa quantia em dinheiro.

A Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) tem como missão tentar identificar os integrantes deste perigoso e bem articulado bando armado e quem sabe tentar prendê-los. A investigação, por enquanto, compete aos delegados Tiago Barreto da Rocha Belieny e Evandro Moreira da Rocha Araújo. Eles informaram que devem permanecer na cidade por tempo indeterminado, ou até que consigam um resultado positivo quanto à prisão do bando.

Especula-se que mais de dez assaltantes, fortemente armados como fuzis e metralhadores, invadiram Marabá, atravessaram dois caminhões em cima da ponte do rio Itacaiúnas, sitiando e isolando metade da cidade, se deslocara em comboio até o prédio da Prossegur, localizado na avenida Itacaiúnas, entre as ruas rio Vermelho e rio Preto de onde roubaram o dinheiro.

O prédio foi reduzido a um amontoado de escombros. Casas vizinhas ao imóvel, também foram afetados, bem como a escola Francisco de Sousa Ramos e o prédio da Sespa. Durante mais de uma hora, os assaltantes atiraram para todos os lados para evitar qualquer aproximação de moradores a fim de que não filmassem a ação deles.

Fugiram em camionetes, sentido rodovia Transamazônica em direção ao município de Itupiranga e ainda no perímetro urbano de Marabá se depararam com uma guarnição do Grupo Tático Operacional (GTO), comandada pelo sargento Gilson Bezerra. Houve breve troca tiros, sendo que a soldado Débora foi atingida de raspão. Ela foi operada e aparentemente não corre risco de morte.

Os ladrões fugiram em uma potente lancha, cujo dono a Polícia não divulgou o nome, pelo rio Tocantins, em direção ao município de Nova Ipixuna. De lá, seguiram por estradas vicinais, até o município de Bom Jesus do Tocantins. Neste município, seguiram pela BR-222 e de lá pela estrada vicinal “Carne de Sol”, que dá acesso ao estado do Maranhão.  

Toda esta rota de fuga foi levantada pelo DRCO que acredita se tratar de um bando misto, sendo integrantes do Maranhão, Pará, Tocantins e até mesmo de São Paulo, uma vez que uma quadrilha atacou em Campinas como o mesmo modus operandis, porém não conseguiram roubar valores da Prossegur.

“Acreditamos que o bando é de outros estados, pois a maneira como atacaram aqui no Pará é a mesma”, acentua Thiago Araújo, que disse acreditar que num curto intervalo de tempo o bando deve ser preso. “Não podemos adiantar, mas temo algumas pistas”, conclui.