quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Deca combate milícias no Pará




A Polícia Civil do Estado do Pará, por intermédio das Delegacias de Conflitos Agrários de Marabá, Santarém e Redenção, deflagrou a operação Operação “Longa Manus” que teve como objetivo combater a atuação de milicianos que agem nas regiões sul e sudeste do Pará.
Durante a investigação policial, a Polícia identificou que os acusados atuavam em fazendas, sobretudo prestando segurança particular, além de ameaçar e expulsar sem terra que estavam acampados próximos da fazenda Santa Clara, zona rural de Marabá, mas com acesso pelo município de Parauapebas.
Esta propriedade foi alvo de duas reintegrações de posse, uma em junho e outra em setembro do ano passado. Após os despejos, cinco milicianos foram presos, além de ter sido apreendido vasto arsenal bélico, bem como explosivos.
Durante a operação, a Polícia requereu, e a Justiça concedeu, três mandados de prisões preventivas e seis mandados de busca e apreensão. A juíza titular da 2ª Vara Criminal de Marabá, Renata Guerreiro Milhomem.
Entre os presos, figura o pecuarista José Iran dos Santos Lucena, que inclusive circulava numa camionete blindada, o filho dele, Mateus da Silva Lucena e Hamilton Silva Ribeiro. Os policiais cumpriram as medidas cautelares de forma simultânea em Marabá, Parauapebas e Itupiranga.
Segundo o delegado titular da Deca de Marabá, Waney França Alexandre, diversas armas, munições e explosivos foram apreendidos. Todo o material bélico ainda está sendo catalogado. Os acusados respondem processos por formação de bando, ou quadrilha, posse e porte ilegal de armas e ameaça.
Considerando a periculosidade dos acusados, o Grupo de Pronto Emprego (GPE), porém durante a operação não houve nenhum incidente.
Outros envolvidos no esquema de milícia podem ser presos a qualquer momento, entre eles, Ernanes Lira Penha, Gean Nascimento de Souza, Jonas Gomes Trindade, Luciano Guimaraes Tebar,
Wanderson Cardoso e Fernando Ferreira de Oliveira.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Fazenda Mundo Novo: Reintegração deve demorar




Apesar de todas as especulações, discursos inflamados em torno da desocupação, ou reintegração da fazenda Mundo Novo, ocupada desde o último dia, o juiz Amarildo José Mazuti deixou claro que tal procedimento deve demorar um pouco mais e não pode ser feito a fórceps, como muitos defendem.

“Somos escravos da lei, temos de cumprir a lei”, reitera o magistrado, titular da Vara Agrária Regional ao se referir ao caso em tela. Localizada na zona rural de Itupiranga, a fazenda Mundo Novo desde o último dia 10 de janeiro por sem terra ligados à União Nacional Camponesa (UNC).

A ocupação da fazenda causa repercussão em nível nacional, uma vez que se trata de um período, onde um dos pontos de vista da atual gestão nacional diz respeito ao despejo sumário de sem terra, o que, pelo menos em Marabá não deve aconteceu a reboque da lei.

“Negativo, aqui tem juiz, e nós não devemos nos deixar levar por discursos políticos, temos de cumprir a lei”, reitera o magistrado.

É com esse entendimento que o magistrado negou o pedido de reintegração de posse em favor do pecuarista Augusto Urias da Cruz. A decisão foi promulgada nesta terça-feira.

Mas se servir de consolo, na mesma decisão, o magistrado marcou para o dia 29 de janeiro deste ano, a audiência de justificação prévia para as 10 horas da manhã no Fórum de Marabá.

Na oportunidade, o magistrado pretende ouvir as partes envolvidas no processo. Até lá, os líderes dos sem terra devem ser identificados e intimados para que possam se pronunciar.

De outra parte, o magistrado determinou ao delegado titular da Delegacia de Conflitos Agrários de Marabá para que apure eventuais crimes ocorridos na fazenda, bem como identifique os respectivos autores a fim de que possam responder penalmente.

 “Analisando o exposto na exordial, verifico a necessidade da realização de audiência de justificação prévia do alegado”, cita trecho da decisão. Em outras palavras, o juiz não está plenamente convicto das alegações formuladas pelo pecuarista, daí optou em realizar a audiência de justificação.
Por outro lado, o magistrado poderia seguir outros dois caminhos legais. Conceder, ou negar a liminar de reintegração de posse, entretanto a terceira via, sob a ótica do magistrado, foi a mais viável.

“Nesta audiência pretendo ouvir todos, colher prover para formar o meu convencimento”, argumenta para em seguida concluir: “Não vamos atropelar a lei, por questões políticas, trabalhamos de acordo com a lei”, finaliza.

Uma desagradável surpresa


Para o advogado Haroldo Gaia, que defende os interesses do pecuarista Augusto da Cruz, a decisão do magistrado, soa como uma desagradável surpresa, tendo em vista que a propriedade detém todos os requisitos legais.

A fazenda é produtiva, todos os funcionários são registrados e não tem histórico algum de desmando, ou qualquer outro tipo de incidente que possa justificar uma ocupação.

Haroldo Gaia entende que o magistrado poderia conceder a reintegração de posse sumariamente, tanto que discordou e recorre junto ao Tribunal de Justiça do Estado do Pará a fim de reformar a decisão do juiz natural.

“É uma ilegalidade o que está acontecendo, a invasão sem fundamento algum, portanto já recorremos e esperamos que o TJE reforme a decisão do juiz Amarildo Mazutti e determine o imediato cumprimento da liminar de reintegração de posse”, afirma.

Por fim, Gaia deixou claro que apresentou todos os documentos da fazenda onde prova que se trata de uma área produtiva.
“Caso o TJE não reforme a decisão, iremos provar no dia 29 que se trata de uma área altamente produtiva e que a invasão não tem sentido algum”, conclui.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Sem terra desafiam governo Bolsonaro

Em apenas dez dias, sem terra ocuparam a fazenda Mundo Novo, zona rural do município de Itupiranga, distante cerca de 80 quilômetros do centro de Marabá.
Aproximadamente 150 famílias de sem terra ligados à União Nacional Camponesa (UNC) integram a ocupação, que aconteceu na madrugada da última dia 10 de janeiro.
A partir deste evento, considerado histórico, tendo em vista que inaugura a gestão do presidente Jair Bolsonaro, ocorreram diversas informações desencontradas.
Uma delas apontava para a possibilidade de os sem terra ter mantido funcionários da fazenda em cárcere privado na sede da fazenda, o que foi confirmado pelo delegado titular da Delegacia de Conflitos Agrário, Waney França Alexandre.
Porém o cárcere durou um breve período de tempo, uma vez que os sem terra seguiram para um retiro, nos fundos da propriedade, onde montaram o acampamento.
Entre diversas outras notícias truncadas, policiais da Deca foram até a propriedade e conseguiram flagrar dois homens circulando dentro de um carro, sendo que um deles, Francisco Garcia de Moura foi autuado por porte ilegal de armas. O segundo homem, nome não fornecido, deve responder a um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), por esbulho possessório.
A ocupação foi denunciada pelo pecuarista Augusto Urias da Cruz ao delegado Waney Alexandre. Ainda no final de semana, os agentes da Deca fizeram o deslocamento até a propriedade onde constataram a ocupação. Os sem terra reivindicam a fazenda para fins de reforma agrária. A reportagem não conseguiu falar como pecuarista.

Despejo depende de ordem judicial

Cleiderson Torra Costa, major e comandante da Companhia Independente de Missões Especiais, confirmou que tomou conhecimento da ocupação da fazenda, porém alegou que só pode fazer um deslocamento até a propriedade para qualquer verificação, mediante autorização do comando geral da Polícia Militar e até mesmo de uma ordem judicial.

De forma bastante sucinta, o oficial deixou claro que a CIME não está à disposição de nenhum dos lados do conflito e que todas as missões da tropa deve ser precedida de cautela, prudência, e, sobretudo de um meticuloso planejamento prévio a fim de minimizar possíveis incidentes, ou falhas.

Torres como é conhecido o oficial, milita nesta área agrária desde quando era tenente e que ao comandar a CIME entende que é um setor bastante nevrálgico, portanto toda ação tem que ser bastante planejada a fim de evitar eventuais excessos e por conseguinte processos judiciais.



Nunca é demais lembrar que a fazenda Mundo Novo não tem histórico de invasão, no que implica dizer que os proprietários devem pleitear na Vara Agrária Regional a reintegração de posse do imóvel.
Oficiosamente, a reportagem levantou que a propriedade não consta em nenhuma lista de desapropriação por parte da superintendência regional do Incra, com sede em Marabá.
De outra parte, o secretário especial de Regulação Fundiária do Ministério da Agricultura, Nabhan Garcia, entrou em contato com o governador do Pará, Helder Barbalho, para discutir a invasão da fazenda.
“A fazenda, que é produtiva, não foi ocupada, foi invadida por uma organização criminosa. Movimento social não anda armado, não invade, não destrói. Isso é organização criminosa e não vai ter reforma agrária para esse tipo de gente. Para eles, vai ter é rigor da lei”, acrescentou.



sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Ex-cinegrafista segue preso




Acusado de ter estuprado uma criança de onze anos, o ex-cinegrafista e líder da doutrina espiritual Santo Daime em Marabá segue preso por determinação do juiz titular da 2ª Vara Criminal de Marabá, Marcelo Andrei Simão Santos.

Para quem não se lembra, Daniel Cavalcante foi preso no final do ano passado, dia 29 de dezembro, por conta de ter estuprado uma criança de onze anos de idade. O flagrante foi formatado pelo delegado plantonista William Lopes Crispim.
O policial recebeu a denúncia do estupro na tarde de sexta-feira, ocasião em que a mãe da criança relatou a agressão ocorrida na casa do pai do acusado. Naquela ocasião, Daniel Cavalcante tocou as partes íntimas da jovem, bem como mordeu os lábios dela.

Um laudo, assinado pelo médico legista Nagilson Amoury, constatou as lesões sofridas pela jovem. A peça foi fundamental para que o juiz mantivesse a prisão preventiva do acusado.
Além do laudo, o depoimento da jovem foi outro fator preponderante para que ele continuasse segregado. No depoimento, a jovem conta detalhes de como Daniel Cavalcante tocou nela.
A jovem narrou ainda que no ano de 2017, Daniel Cavalcante cometeu outros três estupros. Por força do ECA e para preservar a adolescente, detalhes destes atos bestiais são suprimidos, entretanto a jovem é bastante clara e detalhista em relação às agressões.
E porque os estupros permaneceram ocultados durante todo esse tempo? A reposta da jovem foi porque ela contou que foi ameaçada de morte por parte do acusado, sendo que Daniel Cavalcante lhe disse que se contasse para alguém ele mataria a mãe, pai e a jovem.
O caso em tela segue os mesmo roteiros de estuprados, que via de regra, conquista a confiança da vítima, comete o ato bestial e depois ameaça de morte as pessoas próximas.

A prisão de Daniel Cavalcante ganhou ampla repercussão em Marabá. Ele, atualmente integrava a doutrina Santo Daime, inclusive era um dos líderes.

Bastante conhecido na cidade, já que por décadas, trabalhou como cinegrafista em várias emissoras locais. Filho de um líder religioso também conhecido, sem sombra de dúvida o caso choca e causa revolta.

Nas redes sociais, há diversos  comentários  condenando o acusado. Ele segue preso em um cela do Centro de Recuperação de Marabá, destinado única e exclusivamente àqueles que cometem estupros, os chamados “Jacks”. Nunca é demais lembrar que esse tipo de criminoso não tem vida fácil no cárcere, pois não são bem vistos pelo restante da massa carcerária.



segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Latrocínio pode ter motivado chacina




Três pessoas são assassinadas na Vila Cajazeiras, em Itupiranga, em plena tarde do último domingo (11). Uma delas, o conhecido comerciante do ramo varejista, João Alves da Costa, 60, além dos caseiros Reginaldo Ribeiro Souza e José Aparecido Moreira Alves, 50 anos.
O crime teve como palco uma propriedade do Costa, como era conhecido. Em princípio, o delegado Toni Rinaldo ouviu algumas testemunhas, fez algumas diligências, entretanto o caso foi avocado para o delegado Ivan Pinto, um dos titulares da Divisão de Homicídios de Marabá (DHM) por ordem do titular do Departamento de Policia do Interior (DPI), Sílvio Maués.
Em princípio o caso está sendo tratado como latrocínio, uma vez alguns objetos de valor foram furtados como uma camionete modelo 4000, motosserra, gás de cozinha, além de uma considerável quantia em dinheiro, que seria fruto da venda de porcos, uma das principais atividades do comerciante.
Para o delegado Ivan Pinto, latrocínio é a hipótese mais provável, sendo que mais de uma pessoa pode ter cometido o crime, tendo em vista que as vítimas estavam amordaçadas e com as mãos amarradas.
Após o crime, os assassinados, provavelmente fugiram na camionete, levando os objetos e seguiram para estrada vicinal que dá acesso à Vila Mariquinha. Por conta destas informações preliminares, o delegado Ivan Pinto pede o apoio da população no sentido de colaborar com a investigação.

“Caso alguém tenha alguma informação pode entrar em contato com a DHM, ou por meio do Disque Denúncia para que este caso seja elucidado o mais breve possível”, comenta o policial informando que o caso é pouco provável se tratar de homicídio e sim latrocínio.
Em se tratando de qualificação, há uma sensível diferença, uma vez que em se tratando de homicídio, os acusados, se presos, podem ser julgados via Tribunal do Júri, no que em tese podem escapar de uma eventual sansão penal, pois este julgamento é feito por sete pessoas escolhidas pela Justiça no que em tese não têm conhecimento jurídico.
Já a qualificação de latrocínio, os réus são julgados por um juiz togado, que é plenamente capaz para tomar uma decisão com base nas provas apresentadas ao magistrado e fatalmente os acusados têm grandes chances de ser condenados.




sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Juiz mantém soldado preso




Quem deveria zelar pelo bem estar da população, servir e proteger vai de encontro a estes princípios e está no centro de uma investigação de um triplo homicídio que aconteceu no ultimo dia 20 de outubro, em Pacajá, oeste paraense.
Trata-se do soldado da Polícia Militar, Joelson Barata de Souza, lotado em Marabá. Saiu da cidade, em dia de folga é apontado pela Polícia Civil como sendo um dos envolvidos no triplo homicídio e terminou preso. 

O juiz titular da Comarca de Anapu e respondendo cumulativamente por Pacajá, Esdras Murta Bispo não só manteve a prisão dele como converteu o flagrante em prisão preventiva, ou seja sem prazo para expirar uma vez que o magistrado entendeu haver indícios de participação do acusado em tais crimes.

Aparentemente, o soldado, acompanhado com um comparsa, matou três pessoas, no dia 20 de outubro em Pacajá. Pela manhã foi morto a tiros José Maria Camelo, quando este saía de uma padaria, no centro da cidade.

À noite foi a vez dos irmãos Joelton e Josivan Cristo Bispo, filhos do empresário e pecuarista Josiel Ferreira de Almeida, o “Gato de botas”, acusado de envolvimento na morte do pecuarista e industrial madeireiro Luciano Albano Fernandes, morto a tiros no dia 19 de maio deste ano, na casa dele, uma antiga serraria situada às margens da Transamazônica.

O triplo homicídio seria um destes crimes que tinha tudo para entrar para o rol dos insolúveis, porém a ação rápida de um policial militar à paisana mudou o rumo da história.

Quando os dois matadores executavam os irmãos Cristo dentro de um restaurante, o policial militar à paisana, que não teve a identidade revelada, trocou tiros com os matadores e acertou dois projeteis no soldado Barata, um no tórax e perna.

Ferido, o soldado caiu ao chão, se levantou e fugiu em um carro. O comparsa dele fugiu em moto Bros preta. Em princípio, Barata foi encaminhado para o HMM de Pacajá e em seguida, devido a gravidade dos ferimentos, foi transferido para o Hospital Regional de Tucuruí, onde segue internado e preso.

Assim que se recuperar, segundo decisão do juiz Esdras Bispo, deve ser transferido para o presídio Anastácio das Neves onde são custodiados servidores públicos que por ventura se envolverem em crimes diversos.

A Divisão de Homicídios de Altamira, à frente o delegado William Damasceno está encarregada de decifrar o que motivou trais crimes e se, de fato, as mortes têm ligação.

A reportagem apurou que as mortes têm ligação com a morte do empresário e pecuarista Luciano Albano Fernandes. Grilagem, ou acerto de contas são as duas hipóteses prováveis para este crime.

Fernandes administrava a fazenda Santa Maria e que ainda tem uma grande quantidade de madeira. Os madeireiros Tarcísio Oliveira Pereira e Josiel Ferreira de Almeida, o “Gato de botas” seriam os mandantes, pois estariam tentando grilar a fazenda.

Ambos foram presos em junho deste ano, porém o juiz Esdras Bispo concedeu liberdade provisória no dia 13 de setembro deste ano e aplicou as chamadas medidas cautelares, entre elas a de não manter contato com os irmãos do Luciano Albano, Silvio e Claudio Albano Fernandes.

Defesa – Os advogados Wandergleisson Fernandes e Marcel Affonso defendem os interesses do soldado Barata. Eles foram sucintos.

Disseram que aguardam a conclusão do inquérito policial e, que, portanto não podem comentar a respeito do assunto. Porém entendem que a prisão preventiva é intempestiva, desnecessária e desproporcional, uma vez que dizem não ter indícios de autoria do envolvimento do soldado em tais crimes.

Concluem informando que devem manusear um Hapeas Corpus junto ao Tribunal de Justiça do Estado do Pará a fim restabelecer a liberdade do soldado. “Não há indícios de autoria por parte do acusado ou riscos para a sociedade”, salienta Wandergleisson Fernandes.


quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Chacina de Ourilândia: réus julgados em Marabá



Previsto para acontecer julgamento dos três acusados de cometer a chacina em Ourilândia do Norte, sul do Pará. O júri acontece em Marabá, na próxima terça-feira, dia 25, à frente o juiz Caio Marco Berardo. 

O crime aconteceu no dia 8 de outubro de 2015, na fazenda Alana. As vítimas foram mortas com armas de fogo. Entre elas o pecuarista Jadson Michel Pesconi, filho do ex-prefeito daquele município, Aparecido Pesconi, o médico veterinário Manoel de Paulo Ribeiro Filho, além dos vaqueiros: Samuel Santiago de Oliveira e Josué Francisco de Assis Sousa.

Já os acusados são o pecuarista José Vieira da Mata, César Duarte Santiago e Osvaldo Antonio de Oliveira, este vaqueiro e funcionário de José da Mata. Praticamente todos os réus devem apresentar como tese de defesa negativa de autoria e ausência de provas.

Segundo consta nos autos desse processo, as mortes aconteceram como se num efeito cascata, tendo em vista que os acusados pretendiam seqüestrar o pecuarista Jadson Pesconi e cobrar um resgate milionário, uma vez que a vítima teria recebido uma grande quantia em dinheiro fruto da venda de uma fazenda em Ourilândia.

Para tanto, os acusados usaram de um ardil nada convencional. Em princípio chegaram na fazenda e renderam os dois vaqueiros. Em seguida ordenaram que estes ligassem para o pecuarista e dissessem que bois estavam morrendo e que ele se dirigisse até a fazenda para constatar o caso.

De posse dessa informação, Jadson Pesconi, que no momento da ligação telefônica estava numa casa veterinária, exatamente comprando produtos para a sanidade animal, e ao lado dele, o médico veterinário Manoel Filho, que foi convidado e aceitou acompanhar o pecuarista até a fazenda para verificar a suposta mortandade dos bois.

O final desse trafica história é que todas as quatro vítimas foram mortas com tiros na cabeça, num claro sinal de execução e assim o plano inicial do seqüestro, aparentemente falhou no que resultou na chacina.

O caso é bastante complexo, tanto que resultou num processo de cinco volumes e pelo menos 500 páginas. Outros dois acusados: Natanael e Moisés Rosa de Matos estão indiciados, porém só devem ser julgados em Belém, onde seguem presos.

Cada um dos acusados tem uma participação definida. A reportagem manteve contato com o defensor público Alysson George Alves de Castro. Ele defende os interesses do acusado Cesar Duarte Santiago, que se disse inocente e que nada teve a ver com o crime. A tese de defesa deve ser a negativa de autora e ausência de provas.

Outros dois advogados criminalistas, Arnaldo Ramos e Raphael Lemes Braz defendem os interesses do acusado Osvaldo Antonio de Oliveira. Eles disseram que o réu é inocente e que nada tem a ver com o crime. Ambos, também devem adotar a tese de negativa de autoria.